"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sábado, 25 de junho de 2011

Comunicação interna. A (não tão) difícil arte de cativar os seus colaboradores

Por Viviane Coelho*


Será que é tão difícil realizar uma comunicação interna eficiente nas organizações? É caro? É trabalhoso? Quem vai se responsabilizar? Muitas empresas gastam “fábulas monetárias” com publicidade externa. Querem divulgar um novo produto ou serviço, passar a imagem de forte, séria, competente, mas e quanto aqueles que vivenciam a organização em seu cotidiano? A empresa está realmente atenta ao que eles pensam ou sentem em relação a ela?

Não é algo raro para uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte (sendo que vemos exemplos mais claros em empresas médias e pequenas), ter problemas de relacionamento interno, em menor grau com seus fornecedores e em maior grau com seus funcionários.

Informações equivocadas, desconhecimento de políticas e descontentamento com algumas rotinas são padrões bastante encontrados em várias empresas, sejam elas de qual ramo for – e isto inclui as de comunicação (pasmem!). Casa de ferreiro, espeto de pau.

Segundo nota de Acácio Queiroz, presidente da unidade brasileira da Chubb Seguros, para a revista Exame, é importante transmitir as notícias a todos os níveis “para evitar a fofoca e o burburinho e fazer com que todos se sintam parte dos projetos, se o funcionário da base recebe só ordens isoladas, ele não se sentirá motivado”. Não é preciso muito para ter uma comunicação interna eficiente.

O setor específico é importante, mas se não for viável economicamente, pode ser adaptado. Uma simples conversa, uma reunião para expor os planos e mostrar a realidade da organização, podem ocasionar ótimos resultados. Saber se um funcionário que estava doente está melhor, ou questionar alguém que teve que fazer “serão”, se conseguiu dar conta do trabalho sem comprometer sua vida particular, é um ato simples, mas que conta muito, e algumas vezes, até mais que um aumento de salário.

A satisfação dos funcionários não se limita aos ganhos econômicos. Ora, é ali que a pessoa passa grande parte de seu dia. Sentir que é uma parte integrante da empresa e encontrar nela noções de família podem render bons frutos para ambas as partes sem esquecer o mote capitalista que permeia a relação.

O grande desafio da gestão da comunicação é fazer com que a empresa pense nela de forma global. Não apenas atraindo os olhares externos, mas cativando também aqueles que vivenciam sua cultura. Alguma novidade quando digo que a melhor propaganda é feita por quem não ganha nada a mais por ela?

*Viviane Coelho é assessora de comunicação, formada em Relações Públicas e Marketing e especialista em Gestão da Comunicação Organizacional Integrada.


*Material do portal Mundo do Marketing disponível em: http://www.mundodomarketing.com.br/19299,artigos,comunicacao-interna.-a-nao-tao-dificil-arte-de-cativar-os-seus-colaboradores.htm

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Novo Uno comprado com 34 mil moedas vira filme

História real de um consumidor vira estratégia para a Fiat
THALES BRANDÃO

CidadeMarketing com informações da M&M


Seu Zio decidiu juntar moedas de um real para poder comprar um presente para sua esposa no aniversário de 50 anos de casamento. O interessante é que ele juntou 34 mil moedas desse valor comprou um Novo Uno. A história, que passou na cidade de Bom Jesus da Serra, na Bahia, teve repercussão e a Fiat foi atrás.

Desenvolvido pela AgênciaClick Isobar, um filme contando a história de Seu Zio, desde 2004 quando começou sua economia, até o momento de presentear sua esposa está sendo divulgado pelas redes sociais. No fim, o filme mostra uma homenagem que a concessionária faz em comemoração as bodas de ouro de todos dos casais.

Assista o filme:





terça-feira, 21 de junho de 2011

Conrerp 5ª Região realiza II Encontro de Comunicação Empresarial no Nordeste

O Conselho Regional de Relações Públicas da 5ª Região (Conrerp) realizará em 26 de setembro de 2011, no Centro de Convenções de Pernambuco, o II Encontro de Comunicação Empresarial no Nordeste.

A expectativa de público é de aproximadamente 300 pessoas entre profissionais de diversas áreas, professores e estudantes.

