"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma comunicação do tamanho do Brasil - Case BB

Achei esse material no site http://www.comunicacaoempresarial.com.br, escrito por uma colega do banco, publico aqu também, por ser uma coisa da qual também faço parte, pois sou AGENTE DE COMUNICAÇÂO da agência que trabalho, pois é, sou bancária...do Banco do Brasil. Comunicológa antes de tudo porém bancária, buscando meu lugar ao sol na área de comunicação desta instituição bicentenária.

Bjus

Danielly Cabraíba



Uma comunicação do tamanho do Brasil


Cíntia Barreto*


"Como podemos fazer uma mensagem chegar, em duas horas, aos 85 mil funcionários da nossa empresa"? Esta pergunta foi feita por um presidente do Banco do Brasil há cerca de três anos, bem na época em que o BB começava a desenhar uma iniciativa para fazer com que a comunicação se tornasse mais ágil e efetiva. Era a hora de dar andamento a uma idéia antiga da área de comunicação: ter, em cada dependência do BB, alguém que fizesse a comunicação fluir e que estivesse antenado com as necessidades de comunicação da dependência.



Há canais eletrônicos on line no BB que podem ser utilizados a qualquer tempo, mas não há como prever a que horas eles checarão suas mensagens. A maioria trabalha no atendimento ao público, em agências espalhadas por todo o país. E aí? Muito simples. Como uma das principais metas do Banco do Brasil é aprimorar suas práticas de comunicação interna, a demanda do presidente caiu como uma luva sobre o projeto Rede de Agentes de Comunicação Interna, já em gestação naquela época.




Para melhor explicar o mecanismo, reproduzo, abaixo, parte do material elaborado pela Diretoria de Comunicação e Marketing do BB para divulgação interna do projeto: Em junho de 2003, o Comitê de Comunicação do Banco do Brasil aprovou a criação da Rede de Agentes de Comunicação Interna, projeto que prevê a existência de pelo menos um agente de comunicação interna em cada dependência do BB. Os agentes são funcionários que, de maneira voluntária, desenvolvem atividades voltadas para agilizar o fluxo descendente das informações corporativas, fortalecer a comunicação ascendente e incentivar a prática do diálogo na Empresa. Essa importante iniciativa do BB se baseia na premissa de que, para ser eficaz, a comunicação interna requer um sistema de mão dupla, no qual cada funcionário, além de receber e assimilar as informações, precisa repercuti-las. O processo de comunicação de mão dupla transforma cada pessoa em participante ativo no cotidiano da Organização e do processo de comunicação. A comunicação é utilizada como instrumento estratégico de gestão e os veículos têm a função de apoiar e sustentar o processo. O apoio das dependências, notadamente dos gestores, é fundamental.




Trata-se de uma estrutura em rede formada por funcionários que desenvolvem, no âmbito das dependências onde trabalham, sob orientação técnica da Diretoria de Marketing e Comunicação do BB, as seguintes ações de comunicação:



1. assessoram o Comitê de Administração no planejamento e na implementação de ações de comunicação interna.




2. divulgam tempestivamente assuntos corporativos relevantes e/ou de interesse dos funcionários.




3. mantêm e atualizam o Quadro Mural




.4. sugerem pautas para os veículos de comunicação interna: Agência de Notícias, Revista bb.com.você, Boletim Pessoal, TV BB e seção Destaque do Quadro Mural.




5. enviam feedback à Diretoria de Marketing e Comunicação sobre as ações de comunicação interna e os veículos de comunicação interna.



Os agentes atuam como multiplicadores ágeis dos fatos relevantes em um contexto de credibilidade, relevância e urgência. Atuam de maneira a auxiliar o fluxo de informações com eficiência e segurança entre os diversos níveis hierárquicos.




Os resultados esperados com a implementação da iniciativa são o aprimoramento do processo de comunicação interna; o autodesenvolvimento dos funcionários, por meio da democratização da informação e do conhecimento; a melhoria do clima organizacional da dependência, por meio do estímulo à prática do diálogo; e a melhoria do desempenho/resultado das dependências do Banco.



