"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A dificuldade do diagnóstico

Material bem interessante do Portal Nós da Comunicação sobre diagnóstico em relação a Internet, vale a pena conferir esse e outros textos no portal. Sempre nos colocando a par do que acontece na comunicação no Brasil e no mundo....

A dificuldade do diagnóstico

Carlos Nepomuceno




Leio, leio e leio.

Ouço, ouço e ouço.

E quanto mais o faço, mais considero que nosso diagnóstico com relação à internet ainda é muito precário.

Dois exemplos?

A matéria com os assessores de comunicação das grandes empresas, intitulada ‘Sem fronteiras’, e a da ‘Business Week’, que saiu no ‘Valor’, no dia 13.

Fala-se, mas não se sabe exatamente por onde e para onde estamos caminhando.

Abaixo, alguns pontos fundamentais para você refletir antes de sair por aí com mirabolantes projetos estratégicos.

1- A internet traz para a sociedade um novo ambiente de troca de conhecimento humano.

Ela inaugura um novo ciclo de nossa caminhada no planeta redondo.

2- A tecnologia da internet, portanto, por sua natureza, altera a forma do controle da informação anterior.

Isso não ocorre sempre, muito raramente, e tem largas consequências na sociedade.

Antes, os canais (rádio, tevês e jornais) eram restritos, caros e fechados, limitados a um determinado grupo que se estabeleceu no poder e fez desses canais espaços para manter seus interesses.

Com a internet, abriram-se novas portas, nas quais novas ideias de novos atores passam a circular.

Ou seja, apesar de ser impulsionada por uma tecnologia, a sociedade começa a mudar de forma ampla, em função de uma nova forma de troca de ideias, que vai exigir um novo modelo de controle daqueles que desejam estar no poder e ver seus interesses garantidos.

Sob esse cenário, em função dos diferentes canais e da capacidade de difusão das notícias, o atual nível de descentralização impede mais e mais que modelos de controle anteriores continuem a funcionar no curto, mais radicalmente no médio, e de forma impraticável no longo prazo.

- Antes, se trabalhava com o controle da escassez.
- Hoje, lida-se com o descontrole da abundância.
- Antes, se impunha, de certa forma, a informação pela imposição dos poucos canais.
- Hoje, deve-se trabalhar com a adesão das pessoas na multiplicação infinita dos inúmeros canais.

Estamos, assim, diante de uma ruptura radical da forma de controle informacional da sociedade.

3- Por consequência, trata-se de uma mudança nos moldes do poder.

(Não, não temos teorias sobre esse fenômeno, pois são tão raros e tão pouco estudados, que têm uma dimensão tamanha e uma nulidade teórica absurda.)

Para podermos ter a dimensão de seus próximos passos, precisamos olhar na história um momento em que esse fato tenha ocorrido de forma similar.

No momento, identificamos com razoável bibliografia a chegada do livro impresso, no qual autores de todo o tipo, apoiados por uma nova classe de editores empreendedores (similar ao que ocorre hoje na internet), passaram a espalhar novas ideias pela sociedade e romperam com o modelo de controle anterior.

As estruturas hierarquizadas da Igreja e da Monarquia começaram a viver momentos de radical transformação, pois seus poderes estavam justamente estruturados no controle da informação do livro manuscrito, do qual tinham a capacidade de publicar, evitar que chegassem ao conjunto da sociedade, e podiam, assim, manipular e distorcer a realidade conforme seus interesses.

Além de, rapidamente, administrar com facilidade grandes crises.

Assim, mudanças nas formas do controle da informação, muito raras na sociedade, quando ocorrem, são desestruturantes de modelos de poder em todos os níveis.

Trata-se de mudança na base de troca de ideias humanas, e o que parecia ‘normal’ e ‘natural’ passa a ser questionado com novos tipos de ideias, agrupamentos, mobilizações.

Assim, não podemos olhar a internet apenas como uma ‘nova mídia’ ou como uma ‘nova forma de comunicação’,

Sim, ela é, como foi o rádio e a tevê, por exemplo.

Mas traz em si, por suas características de baixo custo e independência das pontas, um novo ambiente informacional, sobre o qual o poder estabelecido no modelo de comunicação anterior não tem controle nos antigos modelos.

É preciso compreender o novo tipo de ambiente se quiser dominar o novo planeta com relativa chance de sucesso.

É preciso jogar um novo jogo.

4- E é disso que se trata projetos de Empresa 2.0, Governo 2.0, Escolas 2.0. Procurar uma nova forma de estar no mundo, compatível com o novo ambiente, que permita A, B ou C continuar a manter o controle de produzir, governar, ensinar, etc..

Assim, para efeito de diagnóstico, não devemos pensar em nos inserir em uma nova mídia ou em uma nova forma de comunicação, mas pensar que estamos entrando em um mundo novo, no qual novas regras sociais, hoje ainda incipientes, vão reger novas instituições.

Meu diagnóstico, portanto, é esse.

Se não concorda, conteste-o, debata-o, mas é em torno da avaliação do tamanho dessa mudança que está o futuro de muitas organizações.

É preciso sair do piloto automático, estudar esse novo mundo de forma profunda e apontar para mudanças estratégicas de longo prazo, caso queira realmente se inserir nesse novo contexto.

E não achar que pode ou não pode entrar nas redes sociais, como se fosse uma escolha.

Ou que agora estamos lá dentro e começando a entender o processo.

Como se pudesse ser entendido sem a compreensão de que o que muda é a própria organização e não uma nova política de comunicação ou marketing!!!!

Essa é a forma mais barata e eficaz de se chegar lá: aprofundando a ruptura e começando a traçar as mudanças necessárias na base da gestão da organização para a mudança no novo mundo 2.0!

A tentativa e o erro não só são incertos, mas muito caros diante da ruptura dessa proporção!

As ações e questões que devemos, assim, nos propor são:

Como será essa nossa nova sociedade então?
E como eu e minha organização vamos nos ajustar a ela, de tal forma a jogar o novo jogo do poder?

Tendo, assim, o novo ambiente de comunicação como apenas um canal para anunciar e compartilhar essa mudança com seus atores de fato, e não de mentira.

Todo o resto que foge dessa lógica, a meu ver, trata-se de um diagnóstico errado, com consequências danosas e pífios resultados.

É aplicar remédios que só vão piorar mais e mais a febre que nos assola!

Que dizes?


O artigo foi anteriormente publicado no blog ‘Nepôsts – Rascunhos Compartilhados’.


Carlos Nepomuceno é jornalista, pesquisador, consultor e professor da UFRJ, da Facha e do Senac.
Twitter: @cnepomuceno

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cultura, uma construção coletiva

Cândida Nobre


A experiência que temos com um produto cultural, hoje, é repleta de negociações. Seja uma música, um livro ou um filme, a tensão é quase sempre a mesma. Pode ver, mas não copiar. Já que é só para você, copia, mas não compartilha. Tá, se é para um amigo (só um!), compartilha, vai, mas não muda. Tudo bem, até que dá para mudar, mas antes pede ao “dono” e, se ele deixar, é preciso colocar o nome, explicar, rotular, selar e carimbar, afinal de contas, cultura que é cultura, para ser bem aceita, assim, de papel passado, não pode ser órfã, precisa de uma paternidade autoral. E não é uma paternidade qualquer, mas um nome de força, reputação e autoridade.

Como se vê, da Revolução Industrial até então, a livre circulação da cultura não é tarefa tão simples. Mas nem sempre foi assim. Apesar de a gente associar o comportamento de consumo mais autônomo a técnicas e tecnologias recentes, é de espantar o quanto a necessidade de liberdade no manuseio de objetos culturais é antiga.

Na verdade, é como se tivéssemos findando um período em que a burocratização da produção e difusão cultural está, finalmente, dando espaço mais uma vez à colaboração. Assim como era quando a cultura tinha suas bases no domínio público, quando o contador da história interessava menos que a própria história, quando era possível pegar trechos de criações de sua época e construir outra narrativa.

Até o momento, precisamos esperar quase um século para que uma obra entre em domínio público (e isso não é força de expressão). Todavia, não é tão difícil verificar, hoje, maior autonomia, tanto do criador – que agora não precisa de intermediários para tornar pública sua obra – como da própria obra, que não mais se encerra ao chegar ao público, tendo ele a possibilidade de modificá-la, recombiná-la com elementos de seu repertório e devolvê-la à apreciação da sociedade.

Vemos a internet e as tecnologias digitais como algo que veio quebrar as proteções mais rígidas dos produtos culturais – e veio mesmo. Contudo, mais do que romper, trouxe novas possibilidades de criação, que nos retomam àquilo que é básico para o avanço da cultura e da sociedade, afinal de contas, a cultura é construção coletiva em qualquer época e lugar do mundo e não precisa de donos, intermediários ou proteções, mas, sobretudo, da participação de todos.

Cândida Nobre é jornalista, publicitária e mestranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Culturas Midiáticas, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

*material do portal Nós da Comunicação do ciclo Comunicar Cultura, disponível em:
http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=196&tipo=G

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Dominique Wolton analisa a comunicação na era digital

Marcos Moura


Os veículos de comunicação continuarão coexistindo como nos dias de hoje. A afirmação é do francês Dominique Wolton, doutor em sociologia e diretor do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) em Paris. O pesquisador foi o convidado principal do debate ‘Elogio dos meios de comunicação: séries e criação de universos concomitantes’, dentro do VII Encontro Internacional de Televisão. O evento foi realizado na manhã de sexta-feira, 13 de novembro, no teatro Arte Sesc, no Rio de Janeiro.

Com a experiência adquirida em três décadas de pesquisas na área, Wolton não acredita que a televisão desaparecerá por conta da capacidade da internet em aglutinar funcionalidades.

“Há 30 anos ouço que a televisão vai morrer. Temos quatro e meio bilhões de aparelhos de TV em todo o mundo. A TV segue sendo o grande veículo de massa e segue confiável em todos os lugares. A TV bem-feita representa todas as classes, é um elo entre as pessoas. Cria uma cultura média, ligando meios sociais diferentes e fazendo todo mundo compartilhar”, disse o pesquisador, que comanda o Laboratório de ‘Informação, Comunicação e Implicações Científicas’ do CNRS. Ele citou a Rede Globo como um exemplo a ser seguido em todo o mundo.

“Interesso-me pelo caso da Globo, que tem uma força esmagadora no Brasil, mas tem muita qualidade. É dominante, tem o monopólio, mas integra serviços públicos e é sensível à sociedade”, falou.