“O objetivo do encontro é aproximar os profissionais e estudantes da área de comunicação e fortalecer a prática da atividade de Comunicação Organizacional no Nordeste, além de estimular o profissional de comunicação à nova demanda de mercado, a gestão das mídias e redes sociais. Após esta edição, a intenção do conselho é ampliar o evento e transformá-lo no próximo ano em um congresso”. Explica a Presidente do Conselho Cibelli Pinheiro.

O evento tem como tema: “O Desafio da Comunicação Integrada no contexto das Mídias e Redes Sociais” e receberá palestrantes de reconhecimento nacional como: O presidente do Conferp, o Sr. Flávio Schmidt que abordará o tema “Gerenciamento de Crises nas Redes Sociais”, como, também, o coordenador do curso de MBA em Marketing Digital, Fábio Albuquerque (PB).

Informações e inscrições:

Encontro de Comunicação Empresarial no Nordeste – ENCENE 2011
26/09/2011 das 08h às 18h30 – Centro de Convenções de PE
Natalia Estanislau (81) 8805-4428 natalia@conrerp5.org.br

Mas informações acesse o site do conselho aqui

domingo, 12 de junho de 2011

Bancos, Petrobras e cerveja são marcas mais valiosas do país

Para avaliar "a força" das marcas, a consultoria leva em conta dez fatores.
THALES BRANDÃO

CidadeMarketing com informações da InterBrand


Pesquisa da consultoria Interbrand aponta Itaú, Bradesco e Banco do Brasil (setor financeiro) bem como a Petrobras (petróleo e gás) e a Skol (bebidas) como as marcas mais valiosas do país neste ano. As cinco primeiro marcas

desse ranking repetem as mesmas colocações do ano anterior.

Para avaliar "a força" das marcas, a consultoria leva em conta dez fatores: autenticidade, clareza, compro

metimento, proteção, capacidade de resposta, consistência, diferenciação, relevância, presença e entendimento. Veja abaixo a lista das 25 marcas mais valiosas do país, e suas estimativas de valor (em R$ milhões).

1 - Itaú - 24.296

2 - Bradesco - 13.633

3 - Petrobras - 11.608

4 - Banco do Brasil - 11.309

5 - Skol - 7.277

6 - Natura - 5.666

7 - Brahma - 4.351

8 - Vale - 2.656

9 - Antarctica - 2.013

10 - Vivo - 1.700

11- Lojas Renner - 835

12 - Lojas Americanas - 703

13 - Embratel - 619

14 - Cielo - 604

15 - Cyrela - 587

16 - Caixa Econômica Federal - 563

17 - Oi - 514

18 - Banrisul - 501

19 - Extra - 496

20 - Casas Bahia - 447

21 - Braskem - 422

22 - Pão de Açúcar - 389

23 - Net - 323

24 - Ponto Frio - 232

25 - Hering - 209

Confira o estudo completo realizado pelo conceituada InterBrand, clique aqui


Mídias Marcantes para o Dia dos Namorados

Mídias Excelentes...não sei se foram feitas especialmente para o dia dos namorados, mas bem que podia.

Viva o Momento e não esqueça o TIME, tão importante da comunicação.









Dani Cabraíba

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Semiótica na comunicação publicitária: alguns pingos nos “is”


Texto muito bom sobre semiótica...o que seria da comunicação sem ela??

Dani



Semiótica na comunicação publicitária: alguns pingos nos “is”

Por Eneus Trindade

Semiologia e semiótica são termos freqüentemente abordados nos estudos da comunicação e, especialmente, nos estudos de linguagem publicitária. Normalmente, os conhecimentos referentes a tais áreas criam uma grande confusão na cabeça de alunos da graduação e da pós-graduação em comunicação social. Isso acontece por algumas razões que aqui busco sintetizar.
A primeira grande dificuldade, se estabelece no ranço histórico de conformação do campo da comunicação, pelo entendimento que se tem da área como uma subárea das ciências sociais, que busca a reflexão sobre as questões da influência midiática nas sociedades, excluindo desse processo social midiatizado, a condição de linguagem que estrutura os processos de comunicação que, por sua vez não podem ser compreendidos apenas como meios, mas sim como elementos que dão a conformação tecno-discursiva dos ambientes socioculturais, não sendo simplesmente o meio, mas o próprio ambiente organizador das relações sociais.