Conclusão: quando esta estrutura estiver funcionando a pleno vapor (a previsão é, até o final de 2007, incluir todas as mais de 4,2 mil dependências do BB), com certeza a mensagem do presidente chegará em até duas horas - ou menos! - , a todos os funcionários do BB, do Oiapoque ao Chuí. O projeto é ousado? Sim, mas tem uma peculiaridade: apesar de sua grandiosidade (não é exatamente uma tarefa fácil falar com 85 mil pessoas espalhadas por todo o país), é de rápida implementação e de baixo custo. E o melhor de tudo: é compatível com as particularidades existentes em cada dependência, em cada estado, preservando e estimulando a cultura organizacional do Banco do Brasil.




Estou entre os 39 educadores da Universidade Corporativa do BB selecionados para ministrar a oficina criada especialmente para o projeto, na qual serão formados os agentes de comunicação interna de todas as dependências do Banco do Brasil. Com muito orgulho e sem falsa modéstia, arrisco dizer que sou integrante de um movimento que escreverá uma importante página da história da comunicação do BB, uma instituição que caminha a passos largos em direção aos seus 200 anos de vida, mais jovem do que nunca.




A missão é desafiadora e instigante. E é exatamente isso que a torna grandiosa e recompensadora no final.

* Cíntia Barreto é jornalista e funcionária do BB (Núcleo de Comunicação e Marketing da Superintendência de Varejo do Rio de Janeiro).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

MAILING LIST


Lista de endereços ou mailing list: Por quê e para quê?


Prof. Dr. Fábio França




Comunicar-se bem com os públicos da empresa é uma exigência de qualquer projeto de relações públicas. Como, na grande maioria dos casos, os públicos são externos, há necessidade de se manter um cadastro, que comumente é chamado à americana de mailing list, em português, lista de endereços. Esta lista faz parte da essência da comunicação dirigida. A seletividade dos nomes é a oportunidade que a empresa tem de falar de modo direto, adequado e regular com as pessoas de seu interesse.


A construção de uma lista de endereços engloba várias fases: definição precisa do objetivo, dos públicos a serem atingidos e do tipo de lista a ser feita.


Quanto ao objetivo, é preciso definir o que se pretende com a lista: manutenção regular de contatos com o mercado, fazer chegar aos interlocutores da empresa suas publicações, as novidades sobre produtos e serviços ou apenas divulgar informações técnicas. O tipo de lista será determinado a partir do objetivo, isto é, poderá ser uma lista de caráter geral, de interesse técnico, institucional, promocional, de mala direta ou para outros fins.


É de importância vital determinar os públicos que a empresa quer atingir. Devem estar enquadrados dentro do projeto de relações públicas, pois a lista de endereços, por natureza, define a política de relacionamentos da organização com os públicos. A seleção de cada público deve levar em conta que a comunicação dirigida, para ser eficaz, exige a segmentação dos públicos, que podem ser acionistas, fornecedores, clientes, empregados, ou seja, lista de endereços bem elaborada deve ser dimensionada de acordo com as características de cada público. Cada nome da lista deve ser selecionado levando-se em conta a relação existente entre esta pessoa e a empresa, bem como as expectativas da empresa em relação a este contato.


Lista de endereços: quanto maior melhor? Não, quanto mais selecionados forem os nomes, melhor. De pouca valia é dispor de endereços de milhares de pessoas que não têm ligação com a empresa nem interesse por ela. Cada público merece ter a sua lista à parte.


É necessário que não se confunda mailing list com direct mail (mala direta). Nos dois casos, há a seleção e até a personalização da audiência. A seletividade da lista de endereços é para garantir a remessa correta de informações sobre a empresa para públicos com ela relacionados, enquanto o intuito da mala direta, instrumento de marketing direto, é a propaganda, que visa a remessa de material promocional, folhetos, catálogos e até brindes.


Não adianta, portanto, multiplicar os nomes da lista de endereços, fundamentado-se na idéia de que isso resultaria em promoção da empresa. A remessa indiscriminada de material gera desinteresse das pessoas pelo material recebido e pela empresa. Lista planejada de endereços institucionais é uma coisa e a de mala direta é outra.


Grave problema das listas de endereços é a sua atualização. Não basta verificá-las sazonalmente. Este trabalho deve fazer parte de estratégia específica permanente de quem é responsável pela montagem e pela manutenção da lista. Infelizmente, há pouca preocupação na atualização de endereços.


