"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

domingo, 27 de maio de 2012

Lidar com ansiedade da Geração Y é desafio para empresas

Nascida do início da década de 1980 até meados de 1990, a Geração Y está tomando o mercado de trabalho brasileiro. Esses jovens são tidos como individualistas, imediatistas e ambiciosos. Um estudo da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP aponta que, para as empresas, o grande desafio é aproveitar características como a rápida adaptação a mudanças e o questionamento constante aos gestores. Ao mesmo tempo, a Geração Y precisa lidar com a ansiedade excessiva em ascender na carreira e ganhar altos salários.

 Para sua pesquisa de mestrado, o administrador André Laizo dos Santos entrevistou profissionais de recursos humanos (RH) e gestores de 12 empresas de setores variados, entreelas multinacionais conhecidas. A conclusão foi que não basta a companhia estar alinhada com os valores da Geração Y. Para lidar bem com os jovens profissionais, o RH precisa estar preparado com ferramentas e programas estruturados para apoiar os gestores na condução dos jovens profissionais, considerados arredios a regras, procedimentos e hierarquias.

 Por exemplo, com estrutura definida de cargos e salários, plano de carreira, avaliação de desempenho e avaliação de competências com retorno de informações. Estratégias como essas ajudam a aproveitar pontos positivos da geração, como saber focar-se no resultado e ter compromisso com entregas, dinamismo e interesse em colocar ideias e participar das decisões. Quando mal gerenciadas, as mesmas características levam a trabalhos desenvolvidos de modo superficial, que podem deixar clientes insatisfeitos.

 E não adianta tentar enganar a Geração Y com falsas promessas para a carreira. Quando elas não se se concretizam, os profissionais logo optam por sair da organização.

Competitividade desde o berço

 Essa geração cresceu num contexto de muita competitividade. Desde pequenos, foram treinados para serem os melhores. Fizeram cursos de língua, intercâmbio e ingressaram em boas faculdades”, diz Santos, que é graduado em administração de empresas e foi orientado pela professora Marisa Pereira Eboli.

 Essa alta qualificação, assim como a facilidade em obter informações pela tecnologia, é requerida pelas organizações, hoje inseridas num contexto que exige estruturas mais complexas. Mas pode reverter-se em arrogância dos profissionais, que passam a se achar essenciais para o empregador e pressionam demais por desafios mais avançados, promoções e salários.

“A ansiedade em ganhar autonomia e receber bons salários é fruto do estilo de vida com regalias durante a adolescência e, em alguns casos, também na infância. É diferente das gerações anteriores, que tiveram mais trabalho para obter o básico”, diz Santos. A garantia recebida da família faz com que a Geração Y tenha menos pressa em cumprir os ritos de passagem, como entrar no mercado de trabalho e constituir família. Com menos responsabilidades, não precisam ter tanto compromisso com as organizações.

 Para os entrevistados da pesquisa, a característica mais relacionada à Geração Y é o individualismo. “Eles fazem as escolhas com base no que é melhor para eles. Se precisarem sair da organização, saem. A relação é como a de um casamento: quando não está bom para os dois lados, termina”, aponta um profissional de RH.

Alguns afirmaram que as outras gerações também eram ansiosas e buscavam alinhar necessidades pessoais e organizacionais. No entanto, a Geração Y é a que mais expressa suas angústias e reage para resolvê-las. Também demonstra autonomia na hora de perseguir os objetivos. Com uma ressalva: esperam que o gestor aponte aonde devem chegar e, a partir daí, preferem caminhar até lá por conta própria.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/geracao_y_ansiedade_carreira.htm

sábado, 26 de maio de 2012

Neuromarketing: conheça os truques para fazer o consumidor gastar mais

Você entra no supermercado disposto a procurar apenas os produtos da sua lista, mas sai de lá com o carrinho abarrotado de compras. Culpar-se pelo descontrole nem sempre é justo. A responsabilidade pode ser do neuromarketing, uma técnica usada pelo comércio para fazer o consumidor gastar mais.

 O tamanho do carrinho de compras, por exemplo, costuma estar diretamente ligado à quantidade de produtos levados para casa. Dez produtos parecem muita coisa se estiverem dentro de um carrinho pequeno, mas, em um carrinho grande, a impressão é de que a quantidade é menor. O consumidor se sente estimulado a comprar mais.

