"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal


FELIZ NATAL A TODOS OS SEGUIDORES DO BLOG ESPAÇO DA COMUNICAÇÃO...QUE 2012 SEJA UMA ANO PRÓSPERO PARA NÓS COMUNICÓLOGOS ... COM MUITAS OPORTUNIDADES...SUCESSOS INFINITOS!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Twitter busca conquistar a preferência de empresas e usuários

Com mais de 100 milhões de usuários no mundo todo, o Twitter completou cinco anos em 2011 e ocupa o segundo lugar no ranking das redes sociais em número de usuários, atrás somente do Facebook, segundo dados do próprio Twitter. Criado como ferramenta de comunicação, no entanto, o microblog tem tentado se reinventar para atrair as marcas e monetizar o serviço, especialmente com o crescimento do Facebook e o surgimento de novos canais, como o Google+.

O Brasil é o segundo país que mais possui pessoas conectadas à rede, com a média equivalente de 8,79% do total de cadastrados, de acordo com o Twitter. Com o grande número de público, o site é uma enorme oportunidade para gerar tráfego às empresas. As novas tendências dos consumidores, no entanto, apontam a preferência por relacionamento e diálogo nos canais sociais e não apenas receber informações, um das principais características do microblog.

Algumas empresas, como a Comcast, nos Estados Unidos, e o Bradesco, no Brasil, já visualizam a possibilidade de explorar novos comportamentos na rede, como a criação de perfis de atendimento e maior interação com o que os usuários escrevem. Os investimentos do próprio Twitter para o mercado também criammais chances de utilização das marcas. No início do mês, o site apresentou uma nova interface para 21 marcas parceiras nos Estados Unidos, ainda em fase de teste, em busca de atrair mais anunciantes e elevar sua receita.
Microblog pretende sair da sombra do Facebook e reformula interface da página


"O modelo agora foca em imagens e na conversa com os usuários, com três canais, Home, Connect e Discover. No último, as marcas podem contar suas histórias. A Disney Pixar, por exemplo, possibilita ao internauta ver um trailer na própria timeline, o que tornou muito mais dinâmico para uma narrativa e bem mais próximo do público", aponta Leslie Orsioli, Diretora da agência We are Social, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O futuro da ferramenta

Ontem, dia 19, o Twitter recebeu um investimento de US$ 300 milhões da empresa Kingdom Holding, do príncipe saudita Alwaleed Nib Talal. O aporte financeiro reconhece a ferramenta como um negócio promissor com previsão de crescimento para brigar com as outras redes sociais pela preferência de anunciantes e usuários, principalmente com o Facebook.

Alwaleed é considerado o 26º homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 19,6 bilhões. O investimento na rede social equivale a uma participação de 3,75%. A companhia do empresário saudita possui participações também em empresas mundiais, como Citigroup, General Motors e Apple.

Enquanto o microblog busca melhorar sua interface e serviços, as marcas brasileiras ainda não utilizam plenamente as opções já disponíveis. "As companhias não usam as hashtags mais comentadas no Twitter, elas só olham para a própria marca. O maior erro hoje é as empresas só ficarem postando promoção e chamadas para visitar a sua página, sendo que existem usuários querendo tirar dúvidas sobre os produtos e o segmento da empresa e ninguém está lá para ouvi-los e dialogar estas questões", destaca Paulo Kendzerski, Diretor/Presidente da WBI Brasil, em entrevista ao portal.

Geração de receita

Com a nova interface, as marcas poderão focar ainda mais em relacionamento com o consumidor. O papel do Twitter sempre foi mais informativo, e agora a perspectiva é que haja um diálogo maior entre marcas e usuários. As transformações pretendem ainda apresentar formas mais rápidas e simples de conexão. Não há previsão, no entanto, de data para o modelo chegar ao Brasil.

Enquanto a novidade não chega às terras brasileiras, as companhias buscam estratégias para explorar as possibilidades do Twitter. Lançado em abril de 2010, o Promoted Trends é um dos recursos da rede social para gerar receita e aumentar o espaço das marcas dentro do site. O sucesso dos Trending Topics, ou em português, Tópicos de Tendências, fez com que empresas do porte da Samsung, Toyota e HBO pagassem pelo serviço e, atualmente, o Twitter arrecada cerca de US$ 120 mil por dia com a função.

Apesar do recurso não ser normalmente utilizado no Brasil, ele já esteve presente em ações como a da Pixar, que promoveu a estreia de Toy Story 3 com a ferramenta. O segredo do sucesso é realizar ações de comunicação por meio de conteúdo relevante, despertando o interesse dos consumidores e engajando os usuários a partir do tema abordado, gerando mídia espontânea.

Em outubro, o CEO do Twitter, Dick Costolo, declarou que pretendia dividir a receita da rede com os consumidores que twittam conteúdo relevante, com publicidade aliada a perfis de determinados internautas. O método é utilizado por famosos por aqui e nos Estados Unidos. O humorista Rafinha Bastos, por exemplo, já alegou faturar US$ 4 mil com tweets patrocinados, o mesmo acontece com o ator Charlie Sheen.

Twitter x Facebook

Apesar dos perfis voltados para o diálogo com o consumidor e novos aportes no design, o Twitter ainda é visto como um ambiente de tráfego para outras páginas e um monitor de tendências. "Ele não precisa oferecer muitas coisas, porque as próprias empresas vão criando ferramentas ligadas à API do Twitter, que é uma plataforma aberta", lembra Leandro Kenski, CEO da Media Factory, ao portal. É o caso do aplicativo TweetDeck, que o Twitter comprou por 40 milhões em junho deste ano.

A principal diferença entre o Twitter e o Facebook é a possibilidade de captar informações sobre o consumidor. O Facebook permite utilizar os dados dos usuários e suas informações de preferência com o Open Graph. "São estratégias e caminhos diferentes. O Facebook tem muito mais liberdade para atuar e as pessoas que têm que se preocuparem com a privacidade quando vão participar de aplicativos e afins", aponta Kenski.

Muitas empresas já desenvolvem softwares para agrupar um banco de dados dos seus clientes pelas informações nas redes sociais e o Twitter, por ser uma ferramenta bastante direta, perde na preferência das companhias neste quesito. "As marcas têm que saber utilizar as redes sociais e perceber que são um meio de análise de consumo, como se tivessem um laboratório de pesquisa em tempo e caráter reais e com um feedback muito ligeiro. O que pode ser utilizado para melhorar produtos, campanhas e realizar co-criações", diz Leslie.

Patrocinar termos

Por meio do serviço disponibilizado pelo Twitter, as agências fazem a ponte entre as marcas e a rede social, como o planejamento e monitoramento de ações no espaço. Com o Facebook e as fan pages em voga, algumas empresas têm se limitado a postar apenas conteúdo, que, na maioria das vezes, leva o usuário para outras páginas. "As marcas têm ainda pouco conhecimento de como funciona a publicidade no Twitter. Há duas formas de trabalho, uma é fazer a promoção no próprio perfil, e outra é patrocinar algumas palavras, expressões ou marcas", comenta Kendzerski.

Ao patrocinar uma palavra, o anúncio da empresa sempre aparecerá no topo de busca da lista daquele termo. A função pode ser comparada à do Google, no qual, ao realizar uma busca, a expressão desejada sempre aparece após anúncios ligados ao que foi escrito. O site de moda feminina Coquelux patrocinou no ano passado a palavra Oktoberfest e Blumenau, durante a temporada do festival de cerveja, sabendo que haveria muitas buscas pelos dois termos na época.