Wolton não tem dúvidas de que os veículos de comunicação que dispomos hoje continuarão existindo. O estudioso critica os que afirmam que a internet será dominante e que a convergência levará ao desaparecimento dos aparelhos de TV. “O homem se comunica tão mal que há 130 anos cria novas técnicas de comunicação. E nenhuma delas foi destruída nessa evolução. Existia o livro, criou-se a imprensa, o rádio, a televisão, a internet... O que temos hoje é um empilhamento de técnicas. Dizer, por exemplo, que o livro morrerá é uma burrice tecnológica. O livro estará presente no ambiente digital, mas continuará existindo no papel. Temos a necessidade do toque. A TV existe há 70 anos, e é muito pouco tempo para dizer que acabou como técnica de comunicação”, explicou.

O sociólogo confere uma parcela de culpa aos intelectuais pela teoria de que a TV será extinta para triunfo da internet. “Os intelectuais detestam mídias de massa, apesar de gostarem de aparecer nelas. Eles supõem que o público da TV é idiota, é um receptor passivo e manipulável. Eles se consideram superiores porque criticam, enquanto o público, não. Hoje, se busca reduzir a mídia de massa em busca da mídia individualizada. Fala-se do sucesso da internet justamente porque a inteligência estaria na lógica da demanda, enquanto, na TV, está na da oferta, da passividade”, salientou.

Wolton também fez um paralelo entre televisão e democracia. “Muitos falam que não gostam da TV, mas não vivem sem ela. Criticar um programa não quer dizer criticar a TV. É como a democracia, que é cheia de falhas, mas não há coisa melhor do que ela”, ponderou, assinalando na sequência o que considera falta de respeito pela “cultura de televisão”.

“O cinema é respeitado justamente por causa da ‘cultura cinematográfica’. A TV precisa ter sua cultura respeitada, afinal de contas, é uma cultura de 70 anos. Por exemplo, apesar das imagens da TV estarem em outras plataformas, é a cultura de TV que as produz, e não a informática ou as telecomunicações”, argumentou.

O constante avanço tecnológico também foi abordado pelo pesquisador, que acredita, no entanto, que as funções elementares de cada veículo continuarão a ser dominantes. “No futuro, poderemos fazer tudo pelo celular. Mas ele continuará sendo essencialmente um meio para a comunicação entre as pessoas. A maior importância dele continuará sendo as pessoas dizendo para as outras ‘onde você está?’ ‘o que está fazendo?’, ‘te amo’, ‘beijos’”, completou.


* texto muito bom sobre a discussão da permanência das mídias antigas no atual contexto da comunicação.

Danielly Cabraíba

** texto disponível no portal Nós da Comunicação em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=271&tipo=R

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Proposta que exige diploma para jornalistas é aprovada na CCJ da Câmara

Começam as vitórias do bom senso...

abs,

Danielly Cabraíba


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou na manhã de hoje a Proposta de Emenda à Constituição 386/09 que restabelece a exigência do diploma de jornalista. A Câmara vai criar agora uma comissão especial que terá prazo de 40 sessões para analisar o texto, de autorida do deputado Paulo Pimenta. Para ser aprovada, a proposta terá que ser votada em dois turnos no Plenário. Já no Senado, o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), pediu vista coletiva. A PEC, de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), deve voltar à pauta daqui a 15 dias.

Valadares quer aproveitar esse tempo para, junto com o deputado Pimenta, elaborar um mesmo texto, que vai correr na Câmara e no Senado. “A idéia partiu do deputado Paulo Pimenta. Vamos fazer uma redação só na Câmara e Senado. Ele vai alterar o texto dele, eu o meu, e ficarão iguais. Queremos encurtar caminhos. Até as vírgulas serão iguais”, avisa.

O presidente da Federação Nacional de Jornalistas, Sérgio Murillo, está contente com o resultado na Câmara, mas diz que não é hora ainda de comemorar. “Essa é a primeira batalha de uma longa guerra. A Câmara deu um atestado de constitucionalidade ao diploma. Mas não podemos nos iludir proque tem muito trabalho pela frente. Para fazer uma mudança constitucional precisamos de 2/3 do congresso favorável, o que não é fácil. Mas o resultado está sendo bom. A casa responsável pela elaboração da Constituição não identifica conflito entre o princípio da liberdade de expressão e a exigência do diploma, como entendeu o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Notícia da Redação do Portal Comunique-se

domingo, 8 de novembro de 2009

Marketing de Guerrilha

O marketing de guerrilha é uma das técnicas de propaganda que cada vez mais ganha destaque. Com custos mais baixos do que os da propaganda tradicional, pode ser uma boa alternativa de divulgação para empresas com recursos financeiros limitados.

A idéia é semelhante aos "factóides" popularizados por um ex-prefeito do Rio de Janeiro. O objetivo é mostrar sua marca gerando eventos que possam ganhar espaço nos noticiários ou atrair a atenção direta do público alvo sem pagar espaços publicitários nas mídias tradicionais como rádio, televisão, jornais e revistas.
Uma reportagem da tradicional revista inglesa "The Economist" traz alguns exemplos interessantes de idéias usadas na divulgação de alguns sites. Em Nova York, por volta de oito mil carteiras foram espalhadas nas calçadas de Manhanttan. Ao invés de dinheiro, cheques ou documentos, os curiosos de Nova York encontraram dentro das carteiras um cartão com uma mensagem e o endereço do site CharityCounts.com, criado para receber doações para instituições de caridade.

No ano passado, um comboio de 20 carros amassados e soltando fumaça se arrastaram por ruas de Nova York e Los Angeles para promover o lançamento do Driver 2, um videogame de perseguição de carros. Mesmo as empresas tradicionais estão adotando este tipo mais ousado de propaganda. A Pizza Hut gastou U$ 1,25 milhões em um anúncio colocado em um foguete russo lançado ao espaço. A fronteira final também é tema de idéias meio malucas como transformar a Lua em um imenso outdoor usando projetores potentíssimos.

As "brincadeiras" e "factóides" estão sendo levados a cada vez mais a sério, pois de acordo com alguns especialistas, nos Estados Unidos, cada consumidor vê cerca de 1,5 mil mensagens comerciais diariamente. A crescente fragmentação causada pela quantidade excessiva de anúncios, diminui a eficiência de cada peça publicitária individualmente.

Outra vantagem do marketing de guerrilha, principalmente para as pequenas empresas, é o custo mais baixo. Distribuir brindes em locais freqüentados por seu público alvo, criar pequenos eventos para divertir e surpreender os futuros consumidores é infinitamente mais barato do que 30 segundos em horário nobre. Nas novas técnicas, a criatividade, ousadia, inteligência e planejamento são mais importantes que o dinheiro.

Mas, como sucesso de uma campanha de guerrilha depende de idéias originais, as besteiras são difíceis de ser identificadas antes de serem feitas. A Mattel, fabricante da Barbie, pintou uma rua toda de cor-de-rosa para promover a boneca. A ação, obviamente, irritou os moradores. Os consumidores sentiram que seu espaço foi invadido e o tiro saiu pela culatra. As iniciativas devem ser muito bem pensadas e realizadas com cuidado para passar sempre uma imagem positiva, fixando sua marca de maneira simpática e original.

* disponível em: http://br.br101.org/marketing-de-guerrilha.html



Selling Machine:
A Marca Tiger, para promover as suas novas sapatilhas “Onitsuka” cria este cenário. Quem diria! Uma Selling Machine nas ruas de Londres !















Marketing de Guerrilha realizado por um grupo de dentistas americanos. Campanha realizada para o Dr. John Mullaly, USA.

sábado, 7 de novembro de 2009

O mito antes do branding

Paulo Nassar


Grande parte dos produtos ofertados diariamente em lojas e supermercados resulta de pesquisas, que identificam as subjetividades dos desejos dos consumidores, é sintetizada em laboratórios de marketing, e vai conquistar a preferência de quem os leve para casa. A criação de marcas, na chamada sociedade dos sonhos, é fruto de muita estatística, observação, psicologia, comunicação e controle. A ação cerebral de ligar os prazeres da vida, da mesa, da cama, da beleza, ao ato de comprar é religião profana, que junta o mundano ao sagrado - e é chamada pelos sacerdotes do marketing de branding.

O filme "Coco antes de Chanel" (França, 2009), direção de Anne Fontaine, mostra um período da história do marketing em que era permitido algum tipo de aventura ou empreendedorismo no campo dos negócios. A estilista Gabrielle Bonheur Chanel (1883-1971), encarnada no filme por Audrey Tautou, nas primeiras décadas do século XX representava a pré-história da construção de marcas, em que as digitais do dono eram a sua representação.

A partir do final do século XVIII e também nos séculos XIX e XX com a massificação de produtos, alguns foram batizados com os nomes de seus criadores ou fabricantes: Arthur Guinnes, que fundou a sua cervejaria em 1759, ou Charles Goodyear (1800-1860), ou Henry Ford (1800-1860), ou Walter E. Disney (1901-1966), são exemplos de personalidades-marcas, com farto material para a criação de narrativas mitológicas.

Em uma sociedade hedonista e efêmera como a que vivemos, a maioria dos grandes protagonistas do negócio da moda tem combustível mitológico, que incendeia a imaginação de bilhões de consumidores e curiosos. Emerson, lembrado pelo publicitário norte-americano Sal Randazzo, disse que "se um homem escreve um livro melhor, prega um sermão melhor, ou faz uma ratoeira melhor do que o vizinho, mesmo que construa sua casa na floresta, o mundo abrirá uma trilha até a sua porta".

A história contada por Fontaine é uma trilha para uma Chanel mitificada e pouco documentada e passa longe das suas ligações com os nazistas, na França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial. Mito e lenda geralmente se dão bem. No filme, o material mitológico gerado pela vida de Chanel é constituído pelo que Joseph Campbell denominou de a trajetória do herói, um caminho cheio de desafios, transposto passo a passo, em direção a um destino glorioso, reconhecido, desta maneira, por toda a sociedade.

No caso de Chanel, sua superação de obstáculos - e por milhões de outras mulheres, que se reconheceram em seu estilo - está na exploração do arquétipo da mulher com aparência de menino: magra, seios pequenos, cabelos curtos e roupas folgadas, para serem usadas longe do espartilho. A dimensão privada de sua vida também alimenta a narrativa aberta, que caracteriza a edificação de mitos. Entre os muitos aspectos da Chanel celebridade, destaca-se a sua ligação com artistas de vanguarda, de cinema e também com gente graúda, na primeira metade do século passado. Tipos humanos que dão asas à imaginação para quem tem vida burocrática, aborrecida e adora marcas.

