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Cultura organizacional: Bem-vindo ao inferno!

Júlio César Vasconcelos O ano era 2005 e eu acabava de assumir uma Gerência Corporativa de Recursos Humanos em uma empresa familiar, na grande São Paulo. Logo que cheguei àquela cidade, fiquei hospedado em uma residência de propriedade da organização em um condomínio de luxo e, no outro dia cedo, o motorista foi me buscar. Tão logo ele chegou e estacionou o veículo, ao lado da pomposa residência, entrei e lhe desejei um bom dia, estendendo-lhe a mão, sorridente e animado. O motorista olhou para mim com certo olhar de desprezo, tocou minha mão estendida com um toque desvivificado e, friamente, respondeu-me: - Bom dia! Bem-vindo ao inferno! Por um breve momento, senti-me como se estivesse levado uma pancada. Tentei ainda conservar meu sorriso, mas ele foi desaparecendo de maneira pausada. Recolhi minha mão gelada que tinha sido por ele tocada. Tentei organizar minhas ideias e, nesta tentativa, perguntei-lhe, de forma meio desconcertada: - Como assim, "Bem-vindo ao inferno?". E...

Pequeno guia de sobrevivência profissional para quem odeia redes sociais

Por Silvio Tanabe Este artigo é especialmente dedicado às pessoas que odeiam redes sociais. Entendo que você, que trabalha 10 ou 12 horas por dia, não tenha tempo de ficar no papo furado do Orkut, Twitter ou Facebook, não tenha mais idade para isso, ou que tenha até tentado participar, mas desistiu pela aparente confusão e falta de sentido prático do que rola nos sites. Contudo tenha consciência que, no campo profissional, participar das redes sociais está deixando de ser uma opção (ou até mesmo um diferencial) para se tornar requisito obrigatório de "empregabilidade". Cada vez mais os headhunte rs , assim como a área de RH das empresas, têm usado as redes sociais como critério de avaliação dos candidatos. Exemplo é justamente uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half mostrando que 44% dos 2,5 mil executivos brasileiros ouvidos no estudo desclassificariam um candidato no processo de seleção por seu comportamento nas redes sociais. Aí você pode pensar: "Rára! M...

A dinâmica geração Y

Por Marcos Coimbra Se você tem seus vinte e poucos anos, odeia ficar muito tempo no mesmo lugar, atualiza todos os dias seu Twitter ou Facebook e, antes dos 30, deseja extrapolar os cargos de gerência, bem-vindo à Geração Y. Tema amplamente debatido no mundo corporativo, a tal geração divide fervorosas opiniões. De um lado, os que criticam a formatação do pensamento jovem, através de dogmas corporativos que se traduzem em arrogância, egoísmo e displicência. Na outra ponta, encontram-se os que se impressionam pela capacidade de criatividade, dinamismo e polivalência. Um duelo de gerações que todos os dias ganha novas histórias e protagonistas. A Tecnologia da Informação, principal fomentador dessa geração, também é um mercado onde pode se encontrar alguns exemplos de "jovens Y". O canal revendedor, por exemplo, já tem de maneira intrínseca o DNA empreendedor - característica marcante da juventude "milionária antes dos 30" - e apresenta desafios diários de crescimento...

Comunicação: a base para um bom relacionamento

Por Patrícia Bispo Em várias situações o relacionamento entre as pessoas sempre foi comparado como um elo responsável pela convergência ou divergência de comportamentos adquiridos a partir de ideais e experiências adquiridas ao longo da vivência de cada indivíduo. Isso ocorre não somente no campo pessoal, como também no ambiente corporativo. Por essa razão, a comunicação interna tornou-se um fator diferenciado e estratégico para as empresas com visão de futuro. Essa face do comportamento humano foi amplamente analisada por Marshall McLuhan que introduziu ao vocabulário da humanidade expressões como o impacto sensorial, o meio é a mensagem e aldeia global como metáforas para uma sociedade ávida de se manifestar, ou seja, comunicar-se de forma eficaz. Não é por acaso que as empresas dos mais variados segmentos mostrem-se convictas de que para obterem resultados significativos é fundamental manter uma comunicação clara com seu capital humano. Afinal, se a organização não conseguir transm...

10 motivos para dizer “não” aos boatos na empresa

Patrícia Bispo "Você soube da novidade que está percorrendo os corredores da empresa?". "Lembra-se de ‘fulano' do setor de informática? Ele contou uma verdadeira bomba". Frases como essas são comuns nos corredores das empresas e não importa o segmento ou o tamanho da organização. São os chamados boatos que se multiplicam pela chamada "Rádio Peão" e que tanto podem disseminar informações distorcidas que não causem estrago à vida da empresa quanto divulgar "novidades" que culminam em fortes dores de cabeças para muitos profissionais, quando não levam os funcionários a um estado de medo. Isso geralmente ocorre quando, por exemplo, ocorre alguma demissão, um gestor é transferido ou, então, novas ferramentas são implantadas pela administração. Seguem algumas razões para averiguar se as informações que correm de "boca em boca" são motivos para deixar você, sua equipe ou demais colegas preocupados. 1 - Se alguém é desligado da empresa, não...

Como transformar funcionários em colaboradores da marca

Daniel Sollero Ninguém sabe muito bem o que acontece, mas existem algumas profissões que fazem com que as pessoas se lembrem de problemas que têm quando se encontram. Eu costumo chamar isso de "Síndrome do Médico". Existem dois exemplos clássicos: médicos e profissionais de tecnologia. Os médicos porque, ao falar sua profissão para qualquer pessoa, correm sério risco de ouvir a famosa frase: " Hum, você é médico? Estou com uma dorzinha aqui que não me deixa em paz. O que pode ser? O que eu devo tomar? ". Se alguém falar que trabalha com tecnologia ou Internet, prepare-se para ouvir frases como: " Que bom que você trabalha com isso, meu computador está com um problema que eu não sei o que é. Estava tudo bem e agora não abre nada. Acho que é vírus. Você pode dar uma olhada? ". E lá vai você tentar explicar que, embora você trabalhe em uma agência de comunicação digital, isso não te faz um técnico em informática. Na verdade, isso é uma maneira de pedir ajuda...