"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

terça-feira, 14 de julho de 2015

10 tendências globais de consumo que estão impactando marcas em 2015

Manter-se inovadora e capaz de estar ao lado dos consumidores nos seus principais momentos são alguns desafios de todas as empresas. A velocidade e a facilidade de acesso à informação forjaram shoppers cada vez mais exigentes e cientes de seus direitos. Com a ampla competitividade promovida pela globalização, que quebrou paredes e construiu pontes, as marcas precisam conhecer cada vez mais as necessidades de seus clientes para conquistarem a simpatia e, principalmente, o bolso deles.

A escassez de tempo, a necessidade de desenvolver novas habilidades para apresentar no círculo social, o uso de ferramentas tecnológicas e a preocupação crescente com o meio ambiente são algumas das vertentes que impulsionam as tendências que ganharão ainda mais força neste ano. As marcas que quiserem inovar devem estar atentas ao levantamento realizado pela Trendwatching.com, que mostra iniciativas de sucesso que chamaram a atenção em diversas partes do mundo.

As tendências trazem várias possibilidades de inovação para a marca, como a criação de novos produtos, serviços, modelos de negócio e campanhas de comunicação. “Analisamos os movimentos globais de consumo que começam a se destacar em diversos lugares e que podem ser aproveitados por outras empresas”, explica Luciana Stein, Pesquisadora de Tendências da Trendwatching.com, em entrevista ao Mundo do Marketing.

1 – Instant Skills

Depois de se apoderar do que as marcas poderiam acrescentar em suas vidas – a imagem propagada pelas próprias companhias –, os consumidores agora esperam que as empresas os ajudem a impulsionar suas aptidões. Muito além de consumir, a questão é adquirir prestígio e status com equipamentos que permitirão ao cidadão se diferenciar ao produzir em casa algo que antes era exclusivo das empresas. “O conceito de luxo tem mudado. As pessoas, agora, não querem apenas possuir mais coisas. Elas esperam que esse consumo ajude a ampliar suas capacidades, polindo as habilidades e dando mais segurança às atividades que elas já praticavam anteriormente”, explica Luciana Stein.

As máquinas de café expresso, já disponíveis em muitos lares brasileiros, por exemplo, mostram bem como os consumidores querem levar para casa coisas que antes eram apenas disponibilizados a profissionais. A popularidade de facas, panelas e ferramentas que facilitam o dia a dia e fazem parte do conceito de cozinha gourmet ganha força no Brasil a cada dia e também reforça esta ideia.

Para as marcas se aproveitarem desta tendência, elas devem pensar como seus produtos podem ajudar os consumidores a profissionalizarem seus hobbies com agilidade. “O que estava só ao alcance de empresas é democratizado para que as pessoas usem dentro de casa”, acrescenta Luciana.

2 – Fast Laning

A rotina corrida da vida moderna mudou o nível de exigência dos consumidores. Com o tempo cada vez mais escasso, principalmente para o lazer e atividades familiares, os shoppers não aceitam mais perder tempo em filas de atendimento ou aguardando os pedidos serem preparados. As empresas que quiserem se posicionar como aliadas de seu público – todos os consumidores e não apenas os clientes VIPs – devem criar ferramentas para que as pessoas não sintam que estão perdendo tempo ao consumir nesses estabelecimentos.

Nos Estados Unidos, a Starbucks criou um aplicativo em que o consumidor pode fazer o pedido antes mesmo de chegar à loja. Nos casos em que esperar é realmente necessário, as marcas devem oferecer alguma atividade para entreter os clientes. O Google, por exemplo, desenvolveu um joguinho com um Dinossauro para que os usuários do navegador Chrome passem o tempo enquanto aguardam a internet voltar. “O consumidor não admite mais ter um tempo morto, sem produzir ou consumir. Caso tenha que esperar, ele deseja que as marcas criem maneiras divertidas de fazê-lo perder este tempo de forma mais agradável”, esclarece Luciana Stein.

3 – Fair Splitting

Oferecer o pagamento via mobile já não é mais sinal de inovação ou avanço para muitas empresas, principalmente em uma análise global. Por isso, parte das marcas passou a oferecer outros benefícios, como a possibilidade de dividirem os custos dos serviços e produtos e até mesmo rachar a conta. Uma ideia que já está sendo usada é a criação de aplicativos permitem não apenas chamar o táxi e pagar a corrida, mas pegar outros passageiros no caminho para dividir a tarifa.