Copyright Terra Magazine 07.11.2009

* Texto interessante que li no site da Aberje, onde Nassar faz um paralelo da evolução da marca, através do filme " Coco antes de Chanel".

**Disonível em: www.aberje.com/acervo_colunas_ver.asp?ID_COLUNA=44ID_COLUNISTA=28

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

“Me considero um jornalista e faço jornalismo”, diz Danilo Gentili

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O repórter do programa CQC, Danilo Gentili, formado em publicidade, afirmou que se considera jornalista e que usa técnicas da área no programa da TV Bandeirantes.“Me sinto um jornalista, trabalho com jornalismo. Pego a informação jornalística e a desconstruo com o humor, mas a base é o jornalismo, é a verdade que eu estou vendo”, declarou.

Gentili participou do 3° MediaOn, nesta quarta-feira (28/10) em São Paulo, ao lado dos jornalistas Altino Machado, do blog da Amazônia, Camilla Menezes, responsável pelo Twitter de Mano Menezes, e Marion Strecker, diretora de conteúdo do UOL.

O integrante do CQC foi questionado sobre seus posts polêmicos no Twitter e respondeu que não se policia no microblog. “A graça do Twitter é eu mesmo me comunicando com quem está me lendo. O dia que eu ficar me policiando no Twitter, perde a graça, não tem mais sentido pra mim. Eu sou uma pessoa como vocês”, replicou.

Acompanhado pela web por internautas do Brasil inteiro, o debate teve a participação de irreverentes twitteiros, que fizeram comentários curiosos, críticos ou de humor para e sobre os debatedores, que acompanhavam tudo pelo telão no fundo do palco. “Isso é a não-mediação. É incrível essa oportunidade”, afirmou Marion, que também twittava, aos risos.

Material do portal comunique-se, disponível em Jornal da Imprensa - 1º Caderno

O que acho disso??? Cada um se considera o que quiser...tem gente que acha que é Napoleão, mas daí a ser de verdade ...tem muita diferença.

bjus

Danielly Cabraíba

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Jornalismo INVESTIGAÇÃO X INFORMAÇÃO

Endossando a afirmação do presidente Lula que disse que não acha que o jornalismo é para investigar e sim para informar, o jornalista Valmir Salaro declarou em debate no Seminário "A Polícia e a Mídia, realizado nesta quinta feira (22/10), pela federação da Indústrias de São Paulo (Fiesp) que depois do caso da Escola Base desconfia até de si mesmo.

Veja abaixo o texto do portal Comunique-se:

Danielly Cabraíba

Depois do caso Escola Base, Valmir Salaro diz que desconfia até de si mesmo


O jornalista Valmir Salaro, repórter da TV Globo, afirmou que depois do caso Escola Base, em que donos de uma escola infantil foram presos sem provas, desconfia até de si mesmo. “Fui o primeiro a cobrir o caso Escola Base, eu acreditei no caso e assumi meu erro, assim como outro veículos, mas desde esse caso, desconfio até de mim mesmo”, declarou em debate no Seminário “A Polícia e a Mídia”, realizado nesta quinta-feira (22/10), pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Salaro disse ainda que foi muito criticado pela entrevista que fez com o casal Nardoni, no caso de Isabella, assunto que foi pauta da mídia por meses. “Fui muito criticado por não pressionar o casal em entrevista, mas não cabe ao jornalista condenar”, afirmou.

O jornalista discorda do uso do termo repórter investigativo. “Não concordo que o jornalista de polícia seja classificado como repórter investigativo, porque quase sempre nós usamos uma fonte oficial, uma informação oficial da polícia, de um delegado”, explicou.

Para Salaro, o repórter de polícia enfrenta desafios diários. “Existe muita arrogância no jornalismo e o profissional que cobre essa área sofre muitos preconceitos dentro da redação”.

O repórter lembrou do caso de Suzane von Richthofen. “Se o mesmo acontecesse na periferia, ninguém cobriria, mas como é uma moça rica e que fala duas línguas, todo mundo cobre”, criticou.

O jornalista também fez outra crítica à imprensa, por haver poucos representantes da mídia no evento, que contou com a maioria de policiais. “Vejo poucos colegas jornalistas aqui, e esse assunto é fundamental para nós, precisamos fazer uma reflexão”, concluiu.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A presença das mídias sociais nas empresas, na comunicação e na relação com as marcas

Christina Lima

A popularização das redes sociais impactou de forma radical a mídia, a comunicação nas empresas e a relação das marcas com seus consumidores. A web 2.0, por meio de suas mais variadas ferramentas – blogs, microblogs, comunidades virtuais e fóruns on-line –, influencia comunicadores em diversas áreas de atuação. Para falar sobre o novo poder que indivíduos, organizações e veículos noticiosos têm em mãos na era da internet colaborativa, ouvimos Márcia Cavallieri, consultora de comunicação institucional da Petrobras; Mário Cavalcanti, editor do site Jornalistas da Web e professor na pós-graduação de marketing digital nas Faculdades Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e Patrícia Moura, analista de mídias sociais e integrante da divisão de Tecnologia do Grupo de Mídia RJ.

Para Márcia Cavallieri, todas as mudanças trazidas pela web 2.0 e sua característica colaborativa são tendências naturais. “Alguns anos atrás, a gente começou a ver que as empresas tinham de ter site; hoje, elas têm de ter blogs, estar no Twitter, mas não basta simplesmente o canal, pois o objetivo não está só conectado a pessoas e públicos, mas em se comunicar, criar relacionamentos, conhecer um pouco melhor esses grupos com os quais as corporações interagem para entender como entregar o que eles estão esperando e, a partir daí, mudar processos para uma comunicação melhor”.

Segundo Márcia, os comunicadores que trabalham nas empresas estão aprendendo, assim como todo mundo. “Não existem fórmulas. Cada vez mais, profissionais buscam caminhos novos, aprendendo com erros e acertos e conhecendo cases de outras empresas. Esses profissionais de comunicação têm de estar muito atentos para descobrir qual o melhor caminho para sua organização seguir, qual o objetivo e o que seu consumidor ou sua audiência espera comprar ou ouvir”, acredita. Para Márcia, o papel do comunicador também é esse: aprender e trocar experiências.

Mario Cavalcanti, que edita um site de notícias e opiniões sobre jornalismo on-line e mídias digitais, concorda que as redes sociais vieram para intensificar o lado humano, o lado da comunicação, e melhorar a relação das empresas com os indivíduos, não apenas como um canal de voz. “Isso inclui uma pessoa poder captar certa informação, passar para frente, e detectar problemas para melhorar os processos. Isso tudo está dentro do cenário das mídias sociais”, afirma.

Nesse contexto, de acordo com Mario, foram acrescentados novos elementos ao papel do jornalista, e um deles é o reforço do papel de mediador. “Saber pegar essa informação produzida por um cidadão que colabora, entendê-la, trabalhá-la, e passá-la adiante faz parte. Uma coisa não chegou para atrapalhar ou causar a extinção da outra. Elas são cooperativas e podem muito bem coexistir”.

Mário cita os telejornais como exemplo de coexistência das formas de comunicar. De acordo com o jornalista, alguns representantes da mídia tradicional começam a entender o papel do indivíduo e compreendem que é uma via de mão dupla. “Como uma equipe do jornal não pode estar em toda parte para apurar uma informação, ela utiliza indivíduos para trabalhar aquela notícia e passá-la com mais veracidade”.

Marcas e consumidores: casamento que pode acabar em divórcio

Patrícia Moura, do Grupo de Mídia RJ, costuma fazer uma analogia das relações empresas-consumidores com um relacionamento amoroso. Podem dar certo, sofrer com infidelidade e, enfim, terminar em separação. “As empresas devem cativar os consumidores. Tem de haver um interesse, uma paixão e uma troca. Como todo relacionamento que se inicia, há uma promessa de felicidade – ou de um produto que trará um benefício interessante –, mas sempre pautada pela honestidade”, ensina. A marca tem de cumprir o que prometeu no início do namoro. Senão, crise na certa. “Se a marca começar a mentir, dizer que fará algo, e não faz, dizer que trocará um produto, e não troca, usar um personagem ‘fake’ na internet ou algo do gênero, o consumidor passa a pensar: ‘meu namorado está mentindo para mim, quero outro!’. Com a quantidade de ofertas no mercado, com a concorrência cada vez maior, mudar de produto e de marca é muito fácil”.

As marcas estão começando a entender que as mudanças são sem volta. Por mais que uma marca não esteja na internet, os consumidores estão, e, portanto, ao fazer uma busca de uma marca que não possui site, certamente encontrará alguém em uma rede social que comprou o produto e expressou satisfação ou não. “Se as marcas ainda não se conscientizaram e não abriram seus canais de comunicação na web, elas começarão a abrir em breve”, afirma. “Percebo um movimento das agências trabalhando em mídias sociais, algumas empresas se antecipando e abrindo os próprios departamentos junto ao Marketing, mas realmente é um caminho sem volta, os consumidores estão na internet, o acesso dos brasileiros à web só tende a aumentar, e isso quer dizer cada vez mais gente falando de suas experiências de consumo on-line”.

De acordo com Patrícia, é difícil prever tendências, mas o que vemos hoje são ‘love marks’ criando as próprias redes sociais, em vez de criar canais em redes sociais já existentes. “A Nike é uma marca que segue nessa direção, assim como outras marcas mundiais amadas, como Coca-Cola, que possui grande potencial para reunir seus consumidores em um ambiente próprio de interação e troca de experiências. Outra mudança destacada por Patrícia é a evolução do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), que será cada vez mais 2.0. “Algumas empresas têm chats on-line, mas parece que a ferramenta não funciona tão bem, e podemos ver reflexos nas reclamações em comunidades na web e em sistemas como o site ‘Reclame Aqui’. O SAC vai se tornar mais social, com interface de analistas e monitoramento para tentar atuar em tempo real nas reclamações”, adianta.

*material do portal Nós da Comunicação, disponível em:
http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=259&tipo=R

domingo, 11 de outubro de 2009

Será mesmo que você é substituível?

Vi esse texto e achei bastante pertinente... Esse negócios que ninguém é insubstituível é coisa da época da revolução industrial...onde as máquinas comandavam. Hoje estamos vivendo um momento das ações de cada um...onde o "um" influencia o todo. Você pode colocar outra pessoa na mesma função...mas fazer tudo do mesmo jeito sem distinção ...com certeza isso é impossível. Cada ser humano é único portanto sua contribuição também.
Dani Cabraíba


Será mesmo que você é substituível


Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível". A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. Derepente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:


- Alguma pergunta?


