"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

domingo, 22 de agosto de 2010

As Duas Damas da Comunicação Eficentes: A Ida e a Frida.

A criação de mensagens publicitárias não é apenas um momento de inspiração dos diretores de criação das agências de propaganda, mas sim um complexo estudo sobre o que o cliente necessita e deseja, bem como da previsão da interpretação da mensagem criada por parte do mercado alvo.

Comunicação. A hora que o marketing mostra o seu produto ao mercado.

A comunicação é sem dúvida uma das mais importantes ferramentas de marketing para as empresas divulgarem os seus produtos ou serviços para o mercado consumidor. A criação de mensagens publicitárias não é apenas um momento de inspiração dos diretores de criação das agências de propaganda, mas sim um complexo estudo sobre o que o cliente necessita e deseja, bem como da previsão da interpretação da mensagem criada por parte do mercado alvo. Existem diversas formas de comunicação ao mercado, bem como modelos que ajudam a interpretar os questionamentos mais delicados na hora da criação de mensagens vencedoras. Mix de Comunicação de Marketing.

O mix de comunicação de marketing é formada por cinco ferramentas promocionais: Propaganda, Relações publicas, promoção de vendas, vendas pessoais e marketing direto. A propaganda é toda ação de comunicação que se faz necessário um desembolso por parte do anunciante, seja em dinheiro ou produto através de permuta. As relações públicas são informações veiculadas na mídia através de notícias, o que normalmente gera uma maior credibilidade ao mercado das informações expostas. As promoções de vendas são realizadas para estimular um cliente a conhecer ou usar uma marca, como realizar ações para giro de estoque. As vendas pessoais são as que necessitam impreterivelmente de um contato humano entre o vendedor e o comprador. O marketing direto é o irmão mais novo deste mix de comunicação de marketing, pois ele tem a função de comunicar os consumidores de forma individual, conhecendo seus dados demográficos, comportamentais, estilos de vida e preferências diversas. A internet vem revolucionar o marketing direto neste novo milênio.

O Modelo AIDA.

Após esta breve introdução do que trata a comunicação de marketing, chegou o momento de conhecermos a primeira dama da comunicação, a AIDA.

Todo o mix de comunicação de marketing citados anteriormente necessitam ou deveriam utilizar este modelo para criação de mensagens vencedoras, impreterivelmente. Mas o que significa AIDA ?. O A refere-se a atenção que o consumidor deve obter ao ver uma mensagem publicitária.

Na seqüência, uma vez atento a mensagem, o consumidor deve ativar agora o I, ou seja, o interesse pelo produto ou serviço divulgado. Todos temos interesses por diversos bens de consumo, mas o D de desejo para a compra de um veículo BMW de última geração, por exemplo, são para poucos. É neste momento que comunicação à intenção real de compra. Enfim toda comunicação deve propor ao futuro comprador o A de ação, disponibilizando na mensagem o endereço do vendedor, telefones, e-mails, páginas na internet ou até mesmo para procedimentos de compra imediata, como por exemplo, dentro de um supermercado, através de promoções pontuais. Ao completarmos a definição do modelo AIDA, fica claro a sua importância na criação de mensagens vencedoras, comprovado com os seus setenta e sete anos de vida. Realmente a AIDA, continua sendo a dama de honra da comunicação de marketing.

Em pleno ano de 2002, fico imaginando que a vida de rainha que a AIDA possui é legitima e justa, mas resolvi criar uma amiga para ela, afinal de contas sabemos que a solidão não é uma companheira bem vinda a ninguém. Surge então a FRIDA.

FRIDA. Características imprescindíveis para uma mensagem vencedora.

Uma vez entendido os procedimentos necessários para que uma mensagem cumpra com o seu dever junto ao consumidor, devemos agora nos ater as atuais características que uma mensagem deva possuir no mundo da informação globalizada. Estas características podem complementar e ajudar no desenvolvimento de mensagens baseados no modelo AIDA. A primeira característica que uma mensagem deva possui é a sua "Forca".

Toda comunicação dirigida ao público alvo de determinada campanha deve possuir forte consistência no enredo da mensagem, estar fortemente tangível na mensagem as características dos produtos ou pelo benefício do serviço oferecido, e o principal de tudo: Palavras fortes, para momentos de alta competitividade. Aquele que teima em utilizar o slogan "Agora é a hora!", parou no tempo, utiliza uma mensagem frouxa, o equivalente hoje a comunicação das cavernas.

As mensagens publicitárias não podem dar espaço as criações que sugerem o estrelismo de poucos mais egocêntricos diretores de criação, que buscam os prêmios que alimentam o seu ego, com o dinheiro dos anunciantes de plantão. Toda comunicação tem como objetivo final dar "Resultado" ao anunciante e cumprir as metas de comunicação estipuladas. Não se admite qualquer tipo de criação de mensagem publicitária, sem um estudo profundo das necessidades e desejos do público alvo, bem como dos objetivos do anunciante. A criação na base da "grande sacada" somente será valida após incansável estudo do mercado, através de pesquisas quantitativas e qualitativas. Isto sim é utilizar um centro de "Inteligência" em marketing para criar mensagens baseadas em fatos e dados reais, e não em "achismos" criativos.