No Brasil, o APP Meia Bandeirada possibilita que consumidores compartilhem viagens identificando passageiros com origens ou destinos próximos. O aplicativo é oferecido, principalmente, para as empresas otimizarem os custos com a locomoção de seus funcionários ou dividirem o pagamento de corrida com roteiro integrado. Além da economia, a iniciativa é mais ecológica já que reduz a emissão de gases poluentes ao usar um carro para vários passageiros, o que contribui também para maior fluidez no trânsito.

4 – Internet of Sharing Things

O compartilhamento e a economia colaborativa também estão presentes nesta tendência apontada pela trendingwatching.com, que identificou diversas iniciativas pelo mundo em que as pessoas estão se aproveitando da internet para trocar coisas. O acesso compartilhado de produtos só é possível por meio da internet das coisas, que confere mais valor aos objetos, já que podem ser controlados pelos consumidores à distância. “O uso compartilhado já é um desejo da sociedade, e a internet das coisas permite a troca, o consumo compartilhado”, acrescenta Luciana Stein.

Recentemente, uma empresa de Hong Kong desenvolveu o Umbrella Here, que consiste no compartilhamento de guarda-chuva em dias chuvosos. A ideia é que um dispositivo acoplado no topo da sombrinha mostre se o usuário está disponível ou não a dar uma carona a um desconhecido em meio a um temporal. A ferramenta utiliza tecnologia bluetooth e um aplicativo. Caso haja uma “vaga” na sombrinha, o equipamento fica iluminado na cor verde e, em caso negativo, vermelho. Outra iniciativa é o BitLock, um cadeado inteligente, que aliado a um aplicativo, permite o compartilhamento de bicicletas a baixo custo.

5 – Branded Government

Neste ano, as marcas com visão de futuro vão intensificar seus esforços para criar mudanças reais e significativas nas sociedades em que estão inseridas – seja nos seus bairros, cidades ou no planeta. Trata-se de ir além de iniciativas padrão de responsabilidade social e ambiental, mas identificar deficiências governamentais e agir sobre elas. “É hora das marcas assumirem o papel dos governos em relação às questões sociais. Mas não pode ser uma ação isolada e sim um posicionamento da empresa a logo prazo”, explica Luciana Stein, da Trendwatching.

Em alguns países, o Easy Taxi, por exemplo, abraçou a causa da paz no trânsito e passou a oferecer aulas de direção defensiva aos motoristas e treiná-los para ter um tráfico mais civilizado. Apesar de ter ligação com a atividade do aplicativo, não é obrigação dele promover ações como essa. Na Nigéria, a empresa foi além, e em parceria com a Dettol, fabricante de produtos de higiene pessoal, orientou os taxistas sobre como prevenir e fazer o diagnóstico de ebola. Os profissionais têm papel fundamental na luta contra a doença já que viraram multiplicadores da informação.

6 – Post-Demographic consumerism

A definição de consumo analisada apenas por segmentos tradicionais como idade, sexo, localização, renda, situação familiar já estão ultrapassadas. Cruzar esses dados é fundamental para encontrar micronichos que não estão sendo aproveitados pelas marcas. Esta tendência deve ser analisada com cuidado pelas empresas, pois ela representa a ampliação do público-alvo. “Se você tem uma imagem estereotipada de quem consome o seu produto, é hora de revê-la e apresentar a oferta a outros segmentos que também podem se interessar”, sugere Luciana Stein.

Com um grande volume de informações facilmente disponível na internet, é natural que os consumidores se sintam cada vez mais motivados a experimentarem novidades. Quem saiu do lugar comum foi a americana Lululemon, especializada na fabricação de roupa para atividades físicas. A marca resolveu testar a demanda por peças no tamanho masculino para o público praticante de yoga, atividade conhecida por atrair mais mulheres. A empresa criou um hotsite para a venda de produtos específicos para eles e percebeu que havia uma carência neste segmento. A iniciativa rendeu frutos e a marca, agora, passou a oferecer coleções exclusivas para os homens.

7 – Currencies of Change

Estimulado a todo instante a criar uma versão melhor de si mesmo, o consumidor espera que as marcas sejam aliadas dele nesta busca, que pode ser para emagrecer, tonificar o corpo, parar de fumar ou outro qualquer. As empresas que intensificarem seus esquemas de premiação dos consumidores como forma de os estimularem a alcançarem suas metas ganharão destaque, além da fidelização. As companhias que quiserem estar ao lado dos clientes neste momento desafiador devem se questionar: quais os objetivos que eles estão tentando alcançar? Como minha marca poderia criar recompensas para estimulá-los?

