"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Branded Content



Termo que apesar de não ser tão recente...conheci recentemente e compartilho com vocês.


Também conhecido por branded entertainment, advertainment e conteúdo de marca, é uma poderosa ferramenta de comunicação publicitária, que conjuga o entretenimento com uma marca num determinado formato, quer seja para TV, rádio, mídia impressa, internet , eventos ou espetáculos.

O objetivo principal é dar às marcas a oportunidade de promoverem a sua identidade, os seus produtos ou os seus serviços, junto dos seus públicos-alvo de um modo direcionado e impactante. Combinando o conteúdo dos formatos com os objetivos das marcas, o branded content cria e estimula laços entre as empresas e os consumidores, ativando a comunicação através do entretenimento. É uma forma de acabar com a divisão entre o comercial e o entretenimento.


BRANDED CONTENT


Já ouviu falar na série de filmes curtas-metragens The Hire? Dizem que, apesar de o conteúdo de marcas ser produzido há muito tempo, o termo branded content foi utilizado pela primeira vez para descrever estes filmes – em 2001.

Foram filmes curtos, com cerca de dez minutos de duração repletos de ação e valores relacionados ao universo da marca. Mesmo tendo como protagonista o astro Clive Owen, contando com outros célebres nomes como Gary Oldman, Madonna e Mickey Rourke e diretores de peso como Ang Lee, John Woo e Tony Scott, o centro das histórias é o produto da marca. Qual marca? BMW, a fabricante de carros de luxo.

Em vez de adotar a velha fórmula da propaganda tradicional com seus comerciais de 30 ou 60 segundos, a marca investiu neste formato inovador, com liberdade criativa para contar histórias (sem ladainha enfadonha sobre a motorização, gadgets ou opcionais dos veículos).

Distribuição

Os filmes não foram exibidos nos cinemas (exceto no festival de Cannes, onde estrearam), nem na televisão. Foram veiculados apenas trailers que convidavam o público a assistir aos filmes no site da marca – uma grande sacada de crossmedia para a época.

Segundo Scott Donaton, em citação encontrada no blog Diário de um Redator, o formato de The Hire foi ousado ao inverter conceitos publicitários:

“Pedir que um consumidor busque por conta própria a mensagem publicitária, abra espaço para ela no hard drive do seu computador com o seu download e depois perca ainda mais tempo assistindo-a era algo pra lá de arriscado. A BMW ainda ia de encontro a outra vaca sagrada do negócio: para que os filmes tivessem a grandiosidade exigida, era necessário inverter as fatias do orçamento. Normalmente, um anunciante gasta 10% do seu orçamento para produzir os comerciais e 90% para distribuí-lo ao consumidor – comprando tempo de publicidade e espaço nas redes de televisão, revistas, jornais, outdoors e coisas do gênero. No entanto, para produzir os filmes com essa alta qualidade que fizessem jus ao alto padrão técnico e estético, a BMW teve de comprometer chocantes 90% do orçamento na produção. Com isso, sobraram apenas 10% para promover os filmes e atrair clientes em potencial para o seu site para baixar os filmes e assisti-los. Isso foi feito mediante comerciais em TV e jornais, mas também por meio de comerciais nos cinemas que imitavam os trailers de filmes.”

Buzz

A ação gerou mídia espontânea em grandes veículos de comunicação e muitos comentários entre o público, que recomendava e discutia a respeito dos filmes pela internet. Em apenas quatro meses, os filmes tiveram mais de 11 milhões de visualizações e, no ano seguinte, chegou a impressionantes 55 milhões. Até hoje, os filmes são assistidos diariamente na internet e continua a gerar mídia (este post é um bom exemplo, rs).

Versões em DVD foram distribuídas em concessionárias e encartadas junto com a revista Vanity Fair, mas foram tão procurados que se esgotaram rapidamente.


Resultados de The Hire

No ano de seu lançamento, 2001, a BMW teve um aumento de 12,5% em suas vendas, muito mais visitas às concessionárias do que no ano anterior e, nos dois anos seguintes, os números continuaram a aumentar.

A campanha foi considerada um grande sucesso, conseguindo vincular o entretenimento à marca, transmitindo os valores e conceitos em torno do produto e sem aqueles velhos medos de associar coisas negativas – como violência, sangue e morte, presentes nos filmes – à marca.


