"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sábado, 26 de maio de 2012

Redes sociais como ferramenta de RH

Quando se fala em comunicação interna, não se trata de algo exatamente novo. Afinal, jornais, murais e revistas são veículos utilizados há algum tempo. Contudo, o avanço das ferramentas digitais amplia o leque de possibilidades de se atingir ao público interno e, além disso, torna a CI uma via de mão dupla, por conta de um novo viés, o do conteúdo colaborativo.

 As chamadas redes sociais públicas oferecem recursos para troca de informações. Facebook e LinkedIn, por exemplo, permitem a criação de grupos com acesso restrito e, em alguns casos, atendem a necessidade da empresa de se comunicar com os colaboradores por meio digital. No entanto, o desenvolvimento de redes sociais internas próprias vem crescendo e possibilita às organizações a integração com outros canais, além de evitar que se misture questões pessoais e profissionais.

 Optem por grupos em redes sociais públicas ou por um ambiente próprio, as áreas de Recursos Humanos e Comunicação Interna (ou Organizacional) precisam ter sinergia. Para Vaneska Fogli Messa, gerente de Comunicação, Eventos, Recrutamento, Seleção, Treinamento e Desenvolvimento da multinacional MWM International, quando a divisão de comunicação vivencia a rotina da área de RH, o trabalho flui melhor, resultando num discurso uniforme.

 No atual cenário, pautado pelo surgimento de novas mídias, é fundamental que a comunicação interna, independentemente de quem a realize, esteja em sintonia com todas as lideranças. “A CI pressupõe não apenas um diálogo produtivo, mas um planejamento conjunto; um processo de tomada de decisões, que deve incluir outras instâncias da empresa que não somente as vinculadas especificamente à comunicação”, pontua Ana Lucia Campos Pita, mestre em Comunicação e Semiótica e sócia da empresa MMP Assessoria e Comunicação.

 Integração de canais 

Utilizar novos recursos como as redes sociais é interessante para que a empresa não apenas informe, mas também seja informada. Isso significa favorecer a interatividade, em prol de um fluxo de informações alinhado aos objetivos da empresa e de seus públicos. “Os benefícios das redes sociais, como ferramentas de interatividade, tornam-se evidentes, pois colaboram na construção do conjunto de valores e crenças que diferenciam uma organização das outras, criando a sua personalidade”, explica Ana Lucia.

 Segundo a especialista, é nesse momento que RH e CI precisam trabalhar de forma alinhada. Ela ressalta que o grande desafio é conseguir fazer com que as redes sociais sejam empregadas de forma estratégica e integrada, dentro de um processo de relacionamento ético, não apenas para atender à legislação, mas sendo parte integrante da cultura organizacional. Sendo assim, dá dicas para a implantação de redes sociais no processo de comunicação interna das organizações:

 1. Os colaboradores precisam ser ensinados a utilizar as redes sociais. É preciso oferecer informação durante o processo de adaptação
 2. As redes sociais precisam ser implantadas de forma estratégica, diagnosticando a real situação da empresa e o nível de cultura digital dos funcionários.
 3. A organização precisa estar preparada para entrar nas redes sociais.
 4. A comunicação interna não deve usar esse recurso apenas por modismo. Resultados consistentes e satisfatórios serão fruto da postura e comprometimento.

 Criando uma nova cultura 

 Exemplo do uso de novas mídias na comunicação interna é o Grupo Tron Informática. Compreendendo que não fazia sentido usar as redes sociais para se comunicar com os clientes quando os próprios funcionários não as utilizam, a organização disponibilizou o acesso à internet a todos os colaboradores na área de convivência. “Aos poucos, eles foram entrando no ritmo, a ponto de a empresa começar a produzir vídeos de treinamentos e eventos para postar no Youtube e a compartilhar fotos por meio do Flickr, tamanha a adesão”, conta Ana Lucia.

Mesmo assim, os gestores da Tron ainda temiam o modo como os funcionários se comportariam nas redes. Então, foi desenvolvida uma política de uso voltada aos colaboradores que ainda não haviam sido treinados.

fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/rh/redes-sociais-como-ferramenta-de-rh

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