 Grandes lojas e supermercados também costumam ser projetados de forma que os consumidores sejam forçados a caminhar no sentido anti-horário. Andar nessa direção deixa o cliente mais à vontade, faz com que ele fique mais tempo na loja e gaste até 7% mais.

 Essas são algumas das técnicas listadas pelo dinamarquês Martin Lindstrom em dois livros, "A Lógica do Consumo - Verdades e mentiras sobre por que compramos" e "Brandwashed – Truques que as empresas usam para manipular nossa mente e nos persuadir a comprar".

 "Hoje sabemos que certas áreas do cérebro são responsáveis por determinados tipos de reações físicas e emocionais", diz Lindstrom em entrevista ao UOL.

 Preço simplificado atrai atenção do consumidor.

 A maneira como os preços dos produtos são informados também tem influência na decisão do consumidor. "No caso dos preços, a simplificação é a melhor maneira de atrair a atenção do consumidor", diz o consultor Pedro Camargo, um dos pioneiros no estudo do neuromarketing no Brasil.

 Uma forma de simplificar é tirar símbolos e letras do lado dos números. "Se você escreve R$ 39 ou 39 reais na placa de preço, o produto parecerá mais caro do que se escrever só 39", diz Camargo. A psicanalista e consultora de educação financeira Márcia Tolotti cita outro truque relacionado aos preços: a criação do chamado "preço de referência". Se a ideia de uma empresa é vender um produto que custa R$ 5, por exemplo, colocar no mercado outros dois itens da mesma categoria, um custando menos e outro mais do que R$ 5, pode ser interessante.

 Diante das três opções, o consumidor tende a descartar o produto mais caro, por causa do preço, e também o mais barato, porque ele pode estar associado a uma qualidade menor. O item de R$ 5 parecerá, assim, a escolha mais razoável. "No fim, o consumidor só estará fazendo o que estava planejado para ele fazer", dia Márcia Tolotti.

 Nem todo marketing é perverso

 Em seus livros, Martin Lindstrom chega a citar táticas invasivas que seriam usadas pelos marqueteiros para influenciar crianças antes mesmo de elas nascerem.

 "Mulheres grávidas e seus bebês são afetados pelos estímulos aos quais são expostos durante a gravidez. Esses ‘sinais’ são absorvidos pela corrente sanguínea e deixam a criança com tendência a preferir determinados sons e gostos", diz Lindstrom.

 Ele cita o exemplo de uma marca de cafés asiática que distribuiu, para mulheres grávidas, balas com o sabor da bebida. As crianças teriam começado a tomar café cedo e a preferir a marca que fez a campanha. O próprio Lindstrom, porém, reconhece que ainda faltam evidências científicas mais fortes que comprovem esse impacto nos bebês.

Nem todo marketing é perverso. Ele também pode ajudar as pessoas a tomar as decisões certas", diz a psicanalista Márcia Tolotti. "Mas é mais difícil evitar uma compra diante de um bombardeio de estratégias. Por isso o consumidor precisa analisar muito por que está fazendo aquela compra.

fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/05/21/neuromarketing-conheca-os-truques-para-fazer-o-consumidor-gastar-mais.jhtm

Marcas brasileiras são as que crescem mais rápido no Facebook

Uma pesquisa realizada pela SocialBakers revelou que as páginas brasileiras de marcas globais são que as que mais crescem no Facebook. Dentre as 10 primeiras no ranking, cinco são daqui, inclusive as quatro primeiras.

A que mais cresceu em 2011 foi a da bala Halls, que subiu 532 colocações, para o 3º lugar do ranking de páginas com mais fãs. A segunda foi a do chiclete Trident, que subiu 517 posições, para o 5º lugar. Fato interessante destacado pela pesquisa é que das quatro marcas que mais cresceram, três pertecem à Kraft Foods Brazil (Halls, Trident e Chiclets). Ao perceber isso, resolveram estudar o comportamento das marcas no Facebook e descobriram que as três falam diretamente para o público jovem, tanto no jeito de se comunicar, como no design (apostam muito nas cores).

 A Chiclets criou sua página no Facebook em abril 2010 e, do ano passado para cá, o número de fãs aumentou 1.050 vezes (a goma de mascar possui 1,3 milhão de fãs brasileiros). Acredita-se que a marca conseguiu este feito interagindo com os usuários, postando fotos, fazendo perguntas e realizando promoções em sua página.

