"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Marketing e relacionamento nas mídias sociais

Ninguém mais discute se as mídias sociais alteraram ou não a maneira de nos comunicarmos. A mudança é irreversível. Pessoas, empresas e até mesmo a própria imprensa estão no Facebook, Twitter, Instagram e afins para expressar o que quer que seja: opiniões, produtos, reinvidicações, entre outros.

 E é neste ambiente - em que os usuários estão ávidos por novidades e prontos para absorver o que lhes for apresentado - que as empresas precisam se posicionar, de forma transparente e inteligente para agregar valor aos produtos perante seus clientes, tanto efetivos como em potencial.

Como colocar um negócio em evidência? Como se "redescobrir" para alcançar os consumidores certos, na hora certa, com a linguagem certa? Certamente estas são questões cruciais para o empresário que quer aparecer na internet, principalmente em tempos em que, mais do que nunca, é preciso aparecer para crescer.

 Primeiro: para um uso eficiente das mídias sociais é preciso compreender que o ambiente das comunicações digitais difere das formas tradicionais de comunicação. As mensagens neste ambiente se multiplicam com intensidade e os usuários não precisam ser "celebridades" para influenciar uns aos outros. Portanto, aqui, não se deve desconsiderar um seguidor sequer e a comunicação constante com os clientes se mostra não apenas um diferencial, mas uma necessidade.

Segundo: o ponto importante é saber que alcançar seus consumidores no Facebook e Twitter, por exemplo, pode até parecer simples num primeiro instante, mas a grande dificuldade que se impõe para uma empresa é mantê-los atentos aos seus produtos ou serviços, e isso pede não apenas muita criatividade nas ações, como também conteúdo de qualidade e interatividade com transparência.

Terceiro: é fundamental mensurar os resultados obtidos com as divulgações e interações feitas nas mídias sociais, para então se avaliar as próximas ações. A análise destes dados é importante para o futuro da empresa porque lhe permitirá identificar e quantificar preferências e impressões de uma amostragem de consumidores, de maneira a obter o correto diagnóstico de sua imagem e de seus produtos. É importante frisar que todo esse tempo de resposta nas redes digitais é muito mais urgente do que em qualquer outra mídia, pois, utilizadas também como SAC online, as mídias sociais mantém as portas da empresa abertas 24 horas por dia.

 Em resumo, muito além de marketing, estudar a "voz" de seus consumidores transforma a ferramenta digital em um verdadeiro canal de relacionamento, o que pode ser bastante positivo se aproveitado corretamente. 

Acácia Lima - Jornalista e diretora da YellowA, agência especializada em mídias sociais.

*Material disponível em: http://www.roraimahoje.com.br/home/colunas/artigos/11053-marketing-e-relacionamento-nas-midias-sociais.html

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Facebook terá anúncios baseados em histórico de usuários em toda a internet

Cada vez que um usuário curte uma banda, um filme, uma marca ou serviço no Facebook, o site usa essa informação para adequar os anúncios que exibe à personalidade e ao comportamento desse usuário. Agora, a companhia quer impactar consumidores com base em seu comportamento em qualquer lugar da internet. A ideia é segmentar mais ainda os anúncios exibidos na rede social.

 Isso será feito pelo Facebook Exchange, anunciado hoje, que permitirá que os anunciantes possam atingir tipos específicos de usuários com base no seu histórico de navegação - os cookies -, em tempo real.

 Até agora, a publicidade do Facebook era orientada com base nos interesses dos usuários dentro da rede social e não tinha com o histórico fora do site.

 "Um site de viagens pode estar interessado em impactar uma pessoa que procurou por um vôo, mas acabou não concluindo a compra. Com o Facebook Exchange, esse site de viagens poderá mostrar à pessoa um anúncio relacionado a viagens no Facebook", exemplificou o site em um comunicado oficial.

"Isso significa que os anunciantes poderão entregar publicidade mais relevante em tempo hábil em uma escala nunca antes possível", completou.

 Os computadores já "memorizam" o histórico de navegação dos usuários de internet por meio dos cookies. Pelo novo programa, o Facebook monitorará cookies em sites de terceiros. Após isso, os anúncios que aparecerem para o usuário estarão relacionados àquele determinado cookie. De acordo com o site, como o Exchange é ativado por meio dos cookies, os usuários terão a possibilidade de desabilitar a opção, se não quiserem ser impactados pelos anúncios gerados pelo programa.

"Nós não compartilhamos quaisquer dados do usuário com os anunciantes", esclareceu o site, "e as pessoas ainda terão o mesmo controle sobre os anúncios que vêem hoje no Facebook".

 O Facebook Exchange exibirá apenas banners - aquelas pequenas caixas com texto e foto na lateral direita das páginas - e não se estende a histórias patrocinadas - as sponsored stories - ou anúncios premium.


