"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Joaquim Kavakama fala sobre a aplicação do índice de Felicidade Interna Bruta nas empresas

Gosto muito desse assunto, por que muitas vezes a alegria nas organizações é vista como coisa ruim, já passei por isso, e é muito constragedor ser recriminado por ser feliz. VIVA A FELICIDADE NAS ORGANIZAÇÕES.
Danielly Cabraíba


Joaquim Kavakama fala sobre a aplicação do índice de Felicidade Interna Bruta nas empresas


Christina Lima



Criado na década de 70 no Butão, o indicador de Felicidade Interna Bruta (FIB) surgiu como uma alternativa ao Produto Interno Bruno (PIB) no cálculo de desenvolvimento de uma nação. O conceito engloba nove pilares: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, saúde eficiente, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico. O método desenvolvido nesse pequenino reino no Himalaia chamou a atenção de outros países e também do mundo empresarial, que passou a incorporá-lo em processos de gestão.

O engenheiro Joaquim Kavakama, superintendente Geral da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), empresa de processamento de transferências interbancárias, é um entusiasta do índice. Para o executivo, um dos méritos do FIB aplicado às empresas é “ampliar a consciência individual e coletiva oferecendo conceitos e práticas embasadas em conhecimento científico, que provocam reflexões na vida pessoal, profissional e comunitária”. Essa entrevista é parte de uma das reportagens da próxima edição da revista Comunicação 360°, que vai explorar a importância do humor no ambiente corporativo.

Nós da Comunicação – O direito à procura da felicidade é uma tradição da Constituição norte-americana. No Brasil, o PEC da Felicidade propõe a alteração do artigo 6º da nossa Constituição, que trata dos direitos sociais, acrescentando que a sua obtenção é algo essencial para a busca da felicidade. O Felicidade Interna Bruta (FIB) é um indicador originário de uma decisão governamental no Butão. Como algo de cunho tão particular pode ser institucionalizado por autoridades e por lideranças nas empresas?


Joaquim Kavakama – Para a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), que busca continuamente e de forma autossustentável prover o sistema bancário e os seus clientes com serviços e soluções inovadoras e seguras, o Desenvolvimento Humano é muito importante. Por isso, investe em programas de capacitação enfatizando a aprendizagem coletiva. Os funcionários adotam algumas práticas antiestresse do FIB, aplicado pelo Instituto Visão Futuro.

Nós da Comunicação – De que forma a disseminação de um bom clima organizacional e do bom humor em uma empresa pode ser uma via de mão dupla, partindo não apenas da chefia, mas também dos funcionários?


Joaquim Kavakama – O clima organizacional é um fator importante em todas as relações e atividades. Na CIP, não é diferente. Todos nós convivemos com diversos agentes estressores no nosso cotidiano, em especial numa metrópole como a capital paulista. No trabalho, alguns deles são prazos de projetos, responsabilidade regulatória e produtividade. À medida que temos consciência de que a nossa capacidade de cuidar do bom humor é que potencializa a capacidade coletiva de sermos mais criativos e produtivos, tudo fica mais satisfatório.

Nós da Comunicação – Você acredita que um recurso como o FIB pode ir além de um índice para se tornar um catalizador de mudanças pessoais?

Joaquim Kavakama – A essência do FIB é ampliar a consciência individual e coletiva oferecendo conceitos e práticas embasadas em conhecimento científico, que provocam reflexões na vida pessoal, profissional e comunitária. Ou seja, à medida que fazemos as escolhas e nos comprometemos com seus impactos teremos consciência da nossa capacidade de beneficiar os ambientes no qual convivemos e, por consequência, a nós mesmos.

Nós da Comunicação – Segundo o FIB, a ideia de progresso é dividida em nove dimensões: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, saúde eficiente, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico. No mundo das empresas, esse ‘bem-estar psicológico’ se refletiria no bom humor no trabalho?


Joaquim Kavakama – Em toda dinâmica de grupo é importante que o trabalho tenha um significado individual e coletivo, que inclui o equilíbrio de papel profissional, pessoal, familiar, cidadania etc. O comando e a validade das ações são escolhas da própria pessoa, seja para disseminar o bom ou o mau humor, por exemplo. Eu diria que vai além do bom humor, que é um ingrediente importante sem dúvida. É estar bem consigo mesmo, alinhando os objetivos e valores pessoais aos objetivos e valores da empresa. Ao se ter este tipo de alinhamento, o ser humano pode se desenvolver de forma integral no trabalho e transformá-lo em um amplo campo de aprendizado para seu desenvolvimento como profissional e humano. Ter relações dignas com os colegas e respeitar a diversidade também faz parte do bem-estar psicológico. Provê uma base de confiança para relações e interações maduras.


Nós da Comunicação – Como cultivar o bom humor em tempos de crise? É possível manter uma equipe com espírito elevado quando uma empresa passa por dificuldades financeiras ou quando, por exemplo, em uma fusão colegas são demitidos?


Joaquim Kavakama – Historicamente temos inúmeros casos de empresas que tiveram líderes e liderados que souberam, em meio a crises, inovar e ativar a criatividade para reverter casos de dificuldades financeiras e emocionais em práticas de sucesso. Na maioria deles, o que podemos aprender é que o otimismo, a crença de mudanças internas e externas e o tratamento com dignidade estavam entre as principais atitudes. E justamente as atitudes é que fazem a diferença nestes momentos.


Nós da Comunicação – Até que ponto os profissionais de comunicação são importantes na disseminação de práticas mais ‘humanistas’ nas organizações? Os novos canais de mídia digital podem ser considerados ‘aliados’ no processo de comunicar e aglutinar pessoas em torno de um mesmo objetivo?


