"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

terça-feira, 31 de julho de 2012

6 razões que fazem do "novo" o céu (ou o inferno) das marcas

O "novo" nunca esteve mais na moda. Para aqueles que cresceram em uma economia da expectativa, exigindo o melhor do melhor, o conceito do que é "novo" se tornou positivo.

 O mundo inteiro está lançando produtos e serviços novos (e ainda melhores) que podem ser testados com facilidade (especialmente online) com poucos – ou nenhum – risco. Em síntese: novo significa interessante, novo significa legal, novo signifca (mais) experiências, o primeiro, novo significa... bem, "novo"! E, é hora de prosseguir e atender a paixão que seus clientes têm pelo "Newism".

 Seis fatores que dão uma importância ainda maior ao "Newism":

 1 Creative > destruction 

 A destruição criativa pode acionar um alerta, mas deve ser comemorada (apesar das recessões, bancos quebrados e moedas em queda). Com o volume e o ritmo das inovações mais rápido do que nunca, a "criação" está superando a "destruição".

 Na verdade, o mundo todo, de economias emergentes* até as mais desenvolvidas, já está criando produtos, serviços e experiências novos a cada dia - se não a cada hora - em todos os segmentos da indústria B2C, e fazendo o "novo" deixar de ser uma estratégia de marketing ultrapassada usada por marcas "antigas" ("novas e melhoradas!") para ser uma proposta real e atraente para os consumidores.

 Conte-nos sobre um dia em que uma marca (ou pessoa) anteriormente desconhecida não lance uma proposta nova – e melhor, mais prática e surpreendente – que prometa uma experiência inédita ou mais rica. É mesmo uma celebração mundial da inovação.

 2 milhões de patentes foram registradas em 2010, mais do que o 1,4 milhão em 2000 (Fonte: Organização Mundial da Propriedade Intelectual, dezembro de 2011)

2 FSTR. 

 O mundo virtual, com sua aceleração e crescimento (de informações, empolgação e atenção) contínuos, é, obviamente, uma grande contribuição ao "Newism".

 Veja fenômenos como o Instagram (10 milhões de usuários em menos de um dia) ou o Draw Something (35 milhões de usuários em 6 semanas!). E para ressaltar a natureza geralmente passageira do "Newism", muitos usuários do Draw Something já largaram o aplicativo, com certeza em busca de algo novo.

 Isso também vale para produtos: veja o Pebble, que gerou mais de USD 10 milhões em 37 dias no Kickstarter*. Na verdade, qualquer inovação recente que corresponda a uma demanda latente vai virar febre e se espalhar mais rápido do que nunca. A Taco Bell vendeu 100 milhões dos novos Doritos Locos Tacos em 10 semanas, se tornando a disseminação de produto mais rápida da rede.

 * O Kickstarter é uma grande capacitadora do "novo" ecossistema de inovações: qualquer pessoa pode testar, financiar e lançar quase qualquer ideia nova.

 “A ansiedade e a atenção estão sendo aumentadas e aceleradas.”

3 Experience Cramming 

 A vontade de contar "histórias de status" interessantes está alimentando ainda mais o desejo interminável dos consumidores por experiências novas, especialmente intensas em um mundo onde a maior parte da identidade é apresentada online.

 Qualquer experiência que poucas pessoas possam ter ou já tenham tido indica um status de sucesso. Entretanto, com cada vez mais pessoas em busca de experiências "únicas", esse tipo de status está ficando mais difícil de encontrar e mais caro.

 A alternativa (mais barata e prática) é que aqueles ávidos por status recorram ao "Experience Cramming": a arte de colecionar e misturar o maior número de experiências novas possíveis.

 “Os consumidores querem colecionar e misturar o maior número de experiências novas e diversificadas possíveis.”

 4 Status Stream

 Além de colecionar experiências em um mundo onde tudo é passageiro, aquele que se manter firme no fluxo global e interminável de produtos e serviços novos (veja o indicador 1), mostrar-se conectado, "ligado" no que está acontecendo será uma fonte ainda mais rica de status social (especialmente para os consumidores "social-lite). Sim, o "novo" é o novo prestígio ;-)

 Na verdade, apoiar os consumidores na busca pelo que há de mais novo ou facilitar que eles sejam os primeiros, que descubram, conheçam, façam, ou possuam algo novo é uma oportunidade.

