"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Queira ou não a pessoa sempre se comunica

Por Patrícia Bispo entrevista com Márcia Rizzi para o portal RH.com.br


A comunicação é a mola propulsora do desenvolvimento humano. E isso pode ser facilmente percebido, basta apenas observarmos a forma como um recém-nascido diz para a sua mãe se está com fome, com sono ou com algum tipo de dor. Mesmo sem pronunciar uma única palavra, através da expressão facial, dos movimentos dos bracinhos, da intensidade que dá ao choro, a mãe é capaz de compreender o que o bebê deseja expressar. E a necessidade de continuar expressando suas necessidades, seus anseios e desejos acompanham as pessoas ao longo de toda a sua existência, inclusive quando essas se fazem presentes no ambiente corporativo. Se por um lado a comunicação é indispensável aos indivíduos, a ausência dela ou a falha no processo comunicacional tem sido apontada como uma das principais preocupações das corporações. E isso não é por acaso, afinal quando as pessoas não estabelecem uma comunicação eficaz as consequências impactam diretamente nas equipes e são perceptíveis pela queda do desempenho dos profissionais, bem como pelo comprometimento do clima organizacional. Para trazer esse relevante assunto à tona, o RH.com.br convidou Márcia Rizzi, coach, palestrantes e facilitadora de treinamentos comportamentais. Segundo ela, a comunicação ineficaz gera o retrabalho, os conflitos e os confrontos. "O coração da comunicação é o diálogo. O diálogo é essencial para a criação, o desenvolvimento e a manutenção de equipes", complementa, ao enfatizar que o diálogo é essencial para a criação, o desenvolvimento e a manutenção das equipes. Confira a entrevista na íntegra a seguir e aproveite a oportunidade para avaliar se você está sabendo estabelecer uma boa comunicação na sua empresa e até mesmo no campo pessoal. Boa leitura!

 RH.com.br - A senhora teve a oportunidade de estar à frente do gerenciamento de equipes e hoje atua como consultora. Conhecendo os dois lados da moeda, qual a sua percepção em relação à comunicação interna nas empresas brasileiras?

Márcia Rizzi - Tanto na empresa onde trabalhei por 25 anos, onde tive a oportunidade de estar junto de excelentes equipes, quanto na consultoria, que nos permite contato com inúmeras organizações, percebo claramente como cresceu a importância dos relacionamentos, independente da posição hierárquica. Falar em relacionamentos nos remete ao diálogo, à comunicação. A comunicação é apontada por inúmeros autores como o maior problema nas organizações. Quando falha gera retrabalho, conflitos e confrontos. O coração da comunicação é o diálogo. O diálogo é essencial para a criação, o desenvolvimento e a manutenção de equipes. Tenho a impressão de que todos nós pensamos que nos comunicamos bem, porém falhamos em algo que está presente em nosso dia a dia. A comunicação interna nas organizações brasileiras pode e deve ser aprimorada.

 RH - É expressivo o número de organizações que possuem uma linha de informação com os colaboradores, mão única, e acreditam que estabelecem uma comunicação satisfatória? 

Márcia Rizzi - Sim, nos deparamos com inúmeras organizações que ainda praticam o "manda quem pode, obedece quem tem juízo", fazendo com que a comunicação em mão única torne-se fator consciente ou inconsciente da insatisfação, da desmotivação e da baixa retenção de talentos. Sabemos que o diálogo de mão dupla gera comprometimento. Isso não basta por si só, porém é o ponto de partida para formar confiança. Gestores que ouvem mais conseguem melhores resultados em equipe.

 RH - A senhora costuma afirmar que "Queira ou não a pessoa sempre se comunica"?. O que isso quer dizer, na prática? 

Márcia Rizzi - Isso significa que nem sempre as pessoas estão conscientes de como se comunicam. Observe que há aqueles que passam a impressão de briga quando estão apenas conversando, outros falam alto demais, outros ainda não permitem que sua voz chegue a todos, apenas balbuciam. É bom observarmos que estamos sempre compondo a nossa imagem, para mais ou para menos, através da comunicação e de nossas ações. Se não estivermos atentos à mensagem que chega ao outro pode ser diferente daquela que pretendíamos gerando antipatias e até mesmo interferindo em promoções. Observe então, que conscientemente ou não estamos sempre nos comunicando. Por isso, fique atento.

 RH - Então, quem se mantém calado em uma reunião também passa sua mensagem?

 Márcia Rizzi - Certamente. Se deveria falar e se omite passa a imagem e a mensagem de insegurança. No caso oposto, se fala demais, a imagem pode ser de prepotência, desequilíbrio e que pensa ser o dono da verdade. Entendemos que todos os que participam de uma reunião tem sua parcela de contribuição a dar, e o ideal é que o faça com equilíbrio e bom senso.

 RH - Mas, em determinados casos, o silêncio não se torna o melhor aliado? 

 Márcia Rizzi - Isso também é verdade. Porém, esteja atento à mensagem que você transmite com seu silencio e oportunamente fale.

 RH - Falar pelos "cotovelos" também não significa que uma comunicação eficaz seja estabelecida. Certo? 

Márcia Rizzi - É verdade também, falar em excesso causa mal-estar aos presentes, naqueles que tentam mas não conseguem abrir a boca. Monopolizar o tema é menos interessante que o diálogo, aposte nisso e desenvolva sua capacidade de ouvir e fazer perguntas abertas.

 RH - Existe um ponto ideal de equilíbrio? 

 Márcia Rizzi - O ponto ideal é aquele em que você fala e convida os demais a falarem também. Demonstre interesse na opinião dos demais. Esse ponto de equilíbrio entre o falar e o ouvir dependerá das pessoas envolvidas e do próprio ambiente corporativo.

 RH - A utilização de recursos tecnológicos como intranet, chats, e-mails agilizam o fluxo de informações numa empresa. Diante das facilidades oferecidas por essas ferramentas, a comunicação face a face tem sido deixada em segundo plano? 

Márcia Rizzi - A competição acirrada, a alta velocidade que predomina nas organizações aliadas ao enxugamento das equipes nos leva a utilizarmos de todas as ferramentas disponíveis para passarmos as necessárias mensagens. Neste aspecto, a tecnologia, se bem utilizada, é um grande aliado. Porém, há momentos que apenas uma conversa olho no olho surte os efeitos esperados, como no caso do feedback.

RH - Comunicação face a face nos remete a pensar em líderes. Em sua opinião, qual a grande dificuldade dos gestores em estabelecer um diálogo aberto com suas equipes? 

Márcia Rizzi - O desenvolvimento de habilidades de comunicação é de fundamental importância para o exercício da liderança eficaz. Um líder precisa que certas tarefas sejam realizadas por outras pessoas. Portanto, compartilhar conhecimento e ideias, transmitir com clareza o que é esperado de cada colaborador, inspirar e motivar, guiar e orientar, dar feedback, ouvir, são alguns dos aspectos que envolvem a comunicação entre gestor e colaborador melhorando a qualidade das entregas e resultados. A dificuldade pode estar na velocidade em que os resultados são exigidos de todos, nas múltiplas tarefas, nas muitas e longas reuniões e também no fato de não perceberem a importância da comunicação na construção de equipes e resultados significativos.

 RH - Algum recado final para as pessoas comunicarem-se melhor, seja no campo pessoal ou profissional? 

Márcia Rizzi - Simplifique a sua mensagem. O sucesso no casamento, nos relacionamentos em geral e no trabalho depende muito da eficácia da comunicação. Lembre-se, a comunicação não é apenas o que você diz, mas também a forma como você diz. Acredite no que você diz e pratique o que você diz. Isso passa credibilidade. Para conseguir maior comprometimento da equipe, ouça mais.

Disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Comunicacao/Entrevista/8242/queira-ou-nao-a-pessoa-sempre-se-comunica.html

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Identificação - Ferramenta de aproximação com os clientes






As empresas buscando identificação com os clientes...a Coca Cola Zero fez e bombou...a Skol tá fazendo tb...

Conquistar e fidelizar os clientes não está nada fácil nesse novo momento do mercado.

Danielly Cabraíba

terça-feira, 18 de setembro de 2012

10 insights de marketing que talvez você tenha deixado passar

Twitter: a rede social remodelou seu pássaro azul, dando ares simplificados e universalizando a marca. Agora, tanto "T" quanto a palavra "Twitter" não devem mais ser usados. Conheça o novo logo e sua política de uso.

 Conar vetou: uma campanha publicitária da Tele Sena com a banda Restart foi suspensa pelo Conar na última terça-feira, por maioria de votos. O motivo? A propaganda promovia títulos de capitalização oferecendo como brinde figurinhas colecionáveis dos integrantes da banda. Só que títulos de capitalização só podem ser vendidos para maiores de 16 anos. Já a banda, atinge um publico majoritariamente abaixo dessa faixa etária.

 Casar em Las Vegas, quem não quer? A Halls, bala da Kraft Foods, está lançando uma ação em que dois fãs da marca, completamente desconhecidos, vão se encontrar pela fan page e se conhecer pessoalmente em cima do altar da Little White Chapel, capela mais famosa de Las Vegas. Veja como funcionará.

 Virais: veja quais foram os comerciais mais compartilhados do YouTube em maio. Dica: tem Nike, TNT, Call of Duty, um flash mob no metrô e uma apelo sensacional por mais gentileza.

 Walt Disney: a companhia proibirá anúncios de "junk food" em seus programas de televisão, rádio e internet para menores de 12 anos a partir de 2015

 Pepsi: a década de 50 marcou um investimento agressivo da marca em publicidade e mudança de posicionamento: não mais o preço, e sim um estilo de vida. Veja os anúncios que ajudaram a vender o refrigerante nessa época.

Cães submersos: lembra aquela série de fotos de cães buscando bolinhas embaixo d´água que tomou conta da internet no início do ano? Além de ter dado fama mundial ao fotógrafo Seth Casteel, o projeto agora integra uma campanha publicitária da Y&R para a Cepêra.

Nike: para garantir visibilidade antes das ações para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a marca voltou os olhos para o Rio de Janeiro. Como disse Mario Andrada, diretor de comunicação e mercados emergentes para as Américas da companhia, " Copa e Olimpíadas se ganham antes".

Marcas no Facebook: esteja atento para 4 erros cometidos por marcas na timeline da rede social. Postar apenas um tipo de conteúdo é uma delas.

É proibido: você sabia que existem restrições no uso da imagem de apresentação da timeline do Facebook? Elas banem publicidade, promoções e endereços de contato.

Fonte: EXAME.com
Disponível em: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/10-insights-de-marketing-que-talvez-voce-tenha-deixado-passar-2

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Interação é mais importante que promoção na web

Interação e bom atendimento ao cliente são mais importantes para a decisão de compra na internet do que promoções na rede. Segundo a terceira edição da pesquisa “Empresas e consumidores nas mídias sociais”, enquanto as promoções incentivam cerca de 30% das compras de produtos e serviços, mais de 40% apontam como estímulo as ações de comunicação e relacionamento.

