"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Como melhorar a comunicação com profissionais da geração Y

Atualmente, muitos líderes convivem com o mesmo problema: o despreparo para gerenciar jovens profissionais da geração Y. Na área de TI, essa questão reflete a dificuldade de muitos CIOs conseguirem obter o máximo de suas equipes.

 Para Loraine Antrim, co-fundadora da consultoria Core Ideas Communications, empresa norte-americana especializada em preparar líderes, a única forma possível de transpor essa barreira édesenvolver uma estratégia de comunicação adequada aos jovens da geração Y. Como? Loraine pontua três questões que precisam ser repensadas pelos líderes de TI que quiserem ter sucesso na gestão de equipes compostas por profissionais da Geração Y:

 1. Consiga envolvê-los – “A melhor tática não é criar uma comunicação ‘para’ e, sim, ‘com’ os funcionários da Geração Y. Já que esse perfil de profissional adora compartilhar e colaborar”, afirma a co-fundadora da Core Ideas. Para aproveitar essa mentalidade colaborativa, os líderes precisam criar ferramentas voltadas ao compartilhamento de ideias – como wikis (conjunto de documentos e informações online que podem ser acessados e modificados por diversos usuários) e portais colaborativos. Melhor do que implementar soluções prontas é o gestor desafiar sua equipe a desenvolver suas próprias plataformas de comunicação colaborativa, aconselha a especialista. "Esta geração [Y] é movida a inovação e criatividade”, destaca Loraine.

 2. Elogie sempre – Qualquer pessoa gosta de reconhecimento e no caso da Geração Y isso não é diferente. O gestor da área de TI, por consequência, precisa encontrar um tempo na agenda para dar feedback sobre a qualidade do trabalho desses profissionais e, principalmente, elogiar os bons resultados. “E por que não fazer isso de forma digital?”, pergunta a especialista, que aconselha o líder a enviar às equipes mensagens de reconhecimento em vídeo. Outra possibilidade, diz Loraine, é enviar mensagens de reconhecimento por meio de MP3.

 3. Use tecnologias colaborativas – Esta é uma geração nascida na era digital e quanto mais os profissionais sentirem que o CIO está envolvido com recursos de mídia social e Web 2.0 mais à vontade eles tendem a ficar para conversar com ele. Além de manter um blog, o líder da área de TI deve participar do Twitter (rede social na qual os usuários colocam frases com até 140 caracteres) e de redes sociais profissionais, como o Linkedin e a Yammer.

 Além de demonstrar essa facilidade de lidar com novas ferramentas de comunicação, isso vai permitir que o CIO veja o que os profissionais da sua equipe têm falado nas redes sociais e entendam melhor como eles pensam.

*disponível em: http://cio.uol.com.br/gestao/2013/07/27/como-melhorar-a-comunicacao-com-profissionais-da-geracao-y/

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Marcas sustentáveis: o que são e o que ganham com isso?

Há alguns anos o termo sustentabilidade ganhou força e destaque na mídia, alertando para os prejuízos causados por modelos de negócios sem uma conexão com o meio ambiente, aspectos humanos e sociais. De início, o conceito acabou sendo muito utilizado em ações de Marketing para alardear atributos e valores que nem sempre refletiam a cultura organizacional dos anunciantes. Passados alguns anos, o conceito de sustentabilidade evoluiu para além do discurso a partir do momento que as marcas começaram a perceber que desenvolver modelos verdes pode ser um excelente negócio. Mas será que hoje já é possível definir uma marca como sustentável? E o mais importante: o que elas ganham com isso?

 O princípio é simples: toda empresa cumpre uma função social. Mas ao contrário do que era imaginado no passado, as organizações deixam uma “pegada” ao cumprirem a sua função. Esta pegada pode ser traduzida em um impacto ambiental, econômico, social, cultural ou um misto de todos eles. As marcas passam a ser responsáveis por todas as etapas do processo produtivo na qual estão inseridas, desde a retirada de matéria prima até o descarte daquilo que foi consumido. Este novo espectro de atuação exige novas estratégias.