Outra marca que utilizou a estratégia foi a Coca-Cola, no México, para promover o show da cantora Britney Spears, do qual é patrocinadora. Na ocasião, a empresa buscava divulgar o vídeo de apresentação da cantora para atrair mais pessoas ao espetáculo. "O importante é saber explorar as opções. A realização de um festival numa cidade é uma grande oportunidade para as empresas de turismo, restaurantes e hoteis", comenta Kendzerski.

Mudanças de paradigmas da rede

Pequenas ações podem ter resultados expressivos dentro do Twitter. A Claro é um exemplo disso. A operadora reinventou seu diálogo com os consumidores, ao trazer o ex-jogador Ronaldo para assumir o comando do perfil da empresa no microblog em 2010. De lá para cá, o investimento fez a conta da companhia passar de 33 mil seguidores para 2,6 milhões, que recebem diariamente ofertas e promoções, além de brincadeiras, fotos e comentários do "Fenômeno".

]Outro modo de trabalhar melhor a presença das empresas na rede é ter múltiplos perfis para determinadas situações, como atendimento, promoções, novidades e conteúdo. "Percebemos que é interessante ter a parte de atendimento separada da de promoções e conteúdo. Quando atendimento pelo Twitter é segmentado fica muito mais fácil resolver o problema e as pessoas reconhecem. Elas elogiam e postam na própria rede social o contentamento com a marca, o que gera uma imagem positiva da empresa", ressalta Kenski.

Bancos como Santader e Bradesco já seguiram esta tendência e possuem, além de múltiplos canais, perfis especiais de atendimento, onde é estabelecido um diálogo em tempo real do cliente com a empresa. O Alô Bradesco conta com 10,7 mil seguidores e o SAC Santander Brasil tem 5,9 mil. Em ambos os casos, o número de usuários é bem inferior ao das páginas principais e é focado apenas no atendimento.

"Para uma marca fazer um Twitter ela precisa entender de relacionamento. O Bradesco, por exemplo, não possui o tom de um SAC, tenta usar a linguagem da internet. O banco utiliza emoticons, agradece os elogios e se preocupa se o usuário está sendo bem tratado, tentando fazer um atendimento personalizado", afirma Leslie.

Explorar oportunidades

As empresas podem ter no Twitter uma importante ferramenta para impulsionar as vendas e realizar ações de Marketing. Um levantamento com 3.268 usuários, da agência Bullet, em 2009, verificou que a maioria dos internautas (53,6%) acha interessante ações de Marketing na rede social, desde que com relevância. Por outro lado, 51% nunca participaram de nenhuma promoção no Twitter, mas possuem interesse e 33% responderam já ter participado.

Cerca de 70% afirmaram ainda que seguem ou já seguiram perfis de empresas, campanhas publicitárias ou eventos. Um dos equívocos das páginas corporativas no Twitter é não monitorar e analisar o que os seus seguidores ou usuários em geral estão comentando. Apenas um comentário pode ser uma porta para a marca se relacionar ou ganhar um novo consumidor.

"Em viagem para Gramado uma vez, escrevi no Twitter O bom de ter um cliente em Gramado é aproveitar para passar o fim de semana na Serra . Após cinco minutos recebi um tweet de um restaurante, que eu não conhecia e que também não me conhecia, assim: Paulo, se você vem para Gramado conheça o nosso restaurante e passou o endereço. Uma ação extremamente ativa e nada evasiva", exemplifica Kendzerski.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nas redes sociais é preciso entender as pessoas


Uma criança está brincando na rua de sua casa quando encontra um passarinho morto debaixo de uma árvore. Extasiada, chama os amigos para compartilhar a descoberta.

Compartilhar. Uma palavra que hoje recebeu um sentido peculiar, quando na verdade remete a uma atitude simples e instintiva de todo ser humano.

Essa é apenas uma demonstração de como o comportamento observado nas redes sociais é uma extensão dos desejos e tendências que as pessoas manifestam todos os dias. E entender isso é fundamental para obter sucesso no relacionamento digital entre empresas e pessoas.

É comum para marcas e analistas se distanciar do seu público, preocupados com acessos, compartilhamentos e retweets. Perder o foco do relacionamento com as pessoas é o primeiro passo para não gerar o almejado engajamento. Então, como evitar esse afastamento?

O caso Twitter

Quem dita as regras nas redes sociais é o usuário. A evolução do Twitter demonstra como a criatividade de seguidos e seguidores demonstraram novas necessidades e utilidades da ferramenta.

O que você está fazendo agora? O antigo slogan logo se adaptou à utilização mais proveitosa da ferramenta: O que você está pensando agora?

Acredito: os criadores do Twitter, quando lançaram a ferramenta, não imaginavam sua repercussão no universo econômico, político e jornalístico. Essas foram lições aprendidas com os usuários. O conceito de retweet, que no início não tinha sequer um botão na página, as URLs personalizadas para não exceder o limite de caracteres, o compartilhamento de fotos, o Follow Friday e tantas outras práticas foram criações dos usuários.

Hoje, sempre ao acessar o Twitter e ver a facilidade de navegação, o layout amigável e a infinidade de opções em apenas uma página, ainda me surpreendo, principalmente quando lembro dos tempos de seu surgimento um detalhe que falta: deveria haver a funcionalidade de encurtar URLs, pois nos livraria do Bitly, Migre.me e tantos outros.

O Twitter em si, é um exemplo de transformação motivada pelas vontades e pelo comportamento de quem mais importa: o usuário.

Como superar o obstáculo digital?

Para se aproximar de seu público, construir uma relação sólida e ter uma presença digital efetiva, o profissional de redes sociais deve olhar para fora da tela de vez em quando. Deixar de lado os gráficos, porcentagens e relatórios e observar as atividades e interações offline seus clientes e colaboradores.

Além de conhecer marketing digital, programação, publicidade, jornalismo, design e tantas outras aptidões, ele precisa ser um pouco sociólogo também. Entender como seu público-alvo age, porque ele se comporta dessa forma e o que ele espera da sua empresa não só na internet, mas fora dela.

Promoções atraem seguidores e não clientes efetivos. Além disso, olhar para as redes sociais com objetivos puramente comerciais é um desperdício de seu maior potencial: construir de forma sólida a imagem de sua empresa. Mas essa é outra história.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Criatividade - Empresas reinventam marcas com branding

Mudanças no cenário econômico e incorporação de novos contingentes de consumidores ao mercado exigem que médias e grandes empresas revejam seus conceitos.

Até alguns anos atrás, a visão predominante no mercado era de que produtos tangíveis e de qualidade eram vendidos por si só.

A mudança de perfil dos consumidores, a partir da incorporação de novos contingentes de compradores em potencial, mostra um cenário diferente: a sociedade está cada vez mais exigente, e as companhias têm um grande desafio pela frente: o de se reinventar.

Foi a partir dessa constatação que surgiu e se expandiu o branding, estratégia de reposicionamento utilizada tanto por médias empresas como pelas grandes corporações.

"Hoje em dia a preocupação das empresas não se limita apenas aos preços de seus produtos e à governança corporativa. Elas devem administrar os valores que a marca transmite para a sociedade", afirma Andrea Janer, sócia da Redondo Design, consultoria de estratégia de marcas.

A Redondo - nome criado pelo significado da palavra muito usada em design quando um trabalho está pronto, na "melhor forma" - foi fundada há dez anos no Rio de Janeiro pelas designers Jaqueline Fernandes e Cristiana Nogueira, que faziam trabalhos pontuais, esporádicos.

