"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sábado, 26 de novembro de 2011

A Geração Y e o Novo Marketing


A Geração Y já é o maior grupo consumidor em alguns dos mais importantes segmentos da economia, além de ser criadora de tendências para muitos outros setores. No entanto, seus hábitos de consumo são bastante diferentes dos hábitos das gerações anteriores.

Os profissionais de marketing e de vendas terão que reaprender tudo o que sabem se quiserem manter suas receitas e lucros crescendo e suas marcas relevantes. Nesse artigo serão apresentados alguns dados sobre essa parcela da população, as principais diferenças em relação aos seus hábitos de consumo e a redefinição do papel do Marketing nesse contexto

Vejamos alguns dados sobre a Geração Y:

Já são considerados como o maior segmento em importantes setores da economia mundial (volume de compras e quantidade de consumidores)

Representam cerca de 20% da população brasileira (40 milhões) e outros 210 milhões no restante do mundo em desenvolvimento.

É tida por alguns como a geração na história, e em todo mundo, com o maior nível de escolaridade e formação e com maior flexibilidade de conceitos e, portanto, menor nível relativo de preconceitos.

Cresceram com disponibilidade tecnológica e acesso instantâneo a informações e foram os primeiros a adotar tecnologias como redes sociais, redefinindo a forma de pessoas se relacionarem entre si e com a tecnologia. São, portanto, o maior grupo de internautas da Web.

Apresentam expectativas sobre as questões de responsabilidade social corporativa, ambiental e trabalhista mais próximas ao comportamento de membros de uma ONG do que de qualquer outro grupo.

O outro lado da moeda: geralmente são vistos como descompromissados, superficiais, egoístas, sem ideologias ou causas genuínas.


Diferentes Hábitos de Consumo

A disponibilidade e forma de ligar com a tecnologia é a principal causa da diferenças entre os hábitos de consumo da Geração Y frente as gerações anteriores. A convivência com celulares, internet, mp3 players, videogames e afins contribui sensivelmente para o desenvolvimento de características como: imediatismo, pragmatismo e capacidade de ser multitarefa.

Adicionalmente, esse grupo tem mostrado especial interesse na customização de serviços e produtos. Psicólogos defendem a tese de que essa necessidade é uma forma de diferenciar-se dos demais grupos e expressar sua individualidade.

O Papel dos Meios de Comunicação

A formação dos hábitos de consumo de baby boomers e gerações anteriores foi significativamente influenciada pela TV e rádio meios passivos e unidirecionais que não permitem contestação ou comparação de informações. A Geração Y, por sua vez, cresceu em meio a uma multiplicidade de meios, em especial a Internet, os celulares e smartphones e, mais recentemente, as redes sociais. Esses meios são ativos, multidirecionais e interativos. Tendo em vista que esses meios foram parte integrante de sua infância e adolescência, essa geração se mostra mais familiarizada com eles do que as demais gerações.

A maneira pela qual esses consumidores adquirem e compartilham opiniões e mensagens sobre marcas e produtos vêm sendo redefinida por sites de comparação de produtos (tipo Buscapé), sites de reclamação (tipo Reclame Aqui) e sites/blogs de opiniões, comunidades de clientes e ex-clientes das respectivas marcas, sites de rankeamento, funcionalidades de avaliação de produtos em sites de e-commerce e pelas próprias interações que acontecem nas redes sociais.

Novos Formatos para Comunicação e Relacionamento

A multitude de meios mencionada no parágrafo acima também tem contribuído para a redefinição do papel do Marketing, em especial das dimensões de relacionamento e comunicação. A emergência de novos canais de relacionamento e comunicação digital para as marcas tais como Youtube, Twitter, Facebook, Blogs, Sites, Celular, etc, contribui para a fragmentação da audiência e também para a necessidade de adequação da mensagem. Adicionalmente, alguns estudos apontam que o formato tradicional de mensagens publicitárias tem eficácia reduzida junto à essa geração.