 Tendo em mente que 60% dos brasileiros no Facebook são jovens (32% tem entre 18-24 anos e 28% tem entre 25-34 anos), tanto a Halls quanto a Trident também apostam na comunicação e mesclam suas marcas com os principais interesses da moçada, como: música, esportes, namoro, festas, cinema, entre outros. A Halls até criou um horóscopo baseado nos diferentes sabores da bala."As pessoas jovens precisam se identificar com seus modelos como músicos e descobrirem suas personalidades e interesses, e é exatamente por isso que essas duas marcas estão na lista das dez que mais cresceram", concluiu a pesquisa.

Fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/internet/marcas-brasileiras-sao-as-que-crescem-mais-rapido-no-facebook.html

Redes sociais como ferramenta de RH

Quando se fala em comunicação interna, não se trata de algo exatamente novo. Afinal, jornais, murais e revistas são veículos utilizados há algum tempo. Contudo, o avanço das ferramentas digitais amplia o leque de possibilidades de se atingir ao público interno e, além disso, torna a CI uma via de mão dupla, por conta de um novo viés, o do conteúdo colaborativo.

 As chamadas redes sociais públicas oferecem recursos para troca de informações. Facebook e LinkedIn, por exemplo, permitem a criação de grupos com acesso restrito e, em alguns casos, atendem a necessidade da empresa de se comunicar com os colaboradores por meio digital. No entanto, o desenvolvimento de redes sociais internas próprias vem crescendo e possibilita às organizações a integração com outros canais, além de evitar que se misture questões pessoais e profissionais.

 Optem por grupos em redes sociais públicas ou por um ambiente próprio, as áreas de Recursos Humanos e Comunicação Interna (ou Organizacional) precisam ter sinergia. Para Vaneska Fogli Messa, gerente de Comunicação, Eventos, Recrutamento, Seleção, Treinamento e Desenvolvimento da multinacional MWM International, quando a divisão de comunicação vivencia a rotina da área de RH, o trabalho flui melhor, resultando num discurso uniforme.

 No atual cenário, pautado pelo surgimento de novas mídias, é fundamental que a comunicação interna, independentemente de quem a realize, esteja em sintonia com todas as lideranças. “A CI pressupõe não apenas um diálogo produtivo, mas um planejamento conjunto; um processo de tomada de decisões, que deve incluir outras instâncias da empresa que não somente as vinculadas especificamente à comunicação”, pontua Ana Lucia Campos Pita, mestre em Comunicação e Semiótica e sócia da empresa MMP Assessoria e Comunicação.

 Integração de canais 

Utilizar novos recursos como as redes sociais é interessante para que a empresa não apenas informe, mas também seja informada. Isso significa favorecer a interatividade, em prol de um fluxo de informações alinhado aos objetivos da empresa e de seus públicos. “Os benefícios das redes sociais, como ferramentas de interatividade, tornam-se evidentes, pois colaboram na construção do conjunto de valores e crenças que diferenciam uma organização das outras, criando a sua personalidade”, explica Ana Lucia.

 Segundo a especialista, é nesse momento que RH e CI precisam trabalhar de forma alinhada. Ela ressalta que o grande desafio é conseguir fazer com que as redes sociais sejam empregadas de forma estratégica e integrada, dentro de um processo de relacionamento ético, não apenas para atender à legislação, mas sendo parte integrante da cultura organizacional. Sendo assim, dá dicas para a implantação de redes sociais no processo de comunicação interna das organizações:

 1. Os colaboradores precisam ser ensinados a utilizar as redes sociais. É preciso oferecer informação durante o processo de adaptação
 2. As redes sociais precisam ser implantadas de forma estratégica, diagnosticando a real situação da empresa e o nível de cultura digital dos funcionários.
 3. A organização precisa estar preparada para entrar nas redes sociais.
 4. A comunicação interna não deve usar esse recurso apenas por modismo. Resultados consistentes e satisfatórios serão fruto da postura e comprometimento.

 Criando uma nova cultura 

 Exemplo do uso de novas mídias na comunicação interna é o Grupo Tron Informática. Compreendendo que não fazia sentido usar as redes sociais para se comunicar com os clientes quando os próprios funcionários não as utilizam, a organização disponibilizou o acesso à internet a todos os colaboradores na área de convivência. “Aos poucos, eles foram entrando no ritmo, a ponto de a empresa começar a produzir vídeos de treinamentos e eventos para postar no Youtube e a compartilhar fotos por meio do Flickr, tamanha a adesão”, conta Ana Lucia.

