"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Como Medir as ações nas Mídias Sociais


Cada empresa possui a sua metodologia para as métricas em mídias sociais, na verdade são inúmeras, mas, o mais importante é saber identificar os objetivos e o que queremos alcançar dentro das redes sociais. Planejar antes é tornar o fator de sucesso mais próximo da realidade.

As atividades do usuário nas redes sociais podem ser avaliados por mais de 40 variáveis, mas vou falar de 4 delas:

Taxa de Dispersão - quantos usuários foram atingidos por determinada campanha;
Favorabilidade - a qualidade da percepção da marca nas mídias sociais;Aderência - análise quantitativa com variáveis qualitativas ou seja as citações sobre a marca em determinado universo;
Relevância - análise qualitativa do emisso de citações sobre a marca.

Muitos perguntam: "por quê preciso ter métricas de tudo que faço nas redes sociais?". A matéria escrita por Bruno de Souza no portal Social MX ,elenca 8 pontos em mente quando formos aplicar qualquer estratégia em Mídia Digital, vejamos:

1. Graças a Mídia Social, as Relações Públicas têm tido um valor muito maior, permitindo que as medições sejam mais específicas tanto ao nível qualitativo e quantitativo. Assim, cada vez mais, os meios de comunicação tradicionais se tornam menos importantes.

2. Uma questão que a Mídia Social deve responder em sua medição é: o que está sendo feito para ajudar a impulsionar uma marca? Ou seja, não se concentre apenas em número de impressões ou na quantidade de mensagens entregues.

3. As métricas baseadas em impressões perdem a relevância na Mídia Social, porque elas convergem em muitos outros fatores.

4. Uma taxonomia geral de métricas, como explicado em um post do MetricsMan deve ser formada pela exposição: a exposição ao que já foi criado para o conteúdo e mensagem, Compromisso: quem, como e onde estão as pessoas que interagem, influenciam: o grau de exposição e compromisso influenciam as percepções, atitudes, e Ação: resultado.

5. É necessária uma medição qualitativa, onde se analisa o tipo de conversação que está sendo gerado entre os indivíduos e as marcas.

6. As medidas também devem incluir a percepção offline e os resultados apresentados pelas ações da Web. Nesse ponto, se contempla as atitudes que existem nos clientes ou potenciais clientes. É uma pesquisa de audiência preliminar.

7. Não se esqueça de medir o valor alcançado quando se cria uma comunidade em torno de uma marca, significa que as pessoas adquiriram compromisso. Mas isto é um processo, não se consegui da noite para o dia.

8. Tenha em mente as suas métricas na mídia social, o importante não é a quantidade, mas o compromisso que foi gerado em torno da marca.

Os 8 pontos abordados fazem refletir que a Marca não pode estar dentro de um grupo e não interagir, o relacionamento estar em olhar a necessidade do outro e não em olhar para os seus próprios interesses, ou seja se o cliente já tinha razão hoje ele sabe comunicar.

*material disponível em:http://www.visiblemarketing.com.br/index.php/como-medir-as-acoes-nas-midias-sociais.html

Os 10 mandamentos dos Relações Públicas


Escritos por Steve Rubel, vice-presidente sênior de “Insights” da Edelman digital, a maior empresa de RP do mundo.

1.Ouvirás. Utilize todos os meios disponíveis para ouvir realmente o que seu público tem a dizer antes de repassar isso para as áreas responsáveis.

2.Recorda que toda criatura, grande ou pequena é sagrada. Não importa que seja o New York Times ou um blogueiro individual ligando; ambos têm poder. Leve-os a sério.

3.Honra o teu cliente. Crie programas que celebrem os clientes, e eles o celebrarão.

4.Não serás fajuto. Seja real; não se oculte por trás de falsos personagens nem de identidades convenientes.

5.Cobiça os teus clientes. Não processe seus fãs. Você os alienará.

6.Serás aberto e envolvente. Envolva seus clientes no processo de RP. Convide-os a ajudá-lo a desenvolver ideias vencedoras e torne-se o porta-voz deles.

7.Abraçarás as redes sociais. Não se trata de uma moda, ela chegou pra ficar. Use sabiamente.

8.Banirás a linguagem corporativa. As pessoas querem ouvi-lo com uma voz humana.

9.Dirás a verdade. Se você não disser a verdade, ela aparecerá de qualquer modo.

10.Pensarás 360º graus. Não pergunte apenas o que você pode fazer por seu cliente, mas também o que ele pode fazer por você.

*Material disponível em: http://www.galofone.co.cc/?p=566


Achei muito bom...é isso mesmo...simples e ao mesmo tempo tão complexo. A delícia de ser RRPP.

Dani Cabraíba

Conheça os principais temas que, segundo usuários do ‘Nós’, devem estar na agenda da Comunicação em 2011

Christina Lima


Perguntamos no Twitter do Nós da Comunicação e em nossa página no Facebook quais os principais temas que estarão na agenda da Comunicação em 2011. Doze assuntos foram indicados por nossos fãs e seguidores: Segurança na comunicação on-line; Público x privacidade; Regulação da mídia; Educomunicação; Mobile; Sustentabilidade; Tecnologia; Esporte; Conselhos de Comunicação; Mídias sociais.

Além de Evolução da comunicação em redes sociais; Líderes comunicadores como recurso de relacionamento interno e Contação de histórias na construção de uma dramaturgia organizacional.

Elegemos alguns conteúdos publicados durante o ano de 2010 que, de alguma forma, discutem aspectos dos tópicos destacados pelos nossos usuários. E para você, quais assuntos estarão em pauta no ano que vem? Deixe seu palpite no campo de comentários.



