"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

“Me considero um jornalista e faço jornalismo”, diz Danilo Gentili

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O repórter do programa CQC, Danilo Gentili, formado em publicidade, afirmou que se considera jornalista e que usa técnicas da área no programa da TV Bandeirantes.“Me sinto um jornalista, trabalho com jornalismo. Pego a informação jornalística e a desconstruo com o humor, mas a base é o jornalismo, é a verdade que eu estou vendo”, declarou.

Gentili participou do 3° MediaOn, nesta quarta-feira (28/10) em São Paulo, ao lado dos jornalistas Altino Machado, do blog da Amazônia, Camilla Menezes, responsável pelo Twitter de Mano Menezes, e Marion Strecker, diretora de conteúdo do UOL.

O integrante do CQC foi questionado sobre seus posts polêmicos no Twitter e respondeu que não se policia no microblog. “A graça do Twitter é eu mesmo me comunicando com quem está me lendo. O dia que eu ficar me policiando no Twitter, perde a graça, não tem mais sentido pra mim. Eu sou uma pessoa como vocês”, replicou.

Acompanhado pela web por internautas do Brasil inteiro, o debate teve a participação de irreverentes twitteiros, que fizeram comentários curiosos, críticos ou de humor para e sobre os debatedores, que acompanhavam tudo pelo telão no fundo do palco. “Isso é a não-mediação. É incrível essa oportunidade”, afirmou Marion, que também twittava, aos risos.

Material do portal comunique-se, disponível em Jornal da Imprensa - 1º Caderno

O que acho disso??? Cada um se considera o que quiser...tem gente que acha que é Napoleão, mas daí a ser de verdade ...tem muita diferença.

bjus

Danielly Cabraíba

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Jornalismo INVESTIGAÇÃO X INFORMAÇÃO

Endossando a afirmação do presidente Lula que disse que não acha que o jornalismo é para investigar e sim para informar, o jornalista Valmir Salaro declarou em debate no Seminário "A Polícia e a Mídia, realizado nesta quinta feira (22/10), pela federação da Indústrias de São Paulo (Fiesp) que depois do caso da Escola Base desconfia até de si mesmo.

Veja abaixo o texto do portal Comunique-se:

Danielly Cabraíba

Depois do caso Escola Base, Valmir Salaro diz que desconfia até de si mesmo


O jornalista Valmir Salaro, repórter da TV Globo, afirmou que depois do caso Escola Base, em que donos de uma escola infantil foram presos sem provas, desconfia até de si mesmo. “Fui o primeiro a cobrir o caso Escola Base, eu acreditei no caso e assumi meu erro, assim como outro veículos, mas desde esse caso, desconfio até de mim mesmo”, declarou em debate no Seminário “A Polícia e a Mídia”, realizado nesta quinta-feira (22/10), pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Salaro disse ainda que foi muito criticado pela entrevista que fez com o casal Nardoni, no caso de Isabella, assunto que foi pauta da mídia por meses. “Fui muito criticado por não pressionar o casal em entrevista, mas não cabe ao jornalista condenar”, afirmou.

O jornalista discorda do uso do termo repórter investigativo. “Não concordo que o jornalista de polícia seja classificado como repórter investigativo, porque quase sempre nós usamos uma fonte oficial, uma informação oficial da polícia, de um delegado”, explicou.

Para Salaro, o repórter de polícia enfrenta desafios diários. “Existe muita arrogância no jornalismo e o profissional que cobre essa área sofre muitos preconceitos dentro da redação”.

O repórter lembrou do caso de Suzane von Richthofen. “Se o mesmo acontecesse na periferia, ninguém cobriria, mas como é uma moça rica e que fala duas línguas, todo mundo cobre”, criticou.