Mesmo assim, os gestores da Tron ainda temiam o modo como os funcionários se comportariam nas redes. Então, foi desenvolvida uma política de uso voltada aos colaboradores que ainda não haviam sido treinados.

fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/rh/redes-sociais-como-ferramenta-de-rh

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Marketing direto: A arte de conquistar com palavras

Pare tudo, não comece a escrever ainda. Antes de qualquer coisa, saiba qual é o foco da sua comunicação. Faça a si mesmo as seguintes perguntas: qual a essência da mensagem que deve ser assimilada pelo público-alvo? Que tipo de impacto você deseja provocar em seu consumidor? Estreitar o relacionamento, incentivar uma ação de venda, anunciar um produto novo?

 Seja o que for a informação a ser transmitida, primeiro pesquise a fundo o seu cliente, saiba com quem você irá falar. Investigue, tente entender o que ele anseia. Lembre-se, nós só dominamos aquilo que conhecemos. E quando eu digo dominar, significa criar um vínculo de confiança e empatia.

 Depois que você souber o que dizer e com quem irá se comunicar, chegou a hora de colocar as ideias no papel. Em primeiro lugar, seja objetivo e direto, afinal, como o próprio nome diz, você está fazendo marketing direto. Seja amigável sem ser prolixo, ou seja, vá direto ao assunto desde o primeiro parágrafo.

 Cuidado com as palavras, cada uma deve ser muito bem pensada. Utilizar clichês fará com que o seu texto perca a credibilidade. Quer uma dica? Seduza com uma linguagem inteligente, argumentos pertinentes e principalmente, seja honesto.

 Não há quem resista a um texto verdadeiro e que tenha como principal finalidade transmitir mensagens relevantes, que leve benefícios reais ao cliente. O marketing direto é a arte de estabelecer uma relação personalizada com o consumidor, de forma a conhecê-lo o suficiente a ponto de oferecer o que ele realmente precisa. A sua missão é esta.

 Por Samia Yakzan, gerente de Comunicação da ZipCode

 fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/artigos/marketing-direto-a-arte-de-conquistar-com-palavras.html

domingo, 20 de maio de 2012

Como as cores ajudam nos resultados da sua empresa

A cor, quando bem utilizada, pode auxiliar na formação de uma identidade visual de uma marca. Há muito tempo já foi derrubado o mito de que o ambiente corporativo devia ser feito de branco, bege ou cinza para dar "credibilidade". Pelo contrário. Um pouco de cor, seja na parede, no estofado ou mesmo na escolha do lustre pode transmitir ousadia, segurança e personalidade.

Mas é preciso cuidado! Ao mesmo tempo que a cor pode ajudar uma marca, ela pode derrubá-la, uma vez que elas transmitem emoções e uma escolha errada pode ser um inimigo silencioso. Por isso a importância de escolher bem a cor.

Primeiramente é preciso escolher a cor de acordo com quem ocupará o ambiente que está sendo criado. A decoração de uma sala de espera, onde passam milhares de pessoas, pode e deve ser diferente da sala do diretor da empresa.

O próximo passo é definir que sentimento transmitir com aquela cor. Na sala de espera, pode ser a calma, a paciência, enquanto na sala do diretor poderia ser a personalidade, a dureza de decisões. É importante ainda definir se a cor estará explícita, em uma parede, ou ainda nos detalhes, no lustre, no rodapé, em uma poltrona.

As cores e seus significados

Azul - Expressa uma disposição ao lado emocional e intelectual. É a cor dita como preferida pela maioria das pessoas. Pode trazer serenidade e universalidade, mas deve ser usada com moderação, pois pode tornar o ambiente deprimente ao longo do tempo. Tem ligações com temas como confiança, responsabilidade e segurança, além de tranquilidade.
Vermelho - Traduz força, sensualidade, perigo e agressividade. Sempre sentimentos que não passam despercebidos. Uma parede vermelha diz muita coisa. Alguns estudos indicam que a visão da cor estimula reações cerebrais e corporais, como a aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração. É uma cor com boa aceitação pelo público jovem. Em uma empresa deve ser usada com parcimônia.