Joaquim Kavakama – Nunca se teve tanto acesso à informação como nos dias atuais. Os assuntos mais diversos são abordados e colocados à disposição de toda a população mundial. Nas empresas, o conhecimento é cada ver mais valorizado. Por isso os profissionais de comunicação, que têm múltiplas formas de captar informações, comunicar e transformar informações como alicerce para diversas áreas, são cada vez mais requisitados e se utilizam fortemente dos novos canais de mídia, principalmente a digital. Com certeza as mídias digitais são aliadas importantes no processo de disseminar estes conhecimentos.


Nós da Comunicação – Organizações que semeiam e estimulam o bom humor no ambiente de trabalho colhem que tipo de resultado?


Joaquim Kavakama – Na CIP este bem-estar pode ser traduzido no empenho constante para a mudança de modelos mentais, na liderança da própria vida, no trabalho cocriativo e na conquista de resultados significativos e sustentáveis. A produtividade e a qualidade dos resultados excedem as expectativas. Só para citar um exemplo, depois de implantar o DDA, Débito Direto Autorizado (outubro de 2009), em apenas 11 meses, achávamos que havíamos logrado excelente marca. Porém não imaginávamos que apenas sete meses depois quebraríamos este recorde. O último projeto que fizemos e que implantamos em 1º de julho deste ano, em produção, foi feito em apenas dois meses e meio.

*Material do portal Nós da Comunicação, disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=371&tipo=E

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Por que Comunicação?

Gente não tem maneira melhor de mostrar a importância da comunicação do que esse vídeo.

Muito bom mesmo!!!




Aproveitem

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mirian Goldenberg: ‘A risada é uma forma de comunicação importantíssima para a cultura brasileira’

Adorei essa entrevista, é realmente a forma que vejo as coisas. Há que recrimine uma boa turma que dá muita risada durante o dia, eu acredito que essa turma só tem a produzir mais e melhor.


Dani Cabraíba


Mirian Goldenberg: ‘A risada é uma forma de comunicação importantíssima para a cultura brasileira’

André Bürger

Homens e mulheres: universos completamente diferentes em diversos aspectos, inclusive na forma de lidar com o humor e a felicidade. Que o diga a antropóloga e escritora Mirian Goldenberg. A pesquisadora atualmente realiza o estudo ‘A cultura da risada’, uma análise sobre o riso e seu papel nas relações e no comportamento de ambos os sexos perante amigos, familiares e no ambiente profissional.

Em entrevista ao Nós da Comunicação, a professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) falou sobre a importância de se buscar a felicidade, principalmente por parte das mulheres, muitas vezes pressionadas pelo mercado de trabalho e pela sociedade.

Mirian, autora dos livros 'Toda mulher é meio Leila Diniz' (1996) e 'De perto ninguém é normal' (2004), ambos publicados pela editora Record, comentou também que, atualmente, muitos profissionais estão procurando atividades e empregos que realmente lhes deem prazer, deixando o salário como questão secundária. Essa entrevista foi concedida para uma reportagem sobre a felicidade possível, a ser publicada na edição nº 15 da revista Comunicação 360º.


Nós da Comunicação – Em sua opinião, o que é preciso para ser feliz?
Mirian Goldenberg – A primeira coisa é entender que risada e felicidade não estão interligadas. O que percebo nas minhas pesquisas é que as pessoas que se aceitam mais e são mais apaixonadas pelo que fazem, seja no trabalho ou no cotidiano, são mais felizes. Outra característica é que essas pessoas não ficam se comparando tanto com os outros ou com seus bens. Ressalto que a aceitação não é no sentido passivo. Na verdade, é uma aceitação apaixonada pela própria vida.

Nós da Comunicação – Consultores costumam dizer que devemos fazer aquilo que realmente nos dá prazer. Será que muitas vezes, devido às questões financeiras, não deixamos essas profissões de lado para garantir um salário ao final do mês?
Mirian Goldenberg – Tenho observado, por meio das pesquisas realizadas, uma tendência dos entrevistados em procurar fazer aquilo que realmente sentem prazer. Outra atitude é colocar o mínimo de energia naquilo que as pessoas não extraem prazer, realizando o trabalho de forma bem feita mas burocrática para, no tempo livre, fazer o que realmente gosta; seja escrever um livro, dar palestras etc. Percebo também, além desses dois movimentos, profissionais tentando buscar alegria naquilo que fazem e valorizando menos o dinheiro.

Nós da Comunicação – Em recente seminário na UFRJ, “Ser Feliz hoje: um imperativo à felicidade”, falou-se bastante em um conceito de felicidade preestabelecido pelo mercado. Esse tipo de imposição não acaba atrapalhando nossas buscas pessoais?
Mirian Goldenberg – Nos últimos dois meses, se não me engano, foram realizados cerca de cinco ou seis seminários sobre felicidade. Eu cheguei a participar de quatro. O termo está, mais do que nunca, em moda. Isso significa que as pessoas querem discutir sobre isso e estão desejando encontrar uma felicidade própria. É como se houvesse uma ruptura com aquele modelo de obrigações sociais. Agora, esses homens e mulheres estão se perguntando o que realmente querem fazer. E elas querem ser felizes.

A mídia e o mercado refletem esse desejo. Talvez porque essas pessoas ainda não saibam o que é ser feliz ou não queiram usar comprimidos e drogas para ser feliz. Mas é um anseio muito presente em toda cultura ocidental. Não acredito que seja algo artificial provocado pelo mercado. Eu inverteria a equação. O mercado é que responde às demandas da sociedade.

Na minha pesquisa, aparece outra categoria chamada liberdade, algo que as mulheres também estão buscando. Lógico que o mercado e a mídia podem usar anseios, mas tenho minhas dúvidas se eles podes produzir e provocar um novo anseio. O mercado está muito mais atento às tendências do que as pessoas realmente querem. Nós, pesquisadores, também somos um reflexo do que está acontecendo. Do contrário, por que estaríamos fazendo tanto seminário sobre felicidade?

