"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal


FELIZ NATAL A TODOS OS SEGUIDORES DO BLOG ESPAÇO DA COMUNICAÇÃO...QUE 2012 SEJA UMA ANO PRÓSPERO PARA NÓS COMUNICÓLOGOS ... COM MUITAS OPORTUNIDADES...SUCESSOS INFINITOS!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Twitter busca conquistar a preferência de empresas e usuários

Com mais de 100 milhões de usuários no mundo todo, o Twitter completou cinco anos em 2011 e ocupa o segundo lugar no ranking das redes sociais em número de usuários, atrás somente do Facebook, segundo dados do próprio Twitter. Criado como ferramenta de comunicação, no entanto, o microblog tem tentado se reinventar para atrair as marcas e monetizar o serviço, especialmente com o crescimento do Facebook e o surgimento de novos canais, como o Google+.

O Brasil é o segundo país que mais possui pessoas conectadas à rede, com a média equivalente de 8,79% do total de cadastrados, de acordo com o Twitter. Com o grande número de público, o site é uma enorme oportunidade para gerar tráfego às empresas. As novas tendências dos consumidores, no entanto, apontam a preferência por relacionamento e diálogo nos canais sociais e não apenas receber informações, um das principais características do microblog.

Algumas empresas, como a Comcast, nos Estados Unidos, e o Bradesco, no Brasil, já visualizam a possibilidade de explorar novos comportamentos na rede, como a criação de perfis de atendimento e maior interação com o que os usuários escrevem. Os investimentos do próprio Twitter para o mercado também criammais chances de utilização das marcas. No início do mês, o site apresentou uma nova interface para 21 marcas parceiras nos Estados Unidos, ainda em fase de teste, em busca de atrair mais anunciantes e elevar sua receita.
Microblog pretende sair da sombra do Facebook e reformula interface da página


"O modelo agora foca em imagens e na conversa com os usuários, com três canais, Home, Connect e Discover. No último, as marcas podem contar suas histórias. A Disney Pixar, por exemplo, possibilita ao internauta ver um trailer na própria timeline, o que tornou muito mais dinâmico para uma narrativa e bem mais próximo do público", aponta Leslie Orsioli, Diretora da agência We are Social, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O futuro da ferramenta

Ontem, dia 19, o Twitter recebeu um investimento de US$ 300 milhões da empresa Kingdom Holding, do príncipe saudita Alwaleed Nib Talal. O aporte financeiro reconhece a ferramenta como um negócio promissor com previsão de crescimento para brigar com as outras redes sociais pela preferência de anunciantes e usuários, principalmente com o Facebook.

Alwaleed é considerado o 26º homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 19,6 bilhões. O investimento na rede social equivale a uma participação de 3,75%. A companhia do empresário saudita possui participações também em empresas mundiais, como Citigroup, General Motors e Apple.

Enquanto o microblog busca melhorar sua interface e serviços, as marcas brasileiras ainda não utilizam plenamente as opções já disponíveis. "As companhias não usam as hashtags mais comentadas no Twitter, elas só olham para a própria marca. O maior erro hoje é as empresas só ficarem postando promoção e chamadas para visitar a sua página, sendo que existem usuários querendo tirar dúvidas sobre os produtos e o segmento da empresa e ninguém está lá para ouvi-los e dialogar estas questões", destaca Paulo Kendzerski, Diretor/Presidente da WBI Brasil, em entrevista ao portal.

Geração de receita

Com a nova interface, as marcas poderão focar ainda mais em relacionamento com o consumidor. O papel do Twitter sempre foi mais informativo, e agora a perspectiva é que haja um diálogo maior entre marcas e usuários. As transformações pretendem ainda apresentar formas mais rápidas e simples de conexão. Não há previsão, no entanto, de data para o modelo chegar ao Brasil.

Enquanto a novidade não chega às terras brasileiras, as companhias buscam estratégias para explorar as possibilidades do Twitter. Lançado em abril de 2010, o Promoted Trends é um dos recursos da rede social para gerar receita e aumentar o espaço das marcas dentro do site. O sucesso dos Trending Topics, ou em português, Tópicos de Tendências, fez com que empresas do porte da Samsung, Toyota e HBO pagassem pelo serviço e, atualmente, o Twitter arrecada cerca de US$ 120 mil por dia com a função.