Uma excelente mensagem não deve agradar a todos. Esta afirmação certamente será questionada por diversos publicitários, mas já ataco dizendo que vivemos num mundo onde o marketing de massa morreu. A coca-cola segmentou seus produtos é cria mensagens diferenciadas para cada público. Até mesmo os monopólios de energia elétrica ou distribuição de água, estão criando mensagens diferenciadas conforme a classe social do seu consumidor. Se a mensagem não tiver a "Direção" ,correta para o público-alvo pertinente, é bem provável que o retorno não seja o esperado, gastando tempo e dinheiro do anunciante, além de exposição incorreta da marca em segmentos desinteressantes.

Enfim, a característica principal de qualquer comunicação: O "Amor". Não existe mais o cliente desinformado. A informação está disponível para quem queira possui-la. Mensagens mecânicas ou ofertas de varejo chulas já começam a serem banidas pelos consumidores. Toda mensagem deve possuir o sentimento real, fazer com o consumidor interprete na mensagem veículo aquilo que ele realmente precisa. Oferecer ao mercado de forma justa o que ele necessita, é sim praticar o amor. Deste modo, também se forma a nova dama da comunicação, a FRIDA.

Agregando valor ao modelo AIDA com as características da FRIDA.

Deixando as damas figurativas da comunicação "A Ida e a Frida" de lado, e concentrando a atenção devida ao modelo AIDA e as características descritas pela FRIDA, fica exposto o segredo de uma comunicação eficiente e clara para com o consumidor. Não existe caminho árduo no marketing e na comunicação para aqueles que entendem todos os processos pelos quais uns consumidores passam ao interpretar uma mensagem, principalmente quando se utilizam as forças na expressão, na busca de resultados ao anunciante, na inteligência na criação das mensagens, na direção do público alvo correto do produto ou serviço e no envio de amor e entendimento dos sentimentos dos consumidores.

Marcelo Ivanir Peruzzo é mestre em Gestão de Negócios pela UFSC e professor dos cursos de graduação e pós-graduação de diversas instituições do Brasil.

Disponível em: http://www.ip2mkt.com.br/ip2360/index.php?option=com_content&view=article&id=94:as-duas-damas-da-comunicacao-eficentes-a-ida-e-a-frida&catid=64:marketing-a-comunicacao&Itemid=90

Composto de Comunicação

O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO





EMISSOR  CODIFICAÇÃO  CANAL  DECODIFICAÇÃO  RECEPTOR


Emissor – aquele que fala e gera todo o processo
Receptor – aquele que recebe a mensagem
Canal – é o meio (mídia) pelo qual foi transmitida a mensagem


O Emissor: codifica (símbolos) a mensagem e o receptor decodifica (traduz os símbolos)

O Feedback :Verificação do sucesso do processo de comunicação. Determina a compreensão


Ruído : Tudo que atrapalha a comunicação, a compreensão da mensagme

Robbins (2005 p. 246) identifica diversas barreiras que podem dificultar ou distorcer a comunicação eficaz, podemos destacar:

Filtragem: ou manipulação da informação pelo emissor para que ela seja vista de maneira mais favorável pelo receptor.

Percepção seletiva: Nesse caso o receptor vê e escuta seletivamente, com base nas suas próprias necessidades, motivações experiências, histórico e outras características pessoais. Muitas vezes interpretamos o que vemos e chamamos de realidade.

Sobrecarga de informação: acontece quando as pessoas têm mais informações do que conseguem organizar e utilizar, tendem a selecionar, ignorar ou esquecer informações..

Emoções: A interpretação de uma mensagem é influenciada pela maneira como o receptor se sente no momento em que a recebe.

Linguagem: As palavras têm significados diferentes para pessoas diferentes. Idade, educação e histórico cultural são as três variáveis mais óbvias que influenciam a linguagem usada por uma pessoa e como ela interpreta as palavras.



Robbins,Stephen P. Fundamentos do Comportamento Organizacional. São Paulo: Prentice Hall, 2005


O COMPOSTO DE COMUNICAÇÃO

O composto promocional pode ser definido (COBRA, 1997, P.444) como os componentes básicos de comunicação da empresa com o seu meio ambiente e são:


Propaganda e Publicidade

Propaganda (Advertising em inglês) é a forma paga de apresentação não pessoal de idéias, produtos ou serviços através de uma identificação do patrocinador. No Brasil, propaganda é o anúncio comercial feito pelas agências de propaganda. A propaganda é uma comunicação indireta por intermédio de diversos meios de comunicação com patrocinador identificado As mídias utilizadas para se fazer propaganda incluem jornal, revista, impressos, rádio, televisão aberta, TV a cabo, outdoor, Internet.
A propaganda atinge um grupo determinado de consumidores de acordo com as características e objetivos estabelecidos A propaganda pode ser : promocional (vendas de produto/ serviço), institucional (imagem produto/ serviço). No Brasil, a propaganda tem se destacado e já ganhou vários prêmios internacionais.