Ou seja, os estudos da sociologia não dão conta do objeto, o ambiente discursivo de textos/mensagens veiculados nas mídias, no qual estamos inseridos e que chegam até nós por meio de signos, produções de linguagens, carregadas de significados e sentidos, e que precisam ser estudados por uma perspectiva das linguagens midiáticas e não de uma sociologia da comunicação.

É aí que entram em cena a semiologia e as semióticas. Digo semióticas porque estas teorias não têm uma única matriz e possuem percursos e visões metodológicas distintas, sobre as questões de linguagem e nas suas aplicações sobre os estudos dos discursos midiáticos.

Isso instaura a segunda problemática, pois quando se estuda semiologia e semiótica é preciso se perguntar sobre qual semiótica estamos falando? Grosso modo, existem três matrizes de estudos semióticos, que surgiram quase que sincronicamente no período entre o final do século XIX e início do século XX, a partir da necessidade de se compreender os novos fenômenos de linguagem e suportes midiáticos que começavam a tomar conta do mundo com o desenvolvimento das comunicações em cartazes, revistas, jornais, rádios, fotografias e cinema.

A primeira dessas matrizes é a semiótica formulada pelo americano Charles Sanders Peirce. Esta teoria faz uma abordagem lógico-filósófica da linguagem, tendo o signo, a unidade mínima de representação (entendendo que toda linguagem é uma forma de representação do mundo), como referência para se pensar os níveis de percepção sobre o mundo (primeiridade, secundidade e terceiridade), e desses níveis, decorrem tipos de signos/representações (ícones, índices e símbolos) que levam, em suas infinitas recombinações, a uma dimensão, sintática, semântica e pragmática das linguagens de qualquer natureza. De todas as teorias semióticas essa é a única que, em sua origem, não tem referência nos estudos lingüísticos.

Tal aspecto, dá a esta formulação teórica um papel desbravador nos estudos das linguagens midiáticas, tendo aplicações no universo do discurso das mensagens publicitárias, pois a análise gramatical dos tipos de signos, como uma das possibilidades de utilização da teoria peirciana, permite a avaliação do impacto perceptivo das mensagens, logomarcas, logotipos e embalagens, entre outros suportes de comunicação publicitária, o que torna essa semiótica uma aliada para os estudos da linguagem publicitária e para o trabalho e formação de designers e profissionais da área de criação publicitária.

Grande parte da obra desse filósofo e matemático encontra-se na publicação americana denominada Collected papers e suas obras de referência traduzidas para o português são Semiótica e filosofia e Semiótica, respectivamente editados pela Cultrix e pela Perspectiva.

A segunda matriz, não menos complexa que a primeira, é fundamental para desdobramentos científicos da lingüística, ganhando uma amplitude maior a partir da segunda metade do século XX. Trata-se da semiologia postulada por Ferdinand Saussure em 1906, na Universidade de Genebra, em seu famoso Curso de lingüística geral, que gerou obra homônima, uma publicação póstuma ao seu autor, organizada por seus discípulos.

A semiologia postulada por Saussure era uma ciência maior que estudava os signos no seio da vida social, ou seja, propunha o estudo de outras linguagens não-verbais, tendo como referência a lingüística, que estuda os mecanismos gerais de todas as línguas (linguagem verbal). E rompendo com a tradição positivista, esse lingüista afirmava que a língua é um produto social, cuja unidade mínima de comunicação, o signo (a palavra) é dotada de um significado (o conceito/função) e de um significante (a parte material), interessando-se metodologicamente pelo que constitui o signo e excluindo de sua proposta teórica a realidade que dá origem aos signos, já que esses constituem o modo de representação de uma dada realidade.

Saussure inaugura uma tradição de pesquisas que se caracterizou como Lingüística imanente, centrada nos estudos dos textos, na organização e no sentido das obras em si, desconectadas de seus contextos de produção discursiva. Sua teoria, muito criticada no momento de sua apresentação, foi quase esquecida, mas foi resgatada no final dos anos 40, início dos anos 50, quando célebres pesquisadores europeus como o dinamarquês Hjelmslev, o russo Roman Jakobson e o francês Roland Barthes ressignificam a obra saussureana, instaurando momento teórico conhecido como estruturalismo e que trabalhou a proposta de uma semiologia estrutural, partindo da mesma noção de signo dado em Saussure, mas com alterações sobre a idéia original do autor.