- Tenho sim. E o Beethoven?


- Como?


- O encara o gestor confuso.


- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven? Silêncio.


Ouvi essa estória esses dias contados por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso... Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.


Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente / coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser a quel e tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... Com toda certeza ninguém te substituirá.

Autor: desconhecido.

sábado, 10 de outubro de 2009

Fazer branding é abrir estradas

Material do Ciclo Comunicar Tecnologia do portal Nós da Comunicação
Gabriel Rossi
Marcas estáticas, e que acreditam que podem prever o mercado e a inovação, estão mortas. Aquelas que quiserem sobreviver em um futuro bem próximo não se comportarão mais como substantivos. Ou seja, se moverão rapidamente, evoluindo e incorporando as tecnologias emergentes sem medo. Além disso, também aprenderão e preencherão as expectativas de um novo consumidor, que é cada vez mais mutante e controla o relacionamento em um ambiente conectado por valiosas pequenas trocas.

As marcas que percebem essa nova realidade começam a explorar avenidas completamente novas na esfera digital. Veja o caso do Walmart, que criou o programa ‘Eleven Moms’, no qual blogueiras influenciadoras foram convidadas a criar uma comunidade para discutir formas de economizar dinheiro. Boa ideia, já que o conceito fundamental do programa está diretamente relacionado ao posicionamento da marca, que é o preço baixo.

Mas por que muitas marcas não conseguem atingir tal relacionamento saudável com as tecnologias digitais emergentes? Verdade seja dita. Apesar do exemplo acima, muitas empresas ainda possuem medo daquilo que é novo ou fazem as perguntas erradas. A evolução do conceito groundswell, desenvolvido e depois celebrado em um livro pelos profissionais norte-americanos Charlene Li e Josh Bernoff para explicar “uma tendência social na qual as pessoas utilizavam as tecnologias para conseguir as coisas umas das outras em vez de instituições tradicionais”, acontece em uma velocidade tal que as corporações e os profissionais responsáveis pelo gerenciamento de suas marcas não estão conseguindo absorver o impacto – Twitter, Facebook, Delicious, Digg, iPhone e diversos outros, como aquele que ficou para trás, o Second Life. A lista de aplicações, network e ferramentas é imensa. Parece que há sempre um novo site de relacionamento para entrar ou uma nova ferramenta para testar. Tudo acontece exatamente agora, não é verdade?

Primeiramente, para que uma marca seja percebida como crível no ecossistema digital, estando apta para trazer real valor ao público de interesse e às comunidades, é imperativo que os gestores envolvidos demonstrem conforto ao utilizar a tecnologia digital antes de qualquer coisa. Afinal, nem todos demonstram isso, não é mesmo? É possível perceber pela grande quantidade de violações das regras de etiqueta das comunidades do Twitter, por exemplo. Não há uma solução de prateleira para aprender, como muitas vezes é oferecido por aí. Livros sobre Facebook, Ning, iPhone, entre outros, podem até ajudar. Mas, para entender realmente a tecnologia digital e sua relação com o branding, é necessário utilizá-la diária e ativamente. Assim, será possível aprender entre erros e acertos. Uma dica dada pelo autor Allen Adamson em seu livro ‘Brand digital’: observe com atenção as maneiras que as crianças utilizam os espaços tecnológicos. “O espaço digital é intuitivo para elas, que estão expostas a isso desde bebê”, afirma o autor. Temos de concordar, não é mesmo?

Outra questão importante é que algumas companhias estão criando políticas de utilização interna para que seus colaboradores desfrutem ou não do mundo digital e de suas tecnologias. A primeira observação a ser feita é que a linguagem precisa ser mais humana e informal possível, saindo do pedestal corporativo que normalmente dificulta a comunicação e é cada vez mais afastado da realidade da era da participação. Uma boa dica é a política da Intel, que é direta, simples, humana e realista, pedindo que os colaboradores sejam transparentes, responsáveis e não violem a privacidade da empresa. Isso tudo resumido de uma forma muito amigável. Por outro lado, algumas empresas, como a Linhas Aéreas Southwest ou a Zappos, que vende sapatos on-line, optam por não produzir um manual interno, possuindo forte e específica política de contratação de colaboradores, já conectados desde o início, com os valores dessas marcas. Essas companhias incentivam que o público interno incorpore o mundo digital e suas tecnologias emergentes desde o primeiro dia de trabalho sem absolutamente nenhum roteiro, protocolo, trava ou algo parecido. A Zappos, por exemplo, foi capaz de redimensionar a marca extremamente bem sem publicidade, incentivando seus colaboradores a evangelizar por ela em canais como o Twitter.

Não é possível absorver toda a nova tecnologia atirando para todos os lados. É necessário utilizá-la de maneira alinhada com a visão da marca, sempre com o pulso no mercado em que ela está inserida, claro. Por exemplo, Scott Monty, responsável pela parte digital da Ford, pretende humanizar o gigante americano através das tecnologias digitais, gerando mais transparência e aproximação com seus stakeholders. Há algum tempo, Monty utiliza principalmente o Twitter para mostrar que a marca tem carne e osso, iniciando conversas e esclarecendo, entre outras coisas, que a companhia não aceitou o dinheiro oferecido pelo governo americano para a reestruturação das montadoras. É um bom exemplo do uso coerente das tecnologias digitais, afinal, essa é realmente uma informação importante.

Outro bom exemplo é o da também empresa automobilística Mini USA, que, para manter o pequeno carro relevante no mercado, efetuou um trabalho de monitoramento on-line, no qual foi possível, entre outras coisas, descobrir como os proprietários se sentiam diante do produto. A empresa também pôde mensurar os esforços de comunicação efetuados pela marca. Vale lembrar que ouvir por ouvir não basta. Torna-se prática desconexa e desperdício de tempo e dinheiro. É necessário planejar e utilizar o que será aprendido de maneira efetiva, com foco real no consumidor, exatamente como a Mini USA fez.

Empresas e marcas estão apenas começando a entender o poder que as tecnologias possuem e a real necessidade de aceitar e incorporar essa nova realidade. Os adventos tecnológicos têm papel fundamental no branding moderno, pois são facilitadores para a quebra de barreiras entre indivíduos. Além disso, tornam necessária a permanente reciclagem de conhecimento, já que gurus não existem mais por aqui, a não ser o próprio consumidor.

Gabriel Rossi é sócio-fundador da consultoria em branding digital que leva seu nome. Pode ser encontrado nos blogs em português e em inglês e no Twitter. Para contato: gabrielrossi.branding@gmail.com.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ele de novo...

Gilmar Mendes pede regras para suprir vácuo deixado pela Lei de Imprensa
Da Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, defendeu a criação de novas regras para suprir o vácuo legal criado pelo fim de Lei de Imprensa. No seminário “Mídia e Liberdade de Expressão”, realizado nesta terça-feira (06/10), o ministro pediu que o Congresso crie “normas de organização e procedimento” para evitar situações de “perplexidade”, como a censura imposta ao Estadão.

"O próprio episódio a propósito desse conflito com O Estado de S. Paulo está a mostrar que há alguma perplexidade. Por exemplo: qual é a regra que disciplina a competência? É o local do dano, é o local de publicação do veículo? Em suma, são perplexidades que não existiam diante do quadro anterior, quando havia uma lei", afirmou.

O Estado de S. Paulo está proibido de publicar informações sobre a operação Boi Barrica da Polícia Federal desde julho. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, onde a liminar foi concedida, se declarou incompetente para julgar a ação e transferiu o processo para a Justiça do Maranhão. Entretanto, não derrubou a censura.

“Estou absolutamente convencido de que, depois de um quadro mais ou menos continuado de experimentalismo agora judicial e um certo vale-tudo nessa área, nós vamos voltar ao caminho da racionalidade e certamente vamos acabar tendo de estabelecer regras sobre esse tema”, disse Mendes.

O ministro também falou sobre o direito de resposta, que, com o fim da Lei de Imprensa, ficou sem qualquer regulação. "Entendo que temas específicos vão reclamar uma disciplina legislativa. Isso é inevitável", afirmou.

Com informações da Folha de S. Paulo e do Estadão.

*Matéria disponível no portal Comunique-se http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D53757%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D107416785025%26fnt%3Dfntnl

Começo a achar que ele quer é aparecer....será que tem vaga para ele na novela???

Dani Cabraíba

sábado, 3 de outubro de 2009

CICLO COMUNICAR TECNOLOGIA - NÓS DA COMUNICAÇÃO

Ciclo Comunicar Tecnologia: um espaço para debater as profundas mudanças na comunicação

Marcos Moura


O efeito transformador da comunicação por meio da tecnologia atingiu patamar sem igual desde a popularização da internet. O impacto que a Rede – e suas inúmeras possibilidades – causou na maneira como pessoas, empresas e instituições passaram a se relacionar desperta reflexões em nossa era, e são essas questões que abordaremos, de 5 a 13 de outubro, no Ciclo Comunicar Tecnologia.


Em nossa semana temática dedicada ao debate dessas profundas mudanças, todas as seções do Nós da Comunicação receberão contribuições de pensadores e profissionais de mídia, tecnologia da informação, estudiosos da vida em rede e especialistas no mundo digital para discutir as novas tecnologias aplicadas à comunicação. Serão reportagens, entrevistas, vídeos, artigos e um encontro presencial no Rio de Janeiro.


Vamos promover, também, um chat, no dia 6 de outubro, às 15 horas, com Rogério Christofoletti, doutor em ciências da comunicação, professor e pesquisador do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor do blog Monitorando. O bate-papo destacará as características da comunicação digital: como as novas tecnologias, que cada vez mais servem de mediadoras para as relações humanas, impactaram a mídia, e de que maneira o comunicador deve agir inserido nessas mudanças.


O Ciclo Comunicar Tecnologia é 2.0 e está totalmente aberto a colaborações. Envie comentários, recomende livros, vídeos, cursos e eventos, nos acompanhe no Twitter e participe da discussão. É nossa oportunidade para convergir mídias, ideias, insights, questões e repensar o papel do comunicador nessa revolução.

Durante o Ciclo, os leitores que participarem poderão ganhar os seguintes livros, ofertados pelo Nós e pelas editoras:


- 'Fala Foto', de Cora Rónai, da editora Senac Rio;


- 'WEB 2.0 - Participação e vigilância na era da comunicação distribuída', organizado por Henrique Antoun e editado pela Mauad;


- 'TV digital no Brasil - Tecnologia versus política', de Renato Cruz, pela SENAC São Paulo;


- 'Gestão em Comunicação Empresarial - Teoria e Técnica', de Boanerges Lopes, pela Produtora de Multimeios;


- 'Ética no Jornalismo', de Rogério Christofoletti, pela editora Contexto; - 'Blog Marketing', de Jeremy Wright;


- 'Citizen Marketers', de Ben McConnell e Jackie Huba; Os dois últimos livros foram lançados pela M.Books.