Verde - É uma boa cor para o ambiente de trabalho. Traz a sensação de repouso, sem o caráter depressivo. Na medicina é vista como a cor da cura. Não transmite alegria, nem tristeza, nem paixão.

Amarelo - Está vinculado a sensações como calor, alegria, otimismo e claridade.

Laranja - Uma cor bastante viva e em certo aspecto até infantil, mas também pode tornar o ambiente depressivo ao longo do tempo.

Rosa - O impacto varia conforme a tonalidade: tons mais fortes de rosa evocam diversão, juventude e energia. Já os mais claros têm um ar romântico e suave.

Marrom - É associado à sujeira e negatividade. É preciso ser usado com bastante moderação no ambiente comercial.

Preto - O preto é a ausência de cor. Pode ser ligada a temas como a morte, mas também pode trazer classe e força a um ambiente quando bem utilizada. Carrega seriedade, poder, sofisticação, elegância e sedução.

Branco - O branco é a junção de todas as cores e pode servir de contraste. Remete à simplicidade, clareza e pureza.

fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/casas-decoracao/noticias/como-as-cores-ajudam-nos-resultados-da-sua-empresa

sábado, 12 de maio de 2012

Cultivando marcas como bons vinhos

Rapidez e agilidade tornaram-se atributos bastante valorizados dentro das pequenas e grandes corporações nos últimos tempos, o que implica num apetite voraz por informações em tempo real e uma pressão cada vez maior por resultados imediatos. Existem ocasiões, no entanto, que exigem visão de longo prazo e paciência, como é o processo de construção de marcas.

Conforme conta o arquiteto, designer e diretor da Mais Grupo, Alvaro Guillermo, nem todos empresários sabem lidar com essa dimensão maior de tempo, característica do trabalho de branding, principalmente no Brasil. “Em outros países, se você faz um planejamento de cinco anos, por exemplo, o empresário não vai lhe questionar todos os meses para saber como as coisas estão andando. O brasileiro é diferente. Ele quer ver evolução o tempo todo”, justifica.

Guillermo compara o processo de construção de uma marca com o de produção de vinho. “Quando tomamos um bom vinho, não podemos nos esquecer de que aquele produto foi armazenado por muitos anos. É possível até que a pessoa que escolheu e cultivou a semente que deu origem àquele vinho nem mesmo esteja viva para ver o resultado de seu trabalho”, salienta. “É por isso que devemos entender que vamos desempenhar ações hoje e talvez nem tenhamos tempo de ver o resultado no futuro”, completa.

Lidando com a ansiedade e a pressão por resultados imediatos

Guillermo adaptou uma metodologia para a construção de marcas em pequenas e médias empresas, com etapas bem demarcadas e mensurações frequentes de resultado. “À medida que cada ação é executada, é possível mensurar o resultado. Dessa forma, envolvemos a gestão, os funcionários, o profissional do ponto de venda etc. Através de ações de curto prazo, o empresário recebe o feedback e consegue perceber as mudanças. Isso é importante para que ele perceba que a iniciativa está valendo a pena”, comenta, revelando que, como resultado, o empresário se sente mais confiante para continuar investindo na construção de sua marca.

Citando Tom Kelley e o Design Thinking, Guillermo lembroa a grande transformação em curso no mundo, ressaltando que o design deve ocupar papel central na construção das marcas, independentemente do porte da empresa. Se anteriormente o design estava associado apenas ao desenvolvimento da identidade visual da marca, hoje ele é visto de maneira muito mais ampla, associado ao processo como um todo, porque a concepção da marca não é mais um processo linear.

“O design deve estar presente o tempo todo, desde o início. O processo de concepção hoje é muito mais rico e deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar”, afirma Guillermo, que reeditou recentemente seu livro Branding – Design e Estratégias de Marcas.

*disponivel em: http://br.hsmglobal.com/editorias/marketing/cultivando-marcas-como-bons-vinhos

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Como convencer a diretoria da importância da rede social

O anseio por estar presente no dia a dia do cliente fez com que o Bradesco lançasse um desafio a TI: trazer a rede social como um canal de comunicação com o banco. O primeiro passo era trabalhar uma maneira de enxergar, entender e ouvir o que os usuários da instituição falam a respeito da marca e, em um segundo momento, permitir a interação entre as partes.
A ideia estava clara. O desenvolvimento de uma ferramenta capaz de atender as necessidades do banco iria entrar no forno, mas dessa vez de forma distintas do convencional. “Não podemos em TI especificar alguma coisa se não tivermos, junto conosco, o gestor do canal digital”, conta Maurício Minas, CIO do Bradesco.

