"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

10 insights de marketing que talvez você tenha deixado passar

Twitter: a rede social remodelou seu pássaro azul, dando ares simplificados e universalizando a marca. Agora, tanto "T" quanto a palavra "Twitter" não devem mais ser usados. Conheça o novo logo e sua política de uso.

 Conar vetou: uma campanha publicitária da Tele Sena com a banda Restart foi suspensa pelo Conar na última terça-feira, por maioria de votos. O motivo? A propaganda promovia títulos de capitalização oferecendo como brinde figurinhas colecionáveis dos integrantes da banda. Só que títulos de capitalização só podem ser vendidos para maiores de 16 anos. Já a banda, atinge um publico majoritariamente abaixo dessa faixa etária.

 Casar em Las Vegas, quem não quer? A Halls, bala da Kraft Foods, está lançando uma ação em que dois fãs da marca, completamente desconhecidos, vão se encontrar pela fan page e se conhecer pessoalmente em cima do altar da Little White Chapel, capela mais famosa de Las Vegas. Veja como funcionará.

 Virais: veja quais foram os comerciais mais compartilhados do YouTube em maio. Dica: tem Nike, TNT, Call of Duty, um flash mob no metrô e uma apelo sensacional por mais gentileza.

 Walt Disney: a companhia proibirá anúncios de "junk food" em seus programas de televisão, rádio e internet para menores de 12 anos a partir de 2015

 Pepsi: a década de 50 marcou um investimento agressivo da marca em publicidade e mudança de posicionamento: não mais o preço, e sim um estilo de vida. Veja os anúncios que ajudaram a vender o refrigerante nessa época.

Cães submersos: lembra aquela série de fotos de cães buscando bolinhas embaixo d´água que tomou conta da internet no início do ano? Além de ter dado fama mundial ao fotógrafo Seth Casteel, o projeto agora integra uma campanha publicitária da Y&R para a Cepêra.

Nike: para garantir visibilidade antes das ações para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a marca voltou os olhos para o Rio de Janeiro. Como disse Mario Andrada, diretor de comunicação e mercados emergentes para as Américas da companhia, " Copa e Olimpíadas se ganham antes".

Marcas no Facebook: esteja atento para 4 erros cometidos por marcas na timeline da rede social. Postar apenas um tipo de conteúdo é uma delas.

É proibido: você sabia que existem restrições no uso da imagem de apresentação da timeline do Facebook? Elas banem publicidade, promoções e endereços de contato.

Fonte: EXAME.com
Disponível em: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/10-insights-de-marketing-que-talvez-voce-tenha-deixado-passar-2

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Interação é mais importante que promoção na web

Interação e bom atendimento ao cliente são mais importantes para a decisão de compra na internet do que promoções na rede. Segundo a terceira edição da pesquisa “Empresas e consumidores nas mídias sociais”, enquanto as promoções incentivam cerca de 30% das compras de produtos e serviços, mais de 40% apontam como estímulo as ações de comunicação e relacionamento.

 De acordo com o estudo, 94% dos consumidores ouvidos têm a internet como principal fonte de informação. Destes, 75% apontam as mídias sociais como os canais mais acessados na web, superando o uso de e-mail (68%), seguido por pesquisa (63%) e leitura de notícias (60%).

 Mais de 73% dos jovens seguem alguma empresa no Twitter e um em cada três afirma já ter dado preferência à compra de produtos ou serviços de empresas com participação na internet. O Facebook é a rede social que lidera a preferência entre os canais de relacionamento (95%), seguido pelo Twitter (80%). Entre os gêneros, é o público feminino que explora ainda mais a sociabilidade: 36% possuem perfis em até seis redes, 18% em até nove e 10% em até 12.

 Realizada pela agência de comunicação integrada JeffreyGroup e pelo instituto de pesquisa Ideafix Estudos Institucionais, o levantamento ouviu 500 jovens heavy users durante 5ª edição da Campus Party Brasil, realizada em fevereiro.

 Fonte: EXAME.com

Disponível em: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/interacao-e-mais-importante-que-promocao-na-web

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Os segredos das Love Brands

A interação com o consumidor em tempo real, levando comunicação de qualidade e mantendo aberto o diálogo e a troca de ideias.

