"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O sucesso das marcas nas redes sociais

O uso das redes sociais para a publicidade de produtos e marcas é um dos assuntos em alta no meio da comunicação há algum tempo e que tem interessado anunciantes e agências cada vez mais. Nas palestras em que participo como instrutora, os alunos estão sempre interessados em um ponto central: - como insiro minha marca nesse ambiente de forma eficaz, evitando comentários negativos? Não é tarefa fácil. Afinal, as redes sociais permitem a livre expressão e não poderia deixar de ser assim. Antes de partirmos para o “como fazer”, é melhor entender o que é útil para os usuários nesses ambientes. Segundo pesquisa da comScore, de abril de 2008, a navegação em redes sociais é a terceira atividade que mais ocupa tempo dos usuários da América Latina, atrás apenas de visitação a portais e uso de comunicadores instantâneos. E uma vez nas redes sociais, o que os usuários fazem?


No Orkut, a rede social com maior número de usuários brasileiros, as áreas de maior uso são as seguintes:


1) Álbum de fotos

2) Scrapbook

3) Homepage do perfil do usuário

4) Lista de álbuns

5) Lista de amigos

6) Mensagens

7) Comunidades

8) Buscas


Podemos tirar algumas conclusões interessantes: os usuários passam mais tempo em um álbum específico de fotos e lendo scraps (seus ou dos outros) do que na página inicial do seu próprio perfil. Ler os scraps de amigos ou estranhos é mais importante para os usuários do que acompanhar as discussões em comunidades ou buscar por assuntos relevantes. Ou seja: a vida dos amigos em si (suas fotos e recados) é mais relevante do que buscar assuntos interessantes dentro da rede. Sua marca deve então criar um perfil para se comunicar com os usuários? Talvez. Se o perfil tiver fotos novas, atualizadas e interessantes e gerar buzz a ponto de ter bons scraps para serem lidos pode ser uma excelente estratégia.


No caso da criação de um perfil, pense em promoções e concursos que levem o usuário a interagir de forma real com sua marca. Você deve oferecer uma vantagem, sempre. Neste ambiente tudo que não é realmente interessante para o usuário, fica para trás. Sua marca tem uma opção ainda mais completa: partir para a criação de um aplicativo (social app). As social apps vêm crescendo ferozmente dentro do Orkut. A maior de todas possui mais que 10 milhões de instalações. Nada mal. E para quem acha que um grupo pequeno de aplicativos detém a maior parte dos usuários, o que acontece é o contrário.


O conceito de long tail funciona aqui também. Aplicativos de todos os tipos e graus de robustez têm espaço dentro do Orkut. A chave é planejar e pensar na relevância que o aplicativo terá para o usuário e não somente no quanto sua marca vai estar exposta. Dentro de um aplicativo as funcionalidades são infinitas: é como ter um site da sua própria marca dentro da rede social, oferecendo funcionalidades sociais, claro. No aplicativo, tirando pela lista acima, é importante oferecer a customização por parte do usuário e a possibilidade de acompanhar outros amigos e interagir com eles, o que nos leva ao ponto da viralização. Permita que usuários convidem amigos, comentem dentro dos aplicativos, compartilhem pontos específicos, dêem notas, montem rankings e assim por diante.


Em um campo onde muita coisa ainda é incerta, contar com muita observação e dados para tomada de decisão estratégica é sempre o melhor caminho. (Texto de Tahiana D'Egmont, Country Manager da Mentez, responsável pelo desenvolvimento dos negócios da empresa de social media no Brasil, publicado no WebInsider) .
*material do informativo RP em Ação n.188/09 - Ano XII - Fevereiro

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Comunicação Empresarial e o Marketing Moderno


*Camila de Oliveira Guimarães



Há algumas décadas atrás, emergia no mercado empresarial conceitos e ações nunca mencionados anteriormente, dentre eles os relacionados com a comunicação corporativa e todo seu universo. Atualmente, fica impossível imaginar planos de ações empresariais que ignorem o papel da comunicação e seu poder em lidar com a imagem da instituição. A comunicação empresarial é sim uma poderosa ferramenta estratégica e, assim como menciona Roger Cahen, em seu livro Comunicação empresarial - A imagem como patrimônio da empresa e ferramenta de Marketing -, quando levada a sério é uma atividade que pode ser considerada um investimento empresarial e não uma despesa.