O jornalista também fez outra crítica à imprensa, por haver poucos representantes da mídia no evento, que contou com a maioria de policiais. “Vejo poucos colegas jornalistas aqui, e esse assunto é fundamental para nós, precisamos fazer uma reflexão”, concluiu.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A presença das mídias sociais nas empresas, na comunicação e na relação com as marcas

Christina Lima

A popularização das redes sociais impactou de forma radical a mídia, a comunicação nas empresas e a relação das marcas com seus consumidores. A web 2.0, por meio de suas mais variadas ferramentas – blogs, microblogs, comunidades virtuais e fóruns on-line –, influencia comunicadores em diversas áreas de atuação. Para falar sobre o novo poder que indivíduos, organizações e veículos noticiosos têm em mãos na era da internet colaborativa, ouvimos Márcia Cavallieri, consultora de comunicação institucional da Petrobras; Mário Cavalcanti, editor do site Jornalistas da Web e professor na pós-graduação de marketing digital nas Faculdades Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e Patrícia Moura, analista de mídias sociais e integrante da divisão de Tecnologia do Grupo de Mídia RJ.

Para Márcia Cavallieri, todas as mudanças trazidas pela web 2.0 e sua característica colaborativa são tendências naturais. “Alguns anos atrás, a gente começou a ver que as empresas tinham de ter site; hoje, elas têm de ter blogs, estar no Twitter, mas não basta simplesmente o canal, pois o objetivo não está só conectado a pessoas e públicos, mas em se comunicar, criar relacionamentos, conhecer um pouco melhor esses grupos com os quais as corporações interagem para entender como entregar o que eles estão esperando e, a partir daí, mudar processos para uma comunicação melhor”.

Segundo Márcia, os comunicadores que trabalham nas empresas estão aprendendo, assim como todo mundo. “Não existem fórmulas. Cada vez mais, profissionais buscam caminhos novos, aprendendo com erros e acertos e conhecendo cases de outras empresas. Esses profissionais de comunicação têm de estar muito atentos para descobrir qual o melhor caminho para sua organização seguir, qual o objetivo e o que seu consumidor ou sua audiência espera comprar ou ouvir”, acredita. Para Márcia, o papel do comunicador também é esse: aprender e trocar experiências.

Mario Cavalcanti, que edita um site de notícias e opiniões sobre jornalismo on-line e mídias digitais, concorda que as redes sociais vieram para intensificar o lado humano, o lado da comunicação, e melhorar a relação das empresas com os indivíduos, não apenas como um canal de voz. “Isso inclui uma pessoa poder captar certa informação, passar para frente, e detectar problemas para melhorar os processos. Isso tudo está dentro do cenário das mídias sociais”, afirma.

Nesse contexto, de acordo com Mario, foram acrescentados novos elementos ao papel do jornalista, e um deles é o reforço do papel de mediador. “Saber pegar essa informação produzida por um cidadão que colabora, entendê-la, trabalhá-la, e passá-la adiante faz parte. Uma coisa não chegou para atrapalhar ou causar a extinção da outra. Elas são cooperativas e podem muito bem coexistir”.

Mário cita os telejornais como exemplo de coexistência das formas de comunicar. De acordo com o jornalista, alguns representantes da mídia tradicional começam a entender o papel do indivíduo e compreendem que é uma via de mão dupla. “Como uma equipe do jornal não pode estar em toda parte para apurar uma informação, ela utiliza indivíduos para trabalhar aquela notícia e passá-la com mais veracidade”.

Marcas e consumidores: casamento que pode acabar em divórcio

Patrícia Moura, do Grupo de Mídia RJ, costuma fazer uma analogia das relações empresas-consumidores com um relacionamento amoroso. Podem dar certo, sofrer com infidelidade e, enfim, terminar em separação. “As empresas devem cativar os consumidores. Tem de haver um interesse, uma paixão e uma troca. Como todo relacionamento que se inicia, há uma promessa de felicidade – ou de um produto que trará um benefício interessante –, mas sempre pautada pela honestidade”, ensina. A marca tem de cumprir o que prometeu no início do namoro. Senão, crise na certa. “Se a marca começar a mentir, dizer que fará algo, e não faz, dizer que trocará um produto, e não troca, usar um personagem ‘fake’ na internet ou algo do gênero, o consumidor passa a pensar: ‘meu namorado está mentindo para mim, quero outro!’. Com a quantidade de ofertas no mercado, com a concorrência cada vez maior, mudar de produto e de marca é muito fácil”.