Nós da Comunicação – Qual a importância de se cultivar o humor no cotidiano?
Mirian Goldenberg – Realizei uma pesquisa entre os anos de 1998 e 2000 sobre relacionamento. Cheguei à conclusão de que o bom humor provoca o riso do outro. Ter bom humor e uma postura mais leve perante as questões diárias são elementos fundamentais para o bom relacionamento.

A risada é uma forma de comunicação importantíssima para a cultura brasileira. Eu passei meses na Alemanha e lá eles se comunicam de outras formas. Aqui o sorriso é, muitas vezes, mais importante do que a risada. Basta pegarmos como exemplo a questão dos candidatos à presidência, que nesse ano eram obrigados a rir e sorrir. Ser bem-humorado era uma forma de gerar aproximação com o eleitorado.

Já dizia Gilberto Freire no livro ‘Casa-grande e Senzala’ (publicado originalmente em 1933) que a risada é uma forma de aproximação entre classes sociais, antigos senhores e escravos. A risada faz parte da cultura brasileira. Ela é fundamental não só na sedução, mas em todos os outros ambientes. Outro valor da nossa cultura é justamente ser mais leve e bem-humorado. Uma pessoa que censura o humor dos outros é desagradável. Nós, brasileiros, temos um humor solto que provoca a risada. Por isso as mulheres invejam tanto a capacidade do homem de sorrir.

Nós da Comunicação – E no ambiente de trabalho? Fale um pouco sobre sua pesquisa realizada recentemente sobre o riso.
Mirian Goldenberg – Esse ano realizei um novo estudo, só sobre humor, com 250 pessoas, 125 homens e 125 mulheres. Todos de classe média. As diferenças foram gritantes: 84% dos homens riem muito. Eles riem com amigos, tanto no trabalho quanto fora dele. Para eles, a risada é algo fundamental até para situações de conflito ou para apartar alguma briga. Pude perceber que os homens usam a risada como elemento de aproximação.

Já entre as mulheres, 68% dizem que riem com namorados, família, filhos e com amigas. Segundo as respostas, elas não gostam muito de rir no ambiente de trabalho, pois têm preocupação em preservar sua imagem e costumam levar tudo a sério. A última coisa com que você pode brincar é com a aparência e o corpo de uma mulher. No trabalho, os homens riem mais dessas questões, enquanto elas estão extremamente preocupadas em passar uma imagem de seriedade.

Outro dado interessante é que 60% dos homens alegam rir o suficiente. Já entre as mulheres, 60% gostariam de rir mais. Rir mais permite que o ambiente de trabalho fique mais leve e relaxado, coisas que ambos os gêneros valorizam.Entretanto, as mulheres têm mais dificuldade para isso.

Nós da Comunicação – Com base nas respostas obtidas em sua recente pesquisa, você acredita que as pressões do mercado e da sociedade, de alguma forma reprimem as mulheres e as impedem de serem mais felizes?
Mirian Goldenberg – Na minha pesquisa, pude perceber que as mulheres dizem ser muito mais ocupadas e preocupadas. Ao mesmo tempo, elas têm que provar muito mais seu valor do que os homens. Não diria que é uma pressão só do mercado, mas também da sociedade. É verdade que existe uma pressão cultural, mas se elas invejam tanto essa liberdade, deveriam trabalhar isso internamente e não esperar que a própria cultura mude.

As mulheres deveriam se divertir mais, sentir mais prazer com a vida e ver que, mesmo com a cultura pressionando, é possível ser feliz. Não adianta ficar se cobrando tanto. Nós temos que fazer isso porque ninguém vai fazê-lo por nós. Eu chamo isso de microrrevolução, uma revolução do cotidiano.

A mulher alemã escolhe uma coisa ou outra. Já a mulher brasileira quer muitas coisas ao mesmo tempo. Ela não faz essas opções com tranquilidade. Ao mesmo tempo, ela quer provar ser boa em tudo: como mãe, filha, executiva; quer estar antenada, bem informada, ser uma esposa, estar bonita e magra etc. É muita coisa que ela ‘tem que ser’. Isso acaba pesando na vida da mulher. É muito difícil ser leve com todas essas obrigações. Rir das imperfeições e defeitos ajuda. Rir ajuda bastante.


Disponível em:
http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=373&tipo=E

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Comunicação Institucional na Gestão da Comunicação Organizacional

Por Shirley Cavalcante



Introdução

Um dos principais objetivos da comunicação institucional é o estabelecimento de relações duradouras com seus públicos. Isso é possível através de ações personalizadas e segmentadas, tomando como base à análise periódica das informações obtidas através de questionários e relatórios aplicados na empresa, objetivando identificar as necessidades dos clientes.

Estas são ferramentas da comunicação institucional que visam atingir todos os públicos envolvidos na organização (internos e externos). Após a utilização dessas ferramentas, devem ser elaboradas ações de acordo com os objetivos da empresa, e as necessidades do momento.
Como exemplo, podemos destacar as publicações organizacionais que são instrumentos da comunicação institucional e podem ser utilizadas tanto para o público interno quanto para o externo. Um dos principais objetivos das publicações organizacionais está em:

(...) combater o desconhecimento a respeito da empresa e promover a integração entre os públicos ligados a ela, ao mesmo tempo que pretendem projetar a empresa para internamente assegurar a boa produtividade e externamente conseguir aumentar as vendas e, conseqüentemente, os lucros.(Rego, 1986, p. 119)

São distintos os conteúdos expostos pela comunicação interna e externa:

Internamente, por exemplo as publicações fortalecem o espírito de solidariedade e promovem certos ideais (estímulo, companheirismo, ensinamento, dedicação etc.). Externamente, as publicações projetam a boa imagem da empresa, mostrando sua organização, seus produtos, sua qualidade, suas técnicas. (Rego, 1986, p. 119)

Independente da comunicação ser voltada para o publico interno ou externo destacamos a importância do conhecimento com relação ao que esta sendo veiculado e a quem esta sendo, para que a partir deste conhecimento o gestor responsável por esta comunicação possa utilizar a melhor instrumento disponibilizado pelas ferramentas da comunicação Institucional, lembrando que independente do instrumento escolhido a comunicação só poderá ser transmitida em um ou mais dos três níveis que é oral, escrito ou gestual.