Na Rússia, o banco Alpha resolveu remunerar os correntistas que praticam atividade física, aliando a saúde do corpo com a saúde financeira. Para ganhar até 6% a mais de lucro, os clientes devem sincronizar as ferramentas que utilizam para monitorar as atividades (como RunKeeper ou Fitbit), com o número da conta corrente. Trocando calorias por dinheiro, o banco se posiciona como uma empresa inovadora, fortifica os elos com os consumidores, conquista novos clientes e fideliza aqueles que têm o desejo de se aprimorar.

8 – Sympathetic Pricing

Se colocar no lugar do consumidor é um dos caminhos para surpreender o cliente e oferecer um afago – ou melhor, desconto – quando ele mais precisa. Apenas 30% dos consumidores globais pensam que as marcas têm um compromisso sincero com os seus clientes, segundo pesquisa da Edelman, realizada em outubro de 2014. Para compensar isso, as marcas estão fazendo esforços objetivos e criativos para mostrar que se importam com seu público.

Durante a Copa do Mundo, a editora Lote 42 ofereceu 10% de desconto a cada gol sofrido pela Seleção Brasileira. A iniciativa era uma forma de amenizar o sofrimento do torcedor. “Esta tendência mostra que as marcas devem estar alinhadas com os seus consumidores, oferecendo descontos de acordo com as necessidades deles. Empresas empáticas são aquelas que se colocam no lugar do cliente. É a mão amiga no momento de dificuldade”, explica Luciana Stein.

9 – Robô Love

Cada vez mais os robôs serão aproveitados pelo varejo para atuarem no atendimento ao público. De acordo com análise da Trendwhatching.com, muitos consumidores terão seus primeiros encontros cara a cara com robôs neste ano. Muito além de cortar custos, a iniciativa visa aumentar a satisfação dos consumidores. Mas não são máquinas comuns, são equipamentos capazes de ler expressões faciais, perceber o tom de voz e compreender as necessidades dos fregueses.

No Japão, a Nestlé está usando robôs para vender máquinas de café em mil lojas no país. Batizados de Pepper, os androides foram introduzidos no fim do ano passado e são capazes de explicar a diferença entre cada máquina de café da marca e ainda indicar a mais apropriada às necessidades dos clientes. Os humanoides tem capacidade para entender várias frases da fala e também compreendem emoções dos clientes

10 – Brand Stands

Mais do que nunca, os consumidores esperam que as marcas estejam aliadas às suas causas. Depois de ir às ruas para protestar, reclamar dos excessivos gastos públicos, da violência e até mesmo de questões políticas, a sociedade está se posicionando e dando mensagens claras do que quer. Para aproveitar esta tendência, as empresas devem sair de cima do muro e se posicionar, mesmo se o tema for delicado ou polêmico, como bullying ou os privilégios de uma classe ou grupo social.

A transparência (e a falta dela) nas ações de Marketing se tornam assuntos de campanhas de empresas que estão surfando nessa tendência. A rede de restaurantes Nando’s, na África do Sul, por exemplo, costuma criticar políticos e ditadores em seus comerciais, posicionando-se ao lado da população.

Fonte:Mundo do Marketing
Data da informação:08/04/2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Internet das Coisas: próximo passo do Facebook

Depois de anunciar seus planos de expansão para projetos de realidade virtual no último mês de fevereiro, o Facebook divulgou nessa semana, durante a F8 Developer Conference, o novo kit de desenvolvimento de software (SDK, sigla em inglês) com o objetivo de acompanhar o crescimento do fluxo de dispositivos conectados à web e aparelhos domésticos, pertencentes ao universo da Internet das Coisas.

A plataforma mobile construída pela empresa chama-se ‘Parse’, que irá dar todo o suporte através do aplicativo, desde produtos mais simples como termostatos inteligentes e portas de garagem a outros objetos um pouco mais elaborados, como escovas de dentes, camas e raquetes de tênis entre os produtos.

Ainda não se sabe ao certo como esse processo será executado, mas a preocupação deve estar centrada em fornecer uma boa experiência e feedback de conexão através da rede social. Mais uma tentativa de mudar os hábitos de consumo e estilo de vida de seus usuários. Eventualmente, estes produtos irão trabalhar em conjunto, transformando residências comuns em ‘casas inteligentes’.

Para dominar o universo ‘IoT’

A Parse foi adquirida em 2013 pela rede social e, como outras plataformas de suporte ao ecossistema ‘IoT’, possui uma infraestrutura de capacitação móvel de serviços de back-end (MBaaS) para microcontroladores e sistemas operacionais ‘real time’ (RTOS). Além dessa operacionalização, o Parse oferece gerenciamento de usuários, armazenamento de dados e funções de background, entre outros recursos.

