"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

domingo, 29 de abril de 2012

Geração Y – Mito, realidade ou apenas exigências?

Todos os dias, ouço alguns amigos reclamando de seus empregos. Já ouvi chefes dizendo que os jovens que estão no mercado de trabalho têm um problema sério de atitude, pois são mais difíceis de gerir e motivar. Minha intenção é quebrar alguns mitos construídos sobre nós.


Mito 1: não são leais e não querem se comprometer.

Realidade: podemos ser muito leais, mas expressamos isso de uma maneira muito diferente do que muitos gestores X estão acostumados. A lealdade é negociada de momento a momento, semelhante ao que determina a lealdade entre empresa e clientes.

Mito 2: não fazem o trabalho duro e pesado.

Realidade: estamos ansiosos para realizar o que será pedido. Mas não queremos fazer o trabalho pesado ou de rotina quando são tarefas sem justificativa ou que não recebamos crédito por isso.

Mito 3: querem os grandes trabalhos desde o primeiro dia.

Realidade: não queremos perder tempo em adaptações graduais. Queremos estar à frente desde o início, identificar e resolver problemas que nenhum consiga. Buscamos melhorar o que já existe, inventar novas formas que tenham impacto e façam a diferença.

Mito 4: necessitam que o trabalho seja divertido.

Realidade: não queremos ser considerados engraçados, mas queremos ser levados à sério por um trabalho ”convincente”. Queremos aprender através de desafios e compreender a relação entre o trabalho e a missão da empresa. Esperamos trabalhar com pessoas boas e ter alguma flexibilidade para realizar nosso trabalho.

Mito 5: não querem limites.

Realidade: de fato, buscamos trabalhar com total liberdade, mas também queremos ser interrompidos antes de irmos com a cabeça contra a parede. O maior favor que podem nos fazer é estabelecer limites claros com uma estrutura onde possamos nos mover com alguma autonomia. Queremos líderes e gestores que saibam quem são, que saibam o que fazer, que se comprometam conosco e que deem suporte técnico e pessoal para nos ajudar a resolver os problemas. Eles devem seguir de perto nossos seus sucessos.

Mito 6: apenas o dinheiro lhes interessa:

Realidade: o dinheiro é apenas uma questão de base. Ao pedir mais, estamos perguntando: o que se deve fazer para ganhar mais? Afinal, o que de fato nos preocupa são outras coisas como horários, relacionamentos, autonomia no trabalho, oportunidades de aprendizagem, local de trabalho.

Mito 7: não respeitam os mais velhos:

Realidade: nós respeitamos os mais velhos. E isso é visível por estarmos mais próximos de nossos pais e avós, que são de outra geração. Contudo, também queremos respeito através de um relacionamento semelhante ao que temos com nossos colegas.

Bruno de Souza

Minha honesta preocupação é que essas dicas, muitas vezes, viram exigências dos Y, mesmo sem apresentar a performance prometida. Normalmente, esse conjunto de exigências são feitas por diretores ou talentos que entregam muito além do esperado. E, na realidade, não os vejo trabalhando em alta performance, o que, naturalmente, daria o direito de exigir tais “condições”.

Minha dica é: transforme o Mito 2 e o 3 em realidade. Trabalhe muito, demonstre disposição, comece, sim, por baixo – a maioria de nós começou, porque o Y não pode fazer isso? Pegue uma tarefa rotineira sem fazer cara feia ou de indignação e transforme-a em um alto desafio pra você. Faça algo excepcional com essa tarefa que você considera “menor”. Isso demonstra humildade, disposição e criatividade. E então, quando você fizer algo extraordinário, ou pelo menos algo mais do que o normal com a tarefa rotineira, aí dá para pedir uma “tarefa desafiadora”.

Não conheço nenhum talento excepcional que começou no mundo organizacional fazendo tantas exigências assim, ou precisando de tantas condições para desempenhar bem e entregar o prometido. Eles entraram no sistema, tiveram sempre inúmeros obstáculos de gestão, aprenderam como tudo funcionava e foram fazendo, ao longo do tempo, modificações para o bem da Organização, e claro, para o seu desenvolvimento. E então, depois de passar por tudo isso, triunfaram.