Segundo Janer, a trajetória da empresa nos primeiros anos não foi fácil, pois o assunto "branding" ainda não era difundido no país. "Fizemos um trabalho de catequização, no sentido de explicar o conceito no Rio", revela Andrea.

No Brasil, o assunto começou a engatinhar em 2002, quando o país passou a despertar o interesse de grandes grupos globais. Exemplo disso foi o inglês Wolff Olins, que criou a marca da Oi, grupo de telecomunicações, que está entre as dez empresas com melhor avaliação no ranking das marcas mais valiosas do mundo, realizado pela consultoria britânica BrandFinance este ano.

Crescimento

Com o amadurecimento do mercado, a Redondo sentiu as mudanças, especialmente a partir de 2006: o trabalho, que antes era pontual, se tornou mais frequente. "Com a expansão das empresas brasileiras, nosso trabalho deixou de ser de construção de marcas. Algumas empresas nos entregaram a própria gestão das marcas", diz Andrea.

Grandes nomes como Neoenergia, Patrimóvel e Grupo EBX fazem parte do portfólio da empresa carioca. Um exemplo é a Vale, de mineração, para a qual a empresa elabora, há cinco anos, projetos de comunicação com o foco em sustentabilidade ambiental.

"O objetivo é mostrar de forma clara os trabalhos voltados ao meio ambiente, já que a Vale não se limita apenas a apresentar o balanço financeiro aos stakeholders", afirma.

Hoje, Andrea pensa em estratégias de marcas junto a uma equipe de 15 pessoas e utiliza o design como ferramenta para aproximar as marcas de consumidores. Em 2010, a empresa faturou R$ 1,3 milhão. Para o ano que se encerra, a meta é de R$ 1,7 milhão. Já para 2012, estima alcançar receita entre R$ 2 milhões a 2,5 milhões, ano de boas perspectivas para Janer.

"Para o novo ano, nova marca, novo site, novas contratações e uma inevitável obra: o escritório está entrando em reforma em janeiro para acomodar mais funcionários", finaliza.

14 anos de praia

A carioca Andrea trabalha com branding há mais de 14 anos. A carreira da consultora no segmento começou na Addison, em San Francisco, nos Estados Unidos, onde colaborou em um programa para a rede Ipiranga, de combustíveis, enquanto buscava novas oportunidades de trabalho para a Addison no Brasil.

Ela também já participou de projetos de nomes de marca para SuperVia, Vésper, Escelsa/Enersul e blah! (do grupo TIM), e de trabalhos para empresas como Gradiente, Lojas Americanas, Grupo Ultra, Unibanco e Brastemp.

*Material disponível em: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/empresas-reinventam-marcas-com-branding_110378.html

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Lidando com o torcedor consumidor

Depois que você ler essa matéria, entre no site oficial de três times de futebol (fique a vontade para escolher). Lá, com certeza, terá um link com opções de compras dos produtos licenciados dos clubes. São camisas, bonés, chaveiros, casacos, canecas, bolas e pode ter certeza - muito mais.

Esses produtos representam apenas a ponta do iceberg do quanto o mundo esportivo é lucrativo. Há também venda de ingressos nos estádios, cotas de televisão e, claro, os patrocínios. Muitas empresas têm apostado nesse mercado buscando uma identidade pessoal entre seu público-alvo e marca, ligando-se não apenas de forma comercial aos seus clientes, mas também de forma afetiva.

De acordo com Melissa Johnson Morgan e Jane Summers, no livro "Marketing Esportivo",essa conexão das marcas e do esporte facilita a aproximação com os torcedores. "O esporte está diretamente ligado com o momento de lazer de seus torcedores e proporciona uma infinidade de emoções que vão desde o amor intenso até o ódio. Essa ligação emocional entre o torcedor e o time abre caminho para uma grande oportunidade quando se analisa a promoção de um produto, pois durante esse momento de lazer, o torcedor se torna mais receptivo as mensagens transmitidas, levando com que o torcedor - até mesmo de forma inconsciente - faça ligação entre as emoções prazerosas do jogo, as marcas e produtos", explicam.

Uma pesquisa realizada no Reino Unido sobre a eficácia do marketing esportivo mostra que o patrocínio pode ter ainda mais impacto entre os jovens de 15 a 24 anos. Quarenta por cento dessa faixa etária indicou que se sentem mais confiantes em consumir produtos de marcas que patrocinam eventos esportivos como Olimpíadas e Copa do Mundo.

Camisas milionárias

Um dos caminhos do mercado da bola mais frequente encontrado pelas marcas são estampar nos uniformes dos times. E hoje, não é difícil encontrar camisas de alguns clubes que se assemelham aos "classificados" de um jornal, devido ao grande número de propagandas.

José Estevão Cocco, diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy e da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, acredita que isso não se trata de uma tendência, mas uma necessidade atual. "Dificilmente os clubes têm encontrado patrocinadores com verba suficiente para investir com exclusividade e como marca única nos uniformes. Essa postura pode ser revertida de acordo com o ciclo de mercado. Não entendo que seja ruim. O automobilismo sempre teve essa atitude, com diversas marcas estampadas nos carros, macacões, bonés, capacetes", explica José Estevão.

O futebol brasileiro, inclusive, é o terceiro que mais arrecada com patrocínios em camisas no mundo. De acordo com levantamento da Sport+Markt, consultora alemã do mercado esportivo, o lucro total dos clubes brasileiros em 2010 foi de 104,6 milhões de euros, arrecadação somente menor que a dos times ingleses (128 milhões de euros) e alemães (118 milhões de euros).

Os talentos fazem a diferença

Basta o Neymar ou Ronaldinho entrarem em campo e começa aquele frisson. Seja na seleção ou em seus clubes, os dois atletas - considerados por muitos como as grandes estrelas atuantes do futebol brasileiro - arrastam multidões aos estádios, ajudam seus times a conquistar resultados, atraem mais patrocinadores e, consequentemente, geram receitas.

"A presença de craques e jogadores talentosos é fundamental. Eles é que agregam atração da mídia gerando noticiário e visibilidade para o clube e patrocinadores. Aumentam consideravelmente o valor de uma disputa de jogo em espetáculo capaz de atrair torcedores em maior número e frequência", relata José Estevão.

Para você ter ideia, somente o Neymar possui nove patrocínios - sendo eles: Nike, Red Bull, Panasonic, Tenys Pé Baruel, Ambev, Lupo, Santander, Unilever e Claro. E as razões do interesse de tantas empresas parecem óbvio: associação à promessa

"Além de ser considerado o símbolo da sua geração, o Neymar tem identificação com o segmento que está a cada dia mais conectado e usa as redes sociais para se comunicar, especialmente com smartphones e tablets", disse o diretor de marketing da Claro, Erik Fernandes logo após a empresa fechar contrato com o jogador. A operadora assinou com o craque até 2016.

Razões para o marketing esportivo

Hoje, é quase inquestionável: o esporte é um dos fenômenos de entretenimento e de negócios mais eficientes em todo o mundo. Ele é um elemento de união entre as nações e move milhares de pessoas aos estádios, torneios e competições. Em nosso país, a paixão pelo esporte está no DNA do brasileiro, elevando ainda mais o seu potencial.

Por isso, a utilização de planos estratégicos de comunicação e de marketing nesse segmento são cada vez mais utilizadas por empresas, marcas e produtos. Aqueles que passam a ver os torcedores como consumidores em potencial abrem um leque de oportunidades imenso e que tende a crescer ainda mais. Entre as três razões para o investimento no marketing esportivo mais comum estão:

1° - Imagem: traz valor, divulgação e até rejuvenescimento à marca ou produto.