As marcas estão começando a entender que as mudanças são sem volta. Por mais que uma marca não esteja na internet, os consumidores estão, e, portanto, ao fazer uma busca de uma marca que não possui site, certamente encontrará alguém em uma rede social que comprou o produto e expressou satisfação ou não. “Se as marcas ainda não se conscientizaram e não abriram seus canais de comunicação na web, elas começarão a abrir em breve”, afirma. “Percebo um movimento das agências trabalhando em mídias sociais, algumas empresas se antecipando e abrindo os próprios departamentos junto ao Marketing, mas realmente é um caminho sem volta, os consumidores estão na internet, o acesso dos brasileiros à web só tende a aumentar, e isso quer dizer cada vez mais gente falando de suas experiências de consumo on-line”.

De acordo com Patrícia, é difícil prever tendências, mas o que vemos hoje são ‘love marks’ criando as próprias redes sociais, em vez de criar canais em redes sociais já existentes. “A Nike é uma marca que segue nessa direção, assim como outras marcas mundiais amadas, como Coca-Cola, que possui grande potencial para reunir seus consumidores em um ambiente próprio de interação e troca de experiências. Outra mudança destacada por Patrícia é a evolução do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), que será cada vez mais 2.0. “Algumas empresas têm chats on-line, mas parece que a ferramenta não funciona tão bem, e podemos ver reflexos nas reclamações em comunidades na web e em sistemas como o site ‘Reclame Aqui’. O SAC vai se tornar mais social, com interface de analistas e monitoramento para tentar atuar em tempo real nas reclamações”, adianta.

*material do portal Nós da Comunicação, disponível em:
http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=259&tipo=R

domingo, 11 de outubro de 2009

Será mesmo que você é substituível?

Vi esse texto e achei bastante pertinente... Esse negócios que ninguém é insubstituível é coisa da época da revolução industrial...onde as máquinas comandavam. Hoje estamos vivendo um momento das ações de cada um...onde o "um" influencia o todo. Você pode colocar outra pessoa na mesma função...mas fazer tudo do mesmo jeito sem distinção ...com certeza isso é impossível. Cada ser humano é único portanto sua contribuição também.
Dani Cabraíba


Será mesmo que você é substituível


Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível". A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. Derepente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:


- Alguma pergunta?


- Tenho sim. E o Beethoven?


- Como?


- O encara o gestor confuso.


- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu o Beethoven? Silêncio.


Ouvi essa estória esses dias contados por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso... Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.


Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Albert Einstein? Picasso? Zico?

Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis obsessivo...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente / coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser a quel e tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bündchen por ter nariz grande.

E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Quando o Zacarias dos Trapalhões faleceu, ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:

"Estamos todos muitos tristes com a partida de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... Com toda certeza ninguém te substituirá.

Autor: desconhecido.

sábado, 10 de outubro de 2009

Fazer branding é abrir estradas

Material do Ciclo Comunicar Tecnologia do portal Nós da Comunicação
Gabriel Rossi
Marcas estáticas, e que acreditam que podem prever o mercado e a inovação, estão mortas. Aquelas que quiserem sobreviver em um futuro bem próximo não se comportarão mais como substantivos. Ou seja, se moverão rapidamente, evoluindo e incorporando as tecnologias emergentes sem medo. Além disso, também aprenderão e preencherão as expectativas de um novo consumidor, que é cada vez mais mutante e controla o relacionamento em um ambiente conectado por valiosas pequenas trocas.

As marcas que percebem essa nova realidade começam a explorar avenidas completamente novas na esfera digital. Veja o caso do Walmart, que criou o programa ‘Eleven Moms’, no qual blogueiras influenciadoras foram convidadas a criar uma comunidade para discutir formas de economizar dinheiro. Boa ideia, já que o conceito fundamental do programa está diretamente relacionado ao posicionamento da marca, que é o preço baixo.