Apesar do recurso não ser normalmente utilizado no Brasil, ele já esteve presente em ações como a da Pixar, que promoveu a estreia de Toy Story 3 com a ferramenta. O segredo do sucesso é realizar ações de comunicação por meio de conteúdo relevante, despertando o interesse dos consumidores e engajando os usuários a partir do tema abordado, gerando mídia espontânea.

Em outubro, o CEO do Twitter, Dick Costolo, declarou que pretendia dividir a receita da rede com os consumidores que twittam conteúdo relevante, com publicidade aliada a perfis de determinados internautas. O método é utilizado por famosos por aqui e nos Estados Unidos. O humorista Rafinha Bastos, por exemplo, já alegou faturar US$ 4 mil com tweets patrocinados, o mesmo acontece com o ator Charlie Sheen.

Twitter x Facebook

Apesar dos perfis voltados para o diálogo com o consumidor e novos aportes no design, o Twitter ainda é visto como um ambiente de tráfego para outras páginas e um monitor de tendências. "Ele não precisa oferecer muitas coisas, porque as próprias empresas vão criando ferramentas ligadas à API do Twitter, que é uma plataforma aberta", lembra Leandro Kenski, CEO da Media Factory, ao portal. É o caso do aplicativo TweetDeck, que o Twitter comprou por 40 milhões em junho deste ano.

A principal diferença entre o Twitter e o Facebook é a possibilidade de captar informações sobre o consumidor. O Facebook permite utilizar os dados dos usuários e suas informações de preferência com o Open Graph. "São estratégias e caminhos diferentes. O Facebook tem muito mais liberdade para atuar e as pessoas que têm que se preocuparem com a privacidade quando vão participar de aplicativos e afins", aponta Kenski.

Muitas empresas já desenvolvem softwares para agrupar um banco de dados dos seus clientes pelas informações nas redes sociais e o Twitter, por ser uma ferramenta bastante direta, perde na preferência das companhias neste quesito. "As marcas têm que saber utilizar as redes sociais e perceber que são um meio de análise de consumo, como se tivessem um laboratório de pesquisa em tempo e caráter reais e com um feedback muito ligeiro. O que pode ser utilizado para melhorar produtos, campanhas e realizar co-criações", diz Leslie.

Patrocinar termos

Por meio do serviço disponibilizado pelo Twitter, as agências fazem a ponte entre as marcas e a rede social, como o planejamento e monitoramento de ações no espaço. Com o Facebook e as fan pages em voga, algumas empresas têm se limitado a postar apenas conteúdo, que, na maioria das vezes, leva o usuário para outras páginas. "As marcas têm ainda pouco conhecimento de como funciona a publicidade no Twitter. Há duas formas de trabalho, uma é fazer a promoção no próprio perfil, e outra é patrocinar algumas palavras, expressões ou marcas", comenta Kendzerski.

Ao patrocinar uma palavra, o anúncio da empresa sempre aparecerá no topo de busca da lista daquele termo. A função pode ser comparada à do Google, no qual, ao realizar uma busca, a expressão desejada sempre aparece após anúncios ligados ao que foi escrito. O site de moda feminina Coquelux patrocinou no ano passado a palavra Oktoberfest e Blumenau, durante a temporada do festival de cerveja, sabendo que haveria muitas buscas pelos dois termos na época.

Outra marca que utilizou a estratégia foi a Coca-Cola, no México, para promover o show da cantora Britney Spears, do qual é patrocinadora. Na ocasião, a empresa buscava divulgar o vídeo de apresentação da cantora para atrair mais pessoas ao espetáculo. "O importante é saber explorar as opções. A realização de um festival numa cidade é uma grande oportunidade para as empresas de turismo, restaurantes e hoteis", comenta Kendzerski.

Mudanças de paradigmas da rede

Pequenas ações podem ter resultados expressivos dentro do Twitter. A Claro é um exemplo disso. A operadora reinventou seu diálogo com os consumidores, ao trazer o ex-jogador Ronaldo para assumir o comando do perfil da empresa no microblog em 2010. De lá para cá, o investimento fez a conta da companhia passar de 33 mil seguidores para 2,6 milhões, que recebem diariamente ofertas e promoções, além de brincadeiras, fotos e comentários do "Fenômeno".

