"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

domingo, 31 de julho de 2011

Social Selling, a Revolução nas Vendas

Gabriela Otto Nessy

O processo de vendas cíclico e as prospecções cegas já não tem mais espaço em um mundo tão interconectado e dinâmico. A familiarização é tudo hoje!


"O processo de vendas nunca mais será o mesmo depois das redes sociais." Essa afirmação é de Jeffrey Gitomer, em seu recente livro "Social Boom!"


A injeção de capital da Goldman Sachs no Facebook acelerou o processo para a rede entrar de vez no mundo das vendas B2C (Business to Customer). Mas esse é só um exemplo, pois o sucesso da venda social é justamente a interconexão de todas as redes, incluindo blogs. "Mesmo as mídias sociais corporativas estarem na sua infância, o processo de telefonar ou mandar email para prospectar um cliente, está morto", outra declaração bombática de Gitomer. E ele tem motivos para fazer essa previsão.


Venda sempre foi sobre relacionamento e as redes sociais aumentaram (e muito) a escala do nosso network. E não estamos falando de marketing, mas de vendas puras, mensuráveis e quantificadas. Veja o percentual de empresas que já conquistaram novos clientes através de redes sociais, de acordo com uma pesquisa da HubSpot:


Blog


B2C - 57%

B2B - 43%

Total - 46%


Facebook


B2C - 68%

B2B - 33%

Total - 44%


Twitter


B2C - 51%

B2B - 38%

Total - 41%


Linkedin


B2C - 26%

B2B - 45%

Total - 41%


E os métodos utilizados são os mais diversos, desde uma página comum em uma rede social, passando por e-newsletters, free trials, respostas diretas, etc.


Fonte:www.socialeyezer.com

B2C

Na indústria de viagens, por exemplo, a transformação do Facebook em motor de reservas foi uma evolução e tanto. Um estudo da PhoCusWright revela que 66% dos viajantes estão nessa rede social. Já imaginou uma interface direta da página de um hotel direto com sua Fan Page?! O resultado pode ser incrível, como vários meios de hospedagem já estão vivenciando. Sem dúvida, o Facebook se tornou mais um canal de distribuição importante no segmento turístico e, melhor ainda, totalmente de graça.


B2B

O Linkedin é um grande exemplo de prospecção B2B, onde é possível selecionar segmentos de mercado, cargos, área geográfica, entender as conexões da pessoa e ainda pedir uma apresentação. Esse processo de aproximação, antes chamado de cold call (ligação fria), agora se transforma em warm call (ligação quente), pois é possível já iniciar o contato com informações importantes. Além disso, toda a pesquisa pode ser feita em segundos e com custo zero. Ou seja, um bom vendedor faz centenas de conexões em uma hora.


Processo da Venda Social

Mas o processo da venda social não é tão simples. Depois de engajar o cliente, só faz sentido que o follow up também seja feito através das redes sociais. Aliás, de acordo com Axel Schultze, CEO da Social Media Academy, não existe follow up nas redes sociais. Tudo acontece através de uma conversa consistente. E é aí onde muitas empresas ainda não tem estrutura e/ou expertise suficiente para atuar. Assim como a incerteza para lidar com reclamações online, as dúvidas sobre um processo de vendas continuado nas redes são imensas.


Claro que um contato por telefone sempre será bem-vindo, mas a base dos relacionamentos virtuais é a introdução através de alguém que ele conheça ou um primeiro approach através da própria rede. Não dá para esquecer que 80% das compras sociais acontecem através de recomendações. Sempre deve haver alguma familiaridade no contato. Mas com a introdução definitiva da inteligência comercial nas redes sociais, não esqueça que existem passos a serem dados antes. A venda é a consequência de um bom planejamento de Marketing (não só online), conectado com a visão e estratégias da empresa. Tudo deve fazer sentido online e offline. Consistência é tudo!


Se você ainda tem dúvidas que a social selling (venda social) é a nova disciplina, a melhor maneira de aumentar sua carteira de clientes e aproveitar oportunidades quando elas aparecem, lembre-se que vendas sempre foi um processo cíclico. Os vendedores procuravam clientes para bater suas metas, faziam promoções e, depois de um tempo, retomavam o contato. O mercado competitivo e dinâmico de hoje em dia exige mais que isso.


Schultze nos alerta para as 5 palavras chave do Social Selling:


1) Entenda - quem são os influenciadores do seu cliente.

2) Visite - consulte seus blogs, perfis, páginas preferidas, conexões, conversas, etc.