2° - Esporte como mídia: é uma mídia alternativa. O esporte tem espaço em qualquer tipo de mídia. Alcança determinados públicos e mercados diferentes.

3° - Comunicação alternativa: a logomarca é exposta nos bonés e uniformes dos desportistas, nas placas, cartazes e outros tipos de publicidade estática presentes nos espaços destinados ao evento esportivo (ginásio, estádio, arena etc.) e via diferentes tipos de merchandising, particulares ao esporte em questão.

Fonte: Administradores.com.br
Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/lidando-com-o-torcedor-consumidor/50385/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Marketing: o verdadeiro vencedor do campeonato brasileiro

Fábio Bandeira de Mello

Com cifras milionárias e recordes em patrocínios, o esporte se tornou o "queridinho" de marcas e empresas para veicular sua imagem


Dia 4 de dezembro. Dois times entram em campo com chances reais de conquistar o Brasileirão 2011. A promessa é de jogos cheios de emoção. A final, para levar o título, Corinthians e Vasco da
Gama enfrentam seus principais rivais.

E não foi diferente, as torcidas se agitaram ao longo da semana, as provocações entre torcedores não pararam e, durante os 90 minutos das partidas, a emoção frequentou de forma intensa as arquibancadas, bares e a casa de milhares de pessoas. Com o apito final, o Corinthians consagrou-se o campeão brasileiro 2011, após somar 71 pontos em 38 partidas.

No entanto, tem muita gente além da torcida do Corinthians comemorando o Brasileirão. Esse ano, o vencedor antecipado para todos os envolvidos com o esporte foi o Marketing. Nunca houve tanto investimento e arrecadação por empresas e marcas nesse segmento e a tendência é melhorar ainda mais.

A receita com patrocínio no futebol brasileiro deve atingir o patamar de 790 milhões de reais em 2014, segundo projeções da Crowe Horwath RCS, consultoria em gestão esportiva. Em um cenário mais otimista, a consultoria afirma que o faturamento pode ultrapassar a margem de um bilhão de reais dentro de quatro anos.

Inclusive, o tamanho de um clube de futebol não é necessariamente avaliado apenas pelo número de títulos conquistados, mas também pelo prestígio e alcance de sua marca. E nesse quesito, o Corinthians também ganha o título de clube com a marca mais valiosa do Brasil em 2011, de acordo com estudo da BDO RCS.

Outros esportes

Mas engana-se quem considera o futebol como a única plataforma de bons negócios no esporte. Várias modalidades estão chamando cada vez mais a atenção de torcedores e, consequentemente, das empresas que querem associar seu nome a elas. Além dos tradicionais esportes como voleibol, basquete e natação, as lutas de MMA, por exemplo, tem registrados picos consideráveis de audiência, principalmente, com a boa participação dos lutadores brasileiros. E isso, tem gerado patrocínios milionários e retornos consideráveis para empresas.

Há, ainda, a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016, ambas com sede no Brasil, que também prometem esquentar ainda mais o mercado. Além da construção civil e do turismo - que injetarão recursos de US$ 200 bilhões – existem outras áreas com grandes oportunidades de crescimento e, com isso, o marketing voltado para o esporte deve alavancar consideravelmente.

Para José Estevão Cocco, diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy e da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, existirá uma ampla oportunidade de negócios e milhares de oportunidades para micro, pequenas, médias e grandes empresas. "Num trabalho recente, o SEBRAE identificou mais de 800 oportunidades para as pequenas e médias empresas. A mídia terá, e já está tendo, um acréscimo brutal em suas receitas de patrocínios e veiculação de comerciais", ressalta José Estevão.

Aliás, a gestão comercial das marcas e o segmento esportivo nunca estiveram tão próximos. De um tempo para cá, criou-se um ciclo, em que uma alimenta a outra, por meio do aproveitamento das oportunidades geradas por ambas.

Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/infograficos/marketing-o-verdadeiro-vencedor-do-campeonato-brasileiro/50387/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Palestra de Gerenciamento de Imagem e Reputação nas Redes Sociais



Turma da Palestra de Gerenciamento de Imagem e Reputação nas Redes Sociais, que ocorreu no dia 02 de dezembro. Muito proveitosa e enriquecedora....é sempre uma troca deliciosa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Redes sociais e endomarketing online mudam a comunicação


Para aproximar, informar e interagir, o endomarketing online é a nova ferramenta do RH em grandes empresas.


A internet mudou a comunicação em todo o mundo com sua rapidez inquestionável. Os meios de comunicação tiveram que se adaptar à nova era eletrônica, assim como o meio empresarial.

Com a evolução digital nasceram novas formas de se comunicar e algumas empresas já descobriram o caminho: o endomarketing online, uma ferramenta poderosa que permite comunicação ágil, econômica e eficaz.

Em tempos de SMS, facebook, twitter e todos os recursos disponíveis, não dá pra imaginar a comunicação nos antigos moldes, como impressões de jornais, folders e todo tipo de comunicados em murais. Com o endomarketing online as empresas podem manter seus colaboradores atualizados permanentemente, em tempo real, sobre assuntos de interesse da instituição, dos funcionários, programas de incentivos, melhorias entre outros. Além da agilidade da informação, esse processo tem mais atrativos por sua interatividade,


O Grupo Iguatemi de Shopping Centers entendeu e já adotou o sistema para aprimorar sua comunicação interna e interagir com os 10 shoppings da rede. Até o final do ano serão 14 shoppings e o endomarketing online tornou-se uma opção indispensável para romper a logística e informar em tempo real todas as decisões do grupo.


Para atender clientes de vários portes, como o Iguatemi, a agência Comunidade Comunicação especializou-se em comunicação digital. Hoje, seus clientes já possuem sistemas personalizados de endomarketing online e relatam benefícios e melhorias do programa.


Georgios M. Markakis, diretor da Comunidade Comunicação garante que o endomarketing online é uma tendência e já uma realidade para empresas antenadas e comprometidas. Para ele, a iniciativa dá um novo conceito ao antigo formato de endomarketing. A ideia é criar uma revista eletrônica atraente que pode ser atualizada constantemente, com informações relevantes aos colaboradores, além de vídeos institucionais que podem ser acessados por todos os funcionários e até clientes.


Com o endomarketing online, as empresas economizam porque é um serviço terceirizado. A agência que realiza o trabalho faz tudo, sugere pautas, produz as matérias, entrevistas e ainda pode gravar, em vídeo, um editorial com o diretor da empresa.


Sobre a Comunidade Comunicação

Há dez anos a agência oferece soluções em marketing, publicidade e comunicação visual. Para acompanhar o avanço promovido pela internet, a Comunidade especializou-se em comunicação digital, como criação de sites, display eletrônico, lojas virtuais, endomarketing online, revistas eletrônicas, vídeos e todo tipo de mídia digital. Sua lista de clientes inclui empresas corporativas, varejistas até grupo de shopping centers.

sábado, 26 de novembro de 2011

A Geração Y e o Novo Marketing


A Geração Y já é o maior grupo consumidor em alguns dos mais importantes segmentos da economia, além de ser criadora de tendências para muitos outros setores. No entanto, seus hábitos de consumo são bastante diferentes dos hábitos das gerações anteriores.