Neste artigo além das publicações, destacaremos outras ferramentas que também constituem a comunicação institucional: a assessoria de imprensa, as relações públicas, responsabilidade social e o marketing social.


A influência de Relações Públicas para a gestão organizacional


A Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP) apresenta Relações Públicas como:

Esforço deliberado, planificado, coeso e contínuo da alta administração para estabelecer e manter uma compreensão mútua entre uma organização pública ou privada e seu pessoal, assim como entre a organização e todos os grupos aos quais está ligada, direta ou indiretamente. (Pinho 2001, pp. 83-84)

Andrade (2003, p. 41) diz que “são funções básicas de Relações Públicas: Assessoramento, Pesquisa, Planejamento, Execução (Comunicação) e Avaliação”. Para Pinho (2001, p, 83), “as relações públicas podem ser entendidas como uma função de administração estratégica dos contatos e do relacionamento entre uma organização e os diferentes públicos que a constituem ou que com ela se relacionam e interagem”.

Com isto podemos analisar que não se trata apenas de relacionamento em sim, mas também de todo um planejamento realizado pelos profissionais de Relações Públicas para que se alcance os resultados almejados por uma organização através de seus relacionamentos. Quer seja através de um evento realizado pela empresa, ou como convidado a um evento terceirizado, contanto que haja interesse mútuos para os que deste evento fazem parte. Neste contexto uma reunião pode ser chamada de evento pois dela participam diferentes representantes de grupos que abordam temas de interesses comuns aos que dela fazem parte.

Como podemos observar, são distintas as funções que podem ser desempenhadas pelo profissional de relações públicas. a lei de n. 5377, de 21 de dezembro de 1967, que regulamenta a profissão diz que:

Consideram-se atividades específicas de Relações Públicas as que dizem respeito: a) à informação de caráter institucional entre a entidade e o público através dos meios de comunicação; b) à coordenação e planejamento de pesquisas de opinião pública, para fins institucionais; c) ao planejamento e à supervisão da utilização dos meios audiovisuais, para fins institucionais; d) ao planejamento e à execução de campanhas de opinião pública (...) (Kunsch, 1986, p. 41).


O profissional de relações públicas para transmitir informações sobre a empresa deve esta, bem, informado não somente da empresa e das funções por ele desempenhada, mas ter habilidades técnicas da comunicação oral e da comunicação escrita, habilidades estas que possibilitem receber e transmitir conhecimentos entre as partes interessadas (acionistas, clientes, colaboradores, fornecedores, sociedade), de uma determinada organização.

As ações, uma vez que desenvolvidas, devem ser monitoradas facilitando a sua avaliação através dos resultados identificados. As ações devem ser aplicadas de forma ininterrupta ou ter uma periodicidade definida, caso contrário seu desenvolvimento cai no esquecimento e os resultados ficam obsoletos. As relações públicas têm que estar sempre ativando ou mantendo as relações existentes em uma determinada organização.

O administrador deve ter conhecimento suficiente para reconhecer a importância do trabalho das ações de relações públicas, buscando sempre adquirir novas experiências e acompanhando as inovações, sejam elas impostas pelo mercado, através de um novo concorrente, ou através das novas tecnologias, que a cada dia traz novos programas, facilitando assim o armazenamento de dados, agilizando atividades, minimizando o tempo de espera e execução da ação, atendendo com eficácia aos clientes da empresa.

Na maioria das vezes, o público em geral, explica Andrade (2003, p. 85), que procura a empresa para: solicitar; informar-se ou informar; reivindicar; reclamar e queixar-se; sugerir; pagar; receber; comprar; vender; permutar; acordar; visitar; convidar; doar. Como podemos observar são distintas as necessidades, porém para cada uma dela requer uma estratégia diferenciada para o atendimento das mesmas. As empresas devem determinar processos, acompanhá-los, mensurar os resultados alcançados por seu colaboradores no que diz respeito as visitas do cliente a organização, só assim provavelmente conseguirá fideliza-lo aos serviços ou produtos oferecido.
De maneira geral para Andrade (2003, pp. 85-86) o público não está suficientemente informado sobre: o que deve fazer; o que pode fazer; o local onde fazer; o local onde se informar; como satisfazer; as razões que justificam as exigências; as taxas e os preços cobrados; as razões dessas taxas e preços.

Com isso, cabe às relações públicas identificar as necessidades através de análises dos relatórios e resultados das pesquisas realizadas com os diversos públicos da organização e buscar saná-las através do desenvolvimento de novos manuais, procedimentos, folders, palestras, projetos, relatórios, enfim com ações que serão determinadas depois de identificada à necessidade das mesmas, estas ações variam de organização para organização.

Como podemos observar o setor de relações públicas de uma empresa utiliza ferramentas que são utilizadas por outros setores de comunicação, existem palestras voltadas para diferentes áreas do conhecimento, folders de diferentes estilos. Um gestor, independente de que área atue, de determinada forma é um relações públicas, pois, ele é quem passa informações sobre o que precisa, quais resultados precisam ser atingidos, a análise, desenvolvimento, execução e avaliação da ação a ser desenvolvida em um determinado processo, e se bem desenvolvidas o sucesso será alcançado com maior facilidade por todos aqueles que buscarem e aplicarem este conhecimento.

