"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!!!!



Desejo a todos um 2011 de sucesso...que para nós profissionais de comunicação seja um ano de grandes oportunidades!!!

EUA: Facebook ultrapassa Google nas visitas em 2010

O site da rede social Facebook ultrapassou em 2010 o número de visitas do Google, revelou uma investigação publicada pela Experian Hitwise.

Entre Janeiro e Novembro deste ano, 8,93% dos cibernautas activos norte-americanos acederam ao site, ao passo que o Google registou 7,19% das visitas. Seguiram-se Yahoo! Mail (3,52%), Yahoo! (3,30%) e o YouTube (2,65%).

No entanto, somadas as percentagens de todos os sites da gigante online, o Google assinala 9,85% de todas as visitas nos EUA, naquele período, o que indica um aumento de 12% sobre o ano anterior.

Quanto às buscas online, os termos mais procurados foram «facebook», «facebook login», «youtube», «craigslist» e «myspace».



*material disponível em: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=18&id_news=486011

Só para a gente entender e acompanhar o crescimento das redes sociais.

abs,

Dani Cabraíba

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Acordem as lideranças II

Maria Leonor G. Delmas

Retomando a linha de raciocínio iniciada no artigo ‘Acordem as lideranças’ sobre a sonolência das lideranças, vamos pensar em Homero, Hesíodo ou Cícero. Não eram diretores de empresas, mas sabiam que o sono impede a mente de raciocinar com clareza e, essa sonolência deixa de ser reparadora para tornar-se uma sombria ameaça.

Os grandes pensadores clássicos, com suas metáforas entre o sono e a morte permitem uma abertura para a passagem da luz da filosofia, através da qual torna-se possível entender o que é preciso ser buscado pelo mundo das organizações para que seus líderes adormecidos acordem.

Acordem e recomecem a viver.

No momento em que o ser humano tornou-se autoconsciente e passou a desprezar as explicações dos deuses do Olímpio, muitas luzes se apagaram.

Agora, na modernidade, a palavra de Zeus se faz presente outra vez. Surge como um relâmpago nas mentes adormecidas e, acordando-as, libera a percepção do quanto precisam ser cautelosas para que o mundo organizacional não se fracione tão profundamente, empurrando algumas empresas cujos líderes não acordaram, para um abismo escuro e de queda incontrolável.

Ainda calcando na Antiguidade, sabe-se que a palavra INTELIGÊNCIA vem do latim INTELEGERE, ler nas entre linhas, ou seja; perceber o que está escondido no subtexto, o que as palavras dizem sem dizer.

Sábios deuses que ligaram a leitura das entre linhas com a capacidade (inteligência) de entender o escondido texto. Uma INTELEGERE que o texto mítico carrega como contribuição na indicação do caminho para o sucesso empresarial, para a importância de que se curvem os líderes a diversidade de cada colaborador, apontando para o contexto holístico que move a alma das organizações como um todo. Palavras sagradas que colocam em altares o reconhecimento da força, poder e importância dos colaboradores na trajetória dos líderes como o derradeiro atalho para a sobrevivência das organizações em futuro bastante próximo. Escolhi para dar leito a correnteza deste trabalho a narrativa da benção dos deuses e a caixa de Pandora.

As palavras escritas e interpretadas têm minha livre narrativa voltada para o mundo organizacional na modernidade, com suas propostas, sua verdade e suas necessidades.

Cria-se uma analogia entre figuras e situações do mundo mítico e do mundo real. Transporta-se para o mundo tal releitura para o mundo organizacional. Alerta-se, através do mundo dos deuses, os líderes deste século. Constrói-se um paralelo entre deuses e líderes, entre mortais e homens força de trabalho, estes responsáveis pelo desempenho da riqueza gerada pela produção.

...Tocando o coração e a mente das lideranças.

A Deusa-Mãe deu a alguns homens a liderança de suas empresas. Isso os deixava demasiadamente intrigados, inquietos e vaidosos.

Líderes concorrentes olhavam-se curiosos e admirados, e então partiam para buscar a sobrevivência por meio da produção de riquezas e poder e, seu aumento sem medir barreiras ou atitudes para com quem, as de fato, produziam. Lentamente descobriram que essa necessidade poderia ser atendida de várias maneiras.

Certa manhã os líderes seguiram algumas teorias que acenavam com grandes sucessos e retorno produtivo bastante exuberante. Tudo isso em um cenário onde só o belo era percebido. Eles seguiram para o atraente paraíso e começaram a colher os resultados e, a agir freneticamente para que mais e mais resultados fossem produzidos.

Tal movimentação começou a sacudir as estruturas das empresas, mas, pouco atentos aos tremores não perceberam as mudanças que começavam a acontecer sob seus pés. Mas essa cegueira durou pouco. As empresas, que até então se sentiam seguras foram surpreendidas pelo estremecimento do solo. Uma fenda abriu-se no chão, e dela emergiu Pandora, com suas serpentes organizacionais: a soberba, a cegueira, sistemas administrativos incompatíveis com as exigências do futuro e, um processo de liderança aquém do adequado aos novos tempos. Os líderes estavam paralisados de medo e apreensão mas, mesmo assim, a deusa arrastou-os para Sua Aura. “Eu sou Pandora, a Doadora de todos os Presentes”. Então ela retirou a tampa de seu grande jarro.

Dele tirou uma romã (os ensinamentos para a boa convivência), que se tornou uma maçã (relações interpessoais bem elaboradas), que se tornou um limão (processos de comunicação), que se tornou uma ‘pera’ (reconhecimento das competências, seu aproveitamento e valorização).

"Eu trago árvores cheias de flores (pessoas e conhecimento) que dão muitos frutos (colaboradores comprometidos), árvores retorcidas com olivas penduradas (capital intelectual) e essa videira (saúde organizacional) que irá sustentar vocês". A deusa pegou no jarro uma porção de sementes (capital humano) as quais espalhou pelas empresas. “Eu trago a vocês plantas para construir empresas de sucesso e para curar a sono de líderes fechados em si mesmos, para aumento de felicidade e eficácia de resultados. Sob a minha superfície vocês encontrarão minerais e argilas, matéria-prima de inúmeras formas". Ela pegou do jarro duas pedras achatadas. “Atentem ao meu presente: eu trago pederneiras, com faísca brilhantes e cheias de energia”. Então Pandora virou seu jarro de lado, inundando por todas as organizações a sua graça. Os líderes banhavam-se nas cores de sua aura. “Eu trago maravilhas, curiosidade e memória. Eu trago sabedoria. Eu trago justiça com misericórdia. Eu trago laços de cuidado e de comunhão. Eu trago coragem, força e persistência. Eu trago amabilidade para todos os seres. “Eu trago as sementes da paz”.


A Caixa de Pandora e a Criação do Homem

As organizações estavam criadas. A parte ígnea, mais leve, havia se espalhado e formado o firmamento, o véu que cobriria as empresas uma a uma. O ar colocou-se em seguida: saturado nas empresas que teimavam em governar sem generosidade e reconhecimento do outro. A terra, sendo a mais pesada, o lastro para que os processos produtivos pudessem germinar, ficou para baixo e a água, símbolo da vida, representação dos estímulos e motivações para as equipes de trabalho ocupou o ponto inferior, fazendo flutuar esse universo de criadores de riquezas. E neste mundo assim criado, habitavam os líderes e os liderados. Mas faltava a criatura na qual pudesse habitar o espírito divino, o líder maior, de quem ramificasse uma sábia condução de todos os setores e pessoas ali locadas.

Foi então que chegou ao mundo das organizações o titã Prometeu, descendente da antiga raça de deuses destronada por Zeus. O gigante sabia que na terra estava adormecida a semente dos céus. Líderes haviam esquecido que sem o contingente de colaboradores não haveria produção. Por isso apanhou um bocado de argila e molhou com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o LÍDER, à semelhança dos deuses, para que fosse o mentor da sua equipe. Apanhou das almas dos chefes do passado características boas e más, animando o novo líder.

E Atena, deusa da sabedoria, admirou a criação do filho dos titãs e insuflou naquela imagem de argila o espírito, a sabedoria, o discernimento, a generosidade, a ausência de preconceitos, o sopro divino na arte de liderar.

Foi assim que desapareceram os comandantes autoritários e surgiram os primeiros líderes, que logo povoaram a terra das organizações. Mas faltavam-lhes os conhecimentos sobre os assuntos da terra e do céu, faltava-lhes humildade para reconhecerem a importância e necessidades dos colaboradores.

Vagavam sem saber a arte da construção dos relacionamentos, da agricultura do bom solo, adequado plantio para boa colheita de resultados, da filosofia para buscar o autoconhecimento e o conhecimento do outro. Não sabiam caçar talentos ou pescar o melhor que havia em cada um - e nada sabiam da sua origem divina, de seu real papel diante das pessoas sob sua responsabilidade.

Prometeu se aproximou e ensinou aos líderes todos esses segredos. Inventou o arado (recursos humanos e tecnológicos) para que o líder plantasse a boa vontade e comprometimento dos liderados, a cunhagem das moedas do respeito para que houvesse o comércio de atitudes positivas e, a escrita para melhor comunicação e a mineração para que o tesouro escondido nas mentes dos colaboradores fosse aberto ao bem comum.

Ensinou-lhes a arte da profecia por meio do estudo dos perfis e personalidades e da astronomia para um desempenho preventivo dos problemas que poderiam surgir, enfim todas as artes necessárias ao desenvolvimento da organização.

Ainda faltava-lhes um último dom para que pudessem manter-se vivos, sobrevivendo às tempestades econômicas e sociais: o fogo, a paixão pelo outro, pela organização, pela sociedade beneficiada pela produção que dela saísse. Este dom, entretanto, havia sido negado aos líderes pelo grande Zeus. Porém, Prometeu apanhou um caule do nártex aproximou-se da carruagem de Febo (o Sol) e incendiou o caule, dando aos líderes oportunidade de exercerem a tarefa para a qual estavam destinados de maneira justa, gentil, criativa, semeadora e humanizada.

Com esta tocha, Prometeu entregou o fogo para os líderes, o que dava a eles a possibilidade de gerenciar a empresa e seus liderados de forma grandiosa. Zeus, porém, se irritou ao ver que os líderes possuíram o fogo e que sua vontade fora contrariada. Líderes detentores do fogo da gerência humanizada não se submeteriam ao jugo de tiranos e ditadores. Por isso tramou no Olímpio a sua vingança. Mandou que Hefaístos fizesse uma estátua de uma linda donzela, e chamou-a Pandora - “a que possui todos os dons”, pois cada um dos deuses deu à donzela um dom. Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música. Ainda vários outros encantos foram colocados na criatura pelos deuses. Encantos esses que Pandora traria para seu encontro com as lideranças das organizações.

Zeus então pediu que cada imortal reservasse um malefício para a humanidade. Esses presentes maléficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava às mãos. Pandora, então, desceu a terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epimeteu – ‘o que pensa depois’, o irmão de Prometeu – ‘aquele que pensa antes’ e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus. Foi então que os líderes, que até aquele momento haviam habitado um mundo, aparentemente, sem doenças ou sofrimentos, viram-se assaltados por inúmeros malefícios. Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente, antes que o único benefício que havia na caixa escapasse: a esperança.

Zeus dirigiu então sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefaístos e seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o titã a um despenhadeiro do monte Cáucaso.

Mandou ainda uma águia para devorar diariamente o seu fígado que, por ser ele um titã, sempre se regenerava. Seu sofrimento durou por inúmeras Eras, até que Hércules passou por ali e viu o sofrimento do gigante. Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o cativo das suas correntes. Entretanto, para que Zeus pudesse ter sua vontade cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte. Assim, Zeus poderia sempre afirmar que Prometeu mantinha-se preso ao Cáucaso; ou seja, fracasso que o mundo organizacional, pobre de líderes com foco nas pessoas, está fadado a conviver.

Narrativas fantásticas, metáforas e analogias, a sabedoria dos antigos, recursos que permitem aos líderes do presente o alerta da necessidade da evolução de suas estratégias e atitudes.

O choque cultural da descoberta da riqueza escondida no capital humano das organizações possibilita a desmistificação de teorias da Administração que, se no passado, geraram sucesso, hoje envelheceram e, tornaram-se ineficazes. Pandora guardou a Esperança, pois sabia ser a única capaz de proporcionar a caça à saída e, consequentemente, a vitória aos atos humanos. Neste momento de tantas incertezas e receios, é preciso sair-se dos esconderijos do passado e encarar inevitável necessidade de mudanças, única possibilidade de que se alcance a sobrevivência nas empresas.

O líder dessas empresas com chance de vitória cria para sua equipe um ambiente de colaboração e aprendizagem, onde prestar atenção nas qualidades humanas de seus membros é o início da construção do diferencial competitivo.