A plataforma estará habilitada para ser usada pelos principais sistemas operacionais móveis (iOS, Android e Windows Phone). A placa microcontroladora escolhida foi a Arduino Yun, construída com suporte para redes de Ethernet e Wi-Fi. Outros serviços estarão à disposição de desenvolvedores para a criação de aplicativos de IoT que poderão ser controlados através do sistema de ‘cloud computing’.

Fonte: mobilepedia.com.br
 Data da informação: 08/04/2015

domingo, 28 de junho de 2015

Rede social obriga empresas a darem respostas mais rápidas

Com o advento da mídia social como um dos principais canais para a exposição de opiniões sobre produtos e serviços, redes varejistas têm criado estratégias para tentar responder de forma mais rápida e efetiva questões do consumidor. Com isso, as empresas têm conseguido fidelizar seus clientes e até evitar que uma imagem negativa se prolifere de forma rápida pela internet.

Empresas que nascem no meio digital, como as de e-commerce, tendem a ser mais efetivas e inovam nos canais de atendimento ao consumidor. "A obsessão por trazer a melhor experiência de compra ao cliente nos fez ser a primeira empresa a atender o consumidor 24 horas e sete dias na semana", afirmou o gerente de marketing e comunicação da Netshoes, Renato Mendes.

Com nove milhões de fãs no Facebook e uma média de 200 mil interações mensais com os clientes em diversas ferramentas on-line, hoje a Netshoes afirma ter atendimento em todos os canais - e nenhum desses serviços é terceirizado. "O perfil do nosso atendente é diferenciado. A maioria ou estuda ou é formado em áreas da comunicação, o que traz uma dinâmica com um perfil mais jovem, bem mais em linha com o nosso consumidor", explicou ele.

Com isso, até brincadeiras são permitidas como meio de resolução de conflitos entre o consumidor e a marca, assim como ferramenta de atendimento de pré e de pós-venda. "Tivemos o caso de um cliente que entrou em um chat de atendimento na madrugada e se identificou como Chaves. O assunto iniciado por ele era totalmente aleatório e quem fez o atendimento encerrou o chat com a frase: tinha que ser no Chaves mesmo."

Segundo Mendes, isso mostra que o treinamento, alinhado com uma autonomia responsável, pode gerar bons resultados. "O importante é atender o consumidor e dar uma resposta à todos os seus questionamentos antes e após a venda", explicou.

A premissa da Netshoes, segundo Mendes, é transparência. "Fomos os primeiros a expor as políticas de trocas no site, fazendo com que a nossa relação com os consumidores seja a mais transparente o possível.

A comprovação de que as redes sociais podem ser tanto amigas como inimigas de algumas marcas vem dos cases de grande repercussão. Ontem, a Arezzo, por exemplo, passou por situação delicada, por conta de uma postagem. Uma consumidora afirmou ter comprado um sapato em uma das lojas da rede, que ao ter a palmilha do produto descolada apareceu uma outra marca, a da Via Uno. Ao tentar resolver o conflito na loja, a consumidora se frustrou com o atendimento e usou o Facebook para mostrar a sua indignação.

A repercussão foi tamanha, que até o Buzz Feed, site que viraliza conteúdo, mostrou o assunto. Em resposta a solicitação do DCI, a Arezzo afirmou ter identificado a questão, e que trabalha para corrigir o equívoco na produção de um de seus modelos. "A companhia lamenta o ocorrido. Está revendo processos internos para eliminar eventuais novas falhas e reafirma o compromisso com a autenticidade de seus produtos", disse a Arezzo, em nota.

A marca de moda Visou passou por problema similar tempos atrás, mas voltado ao atendimento de má qualidade. No Facebook, circulou que um funcionário ofendeu uma cliente que queria saber sobre a entrega de um produto, o que comprova como as redes sociais podem ser palanques de consumidores na hora de expressarem a opinião sobre uma empresa - sendo ela positiva ou não.

As empresas, entretanto, esquecem que a resposta não precisa ser automática, mas sim efetiva. "Tem empresa que responde uma reclamação em cinco minutos do Twitter, mas não resolve o problema", explicou a diretora de Relacionamento B2B do Reclame AQUI, Gisele Paula. Segundo ela, a falta de cultura sobre a resolução dos problemas, de achar que respostas prontas satisfazem o consumidor, são hábitos que devem ser extintos entre os varejistas, afirmou. "Tem empresa que prefere arcar com as multas que incidem sobre o não atendimento ao consumidor do que investir em canais de atendimentos efetivos", disse ela.