Mas afinal de contas, o que é a Comunicação Empresarial? No conceito trabalhado pelo autor, comunicação corporativa é uma atividade sistêmica, de caráter estratégico, ligada aos mais altos escalões da empresa e que tem por objetivos: criar - onde ainda não existir ou for neutra - manter - onde já existir – ou, ainda, mudar para favorável, onde for negativa, a imagem da empresa junto a seus públicos prioritários. Ela deve fazer parte das estratégias de Marketing, entenda-se aqui Marketing como um grande jogo mercadológico, no qual ganhar o mercado é o grande prêmio final. A comunicação em conjunto com outras siglas, como Finanças, produção, Pesquisa e Desenvolvimento, Recursos Humanos, Organização e método, entre outras, são ferramentas estratégicas e fundamentais ao Marketing da instituição.


Cabe então dissecar o conceito, para melhor compreensão das práticas do marketing Empresarial. As políticas de comunicação, assim como as de Marketing, têm cunho sistemicamente administrativo, o que significa que as ações devem ser permanentes e não momentâneas e, ainda, devem depender o menos possível de ações individuais, já que devem ser frutos de sistemas implantados na organização.


Em meio a todas as ações de uma boa Comunicação Institucional, vale ressaltar que em nenhuma delas será obtido o sucesso, se não houver um reconhecimento organizacional de seu papel na empresa. A preocupação com o funcionamento harmonioso e planejado das políticas de Marketing e Comunicação deve pautar a rotina da administração organizacional. Sistemas como o mailing list ou como arquivos em geral devem ser considerados estratégicos, já que demandam trabalho humano. Todas as ações devem estar em concordância com a natureza da organização.


Bom, mas o que vem a ser esse caráter estratégico da Comunicação, ou como um todo do Marketing? O termo refere-se ao fato de as ações mencionadas fazerem parte direta da rotina dos altos escalões empresariais, que devem traçar metas e desenvolver o chamado Plano Integrado de Comunicação Empresarial. As ações são estratégicas e não táticas, pois fazem parte do Marketing Global da empresa e estão intrinsecamente ligadas ao retorno do capital e a geração dos lucros institucionais. Só a diretoria pode definir e aprovar recursos materiais, financeiros e humanos para o desenvolvimento de execução do plano comunicacional. Isso é claro, se ela entende e vê a comunicação como instrumento desse Marketing, e o Marketing como norteador das políticas institucionais.


Ainda ao dissecar os conceitos da definição de Roger Cahen da Comunicação Empresarial, torna-se necessário explicitar os conceitos de imagem positiva e públicos prioritários. Como imagem positiva entende-se a boa imagem percebida por todos os públicos da corporação, que os estimula a manter uma relação amistosa com a empresa ou com os produtos e serviços oferecidos pela instituição. Essa relação será mais tarde convertida em cifras para o lucro institucional. Os públicos prioritários são exatamente esses segmentos que, de alguma forma, agem e influenciam o universo sócio, político, geográfico, econômico, cultural e ambiental de uma empresa. Vale lembrar que essas ações acontecem nem sempre de forma explícita, o que não as torna menos importante ou consistente. É neste sentido que a comunicação responsabiliza-se pelo contato com esses públicos, que, se efetuado com cuidado, obterá sucesso e, ainda será fundamental para a vitória no grande jogo do Marketing.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

BIG BROTHER BRASIL


Todo ano mesma conversa... " Não vou assistir BBB.", "Tenho mais o que fazer.", mas sabe o que acontece a gente fica sem assunto durante 3 meses se não assiste esse programa e mais uma vez me rendi...e olha que esse ano não tem as psicológas loucas e minhas amigas no meu pé falando deles o tempo todo...