 De acordo com o estudo, 94% dos consumidores ouvidos têm a internet como principal fonte de informação. Destes, 75% apontam as mídias sociais como os canais mais acessados na web, superando o uso de e-mail (68%), seguido por pesquisa (63%) e leitura de notícias (60%).

 Mais de 73% dos jovens seguem alguma empresa no Twitter e um em cada três afirma já ter dado preferência à compra de produtos ou serviços de empresas com participação na internet. O Facebook é a rede social que lidera a preferência entre os canais de relacionamento (95%), seguido pelo Twitter (80%). Entre os gêneros, é o público feminino que explora ainda mais a sociabilidade: 36% possuem perfis em até seis redes, 18% em até nove e 10% em até 12.

 Realizada pela agência de comunicação integrada JeffreyGroup e pelo instituto de pesquisa Ideafix Estudos Institucionais, o levantamento ouviu 500 jovens heavy users durante 5ª edição da Campus Party Brasil, realizada em fevereiro.

 Fonte: EXAME.com

Disponível em: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/interacao-e-mais-importante-que-promocao-na-web

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Os segredos das Love Brands

A interação com o consumidor em tempo real, levando comunicação de qualidade e mantendo aberto o diálogo e a troca de ideias.

 O mundo de hoje é o do imediatismo. As pessoas têm cada vez menos tempo e, por isso, muitas vezes a praticidade toma o lugar de aspectos como fidelidade e relacionamento. No plano das marcas, essa equação se traduz ao aumento da infidelidade do consumidor, que pode trocar de marca ao vislumbrar maior comodidade. E ao passo em que mais de 20 mil novos produtos são lançados ao mês, apenas as Love Brands terão o poder de permanecer intactas na mente, no coração e na preferência do consumidor. As Love Brands são as marcas "super amadas". Além de "Top of Minds", ou seja, aquelas que primeiro vêm à mente, são marcas que chegam a determinar algumas categorias. É o caso da Coca-Cola, que além de ser uma das marcas mais lembradas em todos os rankings já realizados, passa a dar nome à categoria de refrigerantes, para alguns consumidores. Havaianas, Omo, Disney e Apple são outros exemplos de Love Brands.

 Para se tornar uma marca tão amada a ponto de não ser trocada, o caminho é longo, porém o objetivo é simples: ter um relacionamento sólido e eficiente com seu público, estando presente em todos os momentos de sua vida. Nesta trajetória, alguns passos são fundamentais, mas o primeiro deles é a consistência na aplicação de todos os elementos da marca. Em outras palavras, é essencial ter uma base forte, com conceitos sobre os valores da marca bem estabelecidos. Nesta etapa, vale lembrar que os valores da empresa precisam ser capazes de gerar identificação com o público da marca, de forma apaixonante. Não existe nada pior do que se sentir enganado e o consumidor também pensa assim. Por isso, o relacionamento entre marca e consumidor precisa priorizar a transparência e a consistência, para que ambos partilhem da mesma "verdade". Somente assim, identificando-se com os valores da marca, é que o consumidor será capaz de defendê-la.

 Se a marca preza pela sustentabilidade, por exemplo, é preciso que todas as suas comunicações e ações, tanto internas quanto externas, solidifiquem essa preocupação. É o mesmo caso da marca que inclui a preocupação com o cliente em sua assinatura e apresenta um atendimento ruim, que não materializa este cuidado. Outro passo importante é que, a partir da definição dos valores da marca, toda a organização pratique esse posicionamento, desde a alta gestão até colaboradores, fornecedores e distribuidores. É necessário mostrar ao mundo a essência e o compromisso da marca, o que fortalece a imagem e incute a cultura da marca em toda sua rede de relacionamentos.

 A interação com o consumidor em tempo real, levando comunicação de qualidade e mantendo aberto o diálogo e a troca de ideias também é um aspecto inerente a toda Love Brand. Hoje, com as infinitas possibilidades trazidas pelas redes sociais, estar conectado é mais do que uma obrigação, é uma exigência de todos os públicos. No caso das Love Brands, a taxa de interação é altíssima e é possível contar com o apoio de "embaixadores da marca", pessoas apaixonadas, capazes de defender e replicar o DNA da marca a outros consumidores. A etapa seguinte traz à tona um conceito conhecido em comunicação de marcas: "emocionou, carimbou". A marca precisa buscar conexões conscientes e inconscientes com seu público, a fim de participar de sua vida. Por isso, é extremamente importante que haja a relação de verdade entre discurso e prática.

 É neste momento que o posicionamento, ou aquilo que a marca diz que é, pode se aproximar da imagem, ou seja, aquilo que as pessoas pensam que ela é. Um trabalho de marketing e branding consistente são fundamentais nesse processo, para que haja a menor distorção possível neste entendimento. Em termos gerais, a relação entre a Love brand e o consumidor precisa ser uma relação de amor. À marca, cabe não trair a confiança de seus fãs, não sumir sem avisar, nem deixar o relacionamento cair na rotina. É preciso chamar pra conversar, discutir a relação e se fazer presente, seja por rede social, comunidades, plataformas específicas para o consumidor, pesquisas e etc.. Pois como todos sabemos quem não dá assistência, dá oportunidade a concorrência e pode acabar perdendo a preferência.

 A marca que consegue se relacionar com seu público a partir destes passos estabelece uma conexão forte, duradoura e estimulante. Em um cenário mais complexo, em que temos a sensação de estar correndo o tempo todo, as experiências precisam ser especiais. Por isso, as marcas que tenham a pretensão de se tornar Love Brands precisam entender e se encaixar neste contexto.

Leonardo Lanzetta
Bacharel em marketing pelo Centro Universitário da Cidade, Leonardo Lanzetta é Sócio e Diretor Executivo da DIA Comunicação (São Paulo, Rio e Fortaleza) e atual Vice-Presidente de Agências do POPAI Brasil. Possui vários trabalhos premiados entre os quais realizou para Coca-Cola Brasil, Lóreal, Oi, O Globo, Petrobras, entre outros. Twitter: @lanzatt

Disponível em:http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/164/os-segredos-das-love-brands.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Marketing para atrair o cliente 2.0

Tudo que se refere à inovação está diretamente ligado à tecnologia 2.0 e no cenário do consumo, não é diferente: o consumidor 2.0 é caracterizado por um público mais exigente, mais integrado, mais curioso, mais conhecedor de leis e deveres contratuais.

 Todas essas referências parecem tornar a conquista destes clientes muito complicada, mas apesar do que pensam os lojistas, conseguir a fidelização desse público no e-commerce é mais simples do que se imagina, principalmente trabalhando um bom marketing.

 Por se tratar de um público de qualidade, os consumidores 2.0 são decididos, sabem o que querem e, principalmente, apresentam de forma clara o que esperam de uma empresa onde são clientes. A partir desse fundamento, basta seguir suas próprias dicas, para conquistá-los, por exemplo:

 Presença nas mídias sociais não pode faltar. Como se sabe, as redes sociais invadiram o universo online e as vendas pela internet. Sendo a forma mais eficaz de relacionamento, as mídias aproximam empresa e consumidor, e permitem que estes até mesmo se envolvam com sugestões e dicas para a melhoria do empreendimento. Nesse sentido, esta é uma das melhores estratégias de marketing para atrair o consumidor 2.0;

 O monitoramento evita surpresas. Uma vez nas mídias, é preciso estar atento e monitorar o que falam sobre sua loja virtual. Essa é uma forte característica dos clientes 2.0: comentar sobre a empresa nas mídias sociais, por isso, as lojas devem monitorar constantemente seus perfis para evitar surpresas desagradáveis e manter uma boa reputação diante dos consumidores mais exigentes e, dos novos potenciais clientes;

 Um bom posicionamento muda opiniões. Uma resposta bem elaborada, de forma sincera e profissional é capaz de mudar, automaticamente, a visão de um cliente sobre uma empresa. Mas, para isso, é importante ter simpatia e se colocar no lugar do cliente para solucionar seus problemas de forma categórica e, de quebra, conquistar a fidelização desse público diferenciado. Mas uma ação de marketing para a conquista dos clientes mais integrados.

 Felipe Martins - Fundador e presidente da empresa Dotstore, especializada em criação e assessoria em Loja Virtual

Fonte: Administradores.com.br, disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/marketing-para-atrair-o-cliente-2-0/56518/

terça-feira, 7 de agosto de 2012

CRM Social, negócio social e consumidor social

O mercado de CRM Social está cada vez mais aquecido e rico em oportunidades para empresas de diversos segmentos, mas ainda há muito a ser feito. As movimentações são constantes: recentemente, uma grande fabricante de impressoras anunciou novo software para o mercado de CRM Social. Dias antes, o Sales Force comprou por muitos milhões uma empresa de marketing nas redes sociais.

 Se por um lado grandes players de tecnologia investem pesado em CRM e marketing em redes sociais, prevendo e propiciando uma revolução na maneira como as companhias gerenciam seus públicos de interesse, consumidores e profissionais de marketing ainda divergem, e muito, quanto à percepção e efetividade das iniciativas promovidas pelas companhias e suas respectivas agências e soluções.

 Pesquisa recente conduzida pelo Ehrenberg-Bass Institute aponta que 99% dos fãs que curtem uma marca no Facebook não estão, de fato, “engajados” com a marca em questão. Segundo o estudo, isso acontece, basicamente, em virtude de o conteúdo e a estratégia empregada não agradarem o usuário.

 Paradoxalmente, no mesmo levantamento, profissionais seniors de marketing demonstram acreditar que quem curte suas páginas criadas no Facebook são verdadeiros fãs e fieis à marca “socialmente trabalhada”. Para complementar o cenário, outra pesquisa da Evolve24, realizada em 2011, com mais de 1,2 mil pessoas que postaram reclamações no Twitter, revela que 71% dos ouvidos afirmaram não ter recebido nenhuma resposta de suas reclamações postadas no microblog.

 Sabidamente, as empresas mais contatadas via redes sociais são das áreas de Varejo, Telefonia, Hospedagem e Viagens – setores “experientes” na interação com seus consumidores. Em geral, são companhias que têm na promoção e na fidelização de suas marcas e produtos a essência da prosperidade e lucratividade dos negócios.

 O dado mais animador, ainda nessa sequência de números, vem de outra pesquisa que indica que 75% dos consumidores estão dispostos a gastar até 9% a mais com empresas que tenham bons serviços de atendimento ao consumidor. Ou seja, o consumidor valoriza cada vez mais a qualidade do atendimento, até mais que a própria marca, e está tirando de seu próprio bolso o recurso que assegura a boa reputação e a imagem de uma empresa nas redes sociais. Esse consumidor exigente, cada vez mais bem-informado e que sabe o real valor de seu network, é o chamado “consumidor social”. Ele é o protagonista e propulsor da revolução envolvendo empresas, consumidores, agências e desenvolvedores nas redes sociais.