*Material disponível em:
http://atilavelo.com.br/2011/05/branded-content-como-surgiu-este-termo/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O QUE É O MARKETING MULTINÍVEL

O Marketing Multinível (MMN), também conhecido como Marketing de Rede, já representa 96,7% dos US$ 32,18 bilhões de faturamento do setor de Vendas Diretas nos Estados Unidos (fonte: DSA – Direct Selling Association ). No Brasil, porém, essa onda apenas começou a se formar. Segundo a última divulgação feita pela ABEVD, em 2009 o setor registrou um crescimento de 18,4% em relação ao último ano, com um movimento de R$ 21,858 bilhões. O Brasil já é o quinto maior mercado mundial de Vendas Diretas, embora o Marketing Multinivel ainda represente menos de 10% desse faturamento. Parece pouco, mas vale lembrar que o Marketing Multinível dobrou sua participação nos últimos três anos e

vem ganhando cada vez mais espaço na mídia.

Autores consagrados já se renderam à novidade, como Donald Trump, Robert Kiyosaki, T. Harv Eker, Roberto Shinyashiki, Lair Ribeiro e Mauro Halfeld, apenas para citar os mais influentes.

MARKETING MULTINIVEL: UM NEGÓCIO LEGÍTIMO, LEGAL E ÉTICO.

O que é o Marketing Multinível

Trata-se de uma estratégia empresarial de distribuição de bens e serviços, onde a divulgação dos produtos se dá pela indicação “boca a boca” feita por distribuidores independentes. Por esse trabalho, tais distribuidores recebem bônus, que seriam utilizados nas milionárias campanhas de propaganda tradicional. Além da indicação dos produtos, os distribuidores poderão indicar outros distribuidores e, assim, construir uma organização de escoamento de produtos com possibilidades de ganhos ilimitados.

Reconhecimento da Indústria

O Marketing Multinível surgiu em 1903 e em 1979 tornou-se uma indústria reconhecida, quando o governo ame
ricano reconheceu a legitimidade da operação da Amway Corporation, na época a maior empresa do setor. Desde então, o modelo de negócio do MMN é entendido como uma legal maneira de distribuir bens e compensar desempenhos.

Legitimidade Comercial

Por quase todos os países do globo, milhares de empresas de Marketing Multinível faturam, ano após ano, bilhões de dólares, com total permissividade por parte dos governos e órgãos competentes. Trata-se de uma indústria estabelecida como qualquer outra, que recol
he impostos, gera empregos, oportunidades e riqueza para pessoas e nações.

Números pelo Mundo

• De cada oito lares americanos, pelo menos um desenvolve uma atividade de Marketing Multinível.
• Universidades Americanas já oferecem cursos de Marketing Multinível em suas grades curriculares.
• 27% do PIB americano é proveniente da indústria do Marketing Multinível.
• 24% do PIB japonês é proveniente da indústria do Marketing Multinível.
• 20% dos milionários americanos construíram sua fortuna com negócios baseados em Marketing Multinível.
• Nos Estados U
nidos, empresas como Coca-cola, Colgate Palmolive, Cit Bank, entre outras, têm suas próprias divisões de Marketing Multinível ou se utilizam da estrutura de empresas do setor para escoar algumas de suas linhas de produtos, com características pertinentes a esse sistema de vendas.

Chegou a hora do Brasil

Embora ainda estejamos “engatinhando” em relação ao Marketing Multinível, o perfil empreendedor do Brasileiro vem fazendo a indústria explodir nos últimos anos.

Para endossar a afirmação de que o “momento do Brasil chegou”, além do crescimento geométrico
das tradicionais empresas do setor, como Herbalife, Forever Living, Amway Corporation, podemos apontar a entrada de algumas gigantes tradicionais como Unibanco, TAM Linhas Aéreas, Itaú e Banco do Brasil.


"Está comprovado que o Marketing Multinível é uma fonte de receita viável e gratificante (…)"

DONALD TRUMP, no Livro:
Nós Queremos que Você Fique Rico (p.297)






"(…) hoje em dia aconselho as pessoas a levar em consideração o Marketing Multinivel."

ROBERT KYOSAKI, no Livro:
Independência Financeira (p.98)





sábado, 13 de agosto de 2011

Como montar uma estratégia de vendas nas redes sociais?