 Basta um exemplo inovador: em abril de 2012, a Nike lançou uma edição limitada de tênis altamente colecionável por um sistema de reservas pelo Twitter. As lojas deveriam tuitar hashtags aleatórias de produtos específicos no dia do lançamento, e os primeiros seguidores que as usassem em uma mensagem direta à loja conseguiriam reservar os tênis.

 “O status social virá de “estar ligado” no que está acontecendo, sendo assim parte do ´novo´.”

5 Trysumers

 O ecossistema movimentado pela inovação descrito no parágrafo acima também é completamente transparente, com todos os processos revisados e avaliados pelos consumidores no momento do lançamento da novidade. Isso significa que o risco dos consumidores experimentarem um produto ou serviço novos está perto do zero.

 Além disso, novos modelos de negócios estão permitindo que os consumidores desfrutem do que é "novo" com menos compromisso e custos menores.

 “O risco de tentar algo novo está perto do zero.”

 6 To have is to (h)old 

 Muitos itens não (necessariamente) ficam ultrapassados. Para os consumidores que adotaram as soluções "owner-less", alugar ou compartilhar tudo (desde carros até roupas e eletrônicos), as experiências "novas" e os upgrades perpétuos podem estar a um clique de distância.

 E, graças à tendência de "recommerce", até mesmo para os consumidores que já compraram os produtos, nunca foi mais fácil destravar o valor de compras antigas. Recompras de marcas novas, esquemas de troca, plataformas online e lojas móveis oferecem opções práticas e inteligentes para os consumidores que gostam de "mudar para melhorar".

 E, pela internet, todos os produtos, serviços e experiências são infinitos, se não forem automaticamente renovados e atualizados (sejam eles "comprados" ou apenas acessados online).

 "Muitos itens não (necessariamente) ficam ultrapassados." O que "Newism" não é (e a inevitável contratendência) Agora, o "Newism" não é "apenas" uma inovação tradicional de produtos. O "novo e melhor" de ontem foi superado por uma explosão realmente inovadora e criativa que tomou conta do mundo todo.

 Ele também não é apenas uma loucura emocionante, ambientalmente incorreta e insana que substitui os produtos (veja o fator 6).

 Por último, mas não menos importante, ele não significa que toda a atenção do consumidor seja concentrada no que é novo. Ainda haverá um valor inestimável nas marcas tradicionais, conhecidas por entregar constância, qualidade comprovada e legado. Ainda haverá valor nas histórias de marcas envolventes e bem contadas. Ainda haverá valor no conforto, na tradição, no local, na curadoria de produtos já existentes, na personalização e em qualquer uma das dimensões já vistas dos Trend Briefings anteriores.

 Lembre-se, nenhuma tendência é válida para todos os consumidores a todo momento, e o "novo" nem sempre invalida o que é antigo.

 Implicações 

 O "Newism" é a destruição criativa, hipercompetição, globalismo, consumo anabolizado e uma celebração da inovação, tudo em uma tendência só.

 Para as marcas, sejam elas novas ou já estabelecidas, ele se resume a capturar e manter a atenção dos consumidores.

 Como o intervalo de atenção dos consumidores pode ser cada vez mais curto, as recompensas ao se investir nele podem ser instantâneas e enormes. E, na verdade você não tem muitas escolhas se não aplicar e se engajar.

*Material disponível em; http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/6-razoes-que-fazem-do-novo-o-ceu-ou-o-inferno-das-marcas

sábado, 28 de julho de 2012

Para ganhar simpatia no Facebook, pequenas empresas precisam criar conteúdo

A micro e pequena empresa que quer realizar vendas pelo Facebook precisa ficar atenta também à produção de conteúdo. Antes de começar a anunciar produtos ou promoções na sua fan page, é necessário divulgar informações interessantes para o público-alvo, de acordo com José Rubens, diretor da Guia-se Negócios pela Internet, empresa de criação e desenvolvimento de lojas virtuais.