*disponível em http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/facebook-tera-anuncios-com-base-em-historico-de-usuarios-em-toda-a-internet

sábado, 16 de junho de 2012

Os movimentos das marcas

Os movimentos das marcas Há 15 anos não se falava tanto em marca como agora. Hoje, o branding (nem sempre com esse nome) tornou-se uma referência obrigatória entre profissionais e acadêmicos da área de comunicação e marketing. Mais do que isso, as marcas estão virando um tema recorrente para as pessoas em geral. Não a simples presença – sem dúvida, crescente – das marcas de empresas, produtos e serviços na vida cotidiana, mas é o próprio conhecimento sobre elas que atrai cada vez mais interesse. Basta ver o sucesso que o LogosQuiz, um gamezinho superinteressante, está fazendo entre os mais jovens.

 Analisando um pouco mais essa onda de atenção voltada para o branding, torna-se necessário fazer uma advertência: é preciso cuidado para não tomar as marcas como se fossem algo fixo e estático, uma imagem parada ou um mero instrumento de marketing, sem interação, sem vínculos e sem dinâmica própria. É uma tentação que existe e às vezes se manifesta no meio dessa onda.

 Ora, a Terra parece parada para observadores incautos, mas, graças à revolução copernicana, sabe-se que ela está sempre girando no espaço. A mesma coisa acontece com as marcas: embora possam parecer, para uns, apenas um desenho que representa alguma coisa ou, para outros, um instrumento usado para comunicar determinados conteúdos e intenções, as marcas são construções culturais e simbólicos altamente complexos, cheios de vida e em constante movimento. E é muito importante entender e acompanhar esses movimentos porque eles interferem na própria definição do que é branding, seu alcance e desdobramentos. 

Historicamente, as marcas modernas nasceram como forma de proteção legal dos direitos de propriedade. Evoluíram para um suporte poderoso da identidade e diferenciação de produtos e empresas. Com o tempo, a identidade gravada nas marcas transmutou-se em imagem na cabeça ou no coração das pessoas. Incorporando esses papéis anteriores, as marcas chegam aos dias atuais como a mais forte das expressões de valor intangível das empresas e corporações contemporâneas.

 Mais do que essa expansão progressiva ao longo da história, as marcas continuam movimentando-se em diferentes sentidos. Agora mesmo, dentro desse turbilhão de imagens e informações (recomenda-se a análise singular do professor Norval Baitello Júnior sobre esse ambiente) que caracteriza a sociedade de comunicação da era digital, elas não param e descrevem novos movimentos.

 Basicamente, pode-se dizer que as marcas experimentam hoje a pressão de duas grandes forças simultâneas:
1. Força centrípeta – que empurra e faz convergir em direção ao centro ou núcleo das próprias marcas;
2. Força centrífuga – que parte de dentro para fora, buscando estender as conexões externas das marcas. 

Para ilustrar um pouco mais essa movimentação, vale localizar o que está acontecendo em cada uma dessas direções. De um lado, da força centrípeta, podem ser alinhados os seguintes esforços que tentam dar mais consistência ao núcleo da marca: o foco nas marcas corporativas; as abordagens baseadas nas narrativas corporativas ou storytelling; as definições ou redefinições de propósito da marca; os arranjos de co-branding e outras coalizões; o apelo da motivação social ou sustentável para as marcas.

 Esses esforços, para listar os mais evidentes, têm em comum o fato de significarem uma reação à ameaça de diluição ou dispersão estratégica das marcas, diante das possibilidades de atuação fragmentada ou de pulverização comunicativa dos tempos atuais.

 Na outra ponta, da força centrifuga, localizam-se, com variadas intensidades, os seguintes impulsos: as correntes do marketing experimental ou emocional (emotional brands); o CRM e outras formas de gestão de relacionamentos; a defesa da viralização ou multiplicação dos contatos; o neuromarketing ou abordagem pela neurociência; as conexões pelas redes ou dispositivos móveis.

 São movimentos que, ao lado de outras tentativas, tiram proveito de certa ubiquidade ou expansão da presença das marcas nesse universo turbinado da comunicação e buscam por diferentes meios – emoções, contatos, conexões e até neurônios – estender ou intensificar os vínculos dos públicos com as marcas.

 Assim com a Terra, são dois movimentos. Um em torno do próprio eixo, com a intenção de dar mais consistência ao núcleo, ao sentido, à razão de ser das próprias marcas. O outro é mais expansivo e gira em torno dos públicos considerados fundamentais para o relacionamento das marcas.

 As marcas não vivem só de conexão, de presença na rede, de contato viral. Elas precisam de centro, de estratégia, de missão e de valores. Um movimento completa o outro e viabiliza o propalado compartilhamento.