3) Ouça - entenda suas necessidades, inseguranças, desafios, problemas, etc.

4) Converse - Deixe uma nota no seu Facebook, mande um comentário pelo Twitter, mas ainda NÃO VENDA!

5) Navegue - Depois das 4 etapas acima, é mais fácil saber o momento de falar sobre algo que você precisa, como vender seu produto. Sabendo tudo sobre ele, fica tudo muito mais fácil. Já existe familiaridade e a conexão foi feita.Vá em frente!


Lembre-se: Os melhores vendedores do mundo nunca vendem nada.

Preparado para a Nova Era das Vendas?


Disponível em:
http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/137/social-selling-a-revoluo-nas-vendas.html

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pequeno guia de sobrevivência profissional para quem odeia redes sociais

Por Silvio Tanabe

Este artigo é especialmente dedicado às pessoas que odeiam redes sociais.

Entendo que você, que trabalha 10 ou 12 horas por dia, não tenha tempo de ficar no papo furado do Orkut, Twitter ou Facebook, não tenha mais idade para isso, ou que tenha até tentado participar, mas desistiu pela aparente confusão e falta de sentido prático do que rola nos sites. Contudo tenha consciência que, no campo profissional, participar das redes sociais está deixando de ser uma opção (ou até mesmo um diferencial) para se tornar requisito obrigatório de "empregabilidade".

Cada vez mais os headhunters, assim como a área de RH das empresas, têm usado as redes sociais como critério de avaliação dos candidatos. Exemplo é justamente uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half mostrando que 44% dos 2,5 mil executivos brasileiros ouvidos no estudo desclassificariam um candidato no processo de seleção por seu comportamento nas redes sociais.


Aí você pode pensar: "Rára! Mas eu não estou nas redes sociais, então não preciso me preocupar com isso". Muito pelo contrário. Se você nã

o estiver nas redes sociais, é muito provável que nem participe desses processos de seleção, pois os executivos irão preferir as pessoas que ofereçam mais informações para serem avaliadas.
Calma. Mesmo odiando redes sociais você pode participar e se manter em evidência no mercado de trabalho. Para isso, elaboramos um pequeno guia com procedimentos essenciais. São eles:

1. Não invente - Defina claramente o que você quer. Se o objetivo é manter o seu currículo na vitrine e o networking no mercado de trabalho, vá direto ao LinkedIn e Plaxo, as redes sociais mais acessadas pelos profissionais e executivos. O LinkedIn funciona como um currículo online em que é possível não só manter o seu perfil atualizado como localizar colegas de trabalho, fornecedores e clientes e ficar a par do que estão fazendo. O Plaxo é uma agenda virtual que atualiza informações sobre os seus contatos, desde que eles também participem da rede.

2. Capriche no perfil - Como já foi frisado aqui, cada vez mais as empresas estão fazendo uso das redes sociais para buscar, avaliar e selecionar profissionais no mercado por meio das redes sociais. Então, capriche ao escrever o seu perfil. Coloque todas as informações importantes e as mantenha sempre atualizadas. Se na sua área de atuação o domínio de outras línguas é fundamental, ter um perfil em inglês também é recomendado.

3. Socialize-se - Um dos pontos fortes das redes sociais é justamente o seu poder em manter ou reatar contato com pessoas do seu relacionamento. Então aproveite, faça uma lista de gente que você conhece, incluindo os que não vê há tempos, e procure os seus perfis. Garanto que vai ficar surpreso com os resultados. Convide-as a participar de sua rede de contatos, mas tenha certeza de se sentirão à vontade para aceitar. Um péssimo hábito é sair convidando pessoas que nem conhece somente para "fazer volume" e parecer bem relacionado.

4. Seja relevante - Ninguém gosta de chatos que só se lembram da gente para pedir alguma coisa: encaminhar o currículo, indicar para uma vaga ou fazer recomendação. Nas redes sociais não é diferente, portanto não fique incomodando os outros dessa forma. Assim como um bom e saudável networking, o que vale é a reciprocidade. Tome a iniciativa e faça recomendações dos amigos, marque um happy hour com ex-colegas para por a conversa em dia, repasse vagas e oportunidades que tomar conhecimento. É a melhor forma de também ser lembrado quando precisar.

5. Crie um hábito - Estabeleça os dias e os horários para fazer a "social": atualizar o seu perfil, comentar ou responder comentários e visitar perfis de outras pessoas. Com o tempo, isso se tornará tão natural e rotineiro quanto checar e responder emails.