 O mundo de hoje é o do imediatismo. As pessoas têm cada vez menos tempo e, por isso, muitas vezes a praticidade toma o lugar de aspectos como fidelidade e relacionamento. No plano das marcas, essa equação se traduz ao aumento da infidelidade do consumidor, que pode trocar de marca ao vislumbrar maior comodidade. E ao passo em que mais de 20 mil novos produtos são lançados ao mês, apenas as Love Brands terão o poder de permanecer intactas na mente, no coração e na preferência do consumidor. As Love Brands são as marcas "super amadas". Além de "Top of Minds", ou seja, aquelas que primeiro vêm à mente, são marcas que chegam a determinar algumas categorias. É o caso da Coca-Cola, que além de ser uma das marcas mais lembradas em todos os rankings já realizados, passa a dar nome à categoria de refrigerantes, para alguns consumidores. Havaianas, Omo, Disney e Apple são outros exemplos de Love Brands.

 Para se tornar uma marca tão amada a ponto de não ser trocada, o caminho é longo, porém o objetivo é simples: ter um relacionamento sólido e eficiente com seu público, estando presente em todos os momentos de sua vida. Nesta trajetória, alguns passos são fundamentais, mas o primeiro deles é a consistência na aplicação de todos os elementos da marca. Em outras palavras, é essencial ter uma base forte, com conceitos sobre os valores da marca bem estabelecidos. Nesta etapa, vale lembrar que os valores da empresa precisam ser capazes de gerar identificação com o público da marca, de forma apaixonante. Não existe nada pior do que se sentir enganado e o consumidor também pensa assim. Por isso, o relacionamento entre marca e consumidor precisa priorizar a transparência e a consistência, para que ambos partilhem da mesma "verdade". Somente assim, identificando-se com os valores da marca, é que o consumidor será capaz de defendê-la.

 Se a marca preza pela sustentabilidade, por exemplo, é preciso que todas as suas comunicações e ações, tanto internas quanto externas, solidifiquem essa preocupação. É o mesmo caso da marca que inclui a preocupação com o cliente em sua assinatura e apresenta um atendimento ruim, que não materializa este cuidado. Outro passo importante é que, a partir da definição dos valores da marca, toda a organização pratique esse posicionamento, desde a alta gestão até colaboradores, fornecedores e distribuidores. É necessário mostrar ao mundo a essência e o compromisso da marca, o que fortalece a imagem e incute a cultura da marca em toda sua rede de relacionamentos.

 A interação com o consumidor em tempo real, levando comunicação de qualidade e mantendo aberto o diálogo e a troca de ideias também é um aspecto inerente a toda Love Brand. Hoje, com as infinitas possibilidades trazidas pelas redes sociais, estar conectado é mais do que uma obrigação, é uma exigência de todos os públicos. No caso das Love Brands, a taxa de interação é altíssima e é possível contar com o apoio de "embaixadores da marca", pessoas apaixonadas, capazes de defender e replicar o DNA da marca a outros consumidores. A etapa seguinte traz à tona um conceito conhecido em comunicação de marcas: "emocionou, carimbou". A marca precisa buscar conexões conscientes e inconscientes com seu público, a fim de participar de sua vida. Por isso, é extremamente importante que haja a relação de verdade entre discurso e prática.

 É neste momento que o posicionamento, ou aquilo que a marca diz que é, pode se aproximar da imagem, ou seja, aquilo que as pessoas pensam que ela é. Um trabalho de marketing e branding consistente são fundamentais nesse processo, para que haja a menor distorção possível neste entendimento. Em termos gerais, a relação entre a Love brand e o consumidor precisa ser uma relação de amor. À marca, cabe não trair a confiança de seus fãs, não sumir sem avisar, nem deixar o relacionamento cair na rotina. É preciso chamar pra conversar, discutir a relação e se fazer presente, seja por rede social, comunidades, plataformas específicas para o consumidor, pesquisas e etc.. Pois como todos sabemos quem não dá assistência, dá oportunidade a concorrência e pode acabar perdendo a preferência.

 A marca que consegue se relacionar com seu público a partir destes passos estabelece uma conexão forte, duradoura e estimulante. Em um cenário mais complexo, em que temos a sensação de estar correndo o tempo todo, as experiências precisam ser especiais. Por isso, as marcas que tenham a pretensão de se tornar Love Brands precisam entender e se encaixar neste contexto.

Leonardo Lanzetta
Bacharel em marketing pelo Centro Universitário da Cidade, Leonardo Lanzetta é Sócio e Diretor Executivo da DIA Comunicação (São Paulo, Rio e Fortaleza) e atual Vice-Presidente de Agências do POPAI Brasil. Possui vários trabalhos premiados entre os quais realizou para Coca-Cola Brasil, Lóreal, Oi, O Globo, Petrobras, entre outros. Twitter: @lanzatt

Disponível em:http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/164/os-segredos-das-love-brands.html