Mas por que muitas marcas não conseguem atingir tal relacionamento saudável com as tecnologias digitais emergentes? Verdade seja dita. Apesar do exemplo acima, muitas empresas ainda possuem medo daquilo que é novo ou fazem as perguntas erradas. A evolução do conceito groundswell, desenvolvido e depois celebrado em um livro pelos profissionais norte-americanos Charlene Li e Josh Bernoff para explicar “uma tendência social na qual as pessoas utilizavam as tecnologias para conseguir as coisas umas das outras em vez de instituições tradicionais”, acontece em uma velocidade tal que as corporações e os profissionais responsáveis pelo gerenciamento de suas marcas não estão conseguindo absorver o impacto – Twitter, Facebook, Delicious, Digg, iPhone e diversos outros, como aquele que ficou para trás, o Second Life. A lista de aplicações, network e ferramentas é imensa. Parece que há sempre um novo site de relacionamento para entrar ou uma nova ferramenta para testar. Tudo acontece exatamente agora, não é verdade?

Primeiramente, para que uma marca seja percebida como crível no ecossistema digital, estando apta para trazer real valor ao público de interesse e às comunidades, é imperativo que os gestores envolvidos demonstrem conforto ao utilizar a tecnologia digital antes de qualquer coisa. Afinal, nem todos demonstram isso, não é mesmo? É possível perceber pela grande quantidade de violações das regras de etiqueta das comunidades do Twitter, por exemplo. Não há uma solução de prateleira para aprender, como muitas vezes é oferecido por aí. Livros sobre Facebook, Ning, iPhone, entre outros, podem até ajudar. Mas, para entender realmente a tecnologia digital e sua relação com o branding, é necessário utilizá-la diária e ativamente. Assim, será possível aprender entre erros e acertos. Uma dica dada pelo autor Allen Adamson em seu livro ‘Brand digital’: observe com atenção as maneiras que as crianças utilizam os espaços tecnológicos. “O espaço digital é intuitivo para elas, que estão expostas a isso desde bebê”, afirma o autor. Temos de concordar, não é mesmo?

Outra questão importante é que algumas companhias estão criando políticas de utilização interna para que seus colaboradores desfrutem ou não do mundo digital e de suas tecnologias. A primeira observação a ser feita é que a linguagem precisa ser mais humana e informal possível, saindo do pedestal corporativo que normalmente dificulta a comunicação e é cada vez mais afastado da realidade da era da participação. Uma boa dica é a política da Intel, que é direta, simples, humana e realista, pedindo que os colaboradores sejam transparentes, responsáveis e não violem a privacidade da empresa. Isso tudo resumido de uma forma muito amigável. Por outro lado, algumas empresas, como a Linhas Aéreas Southwest ou a Zappos, que vende sapatos on-line, optam por não produzir um manual interno, possuindo forte e específica política de contratação de colaboradores, já conectados desde o início, com os valores dessas marcas. Essas companhias incentivam que o público interno incorpore o mundo digital e suas tecnologias emergentes desde o primeiro dia de trabalho sem absolutamente nenhum roteiro, protocolo, trava ou algo parecido. A Zappos, por exemplo, foi capaz de redimensionar a marca extremamente bem sem publicidade, incentivando seus colaboradores a evangelizar por ela em canais como o Twitter.

Não é possível absorver toda a nova tecnologia atirando para todos os lados. É necessário utilizá-la de maneira alinhada com a visão da marca, sempre com o pulso no mercado em que ela está inserida, claro. Por exemplo, Scott Monty, responsável pela parte digital da Ford, pretende humanizar o gigante americano através das tecnologias digitais, gerando mais transparência e aproximação com seus stakeholders. Há algum tempo, Monty utiliza principalmente o Twitter para mostrar que a marca tem carne e osso, iniciando conversas e esclarecendo, entre outras coisas, que a companhia não aceitou o dinheiro oferecido pelo governo americano para a reestruturação das montadoras. É um bom exemplo do uso coerente das tecnologias digitais, afinal, essa é realmente uma informação importante.