Daí a importância do gestor em conhecer cada instrumento de forma sistematizada para poder aplicar as ferramentas corretas obtendo assim os resultados almejados por todos. Hoje na maioria das vezes se é utilizado uma ferramenta padrão com o mesmo conteúdo para as mais diferentes áreas de uma organização, muitas vezes não se leva em consideração o grau, o nível de instrução de quem compõe o organograma da organização onde a informação precisa ser assimilada, e a disseminam de forma errônea não alcançando assim o resultado esperado pela ferramenta utilizada, e o que é pior alegam o erro a ferramenta utilizada, onde na verdade esta mesma ferramenta se utilizada de forma planejada teria resultados positivos.


Destaque da Assessoria de Imprensa: um histórico organizacional


Os resultados das ações comunicacionais desenvolvidas nas organizações ficam arquivadas. Entretanto, geralmente por falta de conhecimento, as empresas não analisam esses resultados e deixam de usufruir alguns possíveis benefícios que poderiam obter ao trabalhar internamente e externamente essas informações. Principalmente junto ao setor de vendas, isso seria importante, pois esses resultados poderiam ser utilizados pelos consultores como diferencial no momento de persuadir o cliente a compra do produto ou serviço oferecido, apostando nesses resultados como demonstração da credibilidade da empresa diante do mercado.

O ideal seria que a Assessoria de Imprensa (AI) administrasse essas informações e pudesse trabalhá-las junto aos públicos da organização. Identificar os tipos de informações que são pertinentes à empresa ou aos meios de comunicação não é tarefa fácil, requer conhecimento de um profissional especifico da área. Admitir um profissional não qualificado pode ser proveitoso financeiramente, mas a diferença pode ser vista nos resultados.

Segundo Kopplin e Ferraretto (2000, pp. 13, 14) resumidamente, as atividades de uma assessoria de imprensa podem ser descritas como:

 Relacionamento com os veículos de Comunicação Social, abastecendo-os com informações relativas ao assessorado (através de relises, press-kits, sugestões de pautas e outros produtos), intermediando as relações de ambos e atendendo às solicitações dos jornalistas de quaisquer órgãos de imprensa;
 Controle e arquivo de informações sobre o assessorado divulgadas nos meios de comunicação, bem como avaliação de dados provenientes do exterior da organização e que possam interessar aos seus dirigentes;
 Organização e constante atualização de um mailing-list (relação de veículos de comunicação, com nomes de diretores e editores, endereço, telefone, fax e e-mail);
 Edição dos periódicos destinados aos públicos externo e interno (boletins, revistas, ou jornais);
 Elaboração de outros produtos jornalísticos, como fotografias, vídeos, programas de rádio ou de televisão;
 Participação na definição de estratégias de comunicação.

Como podemos observar, são diversas as atividades que podem ser desenvolvidas por uma Assessoria de Imprensa (AI), a empresa pode ter uma AI interna ou terceirizar os serviços onde, dependendo do porte da organização, será mais vantajoso terceirizar os serviços ou até mesmo ambas trabalhando mutuamente, dividindo as atividades, constituindo uma Assessoria Mista.

A decisão de se ter ou de terceirizar uma AI vai depender do porte e das atividades desenvolvidas por uma determinada organização, assim como da cultura dos gestores que dela fazem parte. Análises são necessárias, perguntas do tipo que ações eu tenho necessidade de divulgar? Quais os possíveis resultados alcançados com esta divulgação? Qual o público que vou atingir? Eles são pertinentes para o desenvolvimento da organização? Quem vai esta preparado na empresa, além do Assessor, para passar informações e dar entrevistas a imprensa?

Independentemente do tipo de assessoria adotado pela organização é relevante discorrermos sobre as necessidades logísticas para o desenvolvimento do trabalho.

Uma assessoria deve dispor dos seguintes recursos materiais: telefone, fax, computador, rádio-gravador, televisão, videocassete, impressos padronizados, assinatura de jornais e revistas, material de expediente, material de referência de apoio como: dicionários, atlas, gramática, enciclopédias, entre outros e equipamentos fotográficos. (Koplin e Ferraretto 2000, pp. 52, 53)

Aparentemente, pode parecer uma quantidade excessiva de instrumentos de trabalho, no entanto analisando detidamente, concluímos que muitas empresas já disponibilizam estes recursos, porém não para que a AI desenvolva suas atividades.

Todos os gestores passam a ser assessores de Imprensa no momento de se divulgar um resultado, um diferencial na sua área, logo os gestores estratégicos devem esta preparados e ter conhecimento do que é uma AI, e se posicionar como o tal quando necessário, é lógico que o mesmo terá o assessor como seu representante, mas nem sempre o assessor esta por perto, por isso a importância de se ter conhecimento do todo dentro de uma organização e da sua contribuição para esse todo através das ações desenvolvidas pelo mesmo.

Para Kopplin e Ferraretto (2000, p. 144) “A assessoria de imprensa deve desenvolver um trabalho junto aos meios de comunicação para tornar o cliente uma fonte respeitada e procurada pelos jornalistas toda vez que puder gerar uma notícia.” Ou seja, deve estar sempre muito bem informada sobre o que acontece, acompanhar as mudanças, e desenvolver sempre novas ações estabelecendo uma imagem positiva e concreta para os seus clientes.