Conselhos de Comunicação e Regulação da mídia

Ativação de conselhos de comunicação no Brasil provoca debates no setor
Rogério Cristofolleti: Regular é preciso
Danilo Doneda apresenta o Observatório Brasileiro de Políticas Digitais
Para Franklin Martins, regulação do conteúdo da mídia é necessária e não significa censura
Desenvolvimento de indicadores para uma mídia mais transparente
Venício A. de Lima comenta a criação da Altercom


Mídias sociais e Evolução da comunicação em redes sociais

Mídias sociais: comunicação de sucesso com a união de competências de várias áreas
Transparência nas mídias sociais requer mão de obra capacitada
Quando as mídias sociais são aliadas do serviço público de segurança
Última edição do Nós Digitais em 2010 reuniu pensadores da cibercultura
O entusiasmo de Gil Giardelli com o poder das redes sociais na web
As redes sociais como forma de estreitar o relacionamento entre políticos e eleitores
Redes Sociais no Brasil - Os motivos por trás do ‘atraso’


Mobile

Terence Reis, diretor de operações da Pontomobi Interactive, fala sobre tecnologia em ações publicitárias e mobile commerce
Fábio Fernandes, pesquisador de cibercultura, aponta as mídias sociais, principalmente no âmbito do mobile, como uma das maiores inovações no campo da comunicação atualmente.
Bruno Valente, diretor da Punch! Comunicação, fala sobre criação de conteúdos multiplataformas e oportunidades de negócio no setor de tecnologias digitais e aparelhos móveis.
Pesquisa: Mobile Youth Around the World


Líderes comunicadores como recurso de relacionamento interno

André Moragas: 'Vai liderar quem souber comunicar e lidar com os anseios da sociedade'
Executivos debatem os valores inovadores para uma nova liderança
A gestão estratégica como diferencial na liderança
As diferenças entre o chefe e o líder na crescente complexidade do mercado


Contação de histórias na construção de uma dramaturgia organizacional

Melissa Migliori: Storytelling: a arte de contar e ouvir histórias
Karen Worcman: 'A história das pessoas é uma forma de entendermos o mundo'
Vídeo: Mauro Amaral, coordenador da Contém Conteúdo, fala sobre a criação de histórias com a participação dos usuários
Livro: Storytelling - Líderes Narradores de Histórias


Público x privacidade e Segurança na comunicação on-line

Vagner Diniz: 'um dos objetivos do marco civil é garantir web para todos'
Paulo Rená: 'o Marco Civil estabelece um diálogo entre o Direito e a internet'
Vídeo: O pesquisador Carlos Nepomuceno conversa com a escritora em marketing digital Martha Gabriel sobre privacidade e o uso do Twitter durante palestras
A integração entre as pessoas e a popularização da web
Vídeo: Vanishing in the Digital Age

Jornalismo digital e Tecnologia

Jorge Rocha: 'É preciso diferenciar contribuição de usuários de Jornalismo Colaborativo'
Novos caminhos para o mercado de conteúdo on-line
A colaboração do leitor no conteúdo dos sites de notícia
Pesquisa: Jornalismo Digital 2010
Vídeo: Afonso Cunha, do Lance!
A interatividade na comunicação em seus diversos aspectos
Vídeo: Entrevista com Ana Erthal sobre sensorialidade e marcas


Sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade na pauta da sociedade
Comunicação sustentável alinhada à atitude empresarial
Edinho Silva e Evandro Vieira Ouriques: Desafios à sustentabilidade
Regina Migliori: Da neurociência às práticas sustentáveis: incorporando valores à sustentabilidade
Antonio Carlos Teixeira: Comunicação, meio ambiente e sustentabilidade: o avanço brasileiro num longo caminho a percorrer

Esporte

Mônica Alvarenga: A hora e a vez dos cariocas
Oportunidade de fortalecimento do mercado de Comunicação por meio do esporte
Congresso discute o futuro da comunicação corporativa no Brasil
Oportunidades de negócios e serviços na internet
Thiago Meirelles: 'o internauta ajuda a melhorar o nosso produto'
Aurélio Favarin: Copa do Mundo e comunicação organizacional

Educomunicação (conteúdos de 2008 e 2009)

Ricardo Goothuzem avalia 'o terceiro lado da Comunicação'
Ismar Soares: Educomunicação é tudo de bom para escolas, empresas e ONGs
Ismar Soares e a educomunicação nas corporações

*Material disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=421&tipo=R



Turma da comunicação agora é só anotar e se preparar para explorar e discutir esses temas, acredito que muitos deles vão durar muito mais que o ano de 2011.

abs,

Dani Cabraíba

sábado, 29 de janeiro de 2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Profissionais da comunicação se destacam mais que seus próprios veículos no Twitter

O que Luciano Huck, William Bonner e Tiago Leifert têm em comum? Os três se destacam mais no Twitter que sua contratante, a TV Globo. Em número de seguidores, profissionais da Band, Rede TV!, MTV, Record e SBT também passam na frente.

Basta acessar o TweetRank e conferir que muitos veículos estão bem atrás, em número de seguidores, de seus contratados. Veja a lista:


TV Globo - rede_globo - 746,094 followers

Luciano Huck - @huckluciano - 2,656,158

William Bonner - @realwbonner - 1,213,049

Serginho Groisman - @oserginho - 844,866

Angélica Huck - @angelicaksy - 799,855

Tiago Leifert - @TiagoLeifert - 735,147

MTV - @PortalMTV - 491,357 followers

MariMoon - @marimoon - 892,359

Marcelo Adnet - @marceloadnet0 - 505,889

Band – BAND Jornalismo - @bandjornalismo - 192,332 followers

Rafinha Bastos - @rafinhabastos - 1,661,519

Marco Luque - @marcoluque - 1,485,437

Danilo Gentili - @DaniloGentili - 1,368,385

Marcelo Tas - marcelotas - 1,172,051

Oscar Filho - @OscarFilho - 768,294

Rafael Cortez - @cortezrafa - 704.000

Felipe Andreoli - @andreolifelipe - 627,355

Otávio Mesquita - @otaviomesquita - 335.090

Neto - @10neto - 312.295

Monica Iozzi - @monicaiozzi - 246,069

SBT – @SBTonline - 121,059 followers

Roberto Justus – @RobertoLJustus - 307,496

Celso Portiolli - @celsoportiolli - 188,226

Record – @tvrecord – 112,564 followers

Marcos Mion - @marcosmion 1,160,234

Ana Hickmann - @ahickmann SP/Brasil - 569,975

Rede TV! - @redetvi – 31,124 followers

Sabrina Sato Rahal - @SabrinaSatoReal - 1,474,432

Rodrigo Scarpa - @rodrigovesgo - 1,265,043

Ceará – Wellington - @oceara - 1,197,966

Eduardo sterblitch - @Polvilhoreal - 397,653

Alfinete - @Alfinete_Panico - 324,182

Luciana Gimenez - @lulusuperpop - 311,479
*Disponível em: http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D57876%26Editoria%3D1193%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D107416785025%26fnt%3Dfntnl


Mostra de verdade que as pessoas estão interessadas na opinião pessoal do artista que muitas vezes só vêem como personagem. Re-Adequação da comunicação, do MKY Pessoal, da Assessoria de Imprensa e muito mais são fatores condicionantes nesse novo contexto.
Dani Cabraíba

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Boa reputação de marca depende do relacionamento com stakeholders

PHD em Marketing fala sobre a importância do contato entre empresa e todos os seus públicos

Por Sylvia de Sá
sylvia@mundodomarketing.com.br

construção da reputação da marca exige cada vez mais investimento no relacionamento entre a empresa e seus stakeholders. O consumidor ainda é elemento central na estratégia das companhias, mas é crescente a importância de todos os públicos, entre fornecedores, colaboradores e acionistas.