Até aqui você está fazendo o suficiente para ser notado e mais facilmente encontrado, mas necessariamente não é preciso restringir-se. Depois de cumprir o básico, aproveite também para participar de grupos de discussão relacionados a temas específicos da sua profissão e crie perfis em outras redes sociais.

Se o Facebook, Orkut ou Twitter lhe parecem caóticos em princípio, experimente visitar redes segmentadas de acordo com seus interesses profissionais ou pessoais. Para quem gosta de cinema tem o Cinedica(www.cinedica.com.br), em moda o ByMK (www.bymk.com.br) e livros o Skoob (www.skoob.com.br). Você não só vai encontrar informações úteis e gente muito interessante como vai descobrir que esse negócio de redes sociais pode até ser legal.

Tentou de tudo e nada disso funcionou? Não desista, chame o auxílio de um assistente pessoal de redes sociais, o social media organizer. Nunca ouviu falar? Certamente, pois acabei de inventar esse termo. Mas se hápersonal trainers, personal stylists e até especialistas em manter a sua escrivaninha arrumada, por que não profissionais especializados em cuidar da sua imagem nas redes sociais, da mesma forma que acontece nas empresas?

De qualquer forma, seja por iniciativa própria ou com a ajuda de profissional, não há mais desculpa para você ficar de fora da realidade das redes sociais.


*material do portal RH.com.br, disponível em:
http://www.rh.com.br/Portal/Carreira/Artigo/7309/pequeno-guia-de-sobrevivencia-profissional-para-quem-odeia-redes-sociais.html


terça-feira, 26 de julho de 2011

Comunicação Interna a favor da Marca

A comunicação para os funcionários é tão importante quanto a comunicação para os consumidores. Não compreender isso é correr o risco de passar a vida explicando o óleo derramado.

A Petrobras foi protagonista, em 2000, de dois acidentes ambientais de grande proporção e de uma desastrada mudança de marca. Os derramamentos de petróleo em dois cartões postais brasileiros, reconhecidos mundialmente como ícones das belezas naturais, pareceram coisas do demônio tentando manchar num pacote só a imagem da empresa e dos principais pólos de turismo verde-amarelos: Rio de Janeiro e as Cataratas do Iguaçu. A mudança da marca Petrobras para Petrobrax demonstrou mais uma vez que uma empresa não é um sistema fechado. E que por isso mesmo não se muda a identidade de uma organização sem consultar, envolver, os seus stakeholders (acionistas, comunidade, funcionários, entre outros).

Depois de investigadas as causas dos problemas da Petrobras, ficou claro que o "inferno" continua sendo as pessoas, que cotidianamente administram coisas como idéias, equipamentos, processos e relacionamentos com públicos. O resultado das falhas humanas internas da Petrobras foram milhares de reportagens veiculadas por veículos de comunicação de todo o mundo em que "o maior ativo de uma empresa, a marca,"foi fortemente responsabilizada pelas lambanças em águas salgada, doce e no imaginário dos públicos. A comunicação externa, mais uma vez, se mostrou como uma extensão dos procedimentos internos.

Ainda como conseqüência dos acidentes, durante semanas, o capital humano da Petrobras praticamente gastou suas melhores energias em formular explicações públicas e resolver problemas relacionados com as comunidades, autoridades, sindicatos, imprensa nacional e internacional, funcionários, acionistas e organizações não-governamentais. Situação que pode ser traduzida com uma frase: "No período, a empresa perdeu o foco no negócio".

E gastou também, além de milhões de dólares em explicações e indenizações, um precioso capital de imagem, parte do que muitos chamam de reputação. Que entra em cena na hora em que uma empresa é fortemente criticada e de onde ela saca um arsenal de credenciais simbólicas - que geralmente levam anos e anos para serem construídas - e as apresenta para os mercados e para sociedade.

Já passou do tempo de as escolas de Administração e áreas de Recursos Humanos incluirem em seus currículos e treinamentos matérias relacionadas à construção de imagem, principalmente no dia-a-dia empresarial. Ou seja, a construção de imaginário organizacional nos cérebros do operador de máquina, do vigilante, do caixa, do vendedor, das secretarias, entre outros. O maior desafio das gestões modernas está relacionado com o trabalho de construção de marca, missão, visão de futuro, identidade e da reputação empresarial, de "p a p", do porteiro ao presidente da companhia. É esse trabalho, longe dos holofotes, ligados a forma como a comunicação interna é conduzida, que "segura o rojão" nas horas em que uma crise arrebenta.