A partir do momento em que uma informação, um projeto, enfim uma prática de gestão é divulgada pela mídia ela atingirá uma comunicação em massa mais ampla que a interna. Por ser uma cultura em massa, deve ser analisado bem o público que terá acesso a informação transmitida pelo meio utilizado, em determinadas situações dar entrevista a um determinado tipo de programa, cujo o público não seja de interesse da organização, mesmo estando transmitindo informação, o público não-alvo pode entender de forma negativa a exposição da empresa aquele determinado meio social, causando assim certa antipatia pelos serviços ou produtos oferecidos pela organização. Cautela e planejamento nunca será em excesso no que diz respeito a mídia, visto que ela sempre atingirá diferentes tipos de públicos e em maior proporção.


Responsabilidade Social como diferencial competitivo


Atualmente, muitas organizações perceberam que o setor de responsabilidade social dá à empresa visibilidade e credibilidade, melhorando sua imagem e proporcionando um retorno financeiro, visto que suas ações estão voltadas para a sociedade. De acordo com Andrade (2003, pp. 30, 31), as Relações Públicas podem desenvolver um programa dedicado ao cumprimento da responsabilidade social, prevendo ações nos seguintes campos:

 Apoiar o desenvolvimento social e econômico das comunidades onde estão localizadas as suas plantas industriais e comerciais;
 Preservar o meio ambiente ao qual recorre para produzir e melhorar o equilíbrio ecológico mesmo quando não o influencia diretamente;
 Proporcionar o meio ambiente de trabalho agradável aos seus funcionários que estimule a sua criatividade e a convivência com os colegas;
 Criar mecanismos para proporcionar o bem-estar do empregado extensivo aos seus familiares;
 Estabelecer as regras que assegurem a transparência das informações levadas aos públicos da organização;
 Implantar meios de comunicação que proporcionem a abundância de informações aos públicos;
 Assegurar que os interesses dos acionistas da empresa sejam considerados nas decisões administrativas internas;
 Fixar parâmetros para que o relacionamento econômico com fornecedores e com intermediários seja mutuamente benéfico;
 Buscar a lucratividade da empresa em razão da satisfação dos consumidores de seus produtos e serviços.

Como podemos observar, as ações desenvolvidas pelo setor de responsabilidade social, abrangem tanto o público interno como o externo, visto que todos estão inseridos dentro de um mesmo meio social. Certamente existe um custo para a implantação do setor, pois será necessário admitir um profissional que articule diversas ações consistentes, possibilitando uma avaliação desde o planejamento até a avaliação posterior à execução. As mudanças serão perceptíveis não somente onde a ação está sendo desenvolvida, mas principalmente na empresa, através de seus colaboradores, fornecedores e clientes.

O setor de responsabilidade social, se vinculado ao setor de relações públicas, pode desenvolver ações específicas junto a comunidade, ações essas, que segundo Andrade (2003, pp. 158, 159), podem ser:

1. Política de “portas abertas”;
2. Reuniões com os líderes da comunidade;
3. Publicações em geral;
4. Contribuições para instituições de caridade;
5. Colaboração com os poderes políticos;
6. Colaboração com as associações de classe ou profissionais;
7. Auxílio a clubes esportivos e outras organizações recreativas;
8. Comemorações de eventos especiais.


Diversas empresas já realizam algumas destas ações, além de outras como a articulação de palestras, seminários e encontros. Entretanto, muitas delas não desenvolvem um planejamento especifico para a área e investem em ações sem mensurar seus resultados, ou mesmo desenvolver um trabalho contínuo. Em alguns casos, elas possuem esse setor interno voltado à responsabilidade social, mas desconhecem a potencialidade do setor, se bem articulado e bem desenvolvido, não usufruindo totalmente dos benefícios que ele poderia proporcionar à organização.

As empresas que não têm um setor de responsabilidade social e não participam de ações voluntárias, dependendo da sua estrutura, tendem a ter maior dificuldade na aceitação de seus produtos ou serviços no mercado, ou até mesmo para captação de profissionais qualificados, caso a mesma não tenha uma imagem positiva para a sociedade.

Pesquisa realizada pelo Ibope em novembro de 2003 mostra que os empresários têm pouca credibilidade, eles só perdem para os políticos e uma das causas apresentadas por Nassar e Figueiredo (2007, p. 82) é que “os empresários não têm uma ação social – patrocinando Fundações, dando contribuições a escolas e Universidades, mantendo hospitais etc”.

Esses resultados apresentam o quanto os gestores de uma empresa precisam melhorar suas ações e alcançar melhores resultados nas pesquisas de nível nacional, outra explicação apresentada por Nassar e Figueiredo (2007, p. 82) foi de que “os empresários se comunicam mal”.

Poucos são os gestores que tem acesso a informação dos resultados alcançados através do investimento feito em ações sociais, alguns a fazem porque acham bonito, não participando ativamente do projeto ao qual ele diz fazer parte.

A melhoria dos resultados apresentados só será alcançado com determinação e estudos dos gestores a temas voltados para a comunicação, não somente estudos da comunicação oral e escrita, mas das ferramentas utilizadas na gestão comunicacional e as utilizá-las de forma correta, alinhando-as às práticas administrativas.


Aplicabilidade do Marketing Social

O setor de Responsabilidade Social ganha mais força quando as suas ações são divulgadas, porque na maioria das vezes se conquista mais recursos financeiros e humanos, auxiliando na ação social desenvolvida. Essa divulgação é realizada pelo Marketing Social que:

Em termos mais concretos procura-se essa modalidade de marketing promover uma idéia que se encaixe consensualmente na escala de valores da sociedade em busca de uma atitude por parte do público, diferentemente, portanto, da propaganda comercial, que vende produtos e / ou serviços, da propaganda política, que difunde uma ideologia, e da propaganda eleitoral, centrada em candidatos e partidos (Kunsch, 1986, p. 110).