Se liga e não fica de fora da oportunidade de trocar figurinhas e aprender muito sobre o assunto.


abs,


Danielly Cabraíba

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mais um round...

Para João Roberto Marinho, acusações da Record são sem sentido



O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, afirmou que as acusações contra a direção da empresa e a Rede Globo, feitas pela Igreja Universal e Rede Record, não fazem sentido. “Não é a Globo que está em causa, nós tivemos concorrências mais fortes do que a da Record. Muitas vezes na nossa história a nossa resposta para a concorrência foi sempre trabalhar cada vez melhor e mantivemos a nossa liderança dessa forma, não ia ser agora que nós íamos usar a notícia para interferir na concorrência, então isso não faz o menor sentido”, declarou Marinho.


Nesta terça-feira (29/09) a Globo enviou um comunicado sobre o caso aos funcionários e autoridades da empresa. “Nós fizemos uma carta para várias autoridades que receberam uma publicação da Folha Universal nos agredindo pessoalmente e a Rede Globo. Essa carta nós distribuímos internamente também, para os funcionários”, disse Marinho à reportagem do Comunique-se, na cerimônia do Prêmio Comunique-se, onde a empresa recebeu homenagem pelos 40 anos do Jornal Nacional.


O executivo disse que a Rede Globo se posicionou apenas internamente e não tem interesse em se manifestar publicamente sobre o assunto. “Para nós não tem sentido um posicionamento público, porque isso é um não assunto (...). Nós simplesmente noticiamos uma denúncia do Ministério Público, o acatamento da denúncia pelo juiz e acho que a Igreja Universal, seus bispos, têm que responder os processos".


Exposição e denúnciasA carta justifica o tempo dado na programação da emissora para falar sobre as denúncias contra Edir Macedo. “A TV Globo deu à ação criminal contra Edir Macedo e outros nove denunciados tratamento,em termos televisivos, absolutamente equivalente ao que deram ao mesmo assunto os grandes veículos da mídia impressa do país”, informa o texto.
O comunicado diz ainda que as acusações de compra irregular da TV Paulista, uso de terreno da prefeitura e empréstimo público para a construção do Projac, feitas pela Record contra a Globo, não são válidas. “Desde então, o que se tem visto é o uso sistemático e maciço de todos os veículos do grupo acusado pela Justiça para nos atacar, recorrendo a denúncias fantasiosas e velhas, todas já desmoralizadas através do tempo”.


Na última semana, a Folha Universal publicou uma edição especial com acusações contra a família Marinho e à Rede Globo. O jornal teve tiragem de 3.500.000 exemplares, recorde na publicação.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Puxa esse povo sei não...

Tiraram do ar a propaganda das havaianas com a vovó e o Cauã Reymond....

http://www.youtube.com/watch?v=u9G5NHkhsFI

Como a Internet é um meio mais democrático ... a propaganda está na net, no site oficial das havaianas e também no link abaixo no Youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=q4Lsk_cEdQA


VIVA A DEMOCRACIA!!!

E-mail Marketing - Assunto do momento

Rodrigo Gonçalves tira dúvida sobre e-mail marketing no portal Nós da Comunicação.


Rodrigo Gonçalves: mitos e verdades sobre o novo código de e-mail marketing

Há algumas semanas, desde o lançamento oficial do novo código de autorregulamentação de e-mail marketing, tenho lido e ouvido algumas questões e afirmações que colocam em dúvida a praticidade do documento, o que não é verdade. Vejamos alguns mitos e a verdade a respeito do novo código:

MITO 1: O código proíbe o envio de e-mails sem autorização para fins de prospecção.

FATO: Esta é uma informação que não procede. Primeiro porque, mesmo sem o código, no Brasil, a prática de envio de e-mails sem solicitação é considerada SPAM, gerando bloqueios por parte dos provedores de e-mails (gratuitos e corporativos) e inclusões em listas internacionais de RBL (as black-lists de spammers). Então, o código apenas reafirma o não uso dessa prática.

A metodologia de envio de e-mails sem autorização para fins de prospecção é conhecida como Modelo Opt-out e, atualmente, só é praticada nos Estados Unidos. A Europa adotou o modelo Opt-in, no qual é necessária a prévia inscrição de todos em listas autorizadas de e-mails e o Brasil adotou o modelo Soft Opt-in, em que basta um prévio contato comercial ou social para o envio dos primeiros e-mails.

Em todo caso, como sabemos que a Internet é global e suas ações provocam reações em vários lugares, recomendamos inclusive a adoção do Double Opt-in (o opt-in que é confirmado através de um link enviado por e-mail), pois uma campanha enviada do Brasil pode sofrer bloqueios em black-lists na Europa ou em qualquer outro lugar do mundo e, dependendo da RBL, a política de desbloqueio é a comprovação através de log do cadastramento daquele destinatário, sob pena de permanecer bloqueado ad eternum.

O código apenas defende o direito do destinatário de receber aquilo que lhe interessa.

MITO 2: Se não posso enviar e-mails não autorizados para prospecção, o negócio do e-mail marketing não funciona.

FATO: Qualquer bom profissional de marketing sabe que a obtenção de e-mails para cadastramento não está diretamente relacionada ao envio de e-mails ou ao website. Existem diversas metodologias on-line e off-line para prospecção. Basta usar a criatividade e a inteligência ou conhecer um bom profissional de marketing digital.Como exemplo, podemos citar a utilização de bases em parceria, como previsto pelo próprio código em seu artigo sétimo.

Na prática, funciona assim:

A sua empresa gostaria de fazer e-mail marketing, mas não possui uma base de e-mails significativa. Então, busca uma empresa parceira, que fará uma campanha de indicação, em que o assunto, o remetente e o e-mail vão identificados como aquele da empresa que detém o opt-in daqueles e-mails (a parceira), mas o restante do conteúdo vai apresentando a sua empresa. No mesmo e-mail pode ser incluído um mecanismo de opt-in, para aqueles que desejarem fazer parte de sua lista de envios permanente. Este é apenas um método entre vários possíveis.

MITO 3: Ora, se o outdoor e o anúncio de TV são exibidos ao público sem autorização, por que o e-mail marketing não pode ser do mesmo jeito?

FATO: Bem, quanto ao outdoor, o público não guarda a mídia dentro da bolsa, portanto, não acumula espaço. E quanto à exposição, a pessoa pode olhar para o outro lado. E na TV? Será que ninguém muda de canal na hora do intervalo? Nessas duas mídias há a escolha do envolvido em ser atingido ou não pela mensagem. O e-mail marketing é mídia de permissão, marketing direto. Não deve nunca ser confundido com mídia de massa.

MITO 4: Meu produto só venderá se eu mandar e-mails para o maior número de pessoas possível. SPAM pode até ser errado, mas dá resultado.

FATO: Já existem números que comprovam que e-mail marketing, feito da maneira correta, enxuga custos e gera resultados. Mantendo relacionamento, buscando informações, é possível enviar o e-mail certo para as pessoas certas e gerar boas conversões. Quanto ao fato de haver conversões também com o SPAM, que pode ser errado, mas dá resultado, uma afirmação categórica minha: roubar bancos também pode dar resultado e, nem por isso é correto, não?
Enviem suas perguntas. Vamos tornar o código cada vez mais claro para todos. Faz bem para o mercado, faz bem para o consumidor.

Rodrigo Gonçalves é gerente comercial da Mailsender Tecnologia. Consultor de marketing, atua também com inteligência competitiva.

Máteria disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=165&tipo=G

domingo, 27 de setembro de 2009

DIREITO É DIREITO

Uma amiga me mandou...leu no portal COMUNIQUE-SE. Se liga galera...passar boa informação pra frente é legal...mas sem esquecer de dá o crédito a quem é de direito.

bjus


Dani Cabraíba

'Copia e cola' de releases pode gerar processo por dano moral
Izabela Vasconcelos, de São Paulo

"Copia e cola" de releases é algo conhecido pelos jornalistas, mas pior ainda quando a notícia é publicada com o crédito indevido. Foi o que aconteceu com a jornalista Claudia Yoscimoto, que teve uma matéria publicada na íntegra em um site, assinada por outro profissional. Mais que antiética, essa atitude é ilegal e pode gerar processos por danos morais.

Na época, Claudia fazia um trabalho para o então prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe. A jornalista acompanhou a visita do prefeito ao Japão e divulgou o fato aos órgãos de imprensa brasileiros no país e à assessoria de imprensa da prefeitura. O caso aconteceu em 2007, mas Claudia só se deu conta quando fez uma busca pelos textos para incluir em seu portifólio. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Quando se muda alguma coisa, tudo bem, mas dar crédito para outra pessoa, isso foi antiético”.

Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, apesar das assessorias de imprensa terem suas particularidades, os profissionais que atuam nessa área podem reclamar seus direitos. “Ninguém pode colocar o nome em um texto que não foi ele quem fez. Isso pode suscitar uma ação por danos morais. É uma questão de direito autoral”, explica.

Outros problemas

A jornalista Paula Batista, sócia da Lide Multimidia, agência de comunicação com sede no Paraná, conta que o fato é comum. “Isso acontece bastante, de colocar o nome do jornalista do veículo, quando não usam o assessor como fonte, aspas na matéria. Mas não há muito o que fazer, porque geralmente ficamos sabendo muito tempo depois da publicação, e lidamos com um universo muito grande de jornalistas, alguns mais conhecidos, outros não”.

Paula considera esse tipo de situação constrangedora para explicar para o cliente e adota algumas medidas para coibir a apropriação dos textos da assessoria. “Queremos que os clientes sejam divulgados na imprensa, mas quando acontece essas coisas acabamos restringindo, evitando de pautar o veículo. Outra opção é fazer o follow-up, para inibir e permitir que o jornalista fale com o porta-voz”, afirma.

A jornalista relata um dos episódios que ela diz acontecer com frequência. “Quando fiz um trabalho para uma ONG, enviei um release. Quando fui ver, o texto havia sido publicado na íntegra em uma página inteira de um jornal”, relembra Paula, que enfatiza que fatos como esse acontecem principalmente em veículos pequenos, mas há exceções. “Isso já aconteceu na extinta Gazeta Mercantil, publicaram um release nosso, acrescentaram apenas um olho”, conta.