Encrencas como as da Petrobras também mostram a importância do conceito de comunicação integrada para a boa gestão das empresas. As empresas, cada vez mais, devem procurar equilibrar as suas inúmeras formas de comunicação. A comunicação para os funcionários é tão importante quanto a comunicação para os consumidores. Elas fazem parte de um sistema único, de um mesmo corpo (de um mesmo corpus, corporativo) que gera percepções (boas ou ruins) para os mais diferentes públicos estratégicos da organização. Não compreender isso é correr o risco de passar a vida explicando o óleo derramado.

Autor: Paulo Nassar


*Material disponível em: http://www.tecmedia.com.br/novidades/artigos/comunicacao-interna-a-favor-da-marca

terça-feira, 19 de julho de 2011

A dinâmica geração Y

Por Marcos Coimbra

Se você tem seus vinte e poucos anos, odeia ficar muito tempo no mesmo lugar, atualiza todos os dias seu Twitter ou Facebook e, antes dos 30, deseja extrapolar os cargos de gerência, bem-vindo à Geração Y.

Tema amplamente debatido no mundo corporativo, a tal geração divide fervorosas opiniões. De um lado, os que criticam a formatação do pensamento jovem, através de dogmas corporativos que se traduzem em arrogância, egoísmo e displicência. Na outra ponta, encontram-se os que se impressionam pela capacidade de criatividade, dinamismo e polivalência. Um duelo de gerações que todos os dias ganha novas histórias e protagonistas.

A Tecnologia da Informação, principal fomentador dessa geração, também é um mercado onde pode se encontrar alguns exemplos de "jovens Y". O canal revendedor, por exemplo, já tem de maneira intrínseca o DNA empreendedor - característica marcante da juventude "milionária antes dos 30" - e apresenta desafios diários de crescimento e marketing. É a velha história de "você ser o seu próprio chefe", sonho de consumo de 11 em cada 10 garotos que desejam ser Mark Zuckerberg ou Biz Stone.

A turma do Y é antenada 24h. A explosão dos smartphones - hoje, já são mais vendidos que computadores - ajudou a consolidar uma produção e consumo de informações rápidas e superficiais, o que garante uma comunicação diferenciada não só para uso pessoal como para as empresas. O Twitter ou o Facebook são criadores de oportunidades e, como essa geração já é "heavy users" em casa, são eles que vão comandar essas novas ferramentas.

Os distribuidores ainda não entraram de cabeça nessa geração. Até porque é uma parte do mercado que carrega muitas especificidades. Enquanto fabricantes e lojistas falam para um público amplo e heterogêneo, o distribuidor tem um campo restrito. Se contarmos, segundo nossa última pesquisa, que temos 29 mil revendas no Brasil e que dessas quase 30, você trabalhe com 10 mil, por exemplo, sua comunicação deve ser muito focada, sendo o Twitter e o Facebook, ferramentas de massa que buscam um público pulverizado e irrestrito, ao contrário do B2B.

Apesar disso, observamos hoje que quase todos os grandes distribuidores, mesmo que sem atualizações constantes, têm uma conta no site do passarinho azul.

Mas a geração Y deve entrar na distribuição aos poucos, levando um pensamento diferenciado, principalmente na comunicação e no marketing com o cliente. Além disso, a postura desse profissional, internamente pode fazer bem para todo o time de colaboradores, ao passo que esses jovens buscam incessantemente crescimento, e crescimento rápido de preferência. Essa dinâmica, muitas vezes, é confundida com a tal "arrogância da nova geração" e deve ser gerida por gestores experientes que saibam lidar com a ansiedade dos 20 e poucos anos.

Filhos de uma geração catalisadora de transformações sociais, os novos "mobilizadores" expõem suas ansiedades na rede o que nem sempre se traduz em mudanças efetivas no "mundo real". Eles construíram um novo way of life online, enquanto no seu trabalho você pega o telefone para resolver algum problema, ele tenta um email ou MSN antes. Ou então, não fique preocupado se ele deixar o smartphone 24 horas online e o seu iPod ligado durante o expediente, as suas necessidades são reflexo do meio social que os cerca, assim como na década de 60 era "obrigatório" ler Marx, hoje, é "obrigatório" ser online, full-time e on-time, como diz o slogan de um jornal carioca.

Se antes, as empresas preocupavam-se em buscar bons profissionais no mercado, hoje, a atenção está voltada para a identificação de talentos e desenvolvimento de pessoas na própria equipe. Essa cultura deve se consolidar ainda mais com a chegada da geração Z, sucessora da Y com nascidos a partir de 1990, ao mercado de trabalho. É fundamental que o distribuidor esteja preparado para uma nova formatação de funcionários que está chegando (aliás, já chegou) ao mercado. Conjugar a experiência de profissionais com anos de mercado com a "agressividade" Y é tão complicado quanto importante.