Os canais podem ser os mais distintos. Pesquisa da Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente apontou (Abrarece), aponta que 59% dos consumidores usam o e-mail como principal plataforma de contato com as empresas. Outros 30% utilizam redes sociais. 68% afirmam que o telefone é o principal canal.

Ainda segundo a entidade, já é notável a necessidade desses canais dentro das empresas. Além do telefone, 93% das empresas contam com um e-mail de contato; 80% tem chat para atendimento e 60% contam com modelos de autoatendimento em seus sites. "Estudo do Reclame AQUI aponta que as pessoas não querem acabar com a imagem da empresa. Às vezes querem sós ter uma solicitação atendida", disse Gisele.

Ser o primeiro a receber uma reclamação ou sugestão é palavra de ordem para o presidente da rede de franquias de alimentos Patroni, Rubens Augusto Junior. "Todas as mensagem enviadas ao SAC caem na minha caixa de e-mail", declarou. Além de ser mais rápida a resposta ao consumidor, ele acredita ser mais ágil reduzir os problemas operacionais da empresa. "Nós mudamos o preparo da nossa lasanha após reclamações sobre o molho que ficava aguado por conta do cozimento em forno a lenha", explicou Augusto Jr.

A maior queixa dos consumidores hoje na Patroni envolve o atendimento. "Se reclamam que não foram bem atendidos, então a informação é repassada ao diretor responsável pela unidade. Cabe a ele responder em até 48 horas sobre o ocorrido", disse. Ao que completou: "Eu tenho que estar copiado na resposta do e-mail, para saber o que foi resolvido".

O empresário afirmou ainda ter também um ranking em que verifica as unidades com maior reclamação. "Recebemos em média de 10 a 12 reclamações pelo SAC, e outras duas pelo Facebook. Se uma unidade receber muitas críticas é hora de agir, mesmo que eu tenha de colocar uma equipe durante 30 dias para resolver o problema", enfatizou. O empresário concluiu dizendo não deixar o consumidor sem resposta, mesmo as reclamações sendo poucas e até mesmo pontuais.

Quando a resolução do problema não depende da varejista, a estratégia é ter fornecedores que trabalhem em conjunto. "Temos um setor com mais de 90 funcionários. Eles fazem o intermédio entre as marcas e os consumidores", afirmou a gerente da central de qualidade da Loja Zema, Maria Generosa.

Especializada na venda de bens duráveis e semiduráveis, com 90 anos de atuação no mercado brasileiro, a rede conta hoje com mais de 500 unidades e é na loja que o consumidor resolve qualquer tipo de pendência.

"Atuamos em cidades pequenas e é comum o cliente ir até a loja quando tem problemas. Temos consultores que fazem a triagem para repassar ao setor responsável", explicou Maria. Ela ainda afirmou que ao intermediar o consumidor com a marca, a lojas têm de receber os produtos e fazer a triagem técnica para saber o que aconteceu. Depois repassam o caso ao fornecedor - isso inclui levar o produto até a assistência técnica autorizada. Nos móveis o prazo é de 20 dias para solucionar o problema. Eletroeletrônicos são 30 dias.

Como a premissa é atender melhor, muitos dos fabricantes optam pela troca do produto. Alguns já têm essa política.

DCI - Comércio, Indústria e Serviços Data da informação:08/04/201

domingo, 14 de setembro de 2014

O que as empresas dos sonhos têm que ter, segundo os jovens

Salário inicial competitivo não passa nem perto dos atributos mais valorizados pelos jovens em empresas. É o que revela pesquisa da Universum com 64,4 mil universitários brasileiros.

Ou seja, quando se trata de carreira, a geração Y no Brasil - tida como imediatista por muitos - pensa mais no longo prazo, diferentemente de jovens de outros países.

“O Brasil é um dos únicos países pesquisados onde a remuneração não está entre os dez atributos mais atrativos para os universitários”, diz André Valias Siqueira, gerente da operação da Universum no país.

 Por aqui, começar a carreira em uma empresa que seja uma referência para a trajetória profissional no futuro é o que mais pesa para os universitários. Treinamento e desenvolvimento e oportunidades de crescimento também estão entre os principais atrativos.