Shakespeare pergunta em um de seus poemas barrocos “Sabe de que matéria somos feitos? Da mesma de que são compostos os nossos sonhos.” O ser humano, diferente de outros seres viventes sonha e pode realizá-los. As organizações talvez tenham parado de sonhar, tornando-se muito pragmáticas. O tempo caminhou e, implacável mostrou que sem sonhos o sucesso torna-se efêmero.

Como então solidificar posições neste mundo assombrado pela concorrência? Tornando-se maior que o todo, melhor que tudo, agigantando-se pela força de sonho do líder que, acreditando e confiando no poder do outro, sonha com ele, juntos e, assim com um sonho só, caminham a caminhada dos vencedores.
Imbatíveis, sólidos, imperturbáveis.

*material disponível no Portal Nós da Comunicação. Disponível em:http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=370&tipo=G

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

NATAL COCA-COLA




Confesso não ser muito fãs das propagandas da Coca Cola, mas quando chega o Natal... ela é imbatível...acho até que é por que a figura do papai noel que a gente conhece foram eles que inventaram...

FELIZ NATAL PARA TODOS!!!!!

Dani Cabraíba

Batalhas de Gigantes


*Clique na imagem

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Revista Comunicação 360º sobre humor no ambiente corporativo já está no ar

Gente revista Comunicação 360º saindo do forno. Sou fã da revista descaradamente....material muito bom, profissional de comunicação que se preze tem que lê Comunicação 360º e não ganho nada para dizer isso viu??? kkkkk

Desde a primeira vez que li, não consegui parar mais. Mandei buscar edições que tinha perdido e devorei a leitura, muita gente boa falando de um assunto que gosto muitoooooo COMUNICAÇÃO.


Dani Cabraiba


COMUNICAÇÃO 360º










A publicação da rede de conhecimento Nós da Comunicação, procurou abordar com leveza e sensibilidade o humor nas organizações e seu potencial para tornar o ambiente de trabalho mais agradável.

Para inspirar a elaboração da revista, foi escolhida a commedia dell’arte como metáfora. Elementos desse estilo teatral, criado na Itália do século XV, em que artistas encenavam roteiros improvisados, deram o tom.

Nas reportagens, foi dado espaço para o humor irreverente e, muitas vezes sutil, que realizado de forma inteligente pode trazer críticas construtivas e transformadoras para todos. A capacidade de rir de si mesmo e as manifestações bem humoradas de funcionários espirituosos para aliviar as tensões do cotidiano corporativo também foram destaque.

Por fim, propusemos uma reflexão sobre a felicidade possível, um tema recorrente na sociedade contemporânea. E nada melhor do que cases empresariais para exemplificar e inspirar profissionais de várias áreas.

Confira também as entrevistas com Robson Santarém, administrador e psicólogo, e Marília Lomonaco, responsável pela comunicação interna da empresa Serasa Experian, sobre a alegria que buscamos a cada dia.

Não deixe de ler também as crônicas de Malu Gallas Brasil, redatora publicitária e supervisora de criação da agência Casa do Cliente Comunicação 360º; de Jacinto Corrêa, diretor de planejamento e comunicação do Senac Nacional, e de Ricardo Benevides, coordenador do curso de Relações Públicas da Facha, ambos colunistas do Nós da Comunicação.

Acesse a versão online aqui.

*texto do portal Nós da Comunicação

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Concurso Petrobras 2011

Olá turma da Comunicação, vamos ter concurso já no começo do ano. A Petrobras já lançou o edital de seu concurso para 2011, com 2 vagas para profissionais de comunicação.

Preparem os livros e boa sorte.

Veja o edital aqui

domingo, 19 de dezembro de 2010

Twitter 'prevê' tendências de consumo

GRAZIELLE SCHNEIDER
FolhaOnline


O Twitter como ferramenta de marketing e relação com o cliente já é difundido entre as empresas brasileiras. O seu potencial na "futurologia" do mercado, porém, ainda é subutilizado. De acordo com especialistas consultados pela Folha, o microblog é uma arma poderosa para ajudar a entender o que querem os consumidores hoje, e até amanhã. A chegada do Natal e do décimo terceiro aquecem as vendas no fim de ano. O Twitter "captou" isso. Em agosto, a consultoria em mídias sociais e.Life monitorou os tuítes que continham a frase "quero comprar". Foram 15.387.

Em novembro, a empresa refez a pesquisa para a Folha e registrou 20.795 mensagens, um aumento de 35%. Entre a infinidade de produtos citados, sete aparecem mais (somando 19%): livro, ingresso, CD, roupa, DVD, celular e camiseta. E em tempos de iPad, o melhor presente parece ser o bom e velho livro, campeão de citações. Mas o estudo das mensagens permite ir ainda mais longe na identificação de tendências de consumo. Nos tuítes que mencionavam celular, por exemplo, a consultoria verificou também o interesse em contratar planos de internet e em comprar aparelhos com dois chips e capacidade maior de armazenamento.

"A partir da curva de menções ela [a empresa] pode prever ou esperar um incremento da curva da demanda. Nem todo mundo está falando, mas quem está representa intenções inclusive de pessoas que não falaram", destaca Alessandro Barbosa Lima, presidente da e.Life.


PÓS-COMPRA

Para Lima, as empresas ainda estão muito focadas no uso do Twitter para monitorar o pós-compra. "[O que] muitas vezes já significa um consumidor perdido." "Em vez de identificar quem teria necessidade de um produto, as empresas ficam só monitorando "#fail", que é falha, junto com o nome da empresa. O marketing não é para apagar incêndio", diz Martha Gabriel, consultora em marketing digital.


Para Warren Whitlock, autor de "Twitter Revolution" ("A Revolução do Twitter", ainda sem versão no Brasil), "se você esperar que o comprador o procure, já perdeu grande parte da conversa". "Ao "escutar" a conversa, você terá a oportunidade de interagir com o mercado antes de ele ir às compras. Se for esperto, não vai implorar pelo negócio ou tentar gritar a sua mensagem", afirma. A Porto Seguro é um exemplo de quem tenta exercitar a capacidade de ouvir. Além de estimular corretores a estreitar os laços com os clientes nas redes, tem um serviço de monitoração para identificar oportunidades e abordar novos clientes. "[Assim o empresário] tem mais chances de entender a necessidade do cliente e ofertar produtos assertivos", diz Rafael Caetano Tognole, gerente de canais eletrônicos.




*Material disponível em:

http://www.cidademarketing.com.br/2009/n/4364/twitter-039prev039-tendncias-de-consumo.html

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sites de descontos são estratégia de marketing para pequenas

São Paulo - Recentes no Brasil, os clubes de desconto já conquistaram muitos adeptos e estão se tornando uma nova modalidade de e-commerce e marketing para as pequenas empresas. “A grande oportunidade de negócio para o pequeno é de marketing a um preço bem pequeno”, diz Gerson Rolim, coordenador da área de micro e pequenas empresas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.

Segundo ele, os sites têm gerado muita demanda das empresas offline que não têm uma operação online. “É uma oportunidade de marketing para as pequenas empresas e também uma forma de degustar o comércio eletrônico mesmo sem ter uma loja online”, diz Rolim.

Com mais de 80 sites do tipo em funcionamento, o modelo é visto pelos especialistas como uma forma rápida e barata de marketing. “Esse é o modelo mais poderoso para as pequenas e médias empresas gerarem tráfego com um investimento pequeno”, opina Marcelo Macedo, presidente do ClickOn. Segundo ele, o site faz um trabalho de consultoria que não garante a venda, mas consegue calcular o limite de vouchers que podem ser vendidos.

“Essa é a primeira vez que de uma forma efetiva as PMEs tendem a fazer parte do e-commerce sem risco. Ela só paga se o cliente comprar. Além disso, consegue divulgação para milhões de clientes, que estão aptos à compra, com retorno garantido”, conta Daniel Funis, gerente de marketing do Groupon.

Quem já usou

Quem anuncia nesses sites não costuma reclamar. É o caso da Giuliana Flores, que fez duas ações no ClickOn com uma de suas marcas, a Cestas Michelli. “Como é uma coisa muito nova ainda, a gente ficou receoso de fazer com a marca principal, que é a Giuliana Flores. Mas vimos que funciona e já estamos negociando uma oferta com o Peixe Urbano. Fiquei com dúvida se o nosso mercado iria reagir e foi uma surpresa a reação dos clientes”, conta Juliano Souza, gerente de marketing da empresa. Segundo ele, foram vendidas 316 cestas nas duas ofertas, com um desconto de até 65% no preço original de R$ 139,80.

A empresa O Melhor da Vida, que comercializa vales-presente, também gostou do resultado da campanha nos sites. “Fizemos duas vezes no WeGO e vamos fazer mais uma no Peixe Urbano. É uma forma de mídia alternativa que segue a tendência da nova mídia. Você paga se as pessoas compram e é rápido”, explica Jorge Nahas, diretor da empresa. Foram vendidos 350 vouchers nas duas ações. “Isso traz novos clientes, novas oportunidades de trabalho. Em dois dias a audiência do site foi a de uma semana”, diz.

Cuidados e vantagens

Uma das principais vantagens do modelo é medir de alguma maneira quantas pessoas foram impactadas pela ação. “Do ponto de vista dos pequenos e médios é sensacional. Não tem que desembolsar nada, só um percentual pelo que é comprado e ele consegue ver quantos clientes atingiu”, diz Julio Vasconcelos, sócio-fundador do Peixe Urbano. Para a especialista Veruska Reina, da Virid, ações de marketing online, como as compras coletivas, valem a pena pelo custo-beneficio e pela possibilidade de medir quantas pessoas foram impactadas.

Além disso, é uma boa chance de aproveitar datas e horários ociosos no estabelecimento. “Ajuda a trazer giro para a empresa. Diluindo o custo fixo para tornar o negócio mais atraente”, explica Alexandre Umberti, diretor de marketing da Ebit, consultoria especializada em comércio eletrônico.

Mesmo com as boas perspectivas, é preciso tomar alguns cuidados antes de apostar nesta ação. “Tem que ter uma estratégia de comunicação, precisa saber o que quer. Quem entrar pelo modismo vai se decepcionar”, explica Daniel Deivisson, um dos sócios do Oferta X.

Para o coordenador da área de micro e pequenas empresas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, Gerson Rolim, o grande segredo está nas três regras do comércio eletrônico: planejamento, planejamento e planejamento. “Opere com uma margem que não atrapalhe o seu fluxo de caixa e trabalhe bem o investimento na campanha. Se você distribuir uma quantidade muito grande de vouchers e não conseguir atender todos os clientes de maneira eficiente, acaba tendo o efeito contrário. O principal objetivo, que é fidelizar o cliente, não é alcançado”, diz.

* Material disponível em:http://exame.abril.com.br/pme/noticias/sites-de-descontos-sao-estrategia-de-marketing-para-pequenas

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Twitter




Está rolando na Net umas dicas para Twitter de empresas...achei interessante e vale muito a pena conhecer. Depois não diz que não te avisei...vai ficar mais difícil de errar.

Clica na imagem e confere!








segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pollyana Ferrari: 'O comunicador precisa ser autodidata'

As entrevistas do portal Nós da Comunicação são sempre muito boas...achei essa ótima, pelo assunto e interatividade.


Dani Cabraíba


Pollyana Ferrari: 'O comunicador precisa ser autodidata'
André Bürger e Christina Lima



No chat com Pollyana Ferrari, a jornalista e doutora em ciências da comunicação pela ECA/USP e consultora web, conversou com os leitores do Nós da Comunicação sobre o uso das mídias sociais pelas organizações, portais corporativos, a força do Twitter e do Facebook no Brasil e as novas exigências na formação dos comunicadores.

Segundo Pollyana, autora do recém lançado livro ‘A força da Mídia Social’, a marca de uma empresa deve ser pensada e trabalhada 24 horas por dia. Ela argumenta que até quando um colaborador da IBM, por exemplo, está de férias ou em horário de folga, ele continua sendo funcionário da empresa. “Hoje, o público e o privado estão juntos. A marca caminha com o colaborador como uma tatuagem e vice-versa”, explica a jornalista que considera o Facebook uma importante ferramenta de CRM (Customer Relationship Management) para o século 21. “Se sua empresa não aprender a usá-lo (e ele é gratuito), estará fora. Essa rede tem mais acesso que o Google”.

Em um ano de eleições no Brasil, o assunto política e a postura dos candidatos nas redes sociais não poderiam ficar de fora. Para Pollyana, a maioria dos políticos adotou o case Obama como prática, porém não atualizou suas mensagens. “Temos velhos discursos em novas plataformas, passando a imagem de um casamento falso e arranjado”, critica.

Os participantes Phillipi Labanca (@phillipilabanca), Samantha Shiraishi (@samegui) e Marcia Ceschini ganharam um exemplar, cada, do livro 'A força da mídia social', ofertado pela Factash Editora.

Confira abaixo os destaques do bate-papo virtual.