 Os projetos ligados à sustentabilidade têm o objetivo de reduzir tais impactos, permitindo que a companhia continue a operar e crescer sem causar qualquer tipo de prejuízo. “As marcas do futuro serão aquelas que conseguirão integrar o conceito de sustentabilidade para dentro da sua forma de atuar”, explica Álvaro Almeida, Fundador da Report Sustentabilidade, empresa que organizou o Sustainable Brands.

 Novo modelo é imprescindível para a sobrevivência.

 Repensar os modelos atuais é o primeiro passo para garantir a sobrevivência das marcas no futuro. Por esta razão, as empresas mais atentas e com visão de longo prazo vêm modificando seus processos e até mesmo engajando os demais parceiros de suas cadeias produtivas para estabelecer metas que vão desde mudanças na matriz energética até o desenvolvimento de produtos que gerem zero descarte para o meio ambiente. A mudança não se dá apenas por conta da pressão exercida pela sociedade e pelos governos, mas principalmente por uma questão de adaptação.

  A Brasil Kirin, por exemplo, vem transformando seus processos internos e os resultados estão aparecendo. A companhia reduziu em 20% o consumo de água em suas fábricas, em 10% o consumo de energia elétrica e em 70% o desperdício de materiais, graças à reciclagem de embalagens. Existe também um projeto de verticalização da produção de energia e a ideia é que a companhia produza o suficiente para abastecer suas plantas industriais. A previsão é de que pelo menos um terço deste volume de energia venha de fontes renováveis, como a eólica. Além de reduzir seu impacto, a empresa economiza e se antecipa a regras cada vez mais rígidas ligadas ao seu desempenho.

Branding,marcas,sustentabilidade,marcas sustentáveis,sustainable brands Isso remete a um outro conceito de sustentabilidade envolvendo marcas: o lucro gerado por elas não pode ser voltado apenas para os acionistas. Uma companhia sustentável deve gerar resultado também para o ecossistema no qual está inserida, como contrapartida aquilo que ela retira deste mesmo ecossistema para manter sua operação. “Estas marcas serão protagonistas na construção do futuro. Uma companhia não pode gerar lucro apenas para os acionistas, mas para todo o ecossistema. Esta revolução é possível e acima de tudo, é um excelente negócio. Esta é uma perspectiva nova que está revolucionando a maneira de conduzir as empresas”, destaca Fred Gelli, Co-fundador e Diretor de Criação da Tátil Design de Ideias.

 Marcas sustentáveis ainda estão em construção 

 A lógica foi apresentada por Gelli durante a conferência Sustainable Brands, ocorrida nos dias 8 e 9 de maio no Rio de Janeiro, e tem como pressuposto a busca do equilíbrio entre organizações e o ambiente a sua volta. A saída é balancear as expectativas do trimestre com visões de médio e longo prazo. “Isso já acontece, mas acredito que o que vai movimentar este mercado de fato é o instinto de sobrevivência, pois é isso que faz as espécies evoluírem quando olhamos para os exemplos dados pela própria natureza. O consumidor está mais consciente e os recursos estão mais caros. Será cada vez menos vantajoso para as companhias gerar impacto ambiental. Hoje não pagamos o preço verdadeiro pelas coisas. É um ‘roubo no jogo’ que desequilibra o sistema”, explica o Diretor de Criação da Tátil.

 Como se trata de um processo ainda em andamento, alguns defendem que as verdadeiras marcas sustentáveis ainda são uma visão de futuro, pois no cenário atual elas ainda se encontrariam na metade do caminho. “Saberemos no futuro, pois as empresas verdadeiramente sustentáveis ainda estarão por aqui. Não falamos em marcas sustentáveis hoje, mas temos companhias que estão construindo uma base para se tornarem sustentáveis. Este é o movimento que estamos vivendo e entendemos que essas empresas são poderosas porque mobilizam e engajam as pessoas. Elas são capazes de fazer este movimento, associando produtos e serviços a um propósito”, diz Álvaro Almeida, Fundador da Report Sustentabilidade.