Facebook, Twitter ou Foursquare: descubra aqui qual a melhor alternativa para aproximar a sua empresa dos consumidores

Rafael Farias Teixeira

Com a popularização da internet no começo da década de 2000, parecia que a última fronteira para qualquer empresa seria a criação de uma loja on-line e o início de uma estratégia de e-commerce. Só que outro fenômeno surgiu e conquistou a atenção dos usuários: as mídias sociais. Ficou provado que, mais que um instrumento, a internet é uma comunidade. E que, para conquistá-la, é preciso usar as ferramentas certas. “O conceito de mídias sociais precede a própria internet”, diz Ludovino Lopes, vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net). “Mas a web amplificou o seu significado, trazendo a possibilidade de interação e colaboração.

Hoje, não basta apenas vender, é preciso vender socialmente, praticando o que ficou conhecido como social commerce. “Esse comércio é feito de usuário para usuário”, diz Thiago Nascimento, fundador do Bloompa, plataforma social de compras. “A venda é resultado dessa interação: a empresa entra apenas como estímulo.” Mídias como o Facebook e o Twitter funcionam não só para aumentar as vendas, mas também para cativar e fidelizar clientes. Segundo Lopes, o boom das redes levou muitos negócios a usarem esses canais de forma pragmática e fria, visando somente o incremento da receita. “É preciso ultrapassar essa primeira fase, agregar valor, passar um conteúdo de relevância. Essa é a mágica da mídia social. O discurso só de venda provoca uma resposta morna”, afirma.Seja qual for o uso das redes, a verdade é que a relação mais humanizada com os usuários pode, sim, converter-se em retorno financeiro. Na opinião de Danilo Alvarenga, diretor técnico da empresa americana de soluções em e-commerce 3dcart, o uso sistemático do Twitter e do Facebook pode levar a um crescimento de até 34% no tráfego do site de vendas da empresa.

Mas não se engane com os números animadores: antes de colocar seu empreendimento nas mídias sociais, dedique algum tempo ao planejamento e à organização do conteúdo. “Quando se publica qualquer coisa nas redes sociais, a primeira impressão é a que fica. Então tenha certeza de que a casa está arrumada antes de abrir as portas”, afirma Alvarenga. Ou seja, pesquise quais mídias funcionam para seu negócio, conheça o público que você quer atingir e defina como vai interagir com ele. A seguir, boas ações de social commerce que podem ser postas em prática para aumentar as vendas.

APOSTE NO VISUAL

YOUTUBE

Ter um perfil na rede de compartilhamento de vídeos pode ser útil se a empresa tiver capital para investir nesse tipo de produção. “Os vídeos têm grande impacto sobre os usuários e podem se tornar virais facilmente”, afirma Ludovino Lopes, vice-presidente da camara-e.net. Faz parte da estratégia deixar na descrição do vídeo um link que direcione o usuário ao produto anunciado, para estimular a finalização da compra. Os posts no Youtube também servem como apresentação para o consumidor conhecer o dia a dia da empresa, humanizando mais a relação entre os dois.

FLICKR

Essa rede de compartilhamento de fotos pode ser útil para provocar o interesse dos consumidores: o método mais utilizado é postar imagens de novos produtos. Propagada pelo Twitter, a estratégia de “teaser” pode alimentar a vontade de comprar até que o lançamento seja feito. Como o Youtube, também pode ser utilizado para mostrar a rotina da empresa, aproximando o consumidor.

Material disponível em: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI239284-17157,00-COMO+MONTAR+UMA+ESTRATEGIA+DE+VENDAS+NAS+REDES+SOCIAIS.html

sábado, 6 de agosto de 2011

Cultura organizacional: Bem-vindo ao inferno!

Júlio César Vasconcelos

O ano era 2005 e eu acabava de assumir uma Gerência Corporativa de Recursos Humanos em uma empresa familiar, na grande São Paulo. Logo que cheguei àquela cidade, fiquei hospedado em uma residência de propriedade da organização em um condomínio de luxo e, no outro dia cedo, o motorista foi me buscar. Tão logo ele chegou e estacionou o veículo, ao lado da pomposa residência, entrei e lhe desejei um bom dia, estendendo-lhe a mão, sorridente e animado.

O motorista olhou para mim com certo olhar de desprezo, tocou minha mão
estendida com um toque desvivificado e, friamente, respondeu-me:
- Bom dia! Bem-vindo ao inferno!