Publicidade (Publicity em inglês) tem origem derivada do latim publicius. Significa tornar público uma idéia ou um fato. O objetivo é criar, através dos meios de comunicação, uma atitude favorável em relação a uma idéia, um produto ou serviço . Teoricamente publicidade não é paga. As empresas querem estar sempre presentes na mídia e para isso, fornecem aos jornalistas material de divulgação entrevistas coletivas

Como se pode constatar Propaganda não é a mesma coisa que Publicidade. Contrera e Hatori (2003, p.64) destacam alguns aspectos que diferem Propaganda de Publicidade.

Propaganda tem as seguintes características: objetivo de informar e persuadir; é paga; tem a presença ostensiva do patrocinador, há controle do anunciante sobre a mensagem; o anunciante é o emissor da mensagem; menor credibilidade da mensagem

Publicidade, por outro lado, é caracterizada por informar; ser gratuita; não aparece o patrocinador; o produtor da matéria não tem controle sobre ela; o próprio veículo é o emissor; maior credibilidade da mensagem.


Temos vários tipos de campanhas



Propaganda Institucional – se preocupa em construir ou fortalecer a imagem da instituição
Propaganda de Varejo – O objetivo é a venda. Consiste na apresentação do produto, marca e descrição, preço, condições de pagamento e o endereço.
Propaganda Cooperada.- São campanhas de varejo realizadas pelos fabricantes e lojistas.
Propaganda Testemunhal Uma pessoa de credibilidade presta seu testemunho sobre as qualidades de um produto ou serviço

Propagandas Comparativas- Apresenta comparação entre dois produtos.


Propaganda Governamental:

Propaganda Competitiva : empresas públicas competem com empresas privadas na oferta de produtos. Exemplos Banco do Brasil e Caixa Econômica (buscando lucro), as escolas, hospitais, moradias.

Propaganda de serviços Comunitários: serviços em que há cobrança de valor monetário e que oferecem grandes possibilidades: correio, energia elétrica.

Propaganda de serviços Sociais –São as que contribuem com benefícios sociais como educação, saúde etc. São as campanhas para auxílio aos menores abandonados, velhice desamparada, campanhas de vacinação.

Propaganda Informativa – utilizada para a prestação de contas ao cidadão que paga impostos . Exemplo: conclusão de obras, segurança pública, saneamento.

Propaganda cultural e de Lazer. Visa o desenvolvimento cultural e do lazer: incentiva visita aos museus, teatro, concertos sinfônicos, caminhadas, passeios de bicicleta.

Propaganda Institucional – usada para fortalecimento da imagem e da credibilidade do governo. Visa obter maior cooperação e motivação popular para com os programas governamentais.




Merchandising

A técnica de merchandising foi usada inicialmente no cinema para promover produtos. Os atores e atrizes de Hollywood se apresentavam consumindo produtos diversos (fumavam cigarros marca Hollywood , bebiam cervejas Budweiser e refrigerante Coca-Cola, dirigiam carros Ford e outros) e criavam demanda para esses produtos . Hoje merchandising é utilizado para promoção na televisão, sobretudo nas novelas e apresentações de programas. Empresas como Boticário e banco Itaú utilizam bastante essa ação.
Merchandising também inclui o conjunto de operações táticas no ponto-de-venda (PDV). A palavra certo é a chave para se entender merchandising de acordo com Sant´Anna (1998, p.21). Assim, o autor esclarece que merchandising é o produto certo, na quantidade certa, no momento certo,no preço certo, no tempo certo, com o impacto visual certo. Envolve embalagem, display. Pode ser usada por promotores ou demonstradores ou por uma ação conjunta desses no ponto-de-venda, ou através de televisão, cinema.

Promoção de Vendas

Qualquer atividade que objetiva incrementar as vendas. A promoção de vendas (SANT´ANNA, 1998, P.25) atua para acelerar vendas, bloquear a penetração da concorrência, aditar novas razões de consumo, reativar um produto cujas vendas tenham entrado em declínio; divulgar um novo produto; aumentar a eficiência e eficácia da força de vendas e injetar estímulos na rede intermediária.

A promoção de vendas visa atrair consumidores e são utilizados:

Amostras – promoção que permite a experimentação ou teste de produtos antes da decisão de compra do consumidor.

Brindes – itens de baixo valor (bonés, chaveiros, camisetas, blocos de anotações, canetas etc ) distribuídos aos consumidores. O brinde é gratuito e não está associado à venda.

Vale-brindes – nesse tipo de promoção o consumidor acha um vale-brinde dentro do produto e pode trocar por um prêmio.

Sorteios - é a promoção em que o consumidor ao fazer compras recebe um cupom ou ticket com números para participar de um sorteio. Ganhará aquele cujo número coincidir com o sorteio da Loteria Federal.

Prêmios - promoções do tipo “achou-ganhou”. O prêmio difere do brinde porque está associado a uma compra.

Concursos – Distribuição de prêmios mediante sorteio. Pode incluir entrega de embalagens, tampinhas, rótulos etc. A apuração é feita na própria empresa ou nas emissoras de rádio ou TV.

Cupons – distribuídos através de volantes entregues porta a porta e através de anúncios no catálogo telefônico, os cupons dão direito a descontos especiais na compra de determinado produto. Os cupons também podem ser juntados a cada compra, garantindo um benefício ou produto.

Degustações – Empregada no ramo de alimentos e bebidas. A pessoa tem a chance de experimentar e sentir o gosto antes de adquirir o produto e isso pode ser decisivo na hora da compra.