Pesquisadora: Qual é considerada a regra mais importante no uso do Twitter?
Polly: A regra mais importante para o Twitter é ser você mesmo, ou seja, fale do que domina, conhece. Procure aproximar os seguidores. Manter a página atualizada diariamente também é fundamental.

Silvia_Azevedo: As mídias sociais tendem a facilitar a aproximação entre a publicidade e o público-alvo, devido à proximidade e à segmentação, mas exige uma forma diferente de fazer este trabalho. Não só a publicidade, como o marketing e o jornalismo estão ganhando novas "roupagens" para aderir a essas novas mídias. Pollyana, você acha que está mais fácil atingir o "cliente/público-alvo/leitor" com as mídias sociais ou esse novo cenário apenas criou um novo tipo de relacionamento entre empresas e clientes?
Polly: Muito mais fácil, tiramos a intermediação da mídia.

Marcos: Tenho especial preocupação com a capacitação dos comunicadores de hoje e daqueles que estão por vir, em meio a esse mundo de informações novas a cada dia. Como professora, a Academia vai dar conta de atender às expectativas desse novo mercado de comunicação?
Polly: A academia está tentando. A Universidade de Columbia (EUA) já tem disciplina anual de Twitter para jornalistas. Vamos caminhando. Na PUC-SP passei o primeiro semestre trabalhando redes sociais no jornalismo, mas a Academia sempre vai mais lenta. Esse é o problema.

@phillipilabanca: As mídias sociais em um momento de clímax eleitoral poderão ser relevantes a ponto de modificar um resultado ou gerar polêmica para um candidato político?
Polly: As mídias estão fazendo bom trabalho nas eleições, o problema são os candidatos pasteurizados que falam tudo igual seguindo a cartilha do marketing político.

Aldrey: Como avaliar os resultados das mídias sociais? Como conseguir mensurar se os objetivos são tão subjetivos?
Polly: Vamos avaliando quase que diariamente. Monitorar e mensurar com pesquisas mensais ajuda muito.

Demócrito: As universidades montam seus currículos com disciplinas de mídias sociais só para atender aos seus clientes. Quando na verdade deveriam refletir sobre os rumos da comunicação e não se deslumbrar diante de uma ou outra tecnologia.
Polly: Concordo contigo. Tem muito curso de MBA que não reflete nada. Esse não é o papel da universidade.

Marcos: Será que não estamos vivendo uma época de 'histeria digital', em que muitas vezes, pessoas, empresas e orgãos públicos acabam se vendo obrigados a participar de um ambiente sem ao menos saber o que ele pode propiciar de verdade?
Polly: As empresas precisam ser usuários, fazer treinamento, entender as mídias sociais e depois colocar a cara. É muito pior criar um Twitter e deixar largado ou postando press-release. Histeria digital é perfeito mesmo, vou falar disso na próxima coluna no Nós.

Mercya: Conceitualmente, redes sociais e mídias sociais são a mesma coisa ?
Polly: A sua pergunta é muito feita pra mim. O conceito de mídia social precede à internet, mesmo que não usado. Os panfletos na Revolução Francesa podem ser considerados mídias sociais, pois trata-se da produção de conteúdo de forma descentralizada e sem o controle de grandes grupos. As redes sociais potencializam isso. Raquel Recuero diz que as mídias sociais permitem a emergência das redes sociais. Sempre uso a definição dela, pois gosto muito. Grande pesquisadora na área.

rita_cassiasr: Rede social é diferente de Mídia Social? Qual a diferença principal? O excesso de mídias e de público dificulta atender a todos os públicos? Seria o caso de segmentar o público?
Polly: Ótima colocação, pois não adianta ter um cardápio enorme de presença nas redes sociais e não saber tocá-las. Escolha uma, fique forte e presente naquela e depois acrescente outra.

claudiamagnolia: Pollyana, você acredita que o brasileiro usa corretamente as redes sociais?
Silvia_Azevedo: Quais benefícios essa "força da mídia social" pode trazer à sociedade? Você acredita que existam malefícios graves advindos desta força?
Polly: O brasileiro é um apaixonado por tecnologia, saltou direto da TV aberta para a internet. Mas também, como falta educação, há muito buzz com bobagens e conteúdos pobres. Os benefícios são de aproximação dos públicos. Ouvir diretamente seu consumidor, por exemplo, no caso de uma marca é sensacional.

Camila Leite: No seu livro, você comenta sobre Gay Talese e a nova forma de se fazer jornalismo com conteúdos que propiciem o diálogo e não somente a descrição de fatos. Você pode falar um pouco mais sobre isso? Qual o exemplo brasileiro que segue mais próximo deste formato?
Polly: O portal Brasil.gov, apesar de todos os contratempos da implementação tem essa proposta, por exemplo. O governo de Sergipe com seu governo 2.0 @e_sergipe tem feito isso que Talese fala e eu coloquei no livro. Esse jornalismo aproximador.

Marcia Ceschini: Qual o maior desafio no uso do Twitter corporativo?
Polly: Marcia Ceschini, adorei sua pergunta. O Twitter é a grande vedete do momento. E sempre digo nas palestras e cursos. Se a empresa for dar o pontapé nas redes, comece pelo Twitter. Você pode usá-lo bem como SAC, gosto muito de ampliar o espectro e usá-lo para tratar da missão da empresa, falar do nicho que atua, das pesquisas da área, enfim tornar sua marca conhecida com relevância.

Camila Leite para Marcia Ceschini: Se bem usado , o Twitter pode servir como uma ouvidoria 2.0.
Polly: Pode ser usado como uma ouvidoria e funcionar. Mas precisa ter um Ouvidor de calibre, não ser o estagiário e realmente falar sobre tudo com o consumidor, sem telhado de vidro, assuntos proibidos etc.

Marcia Ceschini: Boa, nada contra estagiário. Mas deixar para eles a responsabilidade de uma mídia corporativa é complicado. Não têm experiência, nem jogo de cintura para crises, por exemplo.
Polly: Todos já fomos estagiários, tenho filho estagiário. Nada contra mesmo, mas a empresa não pode deixar toda sua estrutura, sua missão na mão do estagiário e isso ocorre direto. Vejo uns 5 casos por semana de estagiários tocando o Twitter de companhias que faturam milhões.

guga: As mídias sociais vêm de certa forma proporcionar uma igualdade na publicidade, já que espaços nas grandes mídias tradicionais são para grandes empresas?
Polly: Acredito na igualdade e na inteligência coletiva das mídias sociais. Realmente, na publicidade só foi possível com as mídias sociais, quando pulamos a agência, o mídia.

@phillipilabanca: Em uma de suas colunas você mencionou sobre a influência do HTML 5 nos vídeos das redes sociais. Ela está evoluindo?
Polly: HTML 5 é o máximo. Todo comunicador deve estudá-lo, bem como a Web 3.0 semântica. Vai ser uma revolução quando usado em larga escala.

fabirose: Quais são os melhores exemplos institucionais do uso das mídias sociais?
Polly: São tantos legais, vou esquecer de algumas empresas com certeza. Mas gosto muito da Tecnisa, Vivo, o jornal The Guardian que tem usado o twitter (@guardianeco) para falar de sustentabilidade e planeta verde. O Supremo está ótimo no Twitter, a Brasil Prev, a Nufarm do Nordeste, enfim, tem muitos exemplos.

@phillipilabanca: Gostei quando você indagou por que as ONGs não criam seus próprios canais do YouTube. Certamente teríamos mais transparência nas ações das próprias. Acha que isso pode acontecer, virar "moda" na internet... ou continuará somente para as mais famosas, como o Greenpeace e instituto Dess?
Polly: As empresas brasileiras insistem em serem tímidas no YouTube. Não entendo isso. Um canal no YouTube só tem a agregar.

Nós da Comunicação: Você diz que todo comunicador deve estudar HTML5, Web 3.0. E o que vemos é que as instituições de ensino mal estão preparadas para a web 2.0. Qual seria seu 'conselho' para o comunicador se manter atualizado?
Polly: O comunicador precisa ser autodidata. Correr atrás sem medo. Estudar, ler, se aventurar. Não tem outro jeito já que a velocidade comunicacional está 1000 vezes na frente de qualquer instituição.

Marcos: A 'histeria', de que falamos no início, tem feito com que as empresas atuem nas redes sociais, mesmo não cuidando bem da comunicação interna com seus colaboradores. O público interno, que hoje já não é nem tão interno assim, pode ser um ponto de partida importante para uma atuação mais qualificada no 'mundo externo'?
Polly: Sensacional colocação. Trabalho muito com intranets e comunicação interna e sempre digo isso. Comece em casa, ou seja, comece a agregar na intranet. TI vai brigar um pouco, mas é questão de tempo.

claudiamagnolia: Você acha que o Twitter está abafando a blogosfera?
Polly: O Twitter não abafa, ele potencializa, propaga. É uma mídia social de difusão. É para espalhar.

LuMarinho: As mídias sociais passam por um momento de adaptação, tanto para os usuários comuns, como para as empresas que visam utilizá-las como ferramenta de marketing. Passada essa fase experimental de descoberta do funcionamento ideal, e estando tanto as empresas, quanto os seus profissionais, supostamente preparados para atender a demanda deste imenso público da internet, qual será o próximo desafio a ser alcançado? Como as empresas irão lidar com o fato de que o cliente será cada vez mais parte fundamental deste processo? Podem as empresas se tornar "reféns" de seus clientes através do crescimento das novas mídias?
Polly: Sua pergunta é muito bacana. Hoje o público e o privado estão juntos. A marca caminha com o colaborador como uma tatuagem e vice-versa. Se você trabalha na IBM e está de férias, sua cognição e postagens ainda são cheias de missão e espírito IBM, por exemplo, e isso vale em qualquer segmento. Não importa que seja um post despretensioso no Facebook. É isso que os colaboradores e os gestores precisam entender. A marca tem que ser trabalhada 24 x 7, ou seja, 7 dias por semana.

@phillipilabanca: Por isso perguntei sobre a formação ideal. O mercado está absorvendo profissionais de variadas formações, porém em linha de carreira estamos engatinhando no Brasil, não? Lembrou-me sua coluna "Tempos Modernos".
Polly: Adoro essa coluna. O Brasil é líder em permanência na rede. Temos uma comunicação mais orgânica que os EUA ou a Europa, por exemplo. Somos mais criativos, mas ainda contratamos de forma fordista, preferimos os tarefeiros do que os criativos na hora do processo seletivo. Nosso RH precisa ganhar ares 2.0.

Nós da Comunicação: O artigo 'Tempos modernos', citado pelo Phillipi e pela Pollyana está neste link: http://bit.ly/7TcBw

Silvia_Azevedo: Em que a força da mídia social atinge mais a área do jornalismo?
Polly: O jornalismo precisa participar da comunicação 2.0, o editor tem que ser um bom compartilhador de conteúdos. Ele precisa ter uma visão 360º, que não tem hoje. Ainda está preso ao modelo pragmático que funcionou até os anos 80.

claudiamagnolia: Como você avalia, no Brasil, a relação entre política e redes sociais?
Polly: Os políticos, todos - de candidatos ao senado e ao planalto - adotaram o case Obama, nada contra. Mas temos velhos discursos em novas plataformas. Daí o casamento fica falso, arranjado. Se o político, por exemplo, não tuita, não adianta mentir. Fica claro nas postagens.

Camila_Leite: Você considera que vamos caminhar para o conteúdo pago? Já li sobre casos em que os conteúdos diários são gratuitos e os anteriores são pagos, em formato de assinatura. Você acha que esse é o caminho?
Polly: A questão do conteúdo pago é polêmica. Muitos se seguram nela como a única salvação e não olham, por exemplo, que o Facebook é o grande CRM do século 21. Se sua empresa não aprender a usá-lo (e ele é gratuito), estará fora. Ele tem mais acesso que o Google. Isso é preocupante, mas é real.

@phillipilabanca: O que você acha que as empresas necessitam em termos de soluções audiovisuais para os seus públicos nas mídias sociais? Pergunto devido à relevância do canal e da qualidade na geração de conteúdo.
Polly: Primeiramente, todo comunicador deveria fazer vídeos curtos e aprender a compartilhar no YouTube, Vimeo, se familiarizar com a linguagem. Assistir curtas e trailers. Entrevistas como as do Interview Project do David Lynch no YouTube são bárbaras e ótimas fontes. Segundo, encerrar aqueles canais de TV obsoletos internos nas empresas, com programas que simulam o JN e criar entrevistas curtas, no formato de documentários. Estudar documentários é fundamental.

samegui: Concordo plenamente, todos os comunicadores deveriam ao menos se familiarizar com todas as ferramentas, mas não é o que ouço dos colegas - ou já se renderam (foram picados pelo bichinho da social media) ou relutam com todas as forças a provar, com medo. Este jornalista que ainda corre em busca do furo de reportagem e tem uma mentalidade competitiva é o mesmo que não gosta que blogueiros (ou jornalistas de mídia on-line) estejam nas mesmas coletivas que eles - sabem que não vão ser tão rápidos e não entendem que são meios e formatos diferentes. Estive na terça numa coletiva que mostrava exatamente esta diferença entre os jornalistas totalmente offline, ainda no bloquinho, que não fotografam, não tuitam profissionalmente, e aqueles que assumem a postura de prestar um serviço ao leitor. Na verdade o jornalismo que fazemos na web com Twitter e blogs está muito mais próximo do rádio, não acha? E o rádio sempre existiu...
Polly: Amo o rádio. Eterna mídia do presente, do imediato.

samegui: Concordo: rádio eterna mídia do presente, do imediato... e como ele sempre existiu e não impediu o avanço dos outros veículos, nem quando passou a usar telefone celular (eu lembro disso, tá?), não há motivos para os outros se assustarem tanto com quem usa a social media como um radialista que apresenta o presente.
Polly: Não existe motivo para sustos. As mídias sociais são agregadoras, verdadeiras mamas italianas onde sempre cabe mais um prato no almoço de domingo.