Esta semiologia estrutural tinha como referência a língua como sistema de linguagem maior para os estudos das outras linguagens não-verbais. Nessa referência a língua, em seu conjunto de normas, para a utilização das palavras (unidades paradigmáticas) de um falante, combina tais elementos para a constituição de uma mensagem (seqüências sintagmáticas), a frase no sistema verbal de linguagem oral ou escrita.

Na perspectiva dos paradigmas (signos) que constituem sintagmas (mensagens) temos, a partir dos anos 60, contribuições francesas obrigatórias aos estudos de linguagem publicitária, como o artigo Réthorique de l´image publicado na revista Communication de Paris, por Roland Barthes, também autor da obra Sistema da moda, que formulou estudos pioneiros sobre o código do vestuário; a obra de Gustave Péninou La sémiotique de la publicité; as publicações de Jacques Duran entre outros autores.

A publicidade, com estas publicações, ganha lugar, por seu discurso mediatizador das sociedades de consumo, no âmbito das pesquisas acadêmicas e seu estudo torna-se modelar na referência teórica da Semiologia.

Contudo, a teoria semiológica é revista em meados dos anos 60, gerando o movimento teórico conhecido como pós-estruturalismo e gerando uma teoria, pautada na apropriação do signo saussuriano, realizado no trabalho intelectual de Hjelmslev, que ao transformar a noção de signo constituído por significado e significante, por conteúdo e expressão, para libertar o signo do seu viés lingüístico, possibilitou a criação de uma teoria gerativa que estudava todo e qualquer tipo de texto, a partir de seus conteúdos independentemente de suas expressões/significantes.

O grande expoente desse movimento é pesquisador Algirdas Julien Greimas e a partir daí o nome semiologia cai em desuso, sendo encampado pela chamada semiótica narrativa e discursiva que pode ser melhor compreendida nas obras greimasianas intituladas Du sense: essais sémiotiques e Du sense II: essais sémiotiques.

A publicidade brasileira também foi, e ainda é, bastante estudada nessa perspectiva teórica que vai da semiologia estrutural à semiótica narrativa e discursiva, destacando-se as pesquisas brasileiras realizadas principalmente no âmbito dos programas de pós-graduação da Comunicação e Semiótica da PUC-SP; dos Estudos Literários na Unesp de Araraquara-SP; da ECA/USP e do Departamento de Lingüística da FFLCH-USP.

Por fim, chego à última matriz semiótica, que se refere aos estudos russos. O primeiro ramo de estudos sígnicos na Rússia, refere-se a uma semiótica da cultura, construída a partir dos trabalhos de Yurij Lótman na Escola de Tartut, anos 60, que buscou a compreensão da cultura como linguagem. E se a publicidade é um produto cultural, ela é passível de uma abordagem via semiótica da cultura. Esta vertente ganha maior interdisciplinaridade associada aos estudos de antropologia, ao se fundir à noção antropológica de artefato cultural, para uma análise mais rica das representações culturais da humanidade. Este ramo da semiótica estudou contos, folguedos do folclore russo e guarda uma forte herança das pesquisas formalistas, que também influenciaram a semiologia estrutural, a partir dos trabalhos de Roman Jakobson (autor de formação formalista).

Há ainda, na Rússia, a produção de uma teoria semiótica pautada na dialética dos processos de enunciação verbal, que se fazem marcar nos enunciados. Trata-se da Teoria Polifônica formulada por Mikhail Bakhtin. Para este autor o signo reflete e refrata a realidade que representa, trazendo em si, cargas subjetivas em conflitos. Esses conflitos gerados por vozes/sujeitos, representados no discurso, criam os efeitos de polifonia. Tal polifonia cria um jogo constitutivo de redes discursivas que ele denominou de dialogismo e é nesses dois grandes conceitos que a teoria semiótica desse autor está pautada.

Sua teoria dialógica, postulada no final da segunda década do século XX, foi levada à França pelo trabalho da pesquisadora Júlia Kristeva, mas ela simplificou o conceito de dialogismo à idéia de intertextualidade, quando o dialogismo se torna mais visível, marcado. Contudo, esse conceito em Bakhtin tem uma dimensão muito maior para o funcionamento dos processos enunciativos.

Nem precisa dizer que esta vertente semiótica, assim como as outras mencionadas, tem dado grandes contribuições aos estudos da linguagem publicitária, principalmente na análise de discursos políticos e de campanhas eleitorais, bem como nos estudos intertextuais da publicidade.

