"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Após decisão do Supremo, MTE registra mais de mil jornalistas sem diploma

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já contabiliza 1098 registros de jornalistas sem graduação específica na área, após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a obrigatoriedade de diploma para exercer a profissão.

A emissão de registro para jornalistas sem graduação passou a ser adotada pelo MTE no início deste ano, após publicação do acórdão da decisão. A orientação é de que os profissionais formados sejam registrados como “Jornalista Profissional”, e os sem diploma, “Jornalista/Decisão STF”.

O estado que mais emitiu o registro para não diplomados foi São Paulo, com 554 emissões. A lista segue com Minas Gerais (113) e Distrito Federal (70). O único estado que ainda não emitiu esse tipo de registro foi o Amapá. Os dados contabilizam registros emitidos até o dia 09/04.

Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo de Andrade, o número não altera a posição dos sindicatos em defender ou não a filiação de não diplomados. “É bom lembrar que já temos um estoque de quase 15 mil precários, por liminar. Esse novo número não altera a posição dos sindicatos em lutar pela regulamentação da profissão”, declarou.

Andrade acredita que o número de jornalistas sem graduação na área tende a crescer ainda mais. “Não me surpreende esse número, achei que até poderia ser maior. Tenho a impressão que irá crescer cada vez mais, porque o Ministério do Trabalho não tem critérios para o registro, basta estar vivo”, critica.

Sobre os direitos que esses novos jornalistas pretendem desfrutar, o presidente da Fenaj diz que a questão deve ser polêmica. “Os direitos desses jornalistas agora é problema do Congresso Nacional, digo da Câmara e do Senado. Eles que terão que saber o que fazer com esse estoque de jornalistas sem formação”, conclui.


Se está liberado, sem exigência de diploma, para que registro mesmo????

Dani


*material disponível no portal comunique-se http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D55616%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D107416785025%26fnt%3Dfntnl

domingo, 25 de abril de 2010

Pra que planejar se o que interessa é o resultado imediato?

Luiz Antônio Gaulia
lgaulia@bol.com.br


O Brasil não tem cultura de planejamento de longo prazo. Seja por causa da política e dos políticos – que pensam no máximo em espaços de quatro anos de acordo com as eleições - ou devido ao histórico de inflação galopante e economia imprevisível, que só começou a mudar com o Plano Real.

Essa realidade afetou modelos mentais e mesmo atualmente, com a estabilidade econômica, o planejamento estratégico de médio e longo prazo ainda não é facilmente encontrado. Talvez a influência e a pressão dos acionistas por resultados cada vez maiores e de curto prazo seja a causa dessa falta de tempo para pensar no plano de ação.

Basta ver como o orçamento é feito em muitas áreas da empresa e também na comunicação: estabelece-se verba para tarefas que ainda não foram planejadas com a devida atenção. E assim, a pergunta que devemos fazer é se na construção da reputação, da imagem da marca e de uma cultura organizacional integral pode ser possível trabalhar sem um plano?

Planejamento implica em educar, ter disciplina e frequência, ousar e transformar. Acredito nisso porque comunicação - para alcançar resultados, precisa de um direcionador bem estruturado, alinhado com a estratégia do negócio e a visão de longo prazo. Capaz de tecer cenários e até adiantar possíveis crises - bem como soluções.

Mesmo porque o comunicador empresarial não pode continuar como um “apagador de incêndios”, um “tarefeiro”. Se comunicação demanda agilidade, corre-corre sem rumo estratégico e visão sistêmica não tem valor. Um bom planejamento é capaz de evitar gastos em duplicidade, trabalho dobrado, erros e desencontros. É capaz de traçar um “mapa do caminho” onde cada ator corporativo, seja do RH, do Financeiro, do Marketing ou da área de Responsabilidade Social saiba qual seu papel na construção do valor da marca da empresa.