Marcia Ceschini para @samegui: Eu creio que seja uma obrigação de todo comunicador. Tem muito RP ainda na fase do mural.
Polly: Marcia Cescchini, você falou tudo. O que vejo de comunicador na fase mural! O mural do século XXI é o Facebook e ele precisa entender isso.

guga: Gosto das novas mídias porque uma pessoa deixa de ser somente leitor e passa a interagir!
Polly: Você disse tudo. Sair do estado passivo para ser produtor de conteúdo foi a grande revolução das mídias sociais, todo o resto veio a reboque.

Guga: Afinal, estamos na 2.0, 3.0 ou 4.0?
rita_cassiasr: Na verdade é a web semântica logo após a web 3.0
Polly: A web semântica - tem o próprio Tim Berners Lee no comando das pesquisas do consórcio (W3C) - permite entender por tags as preferências dos usuários e cruzá-las infinitamente. A recente rede social Hunch faz isso. Vale darem uma olhada. O que ainda pega são os dialetos diferentes. Um exemplo: se você cadastra uma tag ‘chácara' no Brasil para falar do seu pequeno sítio, em Portugal será a palavra 'quinta' e assim vai.

fabirose: E como mensurar resultados e conseguir vender internamente nas empresas a proposta de investimento nas novas mídias?
Polly: Mensurar com pesquisas. A internet é fantástica para isso: você consegue medir quantos clicaram, quem eram, o que pensam, gostam, como navegam, ou seja, refazer o percurso dele e aprender com o trajeto.

fabirose: Concordo, mas a cabeça retrógrada da maioria dos gestores quer ver os resultados dessas pesquisas transformados em lucro e isso é bem difícil.
Polly: Uma dica é educar sempre. Do boy ao diretor. Compartilhar cases, mostrar quanto um Facebook lucrou, qual o modelo de negócio. Às vezes o problema está na chefia, envelhecida mentalmente, mas muitos são salvos pelos filhos. Ou no seu colega do lado. A sociedade mudou e não tem volta.

fabirose: E como fazer para aproximar o público mais idoso que nem mesmo tem contato com e-mails a esse mundo digital? Há alguma opção ou estamos falando de um canal exclusivo para as gerações mais novas? Imaginem comunicar para uma associação dos aposentados...
Polly: O case da Brasil Prev, por exemplo. Saiu de uma intranet funcionalista, com transposição de conteúdos, ou seja, pega o mural físico do elevador e coloca em PDF na intranet para um portal de compartilhamento e troca. O grande medo inicial era em relação à idade dos pensionistas, pois são mais velhos. Foi uma surpresa, eles estão conectados e amando. Terceira idade tem menos resistência do que os gestores entre 40 e 50.

Silvia_Azevedo: Isso da Terceira idade é uma grande verdade!
Polly: Temos a Universidade da Terceira Idade na PUC-SP e os participantes são ótimos, sem medo. Gostam do Facebook, usam o Orkut para falar com os netos. Eles tiraram a preocupação dos ombros e são mais leves.

@phillipilabanca: Concordo com a Silvia e a Polly. Terceira idade é igual a carro 1.0: difícil no início mas quando desenvolve, não para mais.
Polly: Adorei a analogia com carro 1.0. É isso mesmo. O preconceito e a cabeça "velha" estão na geração 60, 70 e 80. Isso é o que as pesquisas mostram.


Sobre a jornalista:
Pollyana Ferrari é jornalista, escritora, doutora em Comunicação Social pela USP, professora da PUC-SP e consultora web em arquitetura da informação e mídia social. Autora dos livros Jornalismo Digital e Hipertexto, Hipermídia.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Do que as Mulheres Gostam?

Lancei na minha turma de Mercadologia um desafio. Fazer a melhor resennha do filme de Mel Gibson e Helen Hunt - Do que as Mulheres Gostam - conectando com todos os assuntos dado em sala.

A aluna Maria Eliane Vieira Feitosa ganhou o desafio e um livro sobre Marcas e como achei o trabalho muito bom vou disponibilizar aqui.

Abs,

Dani Cabraíba


DO QUE AS MULHERES GOSTAM



INTRODUÇÃO

No filme, Nick Marshall interpretado pelo ator Mel Gibson, é um executivo de sucesso, que trabalha em uma agência de publicidade em Chicago e lida diariamente com a batalha dos sexos, tanto pessoalmente como profissionalmente.

A vida de Nick muda totalmente com a chegada de uma nova chefe para a agência, e com ela foram aderidas muitas campanhas de publicidade voltadas para o público feminino. Apesar de seu charme e sucesso com as mulheres, ele nunca deu a mínima para o que elas pensam ou dizem, mas terá que mergulhar neste novo mundo para atender às necessidades e exigências de sua chefe, mas as coisas ficam mais fáceis para ele após um acidente doméstico, onde ele acorda no dia seguinte e percebe que é capaz de ouvir tudo que as mulheres pensam e sentem.

Primeiramente ele passa a usar de seus poderes para agradar a sua chefe Darcy McGuirre, interpretada pela atriz Helen Hunt. Motivado pelo seu poder, ele começa a roubar as idéias da sua chefe querendo levar vantagem nas campanhas e desafios da empresa, mas as coisas mudam quando ele percebe que está totalmente apaixonado por Darcy.

DESENVOLVIMENTO

1. O que é Mercadologia?

É o conjunto de atividades que visam orientar o fluxo de bens e serviços do local onde são gerados para os consumidores ou usuários. Em sentido mais restrito, é o conjunto de técnicas coordenadas que permitem a uma empresa conhecer o mercado presente e potencial para determinado produto com a finalidade de maximizar o volume de vendas. Nas empresas que trabalham para clientes certos e nos monopólios, a mercadologia tem importância secundária, mas quando a empresa produz para o mercado, precisa prever o que, quando, onde, com que imagem, em que quantidade e a que preço será possível colocar o produto.

1.1 Mercadologia

Diante do fenômeno da globalização, as organizações estão mudando os seus princípios, inovando, buscando novas tendências mercadológicas e tecnológicas tornando seus serviços obsoletos muito rapidamente e focam a inovação. Para tal mudança comportamental exige-se muito conhecimento, competitividade e atuação de altos executivos e dos demais colaboradores da organização. O envolvimento neste processo requer liderança para lidar com um ambiente totalmente volátil, controlar recursos humanos motivando-os sem gerar apreensão que é causada em todo momento de mudanças.

A crescente evolução mercadológica faz com que os profissionais ligados à produção e comercialização de qualquer produto, acompanhem este desenvolvimento. Dentro das organizações não é diferente, pois os profissionais estão constantemente em busca de informações que possam valorizar ou promover crescimento em todos os níveis. Baseado em Abraham Maslow, em seus estudos da Teoria da Motivação Humana, podemos claramente identificar no personagem de Mel Gibson sua busca pela auto-realização, um cargo de chefia em seu departamento, no caso, o de criação de uma grande agência de propaganda. Esse é o agente motivador deste profissional que depois de superar as necessidades primárias, que agrupa as fisiológicas e de segurança, na Pirâmide de Maslow, passando às secundárias, sociais e estima, enfim o personagem busca o topo da pirâmide.

1.2. Comportamento do Consumidor

Os consumidores compartilham modelos mentais que determinam como percebem os produtos, as marcas e as empresas.

No filme, Mel Gibson ganha poderes e passa a ouvir os pensamentos de todas as mulheres. Aquilo o perturba de tal maneira que ele procura ajuda de uma mulher, psicóloga, que o responde: “Se os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus, então você fala venusiano.” essa conversa se resume a uma só coisa: a linguagem. Não se trata apenas do quê você diz, mas de como você fala. Entender o consumidor é essencial para que você saiba a forma de falar com ele e aí, sim, convencê-lo, surpreendê-lo na língua dele, de que seu produto vale a pena.

1.3 Pesquisa de Mercado

Uma agência de propaganda se destaca com a capacidade de criação de seu pessoal, o que determinamos como capital humano. Entretanto é com a prospecção que obtém o crescimento financeiro desejado e isso normalmente está a cargo do pessoal de atendimento desta agência. Logo que assume o cargo, a nova diretora de criação estabelece um trabalho em grupo, que estimula a atividade interpessoal proporcionando o estímulo da criatividade através de uma visão enquanto consumidor. O filme oferece ainda percepções preciosas e incomuns, tanto a respeito da maquiagem psicológica das mulheres consumidoras, quanto dos dados demográficos que qualquer pessoa que trabalhe no mercado precisa saber para ter condições de executar estratégias de marketing nesse desafiador ambiente econômico.

“Quando conseguirmos entender a visão de valor que o consumidor desprende para com o produto, podemos oferecer exatamente o que ele quer”.

A mulher é responsável pela maioria das compras em uma grande parte do mundo. Justamente no momento em que os executivos conseguiram compreender a tecnologia, descobrem que há ainda outra habilidade de que irão precisar: compreender as mulheres. Isso nem sempre é fácil, como foi visto no filme. O sexo é o determinante mais poderoso de como a pessoa vê o mundo e tudo que ele contém. É mais forte que idade, renda ou raça.


1.4 Marca e Posicionamento

Ainda explorando a história, neste filme a busca por um cargo de chefia por parte de Nicky Marsal, personagem de Mel Gibson, desencadeia uma série de ações que modifica todo o ambiente organizacional da agência.

O marketing pessoal está presente em cada cena do filme, podendo mencionar o thriller mostrando a história de vida de seu personagem principal, bem como na apresentação da nova diretora de criação da agência como ganhadora do principal prêmio da categoria. Pode-se aplicar este exemplo e outros, onde ações de marketing são desenvolvidas no decorrer da história com destaque para a capitação de novos clientes.

1.5 Segmentação

Niky, personagem de Mel Gibson, foi buscar entender o universo feminino e depois de um acidente passa a ouvir os pensamentos, exatamente dos consumidores que deseja atingir.

A partir do momento que ele se entrega ao mundo feminino, mesmo que em conseqüência de seu acidente, tudo fica mais fácil, pois ele se envolve com os problemas, dúvidas e principalmente passa a entender as verdadeiras necessidades das mulheres, isto faz com que ele tenha idéias inovadoras para conquistar o seu objetivo através do planejamento estratégico.

Após o acidente o ator acorda com a capacidade de escutar os pensamentos femininos e começa a agir, conforme seus pensamentos. Na realidade, como esse dom não acontece, o líder deve utilizar seus conhecimentos para alcançar os objetivos propostos pela organização. O líder deve renunciar o papel autoritário e desvendar seus olhos diante da nova tendência, na qual se confronta com as diversas situações da organização.

O foco no cliente, redirecionado para o público feminino, a pesquisa de marketing, como instrumento para o desenvolvimento das peças publicitárias. O levantamento das necessidades dos stakeholders e a modificação nos padrões de relacionamento com os clientes internos e externos para aproximar dos objetivos da organização, o conceito da história é a busca pela compreensão do que se passa com o nosso consumidor, para isso devemos entender seu comportamento.

No filme percebe-se que o ator busca a todo instante estabelecer regras para melhor entendimento e compreensão do comportamento dos consumidores. A necessidade de captação de novos clientes se dá a partir da estratégia de crescimento financeiro, que permiti manter custo com um investimento em material humano sendo possível produzir mais. No filme, A necessidade de identificar a segmentação de mercado com foco no cliente de sexo feminino foi o que determinou a contração de uma diretora de criação. O diretor presidente da Agência de Propaganda Sloan Curte, discursando na apresentação de sua nova diretora de criação Darcy Maguiret, interpretada por Heln Hunt, além de destacar a capacidade de liderança de sua nova contratada o executivo cita a empresa como destaque nas ações estratégicas no ramo que atua.

O constante crescimento do consumo de bens e serviços pelo público feminino é um fenômeno muito discutido, e ainda sem final determinado, tem oportunizado faturamentos recordes das empresas que optaram pelo foco neste público.