Bem, com este panorama e sem me prender aos rigores da escrita acadêmica, tentei mostrar as características gerais das abordagens semióticas, mas nem de longe conseguiria esgotá-las nessas poucas linhas. As teorias semióticas são um arsenal poderoso que, via linguagem, podem propiciar uma porta de entrada para o exercício da pesquisa interdisciplinar da comunicação, como eu acredito. Mas as semióticas sozinhas não dão conta de tudo, embora entenda que o uso delas na construção de uma teoria das linguagens midiáticas é fundamental. E aos que pretendem ingressar nos estudos da linguagem midiática e da redação publicitária, eu diria que esses conhecimentos são essenciais, pois eles fazem a diferença e aumentam a capacidade crítica de leitura sobre o texto/discurso que produzimos.

Aqui estão sintetizados conhecimentos de uma década de estudos. Leva um bom tempo para se entender o que é semiótica peirciana, semiologia, semiologia estrutural, semiótica narrativa e discursiva, polifonia e dialogismo, semiótica da cultura e as novas vertentes que hoje surgem e colocá-las nos seus lugares. A pesquisa nessa área não pára e para os que pretendem se aventurar, eu recomendaria começar a estudar desde já.

Eneus Trindade é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, do Curso de Publicidade e Propaganda e membro do Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Linguagem Publicitária (Nielp), do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da ECA/USP.
*material disponível em:http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=11&id=77

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eduardo e Mônica - O filme


Quando uma agência acerta dessa forma temos mais é que divulgar. Muito Bommmmm!!!

Dani


*Texto abaixo é do site brainstorm9 e está disponível em:http://www.brainstorm9.com.br/advertising/vivo-cria-clipe-para-eduardo-monica-em-campanha-do-dia-dos-namorados/

A produção é na verdade a campanha da Vivo para o Dia dos Namorados, celebrando “a história de amor mais cantada do Brasil”.

Dirigido por Nando Olival, o filme de 4 minutos é como um clipe – que nunca existiu – para a música, contando exatamente a jornada do casal mais famoso da música brasileira.

Além da estreia na internet hoje, a campanha também será extensamente veiculada nos cinemas no próximo domingo.

No Facebook, os perfis de Eduardo e Mônica funcionarão como uma espécie de making of da campanha, publicando as fotos de bastidores que cada um dos atores tirou durante as filmagens.

Pra quem cresceu ouvindo Legião Urbana, é difícil não se arrepiar com o filme, que pra mim é a melhor coisa que a Vivo já fez desde a sua fundação em 2003. Uma aposta certeira em conteúdo com significado para falar de conexão e relacionamentos.

A criação é da Africa, com produção da 02 Filmes. Assista abaixo:

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Posso falar? Conheça as regras do Google para o uso das redes sociais

Izabela Vasconcelos


O Google é conhecido por seu ambiente e funcionários despojados, mas a empresa também adota regras no uso das redes sociais. Os colaboradores podem falar abertamente sobre suas posições partidárias e vida pessoal, mas não devem falar nada sobre a empresa em seus perfis.

A marca Google, de US$ 111,5 bilhões, é visada por diversos concorrentes, o que leva os funcionários a se conterem nas redes. “A pessoa pode falar da vida dela, opiniões, o que quiser, mas a regra é nunca falar nada do Google”, explica Felix Ximenes, diretor de comunicação da empresa no Brasil.

Felix explica que a empresa é muito transparente com os funcionários. “Os colaboradores falam de tudo, sabem dos novos projetos, podem conversar com quem quiserem na empresa, criticar a empresa, mas eles não devem expor isso na internet”.

Os colaboradores podem se identificar como funcionários da empresa nas redes sociais, mas não devem tratar de assuntos profissionais. Ximenes conta que nunca houve nada grave na discrição dos colaboradores, embora deslizes tenham ocorrido. “Alguns funcionários do Google daqui foram para a sede da empresa na Califórnia e começaram a postar no Twitter o que era diferente lá da empresa aqui no Brasil. Falamos com eles para não comentarem mais esses assuntos e nunca mais houve nada parecido. Mas não houve demissão, nem nada”, conta.