O choque de gerações é inevitável, saber conduzir isso de forma a produzir resultados efetivos e integrados entre toda a equipe é um diferencial que já faz parte do cotidiano corporativo. Com a velocidade latente do mercado, quem não fizer parte dessa transição, já ficou pra trás.


*Material do portal RH, disponível em:
http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/7288/a-dinamica-geracao-y.html#


sábado, 16 de julho de 2011

Qual a diferença entre redes sociais e mídias sociais?



O que são REDES SOCIAIS:

Uma rede social é um grupo de pessoas que tem algum nível de relação ou interesse mútuo. Essa definição acabou ganhando um novo significado na internet, o que já foi chamado de “relationship site” (sites de relacionamento) hoje é conhecido como redes sociais. Em minha opinião, esse significado que a internet trouxe deveria ter sido adaptado e ganho o nome de “redes sociais online“, que é justamente a proposta de serviços como Orkut e Facebook. Uma rede social baseado em suas relações online com as pessoas que você tem alguma ligação e/ou interesse em comum.




O que são MÍDIAS SOCIAIS:

Também ganhou um novo significado graças à internet. Também já chamado de “new media” (novas mídias) agora é conhecido como mídias sociais, que antes se referia ao poder de difundir uma mensagem de forma descentralizada dos grandes meios de comunicação de massa, agora é traduzido por muitos como: “Ferramentasonline que são usadas para divulgar conteúdo ao mesmo tempo em que permitem alguma relação com outras pessoas”. Exatamente como um blog, que ao mesmo tempo dissemina conteúdo e abre espaço para os leitores interagirem. Então estas seriam ferramentas que tem como objetivo o compartilhamento de conteúdo, sendo as relações o segundo plano.

E de todas essas ferramentas que temos hoje, são mídias sociais ou redes sociais?

É ao tentar fazer essas definições que você acaba se complicando. Como trazido por André Telles em seu artigo (Precisamos padronizar as definições entre Redes Sociais e Mídias Sociais!), onde o autor mostra uma rápida reflexão sobre a importância de haver um padrão dentro do mercado, para evitar confusões, ele comenta que redes sociais seriam uma categoria das mídias sociais e que seriam focadas em manter ou criar relacionamentos em base a assuntos em comum, como Orkut, Facebook, MySpace. Já as mídias sociais seriam o que muitos ainda chama de “novas mídias”, como Twitter, Youtube, SlideShare, Digg, Delicious, enfim, serviços que tenham como objetivo o compartilhamento de conteúdo.

Twitter é uma rede social ou uma mídia social?

Algumas pessoas a usam apenas como uma rede social diferenciada, praticamente ignorando o conteúdo e priorizando as relações com as pessoas, isso transformaria o Twitter em uma rede social? É… talvez seja um pouco complicado de entender.

Existe uma linha tênue na hora de fazer qualquer definição em torno desses dois termos. Acredito que o que podemos usar para definir em qual termo uma rede social se encaixa, devemos lembrar-nos de qual é o seu objetivo principal, se é compartilhamento de conteúdo ou criação de relacionamentos. A definição entre rede social e mídia social também vai se dar no uso que uma pessoa da a sua ferramenta, por exemplo: O Twitter pode ser usado como mídia social, tendo objetivo apenas difundir conteúdo, ao mesmo tempo em que o microblog pode ser usado como rede social, apenas para seguir amigos e conversar entre eles.

Essa mesma pergunta foi feita no Facebook do Midiatismo, acompanhe e deixe sua opinião você também.

Tem como uma rede social não ser uma mídia social ou ser uma mídia social sem ser uma rede social?

Vi esta pergunta aparecer junto com a resposta neste post no blog do JaderFelix e resolvi colocar aqui também. Não há como uma rede social online não ser uma mídia social, afinal, o primeiro é uma categoria dentro do outro, impossibilitando assim, que haja uma separação. Já no caso contrário, existe uma possibilidade sim, afinal, como podemos ver na imagem a baixo, a rede social é apenas um pedaço da mídia social, portanto, uma mídia social sem ser uma rede social pode existir sim. Se alguém usar qualquer ferramenta 2.0 apenas para divulgar conteúdo, esta ferramenta será uma mídia social, caso haja interação, passa a ser uma rede social também.