Nesse contexto, anunciantes têm tentado desenvolver novos formatos para tentar capturar a atenção da Geração Y. Dentre eles, destacam-se:

Marketing de Guerrilha
Marketing Experiencial
Campanhas e Avatares em Redes Sociais
Marketing de Causas

Temos observado discussões acaloradas sobre os impactos da Geração Y no mercado de trabalho. No entanto, cremos que os impactos sobre o consumo serão ainda mais significantes. Conforme vimos, isso se dará basicamente por duas razões. De um lado, comparativamente às gerações anteriores, os aspectos comportamentais e as expectativas da Geração Y são bastante diferentes.

De outro lado, a variedade de novas mídias é um componente essencial que redefine o papel do Marketing. Essa geração tem mostrado aversão e resistência aos formatos tradicionais de comunicação e relacionamento unidirecionais e impostos pelas empresas e, dessa forma, profissionais de marketing e vendas devem ser capazes de experimentar como formatos não tradicionais de marketing, principalmente os interativos e colaborativos, para alcançar esses jovens.

* Thiago de Assis Silva é consultor de estratégia na E-Consulting Corp.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Personal branding: construindo reputação com as redes sociais

Cleyton Carlos Torres

Ora, não é novidade alguma que as mídias digitais conectadas em rede são excelentes ferramentas para que uma empresa possa trabalhar novos conceitos de negócios, explorar novos mercados promissores e estabelecer maneiras mais eficazes de construir sua imagem, tecendo uma relação mais direta, customizada e singular com seus consumidores e clientes, com o intuito de maximizar sua presença – digital ou não.

Acontece que tais mecanismos também podem e devem ser trabalhados em prol do profissional. Nada mais justo do que usar as redes sociais para criar novos cenários de atuação, explorar vias de acesso que antes eram restritas e determinadas somente a específicos grupos de desempenho e, principalmente, ter uma relação, por que não, mais direta, customizada e singular com as empresas.

As maneiras de se estabelecer um personal branding eficaz são simples, porém trabalhosas e requerem dedicação quase que diária, além de paciência, já que ninguém constrói sua marca pessoal da noite para o dia. Portanto, tenha em mente que todo esse trabalho será de longo prazo e minucioso, porém muito produtivo profissionalmente.

O profissional pode começar observando os cenários que pretende adentrar. Se for no segmento da comunicação, por exemplo, quais os meios mais utilizados por grandes profissionais e empresas? Uma rápida e detalhada análise permitirá conhecer melhor esse mercado e, com isso, procurar a maneira mais eficiente para estabelecer uma conexão nas redes sociais

Uma vez que essas mídias não são espaços íntimos e muito menos totalmente pessoais, ter a consciência de que publicar comentários pejorativos ou negativos sobre determinado assunto pode, muitas vezes, danificar a imagem de um profissional. Não é tão difícil imaginar que se seu colega pode ver aquela foto que em você aparece em poses polêmicas, seu chefe – ou futuro chefe – também pode ver. Ou pior: o profissional concorrente também pode ver a imagem.

Está cada vez mais claro que as empresas estão usando o comportamento dos usuários para recrutar e contratar novos integrantes. Por que não entrar nessa onda? Acontece que as mesmas empresas que usam tais mídias na procura de novos profissionais também as usam para obter um maior conhecimento sobre a vida comportamental desses “candidatos” e, desse modo, excluir os “fanfarrões”, separando, em uma primeira análise superficial, o joio do trigo.

Tenha isso em mente quando pretender apenas se exibir, em vez de ser enxergado. Usar o Twitter como uma canal de divulgação de notícias sobre seu determinado segmento, criar laços com profissionais mais consagrados ou simplesmente para se manter atualizado, seguindo quem realmente tem algo a dizer, já é um bom começo. Agora, publicar dezenas de tweets com ofensas a tudo e a todos ou, pior, nem mesmo atualizá-lo, é pedir para ser passado em branco.

Outro ponto determinante que qualquer profissional pode trabalhar é a criação de um blog. Blogs permitem que empresas ou clientes percebam o seu nível de familiaridade com o assunto debatido. Um bom domínio do português somado com uma capacidade interessante de conhecimento sobre design e layout oferecem aos futuros consumidores ou chefes uma boa dose de como você é aplicado e estuda o assunto. Mais uma vez, não é tão difícil observar que você atingirá mais facilmente seu “público” se possuir algo para dizer.