Como sempre a Globo já escolheu o vilão - o Ton, o mocinho ainda tá meio mascarado...mas já viram o tratamento que aglobo dá ao Max...a gostosona...tá na cara - Priscila, a globo só filma ela em situações "sexies"...se há algo de sexy nela...(desculpa opinião pessoal). Por que falar de BBB aqui????? Tem expressão maior de comunicação de massa do que isso???? Dessa vez todas as provas são patrocinadas...você olha e sempre vê um sundown, uma sandália ipanema...uma carro da fiat...um bonequinho da vivo...falando em vivo, VIVA O MERCHAN, como já foi dito em outras edições..kkkkkk


Segue abaixo um texto que fiz sobre o BBB 8, mas que como não muda muita coisa...cabe perfeitamente aqui.


abs,


Dani Cabraíba




BIG BROTHER BRASIL


Com o sucesso do Big Brother não tive como ficar alheia a tudo que acontece naquela casa. Primeiro por que onde quer que você vá sempre tem alguém falando... O alemão está apaixonado pela siri; o Alberto é um falso; fulana é isso, sicrana é aquilo. Tinha jurado que dessa vez não ia acompanhar, ia deixar passar, mas como já falei antes, acho que é meio impossível, só se você não assiste televisão, não lê revista nem jornal, por que esse assunto está em todos os cantos. É realmente uma epidemia.


Aff!!! Toda essa introdução para analisar o ódio e o amor que as pessoas criam por cada figura que entra naquela casa. Ninguém fique imune, de intelectual a pessoas sem instrução todos se envolvem, tomam partido.


A Globo (com a ajuda deles mesmos claro) logo cria os vilões e os mocinhos da história, a população acompanha e torce. E o campeão fica bem claro, na maioria das vezes, no meio do programa, como numa novela que todos já sabem o final, mas mesmo assim todos continuam assistindo.


Os psicólogos adoram analisar, os intelectuais (mesmo assistindo) permanecem no seu propósito de falar mal, as donas de casa adotam os mocinhos e os homens e mulheres admiram e imitam os personagens. O que acontece quando esse tipo de programa está no ar??? Por que as pessoas se envolvem tanto??? Por que a gente adora odiar e amar essas pessoas que a gente nem conhece???


Há quem diga que essa motivação é natural do ser humano, dar palpite...torcer, chorar, apoiar, principalmente quando o dia a dia das pessoas está a mercê de um clique. O ser humano apesar de dizer sempre que é errado...gosta de julgar, apontar o dedo, muitas vezes para coisas que ele mesmo faria.


Não é defendendo o Alberto (BBB7), mas diga aí, se você tivesse concorrendo a 1 milhão e percebesse que um grupo de concorrentes tava de longe na sua frente nesse objetivo, o que você faria??? Ficaria de braços cruzados ou procuraria uma forma de acabar com isso??? Quem garante que o Alemão no lugar dele, se sentindo ameaçado não faria o mesmo??? Você já pensou que o favoritismo é mais uma questão que eles mesmos criam lá dentro como o perseguido e o perseguidor, do que carisma, simpatia e afins???


Isso se prova com a análise dos outros vencedores do programa. De Bamba a Domini todos venceram pelo mesmo motivo. O ser humano gosta de “fazer justiça” na tv. E o sucesso dessa fórmula está justamente aí, na fragilidade do emocional coletivo. Não sou nenhuma especialista em nada, muito pelo contrário, sou uma dessas que se envolve, mas questiono fazer o que??? Eu torço sempre pelo mocinho, pelo perseguido como todo mundo, com tantas coisas acontecendo o programa é meio que um ópio, nos leva a uma realidade que a gente queria que existisse, onde quem faz “coisa feia” é eliminado e que o mocinho sempre vence, ganha todo o prêmio, casa com a mocinha e são felizes para sempre.


Por isso estamos sempre torcendo, lutando, vibrando, amando e odiando e esperando mais um capitulo do Big Brother Brasil na televisão.


*Danielly Cabraíba

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Plano de Mídia

Um roteiro básico de plano de mídia porque acredito que o profissional de comunicação precisa entender um pouco, as vezes até muito, de tudo que cerca a sua área.


abs,


Danielly Cabraíba





UM ROTEIRO BÁSICO



Independente do tipo de produto, campanha ou tamanho, qualquer Plano de mídia deve ser constituído por três grandes partes, e uma quarta, os anexos, que poderá entrar ou não, de acordo com a necessidade:


A- Informações básicas
B- Objetivos
C- Estratégias
D- Anexos


A - INFORMAÇÕES BÁSICAS


O alicerce do Plano são as informações que devem constar na sua primeira parte, chamadas de Informações Básicas. Trata-se de toda e qualquer informação que possa contribuir para orientar, definir e justificar as decisões contidas no Plano.