Os profissionais de marketing e de vendas terão que reaprender tudo o que sabem se quiserem manter suas receitas e lucros crescendo e suas marcas relevantes. Nesse artigo serão apresentados alguns dados sobre essa parcela da população, as principais diferenças em relação aos seus hábitos de consumo e a redefinição do papel do Marketing nesse contexto

Vejamos alguns dados sobre a Geração Y:

Já são considerados como o maior segmento em importantes setores da economia mundial (volume de compras e quantidade de consumidores)

Representam cerca de 20% da população brasileira (40 milhões) e outros 210 milhões no restante do mundo em desenvolvimento.

É tida por alguns como a geração na história, e em todo mundo, com o maior nível de escolaridade e formação e com maior flexibilidade de conceitos e, portanto, menor nível relativo de preconceitos.

Cresceram com disponibilidade tecnológica e acesso instantâneo a informações e foram os primeiros a adotar tecnologias como redes sociais, redefinindo a forma de pessoas se relacionarem entre si e com a tecnologia. São, portanto, o maior grupo de internautas da Web.

Apresentam expectativas sobre as questões de responsabilidade social corporativa, ambiental e trabalhista mais próximas ao comportamento de membros de uma ONG do que de qualquer outro grupo.

O outro lado da moeda: geralmente são vistos como descompromissados, superficiais, egoístas, sem ideologias ou causas genuínas.


Diferentes Hábitos de Consumo

A disponibilidade e forma de ligar com a tecnologia é a principal causa da diferenças entre os hábitos de consumo da Geração Y frente as gerações anteriores. A convivência com celulares, internet, mp3 players, videogames e afins contribui sensivelmente para o desenvolvimento de características como: imediatismo, pragmatismo e capacidade de ser multitarefa.

Adicionalmente, esse grupo tem mostrado especial interesse na customização de serviços e produtos. Psicólogos defendem a tese de que essa necessidade é uma forma de diferenciar-se dos demais grupos e expressar sua individualidade.

O Papel dos Meios de Comunicação

A formação dos hábitos de consumo de baby boomers e gerações anteriores foi significativamente influenciada pela TV e rádio meios passivos e unidirecionais que não permitem contestação ou comparação de informações. A Geração Y, por sua vez, cresceu em meio a uma multiplicidade de meios, em especial a Internet, os celulares e smartphones e, mais recentemente, as redes sociais. Esses meios são ativos, multidirecionais e interativos. Tendo em vista que esses meios foram parte integrante de sua infância e adolescência, essa geração se mostra mais familiarizada com eles do que as demais gerações.

A maneira pela qual esses consumidores adquirem e compartilham opiniões e mensagens sobre marcas e produtos vêm sendo redefinida por sites de comparação de produtos (tipo Buscapé), sites de reclamação (tipo Reclame Aqui) e sites/blogs de opiniões, comunidades de clientes e ex-clientes das respectivas marcas, sites de rankeamento, funcionalidades de avaliação de produtos em sites de e-commerce e pelas próprias interações que acontecem nas redes sociais.

Novos Formatos para Comunicação e Relacionamento

A multitude de meios mencionada no parágrafo acima também tem contribuído para a redefinição do papel do Marketing, em especial das dimensões de relacionamento e comunicação. A emergência de novos canais de relacionamento e comunicação digital para as marcas tais como Youtube, Twitter, Facebook, Blogs, Sites, Celular, etc, contribui para a fragmentação da audiência e também para a necessidade de adequação da mensagem. Adicionalmente, alguns estudos apontam que o formato tradicional de mensagens publicitárias tem eficácia reduzida junto à essa geração.

Nesse contexto, anunciantes têm tentado desenvolver novos formatos para tentar capturar a atenção da Geração Y. Dentre eles, destacam-se:

Marketing de Guerrilha
Marketing Experiencial
Campanhas e Avatares em Redes Sociais
Marketing de Causas

Temos observado discussões acaloradas sobre os impactos da Geração Y no mercado de trabalho. No entanto, cremos que os impactos sobre o consumo serão ainda mais significantes. Conforme vimos, isso se dará basicamente por duas razões. De um lado, comparativamente às gerações anteriores, os aspectos comportamentais e as expectativas da Geração Y são bastante diferentes.

De outro lado, a variedade de novas mídias é um componente essencial que redefine o papel do Marketing. Essa geração tem mostrado aversão e resistência aos formatos tradicionais de comunicação e relacionamento unidirecionais e impostos pelas empresas e, dessa forma, profissionais de marketing e vendas devem ser capazes de experimentar como formatos não tradicionais de marketing, principalmente os interativos e colaborativos, para alcançar esses jovens.

* Thiago de Assis Silva é consultor de estratégia na E-Consulting Corp.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Personal branding: construindo reputação com as redes sociais

Cleyton Carlos Torres

Ora, não é novidade alguma que as mídias digitais conectadas em rede são excelentes ferramentas para que uma empresa possa trabalhar novos conceitos de negócios, explorar novos mercados promissores e estabelecer maneiras mais eficazes de construir sua imagem, tecendo uma relação mais direta, customizada e singular com seus consumidores e clientes, com o intuito de maximizar sua presença – digital ou não.

Acontece que tais mecanismos também podem e devem ser trabalhados em prol do profissional. Nada mais justo do que usar as redes sociais para criar novos cenários de atuação, explorar vias de acesso que antes eram restritas e determinadas somente a específicos grupos de desempenho e, principalmente, ter uma relação, por que não, mais direta, customizada e singular com as empresas.

As maneiras de se estabelecer um personal branding eficaz são simples, porém trabalhosas e requerem dedicação quase que diária, além de paciência, já que ninguém constrói sua marca pessoal da noite para o dia. Portanto, tenha em mente que todo esse trabalho será de longo prazo e minucioso, porém muito produtivo profissionalmente.

O profissional pode começar observando os cenários que pretende adentrar. Se for no segmento da comunicação, por exemplo, quais os meios mais utilizados por grandes profissionais e empresas? Uma rápida e detalhada análise permitirá conhecer melhor esse mercado e, com isso, procurar a maneira mais eficiente para estabelecer uma conexão nas redes sociais

Uma vez que essas mídias não são espaços íntimos e muito menos totalmente pessoais, ter a consciência de que publicar comentários pejorativos ou negativos sobre determinado assunto pode, muitas vezes, danificar a imagem de um profissional. Não é tão difícil imaginar que se seu colega pode ver aquela foto que em você aparece em poses polêmicas, seu chefe – ou futuro chefe – também pode ver. Ou pior: o profissional concorrente também pode ver a imagem.

Está cada vez mais claro que as empresas estão usando o comportamento dos usuários para recrutar e contratar novos integrantes. Por que não entrar nessa onda? Acontece que as mesmas empresas que usam tais mídias na procura de novos profissionais também as usam para obter um maior conhecimento sobre a vida comportamental desses “candidatos” e, desse modo, excluir os “fanfarrões”, separando, em uma primeira análise superficial, o joio do trigo.

Tenha isso em mente quando pretender apenas se exibir, em vez de ser enxergado. Usar o Twitter como uma canal de divulgação de notícias sobre seu determinado segmento, criar laços com profissionais mais consagrados ou simplesmente para se manter atualizado, seguindo quem realmente tem algo a dizer, já é um bom começo. Agora, publicar dezenas de tweets com ofensas a tudo e a todos ou, pior, nem mesmo atualizá-lo, é pedir para ser passado em branco.

Outro ponto determinante que qualquer profissional pode trabalhar é a criação de um blog. Blogs permitem que empresas ou clientes percebam o seu nível de familiaridade com o assunto debatido. Um bom domínio do português somado com uma capacidade interessante de conhecimento sobre design e layout oferecem aos futuros consumidores ou chefes uma boa dose de como você é aplicado e estuda o assunto. Mais uma vez, não é tão difícil observar que você atingirá mais facilmente seu “público” se possuir algo para dizer.