 As empresas que percebem o valor do consumidor social investem, criam estratégias e ações personalizadas para seus clientes e transcendem o modelo tradicional para o chamado “negócio social”. Normalmente, são empresas que inovam em seus mercados e estão bem à frente de seus concorrentes. A agência americana Social Brands publicou, recentemente, o estudo “Social Brands 100”. Consumidores e jurados escolheram por meio de votação online as cem marcas que consideraram mais “sociais”.

 Como critérios básicos, essas marcas deveriam comprovar uma relação bilateral com os seus clientes, monitoramento constante das redes sociais e manutenção de um “comportamento social” adequado. O interessante do estudo é que a organização vencedora que obteve maior pontuação foi uma pequena companhia europeia de bebidas naturais, a Innocent drinks, desbancando a gigante Starbucks para a segunda posição.

Segundo o mesmo estudo, a fórmula da empresa foi realizar atividades nas redes sociais com naturalidade, como se fosse uma extensão da personalidade da companhia. Não é simples! Esse estudo nos ensina, sobretudo, um pouco mais sobre “a democratização do marketing”, uma vez que as grandes somas em publicidade perdem em resultado diante do crowsourcing e estratégias centradas no relacionamento.

 Ao que tudo indica, a audiência está morrendo e dando lugar ao interativo social. Nesse sentido, a solução prática para as empresas que desejam aderir ao negócio social, como bem fez a Innocent, é mesmo o CRM Social. Como disse o autor e palestrante especializado em CRM, Paul Greenberg: “O CRM Social é a resposta das empresas ao consumidor social”.

 Acredito, por mera observação e contato com clientes, que essa mudança que estamos presenciando será cada vez mais conduzida pelas pequenas e médias empresas, pois são elas que têm condições de iniciar uma estratégia de CRM Social em curtíssimo prazo, influenciadas pela experiência de outros grupos e até mesmo pela necessidade de acertar prontamente, assegurando assim a manutenção de sua posição de mercado.

São também essas companhias que têm condições de adotar as mudanças básicas que o CRM Social exige: envolver toda a organização, focar o processo no consumidor, criar canais dinâmicos, respeitar o horário que mais funciona para seus clientes e uma série de outras medidas. Em síntese, apostar no “R” de relacionamento e assumir o cliente como colaborador, abolindo mensagens passivas.

 Ouço grandes empresas criando estratégias de longo prazo, integrando softwares que demandarão vários meses de implementação e outros mais para aprendizado. Quase sempre, são grupos demasiadamente preocupados com o sigilo de seus database off line. Contudo, não podemos esquecer de que para o consumidor entrar nas redes sociais, bastam poucos minutos. Uma vez conectado, ele já estará administrando um perfil online e público. Desse momento em diante, ele cria, compartilha e avalia conteúdos, considerando também novas marcas indicadas por seus contados e afinidades nas redes.

 Como li no Twitter há pouco, “se não cuidar de seu consumidor, seu concorrente o fará.” Para as pequenas e médias, em geral, diria que as soluções de CRM Social mais indicadas funcionam como as próprias redes, bastando pouquíssimos passos para que entrem em funcionamento. A preços realmente competitivos (há softwares que trazem excelentes resultados e custam mais baratos que uma assinatura de TV a cabo), se implementados de forma estratégica são capazes de equilibrar um fenômeno bastante preocupante: a perda do consumidor social. Estudos apontam que a perda de um simples consumidor social pode superar R$ 10 mil.

 A revolução social está em andamento e as empresas que perceberem e se adequarem o quanto antes diminuirão seus gastos e aumentarão seus resultados. Para os que duvidam, sugiro conhecer alguns cases de #fail nas redes sociais, em que várias grandes empresas perderam bilhões de dólares em poucos meses apenas por subestimar o valor do consumidor social e não estarem adaptadas à realidade do negócio social.

A hora de preparar-se para o consumidor do futuro é agora.

 *José Jarbas é CEO da eCRM123
** Material disponível em: http://computerworld.uol.com.br/blog/opiniao/2012/07/11/crm-social-negocio-social-e-consumidor-social/

terça-feira, 31 de julho de 2012

6 razões que fazem do "novo" o céu (ou o inferno) das marcas

O "novo" nunca esteve mais na moda. Para aqueles que cresceram em uma economia da expectativa, exigindo o melhor do melhor, o conceito do que é "novo" se tornou positivo.

 O mundo inteiro está lançando produtos e serviços novos (e ainda melhores) que podem ser testados com facilidade (especialmente online) com poucos – ou nenhum – risco. Em síntese: novo significa interessante, novo significa legal, novo signifca (mais) experiências, o primeiro, novo significa... bem, "novo"! E, é hora de prosseguir e atender a paixão que seus clientes têm pelo "Newism".

 Seis fatores que dão uma importância ainda maior ao "Newism":

 1 Creative > destruction 

 A destruição criativa pode acionar um alerta, mas deve ser comemorada (apesar das recessões, bancos quebrados e moedas em queda). Com o volume e o ritmo das inovações mais rápido do que nunca, a "criação" está superando a "destruição".

 Na verdade, o mundo todo, de economias emergentes* até as mais desenvolvidas, já está criando produtos, serviços e experiências novos a cada dia - se não a cada hora - em todos os segmentos da indústria B2C, e fazendo o "novo" deixar de ser uma estratégia de marketing ultrapassada usada por marcas "antigas" ("novas e melhoradas!") para ser uma proposta real e atraente para os consumidores.

 Conte-nos sobre um dia em que uma marca (ou pessoa) anteriormente desconhecida não lance uma proposta nova – e melhor, mais prática e surpreendente – que prometa uma experiência inédita ou mais rica. É mesmo uma celebração mundial da inovação.

 2 milhões de patentes foram registradas em 2010, mais do que o 1,4 milhão em 2000 (Fonte: Organização Mundial da Propriedade Intelectual, dezembro de 2011)

2 FSTR. 

 O mundo virtual, com sua aceleração e crescimento (de informações, empolgação e atenção) contínuos, é, obviamente, uma grande contribuição ao "Newism".

 Veja fenômenos como o Instagram (10 milhões de usuários em menos de um dia) ou o Draw Something (35 milhões de usuários em 6 semanas!). E para ressaltar a natureza geralmente passageira do "Newism", muitos usuários do Draw Something já largaram o aplicativo, com certeza em busca de algo novo.

 Isso também vale para produtos: veja o Pebble, que gerou mais de USD 10 milhões em 37 dias no Kickstarter*. Na verdade, qualquer inovação recente que corresponda a uma demanda latente vai virar febre e se espalhar mais rápido do que nunca. A Taco Bell vendeu 100 milhões dos novos Doritos Locos Tacos em 10 semanas, se tornando a disseminação de produto mais rápida da rede.

 * O Kickstarter é uma grande capacitadora do "novo" ecossistema de inovações: qualquer pessoa pode testar, financiar e lançar quase qualquer ideia nova.

 “A ansiedade e a atenção estão sendo aumentadas e aceleradas.”

3 Experience Cramming 

 A vontade de contar "histórias de status" interessantes está alimentando ainda mais o desejo interminável dos consumidores por experiências novas, especialmente intensas em um mundo onde a maior parte da identidade é apresentada online.

 Qualquer experiência que poucas pessoas possam ter ou já tenham tido indica um status de sucesso. Entretanto, com cada vez mais pessoas em busca de experiências "únicas", esse tipo de status está ficando mais difícil de encontrar e mais caro.

 A alternativa (mais barata e prática) é que aqueles ávidos por status recorram ao "Experience Cramming": a arte de colecionar e misturar o maior número de experiências novas possíveis.

 “Os consumidores querem colecionar e misturar o maior número de experiências novas e diversificadas possíveis.”

 4 Status Stream

 Além de colecionar experiências em um mundo onde tudo é passageiro, aquele que se manter firme no fluxo global e interminável de produtos e serviços novos (veja o indicador 1), mostrar-se conectado, "ligado" no que está acontecendo será uma fonte ainda mais rica de status social (especialmente para os consumidores "social-lite). Sim, o "novo" é o novo prestígio ;-)

 Na verdade, apoiar os consumidores na busca pelo que há de mais novo ou facilitar que eles sejam os primeiros, que descubram, conheçam, façam, ou possuam algo novo é uma oportunidade.

 Basta um exemplo inovador: em abril de 2012, a Nike lançou uma edição limitada de tênis altamente colecionável por um sistema de reservas pelo Twitter. As lojas deveriam tuitar hashtags aleatórias de produtos específicos no dia do lançamento, e os primeiros seguidores que as usassem em uma mensagem direta à loja conseguiriam reservar os tênis.

 “O status social virá de “estar ligado” no que está acontecendo, sendo assim parte do ´novo´.”

5 Trysumers

 O ecossistema movimentado pela inovação descrito no parágrafo acima também é completamente transparente, com todos os processos revisados e avaliados pelos consumidores no momento do lançamento da novidade. Isso significa que o risco dos consumidores experimentarem um produto ou serviço novos está perto do zero.

 Além disso, novos modelos de negócios estão permitindo que os consumidores desfrutem do que é "novo" com menos compromisso e custos menores.

 “O risco de tentar algo novo está perto do zero.”

 6 To have is to (h)old 

 Muitos itens não (necessariamente) ficam ultrapassados. Para os consumidores que adotaram as soluções "owner-less", alugar ou compartilhar tudo (desde carros até roupas e eletrônicos), as experiências "novas" e os upgrades perpétuos podem estar a um clique de distância.

 E, graças à tendência de "recommerce", até mesmo para os consumidores que já compraram os produtos, nunca foi mais fácil destravar o valor de compras antigas. Recompras de marcas novas, esquemas de troca, plataformas online e lojas móveis oferecem opções práticas e inteligentes para os consumidores que gostam de "mudar para melhorar".

 E, pela internet, todos os produtos, serviços e experiências são infinitos, se não forem automaticamente renovados e atualizados (sejam eles "comprados" ou apenas acessados online).

 "Muitos itens não (necessariamente) ficam ultrapassados." O que "Newism" não é (e a inevitável contratendência) Agora, o "Newism" não é "apenas" uma inovação tradicional de produtos. O "novo e melhor" de ontem foi superado por uma explosão realmente inovadora e criativa que tomou conta do mundo todo.

 Ele também não é apenas uma loucura emocionante, ambientalmente incorreta e insana que substitui os produtos (veja o fator 6).

 Por último, mas não menos importante, ele não significa que toda a atenção do consumidor seja concentrada no que é novo. Ainda haverá um valor inestimável nas marcas tradicionais, conhecidas por entregar constância, qualidade comprovada e legado. Ainda haverá valor nas histórias de marcas envolventes e bem contadas. Ainda haverá valor no conforto, na tradição, no local, na curadoria de produtos já existentes, na personalização e em qualquer uma das dimensões já vistas dos Trend Briefings anteriores.

 Lembre-se, nenhuma tendência é válida para todos os consumidores a todo momento, e o "novo" nem sempre invalida o que é antigo.

 Implicações 

 O "Newism" é a destruição criativa, hipercompetição, globalismo, consumo anabolizado e uma celebração da inovação, tudo em uma tendência só.