É necessário que as empresas encontrem mecanismos para entender o que pensam os stakeholders, contribuindo para a construção da reputação da marca. Reconhecer o papel de cada colaborador e fazer com que eles entendam a identidade da companhia, transformando-os em verdadeiros embaixadores da marca. Funcionários insatisfeitos, no entanto, acabam por contaminar clientes com quem mantêm contato direto.

Como o Marketing pode ajudar a gerenciar este relacionamento com os stakeholders e contribuir para a reputação da empresa é um dos assuntos abordados na entrevista feita pelo Mundo do Marketing com o PHD em Marketing Steffen P. Hermann, responsável pelo Marketing global da área de expertise da TNS Stakeholder Management.

Hermann fala também sobre a importância crescente de ações sustentáveis e de responsabilidade social e como elas podem agregar valor à imagem da marca. E, ainda, como gerenciar momentos de crise sem manchar a reputação da empresa, adotando uma postura o mais transparente possível e evitando o impacto financeiro que isso pode causar.

Mundo do Marketing: Como as ações de Marketing podem ajudar a empresa a gerenciar o relacionamento com todos os stakeholders?

Dr. Steffen P. Hermann: O Marketing é uma área bastante abrangente. O objetivo central é ter uma estratégia centralizada no cliente e guiar a empresa de acordo com seus princípios. Por isso o consumidor é o principal stakeholder de uma companhia. No entanto, hoje em dia, mais e mais empresas entendem que outros stakeholders têm um grande impacto na experiência que a companhia oferece ao consumidor. São os empregados que atendem os clientes e, consequentemente, dão valor à empresa. Se houver o colaborador que esteja insatisfeito com a empresa, por exemplo, ele não oferecerá uma boa experiência ao cliente. Se a companhia tiver uma boa reputação fica mais fácil para ganhar novos consumidores. Tradicionalmente, o departamento de Marketing está ligado à comunicação entre o cliente e a empresa, mas ele pode ter o papel de mostrar a importância de outros stakeholders para a experiência do consumidor.

Mundo do Marketing: Que ações de Marketing podem ser desenvolvidas para engajar os colaboradores?

Dr. Steffen P. Hermann: É muito importante ter ações para engajar os colaboradores na direção correta. A primeira coisa que o Marketing precisa fazer é conhecer a opinião dos consumidores para saber se somos realmente bons como achamos que somos, se não somos bons tanto quanto pensamos ou se temos que mudar em alguma outra direção. Precisamos saber o que as pessoas acham sobre a gente, tanto de forma estratégica quanto tática.

Mundo do Marketing: Como fazer para ouvir os consumidores quando os colaboradores estão focados em cumprir metas financeiras?

Dr. Steffen P. Hermann: O perigo desta estratégia é levar a um pensamento de curto prazo. Tentar atingir um objetivo financeiro em um curto período de tempo sem se preocupar muito com o futuro leva a empresa a perder oportunidades em potencial. Um exemplo disso é vender produtos para ter lucro imediato sem ter cuidado com o consumidor da forma correta. É preciso desenvolver projetos voltados para o consumidor, e os colaboradores precisam ter esta visão. Você deve estar centrado tanto nas metas financeiras quanto nas de clientes. É preciso ter indicadores de performance junto aos clientes que estejam ligados ao bônus e aos incentivos. Apenas com isso uma empresa pode criar um clima organizacional em que os gestores de Marketing sejam responsáveis pela experiência do consumidor.

Mundo do Marketing: Isso não é muito comum no Brasil, mas há empresas brasileiras que fazem, como a Renner. Você pode citar um outro caso?

Dr. Steffen P. Hermann: Há muitas, mas isso depende da cultura da empresa e pode variar de uma companhia para a outra. A nossa faz isso, mas não poderia dizer que é para todos os empregados e sim para pessoas chaves, como os executivos de alto escalão e operacionais. Isso porque alguns colaboradores não têm ação direta nas tomadas de decisão. Eles precisam de supervisão e é preciso ter um equilíbrio de desempenho, um balanço, entre diferentes objetivos.

Mundo do Marketing: Qual é o papel de cada colaborador para a reputação da empresa?

Dr. Steffen P. Hermann: A reputação é composta pela percepção e pela expectativa que todos os stakeholders têm sobre a empresa. Cada um dos stakeholders tem muitos interesses distintos e podem ter diferentes percepções e expectativas sobre a empresa. Essa é uma grande mudança para quem cuida da reputação da companhia. O gerente de marca precisa identificar quais são os grupos mais relevantes de stakeholders. Os colaboradores precisam ter um papel duplo, porque por um lado têm uma percepção da companhia e, por outro, são o porta-voz da empresa e a representam. Conversam com os consumidores e amigos e isso pode afetar a reputação da marca. Por isso é muito importante que os executivos garantam o máximo possível para que os colaboradores entendam a identidade e a reputação da empresa e ajam como embaixadores da marca.

Mundo do Marketing: Agora, como se deve construir uma boa reputação para os consumidores?

Dr. Steffen P. Hermann: Definitivamente, a orientação dos produtos e serviços com foco no consumidor é o principal elemento para uma boa reputação da marca. Nós, por exemplo, temos um programa global de reputação junto aos clientes. Do ponto de vista do cliente, se a companhia está atendendo as suas expectativas, promovendo uma boa experiência, isso vai melhorar a sua reputação. É fácil, mas ao mesmo tempo complicado.

Mundo do Marketing: E quando se mancha a reputação da marca. O que pode ser feito para recuperá-la?