Eduardo Carmello

Os jovens estão vivendo um momento impressionante. Nasceram em um mundo com muitas possibilidades e também com muitas facilidades, resultantes das tecnologias que fazem com que a velocidade das mudanças se tornem parte da vida. Entretanto, esse cenário trouxe também uma distorção na realidade, fazendo com que os jovens, muitas vezes, acreditem que as transformações devam acontecer para que eles se posicionem.

Apesar das grandes transições que vemos atualmente, algumas coisas ainda se mantêm imutáveis. Uma delas é que toda mudança ocorre de dentro para fora – isso se aplica principalmente no mundo corporativo –, e por isso os jovens não devem ter a ilusão de que as empresas irão se transformar completamente somente para recebê-los.

Outra verdade que transcende todas as gerações é que os jovens sempre foram os principais agentes de mudanças da sociedade. Portanto, o melhor que podem fazer é entrar no jogo e, estando na empresa, superar os desafios para promover as transformações que acreditam serem necessárias. O nome disso é evolução, qualquer outra atitude de caráter reivindicatório é pura imaturidade.

Sidnei Oliveira







Fonte: http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/sidnei-oliveira/2012/04/23/geracao-y-mito-realidade-ou-apenas-exigencias/

sábado, 28 de abril de 2012

A nova geração: a universalização da comunicação

De tempos em tempos, surgem novas tendências que, silenciosamente, vão mudando nosso mundo e definindo novos rumos para a sociedade. Primeiramente estas tendências chegam despretensiosamente, quase na escuridão, e após um tempo invadem nossos hábitos e a forma como nos relacionamos com o mundo, como se estivessem lá há anos.

 Foi assim com os veículos automotores, que tiveram sua produção em massa iniciada “somente” no ano de 1903, e olhando nos dias de hoje parece que desde a pré história andamos de carro. Mais recentemente, quem não se lembra que no Brasil, logo ali, na década de 80, nem todo mundo tinha telefone fixo, pois as linhas eram escassas e custavam o preço de uma casa. O telefone era considerado um “artigo de luxo” ou “ferramenta de trabalho” – a palavra “celular” então, nem existia!

 Bom, como todos sabem, a “ferramenta de trabalho” caríssima da década de 80 hoje fica “empoeirada” na estante da sala – o telefone fixo – substituída na maioria das vezes pelo celular – o qual, lembra, há 20 anos nem existia! Então, silenciosamente, passamos pelo ciclo: produto inexistente > produto caro para negócios > produto massivo e acessível.

 E claro, junto com a “acessibilidade” a vários produtos novos, vêm as novas regras para garantir o bom uso e a aderência do novo recurso à vida em sociedade – horários para execução de telemarketing, locais de uso proibido do celular, classificação de spams, e por aí vai!

 Mas nem tudo são restrições quando se trata de novas tecnologias. Desbravadores e inovadores, tanto do lado dos clientes quanto dos fornecedores, aventuram-se por um mercado novo e na esmagadora maioria das vezes colhem os frutos virgens e maduros de áreas inexploradas e lucrativas. E o mercado de novas tecnologias e área de comunicações encontra posição de destaque na criação de inovação. O grande volume de informações e as oportunidades existentes quando se juntam controle, uso inteligente e comunicação, fazem a cada dia novas empresas e negócios bilionários.

 Nesta linha, uma tendência explosiva que segue a mesma maré que impulsionou o surgimento dos iPads, iPhones e smartphones em geral, é a migração de recursos corporativos de comunicação unificada para a nuvem.

 Poderosos recursos de controle, gestão de comunicação, contato multicanal e prospecção, antes disponíveis somente em centrais de atendimento de grande porte, começam a ser disponibilizados em ferramentas SaaS a serem usadas de acordo com as necessidades e tamanho do negócio. Centrais de telecomunicações de grande porte e milhões de Reais podem ser “parcialmente alugadas” pela net, colocando o poder de comunicação de uma corporação nas mãos de um indivíduo!

 Estes recursos abrem novas perspectivas em vários campos: profissionais de vendas podem trabalhar independentemente, sublocando recursos de comunicação a custo reduzido por contra própria, ou sob a gestão de grupos consolidados. Empresas podem recrutar pessoas para atendimento de acordo com seu perfil, desconsiderando a localidade geográfica de sua residência. E recursos de controle e comunicação inacessíveis a pequenas empresas, com potencial de aumento de produtividade de até cinco vezes, podem ser considerados viáveis em um primeiro momento e indispensáveis no futuro.