1.6 Mix Mercadológico

Em tempos, a organização tornou-se uma empresa mais flexível, com redução dos seus níveis hierárquicos, assim é vital que a organização almeje alinhar sua cultura ao novo contexto, sobretudo procure estabelecer mudanças necessárias como resposta imediata a esta solicitação do mercado, abrindo portas para a comunicação direta e para o trabalho em equipe, proporcionando maior envolvimento dos colaboradores e criando uma cultura organizacional voltada às necessidades da empresa. Empresas com este modelo obtém resultados multidisciplinares caracterizando-se pelo domínio do conhecimento e não exclusivamente pelo poder de autoridade.


A busca da excelência se sobressai quando é embasada no comprometimento dos líderes e de seus colaboradores.


1.7 Tangibilidade

No final do filme, o ator começa a entender melhor sobre a intimidade das mulheres e começa a modificar seu estilo de vida. No contexto atual, o líder deve entender sobre todo o processo que concerne o ambiente onde está inserido e modificar algumas atitudes que não estiverem sendo benéficas para o sucesso organizacional. Se o seu estilo de trabalho não for condizente com o que o mercado precisa, deve desenvolver habilidade e buscar melhorias para melhor desempenho de suas funções.

Pode-se perceber esta insegurança e apreensão do ator, pois no momento em que surge uma nova chefe com idéias totalmente contrárias aos seus princípios, interesses e valores, ele se sente ameaçado, mesmo porque ele entende que ela roubou o cargo que seria para ele.

CONCLUSÃO

Para acompanhar as constantes mudanças no mercado, é premente a adesão de estratégias de desenvolvimento que sejam eficazes na solução de questões que se deparam diante da emergência deste novo cenário. Os resultados mais relevantes do presente trabalho referem-se à estreita interligação e interdependência entre a comunicação interna, a cultura organizacional e os processos de mudança na vida das organizações. Portanto, ações que envolvam qualquer uma dessas variáveis deverão levar em conta as demais. A sustentabilidade organizacional somente será alcançada se as ações dos líderes forem fundadas em fatores articulados de decisões, estratégia, competência, ação e planejamento. Neste contexto, a importância do líder na eficácia dos resultados de uma organização ganhou, nas últimas décadas, grande relevância.


O desenvolvimento do trabalho levou à constatação de que o planejamento e gestão são fatores-chave no sucesso dos negócios reforça a cultura organizacional e impulsiona os processos de mudança. À medida em que a capacidade de mudança se configura como uma condição para que as empresas mantenham ou alcancem a vantagem competitiva, e que esta capacidade depende dos executivos, líderes e de seus colaboradores, devemos considerar o impacto entre as inovações e ao novo modelo de administrar. Uma organização que possua uma cultura organizacional aberta e orientada para a mudança, além de se tornarem mais ágeis e eficazes, terá maior facilidade em se renovar, criar, inovar e acompanhar as tendências de ponta.


Concluiu-se que, com o objetivo de conciliar os interesses das empresas e de seus líderes devem cada dia buscarem o trabalho em equipe com liderança, confiança, motivação e comprometimento. A soma dos interesses individuais será justamente o interesse coletivo representado pela missão da organização como instrumento produtivo. De acordo com o filme, nota-se na história correlacionada com nossos estudos que os objetivos foram atingidos. Recordamos que no início do filme durante a posse da nova diretora da agência, o diretor d empresa objetivou a captação de novos clientes o que aconteceu. Um dos principais objetivos seria trazer de volta o orgulho de ter uma visão estratégica diferenciada dos concorrentes. Uma visão holística dos acontecimentos que experimentamos no filme Do que as mulheres gostam.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Marketing Direto Digital

Marketing Direto Digital
Se a sua empresa disparar emails para todos terá alguns problemas.

Sandra Turchi


Como você já notou seus clientes são diferentes, alguns consomem mais do que outros, ou consomem com maior frequência, sendo assim é crucial saber detectá-los claramente para conhecer melhor quem são os mais rentáveis e atendê-los de forma satisfatória, como também identificar futuros clientes que tenham esse mesmo perfil. Isso já era uma prática utilizada há tempos pelos experts em marketing direto e que também se aplica muito bem no universo digital.

Veja, o caso de campanhas de email marketing, tão utilizadas e tão lucrativas. Se a sua empresa disparar emails para todos terá alguns problemas: poderá ser acusada de Spammer, ou seja, um disparador de SPAMs, e poderá receber punições por isso (conheça as regras no site do CAPEM - código de auto-regulamentação do email marketing), poderá saturar sua base de contatos, oferecendo ofertas que não são do interesse deles e, além disso, você jogará dinheiro fora, pois custa mais caro alcançar milhares de pessoas que não são potenciais compradores dos seus produtos. Sendo assim, é melhor identificar os seus bons clientes e, a partir daí, os "prospects" corretos, ou seja pessoas que tenham um perfil próximo ao daqueles seus bons clientes e que terão, com isso, maiores chances de consumir os seus produtos ou serviços.

Para isso é fundamental a empresa construir sua própria base de clientes, pois auxiliará nas etapas de análise que virão a seguir. Se a empresa não conhecer quem são os seus clientes, quem os conhecerá? Portanto, mãos à obra, mesmo que você não disponha de boa tecnologia é possível iniciar com soluções caseiras mesmo, não importa. O que é inadmissível é sua empresa tratar sua base de clientes de forma displicente, pois ela é o bem mais valioso que possui, lembre-se disso!

Para tratamento posterior desses dados, de forma que se possam identificar novos clientes com o mesmo perfil dos "bons clientes", baseado no seu histórico e fazer uma segmentação adequada há empresas que possuem sistemas específicos que poderão ajudá-lo a trazer muito mais inteligência ao seu negócio e às suas campanhas. São chamados "Marketing Services", que entre outras atividades, executam essa tarefa de "prospecção" qualificada, pois se utilizam de uma série de estatísticas para definir apropriadamente esses grupos de consumo.
Outro caminho que cresce cada vez no marketing direto digital é o uso dos celulares, pois não há nada mais direto para alcançar determinado cliente do que esse meio. São diversas as possibilidades para se fazer mobile marketing, porém, esse tema será tratado em futuros artigos.
Além dessa preocupação com o tratamento dos dados, para que se possa ser mais assertivo nas campanhas, há alguns outros pontos que serão úteis. Dicas práticas: 1) encontre sua audiência - conforme descrito acima; 2) crie um sistema (ou use um que já existe) para se comunicar com ela de várias formas; 3) crie conteúdos novos e de grande valor, com foco no seu público-alvo e 4) mensure sempre os resultados, para aprimorar a cada nova campanha.

Com essas ações você terá maiores chances de gerar o tão visado "engajamento" dos seus clientes, que é esse envolvimento do consumidor com sua marca, esse alinhamento de interesses, essa proximidade, que faz com que os clientes além de consumirem os seus produtos passem também a indicar e até mesmo defender a sua empresa, quando preciso. Claro que nada disso é simples e trivial, mas se sua empresa não começar, nunca poderá saber se traz resultados efetivos ou não!

*Material do site Cidade Marketing, disponível em: http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/100/marketing-direto-digital.html

sábado, 4 de dezembro de 2010

10 ótimas razões para mensurar a satisfação interna

Por Patrícia Bispo

Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e
www.guiatamandare.com.br.


Não existe algo mais arriscado para um dirigente organizacional do que desconhecer a realidade que está além das janelas e da porta do seu confortável escritório. Para muitos, as suas empresas são restritas às salas onde ocorrem as longas e exaustivas reuniões estratégicas e às conversas que podem gerar novos contratos. Contudo, para que as ações aconteçam e os acordos sejam cumpridos é indispensável que a empresa conte com o comprometimento dos profissionais dos mais variados níveis. Isso, por outro lado, só ocorre quando a alta direção reconhece que sua companhia é formada por pessoas que podem ou não estarem motivadas. Por isso, mensurar a satisfação interna é algo que não deve ser relegado a um segundo plano ou lembrado apenas quando o barco está preste a afundar. A seguir, confira boas 10 razões para se mensura a satisfação interna.

1 - Atração e retenção de talentos. Esse é um dos primeiros fatores para que a empresa realize, periodicamente, a mensuração de satisfação interna. Afinal, quem gostaria de ingressar ou permanecer em uma equipe, onde a grande maioria dos profissionais está estressada, apresenta péssimo humor e só fala "mal" de tudo e de todos?

2 - Vale lembrar que pela realização de uma pesquisa de clima, por exemplo, a organização tem a chance de identificar quais os fatores que promovem o esfacelamento das equipes, principalmente, aqueles que são agentes causadores de conflitos.

3 - Quando a empresa promove uma pesquisa de clima organizacional e usa essa ferramenta de forma adequada, inclusive, utilizando seus resultados para promover mudanças positivas, os profissionais sentem-se valorizados. Afinal, eles foram ouvidos e suas opiniões são importantes para a organização. Quando isso ocorre, o colaborador percebe que ele não está ali por acaso, mas que sua atividade é valiosa para o negócio.

4 - Através da mensuração do clima interno é possível identificar os pontos fortes, os que precisam ser trabalhados e até os que necessitam ser substituídos com de imediato. Além da economia de "cifras" para a companhia, os profissionais são poupados de situações desgastantes e a obtenção ou a superação de resultados torna-se mais focada.

5 - Uma vez identificado os pontos fracos e os que precisam ser substituídos, a empresa tem a chance de investir em ações eficazes, que gerem resultados mais significativos e, em alguns casos, em um tempo menor do que o esperado. E todos sabem que otimizar tempo no dia a dia corporativo, é um diferencial para ações estratégicas.

6 - Ao se preocupar como está o clima interno, a companhia abre as portas para ficar mais próxima dos funcionários. Quando isso ocorre, as chances de fazer com que os profissionais vistam a camisa da empresa tornam-se maiores e o comprometimento torna-se uma consequência natural.

7 - Muitas vezes, as organizações oferecem salários atraentes, benefícios diferenciados, mas perdem profissionais para a concorrência. A questão sempre surge: Por que isso acontece com frequência? A resposta para essa indagação pode ser encontrada, quando a companhia preocupa-se com os percentuais de satisfação interna.

8 - A mensuração do clima interno traz outro benefício significativo para a empresa: se em uma pesquisa abre espaço para questões abertas, onde os profissionais podem apresentar sugestões, ideias, informações, é possível que surja algum fator ou um diferencial que faça a organização otimizar processos e reduzir custos.

9 - Ao avaliar o clima interno, a empresa tem a chance de identificar quais os gestores que são condizentes com seus valores corporativos e quais os pseudolíderes que só exercem o autoritarismo e contribuem para o aumento dos percentuais de turnover.

10 - A empresa que conhece o clima que em vivem seus colaboradores, também é capaz de identificar onde e como investir no talento dos profissionais, inclusive no que se refere ao desenvolvimento e à melhoria da qualidade de vida no trabalho. Isso porque ao ser ouvido, o colaborador revela quais seus sonhos pessoais e profissionais que o farão permanecer ou procurar novos desafios.
*Material disponível em:
http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Dicas/6913/10-otimas-razoes-para-mensurar-a-satisfacao-interna.html

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dia Nacional das Relações Públicas

Gente tenho o MAIOR ORGULHO DE SER RELAÇÕES PÚBLICAS, e comemoro o dia 02 de dezembro com muito gosto.



PARABÉNS AMIGOS RRPP!!!


Dani Cabraíba



Que dia é hoje?



Que dia é hoje? Hoje é dia 2 de dezembro. No calendário geral de datas comemorativas verifica-se que no dia 2 celebra-se o dia Internacional para Abolição da Escravidão (ONU) (1949); do Advogado Criminalista, da Astronomia, da Pátria dos Emirados Árabes Unidos (1971), Nacional do Samba, do Sambista, do Pan-Americano da Saúde, do Cronista Esportivo, do Serviço de Saúde da Aeronáutica, da Santa Viviana, de São Cromácio, do nascimento de D. Pedro II (1825), e, em especial, no dia 2 dezembro é o Dia Nacional das Relações Públicas.

Por que eleger o dia 2 dezembro? Qual teria sido a origem dessa data? Teria sido por causa do primeiro curso de Relações Públicas no Brasil? Teria sido pela regulamentação da profissão? Ou, ainda, teria sido em virtude do primeiro livro brasileiro sobre relações públicas? Até poderia ser. Mas o primeiro curso de Relações Públicas no Brasil foi implantado na Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo (ECA/USP) em 15 de junho de 1966. A divulgação do Decreto n° 63.283, em 26 de setembro de 1968, regulamentou a Lei n° 5.377/67, de 11 dezembro de 1967, que regulamentou a criação dos Conselhos Federais e Regionais de Relações Públicas. Já o primeiro livro foi publicado em 12 de setembro de 1962, em São Paulo, por Cândido Teobaldo de Souza Andrade, com o título “Para Entender Relações Públicas”.