 O conceito do lucro também começa ser questionado, não como algo nocivo, mas sim como um ponto necessário para que as empresas busquem outro objetivo, o da prosperidade econômica. “A prosperidade pressupõe que algo muito além do simples lucro. A performance de um produto, serviço ou negócio é sustentável se ele obedece a critérios que preservem a sua evolução no que diz respeito a pessoas, ambiente e a prosperidade da empresa”, afirma Silvio Meira, Cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R).

 Sustentabilidade como vetor de inovação

O tema sustentabilidade também deve estar inserido na cultura das organizações, permitindo que a equipe tenha um foco diferenciado no desenvolvimento de produtos e serviços. Na Natura, o tema se tornou um valor a ser perseguido por todo o time, o que garante também à marca bons resultados no quesito inovação. O pontapé inicial para a mudança foi o lançamento da marca Ekos, em 2000. “Este foi um divisor de águas, pois esta marca foi totalmente pensada a partir do princípio da biodiversidade. O conceito deu tão certo que nos anos seguintes ele foi expandido para toda a empresa“, afirma Denise Alves, Diretora de Sustentabilidade da Natura, em entrevista ao Mundo do Marketing.

 Um dos passos foi vegetalizar todos os produtos, eliminando o uso de compostos animais ou sintéticos na produção. Em 2008, a empresa também eliminou o álcool tradicional, substituindo tudo pelo álcool orgânico, uma mudança radical na categoria de perfumaria, que responde por 50% do negócio da Natura. Um novo passo foi dado com a marca Sou, lançada este mês, que segue um conceito de desperdício mínimo de insumos e materiais. Com um design diferenciado, as embalagens utilizam 70% menos plástico e a produção emite 60% menos CO2. Há também economias de escala ligadas ao transporte e estoque dos itens.

 Da mesma forma que Ekos iniciou uma mudança na forma de pensar e atuar da empresa, a Natura espera o mesmo com Sou, pouco a pouco transferindo seu conceito para os demais produtos de seu portfólio. “Nosso foco é a redução do desperdício e na produção de linhas enxutas que tragam para o consumidor aquilo que realmente é essencial. Assim as marcas podem ser agentes de transformação. Não adianta falar de sustentabilidade em uma organização se não for através do negócio e das marcas”, complementa Denise Alves.

 *Disponível em:http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/marca/27678/marcas-sustentaveis-o-que-sao-e-o-que-ganham-com-isso-.html

sábado, 27 de abril de 2013

4 tendências nas redes que sua empresa não pode ignorar


Mobile e redes de nicho crescem cada vez mais e as empresas não podem deixar de lado, diz especialista



Respondido por Lucas Diniz, especialista em redes sociais


Estar atento às novas tendências é importante em qualquer área. Em um espaço recente e dinâmico como o das mídias sociais, acompanhar os caminhos para onde apontam as novidades se torna essencial. O número de novas mídias sociais vem crescendo vertiginosamente, da mesma forma que os sites integrados à redes ou que agregam funções sociais.

Segundo recente pesquisa da Nielsen Company, a utilização de redes sociais através de aplicativos e dispositivos móveis deu um grande salto. Estar atento a essas tendências é algo essencial na hora de planejar a atuação de sua empresa em mídias sociais. Confira abaixo quatro tendências importantes para o seu negócio:

1. Mobile: Enquanto o tempo de navegação em redes sociais já representa 20% do total da utilização dos usuários de PC, em dispositivos móveis esse tempo chega a 30% do total navegado. O mercado mobile está crescendo muito e as redes sociais encontram nos tablets e smartphones parceiros ideais para seu imediatismo e conectividade.