 “O indicado é que 70% do conteúdo da fan page seja de assuntos relevantes para o negócio e para o público e apenas 30% sejam promoções e posts com foco em vendas”, diz Rubens.

 Ele afirma que a fan page deve ser vista como um canal de vendas complementar, que pode aumentar as receitas da empresa.

“A página no Facebook é um caminho a mais para o consumidor entrar em contato com a empresa. Por isso, é importante saber o horário que seu público mais acessa a rede social, colocar depoimentos, pesquisas de satisfação, para engajar as pessoas e consolidar a marca”, diz.

 Fabio Seixas, criador da Camiseteria, loja virtual de camisetas, é um empresário que sabe aproveitar o potencial das redes sociais. A empresa já nasceu com o próprio sistema de comércio eletrônico, onde, até hoje, são finalizadas as vendas, mas disponibiliza uma catálogo completo de seus produtos na fan page do Facebook.

“Procuramos ter uma postura aberta para entender como funcionam as redes sociais e, por meio delas, gerar vendas. O Facebook é o nosso canal que mais cresce em termos de vendas e é o segundo meio mais representativo hoje, depois do e-mail marketing. Muitos negócios são fechados graças às recomendações de outros usuários”, diz Seixas.

 A marca aposta tanto no potencial de vendas da rede social que tem estratégias de comunicação específicas para o Facebook. A empresa faz sorteios, campanhas de engajamento, divulgações exclusivas e outras ações para os usuários do site. As redes sociais mudam, mas a experiência fica.

  Apostar somente no Facebook para fazer vendas na internet, no entanto, pode ser arriscado, afirma José Jarbas, diretor da eCRM 123, empresa de software de gestão de relacionamento com o cliente nas redes sociais.

 “O problema de ter uma empresa baseada apenas no Facebook é que, se amanhã acontecer uma migração de usuários, como houve a do Orkut para o Facebook, a empresa pode ter problemas em acompanhar”, diz.

 Entretanto, segundo Jarbas, isso não deve ser motivo para deixar de apostar no potencial do comércio pelas redes sociais. “As redes sociais vieram para ficar. Mesmo na hipótese de o Facebook desaparecer, a experiência que uma empresa adquire nesse processo servirá, sem dúvidas, para sair na frente em uma próxima plataforma de rede social”, declara.

* disponível em: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/07/17/para-ganhar-simpatia-no-facebook-pequenas-empresas-precisam-criar-conteudo.jhtm

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quem são e por que as marcas não entendem os consumidores infantis

 Filhas da tecnologia, as crianças de hoje nascem inseridas em um mundo recheado por telas touchscreen, celulares com comando de voz, videogames sem joystick e multi-aparelhos com multi-tarefas. Nesse contexto mutável, as marcas passam por dificuldade por não entenderem quem são e o que querem os consumidores infantis.

 Segundo a pesquisa “Infância Influente”, realizada pela TNS Global, com foco em crianças de seis a 11 anos, o objetivo das empresas têm de ser na geração de experiências para criação de vínculos afetivos. Ainda que os pequenos não entendam as mensagens com a mesma propriedade que os adultos, mesmo porque não desenvolveram o raciocínio abstrato totalmente, podem referenciar as marcas por meio de seriados, personagens e ídolos.

 Nesse cenário, as empresas devem definitivamente entender que as crianças de hoje definirão os tipos de consumidores do futuro. As mudanças não serão rápidas, mas é preciso correr contra o tempo. “A infância está mais tecnológica, mas crianças continuam sendo crianças: elas querem explorar, brincar, saciar curiosidades, experimentar. Ávidas, abertas e destemidas frente a novas possibilidades, absorvem informações mais rápido”, diz Alexandre Momma, responsável pela pesquisa.

 Cinco tendências de consumo infantil 

O entendimento das marcas em relação a quem são e o que desejam os consumidores infantis e que tipo de consumidores eles se tornarão, aponta para cinco tendências do mercado, segundo o estudo. A primeira delas é a compreensão que os pequenos têm do domínio da tecnologia: eles utilizarão cada vez mais, com mais facilidade, e absorverão mais rápido os aparatos tecnológicos naturalmente.