Convenções e Shows – convenções são usadas para motivar a força de vendas com referência a um produto. Os shows, por outro lado, são usados para motivar consumidores, distribuidores, varejistas.

Datas especiais - As datas podem ser usadas para promover as vendas como: dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados, Natal, Páscoa e datas comemorativas e de aniversário das empresa.

Feiras Comerciais – é uma exposição de vendas imediata e eficiente para a ampliação dos negócios. O stand deve ter as características de uma loja.

Diversos - liquidação, saldos de balanços desfiles, seminários, congressos também podem ser usados. Na verdade, como destaca Las Casas (2000, p.197) não há limites para diversificação no âmbito da promoção de vendas como destaca


Relações Públicas

Toda empresa precisa se relacionar com os seus públicos de interesse: consumidores, fornecedores, revendedores, público interno (empregados), a comunidade, o governo, a imprensa, dentre outros. A função de um profissional de Relações Públicas envolve uma série de ações desenvolvidas com o objetivo de criar uma imagem corporativa de uma empresa, de seus produtos ou serviços. Suas funções incluem publicidade do produto, comunicação corporativa, lobby, assessoria de imprensa, apoio ao lançamento, reposicionamento e defesa de produto.


Marketing Direto

É definido (KOTLER & KELLER, 2006, p.606) como o uso de canais diretos para se chegar ao consumidor e oferecer produtos e serviços.

É o marketing efetuado através de propaganda em vários tipos de mídia que interagem diretamente com os consumidores solicitando-lhes que representem uma resposta direta (MOREIA; PASQUALE; DUBNER, 2003) São exemplos de marketing direto: mala direta, catálogos, TV interativa, quiosques, sites, telefones, telemarketing.

Stone (1984, p. 1) define mala direta como o veículo usado para fazer contato com clientes pelo correio. A mala direta é enviada para a casa.

Para o envio de mala direta é necessária uma listagem. Recomenda-se que as listas sejam previamente testadas antes de usadas. Os tipos de mala direta incluem, dentre outros: cartão-resposta, carta, envelope, circular, catálogo, volante etc.


Força de Vendas

O vendedor desempenha um papel fundamental na criação da imagem da empresa. É ele que tem o primeiro contato com os compradores de produtos ou serviços.


* Disponível em:www.fortium.com.br/faculdadefortium.com.br/.../COMUNIC.doc

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EFICAZ NO SÉCULO XXI

Por Fonoaudióloga Roberta Medeiros


A comunicação, desde os primórdios, é um instrumento de integração, instrução, troca mútua e desenvolvimento entre as pessoas em quaisquer atividades realizadas. Com o passar dos tempos, este novo milênio vem exigindo cada vez mais das peculiaridades e capacitações do ser humano, sendo a forma como nos comunicamos a ferramenta mais importante no processo de expansão das organizações em todo o mundo.

A partir da primeira metade dos anos 90 o contexto social mercadológico passou por incríveis mutações, em decorrência das mudanças sociais, políticas e econômicas. A globalização, essa transformação social maciça na realidade capitalista, acirrou a competitividade entre as corporações, e também entre as pessoas, à procura de estabilidade financeira e mercantil.

Neste sentido, a sociedade globalizada atual demanda que o profissional atue cada vez mais em equipe e transpareça naturalidade, segurança, persuasão, credibilidade e fidedignidade, levando as empresas a oferecer mais transparência na prestação de serviço.

Um outro efeito deste processo macroeconômico é a necessidade de segurança na transmissão de informações a clientes e parceiros, dado a insegurança geral em que vivemos. Para tanto, a contratação de profissionais exige que estes sejam cada vez mais especializados em comunicação, capaz de realizar mediações entre diferentes públicos internos e externos respondendo as expectativas da assistência, de uma forma objetiva e coerente.

A pluralidade mercadológica, a competitividade social, a busca acirrada pelo desenvolvimento de produtos e marcas com qualidade e funcionalidade respondendo as expectativas de consumo, necessita de profissionais capacitados com um bom exercício da comunicação, sendo este profissional capaz de oferecer informações reais que atendam as solicitações do consumidor o deixando altamente seguro do produto que adquiriu.

Para tanto é preciso investir em atualização, pós-graduação, redefinir políticas, estratégias e metas por parte da empresa, bem como recorrer a assessorias e consultorias por profissionais capacitados a diagnosticar falhas, a gerenciar conflitos e a propor soluções.

Neste sentido, por meio de consultorias. assessoria e treinamentos, por exemplo, podemos conhecer o perfil comunicativo de determinada empresa e traçar um planejamento para desenvolver ou simplesmente lapidar as habilidades comunicativas dos colaboradores em prol da credibilidade e efetividade nas relações e negociações da corporação.

Por meio de consultorias, internas ou externas, levanta-se o perfil do contribuinte, e as competências que deveria possuir na área de comunicação. Após o diagnóstico, trabalham-se os pontos falhos e potencializam-se as habilidades comunicativas existentes em cada indivíduo, que muitas vezes não são valorizadas no cotidiano sistêmico em que este está inserido.
Mas será que atualmente este cuidado com as informações e meios comunicativos de multimídia de grande massa é realizado? Vejamos, quando você liga na central de atendimento ao consumidor daquele cartão de crédito que adquiriu. Atende uma gravação, normalmente com uma voz feminina, que oferece um menu de opções, no entanto, algumas vezes as opções não correspondem ao seu desejo, então você aguarda até a opção fale com um “dos nossos atendentes”.