O Marketing Social usa os veículos de comunicação para conseguir apoio aos programas desenvolvidos na organização pelo setor de Responsabilidade Social. O planejamento das ações deve ser elaborado em conjunto e conter objetivos comuns tanto para Setor de Responsabilidade Social como para o de Marketing, onde um realiza e o outro divulga, defende e explica os resultados alcançados com as ações desenvolvidas.

Marketing Social é o projeto, a implementação e o controle de programas que procuram aumentar a aceitação de uma idéia ou prática social num grupo-alvo. Utiliza conceitos de segmentação de mercado, de pesquisa de consumidores, de configuração de idéias, de comunicação, de facilitação de incentivos e a teoria da troca, a fim de maximizar a reação do grupo-alvo. (Mazzon apud Kunsch, 1986, p. 110)

Cabe ao Marketing Social estudar quais os veículos de comunicação mais apropriados para divulgar as ações organizacionais realizadas; identificar o público-alvo envolvido; mensurar e analisar os resultados alcançados pelas ações sociais desenvolvidas; traçar novas ações uma vez que identificado os resultados alcançados. Se a divulgação não for feito de forma adequada às ações de Marketing Social podem, assim como todas as ações não desenvolvidas de forma correta, se voltar contra a empresa, vale a pena o gestor investir em um profissional com conhecimentos específicos da área para amenizar os riscos envolvidos em uma ação de Marketing Social.


Considerações finais

Com este estudo podemos ter uma noção da importância do uso das ferramentas apresentadas pela comunicação institucional e utilizá-las quando pertinente. Existe uma tendência ao alcance de melhores resultados quando aplicadas de forma correta, desde que esta aplicabilidade seja feita por profissionais capacitados e que possam trazer resultados significativos para a organização. De pouco ou de nada adiantará se a organização investir de forma não profissional no uso das ferramentas comunicacionais como um todo.


Referências bibliográficas

ANDRADE, Cândido Teobaldo de Souza. Curso de relações públicas: relações com os diferentes públicos. 6. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

KOPPLIN, Elisa, FERRARETTO, Artur. Assessoria de imprensa: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2000.

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas na Comunicação Integrada. 3. ed. São Paulo: Summus, 1986.

NASSAR, Paulo, FIGUEIREDO, Rubens. O que é comunicação empresarial. São Paulo: Brasiliense, 2007.

PINHO, J. B., Comunicação em marketing: Princípios da comunicação. Campinas, SP:Papirus, 2001.


REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Comunicação empresarial / comunicação institucional: conceitos, estratégias, sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. São Paulo: Summus, 1986.

*Material do site Administradores.com.br. disponível em:
http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-comunicacao-institucional-na-gestao-da-comunicacao-organizacional/30124/

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Revista Valor Setorial Comunicação Corporativa


Pelo 3º ano consecutivo, o jornal Valor Econômico em parceria com a Aberje lança a revista Valor Setorial Comunicação Corporativa. A publicação traz como tema principal Palavra do Líder: Engajamento do presidente reforça reputação da empresa.

Ótima dica de leitura, textos atualizados sobre o tema e de grande relevância no mercado atual.
Clique aqui e aproveitem!!


sábado, 6 de novembro de 2010

A empresa e a memória digital de sua marca

Sempre foi dito que o Brasil é um país sem memória. As pessoas esquecem facilmente das coisas e de maneira geral, o ensino da própria história nacional não é valorizado como deveria. Porém, hoje a web está proporcionando um fenômeno interessante que vai impactar diretamente na maneira como gestores de marketing e comunicação desenvolvem suas estratégias e os seus respectivos planejamentos.

Se antes o país não tinha memória, hoje a web se encarrega de ser uma espécie de arquivo global: uma memória coletiva, por assim dizer, onde ficam registrados (por tempo indeterminado, até que alguém prove o contrário) todos os eventos que de alguma forma marcam a nossa sociedade. Este arquivo pode até ser utilizado para aprender História, mas vamos focar aqui em períodos mais recentes: fatos, conhecimentos e movimentos que marcaram os últimos 30 ou 40 anos. É fácil encontrar um rico acervo com texto, imagens, áudio e vídeo sobre este período.

Dia desses esbarrei no Youtube com um mini-documentário sobre o incêndio no Edifício Joelma, uma tragédia que abalou São Paulo e todo o país em 1974. Eu não era nem nascido (antes que alguém tire conclusões precipitadas sobre a minha idade). Quase 40 anos depois, a memória da tragédia está viva como nunca, disponível a qualquer um: não apenas vídeo, como todo um acervo multimídia. É a memória digital. Pude experimentar aquele drama e me emocionei como se fosse algo que acabara de acontecer. Agora imaginem um evento importante ocorrido há um ano? Que riquíssimo acervo estará disponível na web para as futuras gerações! Pessoas que hoje nem são nascidas mas que daqui a 40 anos poderão ver, ler e ouvir (praticamente vivenciar) algo de tempos passados.

Para empresas, esta é uma oportunidade fantástica, mas também uma ameaça muito grande. Se por um lado, podem eternizar nesta memória pontos positivos para a sua imagem, por outro, podem fazer com que escândalos e crises de reputação tornem-se perenes e praticamente integrem o DNA de uma marca. Hoje os fatos midiáticos, sejam positivos, sejam escândalos, deixam um residual muito grande. Diferente do passado, onde um pesquisador teria que visitar arquivos de jornais ou bibliotecas, basta consultar a web para ter acesso a um acervo quase que inesgotável. Este residual faz com que um determinado fato possa ser re-experimentado quantas vezes forem necessárias: o caso “da escola onde o aluno foi morto”, o caso “analfabeto aprovado no vestibular”, o caso dos “medicamentos trocados”, o caso do “jogador de futebol com travestis” etc.