2. Redes sociais de nicho: Após o Facebook alcançar a preferência absoluta dos brasileiros em 2011, a rede social já não tem tanto espaço novo para se expandir. A exemplo do que já aconteceu em outros países, a tendência é que esse espaço seja ocupado por redes sociais menores e menos generalistas. As redes sociais de nicho oferecem grande possibilidade de crescimento, além de falar com um público extremamente segmentado.

3. Ouvir antes de falar: O monitoramento de mídias sociais permite saber o que está sendo falado sobre sua marca, serviços, mercado e concorrentes. Com isso, você pode detectar oportunidades de melhoria, saber quais pontos explorar da melhor forma, além de planejar o tom correto para a sua marca. A evolução das ferramentas de monitoramento está tornando o trabalho cada vez mais fácil.

4. Televisão social: Não, não é um novo aparelho de TV super moderno. A televisão social refere-se ao hábito de acompanhar a transmissão de um evento enquanto navega pelas redes sociais. Superbowl, Grammy e Oscar são alguns dos eventos internacionais recentes que foram comentados em tempo real, enquanto o mundo inteiro assistia.

Marcas que souberem aproveitar essa tendência certamente terão bons resultados, a exemplo da Oreo. Durante o apagão no Superbowl, a marca de biscoitos disparou um tweet que foi mais comentado do que as milionárias propagandas transmitidas nos intervalos do evento esportivo.



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Consumidores querem marketing no e-mail, Facebook e Twitter

Consumidores querem marketing no e-mail, Facebook e Twitter O novo estudo conduzido pela provedora global de softwares de marketing interativo ExactTarget mostra que os consumidores gostariam que os profissionais de marketing continuassem a investir mais esforços em email, Facebook e na web.

 Intitulada Marketers from Mars (Marqueteiros são de Marte), a pesquisa verificou que 33% dos consumidores gostariam de mais investimentos em email, enquanto 24% nos sites das empresas e 22% gostariam de mais investimentos em uma melhor interação através do Facebook.

 No relatório, baseado em dados do mercado norte-americano, foram identificadas e contrastadas as preferências e comportamentos dos profissionais de marketing e dos consumidores. “Embora os dados não sejam centrados no mercado brasileiro, os resultados podem ser facilmente aplicados ao rápido crescimento e à adoção que o Brasil está vivenciando em relação a esses canais”, afirma Edson Barbieri, Managing Director da ExactTarget no Brasil.

 “Nosso objetivo é alertar os profissionais de marketing para que, cada vez mais, levem em consideração os comportamentos e preferências dos seus consumidores, evitando que influências pessoais interfiram no desenvolvimento de estratégias de comunicação para o seu público e, com isso, possam se comunicar de forma relevante através desses canais. Os dados mostram que o investimento no atendimento ao cliente é a maior prioridade. Sendo assim, as equipes de marketing devem ter em mente que é indispensável manter o foco no que já tem sido realizado em email, Facebook e website, criando experiências cada vez mais consistentes”, complementa Edson.

 “Os consumidores estão mudando de uma interação através de um único canal, para uma relação cross-channel”, declara Jeff Rohrs, Vice-presidente de Pesquisa de Marketing & Educação da ExactTarget. “Nosso estudo Marketers from Mars (Marketeiros são de Marte) apresenta uma visão exclusiva sobre as expectativas dos consumidores, fornecendo informações importantes para que os profissionais de marketing evitem adotar ações criadas por seus próprios conceitos ao desenvolverem uma estratégia”, diz.

Considerando as interações por email, Facebook e Twitter, a pesquisa constatou que:

 Email 

 - 45% dos profissionais de marketing interagem com as marcas por email, enquanto a interação através desse mesmo canal é representada por 36% dos consumidores que possuem smartphone e 49% dos que não possuem smartphone.

 - 93% dos profissionais de marketing e 49% dos consumidores já realizaram uma compra a partir de uma mensagem de email marketing.

 - 93% dos consumidores são assinantes e recebem informações por email de pelo menos uma empresa.