Para o executivo, compartilhar a experiência de vivenciar esse canal e ter mais colaboração num processo construtivo quebra alguns paradigmas. “Até percebemos que é mais agradável para os times construir dessa forma.”

Nesse caso, a interação entre as áreas contribuiu para a criação de uma metodologia de desenvolvimento ágil, aonde gestor e TI participaram em conjunto na solução FBanking – ferramenta que permite ao cliente Bradesco interagir e fazer transações no canal Facebook.

“Esse é um aprendizado, tem nos marcado entender aquilo que o cliente fala e sente a respeito do banco, a principal constatação é que hoje nós interagimos com o cliente nos canais digitais e essencialmente temos uma resposta: a transação foi completada ou não, como a gente fala em TI ela é binária”. Segundo Minas, a ideia de medir a satisfação das pessoas foi posta em prática através da rede social. “Isso em si é um enorme aprendizado e precisamos começar agora a tratar essa informação de forma estruturada para que o banco consiga devolver a ele [cliente] esse sentimento.”

Segurança


“Segurança é como régua, quanto mais seguro, a usabilidade pelo cliente é menor. A discussão é régua nos extremos, mas é processo de aprendizado”, afirma o executivo.

Com esse pensamento e com a consciência de atender o cliente de forma convergente, a equipe de Minas levou meses para convencer a diretoria de que a ideia era a favor da instituição.

“Precisamos estar em diferentes mídias e com a mesma cara e experiência. Não é exclusivo, mas complementar, muitos estão usando. Foram meses de discussão, mas chegamos lá.”

Plataforma Interna

Desenvolvedores da área de TI do Bradesco lançaram recentemente o TI inLine. A ideia é ter um ambiente colaborativo de desenvolvimento de software e, consequentemente, ter ganhos de produtividade e motivação.

“O retorno está sendo bem positivo, porque eles desenvolvem em um ambiente que é dessa geração de desenvolvedores. E uma vez bem sucedida, e ainda vamos testa-la por mais um tempo, a ideia é que todo o banco passe a usa-la”, conclui Minas.


Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/8122/como-convencer-a-diretoria-da-importancia-da-rede-social/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Depois não entendem o porque da força do Bradesco no mercado financeiro....

Estratégia do Bradesco em redes sociais vai além de novos relacionamentos


 Redes sociais não são algo completamente definido, mas sim algo que todo ecossistema está aprendendo como lidar. E mesmo ainda nessa fase, a mídia já é considerada não mais como uma opção, pois ela permeia o dia a dia de boa parte dos cidadãos. “Ou escolhemos começar a usar esse meio de forma estruturada ou a rotina da vida fará automaticamente de forma desestruturada”, opina Mauricio Minas, CIO do Bradesco.

Com foco nesse cenário, a instituição bancária buscou estudar o mercado e percebeu que ainda hoje se vivencia experiências dos clientes relatadas nas redes sociais para falar da marca e não com a marca.

A partir desse resultado, o Bradesco procurou traçar dois caminhos: um para ouvir o cliente ou o não cliente e outro para captar a informação e monitorar o problema ou incidente. “A escolha foi fazer parte de redes sociais para trabalhar fortemente esses pontos, com monitoramento 24-7 do que estão falando da empresa. E aí procuramos entender a mensagem, a manifestação. E essa manifestação tem uma linguagem própria e a partir dessa linguagem temos que ter o cuidado de que forma vamos analisar e interagir para atender aquele problema”, explica.

O modelo de monitoração desenhado pela área de canais digitais do Bradesco, liderada por Luca Cavalcanti, tem como meta responder ao cliente em no máximo cinco minutos após postagem do manifestante seja no Facebook, Twitter ou qualquer outra plataforma. “Cobro do meu pessoal que em dois minutos essa interação aconteça para surpreender o cliente naquele contato. No momento em que fazemos isso tentamos tirar ele [cliente] dos amigos e o trazemos para a linguagem direta conosco”, conta Cavalcanti. “Queremos tratar o caso diretamente com a pessoa e nessa hora a relação com o universo de TI é muito importante para não corrermos o risco de ter o reverso daquilo que estamos buscando, que é confortar o cliente.”