Para a advogada da Apijor, Dra. Silvia Neli, casos como estes são comuns. “Um dos mais recentes que me lembro foi o caso da publicação de uma foto como ‘divulgação’ na Folha. A foto foi enviada por uma assessoria. Ganhamos em primeira instância, mas a Folha está recorrendo”.Silvia afirma que é essencial os jornalistas estarem atentos aos direitos autorais. “É importante ter essa atenção, o que não é uma prática no mercado, porque a qualquer momento uma pessoa pode requerer seu direito”, conclui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Comunicação Interna

Nessas minhas pesquisas para o TCC da pós, conheci uma personalidade da comunicação com um discurso muito pertinente no que envolve a comunicação interna, apesar de conhecer alguns de seus livros, não os tinha lido. A partir de agora serão "livros de cabeceira". O nome dela é Analisa de Medeiros Brum. Referência no assunto, tem material seu nos mais diversos sites da área de comunicação e gestão de pessoa, além dos livros publicados. Foi se dúvida nenhuma um sopro de energia, vê uma profissional tão bem posicionada com um discurso tão coerente quando o assunto é comunicação interna. Para ela, eu tiro o chápeu e bato palmas....de pé.

Abraços a todos.

Danielly Cabraíba

A comunicação interna para fora

O problema não está apenas no canal ou no meio, mas principalmente no fato de algumas pessoas ainda não entenderem a informação como um benefício

Por Analisa de Medeiros Brum*


As empresas estão encarando o árduo desafio da hiperescolha e da saturação dos processos de comunicação. Já não é suficiente cumprir o compromisso de informar, ou seja: entregar aos seus colaboradores um nível satisfatório de informações que possa facilitar e até mesmo incentivar o trabalho que desenvolvem.

O grande número de e-mails que as pessoas recebem diariamente faz com que se sintam na obrigação e/ou no privilégio de escolher aqueles que vão abrir, ler e absorver. O e-mail é um canal de comunicação comum, como o telefone: as mensagens virtuais podem ser originadas externa ou internamente, assim como as ligações que recebemos podem ser externas ou internas.

Dentro desse contexto, tudo aquilo que a empresa envia através do computador para o seu público interno pode se perder no meio de tantas opções a serem abertas e lidas. Ao mesmo tempo, existe um fator psicológico que faz com que as pessoas tenham o sentimento de “missão cumprida” ou de “demandas realizadas”, sempre que limpam a sua caixa de e-mails. E na ânsia do esvaziá-la, desfazem-se de mensagens que, mesmo vindas da empresa na qual trabalham, julgam não serem importantes.

Aqueles que trabalham nas áreas administrativa e operacional, na maior parte das vezes, podem ser atingidos por outros canais bem diferentes do e-mail, como, por exemplo, um jornal de parede, um informativo em papel ou até mesmo um outdoor. São pessoas que atuam dentro de uma determinada área e isso permite que sejam acessadas por outros canais visuais.

No entanto, a maior dificuldade das empresas não está na “comunicação interna para “dentro” e, sim, na “comunicação interna para fora”. Sim, esses dois caminhos dentro da comunicação interna existem e devem ser diferenciados: a para fora é aquela que precisa atingir colaboradores que possuem uma atuação externa e que compõem o segmento de público interno que mais representa a marca e a imagem da empresa. Refiro-me a vendedores, representantes, prestadores de serviços de instalação, manutenção, entre outros profissionais.

Imagine uma equipe comercial que raramente visita a sede da empresa, mas que a representa em todos os contatos que faz com clientes. Existem dois caminhos para que uma empresa se comunique com esse tipo de público:

• Por e-mail, pois há a crença de que profissionais da área comercial abrem sua caixa postal pelo menos uma vez ao dia, geralmente no final do expediente; e
• O informativo em papel, enviado pelo correio para o endereço pessoal de cada vendedor ou representante.

Apesar de existirem esses dois caminhos, as empresas acabam optando pelo mais rápido e de menor custo, que é o e-mail. Afinal, um informativo em papel precisa ser redigido, diagramado, revisado, finalizado, impresso e postado. A informação, especialmente aquela relacionada com o processo comercial de uma empresa, num mercado em movimento, não pode esperar por todas as etapas desse processo.

Em contrapartida, apesar da rapidez e do baixo custo, o que é enviado por e-mail entra no espaço da hiperescolha e da saturação. Isso significa que a informação chega ao seu destinatário, mas não quer dizer que seja lida. Muitas vezes, um título similar ao anterior é suficiente para que a pessoa entenda que já recebeu aquele e-mail ou que já domina aquele assunto.

Existe a constatação de que, quando uma empresa cria um novo canal de comunicação interna por e-mail e dá a ele um nome como, por exemplo, Informação para você ou Informação comercial ou até mesmo algo como Saiba mais, já o torna predestinado a despertar o interesse das pessoas por pouco tempo.

A repetição do mesmo título na caixa de e-mail faz com que as pessoas abram-na rapidamente apenas nas primeiras vezes. Com o passar do tempo, torna-se apenas mais uma mensagem no meio de tantas com um título que elas já conhecem. O problema não está apenas no canal ou no meio, mas principalmente no fato de algumas pessoas ainda não entenderem a informação como um benefício.

Esta é a maior dificuldade das empresas: fazer com que as pessoas percebam que a informação é um benefício a que têm direito. De nada adianta trocar o nome e o cabeçalho do e-mail se o conteúdo não representar algo concreto. Da mesma forma, é importante que o e-mail não tenha um título que se repita em todas as edições e, sim, manchetes. Imagine um profissional de vendas recebendo um e-mail cujo título é: “Desconto a ser oferecido ao seu cliente para aumentar suas vendas” ou “Nova condição de pagamento que aumentará suas vendas”. Certamente a mensagem será aberta, lida e absorvida, pois o interesse da pessoa será concreto, assim como o benefício.

Isso significa que as empresas não devem mais ter jornais eletrônicos que chegam na caixa de e-mail das pessoas sempre com o mesmo nome? Não. As empresas continuarão tendo suas publicações digitais e elas continuarão sendo batizadas. Existem diversas empresas que utilizam esta ferramenta de comunicação com eficácia. Mas é preciso focar no resultado. Se uma pessoa da área operacional ou administrativa deixar de abrir o jornal eletrônico num determinado dia, certamente a empresa não perderá muito com isso.

Entretanto, se um profissional da área comercial – que lida diretamente com o cliente e contribui decisivamente para o faturamento da empresa – não abrir aquele e-mail específico com informações importantes para o fechamento de um negócio, todos perderão com isso. Esta é a diferença que precisa ser levada em consideração e que nos mostra que a comunicação com vendedores e representantes, de uma forma geral, precisa ser diferenciada e, ao mesmo tempo, motivacional.

Motivação quer dizer “movimento para a ação”. O título de um e-mail de “comunicação interna para fora” precisa motivar o profissional a abrir e ler o que lhe foi enviado. Isso inclui um trabalho, com campanhas que atinjam estas pessoas e que mostrem a elas que a informação deve ser vista como um benefício. As campanhas educativas são importantes exatamente porque, para a comunicação rápida e eficaz com profissionais que atuam literalmente fora da empresa, não existe outro caminho que não seja o eletrônico.

Como novidade nessa área e para fugir desse cenário de concorrência que tomou conta das caixas de e-mail, algumas empresas estão se utilizando de softwares específicos para a comunicação interna. São programas instalados no computador de vendedores e representantes que produzem um sistema de alerta, fazendo com que a mensagem entre automaticamente, sem precisar ser acessada.

Esse tipo de programa funciona da seguinte forma: o profissional está trabalhando no seu computador e a mensagem entra através de um alerta de imagem, de texto ou de vídeo. Um exemplo dos benefícios desse tipo de ferramenta é o fato de um presidente de empresa poder falar com todos os seus vendedores e representantes através de um alerta de vídeo, sempre que desejar.

O programa possibilita também o levantamento da opinião desse segmento de público interno através de enquetes, sobre qualquer assunto, com o resultado em poucos minutos (ou no prazo de um dia, levando em consideração que vendedores e representantes acessam seus computadores no final de cada dia...).

Caso a pessoa tenha passado todo o dia sem acessar o seu computador, quando o fizer, os alertas entrarão, e a comunicação acontecerá de forma automática e imediata, sem a necessidade da interação do receptor. Mesmo não necessitando abrir a informação para se deparar com ela, é importante que esse público entenda o benefício da informação, caso contrário, tampouco terá disponibilidade para ler as mensagens, mesmo que em formato de alerta.

Existem outros caminhos? Sim, mas igualmente eletrônicos e talvez um pouco mais complexos como, por exemplo, a possibilidade de a empresa criar uma rede social interna somente para os seus vendedores e representantes.

Numa rede social interna, esse público poderia não apenas receber informações, mas postar suas opiniões e experiências, entre outros dados. No entanto, é preciso lembrar que uma rede social precisa ser acessada, ou seja, a empresa estará novamente diante da vontade do profissional em abri-la ou não.

* Analisa de Medeiros Brum é Diretora Presidente da HappyHouseBrasil, Agência de Endomarketing e Autora dos livros Endomarketing, Endomarketing como Estratégia de Gestão, Um Olhar sobre o Marketing Interno, Respirando Endomarketing, Face a Face com o Endomarketing, e Endomarketing de A a Z.

*material disponível em:
http://www.mundodomarketing.com.br/3,10823,a-comunicacao-interna-para-fora.htm

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Abertas as inscrições para o Seminário de Comunicação do BB

Estão abertas as inscrições para o XIV Seminário de Comunicação Banco do Brasil, que será realizado de 23 a 25 de setembro, em São Paulo. Os interessados devem encaminhar e-mail para imprensa@bb.com.br até o próximo dia 16, com nome completo, cargo e instituição em que trabalha/estuda. O número de vagas é limitado e a inscrição, gratuita.