 Para as marcas, sejam elas novas ou já estabelecidas, ele se resume a capturar e manter a atenção dos consumidores.

 Como o intervalo de atenção dos consumidores pode ser cada vez mais curto, as recompensas ao se investir nele podem ser instantâneas e enormes. E, na verdade você não tem muitas escolhas se não aplicar e se engajar.

*Material disponível em; http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/6-razoes-que-fazem-do-novo-o-ceu-ou-o-inferno-das-marcas

sábado, 28 de julho de 2012

Para ganhar simpatia no Facebook, pequenas empresas precisam criar conteúdo

A micro e pequena empresa que quer realizar vendas pelo Facebook precisa ficar atenta também à produção de conteúdo. Antes de começar a anunciar produtos ou promoções na sua fan page, é necessário divulgar informações interessantes para o público-alvo, de acordo com José Rubens, diretor da Guia-se Negócios pela Internet, empresa de criação e desenvolvimento de lojas virtuais.

 “O indicado é que 70% do conteúdo da fan page seja de assuntos relevantes para o negócio e para o público e apenas 30% sejam promoções e posts com foco em vendas”, diz Rubens.

 Ele afirma que a fan page deve ser vista como um canal de vendas complementar, que pode aumentar as receitas da empresa.

“A página no Facebook é um caminho a mais para o consumidor entrar em contato com a empresa. Por isso, é importante saber o horário que seu público mais acessa a rede social, colocar depoimentos, pesquisas de satisfação, para engajar as pessoas e consolidar a marca”, diz.

 Fabio Seixas, criador da Camiseteria, loja virtual de camisetas, é um empresário que sabe aproveitar o potencial das redes sociais. A empresa já nasceu com o próprio sistema de comércio eletrônico, onde, até hoje, são finalizadas as vendas, mas disponibiliza uma catálogo completo de seus produtos na fan page do Facebook.

“Procuramos ter uma postura aberta para entender como funcionam as redes sociais e, por meio delas, gerar vendas. O Facebook é o nosso canal que mais cresce em termos de vendas e é o segundo meio mais representativo hoje, depois do e-mail marketing. Muitos negócios são fechados graças às recomendações de outros usuários”, diz Seixas.

 A marca aposta tanto no potencial de vendas da rede social que tem estratégias de comunicação específicas para o Facebook. A empresa faz sorteios, campanhas de engajamento, divulgações exclusivas e outras ações para os usuários do site. As redes sociais mudam, mas a experiência fica.

  Apostar somente no Facebook para fazer vendas na internet, no entanto, pode ser arriscado, afirma José Jarbas, diretor da eCRM 123, empresa de software de gestão de relacionamento com o cliente nas redes sociais.

 “O problema de ter uma empresa baseada apenas no Facebook é que, se amanhã acontecer uma migração de usuários, como houve a do Orkut para o Facebook, a empresa pode ter problemas em acompanhar”, diz.

 Entretanto, segundo Jarbas, isso não deve ser motivo para deixar de apostar no potencial do comércio pelas redes sociais. “As redes sociais vieram para ficar. Mesmo na hipótese de o Facebook desaparecer, a experiência que uma empresa adquire nesse processo servirá, sem dúvidas, para sair na frente em uma próxima plataforma de rede social”, declara.

* disponível em: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/07/17/para-ganhar-simpatia-no-facebook-pequenas-empresas-precisam-criar-conteudo.jhtm

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quem são e por que as marcas não entendem os consumidores infantis

 Filhas da tecnologia, as crianças de hoje nascem inseridas em um mundo recheado por telas touchscreen, celulares com comando de voz, videogames sem joystick e multi-aparelhos com multi-tarefas. Nesse contexto mutável, as marcas passam por dificuldade por não entenderem quem são e o que querem os consumidores infantis.

 Segundo a pesquisa “Infância Influente”, realizada pela TNS Global, com foco em crianças de seis a 11 anos, o objetivo das empresas têm de ser na geração de experiências para criação de vínculos afetivos. Ainda que os pequenos não entendam as mensagens com a mesma propriedade que os adultos, mesmo porque não desenvolveram o raciocínio abstrato totalmente, podem referenciar as marcas por meio de seriados, personagens e ídolos.

 Nesse cenário, as empresas devem definitivamente entender que as crianças de hoje definirão os tipos de consumidores do futuro. As mudanças não serão rápidas, mas é preciso correr contra o tempo. “A infância está mais tecnológica, mas crianças continuam sendo crianças: elas querem explorar, brincar, saciar curiosidades, experimentar. Ávidas, abertas e destemidas frente a novas possibilidades, absorvem informações mais rápido”, diz Alexandre Momma, responsável pela pesquisa.

 Cinco tendências de consumo infantil 

O entendimento das marcas em relação a quem são e o que desejam os consumidores infantis e que tipo de consumidores eles se tornarão, aponta para cinco tendências do mercado, segundo o estudo. A primeira delas é a compreensão que os pequenos têm do domínio da tecnologia: eles utilizarão cada vez mais, com mais facilidade, e absorverão mais rápido os aparatos tecnológicos naturalmente.

 O segundo ponto é que as empresas precisam entender que as crianças não atuam apenas como receptoras de informação, mas também como emissores. “O poder social já é forte e será potencializado pelas redes sociais. Os pequenos opinam, repassam, influenciam e são influenciados”, explica.

Em terceiro lugar está a autosuficiência, quando buscam informações e elas devem estar disponíveis onde e como quiserem. “Dessa forma, os processos de compra e pontos de venda precisarão de um update quanto a preços, produtos e vendedores, por exemplo”.;A quarta tendência é o conteúdo espontâneo, que cresce não só em presença, mas em importância. Segundo o estudo, a mensagem da marca não pode entrar em dissonância com a mensagem sobre a marca.

A última tendência é quanto à participação. Em um cenário bastante ativo, os consumidores buscarão adequar o que consomem às suas necessidades e valorizarem produtos em que tenham voz, desde que o objetivo não seja apenas comercial.

Diálogo certo, vínculo criadoInfância Influente,TNS Global,pesquisa,consumidores infantis,crianças De forma quase natural, marcas como a Fiat e a Estrela são exemplos de sucesso quanto à tendência de diálogo com as crianças. A montadora lançou o Uno Passeio e o Uno Elétrico, versões infantis do Uno. Já a Estrela relançou o jogo “Banco Imobiliário” trazendo como opção a forma de pagamento em cartão de crédito com a bandeira Mastercard. Outras marcas também entraram no universo infantil: os jogadores podem comprar ações de mentirinha da Vivo, Itaú, TAM Viagens, Nivea e Ipiranga.

As marcas têm de oferecer formas de desenvolvimento e quem fizer parte desse momento começará a criar vínculos. É natural. Não é empurrar para o consumo, mas gerar experiências e benefícios para essas crianças. As marcas têm de ser preparar hoje para o que esse consumidor pode ser no futuro”, afirma Alexandre Momma.

;A presença das marcas no dia a dia das crianças cria uma relação duradoura, por meio da geração de experiência. A partir de ações que criem uma espécie de parceria entre público infantil e a empresa, os resultados poderão ser positivos para ambos os lados. “A criança se diverte e futuramente resgatará as memórias, com uma origem no afeto pela marca”, completa Momma.

Depois de adultos, as memórias da infância também ganham continuidade e passam de geração para geração. Um case de sucesso é o seriado Chaves. Há 31 anos no ar pelo SBT, o programa mexicano é relembrado por pais, que compartilham com os filhos as trapalhadas dos personagens. A criação do desenho do Chaves, em 2006, e a ativação do mesmo por meio do McLanche Feliz, do McDonald’s, em que as crianças ganhavam bonequinhos no kit, são exemplos de um sucesso que sempre se renova.

Outro exemplo é a Lego. Criada nos anos 1950 e febre nos anos 1980, a empresa caiu no esquecimento nos anos 2000,Infância Influente,TNS Global,pesquisa,consumidores infantis,crianças chegando a fechar fábricas e demitir mais de 3.500 funcionários. No Brasil, a marca fechou as portas em 2004 e voltou em 2006, após reestruturação mundial. Entre as iniciativas que resgataram o sucesso da marca, estão ações de licenciamento que permitiram lançar peças temáticas, como do filme Star Wars e de super heróis, fazendo com que o brinquedo agradasse crianças e adultos.

“Conheço adultos com mais de 30 anos que colecionam Lego e vi esses dias uma cena que chamou atenção: uma criança com os ‘óculos canudo’ do Chaves na rua. Obviamente ela gosta do desenho, mas deve ter o fator influenciador dos pais. Nem sempre o seriado ou desenho são ótimos, mas se ele consegue resgatar experiências e sentimentos é o importante. Esse tipo de transporte que precisa acontecer e não está acontecendo”, pontua Momma.

*disponível em: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/24636/quem-sao-e-por-que-as-marcas-nao-entendem-os-consumidores-infantis.html

terça-feira, 10 de julho de 2012

Cinco passos para fidelizar consumidores nas redes sociais

Não é novidade que a internet transformou a forma de relacionamento entre as marcas e os consumidores, que se tornaram produtores de conteúdos exigentes. O imediatismo vem fazendo com que as empresas busquem novas formas de entregar aos seus clientes mais que produtos, mas também propósitos e experiências. A pesquisa “Tribos Urbanas e As Marcas na Pós-Modernidade”, realizada pela Millward Brown, aponta os cinco caminhos para que a marca mantenha essa fidelidade.

 A utilização cada vez mais intensa das redes sociais é um dos fatores que vem propiciando um estreitamento de relações e demandando das empresas um esforço cada vez maior quando o assunto é gerar impacto nos consumidores. O primeiro passo do caminho apontado pela pesquisa é trabalhar a marca dentro do conceito de Branding, além de promover uma experiência envolvendo os cinco sentidos. “Marcas como a Natura fazem isso muito bem. Vemos propagandas onde ela não vende seus produtos, mas seus propósitos. Cada vez mais o consumidor exige isso. Vender simplesmente já não é mais um caminho de sucesso”, explica a pesquisadora e coordenadora do estudo Aurora Yasuda, em entrevista ao Mundo do Marketing.

 Outro ponto que deve ser observado é o relacionamento baseado no lazer, entretenimento e humor, já que estes são os assuntos mais buscados pelos consumidores quando se pensa em internet, especialmente nas redes sociais. “As pessoas buscam as redes como uma forma de entretenimento. Elas trazem uma extensão da infância”, completa a pesquisadora Lívia Bellato, que também coordenou o estudo.

 Redes Sociais 

Estimular o protagonismo do consumidor é outro fator primordial que deve ser observado pelas empresas na hora de se relacionar na internet, já que a multiplicidade de canais torna o internauta parte integrante do processo de comunicação. A pesquisa também aponta como importante a adaptação da marca aos valores locais como uma forma de se destacar em um mercado altamente competitivo. “Os valores locais facilitam a identificação do consumidor. É como um McDonald’s, por exemplo. Hoje eles já oferecem pães, saladas e café. Essa é uma forma de se adaptar aos costumes locais e conquistar o consumidor”, afirma Aurora.