Personal branding construído nas redes sociais tem basicamente dois pontos principais em sua estrutura resultante: reputação e referência. Ao construir uma boa reputação em determinado setor, virar referência no assunto é questão de tempo. Ao virar referência em determinado tema, sua reputação estará cada vez mais solidifica. É claro que jamais o trabalho de manutenção deve ser deixado de lado. Quanto maior a altura, mais é o nível de responsabilidades durante o voo.

Material disponível em: http://imasters.com.br/artigo/22462/carreira/personal-branding-construindo-reputacao-com-as-redes-sociais

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O que os melhores líderes do mundo fazem de diferente

Imagine como seria interessante entrevistar milhares de gestores no mundo e perguntar para eles o que realmente torna uma equipe excepcional? Provavelmente, teríamos um panorama geral das práticas mais eficientes de gestão utilizadas pelas empresas.

E foi com esse pensamento que o consultor Marcus Buckingham aceitou esse desafio. À frente da coordenação de estudos realizados pelo instituto de pesquisa Gallup, ao longo de duas décadas, e que entrevistaram mais de 80 mil profissionais de cargos de chefia em todo o mundo, Buckingham identificou algumas semelhanças nas práticas gerências que dão certo.

Para o consultor, não existem grandes empresas, mas apenas equipes que sabem trabalhar bem e profissionais que sabem orientá-las. "O gerente tem a responsabilidade de transformar a personalidade de uma pessoa em desempenho. [...]. Somos mais produtivos quando conseguimos fazer o nosso melhor o tempo todo", declara o consultor em sua palestra na HSM Expomanagement.

Quem é seu conselho de Administração?

Na palestra, Buckingham relata que até nos mesmos cargos de uma empresa existe uma variação no rendimento das pessoas. Ele conta que acompanhou uma rede varejista com três mil lojas e, apesar das mesmas diretrizes em cada unidade, o potencial dos colaboradores variava. "Por que duas equipes que ganham a mesma coisa e fazem o mesmo trabalho têm níveis diferente de performance? O que será que acontece?", questiona o consultor a plateia.

Em seguida, Buckingham destaca que cada organização tem um conselho de administração, que ajuda a empresa tomar decisões e suas diretrizes. E pede para que cada um dos participantes da ExpoManagement imagine seu próprio conselho de administração pessoal e escreva em um papel. Ao perguntar ao público quem colocou seus líderes e chefes nesse conselho pessoal, o consultor confirmou sua teoria: 80% desses chefes faziam parte dessa lista.

Agora, o consultor fez uma segunda pergunta: "Será que o seu nome entraria na lista do conselho de administração pessoal dos seus subordinados? [...]. Será que você está fazendo o mesmo impacto com seu subordinado como o seu líder fez com você?", questiona novamente para depois concluir:

"Antes de racionalizar a razão, temos que pensar nas questões pessoais. É isso que você deve buscar. [...]. Deve entrar no conselho de administração dos seus subordinados. Essa consciência gera um poder. A cultura está nas mãos do gestor local e e por isso que a mesma empresa pode dar diferentes resultados.

Os três questionamentos

Marcus Buckingham relata que através de sua pesquisa com líderes de todo mundo, três perguntas feitas para os funcionários podem definir em que caminho cada empresa está:

1ª - Os meus colegas estão comprometidos com a qualidade?
"É preciso definir o que é qualidade, mostrar o significado da excelência. Só assim as pessoas poderão conseguir dizer sim para esse questionamento. Jobs pode ter tido muitos defeitos, mas ele conseguia fazer isso", comenta o consultor.

2ª - Sei o que é esperado de mim no trabalho?
"Você nunca vai conseguir achar um funcionário confuso e competente ao mesmo tempo", destaca. Para ele, é preciso criar cronogramas e maneiras corporativas que vão dizer o que é esperado por cada profissional.