Veja o peso destes três e outros 7 atributos, na opinião dos universitários entrevistados pela Universum Ranking Atributo % de jovens que o consideram importante

 1º Boa referência para o futuro de carreira 60,60%
 2º Treinamento profissional e desenvolvimento 55,20%
 3º Caminho livre para ascensão profissional 53,70%
 4º Ambiente de trabalho criativo e dinâmico 51%
 5º Líderes que apoiem o desenvolvimento profissional 50,60%
 6º Meritocracia 48,20%
 7º Altos ganhos no futuro 47,70%
 8º Estabilidade no emprego 47,40%
 9º Respeito pelos funcionários 46,40%
10º Oportunidades de liderança 38,60%

Fonte: Exame
Disponível em:http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/o-que-as-empresas-dos-sonhos-tem-que-ter-segundo-os-jovens

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Como melhorar a comunicação com profissionais da geração Y

Atualmente, muitos líderes convivem com o mesmo problema: o despreparo para gerenciar jovens profissionais da geração Y. Na área de TI, essa questão reflete a dificuldade de muitos CIOs conseguirem obter o máximo de suas equipes.

 Para Loraine Antrim, co-fundadora da consultoria Core Ideas Communications, empresa norte-americana especializada em preparar líderes, a única forma possível de transpor essa barreira édesenvolver uma estratégia de comunicação adequada aos jovens da geração Y. Como? Loraine pontua três questões que precisam ser repensadas pelos líderes de TI que quiserem ter sucesso na gestão de equipes compostas por profissionais da Geração Y:

 1. Consiga envolvê-los – “A melhor tática não é criar uma comunicação ‘para’ e, sim, ‘com’ os funcionários da Geração Y. Já que esse perfil de profissional adora compartilhar e colaborar”, afirma a co-fundadora da Core Ideas. Para aproveitar essa mentalidade colaborativa, os líderes precisam criar ferramentas voltadas ao compartilhamento de ideias – como wikis (conjunto de documentos e informações online que podem ser acessados e modificados por diversos usuários) e portais colaborativos. Melhor do que implementar soluções prontas é o gestor desafiar sua equipe a desenvolver suas próprias plataformas de comunicação colaborativa, aconselha a especialista. "Esta geração [Y] é movida a inovação e criatividade”, destaca Loraine.

 2. Elogie sempre – Qualquer pessoa gosta de reconhecimento e no caso da Geração Y isso não é diferente. O gestor da área de TI, por consequência, precisa encontrar um tempo na agenda para dar feedback sobre a qualidade do trabalho desses profissionais e, principalmente, elogiar os bons resultados. “E por que não fazer isso de forma digital?”, pergunta a especialista, que aconselha o líder a enviar às equipes mensagens de reconhecimento em vídeo. Outra possibilidade, diz Loraine, é enviar mensagens de reconhecimento por meio de MP3.

 3. Use tecnologias colaborativas – Esta é uma geração nascida na era digital e quanto mais os profissionais sentirem que o CIO está envolvido com recursos de mídia social e Web 2.0 mais à vontade eles tendem a ficar para conversar com ele. Além de manter um blog, o líder da área de TI deve participar do Twitter (rede social na qual os usuários colocam frases com até 140 caracteres) e de redes sociais profissionais, como o Linkedin e a Yammer.

 Além de demonstrar essa facilidade de lidar com novas ferramentas de comunicação, isso vai permitir que o CIO veja o que os profissionais da sua equipe têm falado nas redes sociais e entendam melhor como eles pensam.

*disponível em: http://cio.uol.com.br/gestao/2013/07/27/como-melhorar-a-comunicacao-com-profissionais-da-geracao-y/

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Marcas sustentáveis: o que são e o que ganham com isso?

Há alguns anos o termo sustentabilidade ganhou força e destaque na mídia, alertando para os prejuízos causados por modelos de negócios sem uma conexão com o meio ambiente, aspectos humanos e sociais. De início, o conceito acabou sendo muito utilizado em ações de Marketing para alardear atributos e valores que nem sempre refletiam a cultura organizacional dos anunciantes. Passados alguns anos, o conceito de sustentabilidade evoluiu para além do discurso a partir do momento que as marcas começaram a perceber que desenvolver modelos verdes pode ser um excelente negócio. Mas será que hoje já é possível definir uma marca como sustentável? E o mais importante: o que elas ganham com isso?

 O princípio é simples: toda empresa cumpre uma função social. Mas ao contrário do que era imaginado no passado, as organizações deixam uma “pegada” ao cumprirem a sua função. Esta pegada pode ser traduzida em um impacto ambiental, econômico, social, cultural ou um misto de todos eles. As marcas passam a ser responsáveis por todas as etapas do processo produtivo na qual estão inseridas, desde a retirada de matéria prima até o descarte daquilo que foi consumido. Este novo espectro de atuação exige novas estratégias.