 A análise mostra ainda que as marcas precisam dar uma atenção especial à forma de se relacionar com seus consumidores por meio das redes sociais. Apesar de se tratarem de importantes ferramentas de comunicação, os dados apontam que muitas empresas ainda não sabem como lidar com as fan pages, ou as confundem com espaços somente para ações de Marketing.

 “As marcas e os fãs ainda fazem um pouco de confusão sobre esse trabalho. Falta entender que a rede social é um local para relacionamento e não para Marketing apenas. As empresas não trabalham muito bem isso. As fan pages não são muito bem exploradas em todas as suas potencialidades. O consumidor é 2.0, mas as marcas ainda estão no analógico”, completa Aurora.

 A análise aponta a importância de um trabalho correto nas redes sociais para se aproximar dos consumidores e conquistar um lugar prestigiado no dia a dia dos fãs. Segundo os dados, em relação ao conceito de vantagem, as marcas aparecem com um índice de 62% entre os consumidores que são fãs contra 19% entre os que não são. O percentual é de 67% para os fãs em performance contra 19% para os não fãs. No quesito relevância da marca, o índice é de 83% entre os consumidores fãs, contra 37% entre os que não são. A presença da marca surge em 100% dos fãs, enquanto entre os não fãs esse percentual é de 50%. Já o share of wallet é de 13,3% entre os fãs, contra 2,8% entre os não fãs.

 O trabalho “Tribos Urbanas e As Marcas na Pós-Modernidade” foi realizado em dezembro de 2011 a partir de um fórum qualitativo online com 30 jovens entre 18 e 25 anos de idade e analisou dados secundários de materiais publicados na internet e comunicações, que vêm sendo utilizadas pelas marcas para apoiar a enumeração de tendências que emergem dos comportamentos.

*Disponível em: http://mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/24545/cinco-passos-para-fidelizar-consumidores-nas-redes-sociais.html

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Marketing e relacionamento nas mídias sociais

Ninguém mais discute se as mídias sociais alteraram ou não a maneira de nos comunicarmos. A mudança é irreversível. Pessoas, empresas e até mesmo a própria imprensa estão no Facebook, Twitter, Instagram e afins para expressar o que quer que seja: opiniões, produtos, reinvidicações, entre outros.

 E é neste ambiente - em que os usuários estão ávidos por novidades e prontos para absorver o que lhes for apresentado - que as empresas precisam se posicionar, de forma transparente e inteligente para agregar valor aos produtos perante seus clientes, tanto efetivos como em potencial.

Como colocar um negócio em evidência? Como se "redescobrir" para alcançar os consumidores certos, na hora certa, com a linguagem certa? Certamente estas são questões cruciais para o empresário que quer aparecer na internet, principalmente em tempos em que, mais do que nunca, é preciso aparecer para crescer.

 Primeiro: para um uso eficiente das mídias sociais é preciso compreender que o ambiente das comunicações digitais difere das formas tradicionais de comunicação. As mensagens neste ambiente se multiplicam com intensidade e os usuários não precisam ser "celebridades" para influenciar uns aos outros. Portanto, aqui, não se deve desconsiderar um seguidor sequer e a comunicação constante com os clientes se mostra não apenas um diferencial, mas uma necessidade.

Segundo: o ponto importante é saber que alcançar seus consumidores no Facebook e Twitter, por exemplo, pode até parecer simples num primeiro instante, mas a grande dificuldade que se impõe para uma empresa é mantê-los atentos aos seus produtos ou serviços, e isso pede não apenas muita criatividade nas ações, como também conteúdo de qualidade e interatividade com transparência.

Terceiro: é fundamental mensurar os resultados obtidos com as divulgações e interações feitas nas mídias sociais, para então se avaliar as próximas ações. A análise destes dados é importante para o futuro da empresa porque lhe permitirá identificar e quantificar preferências e impressões de uma amostragem de consumidores, de maneira a obter o correto diagnóstico de sua imagem e de seus produtos. É importante frisar que todo esse tempo de resposta nas redes digitais é muito mais urgente do que em qualquer outra mídia, pois, utilizadas também como SAC online, as mídias sociais mantém as portas da empresa abertas 24 horas por dia.

 Em resumo, muito além de marketing, estudar a "voz" de seus consumidores transforma a ferramenta digital em um verdadeiro canal de relacionamento, o que pode ser bastante positivo se aproveitado corretamente. 

Acácia Lima - Jornalista e diretora da YellowA, agência especializada em mídias sociais.

*Material disponível em: http://www.roraimahoje.com.br/home/colunas/artigos/11053-marketing-e-relacionamento-nas-midias-sociais.html

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Facebook terá anúncios baseados em histórico de usuários em toda a internet

Cada vez que um usuário curte uma banda, um filme, uma marca ou serviço no Facebook, o site usa essa informação para adequar os anúncios que exibe à personalidade e ao comportamento desse usuário. Agora, a companhia quer impactar consumidores com base em seu comportamento em qualquer lugar da internet. A ideia é segmentar mais ainda os anúncios exibidos na rede social.

 Isso será feito pelo Facebook Exchange, anunciado hoje, que permitirá que os anunciantes possam atingir tipos específicos de usuários com base no seu histórico de navegação - os cookies -, em tempo real.

 Até agora, a publicidade do Facebook era orientada com base nos interesses dos usuários dentro da rede social e não tinha com o histórico fora do site.

 "Um site de viagens pode estar interessado em impactar uma pessoa que procurou por um vôo, mas acabou não concluindo a compra. Com o Facebook Exchange, esse site de viagens poderá mostrar à pessoa um anúncio relacionado a viagens no Facebook", exemplificou o site em um comunicado oficial.

"Isso significa que os anunciantes poderão entregar publicidade mais relevante em tempo hábil em uma escala nunca antes possível", completou.

 Os computadores já "memorizam" o histórico de navegação dos usuários de internet por meio dos cookies. Pelo novo programa, o Facebook monitorará cookies em sites de terceiros. Após isso, os anúncios que aparecerem para o usuário estarão relacionados àquele determinado cookie. De acordo com o site, como o Exchange é ativado por meio dos cookies, os usuários terão a possibilidade de desabilitar a opção, se não quiserem ser impactados pelos anúncios gerados pelo programa.

"Nós não compartilhamos quaisquer dados do usuário com os anunciantes", esclareceu o site, "e as pessoas ainda terão o mesmo controle sobre os anúncios que vêem hoje no Facebook".

 O Facebook Exchange exibirá apenas banners - aquelas pequenas caixas com texto e foto na lateral direita das páginas - e não se estende a histórias patrocinadas - as sponsored stories - ou anúncios premium.


*disponível em http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/facebook-tera-anuncios-com-base-em-historico-de-usuarios-em-toda-a-internet

sábado, 16 de junho de 2012

Os movimentos das marcas

Os movimentos das marcas Há 15 anos não se falava tanto em marca como agora. Hoje, o branding (nem sempre com esse nome) tornou-se uma referência obrigatória entre profissionais e acadêmicos da área de comunicação e marketing. Mais do que isso, as marcas estão virando um tema recorrente para as pessoas em geral. Não a simples presença – sem dúvida, crescente – das marcas de empresas, produtos e serviços na vida cotidiana, mas é o próprio conhecimento sobre elas que atrai cada vez mais interesse. Basta ver o sucesso que o LogosQuiz, um gamezinho superinteressante, está fazendo entre os mais jovens.

 Analisando um pouco mais essa onda de atenção voltada para o branding, torna-se necessário fazer uma advertência: é preciso cuidado para não tomar as marcas como se fossem algo fixo e estático, uma imagem parada ou um mero instrumento de marketing, sem interação, sem vínculos e sem dinâmica própria. É uma tentação que existe e às vezes se manifesta no meio dessa onda.

 Ora, a Terra parece parada para observadores incautos, mas, graças à revolução copernicana, sabe-se que ela está sempre girando no espaço. A mesma coisa acontece com as marcas: embora possam parecer, para uns, apenas um desenho que representa alguma coisa ou, para outros, um instrumento usado para comunicar determinados conteúdos e intenções, as marcas são construções culturais e simbólicos altamente complexos, cheios de vida e em constante movimento. E é muito importante entender e acompanhar esses movimentos porque eles interferem na própria definição do que é branding, seu alcance e desdobramentos. 

Historicamente, as marcas modernas nasceram como forma de proteção legal dos direitos de propriedade. Evoluíram para um suporte poderoso da identidade e diferenciação de produtos e empresas. Com o tempo, a identidade gravada nas marcas transmutou-se em imagem na cabeça ou no coração das pessoas. Incorporando esses papéis anteriores, as marcas chegam aos dias atuais como a mais forte das expressões de valor intangível das empresas e corporações contemporâneas.

 Mais do que essa expansão progressiva ao longo da história, as marcas continuam movimentando-se em diferentes sentidos. Agora mesmo, dentro desse turbilhão de imagens e informações (recomenda-se a análise singular do professor Norval Baitello Júnior sobre esse ambiente) que caracteriza a sociedade de comunicação da era digital, elas não param e descrevem novos movimentos.

 Basicamente, pode-se dizer que as marcas experimentam hoje a pressão de duas grandes forças simultâneas:
1. Força centrípeta – que empurra e faz convergir em direção ao centro ou núcleo das próprias marcas;
2. Força centrífuga – que parte de dentro para fora, buscando estender as conexões externas das marcas. 

Para ilustrar um pouco mais essa movimentação, vale localizar o que está acontecendo em cada uma dessas direções. De um lado, da força centrípeta, podem ser alinhados os seguintes esforços que tentam dar mais consistência ao núcleo da marca: o foco nas marcas corporativas; as abordagens baseadas nas narrativas corporativas ou storytelling; as definições ou redefinições de propósito da marca; os arranjos de co-branding e outras coalizões; o apelo da motivação social ou sustentável para as marcas.

 Esses esforços, para listar os mais evidentes, têm em comum o fato de significarem uma reação à ameaça de diluição ou dispersão estratégica das marcas, diante das possibilidades de atuação fragmentada ou de pulverização comunicativa dos tempos atuais.

 Na outra ponta, da força centrifuga, localizam-se, com variadas intensidades, os seguintes impulsos: as correntes do marketing experimental ou emocional (emotional brands); o CRM e outras formas de gestão de relacionamentos; a defesa da viralização ou multiplicação dos contatos; o neuromarketing ou abordagem pela neurociência; as conexões pelas redes ou dispositivos móveis.

 São movimentos que, ao lado de outras tentativas, tiram proveito de certa ubiquidade ou expansão da presença das marcas nesse universo turbinado da comunicação e buscam por diferentes meios – emoções, contatos, conexões e até neurônios – estender ou intensificar os vínculos dos públicos com as marcas.

 Assim com a Terra, são dois movimentos. Um em torno do próprio eixo, com a intenção de dar mais consistência ao núcleo, ao sentido, à razão de ser das próprias marcas. O outro é mais expansivo e gira em torno dos públicos considerados fundamentais para o relacionamento das marcas.