Minas alerta: “Tem que ter muito cuidado para não cometer o suicídio na mídia social, de postar algo que pode prejudicar imediatamente a imagem da marca. Temos esse risco pairando sob nossas cabeças.”

O desafio era enxergar que a forma de construir esse novo mundo é diferente do passado, as ações precisam ser mais pensadas e estruturadas. “A preocupação que temos em TI é dar velocidade para que consigamos nos adaptar frente à concorrência. Queremos transparência absoluta e agilidade”, diz Minas.

Publicidade

De acordo com Cavalcanti, a publicidade menos influencia a opinião das pessoas, em contrapartida a opinião do amigo cada vez mais aparece como essa tarefa. Assim, o Bradesco conta com ferramentas próprias para fazer a leitura rápida, o rastreamento do nome da empresa em todas as mídias digitais.

“De novo, a estratégia é trazer o cliente que está com experiência ruim para você, se você deixá-lo discutindo com os amigos não será possível interagir com ele para argumentar o problema em questão”.

A importância

A rede social se tornou importante para a instituição por não ser técnica e permitir ao banco perceber o sentimento real do que está acontecendo na ponta. “Tipicamente, como tudo em TI é binário, não conseguíamos medir tecnicamente a percepção dos nossos clientes e a rede social veio para cobrir esse gap”, avalia Minas.

Além disso, o Bradesco conseguiu diminuir o número de fraudes no canal digital. O executivo conta que atualmente existe mais fraudes processual do que em mídias digitais. Porém, a não efetivação de fraudes tem acontecido através de um sistema de inteligência por trás baseado em pessoas. Tal sistema foi desenvolvido internamente para monitorar todas as transações em meio eletrônico.

Atualmente, são mais de 200 profissionais monitorando 24 horas por dia as redes sociais das quais o banco participa. Mais de cinco mil pessoas interagem com o Bradesco mensalmente e a menção do nome da empresa nas mídias sociais está em torno de 200 mil.

Rede social corporativa

“Não acreditamos que consigamos comunicar o que devemos comunicar para o cliente se não começarmos com a experiência dentro de casa”. As palavras de Minas já explicam outro caminho traçado pela instituição: a criação de uma rede social corporativa.

A plataforma, similar ao Facebook, já é utilizada por boa parte dos colaboradores do Bradesco e em breve deverá ser estendida a todas as áreas da empresa.

“Vivemos em uma nova economia da informação movida pela tecnologia e compartilhamento das pessoas”, conclui.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/8096/estrategia-do-bradesco-em-redes-sociais-vai-alem-de-novos-relacionamentos/

terça-feira, 1 de maio de 2012

Quais as características de uma marca cool?

Quais são as características que podem fazer uma marca ser considerada cool? Mais do que atrair a atenção dos consumidores com produtos ou comunicação diferenciada, é preciso estar antenado às tendências da sua época, contar sua própria história e ser autêntico acima de tudo. Esses são alguns dos tópicos apontados pelo levantamento “12 dicas para tornar a sua marca mais cool”, elaborado pela agência Pitanga Digital Branding, para compreender quais são os atributos em comum das marcas que se encaixam neste perfil.

Estes requisitos podem ser observados na estratégia de empresas consagradas globalmente como Nike e Apple, mas também estão presentes em marcas brasileiras, como O Boticário e Havaianas. Essas companhias perceberam que era necessário dar atenção não somente aos produtos, como também a detalhes que fazem a diferença, e conquistam os consumidores sabendo criar uma ligação emocional com os seus públicos-alvos.

Antes de tomar qualquer atitude, as empresas devem procurar compreender o que é ser cool. “O conceito tem uma elasticidade ampla de significados, podendo se referir à criação de uma identidade forte, ao desejo de se diferenciar ou à busca pela surpresa, explorando os cinco sentidos dos consumidores. Mas o valor que sobressai nesse conjunto é a procura pela contemporaneidade”, explica Beth Furtado, Sócia-Diretora da ALIA Consultoria de Marketing, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Apenas prometa o que pode cumprir
Entre os pontos abordados pelo estudo, a capacidade de identificar o fator de sucesso da marca é apontada como um dos primeiros elementos em comum. Este item está profundamente ligado à questão da originalidade e identidade da companhia. Em seguida aparece a missão básica de cumprir a promessa de entrega ao consumidor, evitando gerar frustração.