Por um breve momento, senti-me como se estivesse levado uma pancada. Tentei ainda conservar meu sorriso, mas ele foi desaparecendo de maneira pausada. Recolhi minha mão gelada que tinha sido por ele tocada. Tentei organizar minhas ideias e, nesta tentativa, perguntei-lhe, de forma meio desconcertada:
- Como assim, "Bem-vindo ao inferno?".
Ele, secamente, respondeu-me:
- "Rapidinho o senhor vai saber! Logo, logo o senhor me fala...".

O trajeto era curto e ele não comentou mais nada. Chegamos à empresa, passei pela portaria e entrei no "inferno". Para minha infelicidade, o motorista falara a verdade...

A narrativa acima poderia ser de um filme de terror ou de uma estória dramática, mas infelizmente trata-se de uma realidade! Uma dura e traumática realidade! Pobre dos trabalhadores que precisam sobreviver em empresas como esta, totalmente desprovidas de ética e de civilidade! E o pior é que elas existem, e são muitas por aí espalhadas!

Gustavo Boog, em seu livro "O Desafio da Competência" desenvolve, de uma maneira muito acertada, uma belíssima abordagem sobre cultura organizacional e, entre os vários tipos de cultura citados, descreve um que denomina de "Inferno Organizacional". É o tipo característico da empresa em que a busca pelo lucro maquiavélico impera de forma intransigente e desenfreada! Não existe respeito pelas pessoas, nem pelas leis e o investimento em tecnologia e processos é inexistente ou escasso. O autoritarismo e o medo são práticas desveladas, tornando a mão de obra cada vez mais escravizada. Os salários são baixos e as condições de trabalho ruim, evidentemente com exceções para algumas classes privilegiadas.

O índice de acidente de trabalho é elevado e as punições de caráter extremado: advertências, suspensões e justas-causas são mecanismos altamente utilizados. O critério de seleção e de promoção dos empregados é subjetivo, normalmente ligado a questões pessoais. E, por que não dizer, sexuais? São empresas que não possuem organogramas, mas "orgasmogramas", jargão utilizado de maneira pernóstica e velada por alguns membros de uma cúpula depravada. Neste contexto, algumas figuras femininas dotadas de atributos físicos excepcionais e desprovidas de competências profissionais são facilmente encontradas ocupando cargos de direção, com salários em patamares elevados. Em ocasiões especiais, o poderoso chefão se traveste de "pai dos pobres" e promove o "pão e o circo" para a alegria da galera com visão obscura.

São festas regadas em cerveja e churrasco, onde ele se senta em uma mesa rodeada de puxa-sacos, distribuindo brindes para a peãozada. No final da festa, tudo se transforma em um verdadeiro carnaval e na segunda-feira, com uma baita ressaca e preocupado com os exageros praticados, volta o trabalhador inseguro ao trabalho, temeroso do que o aguarda!

A princípio pode parecer muito surrealista este quadro, mas, com certeza, vários leitores que já passaram ou passam por esta infernal etapa compreendem exatamente o que estou falando e sabem do que se trata.

Surge, então, no ar uma pergunta que não quer se calar: até quando organizações deste tipo vão continuar???

Boog cita ainda no seu livro, um tipo de cultura que denomina de "Nirvana" ou "Paraíso Organizacional". São tipos de empresas que investem de maneira séria, respeitosa e sistemática na valorização e no desenvolvimento de seus empregados, tanto quanto investe na melhoria de seus processos e na obtenção de resultados, não só de curto, mas também de médio e longo prazo. Estas empresas estabelecem a primazia do ser humano sobre o capital. Renomados estudiosos sobre o assunto, entre eles o Peter Drucker, considerado "O Pai da Administração" e o próprio Boog, não têm dúvidas em afirmar que o sucesso de qualquer empresa está relacionado a uma gestão ética, participativa e socialmente responsável e, além disto, ao respeito, ao reconhecimento e à motivação dos empregados. Empresas que não agem assim, com certeza, estão fadadas ao fracasso!

Enfim, Nirvana ou Inferno Organizacional? Vale à pena refletir:
Como empresário, em qual tipo de empresa a sua se enquadra? Tem certeza? O que diriam seus empregados se eles pudessem, livremente, expressar-se?
Como empregado, em qual tipo de empresa você trabalha? Já se perguntou qual o seu papel nisto tudo e o que você está fazendo para reverter ou contribuir para este quadro, se for o caso?


*material do portal RH.com.br,disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Artigo/7337/cultura-organizacional-bem-vindo-ao-inferno.html