XIV SEMINÁRIO DE COMUNICAÇÃO BANCO DO BRASIL
"Os novos desafios da comunicação corporativa"


Caesar Business Paulista – São Paulo


Mediação – Professor Carlos Chaparro


Quarta-feira – 23.09.2009


18h – Credenciamento


19h – Conferência de Abertura

“Transformações socioeconômicas no Brasil e no mundo em tempos de crise global”
- Luiz Gonzaga Belluzzo (economista, professor titular de Economia da Unicamp, consultor editorial da revista Carta Capital, colunista da Folha de São Paulo e presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras)


20h às 20h30min – Debate


20h30min – Coquetel de abertura – Lançamento do livro do XIII Seminário de Comunicação


Quinta-feira – 24.09.2009


09h às 10h20min – O papel da comunicação corporativa diante da crise global

- Marco Antônio Lage (jornalista, diretor de Comunicação Corporativa da Fiat Automóveis)

- Marcelo Mendonça (jornalista, diretor de Assuntos Corporativos da TAM Linhas Aéreas)


10h20min às 10h50min - Debate


10h50min às 11h - coffee break


11h às 12h20min – Como a crise global impacta as marcas

- Armando Strozenberg (publicitário e jornalista, chairman da Euro RSCG Contemporânea, vice-presidente da Abap e membro do Conselho Superior e presidente da 3ª Câmara de Ética do Conar)

- José Roberto Martins (administrador, fundador da GlobalBrands Consultoria, coordenador do MBA Executivo em Branding da FAAP e autor de livros sobre marcas)


12h20min às 12h50min – Debate


12h50min às 14h50min - Almoço


14h50min às 16h10min – Comunicação corporativa: conflitos e horizontes

- Eduardo Ribeiro (jornalista, diretor da newsletter Jornalistas & Cia e do Mega Brasil Comunicação)

- Wilson da Costa Bueno (jornalista, professor da Universidade Metodista de São Paulo e diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa)


16h10min às 16h40min - Debate


16h40min às 16h50min - coffee break


16h50min às 18h10min – Como a comunicação integrada pode fazer a diferença

- Margarida Kunsch (relações públicas, professora da USP, autora do livro “Planejamento de relações públicas na comunicação integrada”)

- Gal Barradas (Publicitária, vice-presidente de Negócios e Gestão Estratégica de Marcas do Grupo TV1)


18h10min às 18h40min – Debate


Sexta-feira - 25.09.2009


09h às 10h20min – Novos paradigmas na relação entre jornalistas e fontes

- Carlos Chaparro (jornalista, professor da USP, autor do blog “O Xis da Questão” e do livro “A Pragmática do Jornalismo”, entre outros)

- Cláudia Vassalo (jornalista, diretora de redação da revista Exame)


10h20min às 10h50min - Debate


10h50min às 11h - coffee break


11h às 12h20min – Comunicação empresarial e as mídias sociais

- Beth Saad (administradora de empresas, professora da USP e pesquisadora e estrategista nas áreas de comunicação digital e jornalismo digital)

- Thiane Loureiro (diretora regional para Prática Digital na América Latina da Edelman)


12h20min às 12h50min – Debate


12h50min às 14h50min - Almoço


14h50min às 16h10min – A importância da comunicação na internacionalização de empresas e instituições

- Rodrigo Baena (diretor da Área Internacional da Secretaria de Comunicação da Presidência da República)

- Alicia Martínez Pardíes (jornalista, presidente da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil e correspondente da Agência Internacional de Notícias - Itália)


16h10min às 16h40min - Debate


16h40min às 16h50min - coffee break


16h50min às 18h10min – Comunicação, estatísticas e pesquisas

- Giselle Lorenzetti (relações públicas, diretora-executiva da LVBA Comunicação e vice-presidente da Abracom)
- Cristina Panella (Socióloga, diretora-geral da CDN Estudos & Pesquisas)

18h10min às 18h40min – Debate

18h40min - Encerramento

Se eu pudesse não faltava!!!
Bjus

Dani Cabraíba



Como transformar funcionários em colaboradores da marca

Ninguém sabe muito bem o que acontece, mas existem algumas profissões que fazem com que as pessoas se lembrem de problemas que têm quando se encontram. Eu costumo chamar isso de "Síndrome do Médico". Existem dois exemplos clássicos: médicos e profissionais de tecnologia. Os médicos porque, ao falar sua profissão para qualquer pessoa, correm sério risco de ouvir a famosa frase: "Hum, você é médico? Estou com uma dorzinha aqui que não me deixa em paz. O que pode ser? O que eu devo tomar?".

Se alguém falar que trabalha com tecnologia ou Internet, prepare-se para ouvir frases como: "Que bom que você trabalha com isso, meu computador está com um problema que eu não sei o que é. Estava tudo bem e agora não abre nada. Acho que é vírus. Você pode dar uma olhada?". E lá vai você tentar explicar que, embora você trabalhe em uma agência de comunicação digital, isso não te faz um técnico em informática. Na verdade, isso é uma maneira de pedir ajuda para quem, teoricamente, conhece os atalhos, saberia consertar rapidamente, e o melhor: apenas fazendo um favor sem cobrar nada.

Pois bem, hoje há uma necessidade por ‘profissionais' com essas características. Na verdade, não depende tanto da profissão, mas sim do tipo de organização em que você trabalha. Empresas de telecomunicações (telefonia e Internet), bancos, cartão de crédito, com certeza lideram esse ranking informal da "Síndrome do Médico". Experimente falar que você é funcionário de uma dessas companhias. Sempre vai ter um amigo de um amigo que está com um problema, e que talvez tenha se perdido em um buraco negro burocrático e que precisa da ajuda de alguém de dentro da empresa para que o processo dele ande.

Geralmente, quando uma situação chega a esse patamar, resolver esse legado costuma ser mais trabalhoso e caro. Mas é algo que precisa ser feito ou a organização corre o risco de ser multada, não vender seus produtos e isso é um dano grave à marca. Mas existem maneiras de prevenir problemas, e não é só ao oferecer um bom produto ou atendimento. É através de uma boa prática de comunicação interna, que estimule algo que poucas companhias se arriscam a fazer: o diálogo.

Usando a "Síndrome do Médico" como parâmetro, quantas pessoas de todas as áreas da empresa foram abordadas por amigos de amigos sobre problemas com aquela companhia? Esse seria um primeiro sinal de que alguma coisa não estava funcionando como deveria. Se os funcionários não sentirem que há abertura da organização para ouvir críticas ou possíveis soluções, como eles poderão passar essas informações para seus superiores, se eles mesmos ficam presos no buraco negro burocrático?

E mais, como essas pessoas se sentirão seguras de indicar os serviços ou produtos dessa empresa se eles têm ouvido tantas críticas de pessoas tão próximas a eles? Simples. Eles não vão indicar nunca. É a reputação deles que está em jogo. E se quem trabalha na companhia não indica o produto ou serviço que ele produz ou oferece, quem deveria indicar? Contar apenas com a propaganda é inocência e, em tempos de redes sociais, é tapar o sol com a peneira.

Agora imagine uma empresa em que o diálogo seja estimulado entre os funcionários (que agora poderiam ser chamados de colaboradores) e que todo e qualquer aviso de problemas dos amigos dos amigos fosse tratado com a mesma importância, seja vindo do estagiário ou do CEO. Nessa mesma organização, uma pessoa do departamento pessoal sugere uma mudança na logística e é levada em consideração. O responsável pelo setor responde a sugestão, tenta entender mais detalhes, estuda sua viabilidade e o impacto antes de negar sem ao menos ler.

Esses são alguns exemplos do uso do diálogo e da colaboração na comunicação interna. São maneiras simples de mostrar que há uma cultura aberta à colaboração. Os benefícios são claros. As pessoas que trabalham nessa empresa se sentirão mais parte de todo o processo e terão mais confiança no produto e na organização. Isso gerará uma sensação de fazer parte de uma comunidade e fará com que as pessoas se sintam donas da empresa e divulguem os serviços com autoridade. Através dessa abertura para o diálogo e a colaboração, a sua marca só tem a ganhar. Tanto com o público interno quanto com o externo.

* Material do portal www.rh.com.br, disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Comunicacao/Artigo/6194/como-transformar
-funcionarios-em-colaboradores-da-marca.html

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PARABÉNS MACEIÓ...

Macéio: lei aprovada exige diploma de jornalistas

A Câmara Municipal de Maceió (AL) aprovou lei de autoria da vereadora Tereza Nelma estabelecendo a obrigatoriedade dos poderes Executivo e Legislativo municipais de nomearem apenas profissionais formados em curso superior para cargos em comissão, assessorias ou prestação temporária de serviços para funções jornalísticas de difusão de informações através de qualquer mídia, observando o mesmo procedimento para as áreas de publicidade e relações públicas.

A lei aprovada também exige que os conteúdos das provas para contratação através de concurso público deverão exigir conteúdo de conhecimento baseado nos programas dos cursos de formação superior, para o preenchimento de cargos de jornalista, publicitário e relações públicas.
"A lei aprovada é perfeitamente constitucional, pois os cargos em comissão são de livre nomeação. E, por isso, a Câmara pode estabelecer a exigência de formação superior para que jornalistas, publicitários e relações públicas ocupem esses cargos na administração pública de Maceió. Agora só falta a sanção do Prefeito", afirmou a vereadora Tereza Nelma.
A lei de Tereza Nelma prevê que o poder Executivo Municipal faça a regulamentação legal no prazo máximo de 90 dias, enquanto a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió fará o mesmo definindo ainda os cargos efetivos, em comissão, assessorias e prestação de serviço temporário que exigem formação superior específica.

"Estamos corrigindo, pelo menos em parte, o desserviço social provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de acabar com a exigência de diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista. A formação superior elevou, e muito, a qualidade do direito constitucional que todos temos a uma informação de qualidade", conclui Tereza Nelma.
A iniciativa que deve ser seguida por outros legislativos do País evitará que a decisão do STF acabe estimulando o compadrio e a picaretagem indiscriminada, pelo menos no setor público municipal.

Fonte: Sindicatodos Jornalistas de Alagoas

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Curso Prático Assessoria de Imprensa

O curso será realizado nos dias 21 e 22 de outubro de 2009 no SEBRAE.

Será ministrado por Renata Pais, Jornalista, proprietária da Midia Nova Comunicação, empresa que faz assessoria para a Petrobras no estado de alagoas, do Shopping Iguatemi e que já teve em sua carteira grandes outras contas, como o Maceió Fest.

O curso apesar da curta duração, vai ser extremamente prático...vão ser três dias de aprendizado intenso sobre o dia a dia da assessoria, como oferecer os serviços, como medir o trabalho no mercado (retorno em dinheiro), clipping com valor de mercado, macetes de release para melhor aceitação. Vai ser uma ótima ferramenta para quem pretende atuar na área.

Investimento R$ 100,00 (1+1)
VAGAS LIMITADAS **

** Realização do curso e local irá depender do preenchimento da quantidade miníma de participantes.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mensurar resultados em comunicação funciona?