 Facebook

 - 21% dos profissionais de marketing preferem interagir com as empresas no Facebook, comparado a 31% dos consumidores que possuem smartphones e 26% dos consumidores que não possuem smartphone. Dessa forma, a rede social configura-se como o segundo lugar preferido de interação para profissionais de marketing e consumidores.

 - 58% dos consumidores “Curtiram” uma marca pelo Facebook, o que representa um crescimento de 20% desde 2010.

 - 41% dos profissionais de marketing revelam ter realizado uma compra como resultado de uma campanha vista pelo Facebook, enquanto esse percentual é representado por 21% dos consumidores.

 Twitter

 - Dentre os usuários ativos do Twitter, 58% dos profissionais de marketing e 46% dos consumidores seguem marcas e recebem informações sobre novos produtos.

 - 61% dos profissionais de marketing seguem pelo menos uma empresa no Twitter.

 - 12% dos consumidores seguem uma marca no Twitter, total que representa um aumento de 7% em relação a 2010.

 Baseada em uma análise realizada com 1.200 consumidores e 400 profissionais de marketing dos Estados Unidos, Marketers from Mars (Marketeiros são de Marte) é o mais recente estudo que integra a série de pesquisas Subscribers, Fans and Followers conduzida pela ExactTarget. Esses estudos fornecem informações e dados exclusivos coletados a partir de entrevistas e pesquisas de comportamento sobre como os consumidores interagem com as empresas nos canais digitais.

 O lançamento segue a divulgação de um recente estudo conduzido pela Forrester Consulting em nome da ExactTarget que indicou que 35% dos profissionais de marketing classificam como sendo um desafio a gestão integrada de campanhas de marketing em múltiplos canais digitais – em contrapartida, 78% afirmam considerar o marketing cross-channel importante ou muito importante para seus negócios. Para acessar o estudo completo (em inglês), visite www.exacttarget.com/CrossChannelStudy.

 Fonte: Revista Consumidor Moderno

 Disponível em: http://consumidormoderno.uol.com.br/comportamento/consumidores-querem-marketing-no-e-mail-facebook-e-twitter

domingo, 17 de março de 2013

Quando bem administradas, as mudanças criam ótimas oportunidades

Por Patrícia Bispo
Simplesmente mudar e considerar as inovações com um processo que surge a cada momento e que negá-lo apenas trará consequências negativas tanto no campo profissional quanto pessoal. Hoje, diante de um universo consagrado pelo inesperado, as pessoas veem-se diante de uma realidade mutante que faz os indivíduos obrigarem-se a sair da zona de conforto, a rever e a superar paradigmas que foram construídos ao longo de anos. Logicamente que isso não é algo fácil de administrar, uma vez que requer amadurecimento e vontade da própria pessoa de repensar o que até então era considerado como "sua verdade absoluta".
Foi para falar sobre um tema tão polémico e presente no campo corporativo que o RH.com.br entrevistou o consultor Jöel Thrinidad, especialista em planejamento estratégico e em Gestão de Pessoas. Autor do libro "Mente Aberta & Coração Tranquilo - O Cotidiano do Novo Executivo", lançado pela Editora Idéias & Letras, Thrinidad comenta que quando nos referimos às mudanças, também nos reportamos ao processo produtivo e evolutivo desta como ferramenta de sobrevivência presente nas empresas da atualidade. "Mudar tornou-se necessário para se manter competitivo, atualizado, estratégico e especializado. Muda-se pelo mercado, pelos clientes, pela concorrência, pelos lucros, pelos custos e pelo futuro. Tanto as empresas quanto seus funcionários precisam estar cientes dessa necessidade para que ambos cheguem juntos, ao mesmo lugar", assinala. Confira a entrevista concedida por Jöel Thrinidad e tenha uma boa leitura!