A escolha de uma data é sempre representativa em relação a uma categoria profissional, a um fato marcante na vida de um país, de um Estado, até mesmo um acontecimento que lembre um momento histórico, por exemplo. O dia 2 dezembro, é o Dia Nacional das Relações Públicas, instituído e sancionado pelo Decreto-Lei nº 7.197, de 14 de junho de 1984. O autor do Projeto de Lei da Câmara n° 75, de 1980, foi o deputado e sócio da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), Divaldo Suruagy. Essa data estabelecida é declarada em função do Patrono Nacional das Relações Públicas, Eduardo Pinheiro Lobo, nascido em Penedo, Estado de Alagoas, em 2 dezembro de 1876, e falecido em São Paulo, 15 de fevereiro de 1933. Lobo ficou conhecido como o “pai das relações públicas” por ter sido o primeiro no Brasil, em 1914, a criar e gerenciar um departamento de Relações Públicas na The São Paulo Tramway and Power Co. Limited, a Companhia Paulista de Energia Elétrica Ligth. Publicou em 30 de janeiro de 1914 o “Aviso Geral” que criava o Departamento de Relações Públicas da empresa, setor especializado para cuidar do relacionamento com os órgãos da imprensa e com os poderes concedentes. Redigiu o aviso em inglês, como era usual na época e por se tratar de uma companhia canadense, mas destaca-se que Relações Públicas foi escrito em português, e talvez também tenha sido essa a primeira vez que a palavra foi escrita em português no Brasil. O documento pode ser considerado como a “certidão de nascimento das Relações Públicas no Brasil” e foi assinado por W.G. MacConnel, o então assistente do Superintendente Geral daquela companhia.

Há 25 anos o “Dia Nacional das Relações Públicas” faz parte das comemorações de entidades de classe, professores, acadêmicos e profissionais. O curso de Relações Públicas da Universidade do Vale do Itajaí, pioneiro no Estado de Santa Catarina, criado em 1997, expressa por várias ações de divulgação a comemoração dessa data, pois considera importante legitimar a profissão e solenizar a data.

Mas, o mais formidável, é que nesse dia, em todo o território nacional, profissionais se abraçam, cumprimentam e parabenizam-se com objetivo de legitimar e dar visibilidade e credibilidade à profissão de Relações Públicas.

João Carissimi,
relações-públicas, Conrerprssc nº 969

disponível em:
http://rpnarede.wordpress.com/2010/12/02/dia-nacional-das-relacoes-publicas-3/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Joaquim Kavakama fala sobre a aplicação do índice de Felicidade Interna Bruta nas empresas

Gosto muito desse assunto, por que muitas vezes a alegria nas organizações é vista como coisa ruim, já passei por isso, e é muito constragedor ser recriminado por ser feliz. VIVA A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES.
Danielly Cabraíba


Joaquim Kavakama fala sobre a aplicação do índice de Felicidade Interna Bruta nas empresas


Christina Lima



Criado na década de 70 no Butão, o indicador de Felicidade Interna Bruta (FIB) surgiu como uma alternativa ao Produto Interno Bruno (PIB) no cálculo de desenvolvimento de uma nação. O conceito engloba nove pilares: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, saúde eficiente, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico. O método desenvolvido nesse pequenino reino no Himalaia chamou a atenção de outros países e também do mundo empresarial, que passou a incorporá-lo em processos de gestão.

O engenheiro Joaquim Kavakama, superintendente Geral da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), empresa de processamento de transferências interbancárias, é um entusiasta do índice. Para o executivo, um dos méritos do FIB aplicado às empresas é “ampliar a consciência individual e coletiva oferecendo conceitos e práticas embasadas em conhecimento científico, que provocam reflexões na vida pessoal, profissional e comunitária”. Essa entrevista é parte de uma das reportagens da próxima edição da revista Comunicação 360°, que vai explorar a importância do humor no ambiente corporativo.

Nós da Comunicação – O direito à procura da felicidade é uma tradição da Constituição norte-americana. No Brasil, o PEC da Felicidade propõe a alteração do artigo 6º da nossa Constituição, que trata dos direitos sociais, acrescentando que a sua obtenção é algo essencial para a busca da felicidade. O Felicidade Interna Bruta (FIB) é um indicador originário de uma decisão governamental no Butão. Como algo de cunho tão particular pode ser institucionalizado por autoridades e por lideranças nas empresas?


Joaquim Kavakama – Para a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), que busca continuamente e de forma autossustentável prover o sistema bancário e os seus clientes com serviços e soluções inovadoras e seguras, o Desenvolvimento Humano é muito importante. Por isso, investe em programas de capacitação enfatizando a aprendizagem coletiva. Os funcionários adotam algumas práticas antiestresse do FIB, aplicado pelo Instituto Visão Futuro.

Nós da Comunicação – De que forma a disseminação de um bom clima organizacional e do bom humor em uma empresa pode ser uma via de mão dupla, partindo não apenas da chefia, mas também dos funcionários?


Joaquim Kavakama – O clima organizacional é um fator importante em todas as relações e atividades. Na CIP, não é diferente. Todos nós convivemos com diversos agentes estressores no nosso cotidiano, em especial numa metrópole como a capital paulista. No trabalho, alguns deles são prazos de projetos, responsabilidade regulatória e produtividade. À medida que temos consciência de que a nossa capacidade de cuidar do bom humor é que potencializa a capacidade coletiva de sermos mais criativos e produtivos, tudo fica mais satisfatório.

Nós da Comunicação – Você acredita que um recurso como o FIB pode ir além de um índice para se tornar um catalizador de mudanças pessoais?

Joaquim Kavakama – A essência do FIB é ampliar a consciência individual e coletiva oferecendo conceitos e práticas embasadas em conhecimento científico, que provocam reflexões na vida pessoal, profissional e comunitária. Ou seja, à medida que fazemos as escolhas e nos comprometemos com seus impactos teremos consciência da nossa capacidade de beneficiar os ambientes no qual convivemos e, por consequência, a nós mesmos.

Nós da Comunicação – Segundo o FIB, a ideia de progresso é dividida em nove dimensões: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, saúde eficiente, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico. No mundo das empresas, esse ‘bem-estar psicológico’ se refletiria no bom humor no trabalho?


Joaquim Kavakama – Em toda dinâmica de grupo é importante que o trabalho tenha um significado individual e coletivo, que inclui o equilíbrio de papel profissional, pessoal, familiar, cidadania etc. O comando e a validade das ações são escolhas da própria pessoa, seja para disseminar o bom ou o mau humor, por exemplo. Eu diria que vai além do bom humor, que é um ingrediente importante sem dúvida. É estar bem consigo mesmo, alinhando os objetivos e valores pessoais aos objetivos e valores da empresa. Ao se ter este tipo de alinhamento, o ser humano pode se desenvolver de forma integral no trabalho e transformá-lo em um amplo campo de aprendizado para seu desenvolvimento como profissional e humano. Ter relações dignas com os colegas e respeitar a diversidade também faz parte do bem-estar psicológico. Provê uma base de confiança para relações e interações maduras.


Nós da Comunicação – Como cultivar o bom humor em tempos de crise? É possível manter uma equipe com espírito elevado quando uma empresa passa por dificuldades financeiras ou quando, por exemplo, em uma fusão colegas são demitidos?


Joaquim Kavakama – Historicamente temos inúmeros casos de empresas que tiveram líderes e liderados que souberam, em meio a crises, inovar e ativar a criatividade para reverter casos de dificuldades financeiras e emocionais em práticas de sucesso. Na maioria deles, o que podemos aprender é que o otimismo, a crença de mudanças internas e externas e o tratamento com dignidade estavam entre as principais atitudes. E justamente as atitudes é que fazem a diferença nestes momentos.


Nós da Comunicação – Até que ponto os profissionais de comunicação são importantes na disseminação de práticas mais ‘humanistas’ nas organizações? Os novos canais de mídia digital podem ser considerados ‘aliados’ no processo de comunicar e aglutinar pessoas em torno de um mesmo objetivo?


Joaquim Kavakama – Nunca se teve tanto acesso à informação como nos dias atuais. Os assuntos mais diversos são abordados e colocados à disposição de toda a população mundial. Nas empresas, o conhecimento é cada ver mais valorizado. Por isso os profissionais de comunicação, que têm múltiplas formas de captar informações, comunicar e transformar informações como alicerce para diversas áreas, são cada vez mais requisitados e se utilizam fortemente dos novos canais de mídia, principalmente a digital. Com certeza as mídias digitais são aliadas importantes no processo de disseminar estes conhecimentos.


Nós da Comunicação – Organizações que semeiam e estimulam o bom humor no ambiente de trabalho colhem que tipo de resultado?


Joaquim Kavakama – Na CIP este bem-estar pode ser traduzido no empenho constante para a mudança de modelos mentais, na liderança da própria vida, no trabalho cocriativo e na conquista de resultados significativos e sustentáveis. A produtividade e a qualidade dos resultados excedem as expectativas. Só para citar um exemplo, depois de implantar o DDA, Débito Direto Autorizado (outubro de 2009), em apenas 11 meses, achávamos que havíamos logrado excelente marca. Porém não imaginávamos que apenas sete meses depois quebraríamos este recorde. O último projeto que fizemos e que implantamos em 1º de julho deste ano, em produção, foi feito em apenas dois meses e meio.

*Material do portal Nós da Comunicação, disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=371&tipo=E

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Por que Comunicação?

Gente não tem maneira melhor de mostrar a importância da comunicação do que esse vídeo.

Muito bom mesmo!!!




Aproveitem

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mirian Goldenberg: ‘A risada é uma forma de comunicação importantíssima para a cultura brasileira’

Adorei essa entrevista, é realmente a forma que vejo as coisas. Há que recrimine uma boa turma que dá muita risada durante o dia, eu acredito que essa turma só tem a produzir mais e melhor.


Dani Cabraíba


Mirian Goldenberg: ‘A risada é uma forma de comunicação importantíssima para a cultura brasileira’

André Bürger

Homens e mulheres: universos completamente diferentes em diversos aspectos, inclusive na forma de lidar com o humor e a felicidade. Que o diga a antropóloga e escritora Mirian Goldenberg. A pesquisadora atualmente realiza o estudo ‘A cultura da risada’, uma análise sobre o riso e seu papel nas relações e no comportamento de ambos os sexos perante amigos, familiares e no ambiente profissional.

Em entrevista ao Nós da Comunicação, a professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) falou sobre a importância de se buscar a felicidade, principalmente por parte das mulheres, muitas vezes pressionadas pelo mercado de trabalho e pela sociedade.

Mirian, autora dos livros 'Toda mulher é meio Leila Diniz' (1996) e 'De perto ninguém é normal' (2004), ambos publicados pela editora Record, comentou também que, atualmente, muitos profissionais estão procurando atividades e empregos que realmente lhes deem prazer, deixando o salário como questão secundária. Essa entrevista foi concedida para uma reportagem sobre a felicidade possível, a ser publicada na edição nº 15 da revista Comunicação 360º.


Nós da Comunicação – Em sua opinião, o que é preciso para ser feliz?
Mirian Goldenberg – A primeira coisa é entender que risada e felicidade não estão interligadas. O que percebo nas minhas pesquisas é que as pessoas que se aceitam mais e são mais apaixonadas pelo que fazem, seja no trabalho ou no cotidiano, são mais felizes. Outra característica é que essas pessoas não ficam se comparando tanto com os outros ou com seus bens. Ressalto que a aceitação não é no sentido passivo. Na verdade, é uma aceitação apaixonada pela própria vida.

Nós da Comunicação – Consultores costumam dizer que devemos fazer aquilo que realmente nos dá prazer. Será que muitas vezes, devido às questões financeiras, não deixamos essas profissões de lado para garantir um salário ao final do mês?
Mirian Goldenberg – Tenho observado, por meio das pesquisas realizadas, uma tendência dos entrevistados em procurar fazer aquilo que realmente sentem prazer. Outra atitude é colocar o mínimo de energia naquilo que as pessoas não extraem prazer, realizando o trabalho de forma bem feita mas burocrática para, no tempo livre, fazer o que realmente gosta; seja escrever um livro, dar palestras etc. Percebo também, além desses dois movimentos, profissionais tentando buscar alegria naquilo que fazem e valorizando menos o dinheiro.

Nós da Comunicação – Em recente seminário na UFRJ, “Ser Feliz hoje: um imperativo à felicidade”, falou-se bastante em um conceito de felicidade preestabelecido pelo mercado. Esse tipo de imposição não acaba atrapalhando nossas buscas pessoais?
Mirian Goldenberg – Nos últimos dois meses, se não me engano, foram realizados cerca de cinco ou seis seminários sobre felicidade. Eu cheguei a participar de quatro. O termo está, mais do que nunca, em moda. Isso significa que as pessoas querem discutir sobre isso e estão desejando encontrar uma felicidade própria. É como se houvesse uma ruptura com aquele modelo de obrigações sociais. Agora, esses homens e mulheres estão se perguntando o que realmente querem fazer. E elas querem ser felizes.