 Nos Estados Unidos, serviços de comunicação em nuvem, com ofertas em vários modelos, já são comuns há mais ou menos 1 ano. No Brasil soluções completas ainda são escassas e, embora exista forte demanda, o mercado de provedores de serviços convergentes de comunicação ainda repousa no berço esplêndido ladeado por altas tarifas e acolchoado por serviços básicos. Entretanto, desbravadores e inovadores surgem oferecendo serviços diferenciados e transformando o que antes eram serviços caros e corporativos em produtos eficientes, acessivos e baratos na nuvem. Surgem silenciosa, com despretensiosamente, mas nos passos firmes da única coisa certa: a mudança e a evolução.

 E como sempre, quem viver verá e quem não se abstiver de mudar, viverá

 Por Marcos Alves, diretor de Tecnologia da Callix

Fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/artigos/a-nova-geracao-a-universalizacao-da-comunicacao.html

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Facebook mostrando sua força



Facebook passa dos 900 milhões de usuários


 O Facebook anunciou nesta segunda-feira, 23, ter alcançado a marca de 901 milhões de usuários, mostrando que pode ultrapassar a barreira do bilhão antes do fim do ano. A companhia, segundo noticia o Mashable, também afirmou que recebe 3,2 bilhões de comentários e 300 milhões de fotos diariamente. Disse, ainda, que promove 125 bilhões de amizades. Dos 901 milhões de usuários, pelo penos 526 milhões mostraram atividade diária em março e cerca de 488 milhões usaram produtos móveis da companhia.

 Fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/internet/facebook-passa-dos-900-milhoes-de-usuarios.html



Facebook ultrapassa os 500 milhões de usuários móveis


O Facebook ultrapassou os 500 milhões de usuários móveis ativos na última sexta-feira (20), de acordo com um documento enviado à Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos, mesma agência federal que cuida do pedido de oferta pública de ações da empresa. As informações são do Business Insider.

 Este número ainda não inclui os usuários “adquiridos” do Instagram (cerca de 35 milhões), pois o acordo de aquisição da empresa ainda não foi completado. A rede social de Mark Zuckerberg comprou o Instagram por 1 bilhão de dólares no início de abril, pouco depois da chegada do aplicativo de compartilhamento de fotos à plataforma Android.

 Em fevereiro deste ano, a rede social declarou que 845 milhões de usuários acessavam o site por mês (por volta de 483 milhões o faziam todos os dias) cerca de 300 milhões de pessoas entravam o site através de dispositivos móveis. Nesse novo documento, o Facebook afirma que possui 901 milhões de visitantes mensais, e que, em março, a média de pessoas que entravam diariamente era de 526 milhões. A quantidade de usuários móveis até o fim de março era de 488 milhões e, até o dia 20/4, esse número já ultrapassou os 500 milhões. 

 Recentemente, o Facebook tem começado a tentar a lucrar a partir de sua base de usuários móveis, prometendo anúncios na linha do tempo para este ano.

 Fonte: http://idgnow.uol.com.br/internet/2012/04/23/facebook-ultrapassa-os-500-milhoes-de-usuarios-moveis/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quando utilizar o twitter é informar e comunicar


Valérie Jeanne-Perrier



Twitter é uma marca específica da internet. Ele permite a construção de um perfil que possibilitará a gestão de modalidades de relacionamentos entre os atores sociais que integram o dispositivo, criado em 2006. O Twitter aparece como um dispositivo neutro. Ele não se posiciona enquanto mídia, mas se coloca como uma plataforma que permite as mais diversas interações, profissionais, pessoais, ou mesmo institucionais.

 Para os jornalistas, é alto o interesse na utilização dessa plataforma em formato de “rede social” – ou seja, enquanto um sintagma fixo, que designa, doravante, vários sites, baseando-se na lógica do “perfil” e de um espaço de expressão e de atualização online. O Twitter aparentemente permite que eles retomem certas atitudes características ao métier, facilitando e agilizando as modalidades da busca por contatos, a exposição de fontes interessantes, de comentários sobre as informações, bem como o acompanhamento das atividades dos colegas jornalistas. Contudo, na observação das práticas de jornalistas de vários países onde essa plataforma é acessível e não é controlada, um problema surge: ao mobilizar essa ferramenta, os jornalistas estariam diluindo as fronteiras entre uma lógica de informação e uma lógica de comunicação.