RH.com.br - Por que mudar tornou-se inevitável tanto para as empresa quanto para os talentos?
Jöel Thrinidad - Quando nos referimos às mudanças, estamos falando também sobre o processo produtivo e evolutivo desta como ferramenta de sobrevivência presente nas empresas da atualidade. Mudar tornou-se necessário. Necessário para se manter competitivo, atualizado, estratégico e especializado. Muda-se pelo mercado, pelos clientes, pela concorrência, pelos lucros, pelos custos e pelo futuro. Tanto as empresas quanto seus funcionários precisam estar cientes dessa necessidade para que ambos cheguem juntos, ao mesmo lugar. E quem consegue facilmente se adaptar a essa constanta instabilidade está propenso a alcançar o sucesso mais rapidamente, demonstrando não somente a necessidade, mas também o interesse e a coragem de pensar grande e ver essa grandeza fazendo diferença em seu talento profissional.

RH - Normalmente, no âmbito corporativo a palavra "mudança" remete as pessoas um desconforto. As transformações sempre assustam, independentemente do cargo que exerçam?
Jöel Thrinidad - Mudar é sair do estado previsível para o "ainda não conquistado", o estado "ainda não garantido" e isso causa certa estranheza. Temos a necessidade de tornar tudo à nossa volta familiar, para que isso nos traga conforto e esse conforto influencie na capacidade de produzir confiança e a confiança transforme-se, em nós, em segurança. Ou seja, mudar nunca será uma palavra independente, pelo contrário é uma palavra reagente, capaz de tornar tudo à nossa volta desconhecido. E é o desconhecido que nos leva ao medo. Ao medo de tentar, de arriscar, de falhar, de fracassar. Mas que também pode atrair novidade, conhecimentos, novas habilidades e também oportunidades independente do cargo em que o indivíduo esteja naquele momento, ou em qual empresa estará no futuro. A Idade da Pedra não mudou por falta de pedra, mas pelo excesso de pedras, por isso surgiu a necessidade de mudar.

RH - A resistência às mudanças está diretamente relacionada à educação que as pessoa recebe, quando criança?
Jöel Thrinidad - Sim. Mudar estará relacionado à cultura, à educação e à forma em que fomos treinados a ver a vida com ousadia e desprendimento. O que torna a mudança um monstro imaginário é a falta de conhecimento e pouca habilidade. O sujeito que se enxerga como um especialista naquilo que faz, mas ele compreende que cada fase requer novo aprendizado e isso influenciará para seu futuro empregatício. No meu futuro livro, "As Seis Vidas do Novo Executivo" menciono que quando crianças somos estimulados a desenvolver três sentimentos negativos que, se mal administrados, influenciarão no sucesso tanto pessoal quanto profissional, que são: o medo, o ciúme e a culpa. Esses três sentimentos influenciam diretamente a autoconfiança, a autoestima, a competência e a segurança em assumir novos desafios, impedindo muitas vezes de criar novas perspectivas. Só nos damos conta de certos valores quando adultos, porque quando crianças, não só o nosso interesse é diferente, como também as nossas necessidades. Contudo, tudo é perfeitamente "modificável" a partir do momento que reconhecemos que precisamos utilizar novos recursos.

RH -Ter medo de mudar pode ser positivo em algumas situações, principalmente no tocante à realidade vivenciada pelas empresas?
Jöel Thrinidad - Não vejo como o medo de mudar possa ser positivo, ainda mais para o momento instável pelo qual o mundo está passando. É necessário ter conhecimento, esforço físico e intelecto, interesse para que isso o torne capaz de mudar sem medo de tentar. Nosso cérebro acostuma-se facilmente às velhas ideias, a fim de que o corpo economize energia, mas energia demasiada engorda, nos fragiliza, nos corrompe, inibindo os movimentos mais estratégicos, além de enferrujar talentos que antes eram tidos como diferenciais.