 As marcas não vivem só de conexão, de presença na rede, de contato viral. Elas precisam de centro, de estratégia, de missão e de valores. Um movimento completa o outro e viabiliza o propalado compartilhamento.

 Pode-se concluir que administrar marcas, nesse mundo da comunicação digitalizada e em rede, é justamente buscar equilíbrio entre essas duas pontas: a estratégia, a promessa, o centro das marcas e as suas extensões, conexões e vínculos. E não adianta querer parar as marcas para fazer esse ajuste, elas se movimentam o tempo todo. Como a Terra, o Sol e todo o sistema.


*disponível em: http://mundodomarketing.com.br/artigos/levi-carneiro/23966/os-movimentos-das-marcas.html

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Facebook é a rede social mais popular em 126 países

Uma mapa criado pelo pesquisador italiano Vincenzo Cosenza mostra que o Facebook, com mais de 900 milhões de membros, já é a rede social mais popular em 126 países. O World Map of Social Networks, atualizado duas vezes por ano, combina dados do Alexa e do Google Trends.

 A mais nova versão do mapa (junho/2012) mostra que o Facebook é dominante em 126 dos 137 países analisados​​. A Europa soma 232 milhões de usuários, a América do Norte 222 milhões e Ásia 219 milhões de membros. Entretanto, alguns países ainda resistem ao site de Mark Zuckerberg e concentram usuários em outras redes mais regionais.

 Na Rússia, a disputa por usuários fica entre dois serviços locais: Odnoklassniki e V Kontakte. Na china, o Qzone soma 560 milhões de usuários, seguido por Tencent Weibo como 337 milhões e Sina Weibo como 334 milhões. No Irã, a rede dominantes é a Cloob. E no Vietnã e na Letônia, lideram Zing e Draugiem, respectivamente, diz o mapa.

 No Brasil, o Facebook domina. Assim como na Austrália, nos Estados Unidos, no Reino Unido, Japão, Itália, Índia e outros. Mas não foi sempre assim, no mapa de junho de 2011 o líder no país era o Orkut, que perdeu o reinado no mesmo ano e já em dezembro foi destronado pelo Facebook.

 Embora a distância para o Facebook ainda seja imensa, faz sentido olhar para os serviços que estão lutando pela segunda e terceira posição", afirma Cosenza. O pesquisador diz ainda que há um problema da detecção do Google+, que não é mostrado pelas métricas do Trends.

 Twitter e LinkedIn aparecem com muita frequência nos EUA, Reino Unido e Suécia. Na Europa, o segundo lugar é preenchido por redes locais como Badoo (Áustria, Bélgica, França, Itália, Portugal), Tuenti (Espanha), Hyves (Holanda) e Wer-Kennt-wen (Alemanha). No Brasil, o segundo lugar é do Orkut e, curiosamente, o terceiro é do Badoo, sem sinal do Twitter.

*Disponível em: http://oglobo.globo.com/tecnologia/facebook-a-rede-social-mais-popular-em-126-paises-5178115

sábado, 2 de junho de 2012

Facebook começa a ameaçar liderança do Google no Brasil

O Facebook foi o site mais visitado no Brasil em todos os fins de semana e feriados de abril, com exceção do sábado, dia 7. No entanto, o Google Brasil manteve a liderança no ranking geral dos sites mais visitados no mês passado - que considera todos os dias do mês -, segundo dados compilados pela Experian Hitwise, ferramenta da Experian Marketing Services que mede o comportamento dos internautas no país.

“Embora de forma geral nossas análises apontem que os brasileiros utilizam menos a internet nos finais de semana e feriados, com esse levantamento verificamos que o Facebook acaba recebendo uma fatia maior do bolo durante os períodos de lazer”, diz Juliano Marcílio, presidente da Experian Marketing Services para a América Latina.

Segundo a Experian, a diferença entre o Google Brasil e o Facebook é cada vez menor, tendência que vem sendo reforçada ao longo dos últimos doze meses. Entre abril de 2011 e abril de 2012, o índice de visitas da rede social no país saltou de uma participação de 2,12% para 9,76%. No mesmo intervalo, o Google Brasil manteve-se estável, registrando uma pequena queda de 0,76%, caindo de 11% há um ano para os atuais 10,24%.

Em relação ao índice de páginas visualizadas, métrica que permite analisar com mais propriedade a interação dos usuários com cada site, o Facebook atingiu 27,08% de participação, enquanto o Google Brasil alcançou 6,87% no mesmo intervalo. De acordo com a Experian, praticamente uma em cada quatro páginas vistas pelos internautas brasileiros no mês de abril pertenciam ao Facebook, o que garantiu à rede social o primeiro lugar nesse quesito. Em seguida, ficou o Orkut, com 8,22%, seguido pelo Google Brasil.

Fonte: http://www2.valoronline.com.br/empresas/tecnologia?page=5

domingo, 27 de maio de 2012

Lidar com ansiedade da Geração Y é desafio para empresas

Nascida do início da década de 1980 até meados de 1990, a Geração Y está tomando o mercado de trabalho brasileiro. Esses jovens são tidos como individualistas, imediatistas e ambiciosos. Um estudo da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP aponta que, para as empresas, o grande desafio é aproveitar características como a rápida adaptação a mudanças e o questionamento constante aos gestores. Ao mesmo tempo, a Geração Y precisa lidar com a ansiedade excessiva em ascender na carreira e ganhar altos salários.

 Para sua pesquisa de mestrado, o administrador André Laizo dos Santos entrevistou profissionais de recursos humanos (RH) e gestores de 12 empresas de setores variados, entreelas multinacionais conhecidas. A conclusão foi que não basta a companhia estar alinhada com os valores da Geração Y. Para lidar bem com os jovens profissionais, o RH precisa estar preparado com ferramentas e programas estruturados para apoiar os gestores na condução dos jovens profissionais, considerados arredios a regras, procedimentos e hierarquias.

 Por exemplo, com estrutura definida de cargos e salários, plano de carreira, avaliação de desempenho e avaliação de competências com retorno de informações. Estratégias como essas ajudam a aproveitar pontos positivos da geração, como saber focar-se no resultado e ter compromisso com entregas, dinamismo e interesse em colocar ideias e participar das decisões. Quando mal gerenciadas, as mesmas características levam a trabalhos desenvolvidos de modo superficial, que podem deixar clientes insatisfeitos.

 E não adianta tentar enganar a Geração Y com falsas promessas para a carreira. Quando elas não se se concretizam, os profissionais logo optam por sair da organização.

Competitividade desde o berço

 Essa geração cresceu num contexto de muita competitividade. Desde pequenos, foram treinados para serem os melhores. Fizeram cursos de língua, intercâmbio e ingressaram em boas faculdades”, diz Santos, que é graduado em administração de empresas e foi orientado pela professora Marisa Pereira Eboli.

 Essa alta qualificação, assim como a facilidade em obter informações pela tecnologia, é requerida pelas organizações, hoje inseridas num contexto que exige estruturas mais complexas. Mas pode reverter-se em arrogância dos profissionais, que passam a se achar essenciais para o empregador e pressionam demais por desafios mais avançados, promoções e salários.

“A ansiedade em ganhar autonomia e receber bons salários é fruto do estilo de vida com regalias durante a adolescência e, em alguns casos, também na infância. É diferente das gerações anteriores, que tiveram mais trabalho para obter o básico”, diz Santos. A garantia recebida da família faz com que a Geração Y tenha menos pressa em cumprir os ritos de passagem, como entrar no mercado de trabalho e constituir família. Com menos responsabilidades, não precisam ter tanto compromisso com as organizações.

 Para os entrevistados da pesquisa, a característica mais relacionada à Geração Y é o individualismo. “Eles fazem as escolhas com base no que é melhor para eles. Se precisarem sair da organização, saem. A relação é como a de um casamento: quando não está bom para os dois lados, termina”, aponta um profissional de RH.

Alguns afirmaram que as outras gerações também eram ansiosas e buscavam alinhar necessidades pessoais e organizacionais. No entanto, a Geração Y é a que mais expressa suas angústias e reage para resolvê-las. Também demonstra autonomia na hora de perseguir os objetivos. Com uma ressalva: esperam que o gestor aponte aonde devem chegar e, a partir daí, preferem caminhar até lá por conta própria.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/geracao_y_ansiedade_carreira.htm

sábado, 26 de maio de 2012

Neuromarketing: conheça os truques para fazer o consumidor gastar mais

Você entra no supermercado disposto a procurar apenas os produtos da sua lista, mas sai de lá com o carrinho abarrotado de compras. Culpar-se pelo descontrole nem sempre é justo. A responsabilidade pode ser do neuromarketing, uma técnica usada pelo comércio para fazer o consumidor gastar mais.

 O tamanho do carrinho de compras, por exemplo, costuma estar diretamente ligado à quantidade de produtos levados para casa. Dez produtos parecem muita coisa se estiverem dentro de um carrinho pequeno, mas, em um carrinho grande, a impressão é de que a quantidade é menor. O consumidor se sente estimulado a comprar mais.

 Grandes lojas e supermercados também costumam ser projetados de forma que os consumidores sejam forçados a caminhar no sentido anti-horário. Andar nessa direção deixa o cliente mais à vontade, faz com que ele fique mais tempo na loja e gaste até 7% mais.

 Essas são algumas das técnicas listadas pelo dinamarquês Martin Lindstrom em dois livros, "A Lógica do Consumo - Verdades e mentiras sobre por que compramos" e "Brandwashed – Truques que as empresas usam para manipular nossa mente e nos persuadir a comprar".

 "Hoje sabemos que certas áreas do cérebro são responsáveis por determinados tipos de reações físicas e emocionais", diz Lindstrom em entrevista ao UOL.

 Preço simplificado atrai atenção do consumidor.

 A maneira como os preços dos produtos são informados também tem influência na decisão do consumidor. "No caso dos preços, a simplificação é a melhor maneira de atrair a atenção do consumidor", diz o consultor Pedro Camargo, um dos pioneiros no estudo do neuromarketing no Brasil.

 Uma forma de simplificar é tirar símbolos e letras do lado dos números. "Se você escreve R$ 39 ou 39 reais na placa de preço, o produto parecerá mais caro do que se escrever só 39", diz Camargo. A psicanalista e consultora de educação financeira Márcia Tolotti cita outro truque relacionado aos preços: a criação do chamado "preço de referência". Se a ideia de uma empresa é vender um produto que custa R$ 5, por exemplo, colocar no mercado outros dois itens da mesma categoria, um custando menos e outro mais do que R$ 5, pode ser interessante.

 Diante das três opções, o consumidor tende a descartar o produto mais caro, por causa do preço, e também o mais barato, porque ele pode estar associado a uma qualidade menor. O item de R$ 5 parecerá, assim, a escolha mais razoável. "No fim, o consumidor só estará fazendo o que estava planejado para ele fazer", dia Márcia Tolotti.