Como atualizar endereços? Vários recursos podem ser utilizados, como o uso do telemarketing, da correspondência recebida, da leitura de revistas e jornais, de anuários empresariais e setoriais e visitas às empresas, entre outros. Se o público for seleto, a tarefa torna-se mais fácil, por existir interesse das partes em manter atualizados seus canais de comunicação. A tecnologia hoje disponível permite, sem maior dificuldade, a manutenção de vários tipos de listas de endereços, bem como a atualização constante de todas elas.


Pode-se concluir este texto afirmando que a lista de endereços define a política de relacionamentos da organização com seus públicos. A falta de critérios nesta relação representa descaso na manutenção inteligente de contatos e desperdício considerável de verba com o correio, que implicam hoje grandes despesas. Mas, sobretudo, a ineficácia da comunicação da organização com seus públicos prioritários e de interesse.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O que é ...NETWORKING?

O que é... NETWORKING?


É uma espécie de "toma lá, dá cá" em que você ajuda alguém já esperando o dia em que poderá pedir a retribuição da "gentileza"

Por Max Gehringer


Net, como todo mundo ficou sabendo depois da Internet, é "rede". Mas work, palavrinha quase sempre traduzida apenas como "trabalho", tem um sentido mais amplo em inglês: é qualquer aplicação de energia orientada para um propósito específico. Trabalhar é só uma das muitas alternativas. Trocar o pneu do carro ou comer um sanduíche são outras. Foi quando as primeiras estações de televisão americanas começaram a retransmitir suas imagens para todo o país que surgiu o termo "networking", para definir esse esforço conjunto de difusão.


Por aqui, há alguns anos, dizia-se que, para ter uma chance em uma empresa, uma pessoa precisava de Q.I., isto é, "Quem Indicou". A palavra "Networking" é uma nova maneira de dizer a mesma coisa: quanto maior for a rede de contatos, melhor é a possibilidade de se conseguir uma boquinha. Mas, antes de saber o que é networking, é necessário entender o que networking não é:


Amigos do peito. Networking não tem nada a ver com amizade, é uma relação puramente profissional. Uma espécie de "toma lá, dá cá", em que alguém ajuda alguém já antevendo o dia em que poderá solicitar a retribuição da "gentileza". Amigos não cobram favores, enquanto integrantes de uma rede de contatos dependem disso.


Mailing. Quem vive mandando mensagens via e-mail para um grupo de pessoas e recebendo outras em troca, não tem um networking, mas apenas uma relação informal, do tipo que vários freqüentadores de uma mesma churrascaria teriam. Networking pressupõe "auxílio profissional", e não apenas "interesse comum e sem obrigação recíproca".


Organogramas. Ao conseguir os nomes e os cargos dos principais dirigentes de uma longa lista de empresas, muita gente imagina que descobriu o mapa da mina do networking. O entusiasmo vira frustração rapidinho, no momento em que não há nenhuma resposta do "Caro Sr. Saul Moura, vice-presidente de Gestão de Pessoal" para um currículo enviado. Isso ocorre porque aí faltou um ingrediente básico do networking: o conhecimento mútuo.


E como se constrói um bom networking? Não é fácil, mas também não é tão complicado:


1. Evitando o caminho mais difícil. É mais simples começar por pessoas conhecidas, como os colegas de escola. A maioria desconhece o paradeiro de 95% de seus ex-colegas. Alguns deles podem ter progredido na carreira.


2. Freqüentando ambientes públicos onde pessoas com bom trânsito nas empresas (isto é, as que já têm um bom networking) costumam dar as caras, como seminários, feiras e eventos. Nesses locais, o assunto principal é sempre menos importante que o coffee break. Sentar ao lado de um headhunter num simpósio qualquer já é um passo enorme.


3. Não cometendo o mais comum dos erros, o de pedir algo já no primeiro contato. Coisas do tipo: "Dona Olga, eu sou amigo do Freitas, que trabalhou com a senhora há 15 anos. Olha, estou precisando de um favorzinho seu..."


4. Tendo paciência. Estruturar um networking é como construir uma casa: primeiro, os alicerces. E o momento ideal para começar é quando não se está desabrigado.