Coloca-se em prática um exercício de paciência e educação, afinal de contas, o consumidor deseja que todas as suas dúvidas sejam sanadas por meio de respostas rápidas. Mas não acaba por aí, você é obrigado a escutar uma musiquinha e ficar com o telefone ocupado por alguns, quando não muitos, minutos.

Após um tempo, o atendente informa o seu nome, menciona que a gravação está sendo registrada e você já prestes a explodir por ficar ao telefone com pendências outras a resolver, verbaliza sua insatisfação por algum serviço prestado, então o atendente diz que não pode resolver, que a central não é a responsável por aquele tipo de informação e sugere que ligue novamente e digite a tecla “x”. Neste momento sua paciência foi para o espaço! Você já pagou por um produto, e sabe que ao invés de resolver seu problema a preocupação do atendente é cumprir uma meta de ligações que pouco tem haver com sua satisfação. Não adianta nem explodir com o atendente, que é em última análise, menos que um parafuso nesta máquina de moer gente.

Neste cenário corriqueiro brasileiro, as empresas ainda pecam no atendimento, principalmente na pós-venda, esquecendo que o termo comunicação significa “colocar em comum”, compartilhar informações e idéias. E todos aqueles valores, competências, “know how” empresarial mencionado, aliás, compartilhado, no momento do atendimento para a venda, não existem mais. Sendo substituídos por insatisfação, falta de credibilidade e respeito.

Por meio de estratégias comunicativas elaboradas conjuntamente por uma equipe transdisciplinar de profissionais da comunicação, pode-se propiciar a integração e motivação de todas as equipes; capacitar os participantes a realizar boas apresentações, de forma a elaborar e organizar o discurso de forma objetiva, com início, meio e fim; fazendo uso da palavra de forma lícita a identidade da empresa. Afinal de contas, saber O QUE falar é tão importante como saber COMO falar.

É importante conscientizar as empresas sobre a importância da comunicação empática e natural, seja através das palavras, seja através do corpo; demonstrar posturas, formas de apresentação e vestimentas adequadas a cada contexto, desta forma, se obtém o equilíbrio entre pensamento, fisiologia corporal e coerência ao contexto situacional. Afinal de contas, todos os funcionários são a imagem de uma empresa, mesmo aqueles que não realizam o atendimento direto ao cliente.

A comunicação empresarial advém com múltiplas estratégias comunicativas, com visão e ação transdisciplinar, a qual objetiva a maximização da informação, sendo esta congruente com os valores, visão e missão da empresa, bem como com as estratégias, planejamentos e ações daqueles que compõe a corporação. Neste sentido há a eclosão da comunicação eficaz, principal ferramenta inter-relacional entre funcionários, clientes, fornecedores e parceiros nos processos de negociação.

A comunicação no século XXI deve ser concebida de forma holística, sendo uma ferramenta estratégica de suporte administrativo para quaisquer setores da empresa. É esta comunicação a maior aliada à ausência de erros e conflitos empresariais considerada em extinção. A responsabilidade por oferecer uma boa informação e instrução de ação deve ser incorporada e homogênea, por todos os funcionários de uma organização, instituição ou corporação. Afinal de contas ficar horas ao telefone esperando por respostas medíocres e insatisfatórias não é o que você deseja, não é mesmo?


Material do site Administradores.com.br
Disponível em:http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/importancia-da-comunicacao-eficaz-no-seculo-xxi/23132/

domingo, 15 de agosto de 2010

Concurso: AERONÁUTICA ABRE VAGAS PARA RELAÇÕES PÚBLICAS, JORNALISTA E PUBLICITÁRIO

Aeronáutica inscreve para 160 vagas de oficiais temporários

A Força Aérea Brasileira inscreve entre os dias 16 de agosto e 23 de setembro para o exame de admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais Temporários (EAOT). Esse ano foram abertas 160 vagas para 23 profissões. O valor da taxa de inscrição é de R$ 100,00. Para inscrever-se o candidato não deve completar 43 anos até o dia 31 de dezembro de 2011

O Processo Seletivo é constituído das seguintes etapas: Exame de Escolaridade e Conhecimentos Especializados, Inspeção de Saúde (INSPSAU), Exame de Aptidão Psicológica (EAP) e Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF). A prova escrita ocorre no dia 21 de novembro em dezesseis cidades brasileiras. A prova de redação será aplicada apenas para as especialidades de Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Serviços Jurídicos, Pedagogia e Magistério.

O candidato aprovado em todas as etapas do certame fará o Estágio, que tem duração de 13 semanas, no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG). Concluindo-o com aproveitamento, será nomeado Segundo-Tenente, sendo designado para servir em Organização Militar da localidade escolhida no ato da inscrição. O edital pode ser acessado na página www.fab.mil.br .