 Nem todo marketing é perverso

 Em seus livros, Martin Lindstrom chega a citar táticas invasivas que seriam usadas pelos marqueteiros para influenciar crianças antes mesmo de elas nascerem.

 "Mulheres grávidas e seus bebês são afetados pelos estímulos aos quais são expostos durante a gravidez. Esses ‘sinais’ são absorvidos pela corrente sanguínea e deixam a criança com tendência a preferir determinados sons e gostos", diz Lindstrom.

 Ele cita o exemplo de uma marca de cafés asiática que distribuiu, para mulheres grávidas, balas com o sabor da bebida. As crianças teriam começado a tomar café cedo e a preferir a marca que fez a campanha. O próprio Lindstrom, porém, reconhece que ainda faltam evidências científicas mais fortes que comprovem esse impacto nos bebês.

Nem todo marketing é perverso. Ele também pode ajudar as pessoas a tomar as decisões certas", diz a psicanalista Márcia Tolotti. "Mas é mais difícil evitar uma compra diante de um bombardeio de estratégias. Por isso o consumidor precisa analisar muito por que está fazendo aquela compra.

fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/05/21/neuromarketing-conheca-os-truques-para-fazer-o-consumidor-gastar-mais.jhtm

Marcas brasileiras são as que crescem mais rápido no Facebook

Uma pesquisa realizada pela SocialBakers revelou que as páginas brasileiras de marcas globais são que as que mais crescem no Facebook. Dentre as 10 primeiras no ranking, cinco são daqui, inclusive as quatro primeiras.

A que mais cresceu em 2011 foi a da bala Halls, que subiu 532 colocações, para o 3º lugar do ranking de páginas com mais fãs. A segunda foi a do chiclete Trident, que subiu 517 posições, para o 5º lugar. Fato interessante destacado pela pesquisa é que das quatro marcas que mais cresceram, três pertecem à Kraft Foods Brazil (Halls, Trident e Chiclets). Ao perceber isso, resolveram estudar o comportamento das marcas no Facebook e descobriram que as três falam diretamente para o público jovem, tanto no jeito de se comunicar, como no design (apostam muito nas cores).

 A Chiclets criou sua página no Facebook em abril 2010 e, do ano passado para cá, o número de fãs aumentou 1.050 vezes (a goma de mascar possui 1,3 milhão de fãs brasileiros). Acredita-se que a marca conseguiu este feito interagindo com os usuários, postando fotos, fazendo perguntas e realizando promoções em sua página.

 Tendo em mente que 60% dos brasileiros no Facebook são jovens (32% tem entre 18-24 anos e 28% tem entre 25-34 anos), tanto a Halls quanto a Trident também apostam na comunicação e mesclam suas marcas com os principais interesses da moçada, como: música, esportes, namoro, festas, cinema, entre outros. A Halls até criou um horóscopo baseado nos diferentes sabores da bala."As pessoas jovens precisam se identificar com seus modelos como músicos e descobrirem suas personalidades e interesses, e é exatamente por isso que essas duas marcas estão na lista das dez que mais cresceram", concluiu a pesquisa.

Fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/internet/marcas-brasileiras-sao-as-que-crescem-mais-rapido-no-facebook.html

Redes sociais como ferramenta de RH

Quando se fala em comunicação interna, não se trata de algo exatamente novo. Afinal, jornais, murais e revistas são veículos utilizados há algum tempo. Contudo, o avanço das ferramentas digitais amplia o leque de possibilidades de se atingir ao público interno e, além disso, torna a CI uma via de mão dupla, por conta de um novo viés, o do conteúdo colaborativo.

 As chamadas redes sociais públicas oferecem recursos para troca de informações. Facebook e LinkedIn, por exemplo, permitem a criação de grupos com acesso restrito e, em alguns casos, atendem a necessidade da empresa de se comunicar com os colaboradores por meio digital. No entanto, o desenvolvimento de redes sociais internas próprias vem crescendo e possibilita às organizações a integração com outros canais, além de evitar que se misture questões pessoais e profissionais.

 Optem por grupos em redes sociais públicas ou por um ambiente próprio, as áreas de Recursos Humanos e Comunicação Interna (ou Organizacional) precisam ter sinergia. Para Vaneska Fogli Messa, gerente de Comunicação, Eventos, Recrutamento, Seleção, Treinamento e Desenvolvimento da multinacional MWM International, quando a divisão de comunicação vivencia a rotina da área de RH, o trabalho flui melhor, resultando num discurso uniforme.

 No atual cenário, pautado pelo surgimento de novas mídias, é fundamental que a comunicação interna, independentemente de quem a realize, esteja em sintonia com todas as lideranças. “A CI pressupõe não apenas um diálogo produtivo, mas um planejamento conjunto; um processo de tomada de decisões, que deve incluir outras instâncias da empresa que não somente as vinculadas especificamente à comunicação”, pontua Ana Lucia Campos Pita, mestre em Comunicação e Semiótica e sócia da empresa MMP Assessoria e Comunicação.

 Integração de canais 

Utilizar novos recursos como as redes sociais é interessante para que a empresa não apenas informe, mas também seja informada. Isso significa favorecer a interatividade, em prol de um fluxo de informações alinhado aos objetivos da empresa e de seus públicos. “Os benefícios das redes sociais, como ferramentas de interatividade, tornam-se evidentes, pois colaboram na construção do conjunto de valores e crenças que diferenciam uma organização das outras, criando a sua personalidade”, explica Ana Lucia.

 Segundo a especialista, é nesse momento que RH e CI precisam trabalhar de forma alinhada. Ela ressalta que o grande desafio é conseguir fazer com que as redes sociais sejam empregadas de forma estratégica e integrada, dentro de um processo de relacionamento ético, não apenas para atender à legislação, mas sendo parte integrante da cultura organizacional. Sendo assim, dá dicas para a implantação de redes sociais no processo de comunicação interna das organizações:

 1. Os colaboradores precisam ser ensinados a utilizar as redes sociais. É preciso oferecer informação durante o processo de adaptação
 2. As redes sociais precisam ser implantadas de forma estratégica, diagnosticando a real situação da empresa e o nível de cultura digital dos funcionários.
 3. A organização precisa estar preparada para entrar nas redes sociais.
 4. A comunicação interna não deve usar esse recurso apenas por modismo. Resultados consistentes e satisfatórios serão fruto da postura e comprometimento.

 Criando uma nova cultura 

 Exemplo do uso de novas mídias na comunicação interna é o Grupo Tron Informática. Compreendendo que não fazia sentido usar as redes sociais para se comunicar com os clientes quando os próprios funcionários não as utilizam, a organização disponibilizou o acesso à internet a todos os colaboradores na área de convivência. “Aos poucos, eles foram entrando no ritmo, a ponto de a empresa começar a produzir vídeos de treinamentos e eventos para postar no Youtube e a compartilhar fotos por meio do Flickr, tamanha a adesão”, conta Ana Lucia.

Mesmo assim, os gestores da Tron ainda temiam o modo como os funcionários se comportariam nas redes. Então, foi desenvolvida uma política de uso voltada aos colaboradores que ainda não haviam sido treinados.

fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/rh/redes-sociais-como-ferramenta-de-rh

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Marketing direto: A arte de conquistar com palavras

Pare tudo, não comece a escrever ainda. Antes de qualquer coisa, saiba qual é o foco da sua comunicação. Faça a si mesmo as seguintes perguntas: qual a essência da mensagem que deve ser assimilada pelo público-alvo? Que tipo de impacto você deseja provocar em seu consumidor? Estreitar o relacionamento, incentivar uma ação de venda, anunciar um produto novo?

 Seja o que for a informação a ser transmitida, primeiro pesquise a fundo o seu cliente, saiba com quem você irá falar. Investigue, tente entender o que ele anseia. Lembre-se, nós só dominamos aquilo que conhecemos. E quando eu digo dominar, significa criar um vínculo de confiança e empatia.

 Depois que você souber o que dizer e com quem irá se comunicar, chegou a hora de colocar as ideias no papel. Em primeiro lugar, seja objetivo e direto, afinal, como o próprio nome diz, você está fazendo marketing direto. Seja amigável sem ser prolixo, ou seja, vá direto ao assunto desde o primeiro parágrafo.

 Cuidado com as palavras, cada uma deve ser muito bem pensada. Utilizar clichês fará com que o seu texto perca a credibilidade. Quer uma dica? Seduza com uma linguagem inteligente, argumentos pertinentes e principalmente, seja honesto.

 Não há quem resista a um texto verdadeiro e que tenha como principal finalidade transmitir mensagens relevantes, que leve benefícios reais ao cliente. O marketing direto é a arte de estabelecer uma relação personalizada com o consumidor, de forma a conhecê-lo o suficiente a ponto de oferecer o que ele realmente precisa. A sua missão é esta.

 Por Samia Yakzan, gerente de Comunicação da ZipCode

 fonte: http://adnews.uol.com.br/pt/artigos/marketing-direto-a-arte-de-conquistar-com-palavras.html

domingo, 20 de maio de 2012

Como as cores ajudam nos resultados da sua empresa

A cor, quando bem utilizada, pode auxiliar na formação de uma identidade visual de uma marca. Há muito tempo já foi derrubado o mito de que o ambiente corporativo devia ser feito de branco, bege ou cinza para dar "credibilidade". Pelo contrário. Um pouco de cor, seja na parede, no estofado ou mesmo na escolha do lustre pode transmitir ousadia, segurança e personalidade.

Mas é preciso cuidado! Ao mesmo tempo que a cor pode ajudar uma marca, ela pode derrubá-la, uma vez que elas transmitem emoções e uma escolha errada pode ser um inimigo silencioso. Por isso a importância de escolher bem a cor.

Primeiramente é preciso escolher a cor de acordo com quem ocupará o ambiente que está sendo criado. A decoração de uma sala de espera, onde passam milhares de pessoas, pode e deve ser diferente da sala do diretor da empresa.

O próximo passo é definir que sentimento transmitir com aquela cor. Na sala de espera, pode ser a calma, a paciência, enquanto na sala do diretor poderia ser a personalidade, a dureza de decisões. É importante ainda definir se a cor estará explícita, em uma parede, ou ainda nos detalhes, no lustre, no rodapé, em uma poltrona.

As cores e seus significados

Azul - Expressa uma disposição ao lado emocional e intelectual. É a cor dita como preferida pela maioria das pessoas. Pode trazer serenidade e universalidade, mas deve ser usada com moderação, pois pode tornar o ambiente deprimente ao longo do tempo. Tem ligações com temas como confiança, responsabilidade e segurança, além de tranquilidade.
Vermelho - Traduz força, sensualidade, perigo e agressividade. Sempre sentimentos que não passam despercebidos. Uma parede vermelha diz muita coisa. Alguns estudos indicam que a visão da cor estimula reações cerebrais e corporais, como a aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração. É uma cor com boa aceitação pelo público jovem. Em uma empresa deve ser usada com parcimônia.

Verde - É uma boa cor para o ambiente de trabalho. Traz a sensação de repouso, sem o caráter depressivo. Na medicina é vista como a cor da cura. Não transmite alegria, nem tristeza, nem paixão.