E se um colaborador do Google não falar da empresa, mas afrontar alguém ou criar alguma polêmica nas redes sociais? Diferente do que já aconteceu em muitas empresas jornalísticas, o Google não demite por esse motivo. “A pessoa vai arcar com as consequências, vai ser criticada na própria rede, mas o Google não demite por isso. A empresa não cercea a liberdade”, afirma.

Facebook

Apesar de ser concorrente do Orkut, do Google, o Facebook pode ser usado livremente pelos colaboradores do Google, inclusive dentro da empresa. “O acesso a qualquer rede de relacionamento é permitido”, diz Ximenes.

*Material disponível em: http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D58888%26Editoria%3D1193%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D107416785025%26fnt%3Dfntnl

sábado, 4 de junho de 2011

O Barcelona também é ‘mais que um clube’ na Comunicação


Marcos Moura

Talvez o FC Barcelona seja o único do futebol mundial capaz de intitular-se corretamente ‘Més que um club’ (‘Mais que um clube’, em catalão). E são vários os motivos que nos levam a ter certeza de que o slogan utilizado pelos ‘blaugrana’, para se mostrar diferentes dos rivais, esteja correto: o clube é o maior divulgador da Catalunha, possui história e atuação democrática, tem mais de 170 mil sócios fiéis e nos últimos anos virou sinônimo de futebol-arte, como na conquista da Champions League 2011.

Esse espaço, no entanto, pretende analisar ‘apenas’ as ações de Comunicação no universo esportivo. Como se fosse possível dissociar essas ações de todo o resto. E no quesito ‘Comunicação’, o Barça é sem dúvida muito mais do que um clube. São incontáveis iniciativas de relacionamento com sócios, torcedores de todos os continentes e idades, veículos de comunicação e empresas. Confira abaixo, um pouco do que é feito a partir dos escritórios do Camp Nou, o espetacular estádio que recebe cerca de 80 mil pessoas em média por jogo.


Website


O site oficial em seis idiomas (Catalão, Castelhano, Inglês, Japonês, Chinês e Árabe) conecta o clube a todo o mundo. Essa afirmação pode ser considerada óbvia, mas não é. Muitas agremiações de futebol, nacionais e estrangeiras, negligenciam páginas e atuação em redes sociais digitais. O sítio barcelonista é completo e recebe cerca de 30 milhões de visitantes únicos a cada mês, segundo dados da consultoria Nielsen. No ar desde 1997, seu design não é lá essas coisas, mas é possível encontrar tudo com relativa facilidade: notícias atualizadas, não só de futebol, como de basquete, handebol, hóquei e futsal; muitas informações corporativas e principalmente o que interessa aos 173.071 sócios: ações de relacionamento que os aproximam do clube.


Relatório de Atividades

Nenhuma ação de Comunicação do Barcelona é tão impactante para um brasileiro como o Relatório de Atividades, que eles chamam de ‘Memória Anual’. Distribuído para sócios e patrocinadores, o documento, que em sua última edição teve 206 páginas, revela o balanço dos resultados esportivos e financeiros do clube na temporada recém-encerrada. Nele, é possível ver, por exemplo, que a dívida do clube com instituições financeiras saltou de 320 milhões de euros em junho de 2009, para 410 milhões em junho de 2010. Bom futebol é uma coisa cara. E quanto maior você é, mais você ganha e muito mais você gasta. Esconder os dados é que está errado. No site, é possível analisar todos os Relatórios editados desde 2002.


Presença digital

A conquista de três títulos da Champions League nos últimos seis anos e ter o argentino Lionel Messi no elenco dinamizam a atuação do Barcelona em redes sociais digitais. O Barcelona é líder mundial de fãs no Facebook entre os clubes de futebol. No início dessa semana, eram 15,8 milhões de pessoas ‘curtindo’ a página; tem três perfis no Twitter (@fcbarcelona, @fcbarcelona_es e @fcbarcelona_cat), que juntos possuem cerca de 2,2 milhões de seguidores; e seu canal no YouTube tem 84 mil inscritos e seus vídeos tiveram 4,6 milhões de visualizações desde 2006. Uma newsletter e o aplicativo para iPhone completam a atuação digital.


FCB Junior


É o espaço dedicado aos sócios e/ou torcedores mirins. O site próprio tem blog, jogos e notícias sobre ações específicas, como a próxima colônia de férias. O slogan não poderia ser mais apropriado: ‘Cresça com o Barça’.