Dr. Steffen P. Hermann: O problema da reputação é que leva muito tempo para se construir uma. É preciso ser consistente, constantemente confiável, honesto, cumprir as promessas e oferecer o melhor para todos os stakeholders. Se acontece uma crise, a reputação pode ser manchada profundamente. No entanto, uma empresa que tem uma herança de reputação boa criará uma proteção e não quebrará completamente. Olha o exemplo da Toyota. É uma companhia sólida, que tem um programa de reputação e uma proteção para superar as dificuldades pelas quais está passando. Quando há uma crise, a comunicação tem um papel importante porque a empresa deve ser o mais aberta possível, assumir que fez alguma coisa errada e resolver. É muito importante prometer que fará o que estiver em suas mãos e que isso nunca mais se repetirá. É preciso ser rápido para falar com todos os stakeholders e não tentar esconder nada. Uma crise de reputação pode ter um grande impacto financeiro. Os investidores tiram dinheiro ou diminuem os investimentos na empresa e os consumidores podem fazer um boicote.

Mundo do Marketing: De que forma a sustentabilidade pode contribuir para a reputação da marca?

Dr. Steffen P. Hermann: A sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa são elementos essenciais para a reputação da marca, que têm um papel difícil dependendo da indústria e do grupo de stakeholders. As pessoas esperam que as empresas sejam mais sustentáveis e as companhias têm que atender esta necessidade num nível específico para serem aceitas na sociedade. Alguns stakeholders dizem que isso é importante para eles, mas não têm o hábito de considerar produtos mais sustentáveis na hora da compra. No entanto, isso tem mudado em alguns mercados e tem sido cada vez mais importante para os empregados. Há empresas que têm a sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa como algo central para a reputação. Toda companhia deve entender o seu papel no mercado e em sua região.

Mundo do Marketing: Quais são os maiores desafios que as empresas enfrentam para aplicar esta filosofia?

Dr. Steffen P. Hermann: Primeiro, as empresas devem medir estes desafios para investir em projetos de sustentabilidade e de responsabilidade social corporativa. Deve ser criado um comprometimento entre os diferentes departamentos e funções, porque numa empresa há muitos departamentos que afetam a reputação da marca. Essas ações devem ser orquestradas para evitar que haja uma crise de reputação. Segundo, há algo muito presente em muitos mercados – mas nem tanto na América Latina – que é um cinismo quando as empresas comunicam suas ações de responsabilidade social. Muitas companhias abusam e cometem o famoso Green whashing. Só que está ficando cada vez mais difícil parecer verde e não ser de verdade. As empresas devem entender qual é a sua situação inicial e começar a agir em cima disso. Provar o seu desempenho e, somente quando atingir uma performance mais sustentável, comunicar isso de forma transparente e com credibilidade.

Mundo do Marketing: Qual é o percentual de importância da sustentabilidade para a reputação corporativa hoje e qual será no futuro?

Dr. Steffen P. Hermann: É muito difícil dar um percentual concreto, pois é diferente de acordo com a indústria e com os grupos de stakeholders. Temos que ver cada particularidade mais aproximadamente, olhando o mercado. Hoje podemos dizer que talvez a sustentabilidade represente 20% de importância. Diria que isso acontece em países em que o conceito é mais desenvolvido, como na Alemanha e nos Estados Unidos, por exemplo. Já em setores que estão mais ligados à questão sustentável, como o de energia, esse percentual pode chegar a 60%.

Mundo do Marketing: E como seria no Brasil?

Dr. Steffen P. Hermann: Comecei a pesquisa há 15 anos neste segmento. Nos últimos 10 houve uma aceleração e, nos últimos três anos, um empurrão. É uma área que está crescendo em importância nos conselhos de administração das empresas e que tem conquistado a atenção dos altos executivos.

Mundo do Marketing: As crianças têm desenvolvido muito rapidamente a questão da sustentabilidade. Em quanto tempo teremos uma mudança radical?

Dr. Steffen P. Hermann: Definitivamente essa é uma grande tendência que vemos também entre jovens adultos esclarecidos. É um tópico de crescente preocupação e que tem um papel no consumo deles. Eles estão começando a procurar por produtos mais sustentáveis e querendo trabalhar em empresas que tenham uma boa reputação. Mas a proporção de consumidores que estão dispostos a pagar um valor a mais por produtos mais sustentáveis ainda é pequena. No entanto, é um segmento que está crescendo e pode ser uma grande oportunidade de negócio para as empresas no Brasil. Existe um estilo de vida chamado LOHAS (Lifestyles of Health and Sustainability), que em muitos mercados está adotando posicionamento premium. É chique, é fashion, é bom para a saúde e aceito socialmente se você usa produtos sustentáveis que não tenham um impacto negativo na sociedade.

*Com reportagem de Bruno Mello

*Material disponível em :http://www.mundodomarketing.com.br/7,17006,boa-reputacao-de-marca-depende-do-relacionamento-com-stakeholders.htm

domingo, 23 de janeiro de 2011

Como usar as redes sociais a favor da empresa

Como usar as redes sociais a favor da empresa
Segundo estudo realizado pela Associação Comercial de São Paulo apenas 17 % das empresas tem suas empresas cadastradas em redes sociais.



É fato que as mídias sociais vieram pra ficar, o que fez com que profissionais de marketing e agências de propaganda de grandes empresas se adequassem para entender essa nova realidade, criando ações capazes de encontrar e encantar seus consumidores na rede. Agora é a vez das Pequenas e Médias Empresas também utilizarem essas ferramentas a seu favor. Segundo pesquisa realizada em 2009 nos EUA, 92% das empresas utilizavam Mídias Sociais ou estavam planejando iniciativas nesse sentido e mais de 70% das empresas tinham menos de dois anos de experiência com essa atividade.

Isso demonstra a grande preocupação das empresas com o que acontece nas redes sociais, mas não quer dizer ainda que estejam conseguindo implantar estratégias efetivamente alinhadas com suas culturas e processos, estabelecendo assim uma relação de fidelização e de engajamento de seus clientes. Aproximadamente 65% das empresas pesquisadas utilizavam as mídias sociais no seu dia-a-dia, para realizar pesquisas, buscar informações relevantes e fazer benchmarking. As dez atividades mais comuns são: manter sites de mídia social da companhia, 70% dos casos; monitorar o que é dito sobre a empresa com 60%; participar no Twitter com 56%; monitorar ratings com 54%; acompanhar o que é dito sobre os concorrentes com 53%; participar de discussões em sites de terceiros, 51%; divulgação e propaganda, com 50% dos casos; gerir uma comunidade on-line para os consumidores, 50% das citações e participar de sessões de perguntas e respostas em sites de terceiros com 50%. As redes mais usadas pelas empresas são Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube.