3ª - No trabalho, tenho a oportunidade de realizar todos os dias o que sei de melhor?
"No fundo, os líderes que conseguirem um sim nessa pergunta de seus colaboradores, com certeza, terão um desempenho maior que os outros. Mas, se você tirar o todos os dias você perde o efeito", ressalta.

Pontos fortes

Quando se fala em aperfeiçoamento profissional, estamos acostumados a ouvir que devemos melhorar os nossos pontos fracos para equilibrar nossas habilidades. No entanto, Marcus Buckingham afirma que esse pensamento está condenado ao fracasso. Para ele, as pessoas vão obter os melhores resultados tirando o máximo dos seus pontos fortes ao invés de colocar muita ênfase nas deficiências ou falhas percebidas. "As pessoas reúnem seus pontos e tornam seus pontos fracos irrelevantes", ensina.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Geração Y não se apega à marca, mas se preocupa com o resultado da compra

Os consumidores da geração Y, composta por pessoas com idade entre 20 e 29 anos, não estão muito apegados à marca, pois o foco de suas aquisições recai sobre o resultado que a compra produz. As informações fazem parte do estudo "Clientes Y" - módulo qualitativo da pesquisa "Geração Y" da Bridge Research.

Em relação aos eletroeletrônicos, por sua vez, a experiência anterior desses consumidores com a marca é determinante para a aquisição de novos produtos. E o mesmo se observa no caso da compra de um carro ou moto, em que a marca passa a ser um fator decisivo.

"O custo é importante diante do benefício percebido, ou seja, durabilidade e custo de manutenção. Eles acreditam que, se o carro ou moto não tiver qualidade, o barato pode sair caro", explica o presidente da Bridge Research e coordenador da pesquisa, Renato Trindade.

Idolatria?

Outro aspecto relevante na percepção desses consumidores é que a marca deve estar no mesmo nível do cliente. Quer dizer, a "idolatria" que os integrantes da geração X cultivavam por determinadas marcas inexiste entre os jovens consumidores. "Eles estão mais preocupados em parecer. Ser ou ter não é tão importante", salienta Trindade.

E ele esclarece que, para entender esse comportamento, é essencial levar em conta as ferramentas que moldam o comportamento do mundo. "A web tem mostrado a valorização da produção de conteúdo compartilhado. Nessa ótica, esse consumidor que fazer parte e que a marca esteja no mesmo nível que ele", aponta.

Telefone x internet

Embora esses consumidores da geração Y sejam altamente conectados, preferem o tradicional atendimento telefônico quando enfrentam problemas com alguma marca e produtos. Afinal, reconhecem que o atendimento pela internet ainda é lento, falho e impessoal no Brasil.

E como estão acostumadas a gastar pouco tempo para resolver pendências, eles não têm paciência para utilizar meios on-line, como chat e e-mail, para contatar o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) e querem lidar com a incerteza dos meios eletrônicos de comunicação.

"Nas entrevistas que realizamos é clara a insatisfação com a demora e a impessoalidade da internet para resolver questões relacionadas à insatisfação do consumidor. Os entrevistados são unânimes ao afirmar que o telefone é mais prático porque permite explicar exatamente o problema ao atendente, enquanto a internet não possibilita o contato mais estreito", avalia o coordenador da pesquisa.

O comportamento dos atendentes

Além do excelente atendimento, esses jovens consumidores querem rapidez nos processos de atendimento e na resposta à solicitação. "O Y valoriza atendentes bem treinados, com boa vontade e raciocínio rápido. Também precisam ser eficientes, atenciosos, simpáticos e proativos", lista Trindade. "Na verdade, esses atributos também são valorizados por consumidores das demais gerações. A diferença é que os Ys são mais impacientes e imediatistas".

Quando são atendidos, não querem falar com mais de um atendente. Eles esperam respostas diretas e objetivas. Além de, é claro, desejarem resolver o problema o mais rápido possível.

Sobre a pesquisa


O estudo foi desenvolvido por meio de entrevistas pessoais com 672 entrevistados, residentes das regiões da Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande
Porto Alegre.

Fonte: Site da UOL, disponível em: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/11/08/geracao-y-nao-se-apega-a-marca-mas-se-preocupa-com-o-resultado-da-compra