 Em vista da proximidade entre mensagens de teor distinto, dispostas a partir da escolha do formato enunciativo da linha do tempo (termo que remete ao ato de compreender o fluxo dos textos publicados nos espaços oferecidos pelo dispositivo a partir de um “perfil”), o estatuto a ser atribuído aos conteúdos é difícil de ser estabelecido. As posturas de comunicação – o que acontece, por exemplo, nos momentos em que o jornalista faz referência a eventos do veículo em que trabalha e recomenda programas da grade de programação – são sucedidos por tweets que apresentam posturas de informação – como, por exemplo, dispor as declarações colhidas durante a apuração de uma matéria ou em encontros com testemunhas.

 O acompanhamento sistemático de uma conta (no âmbito de uma observação participante sobre os usos jornalísticos da rede social) pertencente à NPR (National Public Radio), nos Estados Unidos, é reveladora dessa tensão reativada entre as práticas de comunicação e informação. Assim, as longas sequências de tweets observadas no perfil @acarvin, de Andrew Carvin, utilizam, por exemplo, o recurso do live-tweet, que consiste em sintetizar e retomar declarações selecionadas por ocasião de um evento que o jornalista não tenha necessariamente acompanhado. A publicação dessas sequências não permite introduzir um olhar crítico sobre o assunto, pois os tweets não devem ultrapassar 140 caracteres. A linha do tempo produzida pelo jornalista pode, nesse caso, ficar parecida a uma simples reprodução de declarações feitas por outras pessoas. É o que acontece quando A. Carvin publica, no início de fevereiro de 2012, uma declaração da secretária de Estado Hilary Clinton, sem nenhum acréscimo, colocando apenas no início de cada tweet o sinal recorrente “clinton :”.

 Em outros momentos, entretanto, nessa mesma conta, o jornalista, estando longe dos eventos, produz informação remetendo-se às contas no Twitter de outros usuários que testemunharam situações dramáticas como, por exemplo, a repressão que tem ocorrido na Síria desde agosto de 2011. Nenhuma seção do Twitter ou nenhum tipo de marcação foram atribuídos a esses tweets, de forma que não é possível fazer distinções sobre os diferentes discursos relatados, e que se sucedem rapidamente e sem parar. Apenas a mobilização da ferramenta “hashtag” permite uma distinção na natureza do olhar profissional que é lançado: a escolha do hashtag (o sinal # que marca uma sigla ou palavra) ao final de um tweet permite recriar essa diferenciação.

 O twiter é, portanto, uma ferramenta que propõe posturas profissionais ricas no âmbito das práticas emergentes de informação. É necessário, contudo, um aprendizado, sobretudo no que se refere aos meios que permitem melhor distinguir as modalidades de e-nunciação pelo jornalista que as mobiliza. O uso calculado e prudente de hashtags dis-tintivos faz parte desse aprendizado, necessário para que sejam respeitadas as práticas deontológicas e éticas de explicitação do que se apresenta como comunicação e informação.

Fonte: http://www.midiaepolitica.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=89:quando-utilizar-o-twitter-e-informar-e-comunicar&catid=14:edicao-022012

terça-feira, 24 de abril de 2012

A força das redes sociais

Quem pensa que as empresas ainda subestimam o poder das redes sociais, precisam começar  a revê seus conceitos.


 Chiclets desbanca Brahma e é líder de engajamento nas redes sociais


 A Chiclets se tornou líder de engajamento nas redes sociais ao desbancar a Brahma em março deste ano. A informação é do indexSocial, ferramenta criada pela agência Espalhe para monitorar a atuação das marcas em sites como Facebook, Twitter e YouTube. A Brahma mantinha liderança no quesito desde o fim do ano passado e em março caiu para a terceira posição. No segundo lugar aparece a Volkswagen, que se destacou pela última vez na listagem em outubro de 2011.


 Em relação ao ranking de audiência, o Guaraná Antarctica continua na primeira colocação, seguido pela Skol. A L’Oréal aparece no terceiro lugar, à frente de Brahma, Claro Brasil, Trident Brasil, Hotel Urbano, Halls, Nike Futebol e Itaú. A listagem da audiência é baseada em um índice composto pela total de fãs, seguidores e assinantes nas redes sociais.

domingo, 22 de abril de 2012

A sempre difícil mensuração em comunicação

Nova ferramenta do Google reimagina mensuração online

 0 Ferrenho defensor da evolução do mercado online, o Google quer dar um upgrade no setor. Em comunicado publicado em seu blog oficial, a companhia fala sobre uma nova ferramenta chamada "Brand Activate initiative", lançada nesta quarta-feira para "reimaginar" o retorno das ações das marcas na internet.