Personal branding construído nas redes sociais tem basicamente dois pontos principais em sua estrutura resultante: reputação e referência. Ao construir uma boa reputação em determinado setor, virar referência no assunto é questão de tempo. Ao virar referência em determinado tema, sua reputação estará cada vez mais solidifica. É claro que jamais o trabalho de manutenção deve ser deixado de lado. Quanto maior a altura, mais é o nível de responsabilidades durante o voo.

Material disponível em: http://imasters.com.br/artigo/22462/carreira/personal-branding-construindo-reputacao-com-as-redes-sociais

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O que os melhores líderes do mundo fazem de diferente

Imagine como seria interessante entrevistar milhares de gestores no mundo e perguntar para eles o que realmente torna uma equipe excepcional? Provavelmente, teríamos um panorama geral das práticas mais eficientes de gestão utilizadas pelas empresas.

E foi com esse pensamento que o consultor Marcus Buckingham aceitou esse desafio. À frente da coordenação de estudos realizados pelo instituto de pesquisa Gallup, ao longo de duas décadas, e que entrevistaram mais de 80 mil profissionais de cargos de chefia em todo o mundo, Buckingham identificou algumas semelhanças nas práticas gerências que dão certo.

Para o consultor, não existem grandes empresas, mas apenas equipes que sabem trabalhar bem e profissionais que sabem orientá-las. "O gerente tem a responsabilidade de transformar a personalidade de uma pessoa em desempenho. [...]. Somos mais produtivos quando conseguimos fazer o nosso melhor o tempo todo", declara o consultor em sua palestra na HSM Expomanagement.

Quem é seu conselho de Administração?

Na palestra, Buckingham relata que até nos mesmos cargos de uma empresa existe uma variação no rendimento das pessoas. Ele conta que acompanhou uma rede varejista com três mil lojas e, apesar das mesmas diretrizes em cada unidade, o potencial dos colaboradores variava. "Por que duas equipes que ganham a mesma coisa e fazem o mesmo trabalho têm níveis diferente de performance? O que será que acontece?", questiona o consultor a plateia.

Em seguida, Buckingham destaca que cada organização tem um conselho de administração, que ajuda a empresa tomar decisões e suas diretrizes. E pede para que cada um dos participantes da ExpoManagement imagine seu próprio conselho de administração pessoal e escreva em um papel. Ao perguntar ao público quem colocou seus líderes e chefes nesse conselho pessoal, o consultor confirmou sua teoria: 80% desses chefes faziam parte dessa lista.

Agora, o consultor fez uma segunda pergunta: "Será que o seu nome entraria na lista do conselho de administração pessoal dos seus subordinados? [...]. Será que você está fazendo o mesmo impacto com seu subordinado como o seu líder fez com você?", questiona novamente para depois concluir:

"Antes de racionalizar a razão, temos que pensar nas questões pessoais. É isso que você deve buscar. [...]. Deve entrar no conselho de administração dos seus subordinados. Essa consciência gera um poder. A cultura está nas mãos do gestor local e e por isso que a mesma empresa pode dar diferentes resultados.

Os três questionamentos

Marcus Buckingham relata que através de sua pesquisa com líderes de todo mundo, três perguntas feitas para os funcionários podem definir em que caminho cada empresa está:

1ª - Os meus colegas estão comprometidos com a qualidade?
"É preciso definir o que é qualidade, mostrar o significado da excelência. Só assim as pessoas poderão conseguir dizer sim para esse questionamento. Jobs pode ter tido muitos defeitos, mas ele conseguia fazer isso", comenta o consultor.

2ª - Sei o que é esperado de mim no trabalho?
"Você nunca vai conseguir achar um funcionário confuso e competente ao mesmo tempo", destaca. Para ele, é preciso criar cronogramas e maneiras corporativas que vão dizer o que é esperado por cada profissional.

3ª - No trabalho, tenho a oportunidade de realizar todos os dias o que sei de melhor?
"No fundo, os líderes que conseguirem um sim nessa pergunta de seus colaboradores, com certeza, terão um desempenho maior que os outros. Mas, se você tirar o todos os dias você perde o efeito", ressalta.

Pontos fortes

Quando se fala em aperfeiçoamento profissional, estamos acostumados a ouvir que devemos melhorar os nossos pontos fracos para equilibrar nossas habilidades. No entanto, Marcus Buckingham afirma que esse pensamento está condenado ao fracasso. Para ele, as pessoas vão obter os melhores resultados tirando o máximo dos seus pontos fortes ao invés de colocar muita ênfase nas deficiências ou falhas percebidas. "As pessoas reúnem seus pontos e tornam seus pontos fracos irrelevantes", ensina.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Geração Y não se apega à marca, mas se preocupa com o resultado da compra

Os consumidores da geração Y, composta por pessoas com idade entre 20 e 29 anos, não estão muito apegados à marca, pois o foco de suas aquisições recai sobre o resultado que a compra produz. As informações fazem parte do estudo "Clientes Y" - módulo qualitativo da pesquisa "Geração Y" da Bridge Research.

Em relação aos eletroeletrônicos, por sua vez, a experiência anterior desses consumidores com a marca é determinante para a aquisição de novos produtos. E o mesmo se observa no caso da compra de um carro ou moto, em que a marca passa a ser um fator decisivo.

"O custo é importante diante do benefício percebido, ou seja, durabilidade e custo de manutenção. Eles acreditam que, se o carro ou moto não tiver qualidade, o barato pode sair caro", explica o presidente da Bridge Research e coordenador da pesquisa, Renato Trindade.

Idolatria?

Outro aspecto relevante na percepção desses consumidores é que a marca deve estar no mesmo nível do cliente. Quer dizer, a "idolatria" que os integrantes da geração X cultivavam por determinadas marcas inexiste entre os jovens consumidores. "Eles estão mais preocupados em parecer. Ser ou ter não é tão importante", salienta Trindade.

E ele esclarece que, para entender esse comportamento, é essencial levar em conta as ferramentas que moldam o comportamento do mundo. "A web tem mostrado a valorização da produção de conteúdo compartilhado. Nessa ótica, esse consumidor que fazer parte e que a marca esteja no mesmo nível que ele", aponta.

Telefone x internet

Embora esses consumidores da geração Y sejam altamente conectados, preferem o tradicional atendimento telefônico quando enfrentam problemas com alguma marca e produtos. Afinal, reconhecem que o atendimento pela internet ainda é lento, falho e impessoal no Brasil.

E como estão acostumadas a gastar pouco tempo para resolver pendências, eles não têm paciência para utilizar meios on-line, como chat e e-mail, para contatar o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) e querem lidar com a incerteza dos meios eletrônicos de comunicação.

"Nas entrevistas que realizamos é clara a insatisfação com a demora e a impessoalidade da internet para resolver questões relacionadas à insatisfação do consumidor. Os entrevistados são unânimes ao afirmar que o telefone é mais prático porque permite explicar exatamente o problema ao atendente, enquanto a internet não possibilita o contato mais estreito", avalia o coordenador da pesquisa.

O comportamento dos atendentes

Além do excelente atendimento, esses jovens consumidores querem rapidez nos processos de atendimento e na resposta à solicitação. "O Y valoriza atendentes bem treinados, com boa vontade e raciocínio rápido. Também precisam ser eficientes, atenciosos, simpáticos e proativos", lista Trindade. "Na verdade, esses atributos também são valorizados por consumidores das demais gerações. A diferença é que os Ys são mais impacientes e imediatistas".