Max Gehringer (max.comedia@abril.com.br) é consultor e palestrante




domingo, 18 de janeiro de 2009

QUE FEIO!!!


Comunicação corporativa/empresarial :: A farsa dos cases e das premiações

Wilson da Costa Bueno*

Uma cultura egocêntrica como a brasileira costuma cultivar alguns hábitos (ou vícios) que incomodam. Um deles é a multiplicação de cases "vencedores" e de premiações na área de comunicação ou propaganda/ marketing, legitimados por um mercado que insiste em fechar os olhos para a realidade e bate palmas para qualquer coisa. No fundo, falta mesmo uma perspectiva crítica por parte daqueles que patrocinam determinadas hipocrisias ou então (não há como negar) esses processos não passam de estratégias para ganhar dinheiro e prestígio fácil. Publicações promovem prêmios para arrebanhar anúncios das empresas premiadas, explorando o ego avantajado de executivos que adoram troféus e certificados, muitos deles sem valor algum (todo mundo tem). Provavelmente estas empresas e chefias já se deram conta de que os empresários e clientes (e mesmo a sociedade) podem ser iludidos facilmente e "quadrinhos coloridos" na parede de agências e empresas têm garantido contas e empregos por esse Brasil afora. Entidades distribuem prêmios sobretudo entre os seus diretores e a caravana continua passando sem que os cachorros ladrem.

Sem ser leviano com as generalizações (sempre há exceções, felizmente), é possível admitir que, na maioria dos casos, os vencedores não deveriam merecer mais do que batatas podres porque os processos de que resultam as premiações e os convites para apresentação de cases em publicações ou eventos da área são, muitas vezes, absolutamente viciados.

Os exemplos podem ser contados às dezenas, mas podemos citar apenas alguns deles como ilustração. A Escola de Comunicações e Artes da USP (que coisa feia, minha querida ECA!) chegou a premiar a Ambev, no ano do episódio lamentável do vira-casaca do Zeca Pagodinha (aquele entra e sai de cervejaria), com o prêmio de empresa do ano em Comunicação Corporativa, o que convenhamos se constituiu numa autêntica afronta à ética e à inteligência. A Merck continua sendo convidada para falar do case "fantástico" da retirada do Vioxx do mercado, ao mesmo tempo em que fecha acordo de bilhões de dólares nos EUA com os consumidores vitimados pelo medicamento.
Uma farsa fantástica de Relações Públicas porque nunca se falou tão mal de uma indústria farmacêutica (quem tiver interesse pode consultar o artigo já publicado sobre o caso Vioxx em http://www.jornalismocientifico.com.br/rev3artigoWilsonBuenoVioxx.htm), um triste episódio que chegou a respingar no setor como um todo e inclusive na poderosa e quase intocável FDA, organismo responsável pelo controle de medicamentos nos Estados Unidos.
Algumas agências/assessorias de empresas áreas, ao longo do tempo, têm proclamado o seu notável trabalho de gerenciamento de imagem durante as crises e os jurados que as contemplam (e as universidades que as convidam para relatar estes cases de sucesso para os futuros profissionais) não se dão sequer ao trabalho de contatar as famílias das vítimas. A verdade nem sempre está no relatório dos cases. Empresas que degradam o meio ambiente buscam, agressivamente, conquistar prêmios de responsabilidade ambiental, criam a figura de embaixadores ambientais, fazem qualquer negócio para "tapar o sol com a peneira". A indústria farmacêutica insiste que investe pesado em pesquisa e desenvolvimento mas consome a maioria dos recursos em propaganda e marketing. Como diz o ditado: por fora; bela viola; por dentro pão bolorento.

Muitos colegas que se apressam em garantir os seus lugares em congressos ou seminários - certos de que tomarão contato com o "creme de la creme" da área - não se dão ao cuidado de observar, nos folders de divulgação, as empresas que patrocinam tais eventos. Se fossem mais críticos e vigilantes, iriam descobrir que, em muitas situações, os cases incluídos no programa têm menos a ver com o seu mérito do que com a relação comercial com os organizadores das reuniões. Agências e assessorias se empenham em garantir esse espaço (em muitos eventos quem não paga não fala mesmo!) porque, desta forma, aparecem para o mercado (e sobretudo para seus clientes) como vencedores, referências ou coisa equivalente. Santa hipocrisia do tipo "me engana que eu gosto".