 Os projetos ligados à sustentabilidade têm o objetivo de reduzir tais impactos, permitindo que a companhia continue a operar e crescer sem causar qualquer tipo de prejuízo. “As marcas do futuro serão aquelas que conseguirão integrar o conceito de sustentabilidade para dentro da sua forma de atuar”, explica Álvaro Almeida, Fundador da Report Sustentabilidade, empresa que organizou o Sustainable Brands.

 Novo modelo é imprescindível para a sobrevivência.

 Repensar os modelos atuais é o primeiro passo para garantir a sobrevivência das marcas no futuro. Por esta razão, as empresas mais atentas e com visão de longo prazo vêm modificando seus processos e até mesmo engajando os demais parceiros de suas cadeias produtivas para estabelecer metas que vão desde mudanças na matriz energética até o desenvolvimento de produtos que gerem zero descarte para o meio ambiente. A mudança não se dá apenas por conta da pressão exercida pela sociedade e pelos governos, mas principalmente por uma questão de adaptação.

  A Brasil Kirin, por exemplo, vem transformando seus processos internos e os resultados estão aparecendo. A companhia reduziu em 20% o consumo de água em suas fábricas, em 10% o consumo de energia elétrica e em 70% o desperdício de materiais, graças à reciclagem de embalagens. Existe também um projeto de verticalização da produção de energia e a ideia é que a companhia produza o suficiente para abastecer suas plantas industriais. A previsão é de que pelo menos um terço deste volume de energia venha de fontes renováveis, como a eólica. Além de reduzir seu impacto, a empresa economiza e se antecipa a regras cada vez mais rígidas ligadas ao seu desempenho.

Branding,marcas,sustentabilidade,marcas sustentáveis,sustainable brands Isso remete a um outro conceito de sustentabilidade envolvendo marcas: o lucro gerado por elas não pode ser voltado apenas para os acionistas. Uma companhia sustentável deve gerar resultado também para o ecossistema no qual está inserida, como contrapartida aquilo que ela retira deste mesmo ecossistema para manter sua operação. “Estas marcas serão protagonistas na construção do futuro. Uma companhia não pode gerar lucro apenas para os acionistas, mas para todo o ecossistema. Esta revolução é possível e acima de tudo, é um excelente negócio. Esta é uma perspectiva nova que está revolucionando a maneira de conduzir as empresas”, destaca Fred Gelli, Co-fundador e Diretor de Criação da Tátil Design de Ideias.

 Marcas sustentáveis ainda estão em construção 

 A lógica foi apresentada por Gelli durante a conferência Sustainable Brands, ocorrida nos dias 8 e 9 de maio no Rio de Janeiro, e tem como pressuposto a busca do equilíbrio entre organizações e o ambiente a sua volta. A saída é balancear as expectativas do trimestre com visões de médio e longo prazo. “Isso já acontece, mas acredito que o que vai movimentar este mercado de fato é o instinto de sobrevivência, pois é isso que faz as espécies evoluírem quando olhamos para os exemplos dados pela própria natureza. O consumidor está mais consciente e os recursos estão mais caros. Será cada vez menos vantajoso para as companhias gerar impacto ambiental. Hoje não pagamos o preço verdadeiro pelas coisas. É um ‘roubo no jogo’ que desequilibra o sistema”, explica o Diretor de Criação da Tátil.

 Como se trata de um processo ainda em andamento, alguns defendem que as verdadeiras marcas sustentáveis ainda são uma visão de futuro, pois no cenário atual elas ainda se encontrariam na metade do caminho. “Saberemos no futuro, pois as empresas verdadeiramente sustentáveis ainda estarão por aqui. Não falamos em marcas sustentáveis hoje, mas temos companhias que estão construindo uma base para se tornarem sustentáveis. Este é o movimento que estamos vivendo e entendemos que essas empresas são poderosas porque mobilizam e engajam as pessoas. Elas são capazes de fazer este movimento, associando produtos e serviços a um propósito”, diz Álvaro Almeida, Fundador da Report Sustentabilidade.

 O conceito do lucro também começa ser questionado, não como algo nocivo, mas sim como um ponto necessário para que as empresas busquem outro objetivo, o da prosperidade econômica. “A prosperidade pressupõe que algo muito além do simples lucro. A performance de um produto, serviço ou negócio é sustentável se ele obedece a critérios que preservem a sua evolução no que diz respeito a pessoas, ambiente e a prosperidade da empresa”, afirma Silvio Meira, Cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R).