E se falamos em fatos, falamos também em “verdades”. Quando um acontecimento torna-se midiatizado, naquele momento e dentro daquela circunstância, ele torna-se uma verdade associada à sua marca. Com a memória digital, estas verdades circunstanciais podem ser reativadas indefinidamente. O residual, ao ser acessado, torna-se vivo para as pessoas. Da mesma forma que eu fui impactado pelas cenas do incêndio de 1974 e todo o drama envolvido na tragédia, seus clientes serão impactados por “verdades” e fatos que permaneceram intocáveis na memória digital.

Ou seja, antes, a política do “abafa o caso” poderia surtir efeito. Hoje, após uma crise de imagem, não basta esperar a “poeira baixar” e o fato perder força na mídia. Muito embora o fato em si possa ser deixado de lado rapidamente, sua memória poderá ser acessada a qualquer momento. Portanto, uma crise de reputação é algo que não morre. Vira uma espécie de morto-vivo, um zumbi ainda mais resistente que aqueles dos clássicos do cinema trash da década de 70: tal zumbi se reerguerá quantas vezes forem necessárias, sempre que alguém clamar por seu nome no Google! E voltará para assombrar a sua marca nos momentos em que ela estiver na berlinda, sendo questionada ou desacreditada. Ou seja, em seus momentos de fraqueza.

Sua empresa está incluindo no planejamento como gerenciar este residual, que de hoje em diante fará parte da memória digital da web? É bom começar. Isso apenas nos confirma que a comunicação dentro das organizações precisa assumir uma postura menos reativa e operacional para de fato tornar-se estratégica e integrada com as demais políticas. Os riscos de gaps e arranhões na reputação hoje são maiores não pelo o que eles representam de perdas tangíveis no momento em que ocorrem e nem mesmo pela rapidez com a qual se disseminam pelas redes sociais, mas por todos os danos que eles podem gerar ao perpetuarem-se na memória digital da nossa sociedade.

As empresas que têm na sua imagem e marca um ativo valioso terão que destinar esforços específicos para este fim. Além de uma política preventiva no que tange a crises de imagem, será obrigatório gerenciar a memória digital da sua marca. O que parece algo banal e inofensivo, pode se transformar, como vimos, em uma alma penada a atormentar os seus esforços de comunicação e posicionamento.



(Texto de Bruno Garcia é coordenador de varejo e e-commerce da Editora DOC. Sócio da BRVCom, mantém o site Brunogarcia e o Twitter @bruno_brvcom, publicado no WebInsider)


*Material do Boletim RP em Ação n.209/10 Ano XIV - Novembro do portal Mundo RP

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Email Marketing

O email marketing é uma ferramenta importantíssima para o empreendedor na geração de tráfego e, principalmente, no relacionamento com os clientes. Criar e enviar uma email newsletter pode alavancar o sucesso de um negócio na Internet. As principais razões para isso são:

Agilidade: O e-mail é uma ferramenta ágil tanto no envio quanto na resposta e avaliação do retorno. Um simples clique na tecle “send” do software dispara o envio de milhares de e-mails que em segundos estão na caixa postal do destinatário. A resposta ao email marketing normalmente é imediata através da ação desejada ou simplesmente da confirmação de recebimento.

Mensurabilidade: É muito fácil medir o retorno do email marketing. As estatísticas de seu site vão lhe indicar: quantas pessoas receberam, quantas clicaram em um link, visitaram o site, compraram; quantas não desejam mais receber sua comunicação e solicitam a exclusão da lista, e diversas outras informações.

Interatividade: Um simples link no e-mail possibilita ao destinatário realizar uma ação como retornar uma resposta, visitar um site ou solicitar a sua exclusão da lista.

Alta Taxa de Resposta: Campanhas de email marketing sérias, com comunicação enviada para destinatários que autorizaram o recebimento (opt-in) tem altíssimos índices de retorno.


e-Mail Marketing x SPAM

SPAM é o nome dado a prática, infelizmente muito comum, de se fazer email marketing junto a destinatários que não autorizaram o recebimento de emails. O spam é o mal uso do email marketing. Sem falar nas considerações éticas que por si só já justificariam a não utilização do spam, existem razões comerciais bem objetivas para que você fique longe disso. O retorno é baixíssimo; para cada pessoa que ler seu e-mail, você terá duzentas pessoas zangadas com a sua empresa, além do risco de ser barrado dos principais provedores e ter seu site tirado do ar. Enfim, não se iluda com o baixo preço dos e-mails, o custo do email marketing através de Spam, acabará sendo muitas vezes maior do que o eventual benefício.

e-Mail Marketing que funciona - Opt-in

Opt-in é o processo no qual as pessoas consentem em receber sua comunicação e fornecem o seu endereço de e-mail. A diferença é fundamental, você está se dirigindo à pessoas que aceitam ouvir o que você tem a dizer e que, além disso, sabem que a qualquer momento podem fechar o canal de comunicação com um simples clique (opt-out).

Newsletter: a principal ferramenta do e-Mail Marketing

Um email newsletter é um boletim periódico enviado regularmente aos seus clientes e visitantes, através do email. O objetivo da newsletter é manter o nome de sua empresa vivo na mente do cliente, além de apontar sempre o caminho para o seu site.

Mas lembre-se, a newsletter só é eficaz se trouxer alguma utilidade para os destinatários tais como informações de valor e, eventualmente, produtos em condições especiais. A newsletter eCommerceNews, que aborda o assunto e-commerce e se aproxima dos 100 mil leitores é um exemplo de newsletter de sucesso. Você pode aprender muito sobre email marketing e a montagem de uma newsletter com o ebook EMAIL MARKETING EFICAZ , disponível com um clique na imagem ao lado.

Disponível em: http://www.e-commerce.org.br/e-mail_marketing.php