No Brasil essa realidade é bem diferente, principalmente quando falamos de PMEs. Segundo estudo realizado pela Associação Comercial de São Paulo apenas 17 % das empresas tem suas empresas cadastradas em redes sociais, embora 40% monitorem o que é dito sobre elas na web. Esse monitoramento, em geral, é feito por equipes próprias, ainda com pouco ou nenhuma utilização de recursos mais profissionalizados.
Isso reflete que há preocupação com o mundo das redes sociais, embora não haja ainda muita ação relacionada a isso, principalmente porque, como se sabe, as PMEs não dispõem nem de equipes focadas no assunto nem de investimentos exclusivos.

De qualquer forma, há muitas companhias que saíram na frente e têm utilizado esses mecanismos, principalmente para executar as atividades a seguir: relacionamento com seus clientes; levantamento de críticas e sugestões - o que funciona como uma "pesquisa" on-line e gratuita; divulgação de promoções de produtos e divulgação gratuita de vagas para contratação de novos funcionários, principalmente para as áreas de comunicação e marketing, pois a vinda do candidato por esse meio já é uma forma de pré-seleção.

É importante ressaltar que o uso das mídias sociais pode favorecer a empresa em diversos aspectos, mas é extremamente importante que a empresa entenda como isso funciona, para iniciar suas atividades sem cometer falhas.

Sandra Turchi
Graduada pela FEA-USP, pós-graduada pela FGV-EAESP, MBA pela Business School São Paulo com especialização pela Toronto University e Especialização em Empreendedorismo pelo Babson College - Boston. Mais de 18 anos de experiência em Marketing nos segmentos: Varejo, Financeiro, Educacional e Serviços em empresas como Lojas Arapuã, Grupo Zogbi, Finasa–Bradesco, FGV-EAESP, hoje como Superintendente de Marketing na Associação Comercial de São Paulo, Palestrante e Articulista. Idealizadora do "DIGITAL STRATEGIES SUMMIT 2009" http://www.sandraturchi.com.br

*Material do portal Cidade Marketing disponível em:http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/106/como-usar-as-redes-sociais-a-favor-da-empresa.html



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Loja de Amostra Grátis

E o que eles ganham com isso????






O que eles ganham é fácil perceber...informações quentíssimas para aprimorar todas as estratégias de comunicação e marketing das empresas.




A novidade está ganhando força no Brasil e de acordo com as notícias vai se espalhar pelo Brasil, visto que só temos uma loja, localizada em São Paulo. Veja a notícia aí:






Lojas de Amostra Grátis – Expansão das atividades nas regiões Sul e Nordeste

A rede mundial de computadores agrega uma série de benefícios aos consumidores. O caso mais recente e benéfico cerceia os sites de compras coletivas, em que a pessoa adquire, ou não, a promoção do dia com descontos que podem chegar a até 90%, entre serviços hoteleiros e outros voltados ao público feminino, bem como bens para ambos os sexos.

No plano físico (lojas em ruas, por exemplo) as novidades são diferentes, mas dependendo das mesmas concepções, ou seja, queimas de estoque, “compre um par de sapatos e leve outro pela metade do preço”, entre outros diversos apelos publicitários. Há poucos meses, um novo tipo de serviço estacionou na cidade de São Paulo, um pouco diferente de tudo o que a população local já viu.

Trata-se das lojas de amostra grátis, em que o consumidor ao pagar uma anuidade de valor simbólico passa a ter acesso (limitado em termos mensais) a uma infinidade de produtos. Ao escolher o produto dentro do limite permitido precisa avaliar cada mercadoria.

Em São Paulo já são aproximadamente setenta mil associados nesses tipos de empreendimentos. O próximo objetivo dessa novidade é abranger as regiões Nordeste e Sul do país. De acordo com Luiz Kajibata Gaeta, sócio-proprietário do Clube Amostra Grátis, o que interessa para as companhias é a pesquisa, a opinião dos clientes.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionou aumento de participação do Nordeste no Produto Interno Bruto (PIB), mais especificamente de 2004 a 2008, encorajando as empresas a recorrem a outros grandes centros do país.

*disponível em: http://www.agencianoticias.com.br/2011/01/18/lojas-de-amostra-gratis-expansao-das-atividades-nas-regioes-sul-e-nordeste/

domingo, 16 de janeiro de 2011

André Bello: ‘Uma grande contribuição do Design Thinking é o estímulo em enxergar os cenários de forma holística’

Gente confesso que isso era algo que não conhecia e achei bastante interessante e mostra quanta coisa ainda temos para aprender e descobrir no universo da comunicação.

abs

Dani Cabraíba



André Bello: ‘Uma grande contribuição do Design Thinking é o estímulo em enxergar os cenários de forma holística’

Christina Lima


O consultor em comunicação e design André Bello é um adepto do Design Thinking, processo metodológico que integra investigação, diagnóstico, idealização e prototipagem, em etapas que ocorrem de forma simultânea e em ordens não definidas, de maneira criativa e intuitiva. Para o designer, o melhor caminho para alcançar resultados inéditos é o equilíbrio entre o pensamento racional e o emocional. “Nem todo design thinker precisa ter uma formação em design, mas todo designer deveria ser um design thinker”, acredita.

Bello faz parte da organização do TEDxRio, evento que vai reunir, em 15 de fevereiro, projetos e pessoas que contribuam para a criação de uma cidade melhor. Antes disso, no dia 25 de janeiro, o designer ministra, ao lado de Eduardo Soluri, o módulo ‘Pensando o Design’ do curso ‘A Tecnologia e o Futuro do Conhecimento’ na Casa do Saber, no Rio de Janeiro. Confira a entrevista a seguir, em que o designer comenta ainda a marca dos Jogos Olímpicos de 2016:

Nós da Comunicação – O que é Design Thinking e como o método se relaciona com uma cultura de inovação?

André Bello – Grande parte das pessoas é desencorajada a errar e pensar de forma emocional. Somente uma pequena parcela da sociedade abre suas ideias ao mundo de forma espontânea e sincera. Portanto, o pensamento racional predomina e acaba por censurar a geração de ideias, boas ou ruins.

Em paralelo a esse fator, incorre uma hipersegmentação, tanto de mercado como de informação. Ou seja, chegamos ao ponto em que a sociedade nos impele a saber muito de poucos e determinados assuntos e fechar a mente para outras áreas do saber. Isso é um pecado para a criatividade.