Quando são atendidos, não querem falar com mais de um atendente. Eles esperam respostas diretas e objetivas. Além de, é claro, desejarem resolver o problema o mais rápido possível.

Sobre a pesquisa


O estudo foi desenvolvido por meio de entrevistas pessoais com 672 entrevistados, residentes das regiões da Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande
Porto Alegre.

Fonte: Site da UOL, disponível em: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/11/08/geracao-y-nao-se-apega-a-marca-mas-se-preocupa-com-o-resultado-da-compra

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pedido nas redes sociais é ordem para empresas

Nadja Sampaio (nadja@oglobo.com.br) e Luiza Xavier (luiza.xavier@oglobo.com.br)

O consumidor, que já tinha se apoderado das redes sociais para reclamar quando não era atendido pelos call centers, está agora entrando também na área de marketing. Pelas redes, pedem de volta produtos fora de linha

e até interferem, com seus comentários e sugestões, em sistemas e processos internos.

Um exemplo recente é o da bala Halls sabor uva verde. Retirada do mercado no fim do ano passado, ela voltou a ser produzida em agosto depois que a Kraft Foods Brasil resolveu atender aos insistentes pedidos de consumidores por meio das redes sociais.

Estar nas redes sociais é questão de vida ou morte

Nunca tinha feito nada parecido. Mas adoro o sabor uva verde e, ao perceber que não conseguia mais encontrar o produto, pesquisei no Orkut e encontrei uma comunidade de fãs como eu. Resolvi escrever um protesto e deu certo - conta Diego Barrabas que apelou ao Facebook para ter seu desejo atendido e acabou sendo homenageado pela empresa, junto com outros três clientes.

De acordo com Gustavo Fortes, sócio-diretor de Planejamento da agência Espalhe, responsável pela ação de marketing da Halls, as marcas que não participam de redes sociais estão se distanciando do seu público e podem ser esquecidas.

Eduardo Trevizani, gerente de marketing da categoria Balas da Kraft Foods, explica que a Halls tem um público muito jovem e, portanto, muito conectado e social:

- Entendemos que observar nosso público nas plataformas sociais nos faria conhecê-lo mais profundamente e atendê-lo melhor. A partir deste ano, a marca deixou de ter um website próprio para alimentar apenas as redes sociais. Em geral, os fãs curtem e comentam os temas que propomos. Há poucas reclamações e procuramos responder a todas.

Para Derek Kazee, estrategista global da Acxiom Brasil, estar nas redes sociais é uma questão de vida ou morte para as empresas, que precisam se atualizar e interagir com seus clientes:

- Veja o que o Google fez com as listas de páginas amarelas. Inovação e adaptação à mídia social será o principal desafio para as marcas na próxima década.

O chocolate Kit Kat, da Nestlé, também só chegou às prateleiras brasileiras este ano após inúmeras solicitações de pessoas que consumiam o chocolate até então vendido apenas no exterior. Segundo a empresa, o departamento de atendimento ao cliente, que recebe cerca de um milhão de solicitações por ano, passou também a monitorar manifestações dos consumidores nas mídias sociais. A Nestlé cita ainda outros casos recentes, como a volta do Nescau tradicional e do chocolate Sensação.

André Susskind, diretor-geral da Viva! Experiências, empresa com dois anos de mercado, explica que utiliza as redes sociais como ferramenta para entender o consumidor, corrigir problemas e perceber novos caminhos. A empresa vende caixas (Viva Bem Estar, Viva em Ação, Viva em movimento) para presente, onde o cliente acha vouchers para escolher entre 18 opções de experiências (exemplo, um banho de ofurô, na caixa Viva Bem Estar):

Vendíamos só para alguns estados, mas passamos a receber pedidos de todo o país. Por causa disso, na próxima semana vamos lançar a caixa Viva Brasil. Outra mudança é que estávamos focados na classe A, mas fomos percebendo muitos pedidos das classes B e C. Então lançamos uma versão mais barata, que já está fazendo sucesso.


Parte de matéria publicada no jornal O Globo, disponível
em:
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/10/23/pedido-nas-redes-sociais-ordem-para-empresas-925638543.asp

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Novos Caminhos dos Profissionais de RRPP

Texto interessante do portal Nós da Comunicação, discutindo sobre os novos espaços para os profissionais de RRPP.

bjus

Danielly Cabraíba


'Mercados ocultos' das relações públicas no contexto contemporâneo

Marcello Chamusca


Falar de relações públicas no contexto contemporâneo implica inicialmente em observar a evolução histórica da profissão, que está vinculada a questões simbolicamente negativas, e que acaba refletindo, até hoje, na percepção de uma parte da sociedade sobre a atividade.

Provavelmente, a falta de reconhecimento ou até mesmo a visão equivocada que alguns empresários têm da atividade, que liga o profissional de relações públicas ao apagador de incêndio ou ao maquiador da organização perante a opinião pública, se dá graças às atitudes e comportamento dos próprios profissionais da área, que colaboraram com a difusão de uma atividade que não inspira credibilidade e que não tem valor no mercado para quem não tem o que esconder ou disfarçar.

Sabemos que o mercado de trabalho para todas as áreas é seletivo. É preciso ser competente para conseguir sobreviver. Talvez seja por isso que profissionais incompetentes se escondem atrás de argumentos que denigrem a atividade para amenizar a sua desqualificação profissional.

O mercado de relações públicas na atualidade é cada vez mais crescente e aberto, dado a sua abrangência de atuação. O profissional pode atuar com planejamento, gestão de eventos, de crise, auditoria, ouvidoria, assessoria de imprensa, comunicação comunitária, dentre muitas outras possibilidades.

Isso tem sido o nosso bem e o nosso mal, pois, se por um lado o mercado é amplo, por outro torna a percepção da sociedade muito dispersa e termina que a maioria das pessoas tem uma noção do que seja a profissão, mas não a sua dimensão completa.

Isso também cria alguns campos minados para a profissão, em que profissionais de outras áreas disputam espaço no mercado de trabalho, disputando competências. Exemplos disso são as Assessorias de Imprensa e a disputa irracional com os colegas jornalistas; a Comunicação Interna, com os profissionais de RH; atendimento, relações com clientes e outros públicos externos estratégicos, com os capacitados em marketing; eventos com os turismólogos e cerimonialistas, dentre outras muitas disputas e brigas por espaços, que entendo ser totalmente descabidas.

Um ponto positivo no momento contemporâneo é o crescimento de vagas em concursos para a área e com salários compatíveis. Além disso, surgem muitos nichos de mercado a serem descobertos.

O professor Roberto Porto Simões fala de 'mercados ocultos'. São espaços que estão abertos, mas que não possuem o nome específico de relações públicas. Estão sendo ofertados com outros nomes como assessoria de imprensa, atendimento, captação de recursos, eventos, gestão de crise, lobby, ouvidoria, pesquisa, gestão de imagem, relações institucionais, comunicação empresarial, comunicação organizacional, marketing cultural, social, político, dentre outras possibilidades.

É necessário que o profissional da área enxergue esses 'mercados ocultos', que possuem funções compatíveis com a sua área de formação e se apropriem desses espaços que estão abertos para profissionais competentes. Percebe-se que hoje em dia, empregos com carteira assinada e todos os benefícios garantidos estão cada vez mais escassos. Contudo, para o profissional competente, não falta trabalho.