Algumas medidas poderiam sanear essa área e aumentar a sua legitimidade. A primeira delas seria impedir de vez que, nas premiações concedidas por entidades, os seus diretores e suas empresas concorressem. Não é por mera coincidência que, em muitas oportunidades, são eles que conquistam os prêmios maiores. A segunda medida seria criar condições para que os jurados (alguns convidados para esta tarefa têm estreita relação com os concorrentes) não ficassem reféns dos relatórios perfumados, refinados, luxuosos (e mentirosos) e que pudessem investigar se o relato é realmente fiel ou apenas uma peça de propaganda (má propaganda, é lógico, porque manipula os dados). Muitos relatórios de cases se respaldam em dados falsos e obedecem à lógica de adaptar o alvo ao tiro. A terceira delas seria desmascarar as "picaretagens explícitas" relevando os vínculos entre as premiações e as apresentações/publicações de cases e interesses pessoais, políticos, comerciais etc. As premiações e os cases não deveriam ser comprados, mas conquistados de verdade pelos méritos dos vencedores, o que, infelizmente, não é o que acontece na maioria dos casos.

Este é um assunto delicado para se comentar porque, ao que parece, muita gente está envolvida nesse processo que movimenta grana, "tráfico" de influência e cinismo empresarial, mas é preciso imediatamente um banho ético no mercado que adere acriticamente a estas hipocrisias empresariais.

Do jeito que a coisa vai, algumas premiações e cases ainda irão nos surpreender em breve. Talvez o McDonald´s e o Burger Kins ganhem o título de "empresa que estimula o consumo consciente", a Souza Cruz e a Philip Morris (a cruz e o morris nos nomes destas empresas serão mera coincidência?) de "companheiras da saúde", a indústria de agrotóxicos de "sustentabilidade ambiental" , a Philips de "a empresa mais admirada no Piauí" e a Cataguazes de "excelência na construção de barragens". Sem falar nos prêmios de pontualidade e de respeito ao consumidor das empresas aéreas, dos cases de excelência em qualidade das montadoras (um recall por semana) , de governança corporativa da Siemens, HP, Volkswagen, Parmalat etc, de relações governamentais da Mendes Júnior e de "amigos dos indígenas" relatados pela Vale e pela Aracruz . Algumas cooperativas e empresas do setor leiteiro podem também reivindicar o prêmio de "amigas das crianças".

Aprendemos há muito tempo que "elogio em boca própria é vitupério", mas algumas estratégias corporativas e inúmeros discursos grandiloquentes são calibrados para mentir. Pouco valem os "quadrinhos nas paredes" quando há muitos esqueletos escondidos nos armários e muita sujeira debaixo do tapete. É mais fácil maquiar o rosto do que limpar a alma. Há certos tipos de trabalho que nem as melhores agências e assessorias conseguirão fazer.

A gente viu , no último Campeonato Brasileiro, que não adianta apenas um ótimo goleiro para salvar uma nação inteira da tragédia. Como o Timão (que desceu sobretudo pela incompetência de sua gestão), algumas empresas bem que mereciam ser rebaixadas. Eticamente, deveriam freqüentar a segunda divisão. Na prática, sua imagem e reputação estão há muito tempo na série B.
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* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e de Jornalismo da ECA/USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Reforma Ortográfica

REFORMA ORTOGRÁFICA


A partir de janeiro de 2009, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste terão a ortografia unificada.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros. Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Resumo da ópera - o que muda na ortografia em 2008:
- As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”.

- mudam-se as normas para o uso do hífen

- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.

- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como “louvámos” em oposição a “louvamos” e “amámos” em oposição a “amamos”.

- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.

- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.

- O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).

- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”. O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.

- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”. O certo será ação, ato, adoção e batismo.

- Também em Portugal elimina-se o “h” inicial de algumas palavras, como em “húmido”, que passará a ser grafado como no Brasil: “úmido”.

- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

Fontes: Revista Isto É, Folha de São Paulo e Agência Lusa

material retirado do site: http://caetanobarata.wordpress.com/2007/05/29/mudancas-na-ortografia-da-lingua-portuguesa-a-parttir-de-janeiro-2007/

domingo, 4 de janeiro de 2009

Brainstorming: procedimento e técnicas

2009 chegando...mais um ano, novas e velhas idéias...é chegada a hora de parar e refletir...nada melhor do que essa técnica para reuniões e discussões para novos tempos. Achei esse material no site http://www.scn.org/mpfc/modules/brn-stop.htm, gostei por que é claro, simples e de fácil entendimento.
Um 2009 de muito sucesso para todos!!!!!!
Brainstorming: procedimento e técnicas

O Propósito do brainstorming:

O propósito de uma sessão de brainstorming é o trabalho em grupo na identificação de um problema, e encontrar, através de uma intervenção participativa, a melhor decisão para um plano de ação que o solucione tal problema.

Pré-requisitos

1. Um problema para resolver
2. Um grupo com o potencial para trabalhar como um time. Pode ser tanto um pequeno grupo administrativo quanto um time funcional de cinco à dez pessoas (ex. treinadores, trabalhadores de campo, sindicato), ou até uma reunião de toda uma comunidade, podendo chegar de cem ou duzentas pessoas
3. Um quadro, grandes folhas de papel em branco ou algo que seja facilmente visível por todos, e alguns marcadores grandes para se escrever e
4. Um facilitador(você). Alguém cuja função é extrair sugestões dos participantes, sem impor suas opiniões, e ao mesmo tempo com atitudes de liderança para manter a ordem e o propósito da sessão.

Regras básicas

O moderador orienta cada sessão
O moderador pede sugestões aos participantes
Críticas de sugestões alheias não são permitidase
Todas as sugestões devem ser escritas no quadro (mesmo as estranhas)

Procedimento:

Defina o problema
Peça sugestões relacionadas com o problema mais importante
Críticas de sugestões alheias não são permitidas
Escreva todos os problemas no quadro
Agrupe os problemas mais parecidos ou relacionados e então
Reagrupe e liste-os em ordem de prioridade (os mais importantes no topo)

Crie o objetivo
Inverta a definição do problema (é a solução)
A solução do problema definido acima é o objetivo
Defina o objetivo como a solução do problema
Escreva o objetivo no quadro e então
Lembre o grupo que eles, e não você, escolheram o objetivo

Defina o objetivo
Explique a diferença entre uma meta e um objetivo
Peça ao grupo para sugerir objetivos
Escreva todas as sugestões no quadro
Críticas de sugestões alheias não são permitidas
Agrupe os objetivos mais parecidos ou relacionados
Reagrupe e liste-os em ordem de prioridade e então
Lembre o grupo que eles, e não você, criaram os objetivos mais importantes

Identifique os recursos e obstáculos
Peça ao grupo para sugerir recursos e obstáculos
Escreva todas as sugestões no quadro
Críticas de sugestões alheias não são permitidas
Agrupe todos os recursos mais parecidos ou relacionados
Reagrupe e liste-os em ordem de prioridade (os mais importante em cima)
Lembre o grupo que eles, e não você, criaram a lista
Agrupe os obstáculos mais parecidos ou relacionados
Reagrupe e liste-os em ordem de prioridade (os mais importante em cima) e então
Lembre o grupo que eles, e não você, criaram a lista

Identifique a estratégia
Peça o grupo para sugerir estratégias
Escreva todas as sugestões no quadro
Críticas de sugestões alheias não são permitidas
Agrupe as estratégias mais parecidas ou relacionadas
Reagrupe e liste-os em ordem de prioridade (os mais importante em cima)
Lembre o grupo que eles, e não você, criaram a lista
Escolha a estratégia que está no topo da lista

Resuma no quadro as decisões em grupo
o problema
a meta
os objetivos
os recursos
os obstáculos e
a estratégia
Informe ao grupo que eles produziram um plano de ação. Se alguém quiser escrever o que foi decidido em cada uma das categorias anteriores, então terão um documento de planejamento padrão. Informe-os que eles criaram um plano como uma equipe, e, portanto, que são os "donos".

Conclusão:

Ser simples não significa que é fácil. Porém, melhora com a prática. Você pode intercalar as diferentes fases do processo com jogos de teatro, jogos ou outras técnicas de trabalho em grupo Experimente e tente estilos diferentes.