A história mostra que quando se adota o que chamamos de 3º Caminho - uma alternância equilibrada entre o pensamento racional e pensamento emocional - através de um processo intuitivo de associação de ideias multidisciplinares, alcançamos resultados realmente inéditos e não apenas soluções repetidas ou incrementais. Dentro desse processo o erro é um fator positivo que aproxima o projeto da solução.

A adoção de uma nova forma de pensar pelo 3º Caminho, de trabalhar em equipes multidisciplinares e o estímulo a um meio controladamente desorganizado e caótico geram espaços densos em termos de ideias - boas ou ruins, completas ou não. A pluralidade, a conexão e a humildade em receber pensamentos e soluções de pessoas diferentes de nós, permitem que haja colisões, conexões, fusões e combinações entre as ideias, gerando valores, de fato, inéditos.

Resumidamente, as etapas adotadas por este processo metodológico, que hoje denominamos Design Thinking são: investigação, diagnóstico, idealização e prototipagem. Mas não devem ser entendidas linearmente no tempo. Esse processo percorre vários ciclos e saltos durante o projeto e em muitas situações as etapas ocorrem de forma simultânea e em ordens não definidas, portanto, de forma criativa e intuitiva.

Nós da Comunicação – Qual a diferença entre designers e pensadores do design?

André Bello – Nem todo design thinker precisa ter uma formação em design, mas em tese, em minha opinião, todo designer deveria ser um design thinker.

Na prática, o mercado, por meio dessa força de hipersegmentação, acabou por quebrar a atuação do designer. Hoje em dia o designer é convocado apenas para final do processo projetual, por exemplo, para desenhar aspectos estéticos ou de comunicação visual e embalagem, quando deveria estar presente no processo desde as decisões estratégicas das empresas.

Na época que estudei Design na faculdade existia uma separação no curso em ‘Projeto de Produto’ e ‘Comunicação Visual’. Lembro que tive contato com designers de uma geração mais antiga que a minha que já não acreditavam nessa separação e defendiam que o verdadeiro designer deveria estar apto a resolver qualquer problema, seja ele 2D ou 3D.

Em essência, o design thinker deve observar o que normalmente não é visto, escutar o que não é falado, contestar o enunciado inicial do problema e aborda-lo de forma ampla, o que muitas vezes não acontece com o designer. Deve também pensar através do 3º Caminho, consultar, absorver e oferecer conhecimento de/para diversas áreas do saber, trabalhar com a geração de alternativas e filtros de soluções (processo de divergência e convergência) e gerar protótipos e testes desde o início do processo projetual. Tudo isso de forma orgânica, não linear. Assim, estará apto a resolver não só problemas em 2D ou 3D, mas resolverá também problemas em esferas administrativas, mercadológicas, educacionais, sociais, ambientais etc.

Nós da Comunicação – O Design Thinking, mais estratégico, pode ser considerado um processo mais centrado no usuário. Entretanto, todo o modelo mental de criação de produtos e serviços já não é pensado para o usuário/consumidor? Qual o diferencial?

André Bello – Invariavelmente, os enunciados dos problemas já nos chegam de forma viciada por outras visões. Rotineiramente nos faz enxergar o usuário somente no momento do uso/consumo de determinado produto ou serviço. Muitas vezes nos faz até enxergar somente algumas partes do usuário durante o consumo.

Uma grande contribuição do Design Thinking é o estímulo em enxergar os cenários de forma holística. Isto é, de uma forma global, sem a divisão racional entre suas partes. Este estímulo se contrapõe em relação ao arraigado conceito de análise como processo de decomposição de uma substância ou tópico complexo em seus diversos elementos constituintes.

A partir do momento em que nos permitimos apreciar cenários amplos, podemos entender a verdadeira essência do usuário, o verdadeiro universo de atuação.

Da mesma forma que [Isambard Kingdom] Brunel (um dos arquitetos, engenheiros e inventores de maior destaque do século XIX) insistia para que as inclinações das estradas de ferro fossem as mais suaves possíveis para que os passageiros pudessem ‘flutuar pelo campo’, o iPod e iPad não teriam o sucesso que têm hoje se fossem apenas pensados os aspectos ergonômicos do produto.

Houve, em ambos os casos, uma preocupação ampla e um entendimento emocional de processos, usos, consumos e, principalmente, um profundo entendimento da responsabilidade de cada produto/serviço para com seu usuário e sociedade.

Nós da Comunicação – Como o Design Thinking pode contribuir na gestão das empresas?

André Bello – O Design Thinking pode ser adotado por qualquer pessoa disposta a enxergar o mundo de outra forma. Não requer novas tecnologias ou equipamentos, nem custos extravagantes.

Basta mudar nossa forma de pensar, encarando a vida por um lado mais simples e abrangente, com humildade, aceitando e até perseguindo diferenças (fundamentais para a criatividade) e com empatia (no sentido de se colocar no lugar de outro) podemos alcançar um processo de constante aprendizado e consequente desenvolvimento contínuo.

Em termos empresariais, certamente o Design Thinking permitirá um ambiente criativo mais produtivo e mais feliz, desamarrando preconceitos e permitindo novas abordagens para problemas complexos. Aumentam, portanto, as possibilidades de enxergar novos modelos de negócio, novos processos, novos produtos e novos mercados.

No entanto, acredito que o Design Thinking esteja muito além do mercado corporativo e que só possa contribuir na gestão de empresas. Podemos enxergar a sociedade como um grande organismo (ou uma grande organização) e, em termos mais amplos, o pensamento através do Design tem todas as chances de transformar as pessoas em seres humanos melhores, empáticos, humildes e solidários. Pessoas felizes produzem mais. Numa sociedade sustentável e harmônica, certamente as empresas também o serão.

Nós da Comunicação – Qual a sua opinião em relação à polêmica da criação da marca Rio 2016? As semelhanças com outra logo e a inspiração em uma obra de Matisse são consideradas normais ou, nesse caso, houve plágio?

André Bello – No Brasil, me parece, que todas as marcas são polêmicas e encontram sempre possibilidades de plágio (embora ache este um termo muito forte). A marca do PAN 2007 e da Copa 2014 passaram pela mesma situação, inclusive sendo relacionadas a possíveis plágios. Acredito que qualquer que fosse a marca concebida a polêmica, ou no mínimo um desagrado, existiria.