A mídia e o mercado refletem esse desejo. Talvez porque essas pessoas ainda não saibam o que é ser feliz ou não queiram usar comprimidos e drogas para ser feliz. Mas é um anseio muito presente em toda cultura ocidental. Não acredito que seja algo artificial provocado pelo mercado. Eu inverteria a equação. O mercado é que responde às demandas da sociedade.

Na minha pesquisa, aparece outra categoria chamada liberdade, algo que as mulheres também estão buscando. Lógico que o mercado e a mídia podem usar anseios, mas tenho minhas dúvidas se eles podes produzir e provocar um novo anseio. O mercado está muito mais atento às tendências do que as pessoas realmente querem. Nós, pesquisadores, também somos um reflexo do que está acontecendo. Do contrário, por que estaríamos fazendo tanto seminário sobre felicidade?

Nós da Comunicação – Qual a importância de se cultivar o humor no cotidiano?
Mirian Goldenberg – Realizei uma pesquisa entre os anos de 1998 e 2000 sobre relacionamento. Cheguei à conclusão de que o bom humor provoca o riso do outro. Ter bom humor e uma postura mais leve perante as questões diárias são elementos fundamentais para o bom relacionamento.

A risada é uma forma de comunicação importantíssima para a cultura brasileira. Eu passei meses na Alemanha e lá eles se comunicam de outras formas. Aqui o sorriso é, muitas vezes, mais importante do que a risada. Basta pegarmos como exemplo a questão dos candidatos à presidência, que nesse ano eram obrigados a rir e sorrir. Ser bem-humorado era uma forma de gerar aproximação com o eleitorado.

Já dizia Gilberto Freire no livro ‘Casa-grande e Senzala’ (publicado originalmente em 1933) que a risada é uma forma de aproximação entre classes sociais, antigos senhores e escravos. A risada faz parte da cultura brasileira. Ela é fundamental não só na sedução, mas em todos os outros ambientes. Outro valor da nossa cultura é justamente ser mais leve e bem-humorado. Uma pessoa que censura o humor dos outros é desagradável. Nós, brasileiros, temos um humor solto que provoca a risada. Por isso as mulheres invejam tanto a capacidade do homem de sorrir.

Nós da Comunicação – E no ambiente de trabalho? Fale um pouco sobre sua pesquisa realizada recentemente sobre o riso.
Mirian Goldenberg – Esse ano realizei um novo estudo, só sobre humor, com 250 pessoas, 125 homens e 125 mulheres. Todos de classe média. As diferenças foram gritantes: 84% dos homens riem muito. Eles riem com amigos, tanto no trabalho quanto fora dele. Para eles, a risada é algo fundamental até para situações de conflito ou para apartar alguma briga. Pude perceber que os homens usam a risada como elemento de aproximação.

Já entre as mulheres, 68% dizem que riem com namorados, família, filhos e com amigas. Segundo as respostas, elas não gostam muito de rir no ambiente de trabalho, pois têm preocupação em preservar sua imagem e costumam levar tudo a sério. A última coisa com que você pode brincar é com a aparência e o corpo de uma mulher. No trabalho, os homens riem mais dessas questões, enquanto elas estão extremamente preocupadas em passar uma imagem de seriedade.

Outro dado interessante é que 60% dos homens alegam rir o suficiente. Já entre as mulheres, 60% gostariam de rir mais. Rir mais permite que o ambiente de trabalho fique mais leve e relaxado, coisas que ambos os gêneros valorizam.Entretanto, as mulheres têm mais dificuldade para isso.

Nós da Comunicação – Com base nas respostas obtidas em sua recente pesquisa, você acredita que as pressões do mercado e da sociedade, de alguma forma reprimem as mulheres e as impedem de serem mais felizes?
Mirian Goldenberg – Na minha pesquisa, pude perceber que as mulheres dizem ser muito mais ocupadas e preocupadas. Ao mesmo tempo, elas têm que provar muito mais seu valor do que os homens. Não diria que é uma pressão só do mercado, mas também da sociedade. É verdade que existe uma pressão cultural, mas se elas invejam tanto essa liberdade, deveriam trabalhar isso internamente e não esperar que a própria cultura mude.

As mulheres deveriam se divertir mais, sentir mais prazer com a vida e ver que, mesmo com a cultura pressionando, é possível ser feliz. Não adianta ficar se cobrando tanto. Nós temos que fazer isso porque ninguém vai fazê-lo por nós. Eu chamo isso de microrrevolução, uma revolução do cotidiano.

A mulher alemã escolhe uma coisa ou outra. Já a mulher brasileira quer muitas coisas ao mesmo tempo. Ela não faz essas opções com tranquilidade. Ao mesmo tempo, ela quer provar ser boa em tudo: como mãe, filha, executiva; quer estar antenada, bem informada, ser uma esposa, estar bonita e magra etc. É muita coisa que ela ‘tem que ser’. Isso acaba pesando na vida da mulher. É muito difícil ser leve com todas essas obrigações. Rir das imperfeições e defeitos ajuda. Rir ajuda bastante.


Disponível em:
http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=373&tipo=E

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Comunicação Institucional na Gestão da Comunicação Organizacional

Por Shirley Cavalcante



Introdução

Um dos principais objetivos da comunicação institucional é o estabelecimento de relações duradouras com seus públicos. Isso é possível através de ações personalizadas e segmentadas, tomando como base à análise periódica das informações obtidas através de questionários e relatórios aplicados na empresa, objetivando identificar as necessidades dos clientes.

Estas são ferramentas da comunicação institucional que visam atingir todos os públicos envolvidos na organização (internos e externos). Após a utilização dessas ferramentas, devem ser elaboradas ações de acordo com os objetivos da empresa, e as necessidades do momento.
Como exemplo, podemos destacar as publicações organizacionais que são instrumentos da comunicação institucional e podem ser utilizadas tanto para o público interno quanto para o externo. Um dos principais objetivos das publicações organizacionais está em:

(...) combater o desconhecimento a respeito da empresa e promover a integração entre os públicos ligados a ela, ao mesmo tempo que pretendem projetar a empresa para internamente assegurar a boa produtividade e externamente conseguir aumentar as vendas e, conseqüentemente, os lucros.(Rego, 1986, p. 119)

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa:

Internamente, por exemplo as publicações fortalecem o espírito de solidariedade e promovem certos ideais (estímulo, companheirismo, ensinamento, dedicação etc.). Externamente, as publicações projetam a boa imagem da empresa, mostrando sua organização, seus produtos, sua qualidade, suas técnicas. (Rego, 1986, p. 119)

Independente da comunicação ser voltada para o publico interno ou externo destacamos a importância do conhecimento com relação ao que esta sendo veiculado e a quem esta sendo, para que a partir deste conhecimento o gestor responsável por esta comunicação possa utilizar a melhor instrumento disponibilizado pelas ferramentas da comunicação Institucional, lembrando que independente do instrumento escolhido a comunicação só poderá ser transmitida em um ou mais dos três níveis que é oral, escrito ou gestual.

Neste artigo além das publicações, destacaremos outras ferramentas que também constituem a comunicação institucional: a assessoria de imprensa, as relações públicas, responsabilidade social e o marketing social.


A influência de Relações Públicas para a gestão organizacional


A Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP) apresenta Relações Públicas como:

Esforço deliberado, planificado, coeso e contínuo da alta administração para estabelecer e manter uma compreensão mútua entre uma organização pública ou privada e seu pessoal, assim como entre a organização e todos os grupos aos quais está ligada, direta ou indiretamente. (Pinho 2001, pp. 83-84)

Andrade (2003, p. 41) diz que “são funções básicas de Relações Públicas: Assessoramento, Pesquisa, Planejamento, Execução (Comunicação) e Avaliação”. Para Pinho (2001, p, 83), “as relações públicas podem ser entendidas como uma função de administração estratégica dos contatos e do relacionamento entre uma organização e os diferentes públicos que a constituem ou que com ela se relacionam e interagem”.

Com isto podemos analisar que não se trata apenas de relacionamento em sim, mas também de todo um planejamento realizado pelos profissionais de Relações Públicas para que se alcance os resultados almejados por uma organização através de seus relacionamentos. Quer seja através de um evento realizado pela empresa, ou como convidado a um evento terceirizado, contanto que haja interesse mútuos para os que deste evento fazem parte. Neste contexto uma reunião pode ser chamada de evento pois dela participam diferentes representantes de grupos que abordam temas de interesses comuns aos que dela fazem parte.

Como podemos observar, são distintas as funções que podem ser desempenhadas pelo profissional de relações públicas. a lei de n. 5377, de 21 de dezembro de 1967, que regulamenta a profissão diz que:

Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito: a) à informação de caráter institucional entre a entidade e o público através dos meios de comunicação; b) à coordenação e planejamento de pesquisas de opinião pública, para fins institucionais; c) ao planejamento e à supervisão da utilização dos meios audiovisuais, para fins institucionais; d) ao planejamento e à execução de campanhas de opinião pública (...) (Kunsch, 1986, p. 41).


O profissional de relações públicas para transmitir informações sobre a empresa deve esta, bem, informado não somente da empresa e das funções por ele desempenhada, mas ter habilidades técnicas da comunicação oral e da comunicação escrita, habilidades estas que possibilitem receber e transmitir conhecimentos entre as partes interessadas (acionistas, clientes, colaboradores, fornecedores, sociedade), de uma determinada organização.

As ações, uma vez que desenvolvidas, devem ser monitoradas facilitando a sua avaliação através dos resultados identificados. As ações devem ser aplicadas de forma ininterrupta ou ter uma periodicidade definida, caso contrário seu desenvolvimento cai no esquecimento e os resultados ficam obsoletos. As relações públicas têm que estar sempre ativando ou mantendo as relações existentes em uma determinada organização.

O administrador deve ter conhecimento suficiente para reconhecer a importância do trabalho das ações de relações públicas, buscando sempre adquirir novas experiências e acompanhando as inovações, sejam elas impostas pelo mercado, através de um novo concorrente, ou através das novas tecnologias, que a cada dia traz novos programas, facilitando assim o armazenamento de dados, agilizando atividades, minimizando o tempo de espera e execução da ação, atendendo com eficácia aos clientes da empresa.

Na maioria das vezes, o público em geral, explica Andrade (2003, p. 85), que procura a empresa para: solicitar; informar-se ou informar; reivindicar; reclamar e queixar-se; sugerir; pagar; receber; comprar; vender; permutar; acordar; visitar; convidar; doar. Como podemos observar são distintas as necessidades, porém para cada uma dela requer uma estratégia diferenciada para o atendimento das mesmas. As empresas devem determinar processos, acompanhá-los, mensurar os resultados alcançados por seu colaboradores no que diz respeito as visitas do cliente a organização, só assim provavelmente conseguirá fideliza-lo aos serviços ou produtos oferecido.
De maneira geral para Andrade (2003, pp. 85-86) o público não está suficientemente informado sobre: o que deve fazer; o que pode fazer; o local onde fazer; o local onde se informar; como satisfazer; as razões que justificam as exigências; as taxas e os preços cobrados; as razões dessas taxas e preços.

Com isso, cabe às relações públicas identificar as necessidades através de análises dos relatórios e resultados das pesquisas realizadas com os diversos públicos da organização e buscar saná-las através do desenvolvimento de novos manuais, procedimentos, folders, palestras, projetos, relatórios, enfim com ações que serão determinadas depois de identificada à necessidade das mesmas, estas ações variam de organização para organização.

Como podemos observar o setor de relações públicas de uma empresa utiliza ferramentas que são utilizadas por outros setores de comunicação, existem palestras voltadas para diferentes áreas do conhecimento, folders de diferentes estilos. Um gestor, independente de que área atue, de determinada forma é um relações públicas, pois, ele é quem passa informações sobre o que precisa, quais resultados precisam ser atingidos, a análise, desenvolvimento, execução e avaliação da ação a ser desenvolvida em um determinado processo, e se bem desenvolvidas o sucesso será alcançado com maior facilidade por todos aqueles que buscarem e aplicarem este conhecimento.

Daí a importância do gestor em conhecer cada instrumento de forma sistematizada para poder aplicar as ferramentas corretas obtendo assim os resultados almejados por todos. Hoje na maioria das vezes se é utilizado uma ferramenta padrão com o mesmo conteúdo para as mais diferentes áreas de uma organização, muitas vezes não se leva em consideração o grau, o nível de instrução de quem compõe o organograma da organização onde a informação precisa ser assimilada, e a disseminam de forma errônea não alcançando assim o resultado esperado pela ferramenta utilizada, e o que é pior alegam o erro a ferramenta utilizada, onde na verdade esta mesma ferramenta se utilizada de forma planejada teria resultados positivos.