LOCALIDADES PARA REALIZAÇÃO DAS PROVAS

Belém – PA , Recife – PE, Fortaleza – CE, Salvador – BA, Natal – RN, Rio de Janeiro – RJ, Belo Horizonte – MG, São Paulo – SP, Campo Grande – MS, Canoas – RS, Curitiba – PR, Florianópolis – SC, Brasília – DF, Manaus – AM, Boa Vista – RR, Porto Velho – RO,

Vagas por Especialidades :

Administração (ADM) – 07; Análise de Sistemas (ANS) – 15; Arquitetura (AQT) – 02; Arquivologia (AQV) – 04; Serviço Social (ASS) – 09; Biblioteconomia (BIB) – 05; Ciências Contábeis (CCO) – 11; Economia (ECO) – 03; Educação Física (EFI) – 03; Enfermagem (ENF) – 25; Estatística (EST) – 06; Fisioterapia (FIS) – 03; Fonoaudiologia (FON) – 04; Jornalismo (JOR) – 03; Magistério Língua Inglesa (MLI) – 01; Nutrição (NUT) – 05; Pedagogia (PED) – 11; Psicologia Educacional (PSE) – 04; Psicologia Clínica (PSL) – 11; Psicologia Organizacional e do Trabalho (PSO) – 09; Publicidade e Propagada (PUP) – 02; Relações Públicas (REP) – 05 ; Serviços Jurídicos (SJU) – 12.

A matéria também está disponível no link http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=5763, assim como o vídeo sobre o trabalho dos Oficiais Temporários está disponível em http://www.fab.mil.br/portal/video/index_video.php?id=109 ou http://www.youtube.com/user/portalfab#p/search/0/9AYWjbmmEk4.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Comunicação boca-a-boca em ambiente digital

Rodrigo Capella

O título deste artigo pode, em um primeiro momento, causar estranheza. Mas, eu logo explico: a comunicação em ambiente digital ganha, momento a momento, mais potencial boca-a-boca. Se antes, as ações comunicacionais apostavam na viralização pura e simples; agora baseiam-se no poder opinativo do consumidor final, conectado em ambientes plurais e mais dinâmicos.

A mudança, com reflexo positivo na economia e nos âmbitos corporativos, reforça a necessidade de planejamento continuo e impulsiona a divulgação de mensagens cada vez mais precisas, eficazes e informativas. Não há mais espaço para a propaganda adjetivada na essência e recheada de fatores de convencimento.

Mas, então, qual o melhor caminho? O que deve ser feito? Dave Kissel, sócio-diretor do Zócalo Group, empresa do Grupo Ketchum que desenvolve programas de Word Mouth, apresentou, durante o Congresso Mega Brasil de Comunicação 2010, a palestra “O impacto da comunicação boca-a-boca na reputação e nos negócios de uma organização”.

Dave comentou, entre outros temas, que uma comunicação boca-a-boca deve passar por algumas etapas. A primeira é medir e entender como as pessoas aceitam e comentam a marca. Nas fases seguintes, traça-se, por exemplo, ações de engajamento, criação, aproximação e mensuração do impacto causado.

Esses procedimentos visam à conclusão de um ciclo, que se bem conduzido transforma consumidores em defensores da marca. No primeiro estágio, os internautas são chamados de bees, já que têm contato com a marca, mas não a admiram totalmente. Na fase seguinte, temos os recognized recommanders, seguidos pelos industry eminents.

No passo final, os compradores viram brand evangelists, ou seja, evangelizadores. Apreciam a marca, trocam informações com os fabricantes e indicam a utilização de determinados produtos. Em muitos momentos, atuam como consultores, projetando produtos e auxiliando no melhoramento dos existentes. Na outra ponta do ciclo, temos os determined detractors, que não gostam da marca e, com um simples descontentamento, impactam vendas, gerando prejuízos institucionais, muitas vezes irreversíveis.

A linha entre o brand evangelists e o determined detractors é tênue e deve ser muito bem trabalhada, com cautela, respeito e critérios rígidos. Qualquer tropeço no ambiente digital pode custar caro. Essa é a comunicação boca-a-boca! Rápida, ágil e repleta de caminhos!

(*) Rodrigo Capella é assessor de imprensa desde 2002, formado em Jornalismo pela Umesp, pós-graduado em Jornalismo Institucional pela PUC-SP, autor, entre outros, de "Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia". Ministra o curso “Engagement: dicas para um relacionamento diferenciado com imprensa e cliente” na Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom). Trabalha na FirstCom Comunicação.

*Material do portal Comunique-se, disponível em:http://www.comunique-se.com.br/

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O que é mais importante para uma empresa: marca, clientes ou colaboradores*?

Empresas são construções sociais.
Thales Brandão







As empresas podem ser tudo, mas nada serão se não houver pessoas a definir-lhes a visão e o propósito, a escolher estruturas e estratégias, a realizar esforços de marketing, a administrar recursos financeiros, a estabelecer metas de produção, a definir preços e tantas outras decisões e ações. Dito de outra maneira, empresas são construções sociais. Logo, considero os colaboradores o ativo mais importante de qualquer organização.