A maior parte das informações básicas geralmente vem do briefing de mídia passado pelo cliente, mas isso não quer dizer que não possam ser obtidas informações também de outras fontes: levantamentos especiais feitos pela agência, dados de pesquisas de mercado e de mídia, artigos de imprensa e quaisquer outras fontes de informações.


Essa parte deve conter, no mínimo, os itens a seguir, muitos deles extraídos do briefing passado à agência pelo cliente:


1. Produto
2. Mercado
3. Concorrência
4. Target (público-alvo)
5. Objetivos de marketing
6. Verba e período


B – OBJETIVOS


É a parte vital para o bom desenvolvimento do Plano porque as soluções mais adequadas dependem da precisa definição dos objetivos. São dois os objetivos:


1. Objetivos de comunicação


Devem fazer referência ao estilo, tema e conteúdo das peças criativas, a fim de justificar o uso dos meios, veículos, horários, posições, colocações e seções mais adequadas.


Neste item o Plano precisa mencionar também o nível de conhecimento de marca que se quer atingir ou aumentar. E quais os principais aspectos que a campanha pretende ressaltar ao público.


A colaboração do anunciante neste item deve ser vista por quem estiver fazendo o Plano de mídia como uma concordância antecipada ao que constará nele.


2. Objetivos de mídia
Devem ser estabelecidos em função das seguintes circunstâncias:


2.1 Quanto aos níveis de cobertura sobre o target;
2.2 Quanto às funções que os meios de comunicação deverão exercer na campanha, a fim de atender aos objetivos de marketing e comunicação;
2.3 Quanto à abrangência geográfica que a campanha deve cobrir.


C - ESTRATÉGIAS


Idealmente, as referências aos itens que compõem esta parte do Plano, contendo argumentações, justificativas e detalhes de como serão usados, merecem receber uma explanação integrada, já que eles não existem isoladamente para efeito de veiculação, e qualquer um deles pode definir os demais.


Haverá casos em que o conteúdo criativo das peças conduzirá aos meios mais adequados. Outros, em que a escolha antecipada dos meios definirá as peças. E situações em que havendo necessidade de veiculação em determinados mercados, a partir daí os meios serão escolhidos:


1. Mercados/Meios/Peças e formatos
2. Níveis de veiculação
3. Táticas
4. Cronograma de veiculação
5. Programações básicas
6. Resumo da verba


D — Anexos


É importante que todo Plano venha sempre acompanhado pelos rankings de custo por mil de cada meio programado; porque se nos mapas de programações há os programas e veículos selecionados, é nos rankings que o cliente irá ver aqueles que não foram programados. E pode até descobrir algumas injustiças, pois afinal nenhum mídia é infalível.


Estudos de simulações, qualificação, dados de mercados e outras informações, também devem estar no anexo para não atrapalharem a leitura e o raciocínio do Plano.


Pecados e virtudes de um bom Plano de mídia


Nem todos os Planos são um primor de qualidade e virtudes. Existe a situação em que a agência peca pela concisão: o cliente recebe Planos tão resumidos, que parecem charts de um audiovisual. E provavelmente será justamente sobre um assunto em que faltou o áudio, que o diretor de marketing vai fazer muitas perguntas à agência. E nessa hora toda a agência desejaria que o mídia tivesse ido anexado ao Plano.


Um Plano de mídia profissionalmente correto deve:


Ser um documento completo, sem ser redundante.


Não ser superficial, mas também não se emaranhar na erudição.


Ser à prova de dúvidas, sem ser didático.


Ter um raciocínio lógico e coerente, sem se resumir numa única folha de cronograma com resumos de verbas e GRP.


Ser o conjunto de soluções mais rentáveis e adequadas para veicular às peças da campanha, e, principalmente, deixar o cliente e o chefe dele, convencidos disso.


* por José Carlos Veronezzi