sexta-feira, 15 de julho de 2011

Comunicação: a base para um bom relacionamento


Por Patrícia Bispo


Em várias situações o relacionamento entre as pessoas sempre foi comparado como um elo responsável pela convergência ou divergência de comportamentos adquiridos a partir de ideais e experiências adquiridas ao longo da vivência de cada indivíduo. Isso ocorre não somente no campo pessoal, como também no ambiente corporativo. Por essa razão, a comunicação interna tornou-se um fator diferenciado e estratégico para as empresas com visão de futuro. Essa face do comportamento humano foi amplamente analisada por Marshall McLuhan que introduziu ao vocabulário da humanidade expressões como o impacto sensorial, o meio é a mensagem e aldeia global como metáforas para uma sociedade ávida de se manifestar, ou seja, comunicar-se de forma eficaz.




Não é por acaso que as empresas dos mais variados segmentos mostrem-se convictas de que para obterem resultados significativos é fundamental manter uma comunicação clara com seu capital humano. Afinal, se a organização não conseguir transmitir aos funcionários o que se espera deles, menos ainda entenderá o que seus talentos esperam dele e a consequência será o desligamento desses. Para quem atua em Gestão de Pessoas, um taxa significativa de turnover é um verdadeiro "tiro no pé", mas que pode ser evitada quando a linhas de comunicação interna inclui saber ouvir, escutar e transmitir.

Um caso interessante de uma comunicação eficaz que permite um estreito relacionamento entre os profissionais ocorre na Cinco TI - empresa gaúcha que atua no ramo de Tecnologia da Informação. Segundo Alandra Telles, diretora de Recursos Humanos, a companhia atua de forma diferenciada não apenas em relação aos clientes externos como também junto ao público interno. A base para a postura da companhia - no que diz respeito ao relacionamento com os profissionais - parte do princípio que amar o que se faz é fundamental para o alcance de metas.

"O relacionamento que desenvolvemos com as pessoas que fazem a Cinco TI ser diferente é sempre claro e transparente. Acreditamos e damos credibilidade à nossa força-tarefa, valorizando cada detalhe nas pessoas que trabalham conosco e incentivando a constante melhoria nos processos. Dando voz aos nossos profissionais, somos mais eficazes em alcançarmos o sucesso. Desde o início trabalhamos assim, nossa história nos possibilita ver que contar com a ajuda de todos e permitir que opinem, critiquem e sugiram uma forma diferente de trabalhar, só nos levou cada vez mais longe", argumenta Alandra Telles.

Um dos pontos fortes da política de comunicação interna da empresa é a abertura que os funcionários têm espaço para, diariamente, relatarem pontos que podem ser melhorados na Cinco TI. Isso faz com que as ideias surjam a todo o instante e o ambiente é propício a um constante brainstorming. A companhia, vale ressaltar, conta com uma hierarquia, porém o acesso aos gestores é livre e imediato, o que possibilita uma troca muita intensa de sugestões. É possível falar abertamente com colegas, "bolar" novos conceitos que serão levados às lideranças ou simplesmente sentar ao lado do presidente da empresa e manifestar tudo que está bom ou ruim. Não há restrições com quem ou o que deve ser expresso pelas pessoas.

Práticas de comunicação - A Cinco TI possibilita várias oportunidades para conversar com os funcionários. Dentre essas, destaca-se a realização de um encontro que ocorre normalmente a cada dois meses com todos os setores da companhia. Os assuntos são pontuais, trazidos previamente pelos próprios colaboradores e discutidos abertamente por todos. Também podem ser feitos convites a outros profissionais para proferirem palestras nessas oportunidades. "Esse é um evento que fazemos depois do expediente e tem duração de até duas horas. Além disso, havendo a necessidade, fazemos reuniões com nossos colaboradores no dia a dia", complementa a diretora de RH.

Alandra Telles explica, ainda, que as reuniões gerais sempre contam com a presença dos gestores. Por esse motivo, a linha entre o diretor do setor e o funcionário é muito tênue e todos se tornam muito próximos. Também são promovidas reuniões que ocorrem entre o presidente e os diretores, assim como com toda a empresa ou até reuniões que são marcadas entre os próprios colaboradores para discussão de algum processo específico.

E o feedback? - Quando questionada sobre o espaço que o feedback dentro da política de comunicação interna, a diretora de Recursos Humanos diz que esse processo faz parte da rotina da organização e é uma ferramenta excelente de se trabalhar. Os envolvidos, vale destacar, ficam a par de tudo o que está acontecendo: as atividades a serem desenvolvidas, de que forma precisam ser realizadas e os prazos estipulados. Os profissionais contam com a presença dos gestores que ficam à disposição para ajudá-los no que for necessário. "O feedback apresenta-se a qualquer momento, seja positivo ou negativo. Um elogio nunca fica para depois, assim como uma falha que é imediatamente esclarecida e resolvida", enfatiza.