Segundo Chiavenato, na era da informação, o recurso mais importante deixou de ser o capital financeiro para ser o capital intelectual, baseado no conhecimento. Trocando em miúdos, isso significa que o recurso de maior relevância na atualidade não é mais o dinheiro, mas o conhecimento. O capital financeiro guarda sua importância relativa, mas ele depende totalmente do conhecimento sobre como aplicá-lo e rentabilizá-lo adequadamente.

E afinal o que é conhecimento? Conhecimento é a informação estruturada que tem valor para a organização. E onde está esse conhecimento? Na cabeça das pessoas, na mente dos colaboradores.
É nesse contexto empresarial onde entram as marcas e clientes, as marcas não pertencem mais às empresas, mas sim às pessoas. Essa afirmação de Marc Gobé deixa claro o significado emocional das marcas.

As personalidades das marcas são o reflexo dos valores empresariais. Os valores são formados por um conjunto de crenças que se misturam com os princípios e que juntos determinam o comportamento das empresas independentemente de seu tamanho, origem ou segmento de mercado. Os valores são definidos pelos colaboradores e líderes empresariais gerando assim uma identidade organizacional, traduzindo em comportamento mercadológico com clientes, parceiros, fornecedores e comunidade.

E o que dizer dos clientes? O marketing está diretamente ligado a eles. Fazer marketing significa satisfazer as suas necessidades e desejos. As organizações precisam criar e apresentar uma proposta que atenda às reais necessidades do cliente, de modo a facilitar a sua escolha e proporcionar-lhe o máximo valor possível.

As empresas devem adotar um foco centrado em seus colaboradores, pois são eles geradores de conhecimentos, o capital intelectual e ativo intangível de maior valor de qualquer organização. Construir uma equipe orientada para clientes e com identidades sólidas e nítidas que prezem os valores da organização. Contrate a pessoa certa, desenvolva os colaboradores para que eles forneçam um serviço de qualidade, ofereça um sistema de apoio necessário e retenha as melhores pessoas para a sua empresa, esse é o lema.

A construção de marcas fortes e criação de um relacionamento duradouro com os clientes estão diretamente ligados às competências individuais das pessoas que compõem as empresas.


Não existem empresas competentes sem pessoas competentes.

* Colaborador é quem labora com o outro, sendo co-responsável, co-autor do sucesso da empresa.


Thales Brandão - É formado em administração com ênfase em marketing pela Faculdade de Sergipe, possui MBA Executivo em Administração com ênfase em Marketing pela FGV-RIO. Professor de Administração Mercadológica da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (AGES). É consultor de marketing e gestão de marcas para pequenas e médias empresas. Editor Executivo do Portal CidadeMarketing.com.br • thalesbrandao@cidademarketing.com.br

Material do site Cidade Marketing, disponível em : http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/24/o-que-mais-importante-para-uma-empresa-marca-clientes-ou-colaboradores.html

domingo, 1 de agosto de 2010

CICLO COMUNICAR INOVAÇÃO - Cocriação e colaboração: caminhos para inovar

Gabriela Bittencourt

Romper com conceitos, empreender e criar produtos, serviços e soluções diferentes. Esses são alguns dos meios de se alcançar a almejada inovação. Listados dessa forma parecem qualidades fáceis de ser incorporadas pelas organizações. Mas, para ser inovador, não há uma receita pronta. No entanto, um fator considerado básico para que ela aconteça no ambiente de trabalho ou junto ao consumidor é o estímulo à cocriação e à colaboração.

De acordo com Ana Erthal, mestre pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e professora da ESPM Rio, Uerj, iMasters Pro e Infnet, inovar é um grande diferencial para as empresas hoje, independentemente do tamanho. Para ela, organização que não inova, melhorando serviços e produtos, corre o risco de ser ultrapassada por aquelas que tenham a busca pela inovação como pauta de negócios. E um ótimo caminho para evitar esse destino é abrindo espaço para a coautoria.

“Inovar não é, e nunca foi, um ato isolado. Para inovar de fato, é necessário estar conectado às pessoas em todos os níveis da cadeia produtiva da empresa ou do produto. Vivemos o tempo do trabalho em rede. A empresa que quer inovar deve ter em mente que inovação é um jogo ‘multiplayer’, em que a capacidade de descobrir, conectar, mobilizar e criar são fundamentais”, afirma.

Especialista em knowledge management&inovation, Alfredo Mendívil, da consultoria Lise Chaves, também aposta nas pessoas como peças do motor da inovação. “A inovação depende e inicia-se com elas. As máquinas, por si, não inovam. O conhecimento, que permite que a inovação aconteça, está nas pessoas”, opina.

Estudos indicam que, em média, 80% do conhecimento organizacional é tácito. “Sendo assim, as organizações devem investir na construção de uma cultura inovadora, desenvolvendo habilidades nas pessoas, cultivando valores que a sustentem e criando ferramentas, processos, indicadores e uma rede de inovação”, defende.

Segundo Mario Castelar, diretor da consultoria de comunicação Ponto Paragrapho e autor do livro ‘Marketing da Nova Geração – como competir num mundo globalizado e interconectado’, não há inovação nas empresas sem cooperação, trabalho em grupo e open inovation. “As empresas que apostam nesse jeito de fazer inovação ganham velocidade, sensibilidade e ficam mais próximas das pessoas”, diz Castelar, que já foi diretor de Inovação da Nestlé Brasil. “A busca da inovação é uma forma de manter competitividade assegurando a fidelidade”, completa.