Outro bom exemplo é o da também empresa automobilística Mini USA, que, para manter o pequeno carro relevante no mercado, efetuou um trabalho de monitoramento on-line, no qual foi possível, entre outras coisas, descobrir como os proprietários se sentiam diante do produto. A empresa também pôde mensurar os esforços de comunicação efetuados pela marca. Vale lembrar que ouvir por ouvir não basta. Torna-se prática desconexa e desperdício de tempo e dinheiro. É necessário planejar e utilizar o que será aprendido de maneira efetiva, com foco real no consumidor, exatamente como a Mini USA fez.

Empresas e marcas estão apenas começando a entender o poder que as tecnologias possuem e a real necessidade de aceitar e incorporar essa nova realidade. Os adventos tecnológicos têm papel fundamental no branding moderno, pois são facilitadores para a quebra de barreiras entre indivíduos. Além disso, tornam necessária a permanente reciclagem de conhecimento, já que gurus não existem mais por aqui, a não ser o próprio consumidor.

Gabriel Rossi é sócio-fundador da consultoria em branding digital que leva seu nome. Pode ser encontrado nos blogs em português e em inglês e no Twitter. Para contato: gabrielrossi.branding@gmail.com.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ele de novo...

Gilmar Mendes pede regras para suprir vácuo deixado pela Lei de Imprensa
Da Redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, defendeu a criação de novas regras para suprir o vácuo legal criado pelo fim de Lei de Imprensa. No seminário “Mídia e Liberdade de Expressão”, realizado nesta terça-feira (06/10), o ministro pediu que o Congresso crie “normas de organização e procedimento” para evitar situações de “perplexidade”, como a censura imposta ao Estadão.

"O próprio episódio a propósito desse conflito com O Estado de S. Paulo está a mostrar que há alguma perplexidade. Por exemplo: qual é a regra que disciplina a competência? É o local do dano, é o local de publicação do veículo? Em suma, são perplexidades que não existiam diante do quadro anterior, quando havia uma lei", afirmou.

O Estado de S. Paulo está proibido de publicar informações sobre a operação Boi Barrica da Polícia Federal desde julho. Na semana passada, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, onde a liminar foi concedida, se declarou incompetente para julgar a ação e transferiu o processo para a Justiça do Maranhão. Entretanto, não derrubou a censura.

“Estou absolutamente convencido de que, depois de um quadro mais ou menos continuado de experimentalismo agora judicial e um certo vale-tudo nessa área, nós vamos voltar ao caminho da racionalidade e certamente vamos acabar tendo de estabelecer regras sobre esse tema”, disse Mendes.

O ministro também falou sobre o direito de resposta, que, com o fim da Lei de Imprensa, ficou sem qualquer regulação. "Entendo que temas específicos vão reclamar uma disciplina legislativa. Isso é inevitável", afirmou.

Com informações da Folha de S. Paulo e do Estadão.

*Matéria disponível no portal Comunique-se http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D53757%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D107416785025%26fnt%3Dfntnl

Começo a achar que ele quer é aparecer....será que tem vaga para ele na novela???

Dani Cabraíba

sábado, 3 de outubro de 2009

CICLO COMUNICAR TECNOLOGIA - NÓS DA COMUNICAÇÃO

Ciclo Comunicar Tecnologia: um espaço para debater as profundas mudanças na comunicação

Marcos Moura


O efeito transformador da comunicação por meio da tecnologia atingiu patamar sem igual desde a popularização da internet. O impacto que a Rede – e suas inúmeras possibilidades – causou na maneira como pessoas, empresas e instituições passaram a se relacionar desperta reflexões em nossa era, e são essas questões que abordaremos, de 5 a 13 de outubro, no Ciclo Comunicar Tecnologia.


Em nossa semana temática dedicada ao debate dessas profundas mudanças, todas as seções do Nós da Comunicação receberão contribuições de pensadores e profissionais de mídia, tecnologia da informação, estudiosos da vida em rede e especialistas no mundo digital para discutir as novas tecnologias aplicadas à comunicação. Serão reportagens, entrevistas, vídeos, artigos e um encontro presencial no Rio de Janeiro.