RH - Toda mudança proporciona instabilidade emocional, por mais experiente que seja o profissional?
Jöel Thrinidad - Toda mudança provoca instabilidades desde a sua origem - aonde quer que esteja - até ao nosso físico, chegando ao emocional pelo caráter demográfico que toda transição trás. O medo da novidade afeta a nossa capacidade de entender a necessidade de novos investimentos, novas ferramentas, novas habilidades e também de novas atitudes. Mas depois que ela passa, chegamos à conclusão de que mudar era preciso. Para que um profissional possa assumir perante os outros sua inteligência e sua capacidade de reagir a determinadas situações ele precisa ter passado pela experiência de mudar, do contrário como poderá dizer publicamente que está preparado? A experiência vem com o tempo e o tempo é o senhor das estações. Quer seja do clima, como também das estações de trabalho.

RH -
 É possível enfrentar um processo inovador, com serenidade?
Jöel Thrinidad - A inovação é a mola propulsora para mudança. Sem ela, mudar perde o sentido. Portanto, toda mudança está mais para a agitação de quem quer uma solução para as suas necesidades. Depois que o homem criou a roda, ele percebeu que mover era bom. E depois percebeu que movê-la em alta velocidade oferecia riscos. De imediato percebeu que parar a roda era preciso, por isso criou os freios. Depois notou que frear rápido demais também oferecia riscos, por isso criou o amortecedor e daí sucessivamente. O risco está presente em nossa vida de todas às maneiras, quer seja fazendo ou não fazendo nada para acontecer. Inovar é respeitar o movimento, a velocidade e a frenagem com maior aproveitamento, rentabilidade, viabilidade, dinamismo e inteligencia. A serenidade é substituida pela confiança de inovar até que a roda esteja aperfeiçoada e adequada.

RH - As inovações sempre levam ao aprendizado?
Jöel Thrinidad - A inovação nos remete à ideia de que tudo o que existe pode ser melhorado. Se pode ser melhorado, precisa ser aperfeiçoado. E tudo o que é aperfeiçoado trás uma ideia original. Assim como a palavra mudança entrelaça a de movimento, a inovação move-se de inteligencia. E se torna impossível inovar sem se tornar inteligente simultaneamente. Aprender nos alimenta de conhecimento e o conhecimento trás consigo a culpa, por não fazer o que deveria ser feito. Por isso a inovação consegue nos mostrar comprovadamente que uma vez inovadores, já não somos mais os mesmos.

RH - Muitas vezes, quem enfrenta as mudanças precisa vencer modelos mentais que são formados ao longo da vida. Vencer paradigmas é sempre um processo doloroso?
Jöel Thrinidad - Sair do comodismo, do sedentarismo e do oportunismo é um processo doloroso, ainda mais para quem ainda não percebeu que é a força do hábito, pois isso nos torna limitados. Nos apegamos mais fácilmente aos maus hábitos porque eles são mais sedutores do que à inquietação de quem coloca o cérebro para encontrar uma solução nova todos os dias. Os paradigmas estão para a rotina assim como a gasolina está para os incêndios. Quando mais um alimenta o outro, mais o que é destrutivo cresce. Devemos desde cedo acostumar o nosso cérebro a compreender que é justamente o que muda o que nos fortalece.

RH - Na atualidade, quais os recursos mais adotados pelas empresas para a implantação dos processos de mudança?
Jöel Thrinidad - Em primeiro lugar a oganização, em segundo a inovação, em terceiro lugar a reeducação, em quarto lugar a seleção. Esses quarto recursos deveriam ser os mais estratégicos, mas por incrível que pareça são os mais subestimados. A organização é o principio básico de toda empresa. Produtos, serviços e processos muito bem alinhados e definidos fazem parte da organização. Em seguida vem a inovação que chega não somente em momentos de crise, mas em uma situação mais criativa, oferendo soluções imediatas para problemas conhecidos, causando não somente o interesse de consumo, mas também de novidade e de outras necesidades. A reeducação tanto no uso dos recursos naturais, da materia-prima, nos hábitos mercadologicos, como também nos departamentos, nas pessoas dentro das organizações. Aprender e tornar aquilo que foi aprendido em um treinamento, por exemplo, como algo prático, efetivo e vivenciado no dia a dia, quebrando velhos mitos que nos prendem a rotina com aspecto saudável. E por último e não menos importante é a seleção. A seleção é responsável por trazer para a empresa pessoas não somente técnicas e estratégicas como também questionadoras, ao invés dos repetitivos que se prendem fácilmente a velhos habitos e acabam tornando-se ferramentas mentais obsoletas para todo o grupo. É procurar trazer para a empresa pessoas que estejam dispostas a confrontar a realidade, quer seja na hora de rever um processo, uma nova maneira de fazer uma atividade ou até mesmo de se relacionar dentro da empresa evitando o medo, a desconfiança e a insegurança na hora de mudar.