Benefícios - O processo de comunicação interna proporciona benefícios significativos à Cinco TI. Dentre esses, destacam-se: a valorização dos profissionais; geração da transparência e confiança na gestão, uma vez que a empresa faz questão de não omitir para o funcionário como está o desempenho nas atividades que exerce e o que ele precisa ir mais além, alcançando as competências que a companhia espera dele. O reflexo dessa postura clara reflete, por sua vez, a confiança dos profissionais no modelo de gestão adotado pela companhia. Isso porque eles ficam tranqüilos, pois sabem que sempre terão um canal aberto para conversarem quando suas performances não estiverem indo bem. Da mesma forma, os funcionários têm a segurança de que receberão retornos positivos das atividades executadas com sucesso.

Comunicação não verbal - Há quem imagine que a comunicação é expressa apenas através de palavras escritas ou mencionadas durante um diálogo. Contudo, ela vai além e também se manifesta através da maneira de cada pessoa se vestir. Na Cinco TI todos os níveis têm liberdade de se vesti de acordo com seu estilo e modo de vida, pois o que importa para a organização é o trabalho bem executado.

"Na companhia adotamos o estilo que quisermos. Mas, quando mantemos contato com parceiros, clientes ou fornecedores, procuramos nos adequar à realidade do mercado, em trajes mais formais, respeitando o modo de vestir-se de cada lugar", resume Alandra Telles, ao mencionar nos dias de calor o vestuário mais usado pelos homens é camiseta regata e bermuda. "Temos a liberdade de trabalhar com vestuário absolutamente simples. O importante é que as pessoas se sintam bem e trabalhem satisfeitas que a empresa caracteriza-se ainda por contar com uma equipe formada por profissionais de várias faixas etárias.

O perfil dos nossos profissionais caracteriza-se pela vontade de caminharem junto com a empresa. Atualmente, temos parte do nosso quadro de colaboradores pertencem à geração X, mas há espaço também para os talentos da Y. Não há restrição de gerações para fazer parte da equipe e o importante é o colaborador não ser acomodado e querer ir sempre além.

Retenção de talentos - A diretora de Recursos Humanos pontua que as ações da organização são vistas de forma muito intensa. "Acreditamos que atraímos muitos talentos com essa maneira diferenciada de trabalhar e conseguimos reter aqueles colaboradores que fazem a diferença conosco. Percebemos que o mercado sofre de falta de amor. Os funcionários sentem falta de atenção, são carentes. Descobrimos que não é difícil oferecer isso a eles. Tudo é possível se fizemos com amor e dedicação. Acreditamos em cada um dos nossos colaboradores e sabemos que eles também acreditam na empresa que tanto se dedicam", finaliza.



* Material disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Comunicacao/Materia/7276/comunicacao-a-base-para-um-bom-relacionamento-.html

terça-feira, 12 de julho de 2011

Um novo momento das Redes Sociais - Google +

Como a rede social Google+ vai enfrentar o Facebook





Anunciado nesta semana, o Google+, nova rede social do Google, já está sendo testado por um número razoável de usuários. Esse número tende a crescer à medida que mais convites vão sendo distribuídos. Exame.com experimentou o Google+ e verificou que, ao menos na fase atual, a navegação no site está um tanto confusa e há muitas coisas a aperfeiçoar. Mas há também novidades interessantes, especialmente no gerenciamento dos contatos e da privacidade do usuário.O Google parece ter aprendido algumas lições com o fracassado Google Wave. O Wave era um serviço superambicioso que confundiu os usuários e acabou sendo abandonado. No caso do Google+, a empresa copiou as boas ideias do rival Facebook, aperfeiçoou algumas coisas e trouxe soluções que já haviam sido testadas no Orkut e no Gmail. Veja, abaixo, quais são os principais recursos do Google+ e como ele se compara ao Facebook.

1 Círculos

O Google parece ter percebido que um ponto fraco do Facebook é que não é muito fácil separar amigos de contatos profissionais e de simples conhecidos nele. Por isso, o Google dá muita ênfase aos círculos no Google+. Os círculos são grupos em que as pessoas são classificadas ao ser adicionadas à lista de contatos do usuário. Há várias maneiras de acrescentar uma pessoa a um círculo. Pode-se clicar num botão na página dessa pessoa, ou apenas posicionar o cursor sobre seu nome para que apareça a opção Add to Circles. Além disso, há uma página específica para gerenciamento de círculos. Nela, é possível acrescentar pessoas arrastando seus nomes com o mouse. Acrescentar uma pessoa equivale a aceitá-la como contato.