 Pode-se concluir que administrar marcas, nesse mundo da comunicação digitalizada e em rede, é justamente buscar equilíbrio entre essas duas pontas: a estratégia, a promessa, o centro das marcas e as suas extensões, conexões e vínculos. E não adianta querer parar as marcas para fazer esse ajuste, elas se movimentam o tempo todo. Como a Terra, o Sol e todo o sistema.


*disponível em: http://mundodomarketing.com.br/artigos/levi-carneiro/23966/os-movimentos-das-marcas.html

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Facebook é a rede social mais popular em 126 países

Uma mapa criado pelo pesquisador italiano Vincenzo Cosenza mostra que o Facebook, com mais de 900 milhões de membros, já é a rede social mais popular em 126 países. O World Map of Social Networks, atualizado duas vezes por ano, combina dados do Alexa e do Google Trends.

 A mais nova versão do mapa (junho/2012) mostra que o Facebook é dominante em 126 dos 137 países analisados​​. A Europa soma 232 milhões de usuários, a América do Norte 222 milhões e Ásia 219 milhões de membros. Entretanto, alguns países ainda resistem ao site de Mark Zuckerberg e concentram usuários em outras redes mais regionais.

 Na Rússia, a disputa por usuários fica entre dois serviços locais: Odnoklassniki e V Kontakte. Na china, o Qzone soma 560 milhões de usuários, seguido por Tencent Weibo como 337 milhões e Sina Weibo como 334 milhões. No Irã, a rede dominantes é a Cloob. E no Vietnã e na Letônia, lideram Zing e Draugiem, respectivamente, diz o mapa.

 No Brasil, o Facebook domina. Assim como na Austrália, nos Estados Unidos, no Reino Unido, Japão, Itália, Índia e outros. Mas não foi sempre assim, no mapa de junho de 2011 o líder no país era o Orkut, que perdeu o reinado no mesmo ano e já em dezembro foi destronado pelo Facebook.

 Embora a distância para o Facebook ainda seja imensa, faz sentido olhar para os serviços que estão lutando pela segunda e terceira posição", afirma Cosenza. O pesquisador diz ainda que há um problema da detecção do Google+, que não é mostrado pelas métricas do Trends.

 Twitter e LinkedIn aparecem com muita frequência nos EUA, Reino Unido e Suécia. Na Europa, o segundo lugar é preenchido por redes locais como Badoo (Áustria, Bélgica, França, Itália, Portugal), Tuenti (Espanha), Hyves (Holanda) e Wer-Kennt-wen (Alemanha). No Brasil, o segundo lugar é do Orkut e, curiosamente, o terceiro é do Badoo, sem sinal do Twitter.

*Disponível em: http://oglobo.globo.com/tecnologia/facebook-a-rede-social-mais-popular-em-126-paises-5178115

sábado, 2 de junho de 2012

Facebook começa a ameaçar liderança do Google no Brasil

O Facebook foi o site mais visitado no Brasil em todos os fins de semana e feriados de abril, com exceção do sábado, dia 7. No entanto, o Google Brasil manteve a liderança no ranking geral dos sites mais visitados no mês passado - que considera todos os dias do mês -, segundo dados compilados pela Experian Hitwise, ferramenta da Experian Marketing Services que mede o comportamento dos internautas no país.

“Embora de forma geral nossas análises apontem que os brasileiros utilizam menos a internet nos finais de semana e feriados, com esse levantamento verificamos que o Facebook acaba recebendo uma fatia maior do bolo durante os períodos de lazer”, diz Juliano Marcílio, presidente da Experian Marketing Services para a América Latina.

Segundo a Experian, a diferença entre o Google Brasil e o Facebook é cada vez menor, tendência que vem sendo reforçada ao longo dos últimos doze meses. Entre abril de 2011 e abril de 2012, o índice de visitas da rede social no país saltou de uma participação de 2,12% para 9,76%. No mesmo intervalo, o Google Brasil manteve-se estável, registrando uma pequena queda de 0,76%, caindo de 11% há um ano para os atuais 10,24%.

Em relação ao índice de páginas visualizadas, métrica que permite analisar com mais propriedade a interação dos usuários com cada site, o Facebook atingiu 27,08% de participação, enquanto o Google Brasil alcançou 6,87% no mesmo intervalo. De acordo com a Experian, praticamente uma em cada quatro páginas vistas pelos internautas brasileiros no mês de abril pertenciam ao Facebook, o que garantiu à rede social o primeiro lugar nesse quesito. Em seguida, ficou o Orkut, com 8,22%, seguido pelo Google Brasil.

Fonte: http://www2.valoronline.com.br/empresas/tecnologia?page=5