Vejo muitos julgamentos sendo feitos através de gosto pessoal, principalmente em projetos de identidade e sempre haverá pessoas que não gostam dos aspectos estéticos de uma determinada marca. Porém, mais que aspectos meramente estéticos, é preciso entender a busca pelo entendimento universal, o fácil reconhecimento e a carga emocional que é despertada em quem a vê.

Não poderia nunca julgar o trabalho alheio, mas entendo que numa concorrência em âmbito nacional, com mais de 100 empresas trabalhando por uma identidade tão evidente no cenário global, as responsabilidades são enormes. E, consequentemente, as críticas.

Embora não seja exatamente uma questão inédita, a meu ver, o grande mérito da marca, sendo analisada pela ótica do Design Thinking, está em romper o padrão bidimensional na concepção e encaminhar o projeto para uma solução tridimensional, literalmente acolhedora e emocional.

Tenho plena convicção que de que tal resultado, inclusive a inegável referência a Matisse, seja fruto do trabalho em equipe, possivelmente trabalhando em pequenos subgrupos, multiculturais e plurais. Certamente, é fruto de um árduo trabalho colaborativo.

Nós da Comunicação – Qual a sua participação na organização do TEDxRio e o que podemos esperar do evento?

André Bello – O movimento TEDxRio é mais do que apenas um dia de evento, reunindo palestras interessantes, de diversas áreas do saber. O TEDxRio é uma rara oportunidade de gerar um ciclo virtuoso de desenvolvimento social, cuja base é a inspiração e a paixão. Compartilhando ideias dentro de um ambiente multicamadas, esta paixão se multiplicará para além do espaço/tempo físico do evento permitindo melhorias reais e projetos concretos para a nossa cidade. Por isso chamo o TEDxRio de ‘Processo de Transformação’.

No âmbito pessoal, o maior valor que enxergo no movimento TEDxRio é poder trabalhar com amigos, sinceros, verdadeiros, de longa data. Por estranho que pareça, eu pessoalmente já não acredito em divisão entre vida pessoal e profissional. Havendo esta divisão certamente estaria frustrado ao longo do dia em pelo menos uma das duas esferas.

Acredito numa saudável fusão entre vida pessoal e vida profissional, sendo um excelente caminho para a plenitude como ser humano. É aquela velha história: ‘Se você trabalha com o que gosta, nunca mais terá um dia de trabalho na vida’. Acredito que o equilíbrio entre razão e emoção seja o próximo valor na sociedade. Não haverá sucesso sem felicidade.

O TEDxRio é a grande manifestação dessa proposta, de uma forma verdadeiramente democrática e independente, numa cadeia de valor realmente justa, num cenário de benefícios amplos em que todas as esferas (sociedade civil, iniciativa privada, poder público e meios acadêmicos), estarão reunidas para, no melhor estilo Design Thinking, compartilhar ideias, razão e emoção e, sobretudo, para a construção de uma sociedade de fato.

*Material do portal Nós da Comunicação, disponível em:http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=385&tipo=E

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Comunicação Corporativa – Mudar de dentro para fora

Por Adriane Filenga


“O caráter é como uma árvore e a reputação como sua sombra. A sombra é o que nós pensamos dela; a árvore é a coisa real.” Abraham Lincoln.

“Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.” Mateus 7:16-18


“Entende-se por Relações Públicas o esforço deliberado, planificado, coeso e contínuo da alta administração, para estabelecer e manter uma compreensão mútua entre uma organização, pública ou privada, e seu pessoal, assim como entre essa organização e todos os grupos aos quais está ligada, direta ou indiretamente”. ABRP - Associação Brasileira de Relações Públicas.

Qual é a imagem que você tem das empresas? Por que gosta da empresa X e não gosta da empresa Y? O que elas têm de diferente entre si, que as torna mais ou menos agradável e atraente? A propaganda, o produto, o serviço, ou algo mais?

Na hora de pensar em alguma estratégia para conquistar clientes, é importante lembrar de ouvir os clientes que já se tem. Não adianta investir inúmeros esforços em coisas que podem ser quase insignificantes para o público receptor; o melhor é investir naquilo que eles buscam.
O que você busca em uma empresa? É isso o que você procura oferecer quando você é a empresa?

“(…) Comunicação corporativa é o diálogo que a organização estabelece com a sociedade com o propósito de prestar contas, de firmar e manter um conceito positivo a respeito de si mesma e de garantir uma boa reputação perante a própria sociedade e que isto ela faz contando para a sociedade o que ela é e buscando a resposta por meio da identificação das percepções dessa mesma sociedade.” Prof. da Universidade Metodista de São Paulo, João Evangelista Teixeira – JET.

Veremos o que significam os conceitos bases da comunicação corporativa, contemplados nesta definição:

- A identidade (o que a organização é);
- A imagem/conceito (a percepção que a sociedade tem da organização);
- E a reputação (o resultado do julgamento que a sociedade faz da organização).

“A identidade é o objeto da comunicação, aquilo que a organização precisa comunicar à sociedade; a imagem é o resultado da decodificação, pela sociedade, das mensagens da organização; e a reputação é o feedback, a resposta que a sociedade dá a essas mensagens.” JET.

Aprofundemos a identidade

Não me adianta, como empresa, querer que as pessoas me vejam como uma empresa responsável, se eu não sou. Até porque, cedo ou tarde, o cliente percebe quando o empresa está se mascarando. A identidade é, portanto, aquilo que faz com que uma coisa ou pessoa seja aquilo que ela é e que a diferencia de todas as demais; também a identidade organizacional é aquilo que faz com que a organização seja o que ela é e que a diferencia de todas as outras organizações.
Desta forma, a captação de novos clientes e a fidelização dos já existentes será muito mais rápida e real, por conta da identificação criada entre os envolvidos.

Seja confiança, qualidade, elegância, rapidez, eficácia ou outro elemento qualquer que queira ser transmitido, é importante que a empresa saiba alterar sua estrutura e não sua reputação apenas, estabelecendo, assim, uma mudança concreta e, consequentemente, laços que podem ser muito mais duradouros do que o simples momento da compra ou aquisição daquele produto ou serviço – B2C (Business to Consumer) -, mas um laço que visa o crescimento e o progresso mútuo, o B2H – Business to Human.

*disponível em:http://abordodacomunicacao.com.br/2010/08/10/comunicacao-corporativa-mudar-de-dentro-para-fora/

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Relações Públicas priorizam as Mídias Sociais em 2011

Relações Públicas priorizam as Mídias Sociais em 2011
O processo de comunicação mudou.Os profissionais de Relações Públicas se adaptaram às mídias sociais e precisam se conectar com seus clientes.