Vamos promover, também, um chat, no dia 6 de outubro, às 15 horas, com Rogério Christofoletti, doutor em ciências da comunicação, professor e pesquisador do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e editor do blog Monitorando. O bate-papo destacará as características da comunicação digital: como as novas tecnologias, que cada vez mais servem de mediadoras para as relações humanas, impactaram a mídia, e de que maneira o comunicador deve agir inserido nessas mudanças.


O Ciclo Comunicar Tecnologia é 2.0 e está totalmente aberto a colaborações. Envie comentários, recomende livros, vídeos, cursos e eventos, nos acompanhe no Twitter e participe da discussão. É nossa oportunidade para convergir mídias, ideias, insights, questões e repensar o papel do comunicador nessa revolução.

Durante o Ciclo, os leitores que participarem poderão ganhar os seguintes livros, ofertados pelo Nós e pelas editoras:


- 'Fala Foto', de Cora Rónai, da editora Senac Rio;


- 'WEB 2.0 - Participação e vigilância na era da comunicação distribuída', organizado por Henrique Antoun e editado pela Mauad;


- 'TV digital no Brasil - Tecnologia versus política', de Renato Cruz, pela SENAC São Paulo;


- 'Gestão em Comunicação Empresarial - Teoria e Técnica', de Boanerges Lopes, pela Produtora de Multimeios;


- 'Ética no Jornalismo', de Rogério Christofoletti, pela editora Contexto; - 'Blog Marketing', de Jeremy Wright;


- 'Citizen Marketers', de Ben McConnell e Jackie Huba; Os dois últimos livros foram lançados pela M.Books.


Se liga e não fica de fora da oportunidade de trocar figurinhas e aprender muito sobre o assunto.


abs,


Danielly Cabraíba

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Mais um round...

Para João Roberto Marinho, acusações da Record são sem sentido



O vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, afirmou que as acusações contra a direção da empresa e a Rede Globo, feitas pela Igreja Universal e Rede Record, não fazem sentido. “Não é a Globo que está em causa, nós tivemos concorrências mais fortes do que a da Record. Muitas vezes na nossa história a nossa resposta para a concorrência foi sempre trabalhar cada vez melhor e mantivemos a nossa liderança dessa forma, não ia ser agora que nós íamos usar a notícia para interferir na concorrência, então isso não faz o menor sentido”, declarou Marinho.


Nesta terça-feira (29/09) a Globo enviou um comunicado sobre o caso aos funcionários e autoridades da empresa. “Nós fizemos uma carta para várias autoridades que receberam uma publicação da Folha Universal nos agredindo pessoalmente e a Rede Globo. Essa carta nós distribuímos internamente também, para os funcionários”, disse Marinho à reportagem do Comunique-se, na cerimônia do Prêmio Comunique-se, onde a empresa recebeu homenagem pelos 40 anos do Jornal Nacional.


O executivo disse que a Rede Globo se posicionou apenas internamente e não tem interesse em se manifestar publicamente sobre o assunto. “Para nós não tem sentido um posicionamento público, porque isso é um não assunto (...). Nós simplesmente noticiamos uma denúncia do Ministério Público, o acatamento da denúncia pelo juiz e acho que a Igreja Universal, seus bispos, têm que responder os processos".


Exposição e denúnciasA carta justifica o tempo dado na programação da emissora para falar sobre as denúncias contra Edir Macedo. “A TV Globo deu à ação criminal contra Edir Macedo e outros nove denunciados tratamento,em termos televisivos, absolutamente equivalente ao que deram ao mesmo assunto os grandes veículos da mídia impressa do país”, informa o texto.
O comunicado diz ainda que as acusações de compra irregular da TV Paulista, uso de terreno da prefeitura e empréstimo público para a construção do Projac, feitas pela Record contra a Globo, não são válidas. “Desde então, o que se tem visto é o uso sistemático e maciço de todos os veículos do grupo acusado pela Justiça para nos atacar, recorrendo a denúncias fantasiosas e velhas, todas já desmoralizadas através do tempo”.


Na última semana, a Folha Universal publicou uma edição especial com acusações contra a família Marinho e à Rede Globo. O jornal teve tiragem de 3.500.000 exemplares, recorde na publicação.