 O segundo ponto é que as empresas precisam entender que as crianças não atuam apenas como receptoras de informação, mas também como emissores. “O poder social já é forte e será potencializado pelas redes sociais. Os pequenos opinam, repassam, influenciam e são influenciados”, explica.

Em terceiro lugar está a autosuficiência, quando buscam informações e elas devem estar disponíveis onde e como quiserem. “Dessa forma, os processos de compra e pontos de venda precisarão de um update quanto a preços, produtos e vendedores, por exemplo”.;A quarta tendência é o conteúdo espontâneo, que cresce não só em presença, mas em importância. Segundo o estudo, a mensagem da marca não pode entrar em dissonância com a mensagem sobre a marca.

A última tendência é quanto à participação. Em um cenário bastante ativo, os consumidores buscarão adequar o que consomem às suas necessidades e valorizarem produtos em que tenham voz, desde que o objetivo não seja apenas comercial.

Diálogo certo, vínculo criadoInfância Influente,TNS Global,pesquisa,consumidores infantis,crianças De forma quase natural, marcas como a Fiat e a Estrela são exemplos de sucesso quanto à tendência de diálogo com as crianças. A montadora lançou o Uno Passeio e o Uno Elétrico, versões infantis do Uno. Já a Estrela relançou o jogo “Banco Imobiliário” trazendo como opção a forma de pagamento em cartão de crédito com a bandeira Mastercard. Outras marcas também entraram no universo infantil: os jogadores podem comprar ações de mentirinha da Vivo, Itaú, TAM Viagens, Nivea e Ipiranga.

As marcas têm de oferecer formas de desenvolvimento e quem fizer parte desse momento começará a criar vínculos. É natural. Não é empurrar para o consumo, mas gerar experiências e benefícios para essas crianças. As marcas têm de ser preparar hoje para o que esse consumidor pode ser no futuro”, afirma Alexandre Momma.

;A presença das marcas no dia a dia das crianças cria uma relação duradoura, por meio da geração de experiência. A partir de ações que criem uma espécie de parceria entre público infantil e a empresa, os resultados poderão ser positivos para ambos os lados. “A criança se diverte e futuramente resgatará as memórias, com uma origem no afeto pela marca”, completa Momma.

Depois de adultos, as memórias da infância também ganham continuidade e passam de geração para geração. Um case de sucesso é o seriado Chaves. Há 31 anos no ar pelo SBT, o programa mexicano é relembrado por pais, que compartilham com os filhos as trapalhadas dos personagens. A criação do desenho do Chaves, em 2006, e a ativação do mesmo por meio do McLanche Feliz, do McDonald’s, em que as crianças ganhavam bonequinhos no kit, são exemplos de um sucesso que sempre se renova.

Outro exemplo é a Lego. Criada nos anos 1950 e febre nos anos 1980, a empresa caiu no esquecimento nos anos 2000,Infância Influente,TNS Global,pesquisa,consumidores infantis,crianças chegando a fechar fábricas e demitir mais de 3.500 funcionários. No Brasil, a marca fechou as portas em 2004 e voltou em 2006, após reestruturação mundial. Entre as iniciativas que resgataram o sucesso da marca, estão ações de licenciamento que permitiram lançar peças temáticas, como do filme Star Wars e de super heróis, fazendo com que o brinquedo agradasse crianças e adultos.

“Conheço adultos com mais de 30 anos que colecionam Lego e vi esses dias uma cena que chamou atenção: uma criança com os ‘óculos canudo’ do Chaves na rua. Obviamente ela gosta do desenho, mas deve ter o fator influenciador dos pais. Nem sempre o seriado ou desenho são ótimos, mas se ele consegue resgatar experiências e sentimentos é o importante. Esse tipo de transporte que precisa acontecer e não está acontecendo”, pontua Momma.