Onde cada um perceba que talvez uma centena de banners, milhares de folhetos ou mesmo um grande anúncio podem não funcionar porque a solução – compreendida durante o processo de elaboração do planejamento, poderia ter sido outra. Mais focada, segmentada, específica e até educacional. Poderia ter sido um programa de reconhecimento ao invés de um churrasco no clube dos funcionários, poderia ter sido uma palavra do presidente ao invés de uma edição extra do jornal. Poderia ter sido uma experiência de aprendizagem ao invés da publicação de um relatório caríssimo e que ficou dentro da gaveta. Afinal, quantas vezes não vemos um problema de gestão ser confundido com problema de comunicação?

Planejamento é fundamental. Com visão de conjunto e construção colaborativa. Com investimento em pesquisa e diagnóstico, aprendizado organizacional e planejamento participativo, sempre alinhado aos objetivos do negócio e coerente com a urgência dos mercados e dos concorrentes, de acionistas e investidores. E mais: sem sobressaltos e estresses tão comuns às equipes de comunicação, seus clientes internos e seus fornecedores externos.

Por isso, lembre-se: planejar é preciso. Agora e sempre.


*material do portal aberje, disponível em:http://www.aberje.com.br/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=218&ID_COLUNISTA=27

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cees van Riel fala sobre o que é fundamental para a boa reputação empresarial

Christina Lima

A 14ª Conferência Internacional sobre Reputação Corporativa, Marca, Identidade e Competitividade vai reunir entre os dias 19 e 21 de maio no Rio de Janeiro um elenco internacional de especialistas para discutir um grande desafio hoje enfrentado pelas empresas: gerenciar estrategicamente sua reputação sob a crescente pressão da sociedade por condutas mais sustentáveis.

Para Cees van Riel, vice-presidente e cofundador do Reputation Institute, organização promotora do evento, o tema ‘The Sustainability Imperative: A Strategic Role for Reputation Management’, sugerido pelos membros brasileiros do Instituto de Reputação, não poderia ser mais propício. “Estou impressionado com o nível dos participantes confirmados”, citando a primeira plenária do evento ‘The triple bottom line of sustainability’ que contará com a presença de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras; Zeca Rudge, vice-presidente do banco Itaú Unibanco e Marcos Bicudo, presidente da Phillips Brasil. Os executivos vão debater a experiência de empresas brasileiras no gerenciamento de questões financeiras, sociais e ambientais.

“A construção e manutenção da reputação organizacional passam necessariamente por aspectos como autenticidade, consistência, transparência e foco no longo prazo”, lista. “Crises como o estouro da bolha da internet em 2001 e o colapso das instituições financeiras em 2008 provocaram um impacto imenso na reputação das empresas”.

Segundo Van Riel, o Brasil, país-sede da Conferência, que será realizada pela primeira vez na América Latina, se saiu muito bem da crise internacional. “Não é uma coincidência que o país tenha conquistado o direito de sediar os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo”, afirma.

Onde a comunicação entra na equação da reputação? Sozinha ela não resolve nada, confirma Van Riel. É preciso primeiro agir de maneira positiva para poder comunicar essa mesma ação. “Uma fórmula nos ajuda: excelência na performance X excelência na comunicação considerando o contexto social = a reputação de excelência”, ensina. “Se eu fosse dar um único conselho a uma empresa em seus esforços de comunicação seria: seja autêntica”.

De acordo com o executivo, a reputação é também o resultado de um processo informativo baseado principalmente em três pilares: a experiência pessoal, o que ouvimos de amigos e o que absorvemos da mídia. Mesmo assim ele minimizou o potencial destrutivo de reputação empresarial das redes sociais na web 2.0. Para Van Riel, a melhor estratégia é “não ignorar”, mas também “deixar falar”.

*material do portal nós da comunicação
disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=309&tipo=E

terça-feira, 6 de abril de 2010

Concurso Defensoria Pública da União

Vagas para Jornalista, RRPP e Publicitário.

DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO
SECRETÁRIA-GERAL
COORDENAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
EDITAL Nº 1 – DPU, DE 29 DE MARÇO DE 2010

Edital CESPE


Boa Sorte a todos!!!