Do virtual para o organizacional

Para Ana Erthal, o advento das mídias digitais fez com que a coautoria se tornasse uma marca da cultura contemporânea. Diante dessa mudança, as empresas precisam lidar com uma comunicação horizontalizada, direta, tanto com colaboradores, quanto com clientes.

“Se há menos de 10 anos falar com o presidente da empresa era algo impossível, hoje, qualquer colaborador pode se expressar abertamente nas centenas de "blogs de CEOs" que existem por aí. Se não tínhamos canais para entrar em contato com as empresas, para reclamações ou elogios, agora temos excedente de canais. Hoje é inconcebível uma empresa ter site e não ter publicado nele todos os seus canais de atendimento, incluindo os perfis nas redes sociais”, observa.

Para isso, Mendívil reafirma a necessidade de construir e desenvolver redes, internas e externas, de colaboração. “Impulsionado pela globalização, o conhecimento está a um clique de distância, graças ao advento e crescimento da internet. Isto significa que, do ponto de vista organizacional, ele está também ao alcance dos concorrentes. Vencerá o jogo competitivo aquele que souber melhor se utilizar de todo este espectro de conhecimento”.

Inovação que vem de dentro... e de fora

Na Vale, por exemplo, a criação de um ambiente favorável à colaboração é visto como fundamental. “Nossa perspectiva está voltada para a questão da inovação. E a colaboração é condição para ela acontecer. Com uma equipe multidisciplinar atuando em conjunto, permitimos diferentes ângulos para a busca do inovador”, afirma Ana Cláudia Freire, gerente de gestão da inovação da mineradora.

Exemplo desse incentivo à participação dos colaboradores nos processos e rotinas da empresa é o programa Inova Vale. A iniciativa pretende fomentar a inovação estimulando as contribuições do capital humano da companhia. Na edição de 2009, segundo Ana Cláudia, foram 7,1 mil ideias propostas pelos colaboradores no decorrer de um mês. “Dessas sugestões, 30% eram viáveis e capazes de gerar valor para a empresa. Esse é um resultado bastante importante e mostra que a melhor forma de inovar é envolvendo o organizacional”, comenta.

Segundo Mendívil, ao criar um espaço que estimule o trabalho em equipe, a cooperação e auxílio, a cocriação na organização ocorrerá naturalmente. “Isso tanto nas redes internas como nas externas. E é claro que o consumidor é uma fonte inesgotável de conhecimento sobre o produto da empresa. Então, por que deixá-lo de fora desta rede?”, interroga.

Gestão da inovação

Criado um ambiente organizacional que incentive as contribuições internas e externas à empresa, é preciso gerir essas participações. Ana Erthal aposta na criação de um Núcleo de Inovação dentro das equipes.

“Esse setor reúne profissionais multidisciplinares em reuniões periódicas em que são discutidas todas as ações de inovação que a empresa demanda: desde a criação de um blog corporativo passando pela reformulação de um produto a um novo esquema no processo da manufatura ou estudo da precificação das congêneres”, exemplifica.

Com experiência em gestão de inovação, Castelar acredita que um gerente ou diretor nessa função deve ser capaz de coordenar equipes de forma a mantê-las motivadas para um trabalho cujos resultados não acontecem no curto prazo.

“Devem ser capazes de trabalhar com estruturas matriciais, em que as propostas não têm donos e todos são subordinados ao projeto. Suas qualidades, além da capacidade de liderança, devem ser humildade, simplicidade, coerência, ética e transparência”, lista.


Papel do comunicador

Se na Vale a inovação e a colaboração são elementos indissociáveis, a contribuição do setor de Comunicação é determinante para garantir essa unidade. Ana Cláudia afirma que é impossível influenciar a cultura organizacional sem pensar na tríade: inovação, comunicação e recursos humanos.

No caso do processo de inovação e do Inova Vale, a parceria estabelecida com os profissionais da Comunicação busca garantir o sucesso desse movimento. “A área atua desde a definição da estratégia, desenhando conosco qual a solução a adotar. Para isso, percebo um forte perfil consultivo e articulador que, em vez de ‘recolher pedidos’, pensa conosco sobre situações-problema acerca da cultura de inovação e estrutura conjuntamente como a Comunicação pode ajudar a lidar com isso”, afirma.

E como construir um ambiente inovador envolve estrutura e cultura da empresa, o comunicador tem diante de si a oportunidade de estimular a mudança de paradigmas nas companhias que ainda não reconhecem a importância da colaboração. Ana Erthal crê que essa é a parte mais complicada. “Se, em meio a esse cenário digital em que vivemos, algumas empresas não reconhecerem a importância de um modelo aberto, horizontal e participativo, talvez essa consciência só seja adquirida quando o negócio estiver comprometido e sem tempo para reversões”, diz.

No entanto, o comunicador não pode se precipitar. Transformar a cultura da organização não é um processo rápido. “O profissional deve dar passos pequenos, mostrando as vantagens do modelo e apresentando os resultados obtidos com a colaboração. A melhor forma de convencer uma gestão a mudar de paradigmas é mostrando resultados melhores”, afirma Ana Erthal.