 O lançamento acontece em parceria com o IAB dos EUA. Trata-se de um contra-ataque ao viciado modelo baseado em métricas de taxas de cliques. O Google quer fortalecer pesquisas em torno da lembrança de marca e dar a ela a possibilidade de mudanças imediatas. "Ao contrário dos primeiros dias de TV, publicidade digital já é extremamente mensurável.

O único problema é muito antigo e bem conhecido: as métricas padronizadas hoje são, em grande parte, as taxas de cliques de interação do usuário e conversões", informa o post. "Estamos trabalhando para construir métricas marca verdadeiramente úteis para as ferramentas que os anunciantes já utilizam para gerenciar suas campanhas, por isso será acionável dentro de segundos, e não em meses", resume o comunicado da empresa.


Fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/internet/nova-ferramenta-do-google-reimagina-mensuracao-online.html

quinta-feira, 19 de abril de 2012

72% dos internautas brasileiros acessam o Facebook diariamente

Ainda tem gente que subestima o poder das redes sociais, está na hora de revê os conceito e encarar com seriedade esse novo canal de comunicação tão interessante...muitas oportunidades...


abs,


Danielly Cabraíba



72% dos internautas brasileiros acessam o Facebook diariamente


 Entre os internautas brasileiros, 95% acessaram ao menos uma rede social no período de 30 dias. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Hi-Mídia em parceria com a M.Sense com 484 usuários em todo o país, durante o mês de março. O estudo mostra que a rede mais visitada é o Facebook (86%), seguido pelo Orkut (63%), Google+ (33%), Twitter (32%), LinkedIn (22%), Badoo (16%) e Sonico (10%).

 Deste percentual, 72% dos internautas entram no Facebook pelo menos uma vez por dia, seguido pelos usuários do Orkut, em que 41% acessam diariamente, enquanto 39% se conectam no Twitter e 28% no LinkedIn com a mesma frequência. Em relação ao local de acesso, a casa dos usuários é o principal ponto, no entanto, o LinkedIn é a rede social mais visitada no ambiente do trabalho (40%), em sequência aparecem o Twitter (37%), Facebook (35%) e Orkut (22%). Já por meio de dispositivos móveis quem está em primeiro é o Twitter, com 25%.

 O estudo também apresenta que as redes sociais facilitam o relacionamento dos consumidores com as marcas. Mais da metade (65%) dos usuários comentam sobre a compra de algum produto ou serviço nas redes sociais. No Facebook, 57% das pessoas curtem alguma marca ou produto, com o principal intuito de receberem novidades (65%). Pelo Twitter, 41% dos usuários seguem uma marca e o objetivo da maioria (78%) é buscar por promoções.

 Dos entrevistados, 16% afirmaram curtir a página da Nike. Outras marcas mencionadas foram L’Oréal (8%), Nokia (8%), Skol (7%), Coca-Cola (6%), Samsung (6%) e Sony (6%). Entre os produtos e serviços mais comentados nas redes estão os do setor de informática (57%), seguidos por eletrônicos (52%), livros e telefonia (empatados 38% cada), eletrodomésticos (36%) e diversão (34%).

O levantamento abordou ainda as diferenças dos usuários no Facebook e no Twitter. No Facebook, os internautas acessam a rede para se comunicarem com familiares e amigos (81%) e acompanhar o que acontece com seus contatos (59%). Para os seguidores do Twitter, os motivos são se atualizar com notícias (58%) e ler sobre assuntos que interessam (51%). O estudo aponta que os internautas no microblog têm um perfil maior de espectadores (53%), isto é, só olham o que está acontecendo, enquanto os do Facebook, em grande parte (55%), são participantes, compartilham conteúdo e interagem.