2 Privacidade


O círculo só é visível para quem o criou, que tem total controle sobre ele. Nisso, esse recurso é bastante diferente dos grupos do Facebook, que acabam ganhando vida própria depois de criados. No caso do Google+, as pessoas são informadas que foram acrescentadas, mas não ficam sabendo a qual círculo pertencem. Assim, se você criar um círculo chamado Chatos, por exemplo, pode adicionar pessoas a ele sem constrangimentos.

3 Novos contatos

Para adicionar alguém no Google+, basta inserir a pessoa num círculo. O Google+ sugere nomes com base nas listas de contatos do Gmail e do Android. Há, também, ferramentas para importar contatos do Yahoo! e do Hotmail. Uma característica que, pelo menos à primeira vista, parece incômoda é que uma pessoa pode acrescentar outra sem permissão dela. Essas pessoas não correspondidas ficam listadas num círculo específico chamado Incoming. Suas atualizações não são exibidas no painel geral, a menos que o usuário as acrescente a algum outro círculo. Mas seus nomes aparecem entre as sugestões de novos contatos.

4 Stream

Esse painel de novidades é muito parecido com o mural do Facebook e com os espaços similares existentes em outras redes sociais. Nele, é possível compartilhar fotos, vídeos e textos. Também há espaço para comentários e a opção de curtir uma frase por meio do botão +1. É fácil ver apenas as atualizações de um determinado círculo de amigos apenas. Basta um clique para isso. Mas há algumas coisas a melhorar. Falta, por exemplo, a opção de ocultar um círculo específico na visualização geral.

5 Notificações

As notificações do Google+ são quase idênticas às do Facebook, até no local onde são sinalizadas, a barra horizontal superior (mas no Google+ elas aparecem à direita e, no Facebook, à esquerda). Elas avisam, por exemplo, quando o usuário é adicionado por alguém. Há também notificações por e-mail. E, se alguém resolve compartilhar algo com uma pessoa não inscrita no Google+, essa pessoa recebe um aviso por e-mail.

6 Fotos

Não há grandes novidades nos recursos de exibição de fotos do Google+. Considerando que o Facebook é o maior site de compartilhamento de fotos do mundo, o Google parece ter se inspirado no rival ao implantar esses recursos, que também são parecidos com os do Orkut. Há uma visão geral, em que fotos de todos os contatos são exibidas em forma de miniaturas, e também um visualizador que mostra as imagens em tamanho maior, como no Facebook e no Orkut. Entrando na página de uma pessoa, é possível ver apenas as fotos dela.

7 Hangout

O Google+ tem um recurso de videoconferência que o Google chama de Hangout. Ele permite estabelecer conversas com vídeo com os contatos usando uma webcam e um microfone. O usuário pode compartilhar a imagem ao vivo publicamente ou pode restringi-la a um ou mais círculos de contatos.

8 Chat


A função de mensagens instantâneas do Google+ parece ter sido herdada do Gmail. É idêntica à que existe no serviço de webmail e parecida com a do Facebook. Os contatos são listados numa coluna no lado esquerdo da página principal. Ao lado de cada nome, fica uma bolinha colorida indicando se a pessoa está disponível ou não, como no Gmail. Como se sabe, o Facebook exibe também as fotos das pessoas na lista.

9 Sparks

O Google+ tem também um recurso chamado Sparks. Nele, o usuário, escolhe um assunto e passa a receber notícias, curiosidades, fotos e vídeos sobre ele. As opções incluem temas como receitas culinárias, carros esportivos e futebol. Não há nada de errado com isso, exceto o fato de que o Sparks não combina com uma rede social, onde o objetivo é o contato interpessoal. É um item supérfluo, que pode até ser abandonado com o tempo.

10 Smartphones

O Google liberou um aplicativo para Android que permite enviar atualizações e fotos para o Google+, entre outras ações. Não há aplicativos para outras plataformas. Mas usuários de iPhone, Blackberry, Windows Phone e Symbian contam com um site específico para acesso móvel. Ele permite ler e postar comentários na rede. Mas não é possível, por exemplo, enviar fotos desses smartphones. O Google diz que vai liberar, em breve, um aplicativo para iPhone.