Destaque da Assessoria de Imprensa: um histórico organizacional


Os resultados das ações comunicacionais desenvolvidas nas organizações ficam arquivadas. Entretanto, geralmente por falta de conhecimento, as empresas não analisam esses resultados e deixam de usufruir alguns possíveis benefícios que poderiam obter ao trabalhar internamente e externamente essas informações. Principalmente junto ao setor de vendas, isso seria importante, pois esses resultados poderiam ser utilizados pelos consultores como diferencial no momento de persuadir o cliente a compra do produto ou serviço oferecido, apostando nesses resultados como demonstração da credibilidade da empresa diante do mercado.

O ideal seria que a Assessoria de Imprensa (AI) administrasse essas informações e pudesse trabalhá-las junto aos públicos da organização. Identificar os tipos de informações que são pertinentes à empresa ou aos meios de comunicação não é tarefa fácil, requer conhecimento de um profissional especifico da área. Admitir um profissional não qualificado pode ser proveitoso financeiramente, mas a diferença pode ser vista nos resultados.

Segundo Kopplin e Ferraretto (2000, pp. 13, 14) resumidamente, as atividades de uma assessoria de imprensa podem ser descritas como:

 Relacionamento com os veículos de Comunicação Social, abastecendo-os com informações relativas ao assessorado (através de relises, press-kits, sugestões de pautas e outros produtos), intermediando as relações de ambos e atendendo às solicitações dos jornalistas de quaisquer órgãos de imprensa;
 Controle e arquivo de informações sobre o assessorado divulgadas nos meios de comunicação, bem como avaliação de dados provenientes do exterior da organização e que possam interessar aos seus dirigentes;
 Organização e constante atualização de um mailing-list (relação de veículos de comunicação, com nomes de diretores e editores, endereço, telefone, fax e e-mail);
 Edição dos periódicos destinados aos públicos externo e interno (boletins, revistas, ou jornais);
 Elaboração de outros produtos jornalísticos, como fotografias, vídeos, programas de rádio ou de televisão;
 Participação na definição de estratégias de comunicação.

Como podemos observar, são diversas as atividades que podem ser desenvolvidas por uma Assessoria de Imprensa (AI), a empresa pode ter uma AI interna ou terceirizar os serviços onde, dependendo do porte da organização, será mais vantajoso terceirizar os serviços ou até mesmo ambas trabalhando mutuamente, dividindo as atividades, constituindo uma Assessoria Mista.

A decisão de se ter ou de terceirizar uma AI vai depender do porte e das atividades desenvolvidas por uma determinada organização, assim como da cultura dos gestores que dela fazem parte. Análises são necessárias, perguntas do tipo que ações eu tenho necessidade de divulgar? Quais os possíveis resultados alcançados com esta divulgação? Qual o público que vou atingir? Eles são pertinentes para o desenvolvimento da organização? Quem vai esta preparado na empresa, além do Assessor, para passar informações e dar entrevistas a imprensa?

Independentemente do tipo de assessoria adotado pela organização é relevante discorrermos sobre as necessidades logísticas para o desenvolvimento do trabalho.

Uma assessoria deve dispor dos seguintes recursos materiais: telefone, fax, computador, rádio-gravador, televisão, videocassete, impressos padronizados, assinatura de jornais e revistas, material de expediente, material de referência de apoio como: dicionários, atlas, gramática, enciclopédias, entre outros e equipamentos fotográficos. (Koplin e Ferraretto 2000, pp. 52, 53)

Aparentemente, pode parecer uma quantidade excessiva de instrumentos de trabalho, no entanto analisando detidamente, concluímos que muitas empresas já disponibilizam estes recursos, porém não para que a AI desenvolva suas atividades.

Todos os gestores passam a ser assessores de Imprensa no momento de se divulgar um resultado, um diferencial na sua área, logo os gestores estratégicos devem esta preparados e ter conhecimento do que é uma AI, e se posicionar como o tal quando necessário, é lógico que o mesmo terá o assessor como seu representante, mas nem sempre o assessor esta por perto, por isso a importância de se ter conhecimento do todo dentro de uma organização e da sua contribuição para esse todo através das ações desenvolvidas pelo mesmo.

Para Kopplin e Ferraretto (2000, p. 144) “A assessoria de imprensa deve desenvolver um trabalho junto aos meios de comunicação para tornar o cliente uma fonte respeitada e procurada pelos jornalistas toda vez que puder gerar uma notícia.” Ou seja, deve estar sempre muito bem informada sobre o que acontece, acompanhar as mudanças, e desenvolver sempre novas ações estabelecendo uma imagem positiva e concreta para os seus clientes.

A partir do momento em que uma informação, um projeto, enfim uma prática de gestão é divulgada pela mídia ela atingirá uma comunicação em massa mais ampla que a interna. Por ser uma cultura em massa, deve ser analisado bem o público que terá acesso a informação transmitida pelo meio utilizado, em determinadas situações dar entrevista a um determinado tipo de programa, cujo o público não seja de interesse da organização, mesmo estando transmitindo informação, o público não-alvo pode entender de forma negativa a exposição da empresa aquele determinado meio social, causando assim certa antipatia pelos serviços ou produtos oferecidos pela organização. Cautela e planejamento nunca será em excesso no que diz respeito a mídia, visto que ela sempre atingirá diferentes tipos de públicos e em maior proporção.


Responsabilidade Social como diferencial competitivo


Atualmente, muitas organizações perceberam que o setor de responsabilidade social dá à empresa visibilidade e credibilidade, melhorando sua imagem e proporcionando um retorno financeiro, visto que suas ações estão voltadas para a sociedade. De acordo com Andrade (2003, pp. 30, 31), as Relações Públicas podem desenvolver um programa dedicado ao cumprimento da responsabilidade social, prevendo ações nos seguintes campos:

 Apoiar o desenvolvimento social e econômico das comunidades onde estão localizadas as suas plantas industriais e comerciais;
 Preservar o meio ambiente ao qual recorre para produzir e melhorar o equilíbrio ecológico mesmo quando não o influencia diretamente;
 Proporcionar o meio ambiente de trabalho agradável aos seus funcionários que estimule a sua criatividade e a convivência com os colegas;
 Criar mecanismos para proporcionar o bem-estar do empregado extensivo aos seus familiares;
 Estabelecer as regras que assegurem a transparência das informações levadas aos públicos da organização;
 Implantar meios de comunicação que proporcionem a abundância de informações aos públicos;
 Assegurar que os interesses dos acionistas da empresa sejam considerados nas decisões administrativas internas;
 Fixar parâmetros para que o relacionamento econômico com fornecedores e com intermediários seja mutuamente benéfico;
 Buscar a lucratividade da empresa em razão da satisfação dos consumidores de seus produtos e serviços.

Como podemos observar, as ações desenvolvidas pelo setor de responsabilidade social, abrangem tanto o público interno como o externo, visto que todos estão inseridos dentro de um mesmo meio social. Certamente existe um custo para a implantação do setor, pois será necessário admitir um profissional que articule diversas ações consistentes, possibilitando uma avaliação desde o planejamento até a avaliação posterior à execução. As mudanças serão perceptíveis não somente onde a ação está sendo desenvolvida, mas principalmente na empresa, através de seus colaboradores, fornecedores e clientes.

O setor de responsabilidade social, se vinculado ao setor de relações públicas, pode desenvolver ações específicas junto a comunidade, ações essas, que segundo Andrade (2003, pp. 158, 159), podem ser:

1. Política de “portas abertas”;
2. Reuniões com os líderes da comunidade;
3. Publicações em geral;
4. Contribuições para instituições de caridade;
5. Colaboração com os poderes políticos;
6. Colaboração com as associações de classe ou profissionais;
7. Auxílio a clubes esportivos e outras organizações recreativas;
8. Comemorações de eventos especiais.


Diversas empresas já realizam algumas destas ações, além de outras como a articulação de palestras, seminários e encontros. Entretanto, muitas delas não desenvolvem um planejamento especifico para a área e investem em ações sem mensurar seus resultados, ou mesmo desenvolver um trabalho contínuo. Em alguns casos, elas possuem esse setor interno voltado à responsabilidade social, mas desconhecem a potencialidade do setor, se bem articulado e bem desenvolvido, não usufruindo totalmente dos benefícios que ele poderia proporcionar à organização.

As empresas que não têm um setor de responsabilidade social e não participam de ações voluntárias, dependendo da sua estrutura, tendem a ter maior dificuldade na aceitação de seus produtos ou serviços no mercado, ou até mesmo para captação de profissionais qualificados, caso a mesma não tenha uma imagem positiva para a sociedade.

Pesquisa realizada pelo Ibope em novembro de 2003 mostra que os empresários têm pouca credibilidade, eles só perdem para os políticos e uma das causas apresentadas por Nassar e Figueiredo (2007, p. 82) é que “os empresários não têm uma ação social – patrocinando Fundações, dando contribuições a escolas e Universidades, mantendo hospitais etc”.

Esses resultados apresentam o quanto os gestores de uma empresa precisam melhorar suas ações e alcançar melhores resultados nas pesquisas de nível nacional, outra explicação apresentada por Nassar e Figueiredo (2007, p. 82) foi de que “os empresários se comunicam mal”.

Poucos são os gestores que tem acesso a informação dos resultados alcançados através do investimento feito em ações sociais, alguns a fazem porque acham bonito, não participando ativamente do projeto ao qual ele diz fazer parte.

A melhoria dos resultados apresentados só será alcançado com determinação e estudos dos gestores a temas voltados para a comunicação, não somente estudos da comunicação oral e escrita, mas das ferramentas utilizadas na gestão comunicacional e as utilizá-las de forma correta, alinhando-as às práticas administrativas.


Aplicabilidade do Marketing Social

O setor de Responsabilidade Social ganha mais força quando as suas ações são divulgadas, porque na maioria das vezes se conquista mais recursos financeiros e humanos, auxiliando na ação social desenvolvida. Essa divulgação é realizada pelo Marketing Social que:

Em termos mais concretos procura-se essa modalidade de marketing promover uma idéia que se encaixe consensualmente na escala de valores da sociedade em busca de uma atitude por parte do público, diferentemente, portanto, da propaganda comercial, que vende produtos e / ou serviços, da propaganda política, que difunde uma ideologia, e da propaganda eleitoral, centrada em candidatos e partidos (Kunsch, 1986, p. 110).

O Marketing Social usa os veículos de comunicação para conseguir apoio aos programas desenvolvidos na organização pelo setor de Responsabilidade Social. O planejamento das ações deve ser elaborado em conjunto e conter objetivos comuns tanto para Setor de Responsabilidade Social como para o de Marketing, onde um realiza e o outro divulga, defende e explica os resultados alcançados com as ações desenvolvidas.

Marketing Social é o projeto, a implementação e o controle de programas que procuram aumentar a aceitação de uma idéia ou prática social num grupo-alvo. Utiliza conceitos de segmentação de mercado, de pesquisa de consumidores, de configuração de idéias, de comunicação, de facilitação de incentivos e a teoria da troca, a fim de maximizar a reação do grupo-alvo. (Mazzon apud Kunsch, 1986, p. 110)

Cabe ao Marketing Social estudar quais os veículos de comunicação mais apropriados para divulgar as ações organizacionais realizadas; identificar o público-alvo envolvido; mensurar e analisar os resultados alcançados pelas ações sociais desenvolvidas; traçar novas ações uma vez que identificado os resultados alcançados. Se a divulgação não for feito de forma adequada às ações de Marketing Social podem, assim como todas as ações não desenvolvidas de forma correta, se voltar contra a empresa, vale a pena o gestor investir em um profissional com conhecimentos específicos da área para amenizar os riscos envolvidos em uma ação de Marketing Social.


Considerações finais

Com este estudo podemos ter uma noção da importância do uso das ferramentas apresentadas pela comunicação institucional e utilizá-las quando pertinente. Existe uma tendência ao alcance de melhores resultados quando aplicadas de forma correta, desde que esta aplicabilidade seja feita por profissionais capacitados e que possam trazer resultados significativos para a organização. De pouco ou de nada adiantará se a organização investir de forma não profissional no uso das ferramentas comunicacionais como um todo.


Referências bibliográficas

ANDRADE, Cândido Teobaldo de Souza. Curso de relações públicas: relações com os diferentes públicos. 6. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

KOPPLIN, Elisa, FERRARETTO, Artur. Assessoria de imprensa: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2000.

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas na Comunicação Integrada. 3. ed. São Paulo: Summus, 1986.

NASSAR, Paulo, FIGUEIREDO, Rubens. O que é comunicação empresarial. São Paulo: Brasiliense, 2007.

PINHO, J. B., Comunicação em marketing: Princípios da comunicação. Campinas, SP:Papirus, 2001.


REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Comunicação empresarial / comunicação institucional: conceitos, estratégias, sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. São Paulo: Summus, 1986.

*Material do site Administradores.com.br. disponível em:
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-comunicacao-institucional-na-gestao-da-comunicacao-organizacional/30124/