“As empresas bem sucedidas só prometem aquilo que podem cumprir. Este é, talvez, o maior desafio para as marcas. É preciso se preocupar em passar mais do que uma boa imagem, confirmando esse compromisso com ações efetivas”, ressalta Camila Pinheiro, Fundadora e CEO da Pitanga Digital Branding, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Além da preocupação com a entrega, as companhias que quiserem se destacar da concorrência e chamar atenção devem saber criar mensagens claras e desenvolver um vocabulário próprio. Um exemplo clássico – e bastante claro – é o da Apple, que usa “i” na frente do nome de todos os seus produtos. Esta iniciativa ajuda também a fortalecer e consolidar a identidade da marca.

Empresas ainda não dão atenção aos detalhes

Para ter suas marcas consideradas cool, ações estratégicas e de planejamento são necessárias, como a criação de um brand book. “Muitas empresas deixam de lado esse importante item, pagando o preço quando mudam de prestadoras de serviços, como as agências ou assessorias de imprensa, perdendo tempo ao repassar as informações aos novos parceiros”, afirma a CEO da Pitanga Digital Branding.

A atenção aos detalhes também é um fator importante e que pode ser avaliado como um diferencial das marcas consideradas cool. “Este é outro ponto em que as empresas pecam bastante. Faltam preocupação e investimentos em materiais de comunicação e fotografias, além de haver certo descaso com o design. Algumas companhias não compreenderam que estes detalhes representam a presença da marca nos diversos locais onde ela está presente”, reforça a CEO da agência.

O conhecimento da concorrência deve ser uma preocupação constante na agenda das empresas. É preciso observar os movimentos do mercado e dos players para saber como criar os elementos de diferenciação. Com base nesses dados, é possível surpreender o consumidor com experiências únicas, como no ponto de venda ou por meio da realização de eventos próprios.

Os serviços também são uma forma de agregar valor à marca e gerar experiência. Foi o que fez a Unilever para a Seda, em 2009, ao criar o Seda Urban Salon, proporcionando às consumidoras aulas sobre beleza, tratamento para os cabelos e dicas de maquiagem gratuitamente. A ação fez parte do reposicionamento de Seda e pretendia atrair a atenção do público interessado em cuidados com o visual, além de gerar interação com a marca.

Ser cool é não seguir regras


Proporcionar experiências e criar uma identidade forte, no entanto, não bastam para fazer crer que uma marca é cool. O storytelling, por exemplo, é uma ferramenta em potencial e pode colaborar no processo. Mas deve-se tomar alguns cuidados ao usar o conceito para se comunicar. “O público-alvo geralmente procura uma figura humana nas marcas para se relacionar e as empresas podem tirar vantagem disso. Apenas é preciso saber escolher a figura certa, como o fundador, pois ele resgata o passado. A escolha de outro personagem de dentro da companhia para representar a marca pode acarretar problemas caso esse funcionário se desligue da empresa”, ressalta Camila, da Pitanga Digital Branding.

Encontrar um nicho é outra ação comum às marcas cool. Elas souberam focar em determinado público para depois iniciar um processo de expansão maior. A ação permite que os consumidores ajam como influenciadores e propaguem os valores da marca espontaneamente. A partir desse momento, é preciso dialogar com a linguagem usada pelo grupo, para fazer com que a mensagem da marca seja fortalecida e permaneça por mais tempo na memória desses consumidores.

O Brasil também tem caminhado nessa direção. “Marcas como Do Bem e Chilli Beans têm realizado um trabalho interessante nesse sentido, buscando inovar dentro da categoria com atitudes que apresentem uma inquietação em relação à sua época e acompanhando as mudanças de seus targets”, exemplifica Beth Furtado.

Seguir regras, entretanto, não é um paradigma para tornar uma marca cool. “Ser cool é exatamente fugir do trivial, da rotina. É buscar a inovação a todo o tempo e surpreender os consumidores. Ser cool não implica em seguir um roteiro específico. A melhor medida para saber o quanto uma marca pode ser descolada é identificar o quanto as pessoas têm vontade de estar próxima a ela”, explica Jaime Troiano, CEO do Grupo Troiano de Branding, em entrevista ao Mundo do Marketing.

fonte: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/23471/quais-as-caracteristicas-de-uma-marca-cool-.html