Amarelo - Está vinculado a sensações como calor, alegria, otimismo e claridade.

Laranja - Uma cor bastante viva e em certo aspecto até infantil, mas também pode tornar o ambiente depressivo ao longo do tempo.

Rosa - O impacto varia conforme a tonalidade: tons mais fortes de rosa evocam diversão, juventude e energia. Já os mais claros têm um ar romântico e suave.

Marrom - É associado à sujeira e negatividade. É preciso ser usado com bastante moderação no ambiente comercial.

Preto - O preto é a ausência de cor. Pode ser ligada a temas como a morte, mas também pode trazer classe e força a um ambiente quando bem utilizada. Carrega seriedade, poder, sofisticação, elegância e sedução.

Branco - O branco é a junção de todas as cores e pode servir de contraste. Remete à simplicidade, clareza e pureza.

fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/casas-decoracao/noticias/como-as-cores-ajudam-nos-resultados-da-sua-empresa

sábado, 12 de maio de 2012

Cultivando marcas como bons vinhos

Rapidez e agilidade tornaram-se atributos bastante valorizados dentro das pequenas e grandes corporações nos últimos tempos, o que implica num apetite voraz por informações em tempo real e uma pressão cada vez maior por resultados imediatos. Existem ocasiões, no entanto, que exigem visão de longo prazo e paciência, como é o processo de construção de marcas.

Conforme conta o arquiteto, designer e diretor da Mais Grupo, Alvaro Guillermo, nem todos empresários sabem lidar com essa dimensão maior de tempo, característica do trabalho de branding, principalmente no Brasil. “Em outros países, se você faz um planejamento de cinco anos, por exemplo, o empresário não vai lhe questionar todos os meses para saber como as coisas estão andando. O brasileiro é diferente. Ele quer ver evolução o tempo todo”, justifica.

Guillermo compara o processo de construção de uma marca com o de produção de vinho. “Quando tomamos um bom vinho, não podemos nos esquecer de que aquele produto foi armazenado por muitos anos. É possível até que a pessoa que escolheu e cultivou a semente que deu origem àquele vinho nem mesmo esteja viva para ver o resultado de seu trabalho”, salienta. “É por isso que devemos entender que vamos desempenhar ações hoje e talvez nem tenhamos tempo de ver o resultado no futuro”, completa.

Lidando com a ansiedade e a pressão por resultados imediatos

Guillermo adaptou uma metodologia para a construção de marcas em pequenas e médias empresas, com etapas bem demarcadas e mensurações frequentes de resultado. “À medida que cada ação é executada, é possível mensurar o resultado. Dessa forma, envolvemos a gestão, os funcionários, o profissional do ponto de venda etc. Através de ações de curto prazo, o empresário recebe o feedback e consegue perceber as mudanças. Isso é importante para que ele perceba que a iniciativa está valendo a pena”, comenta, revelando que, como resultado, o empresário se sente mais confiante para continuar investindo na construção de sua marca.

Citando Tom Kelley e o Design Thinking, Guillermo lembroa a grande transformação em curso no mundo, ressaltando que o design deve ocupar papel central na construção das marcas, independentemente do porte da empresa. Se anteriormente o design estava associado apenas ao desenvolvimento da identidade visual da marca, hoje ele é visto de maneira muito mais ampla, associado ao processo como um todo, porque a concepção da marca não é mais um processo linear.

“O design deve estar presente o tempo todo, desde o início. O processo de concepção hoje é muito mais rico e deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar”, afirma Guillermo, que reeditou recentemente seu livro Branding – Design e Estratégias de Marcas.

*disponivel em: http://br.hsmglobal.com/editorias/marketing/cultivando-marcas-como-bons-vinhos

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Como convencer a diretoria da importância da rede social

O anseio por estar presente no dia a dia do cliente fez com que o Bradesco lançasse um desafio a TI: trazer a rede social como um canal de comunicação com o banco. O primeiro passo era trabalhar uma maneira de enxergar, entender e ouvir o que os usuários da instituição falam a respeito da marca e, em um segundo momento, permitir a interação entre as partes.
A ideia estava clara. O desenvolvimento de uma ferramenta capaz de atender as necessidades do banco iria entrar no forno, mas dessa vez de forma distintas do convencional. “Não podemos em TI especificar alguma coisa se não tivermos, junto conosco, o gestor do canal digital”, conta Maurício Minas, CIO do Bradesco.

Para o executivo, compartilhar a experiência de vivenciar esse canal e ter mais colaboração num processo construtivo quebra alguns paradigmas. “Até percebemos que é mais agradável para os times construir dessa forma.”

Nesse caso, a interação entre as áreas contribuiu para a criação de uma metodologia de desenvolvimento ágil, aonde gestor e TI participaram em conjunto na solução FBanking – ferramenta que permite ao cliente Bradesco interagir e fazer transações no canal Facebook.

“Esse é um aprendizado, tem nos marcado entender aquilo que o cliente fala e sente a respeito do banco, a principal constatação é que hoje nós interagimos com o cliente nos canais digitais e essencialmente temos uma resposta: a transação foi completada ou não, como a gente fala em TI ela é binária”. Segundo Minas, a ideia de medir a satisfação das pessoas foi posta em prática através da rede social. “Isso em si é um enorme aprendizado e precisamos começar agora a tratar essa informação de forma estruturada para que o banco consiga devolver a ele [cliente] esse sentimento.”

Segurança


“Segurança é como régua, quanto mais seguro, a usabilidade pelo cliente é menor. A discussão é régua nos extremos, mas é processo de aprendizado”, afirma o executivo.

Com esse pensamento e com a consciência de atender o cliente de forma convergente, a equipe de Minas levou meses para convencer a diretoria de que a ideia era a favor da instituição.

“Precisamos estar em diferentes mídias e com a mesma cara e experiência. Não é exclusivo, mas complementar, muitos estão usando. Foram meses de discussão, mas chegamos lá.”

Plataforma Interna

Desenvolvedores da área de TI do Bradesco lançaram recentemente o TI inLine. A ideia é ter um ambiente colaborativo de desenvolvimento de software e, consequentemente, ter ganhos de produtividade e motivação.

“O retorno está sendo bem positivo, porque eles desenvolvem em um ambiente que é dessa geração de desenvolvedores. E uma vez bem sucedida, e ainda vamos testa-la por mais um tempo, a ideia é que todo o banco passe a usa-la”, conclui Minas.


Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/8122/como-convencer-a-diretoria-da-importancia-da-rede-social/

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Depois não entendem o porque da força do Bradesco no mercado financeiro....

Estratégia do Bradesco em redes sociais vai além de novos relacionamentos


 Redes sociais não são algo completamente definido, mas sim algo que todo ecossistema está aprendendo como lidar. E mesmo ainda nessa fase, a mídia já é considerada não mais como uma opção, pois ela permeia o dia a dia de boa parte dos cidadãos. “Ou escolhemos começar a usar esse meio de forma estruturada ou a rotina da vida fará automaticamente de forma desestruturada”, opina Mauricio Minas, CIO do Bradesco.

Com foco nesse cenário, a instituição bancária buscou estudar o mercado e percebeu que ainda hoje se vivencia experiências dos clientes relatadas nas redes sociais para falar da marca e não com a marca.

A partir desse resultado, o Bradesco procurou traçar dois caminhos: um para ouvir o cliente ou o não cliente e outro para captar a informação e monitorar o problema ou incidente. “A escolha foi fazer parte de redes sociais para trabalhar fortemente esses pontos, com monitoramento 24-7 do que estão falando da empresa. E aí procuramos entender a mensagem, a manifestação. E essa manifestação tem uma linguagem própria e a partir dessa linguagem temos que ter o cuidado de que forma vamos analisar e interagir para atender aquele problema”, explica.

O modelo de monitoração desenhado pela área de canais digitais do Bradesco, liderada por Luca Cavalcanti, tem como meta responder ao cliente em no máximo cinco minutos após postagem do manifestante seja no Facebook, Twitter ou qualquer outra plataforma. “Cobro do meu pessoal que em dois minutos essa interação aconteça para surpreender o cliente naquele contato. No momento em que fazemos isso tentamos tirar ele [cliente] dos amigos e o trazemos para a linguagem direta conosco”, conta Cavalcanti. “Queremos tratar o caso diretamente com a pessoa e nessa hora a relação com o universo de TI é muito importante para não corrermos o risco de ter o reverso daquilo que estamos buscando, que é confortar o cliente.”

Minas alerta: “Tem que ter muito cuidado para não cometer o suicídio na mídia social, de postar algo que pode prejudicar imediatamente a imagem da marca. Temos esse risco pairando sob nossas cabeças.”

O desafio era enxergar que a forma de construir esse novo mundo é diferente do passado, as ações precisam ser mais pensadas e estruturadas. “A preocupação que temos em TI é dar velocidade para que consigamos nos adaptar frente à concorrência. Queremos transparência absoluta e agilidade”, diz Minas.

Publicidade

De acordo com Cavalcanti, a publicidade menos influencia a opinião das pessoas, em contrapartida a opinião do amigo cada vez mais aparece como essa tarefa. Assim, o Bradesco conta com ferramentas próprias para fazer a leitura rápida, o rastreamento do nome da empresa em todas as mídias digitais.

“De novo, a estratégia é trazer o cliente que está com experiência ruim para você, se você deixá-lo discutindo com os amigos não será possível interagir com ele para argumentar o problema em questão”.

A importância

A rede social se tornou importante para a instituição por não ser técnica e permitir ao banco perceber o sentimento real do que está acontecendo na ponta. “Tipicamente, como tudo em TI é binário, não conseguíamos medir tecnicamente a percepção dos nossos clientes e a rede social veio para cobrir esse gap”, avalia Minas.

Além disso, o Bradesco conseguiu diminuir o número de fraudes no canal digital. O executivo conta que atualmente existe mais fraudes processual do que em mídias digitais. Porém, a não efetivação de fraudes tem acontecido através de um sistema de inteligência por trás baseado em pessoas. Tal sistema foi desenvolvido internamente para monitorar todas as transações em meio eletrônico.

Atualmente, são mais de 200 profissionais monitorando 24 horas por dia as redes sociais das quais o banco participa. Mais de cinco mil pessoas interagem com o Bradesco mensalmente e a menção do nome da empresa nas mídias sociais está em torno de 200 mil.

Rede social corporativa

“Não acreditamos que consigamos comunicar o que devemos comunicar para o cliente se não começarmos com a experiência dentro de casa”. As palavras de Minas já explicam outro caminho traçado pela instituição: a criação de uma rede social corporativa.

A plataforma, similar ao Facebook, já é utilizada por boa parte dos colaboradores do Bradesco e em breve deverá ser estendida a todas as áreas da empresa.

“Vivemos em uma nova economia da informação movida pela tecnologia e compartilhamento das pessoas”, conclui.

Fonte: http://informationweek.itweb.com.br/8096/estrategia-do-bradesco-em-redes-sociais-vai-alem-de-novos-relacionamentos/