 Sustentabilidade como vetor de inovação

O tema sustentabilidade também deve estar inserido na cultura das organizações, permitindo que a equipe tenha um foco diferenciado no desenvolvimento de produtos e serviços. Na Natura, o tema se tornou um valor a ser perseguido por todo o time, o que garante também à marca bons resultados no quesito inovação. O pontapé inicial para a mudança foi o lançamento da marca Ekos, em 2000. “Este foi um divisor de águas, pois esta marca foi totalmente pensada a partir do princípio da biodiversidade. O conceito deu tão certo que nos anos seguintes ele foi expandido para toda a empresa“, afirma Denise Alves, Diretora de Sustentabilidade da Natura, em entrevista ao Mundo do Marketing.

 Um dos passos foi vegetalizar todos os produtos, eliminando o uso de compostos animais ou sintéticos na produção. Em 2008, a empresa também eliminou o álcool tradicional, substituindo tudo pelo álcool orgânico, uma mudança radical na categoria de perfumaria, que responde por 50% do negócio da Natura. Um novo passo foi dado com a marca Sou, lançada este mês, que segue um conceito de desperdício mínimo de insumos e materiais. Com um design diferenciado, as embalagens utilizam 70% menos plástico e a produção emite 60% menos CO2. Há também economias de escala ligadas ao transporte e estoque dos itens.

 Da mesma forma que Ekos iniciou uma mudança na forma de pensar e atuar da empresa, a Natura espera o mesmo com Sou, pouco a pouco transferindo seu conceito para os demais produtos de seu portfólio. “Nosso foco é a redução do desperdício e na produção de linhas enxutas que tragam para o consumidor aquilo que realmente é essencial. Assim as marcas podem ser agentes de transformação. Não adianta falar de sustentabilidade em uma organização se não for através do negócio e das marcas”, complementa Denise Alves.

 *Disponível em:http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/27678/marcas-sustentaveis-o-que-sao-e-o-que-ganham-com-isso-.html

sábado, 27 de abril de 2013

4 tendências nas redes que sua empresa não pode ignorar


Mobile e redes de nicho crescem cada vez mais e as empresas não podem deixar de lado, diz especialista



Respondido por Lucas Diniz, especialista em redes sociais


Estar atento às novas tendências é importante em qualquer área. Em um espaço recente e dinâmico como o das mídias sociais, acompanhar os caminhos para onde apontam as novidades se torna essencial. O número de novas mídias sociais vem crescendo vertiginosamente, da mesma forma que os sites integrados à redes ou que agregam funções sociais.

Segundo recente pesquisa da Nielsen Company, a utilização de redes sociais através de aplicativos e dispositivos móveis deu um grande salto. Estar atento a essas tendências é algo essencial na hora de planejar a atuação de sua empresa em mídias sociais. Confira abaixo quatro tendências importantes para o seu negócio:

1. Mobile: Enquanto o tempo de navegação em redes sociais já representa 20% do total da utilização dos usuários de PC, em dispositivos móveis esse tempo chega a 30% do total navegado. O mercado mobile está crescendo muito e as redes sociais encontram nos tablets e smartphones parceiros ideais para seu imediatismo e conectividade.

2. Redes sociais de nicho: Após o Facebook alcançar a preferência absoluta dos brasileiros em 2011, a rede social já não tem tanto espaço novo para se expandir. A exemplo do que já aconteceu em outros países, a tendência é que esse espaço seja ocupado por redes sociais menores e menos generalistas. As redes sociais de nicho oferecem grande possibilidade de crescimento, além de falar com um público extremamente segmentado.

3. Ouvir antes de falar: O monitoramento de mídias sociais permite saber o que está sendo falado sobre sua marca, serviços, mercado e concorrentes. Com isso, você pode detectar oportunidades de melhoria, saber quais pontos explorar da melhor forma, além de planejar o tom correto para a sua marca. A evolução das ferramentas de monitoramento está tornando o trabalho cada vez mais fácil.

4. Televisão social: Não, não é um novo aparelho de TV super moderno. A televisão social refere-se ao hábito de acompanhar a transmissão de um evento enquanto navega pelas redes sociais. Superbowl, Grammy e Oscar são alguns dos eventos internacionais recentes que foram comentados em tempo real, enquanto o mundo inteiro assistia.

Marcas que souberem aproveitar essa tendência certamente terão bons resultados, a exemplo da Oreo. Durante o apagão no Superbowl, a marca de biscoitos disparou um tweet que foi mais comentado do que as milionárias propagandas transmitidas nos intervalos do evento esportivo.