Profissionais de Relações Públicas e Marketing já entenderam sua responsabilidade da gestão das mídias sociais da sua empresa (direta ou indiretamente, através de uma Assessoria de Imprensa). Aliás, 23% dos profissionais de Marketing já admitem que os RRPPs estão liderando os esforços para aprimoramento das "conversas online".

Afinal, os grandes objetivos aqui são:
• Fortalecer o reconhecimento da marca;
• Conquista da confiança do cliente (Não é à toa que o Twitter e blogs foram as sensações das últimas eleições) ;
• Tornar a marca autêntica;
• Desenvolver lealdade à marca sem investir tempo e recursos muito significativos;
• Transformar clientes em fãs

E para acompanhar esse avanço na comunicação, os RRPPs também estão evoluindo. De acordo com relato da Vocus 2011 Planing Survey (realizada em dezembro de 2010), 67% dos profissionais de Relações Públicas dizem que suas empresas estão integrando cada vez mais as mídias sociais com sua estratégia. 69% diz que elas serão prioridade no seu trabalho daqui para frente.

No total, 80% dos profissionais de Relações Públicas admitem que mídias sociais serão muito importantes em 2011.

Veja o amadurecimento das mídias sociais no ambiente corporativo:

25% Contribuem agregando valor criando conteúdo;
23% Compartilham histórias relacionadas com a marca;
19% Participam de conversas;
17% Ouvem conversas sobre seu mercado e sua marca;
8% Não participam;
7% Respondem apenas quando necessário;

A confiança nas mídias sociais começa a se espalhar pelas grandes empresas. As organizações com faturamento anual de 750 milhões a 1 bilhão de dólares são os mais confiantes. 50% delas dizem criar valor através da criação de conteúdo. Já 29% das empresas de pequeno porte (com faturamento entre 1 e 5 milhões de dólares) ainda se mantêm "em sigilo".

Para 2011, o mix de marketing deverá mudar. Veja no gráfico abaixo que 69% das empresas pesquisadas pretendem aumentar seu investimento em mídias sociais:

Source: Vocus 2011 Planning Survey, December 2010


Seis em cada dez profissionais de RRPP (60%) dizem que seu trabalho será um desafio ainda maior em 2011. Orçamentos são citados como a principal razão (37%), seguido por uma variedade de opções (22%), meios de comunicação social (19%) e de mudanças rápidas (19%). Apenas 14% citam a economia como seu principal desafio.

Além disso, o budget da área está se diversificando. De acordo com o gráfico abaixo, 42% dos profissionais de RRPP dizem que seus orçamentos de marketing devem melhorar em 2011, contra apenas 29% que disseram o mesmo um ano antes:




Source: Vocus 2011 Planning Survey, December 2010.


Profissionais de SEO (Search Engine Optimization) e de Publicidade são os mais otimistas com 27% e 25%, respectivamente, de aumento significativo para o próximo ano. E o papel do profissional de Relações Públicas ganhará importância no mix de marketing de 2011, dizem 63% dos profissionais entrevistados. 31% informaram que o papel do RRPP será o mesmo e 5%, que o papel do RRPP será menos importante em 2011.


Em geral, profissionais de RRPP estão usando as mídias sociais de várias maneiras para substituir ou complementar as estratégias já existentes. Os profissionais mais bem sucedidos manterão seu foco na criação de relacionamentos ativo e irão realmente se envolver com os clientes para criarem "conversas reais". Não se trata de simplesmente criar um perfil no Twitter ou Facebook, mas como usar as plataformas online de forma a ajudar os clientes a, verdadeiramente, se conectarem com sua marca.


Gabriela Otto Nessy
É formada em Comunicação/Relações Públicas pela PUC-RS com pós graduação em Marketing pela ESPM e possui MBA Executivo pela FAAP-SP. É professora universitária no Senac e no MBA das Faculdades Rio Branco. Consultora de Marketing, hotelaria e luxo, além de responsável pelo Blog Propagando o Marketing - http://gabrielaotto.blogspot.com

*Material do porta Cidade Marketing, disponível em:http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/102/relaes-pblicas-priorizam-as-mdias-sociais-em-2011.html


domingo, 9 de janeiro de 2011

TEORIA DA COMUNICAÇÃO


Depois de várias postagens sobre o novo universo da comunicação, novos canais, novos meios... resolvi voltar as origens e pesquisar sobre teoria da comunicação e achei um material muito interessante escrito por J Paulo Serra e totalmente disponibilizado na internet.

Segue o link, aproveite e aprenda mais um pouco sobre comunicação.


http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/serra-paulo-manual-teoria-comunicacao.pdf


abs,


Danielly Cabraíba

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Teste A/B para Email marketing

Karen Vedoveli
CidadeMarketing com informações da Virid


Teste A/B é um método de teste de marketing que consiste em selecionar várias amostras do público e aplicá-las em situações diferentes a fim de melhorar as taxas de retorno. Este teste é muito utilizado em diversas situações do marketing e pode ser aproveitado no email marketing também. Antes de enviar o email marketing para toda a base de contatos, pense em dois ou três subjects diferentes. Pegue a base e retire uma amostra equivalente a 10% dela.


Depois disso, divida essa amostra em três partes iguais. Faça três envios de email selecionando um subject para cada uma delas. O envio que der maior retorno tem o subject que chama mais atenção. Use esse subject que desencadeou o maior número de cliques e visualizações para enviar ao restante da base. Se a base de contatos for muito grande, fazer a manipulação da mesma como mencionado acima não é aconselhável. Desta forma, utilize segmentação a partir de um ID do contato (número de identificação). Envie para uma parcela de pares, outra parcela de ímpares, ou faça segmentações a partir dessa variável.

O teste de subject é uma das situações na qual o teste A/B pode ser aplicado. Também é possível aplicar o mesmo conceito para escolher o melhor dia da semana, do mês, horário, ou mesmo para escolher a promoção que poderá ter o maior destaque na mensagem do email marketing. Abuse do teste A/B e tome decisões embasadas em resultados reais.



*Karen Vedoveli é Atendimento da VIRID Interatividade Digital, Proprietária das plataformas Virtual Target e Zartana - karen@virid.com.br


*Material disponível em: http://www.cidademarketing.com.br/2009/n/4594/teste-ab-para-email-marketing.html