 Ainda de acordo com a pesquisa, 40% dos usuários do Facebook se sentem expostos na rede social, ao passo que apenas 26% têm a mesma sensação no Twitter. Em comparação com a influência do comportamento nas redes sociais no trabalho, 61% dos usuários do microblog concordam que atrapalha, contra 56% do Facebook. Questionados sobre se cada plataforma é adequada para discussões de cunho político e assuntos sociais, 60% das pessoas no Twitter concordaram, ante 56% no Facebook.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/tecnologia/72-dos-internautas-brasileiros-acessam-o-facebook-diariamente-segundo-pesquisa/54320/

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você é tão bom quanto são seus clientes

Um dos maiores riscos que qualquer organização pode correr é atrair clientes inadequados para seu negócio. Clientes fora do perfil, desalinhados com os valores de uma empresa, geram um prejuízo incalculável, pois, via de regra, influenciam negativamente no moral de seus colaboradores, fazem exigências incompatíveis com seu nível de investimento e, pasmem, mesmo que esses investimentos sejam altos, no médio prazo destroem mais valor do que constroem para a organização.

 Essa convicção tem sido talhada ao longo de minha experiência profissional e não é de hoje que preconizo que as organizações devem ter coragem de demitir clientes indesejáveis. Essa semana, no entanto, em um papo inspirador com Selma Santa Cruz, VP de Planejamento do Grupo TV1 (certamente teremos muitas outras referências a Selma nesse espaço), tive acesso a outra visão que reforça essa convicção: uma empresa é tão boa quanto são seus clientes.

 Quanta oportunidade de reflexão traz essa frase!

 Por um lado está evidente a relevância que um cliente exigente pode ter para uma organização. Seu alto nível de exigência desafia a todos na empresa e faz com que tenhamos que “subir a barra” de nossa entrega. Quando enquadrado no contexto correto, ou seja, considerando que o foco desse cliente é criar valor junto com a organização e que existe um alinhamento de valores e visão entre as empresas (e, principalmente, entre as pessoas que representam essas empresas), os resultados tendem a crescer exponencialmente – não sem um esforço proporcional. E o mais relevante: a experiência acumulada com esse relacionamento será transportada para todos os outros relacionamentos da organização de modo que a tendência é um incremento importante no nível de serviço prestado ao mercado como um todo, gerando maior competitividade para o negócio.

 Por outro lado, já mencionamos os potenciais danos causados por aqueles clientes desalinhados com a organização. Além de todos os efeitos já comentados, manter em sua carteira clientes desqualificados irá rebaixar seu nível de entrega, já que sua equipe estará muito mais focada em resolver problemas e administrar os conflitos do cliente do que fazer a diferença de fato. Com o tempo, o mesmo efeito mágico causado por clientes alinhados acontecerá às avessas: a organização estabelece um patamar de entrega medíocre e os melhores talentos tendem a partir em busca de soluções mais desafiadoras.

 Por último, mas não menos importante. Lembre-se daquele ditado: “Diga-me com quem andas que te direi quem és”. Pois ele cabe como uma luva nesse contexto. Uma das coisas que melhor simboliza uma organização é seu portfólio de clientes.

 Qual sinal você quer que sua organização dê ao mercado?

 Fonte: http://mundodomarketing.com.br/blogs/negocios-b2b/23445/voce-e-tao-bom-quanto-sao-seus-clientes.html

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Design é o caminho para a inovação



Tudo ao nosso redor está clamando por criatividade! Numa pesquisa da IBM aplicada a 1.500 CEOs mundiais, a criatividade foi identificada como a competência número um para a liderança no futuro. Vivemos a badalada era da inovação! Nunca se falou tanto da importância de inovar. Inovar para sobreviver.

 Marcas que não inovam morrem! Mas nada é mais complexo do que implementar uma cultura criativa dentro de empresas. Desde a sua existência, o ser humano foi programado para evitar riscos e não tolerar a insegurança. O novo representa inevitavelmente um mergulho em direção ao desconhecido, e quando não se entende, a imaginação preenche as lacunas que se abrem. Consequentemente esses espaços vazios que nos causam temor são onde existe terreno fértil para a imaginação trabalhar, possibilitando a criação e a inovação.

 Assim como incertezas, dúvidas e surpresas podem ser o momento ideal para a concepção de soluções inovadoras. Identificar e entender essas novas “realidades”, aceitar que cada estranheza ou dúvida é uma possível oportunidade é difícil e contraditório para a maioria dos gestores, uma vez que o papel das lideranças corporativas é, em grande parte, evitar perdas e garantir resultados. Saber administrar incertezas, que são parte dos processos de inovação, não é fácil.