Jorge Sauma


Há cerca de cinco anos, as maiores agências de comunicação do País apostaram na mensuração de resultados editoriais como forma de crescimento, de agregar serviços e, claro, de comprovar o desempenho com resultados expressivos para seus clientes. Um dos cases de sucesso é o da Companhia de Notícias (CDN), agência que atualmente carrega o status de maior empresa de comunicação do Brasil. Os novos serviços, incluindo a mensuração de resultados, são responsáveis por aproximadamente 50% da receita da agência. Alguns jornalistas dos grandes centros afirmam que, com isso, a agência oferece uma comunicação integrada de grande qualidade.

A Máquina da Notícia, que atualmente é composta por um grupo de empresas, é outro case de sucesso. A agência investiu milhares de reais no desenvolvimento do sistema que executa o serviço de análise editorial (mensuração de resultados), segundo informações do diretor editorial e de Análise de Mídia, Ednilson Machado, com quem tive a oportunidade de conversar durante uma reunião de assessores de imprensa da Petrobras, no Rio de Janeiro. Na ocasião, por quase uma hora, Ednilson mostrou como o trabalho de análise de mensuração é importante para avaliar o desempenho da empresa junto à opinião pública. Ele garantiu aos gerentes da companhia, que é cliente da Máquina, resultados positivos e convincentes.

Apesar do avanço nos investimentos na área, são raras as publicações em assessoria de imprensa que abordam ferramentas e mecanismos que avaliam o desempenho ou retorno de uma matéria jornalística na grande imprensa, por exemplo. Como avaliar, então, o impacto de uma matéria ou nota divulgada nos principais jornais da cidade? Com um olhar rápido – e óbvio –, pode-se dizer se tal inserção é positiva ou negativa. Nada mais do que isso. O mestre Wilson Bueno, pioneiro em auditoria de imagem, é um dos que compõem a pequena lista de estudiosos que publicam textos sobre o assunto. Bueno defende uma forma de avaliar a presença na mídia destacando pontos estratégicos, como o local de divulgação da página e o veículo de comunicação.

Entregar ao fim de cada mês apenas um relatório de atividades não é mais o suficiente para justificar para o cliente a importância de manter um contrato de assessoria de imprensa ou um departamento de comunicação em atividade. É preciso mostrar a relação custo-benefício (assessoria de imprensa x retorno) para que ele possa medir a ação como investimento. Talvez, assim, a comunicação passe a ser mais atrativa. Volto a referenciar Bueno. No artigo ‘Medindo o retorno do trabalho de assessoria de imprensa’, ele propõe a mensuração do cliente na imprensa, mesmo sendo esse serviço mais uma etapa da auditoria de imagem.

Quando falamos em mensuração de resultados em comunicação, a ideia é detectar como essa área interfere no resultado das demais. Isso vale tanto para o setor privado quanto para o público. Ter bons serviços e oferecer produtos de qualidade não são suficientes para garantir a confiança do consumidor. É preciso divulgar a marca, dizer o que se faz e o que se pretende fazer. Tudo isso interfere na imagem e na reputação de uma empresa. Aí entra o trabalho do jornalista e do relações públicas. São eles que ajudarão a construir essa imagem e, também, a mensurar esse processo por meio do clipping.

Contudo, o que se tem é o correto para cada agência, e não um correto universal. Para mim, a base da mensuração é o clipping. Sem ele, não se pode executar esse serviço com qualidade. Digo, até mesmo, que não deveria ser fechado contrato nenhum sem que o clipping estivesse incluso como serviço integrante. Afinal, para se ter a dimensão do trabalho da assessoria de imprensa, basta observar e avaliar o clipping. É o clipping que mostra como seu concorrente está agindo, como está sua imagem perante a opinião pública, entre outras percepções.

Alguns estudiosos propõem reverter o valor editorial em publicidade, e outros quantificam o número de inserções e seu posicionamento na imprensa, nos jornais de maior veiculação etc. Uma das formas mais comuns e tradicionais para medir resultados em comunicação é quantificar o material de imprensa produzido e veiculado. O antigo, mas eficaz, método de centímetros x colunas ainda é utilizado por muitas agências de comunicação na maioria dos relatórios entregues ao cliente. E funciona? Cada cliente tem um olhar diferente do significado da mensuração apresentada pelo assessor. Alguns dão a devida importância à comunicação. Outros acreditam que a comunicação é importante, pois, na era da globalização, toda e qualquer grande empresa que se preze possui, ao menos, um assessor de imprensa.

Segundo a relações públicas Gisele Lorenzeti, mais do que um novo valor agregado, as empresas que mensuram resultados são o reflexo, sobretudo, de uma evolução. Inicialmente, o desenvolvimento da atividade de comunicação corporativa teve seu foco na realização de ações isoladas, uma vez que englobava assessoria de imprensa, produção de jornais internos, organização de eventos e o atendimento ao presidente da empresa. Ela afirma que o que acontece hoje com a comunicação se caracteriza como uma reprodução das etapas de um caminho já trilhado pelas próprias corporações, que também mudaram seus focos de atuação – passando do produto ao mercado, até chegar aos resultados.

No entanto, a busca por indicadores de desempenho para a comunicação pede, acima de tudo, a quebra de paradigmas. O foco em resultados coloca em xeque a subjetividade – que permaneceu intocável, por muito tempo, como um referencial que contribuiu para criar o equivocado estigma da “intangibilidade” para a comunicação.

Como consequência, sinaliza também a necessidade de se estabelecer metas de comunicação que possam ser avaliadas de maneira integrada e abrangente, e não mais por métodos de avaliação específicos. Nas obras de comunicação empresarial, inclusive as que tratam do relacionamento com a imprensa, geralmente o tema é abordado de forma superficial, normalmente relatando as experiências de mercado, e não como uma metodologia de averiguação de retorno.

A exceção cabe a Bueno, que indica uma forma de mensurar a presença na mídia propondo um método guiado por questionamentos que inclui desde a maneira de relacionamento com a imprensa até a avaliação do resultado. Enfim, independentemente do método, a comunicação empresarial precisa ser vista como parte importante e integrante do negócio. A mensuração é o caminho para que isso ocorra.

Jorge Sauma Jr. é jornalista formado pela Universidade da Amazônia e, atualmente, desempenha a função de Supervisor de Contas da Gaby Comunicação, agência com sede em Belém (PA).

*Artigo do portal Nós da Comunicação disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com.br/panorama_interna.asp?panorama=152&tipo=G

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Novas Mídias em Assessoria de Comunicação Social

por Cláudio Manoel
Há uma crescente alteração de comportamento do consumo da informação. Os teóricos Gruning e Hunt propõem um Modelo Simétrico de duas mãos onde público e assessorado estão em interação. Os modelos anteriores se estruturavam em fórmulas onde aquele que emitia colocava o receptor em situação passiva, sem diálogo. Com o surgimento das tecnologias
contemporâneas, e sua apropriação pelo cidadão comum, o pólo de emissão foi liberado e passa a pertencer ao cidadão comum, também.

O uso das novas mídias propõe a aplicação do Modelo Simétrico de duas mãos, viabilizando a circulação mais direta entre os pólos de emissão e recepção, alternados entre assessorados e públicos. Esse é um aspecto que reconfigura a comunicação atual, muito além dos meios de comunicação tradicionais – que não são mais os únicos meios de informação.

É preciso atentar sobre a necessidade da mudança de ação, de estratégia de comunicação. Da assessoria de imprensa entendemos que era preciso ampliar para uma comunicação integrada, convergindo publicidade e propaganda com as relações públicas e com o marketing,
associando-os ao jornalismo. Hoje essa convergência inclui ações em suportes tradicionais, como rádio, jornal, tv, mas é preciso atentar para os canais de comunicação em redes telemáticas, onde, concretamente, há um intenso consumo de informação, já
estatisticamente comprovada.

É possível pensar a comunicação eficaz, hoje – organizacional ou não - sem políticas voltadas para as redes sociais e novas mídias? Como pensar um plano de mídia ou um planejamento de comunicação focado que incorpore as novas mídias e as redes sociais virtuais?

Se pensarmos que as Assessorias de Comunicação, no decorrer dos tempos, mantem basicamente os mesmos objetivos – como consolidar/difundir a imagem institucional positiva; gerar mídia espontânea (ou paga, se em PP); informar ao público suas decisões;
formar públicos/platéias para ações públicas; manter audiências e montar/manter redes sociais, virtuais ou não – por que não ampliar o uso de ferramentas para consolidar esses objetivos?

Nesse sentido, particular atenção deve ser dada às redes sociais virtuais, geradas pelos softwares sociais. Por que grandes empresas de comunicação, de base virtual ou não, intensificam o uso de microblogs com rede social (Twitter) como ferramenta de apoio para suas comunicações?

Essas redes tem acentuado um declínio nos acessos a portais (24% em 2006; 6% em 2008). Essas redes tem colocado o Brasil no 1o. lugar do ranking mundial (80% das pessoas que acessam à internet estão em alguma rede de relacionamento; Estados Unidos: 67%; Alemanha: 51%). Um outro dado importante: a internet era dos jovens, porém as redes sociais virtuais ampliaram a participação de pessoas na faixa de 35 a 49 anos (formadores de opinião). Houve também um acréscimo de 2 vezes mais da faixa de 50 a 64 anos, do que dos menores de 18.

É preciso pensar na criação de suportes de comunicação em redes digitais como complementariedade às mídias tradicionais no trabalho de comunicação institucional, expandindo e gerenciando a difusão do conteúdo, a partir de uma periodicidade da renovação dos mesmos.

É preciso entender também que ações de marketing devem dar visibilidade a esses suportes até que formem audiências, até que se consolidem como fonte de informação. A criação dos suportes não basta em si, pois é preciso alimentá-lo com novidade e difundi-lo aos
públicos. Uma relação dialógica: Marketing para as novas mídias, novas mídias como ação marketing.

Estamos falando de públicos múltiplos: como os consumidores de informação via web e tecnologias móveis com foco em publicidade e jornalismo; os públicos já firmados de atividades artísticas e culturais; os formadores de opinião, inclusive os próprios canais de imprensa.

Na prática falamos da criação de suportes web 2.0 e de conteúdos específicos, a exemplo de entrevistas e reportagens para webtv e youtube; programas em áudio em podcast e webradio; bancos de imagens de cobertura de eventos; transmissões ao vivo (streaming) via web; perfis e comunidades em softwares sociais (Ning); difusão deinformação via tecnologia bluetooth; micro postagem em redes sociais (Twitter) para remeter aos conteúdos disponíveis nos demais suportes (site, agência, blog) etc.


*Material disponível em http://www.culturadigital.br/claudiomanoel/2009/08/16/novas-midias-em-assessoria-de-comunicacao-social/