*disponível em: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/24636/quem-sao-e-por-que-as-marcas-nao-entendem-os-consumidores-infantis.html

terça-feira, 10 de julho de 2012

Cinco passos para fidelizar consumidores nas redes sociais

Não é novidade que a internet transformou a forma de relacionamento entre as marcas e os consumidores, que se tornaram produtores de conteúdos exigentes. O imediatismo vem fazendo com que as empresas busquem novas formas de entregar aos seus clientes mais que produtos, mas também propósitos e experiências. A pesquisa “Tribos Urbanas e As Marcas na Pós-Modernidade”, realizada pela Millward Brown, aponta os cinco caminhos para que a marca mantenha essa fidelidade.

 A utilização cada vez mais intensa das redes sociais é um dos fatores que vem propiciando um estreitamento de relações e demandando das empresas um esforço cada vez maior quando o assunto é gerar impacto nos consumidores. O primeiro passo do caminho apontado pela pesquisa é trabalhar a marca dentro do conceito de Branding, além de promover uma experiência envolvendo os cinco sentidos. “Marcas como a Natura fazem isso muito bem. Vemos propagandas onde ela não vende seus produtos, mas seus propósitos. Cada vez mais o consumidor exige isso. Vender simplesmente já não é mais um caminho de sucesso”, explica a pesquisadora e coordenadora do estudo Aurora Yasuda, em entrevista ao Mundo do Marketing.

 Outro ponto que deve ser observado é o relacionamento baseado no lazer, entretenimento e humor, já que estes são os assuntos mais buscados pelos consumidores quando se pensa em internet, especialmente nas redes sociais. “As pessoas buscam as redes como uma forma de entretenimento. Elas trazem uma extensão da infância”, completa a pesquisadora Lívia Bellato, que também coordenou o estudo.

 Redes Sociais 

Estimular o protagonismo do consumidor é outro fator primordial que deve ser observado pelas empresas na hora de se relacionar na internet, já que a multiplicidade de canais torna o internauta parte integrante do processo de comunicação. A pesquisa também aponta como importante a adaptação da marca aos valores locais como uma forma de se destacar em um mercado altamente competitivo. “Os valores locais facilitam a identificação do consumidor. É como um McDonald’s, por exemplo. Hoje eles já oferecem pães, saladas e café. Essa é uma forma de se adaptar aos costumes locais e conquistar o consumidor”, afirma Aurora.

 A análise mostra ainda que as marcas precisam dar uma atenção especial à forma de se relacionar com seus consumidores por meio das redes sociais. Apesar de se tratarem de importantes ferramentas de comunicação, os dados apontam que muitas empresas ainda não sabem como lidar com as fan pages, ou as confundem com espaços somente para ações de Marketing.

 “As marcas e os fãs ainda fazem um pouco de confusão sobre esse trabalho. Falta entender que a rede social é um local para relacionamento e não para Marketing apenas. As empresas não trabalham muito bem isso. As fan pages não são muito bem exploradas em todas as suas potencialidades. O consumidor é 2.0, mas as marcas ainda estão no analógico”, completa Aurora.

 A análise aponta a importância de um trabalho correto nas redes sociais para se aproximar dos consumidores e conquistar um lugar prestigiado no dia a dia dos fãs. Segundo os dados, em relação ao conceito de vantagem, as marcas aparecem com um índice de 62% entre os consumidores que são fãs contra 19% entre os que não são. O percentual é de 67% para os fãs em performance contra 19% para os não fãs. No quesito relevância da marca, o índice é de 83% entre os consumidores fãs, contra 37% entre os que não são. A presença da marca surge em 100% dos fãs, enquanto entre os não fãs esse percentual é de 50%. Já o share of wallet é de 13,3% entre os fãs, contra 2,8% entre os não fãs.

 O trabalho “Tribos Urbanas e As Marcas na Pós-Modernidade” foi realizado em dezembro de 2011 a partir de um fórum qualitativo online com 30 jovens entre 18 e 25 anos de idade e analisou dados secundários de materiais publicados na internet e comunicações, que vêm sendo utilizadas pelas marcas para apoiar a enumeração de tendências que emergem dos comportamentos.

*Disponível em: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/24545/cinco-passos-para-fidelizar-consumidores-nas-redes-sociais.html