 A busca pelo novo pede roteiros diferentes caso a caso, que se assemelham mais a uma rede interligada e menos a uma linha de pontos sequenciais, o que, para uma mente executiva baseada em raciocínios lógicos e pragmáticos, é bastante complexo. Já para quem cria ou interage com criação, a situação é a oposta: trabalhar com soluções já conhecidas é sinal de que deixaremos a mensagem óbvia, monótona e previsível. Se tudo estiver muito claro e direto, faremos o público sentir-se passivo no processo de comunicação, o que provavelmente diminuirá o seu interesse.

A inovação é entendida como convite para uma nova experiência enriquecedora para a sua vida. Como inovar está cercado de incertezas, é necessário entender o risco ou insucesso como parte do processo. Porém, por natureza, as empresas buscam soluções que tragam segurança, o que, em geral, faz o novo ser um rearranjo do que temos conhecimento e controle. Essa inovação incremental, que é a mais palatável entre os executivos, diante da competição pela diferença, começa a ser insuficiente e paradoxalmente representa o maior risco: o de ser mais um, de ser igual a muitos e desaparecer nesse cenário de hiperofertas. Idealizar, fazer, testar, rever, corrigir, ajustar continuamente passou a fazer parte do ciclo de vida de um produto, e o roteiro para desenvolver propostas inovadoras passa pelo desenvolvimento de diversos testes, prototipagens, refinamentos e monitoramento e reavaliação constantes. Enfim, inovação é um processo permanente, que nunca se encerra. Trabalhar de modo colaborativo com o próprio público já é aceito pelos dois lados, e mecanismos próprios para que isso flua harmonicamente devem ser desenvolvidos.

 Fica claro, portanto, quanto é grande o desafio de implantar uma cultura de inovação em corporações que já não a tenham em sua origem. Como resposta a esse desafio, por volta de 10 anos atrás, na Universidade de Stanford, surgiu o conceito denominado como design thinking, que, de modo simplista, pode ser explicado como a resolução criativa dos problemas. Tirando o foco apenas do produto e do cliente e deslocando-o para a experiência de uso, o design thinking utiliza-se do método aplicado por designers e que, até agora, é o que melhor responde aos desafios desta nova era. Nas metodologias de design, entre outras etapas, existe o que chamamos de geração de alternativas. A pergunta frequente é: e se fosse diferente? E se a situação fosse invertida? E se as pessoas tiverem motivações diferentes? E se E se.

A partir desses questionamentos, as oportunidades revelam-se, e por meio do processo criativo, definimos possibilidades nunca antes percebidas. Design é um processo criativo estruturado, e a capacidade dos designers de aprender ao longo do desenvolvimento dos projetos é a maior contribuição que trazem para o modelo inovador. Empresas inovadoras desenvolvem diversas pesquisas e direcionamentos simultâneos, de modo que quando um produto ou serviço é lançado, outros já estão em estudo e, muitas vezes, cruzam-se entre si. Como o tempo para amadurecimento de propostas inovadoras é maior que o para ajustes no que já existe, esses desenvolvimentos superpostos permitem compatibilizar as metas de curto prazo com as de longo prazo. Ao buscar a melhor solução ao longo do processo, designers deparam-se com novos entendimentos e através do ato de tentar traduzi-los e representá-los, derivam para uma forma articulada e sofisticada de retrocriação e novo entendimento do desafio original, o que pode levar à ressignificação do problema.

 Mal comparando, é como o trabalho de um antropólogo, que ao estudar outros povos e passar pela tentativa de compreender outra cultura, revisita inevitavelmente a sua própria cultura, ou o de processo de troca de um professor, que ao ensinar alunos, aprende com eles. Simplificando: ao “inventar” o seu próprio entendimento da questão, o designer inova. Em um mundo em constante mutação, mercados nascem e outros morrem em velocidade acelerada.

Novas tecnologias surgem repentinamente e alteram, de modo radical, o ambiente e as condições existentes, exigindo capacidade de adaptação e de criação constantes. Nesse cenário, o design e o raciocínio estratégico apreendido pelo processo criativo são entendidos como impulsionadores para a inovação, com grande poder para contribuir e resolver alguns dos desafios que marcas, produtos e serviços têm no presente e que serão ainda mais latentes no futuro.

 Disponível em: http://mundodomarketing.com.br/artigos/ricardo-leite/23455/design-e-o-caminho-para-a-inovacao.html