RH - 
Em sua opinião, quais os fatores que contribuem para que as mudanças sejam aceitas pelos talentos corporativos?
Jöel Thrinidad - Em 16 anos de carreira, posso dizer que já passei por inúmeras mudanças em minha vida profissional que impactaram mudanças em minha vida pessoal. E naquelas em que eu julgo terem sido as mais importantes, o elemento principal de sucesso foi sem dúvida alguma a transparência. A transparência causa confiança e a confiança nos alimenta de segurança. Quando os processos estão claros, as metas estão definidas e as condições para que ocorram estão alinhadas, as pessoas tornam-se motivadas a mudar e a promover internamente melhorias. É o medo que as alimentam de dúvidas e as dúvidas despertam a necessidade de prudência. No fundo elas estão dispostas a mudar, mas para isso elas exigem garantias e por não existir condições de oferecer individualmente garantías, acabam optando por repetir algo já conhecido do que gerenciar uma novidade que não se sabe ao certo o resultado.

RH - E quais os fatores que, normalmente, mais atrapalham as pessoas a assimilarem as inovações?
Jöel Thrinidad - O medo, sem sombra de dúvida é o principal vilão, seguido pelo comodismo. A velha necessidade de tornar padrão as soluções como se os problemas viessem tabelados e quantificados em graus mensuráveis de dificuldade. A falta de conhecimento e de ousadia também tornam as mudanças pouco significativas sem qualquer destaque. O medo de inovar é o que freia a inclusão das pessoas no processo organizacional. Se elas não estarão inseridas nos problemas, tão pouco estarão preparadas para estarem na solução.

RH - 
Em seu livro "Mente Aberta & Coração Tranquilo" o senhor dedicou um capítulo apenas aos efeitos que as mudanças podem gerar às pessoas. Por que essa abordagem específica?
Jöel Thrinidad - Ao contrário de muitos livros voltados para Administração e Negócios, o livro "Mente Aberta & Coração Tranquilo" se propoe a abordar os aspectos pessoais do executivo que almeja o sucesso profissional, pessoal e intelectual. Como vive, como sofre, como pensa e o que espera do futuro alguém que dá seu sangue pelos corredores das grandes organizações. Por isso, preocupei-me tanto com os aspectos profissionais quantos os pessoais. E não se chega ao sucesso sem haver um continuo aperfeiçoamento. E o aperfeiçoamento é baseado no desprendimento das coisas velhas de pouca ou de nenhuma importancia em relação aos novos hábitos, conhecimentos e também habilidades. E se você não motiva e não ajuda as pessoas a se enxergarem como soluções vivas para os seus problemas, elas nunca verão de perto quais as soluções que precisam encontrar, quais as atitudes precisam mudar e quais os desejos precisam manter. O livro é recordé de vendas em Portugal, em um ano de crise em que as pessoas evitam outros tipos de divertimento em função dos custos justamente por trazer ao modelo atual de gestão, seguido por uma mudança de atitude prática sem tantas teorías. Mudar requer ousadia e toda ousadia
oferece seus riscos. Quem quer mudar não vê problemas, vê pontes.

*disponível em: http://www.rh.com.br/Portal/Mudanca/Entrevista/8427/quando-bem-administradas-as-mudancas-criam-otimas-oportunidades.html