Publicidade

O Barcelona possui sete patrocinadores oficiais: Nike, Qatar Foundation, Audi, La Caixa, Turkish Airlines, TV3 e Estrella Damm. A camisa do clube, porém, não é um outdoor ambulante, e só exibe duas marcas. Nessa temporada, no peito estava a da Unicef, instituição a qual o clube pagava 2 milhões de euros anuais, e a da Nike, fornecedora de material esportivo. A partir de julho, sai Unicef e entra a Qatar Foundation, primeiro patrocinador master da história barcelonista, que desembolsará 30 milhões de euros anuais até 2016, mais bônus por conquistas que podem chegar a outros 5 milhões por ano. Se fosse brasileiro, o Barça lotearia sua camisa como vimos alguns grandes clubes daqui fazendo nos últimos anos. Não sobraria espaço livre, nem nas axilas, nádegas e panturrilhas. Os patrocinadores no caso catalão exploram o estádio, as viagens do time, os painéis publicitários que aparecem na TV em cada entrevista e todas as ações de Comunicação descritas nesse texto.


TV e Rádio

A BarçaTV está no ar desde 1999. Sua programação de 24h dedicadas ao clube é gratuita para quem reside na Catalunha e pode ser comprada por assinatura mensal em outras partes da Espanha. As partidas da equipe principal de futebol são transmitidas via website pela R@dio Barça para todo o mundo em três idiomas: Catalão, Castelhano e Inglês. É uma grande experiência ouvir essa transmissão.


Veículos impressos

Além da ‘Memória Anual’, o Barcelona possui outros veículos de Comunicação impressos, como a ‘Revista Barça’ e o jornal ‘Barça Camp Nou’. A revista é bimestral, tem 68 páginas e é gratuita para todos os sócios que se inscrevem no site para recebê-la. Torcedores de todo o mundo também podem assiná-la, por 24 euros anuais. Na página do clube, podem ser vistas todas as edições da publicação, lançada em 2002. Os torcedores que vão ao Camp Nou nos jogos do time de futebol no Campeonato Espanhol recebem o jornal ‘Barça Camp Nou’, editado desde 2005, com 16 páginas e também disponível no site para consulta de todos os números. É o ‘Programa do Jogo’, uma tradição europeia e que começa a aparecer por aqui timidamente, como no caso do Botafogo, que edita o jornal ‘Preliminar’.


Museu, loja e eventos no Camp Nou


Além das partidas de futebol, o estádio Camp Nou é importante fonte de receita e ação de Comunicação do clube. No ‘Camp Nou Experience’ é possível fazer um tour completo por 13 setores pagando no máximo 19 euros. Sócios têm entrada gratuita. Reformado e agora multimídia, o museu é a principal atração e já recebeu cerca de 20 milhões de visitantes desde sua fundação em 1984. Atraiu em 2010, 1,3 milhão de pessoas, número semelhante ao do Museu Picasso, o mais visitado da cidade. A megaloja tem 3 mil artigos e é apenas um dos sete pontos comerciais do clube em Barcelona. Todos os produtos também podem ser comprados on-line. Além de futebol, história e compras, o estádio também oferece diversos espaços para eventos empresariais e pessoais. É possível até que o torcedor se case e faça a festa no estádio, bem na beira do gramado.


Fundação Barça

O relacionamento com os governos e instituições filantrópicas e humanitárias é feito pela Fundação Barça. Os programas realizados em parceria com a Unicef já beneficiaram mais de 100 mil pessoas, em países da África e da América Latina, o Brasil incluído.


Jornais ‘Sport’ e ‘El Mundo Deportivo’

Se não bastasse ter todos os canais de Comunicação próprios, o Barcelona ainda é a principal fonte noticiosa de dois jornais esportivos da cidade. Os diários ‘Sport’ e ‘El Mundo Deportivo’ têm diversas seções e acompanham futebol e outros esportes. Mas basta uma espiada em ambos para ver que o noticiário se divide entre o Barça e o resto. Os dois jornais são ‘torcedores’ e rivalizam com as publicações que ‘defendem’ o rival Real Madrid, os cotidianos ‘Marca’ e ‘As’.


Mídia em geral


O Barcelona também ‘auxilia’ no trabalho da imprensa. O site tem uma área exclusiva, com telefones, e-mails, informações de credenciamento, banco de imagens e uma série de comunicados e relatórios oficiais. Fisicamente, o clube oferece sala de imprensa, zona mista e tribuna de imprensa.