Hoje, os melhores espaços e oportunidades surgem para o profissional empreendedor, que tem iniciativa e, muitas vezes, entende que montar a sua própria empresa pode ser a melhor maneira de aproveitar as oportunidades disponíveis. Contudo, muitos preferem emprego fixo, com carteira assinada, mesmo que para isso assumam funções totalmente incompatíveis com a atividade de relações públicas.

O profissional que deseja atuar como relações-públicas precisa além de ter tido uma boa formação acadêmica ter como objetivo a permanente ampliação da qualificação do currículo. Há uma necessidade premente de qualificação e experiência profissional.

Na contemporaneidade, diversas áreas estão sendo abertas e apontadas para o exercício das relações públicas, a área de meio ambiente, com os programas de comunicação social impostos as organizações com condicionantes exigidas pelos órgãos ambientais; a área de saúde na atuação em hospitais, clínicas; no terceiro setor, nas ONGs que defendem as mais nobres causas sociais; no contexto digital, atuando nas mídias sociais; e ainda no âmbito acadêmico, no ensino, atuando como professor, ou, especificamente, na dedicação de pesquisas dos temas relacionados com a atividade.

Concluímos que, quando há uma percepção e comprovação de que o mercado de trabalho está aberto para o exercício da atividade e que as relações públicas tem um valor inestimável para a construção e manutenção dos relacionamentos da organização com os seus públicos estratégicos, se nota que o problema não está e nunca esteve definitivamente com as relações públicas, mas com os indivíduos que exercem a profissão.

Essa é uma questão essencial e necessita ser mudada. A propagação equivocada de um mercado retraído e não reconhecido pela sociedade, a falta de autoestima e pró-atividade dos estudantes e profissionais, além da fragilidade do Sistema Conferp - Conselho Federal de Relações Públicas, que não atua de forma efetiva para o fortalecimento das relações públicas são questões que podem determinar o futuro da profissão.

Cabe a nós, profissionais de relações públicas, enxergarmos o valor da atividade e percebermos a importância da nossa profissão, não somente para o futuro, mas também no contexto atual.

Esse texto foi anteriormente publicado no blog Comunidade RP Brasil.


Marcello Chamusca é diretor geral do Portal RP-Bahia e atua como CEO da VNI Comunicação Estratégica e Digital e como consultor de Comunicação Social e Relações Públicas. É autor do livro 'Relações Públicas do Brasil' (2007); autor de mais de 50 artigos publicados em livros, periódicos científicos e sites especializados na área de comunicação e educação, além de diversos artigos apresentados/publicados em anais de eventos internacionais no Brasil e no exterior. É colunista do Nós da Comunicação.


*Disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com.br/panorama_interna.asp?panorama=461&tipo=G


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Redes Sociais e Comunicação Interna


As redes sociais podem ser utilizadas de diversas formas, possuem vantagens e desvantagens que já discutimos em diversos posts aqui no blog; relacionamento, alcance, monitoramento, gerenciamento de crise, ou seja, todos relacionados à comunicação entre as organizações e o público externo. Mas e os funcionários, não usam as redes sociais? É claro que usam, e da mesma forma que um cliente pode falar da sua marca, um empregado, aquele que tem acesso a diversas informações confidenciais da empresa, também pode, o estrago poderá ser o mesmo ou até maior.
... a palavra da vez no mercado corporativo é “relacionamento” e isso vale para o ambiente interno da empresa também. Da mesma forma que clientes precisam de atenção, os funcionários também gostam de ser ouvidos, e algumas redes sociais podem ajudá-lo a criar uma rede interna de relacionamento:
Blog Corporativo – diversas organizações criam blogs para divulgar sua marca na rede, por que não criar uma página para os funcionários participarem também? Você não precisa divulgar as informações para todo mundo, basta criar um blog interno, como uma Intranet, assim, apenas pessoas da organização terão acesso. Todo chefe exige que seus empregados conheçam todos os procedimentos, leis, regras, normas, datas e reuniões que façam referência a empresa. Se você abrir um espaço no qual os próprios funcionários poderão compartilhar seus conhecimentos, com certeza será muito mais proveitoso do que fazer com eles leiam um manual que muitas vezes acabam se tornado um peso para segurar papel.
São vantagens para os dois lados, o funcionário poderá dar idéias, sugestões, compartilhar procedimentos que deram certo com ele e trabalhar mais feliz sabendo que sua organização se importa com o que ele pensa. A empresa conhecerá melhor sua equipe, poderá implantar boas idéias de quem realmente conhece o trabalho, além de contar com uma equipe mais motivada e disposta.
Ning - é uma plataforma que permite que você crie sua própria rede virtual para compartilhar vídeos, fotos e textos. A vantagem para as empresas é que essa rede pode ser privada, ou seja, você cria essa página e abre apenas para que pessoas autorizadas tenham acesso, além de poder controlar tudo o que é divulgado nela. Essa ferramenta é indicada para pequenas empresas que não disponibilizam de uma grande verba ou disponibilidade para criar uma rede interna para seus poucos funcionários.
Orkut e Facebook – que jogue a primeira pedra a empresa que não tem uma comunidade nessas redes, sempre tem algum funcionário com vontade de interagir com seus colegas de trabalho por meio desses sites. Muitas vezes, a organização nem sabe que possui essa comunidade com o nome da sua marca e esse é o grande problema. O que você prefere? Que alguém crie uma comunidade ou um grupo com o nome da sua empresa no qual todos falam o que bem entendem ou você criar essa comunidade e monitorar tudo o que é compartilhado? É claro que a segunda opção é a mais viável.
Nem preciso dizer que é importantíssimo monitorar as redes sociais, se alguém já criou essa página, não custa nada ficar de olho para ver as informações que são divulgadas lá e se não há nada que possa comprometer sua corporação. Se ninguém a criou ainda, pode certeza que isso acontecerá um dia, então por que não sair na frente e já criar uma comunidade controlada? É claro que não precisa implantar uma tirania na empresa na qual os funcionários terão medo de postar até mesmo um “Olá”, explique da melhor maneira possível que aquela é uma rede aberta, que tem certas informações que não podem ser compartilhadas, as pessoas estão ali de certa forma como representantes da companhia, tudo o que disserem pode ser levado em consideração, então é necessário sempre refletir antes de escrever: “o presidente da empresa tornaria essa informação pública ou escreveria dessa forma que estou escrevendo?”.
*Material do Blog Estúdio de Comunicação, disponível em: http://www.estudiodecomunicacao.com.br/blog/blogs-corporativos/redes-sociais-e-a-comunicacao-interna/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Coca-Cola imprime 150 nomes populares em garrafas

Coisa de quem entende muito de comunicação. É sabido que um dos sons mais agradáveis e receptivos para o ser humano é o seu próprio nome, além do fato de gostarmos da personalização...algo do tipo: Feito para mim. Pensando nisso a Coca Cola lançou na Austrália a campanha onde coloca nomes de pessoas nos rótulos dos refrigerantes...isso vai dar o que falar.

Confiram a matéria.



Coca-Cola imprime 150 nomes populares em garrafas


REDAÇÃO do portal CidadeMarketing com informações da CCSP




A marca lançou edição limitada de garrafas e latas com os 150 nomes mais populares do país impressos no rótulo.


A campanha incentiva as pessoas a dividirem uma Coca-Cola com os amigos ao encontrar uma garrafa que contenha seus nomes. Foram preparadas 268 milhões de garrafas e latas para a ação, que segue até dezembro.


Confira o filme que promove a ação "Share a Coke", da Coca-Cola na Austrália.