Marcos Moura é pós-graduado em Comunicação e foi editor de esportes por dez anos em grandes veículos digitais brasileiros. Nos últimos três anos, atua em projetos corporativos, o que não o impede de acompanhar diariamente o noticiário esportivo. Só não precisa mais trabalhar final de semana sim e final de semana também. Pretende analisar as ações, boas e ruins, de Comunicação no Esporte. Comente, discorde, dê sua opinião. O espaço é para isso. Twitter: @marcosmoura21


*Material disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=421&tipo=G

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Comunicação, do conceito à ação

Sandra Maia

Por que insisto em dizer que só se faz comunicação partindo de um conceito, de um centro? Primeiro, porque entendo que, olhando de dentro para fora, tudo fica diferente. Principalmente quando conseguimos, ao olhar para dentro, compreender a demanda de quem está de fora. Será que entregamos o que o mercado precisa? Entendemos do negócio de forma suficiente para atrair e seduzir o cliente?

Bem, se conseguirmos transmitir o que vai dentro – seja na vida, seja na organização, tudo, absolutamente tudo fica diferente. Então, como poderíamos estruturar esse olhar visando à construção de marcas fortes, coerentes, consistentes com sua promessa, seu DNA?

Vamos imaginar um círculo. No centro o conceito, a visão do empreendedor. Na próxima esfera, a organização com sua visão de futuro e missão bem definidas. Na outra, a cultura organizacional e as pessoas que fazem a empresa, seus valores e crenças. Em uma esfera está o impacto de seus stakeholders e, nas demais esferas, seguindo a mesma sequência, o planejamento estratégico; a marca/ produto/ serviço com sua estratégia de mercado; a seguir a comunicação; e, por fim, uma esfera com os clientes. Olhando sobre esse prisma, fica factível entender que até chegarmos à comunicação, temos todo um caminho a percorrer no entendimento do negócio e no que vislumbrou seu empreendedor.

E, se por acaso, decidirmos escolher um atalho e daí iniciar a comunicação com base no que vemos no momento? E se escolhêssemos só olhar para dentro e deixássemos de lado o olhar para o mercado, a definição do público-alvo e de suas necessidades? Provavelmente a estratégia a ser adotada seria rasa. Logo, adeus à alma do negócio e à construção das marcas, produtos: imagem e reputação.

Há que respeitar tudo quando o negócio é comunicar. Não é possível fazer um arrumadinho aqui, outro ali e sair por aí inferindo o que poderia ser melhor para a marca. Tampouco contratar ‘n’ terceiros e não transmitir a eles informações básicas como o conceito que deu origem ao negócio, o target, o posicionamento almejado, a essência da marca e todos os insights que contribuem para a sua formação.

Trabalhar a comunicação não é para qualquer um. Não é para qualquer profissional. Para isso existem especialistas que sabem exatamente como direcionar o foco e encontrar para a organização o melhor posicionamento. São esses profissionais os responsáveis por salvaguardar a imagem e a reputação da marca ou da organização, de modo a ressaltar sua missão, visão e valores – associadas ao triple botton line da sustentabilidade: sucesso nos níveis econômico, ambiental, e social.

Sem isso, bem, sem isso não há comunicação efetiva. Não há campanha que dê suporte ao que se vislumbrou desde o início. E se é assim com grandes marcas, o mesmo deve ser aplicado para empreendimentos de pequeno e médio porte.

Uma marca redonda será sempre redonda. Íntegra. Sólida. Uma marca em que cada um coloca a mão e a conduz como bem entende, sem se preocupar com sua história, com seus diferenciais e principalmente com toda a sua entrega, não tem a menor chance de sobreviver num mercado competitivo e global. Mercado este feito por consumidores e clientes cada vez mais ativos e conscientes de seu papel enquanto cidadãos.

Comunicar a marca e construir sua imagem é trabalho sério. Demanda foco, atenção, tempo e uma estratégia traçada com visão de curto, médio e longo prazo. Demanda, sim, investimentos e atenção.


Sandra Maia é especialista em comunicação e marketing, escritora e colunista. Autora de livros de autoajuda e também de comunicação empresarial. Seu último lançamento é ‘O Negócio da Comunicação’ (Editora Qualitymark, 2011).

*material disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=420&tipo=G