]Outro modo de trabalhar melhor a presença das empresas na rede é ter múltiplos perfis para determinadas situações, como atendimento, promoções, novidades e conteúdo. "Percebemos que é interessante ter a parte de atendimento separada da de promoções e conteúdo. Quando atendimento pelo Twitter é segmentado fica muito mais fácil resolver o problema e as pessoas reconhecem. Elas elogiam e postam na própria rede social o contentamento com a marca, o que gera uma imagem positiva da empresa", ressalta Kenski.

Bancos como Santader e Bradesco já seguiram esta tendência e possuem, além de múltiplos canais, perfis especiais de atendimento, onde é estabelecido um diálogo em tempo real do cliente com a empresa. O Alô Bradesco conta com 10,7 mil seguidores e o SAC Santander Brasil tem 5,9 mil. Em ambos os casos, o número de usuários é bem inferior ao das páginas principais e é focado apenas no atendimento.

"Para uma marca fazer um Twitter ela precisa entender de relacionamento. O Bradesco, por exemplo, não possui o tom de um SAC, tenta usar a linguagem da internet. O banco utiliza emoticons, agradece os elogios e se preocupa se o usuário está sendo bem tratado, tentando fazer um atendimento personalizado", afirma Leslie.

Explorar oportunidades

As empresas podem ter no Twitter uma importante ferramenta para impulsionar as vendas e realizar ações de Marketing. Um levantamento com 3.268 usuários, da agência Bullet, em 2009, verificou que a maioria dos internautas (53,6%) acha interessante ações de Marketing na rede social, desde que com relevância. Por outro lado, 51% nunca participaram de nenhuma promoção no Twitter, mas possuem interesse e 33% responderam já ter participado.

Cerca de 70% afirmaram ainda que seguem ou já seguiram perfis de empresas, campanhas publicitárias ou eventos. Um dos equívocos das páginas corporativas no Twitter é não monitorar e analisar o que os seus seguidores ou usuários em geral estão comentando. Apenas um comentário pode ser uma porta para a marca se relacionar ou ganhar um novo consumidor.

"Em viagem para Gramado uma vez, escrevi no Twitter O bom de ter um cliente em Gramado é aproveitar para passar o fim de semana na Serra . Após cinco minutos recebi um tweet de um restaurante, que eu não conhecia e que também não me conhecia, assim: Paulo, se você vem para Gramado conheça o nosso restaurante e passou o endereço. Uma ação extremamente ativa e nada evasiva", exemplifica Kendzerski.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nas redes sociais é preciso entender as pessoas


Uma criança está brincando na rua de sua casa quando encontra um passarinho morto debaixo de uma árvore. Extasiada, chama os amigos para compartilhar a descoberta.

Compartilhar. Uma palavra que hoje recebeu um sentido peculiar, quando na verdade remete a uma atitude simples e instintiva de todo ser humano.

Essa é apenas uma demonstração de como o comportamento observado nas redes sociais é uma extensão dos desejos e tendências que as pessoas manifestam todos os dias. E entender isso é fundamental para obter sucesso no relacionamento digital entre empresas e pessoas.

É comum para marcas e analistas se distanciar do seu público, preocupados com acessos, compartilhamentos e retweets. Perder o foco do relacionamento com as pessoas é o primeiro passo para não gerar o almejado engajamento. Então, como evitar esse afastamento?

O caso Twitter

Quem dita as regras nas redes sociais é o usuário. A evolução do Twitter demonstra como a criatividade de seguidos e seguidores demonstraram novas necessidades e utilidades da ferramenta.

O que você está fazendo agora? O antigo slogan logo se adaptou à utilização mais proveitosa da ferramenta: O que você está pensando agora?

Acredito: os criadores do Twitter, quando lançaram a ferramenta, não imaginavam sua repercussão no universo econômico, político e jornalístico. Essas foram lições aprendidas com os usuários. O conceito de retweet, que no início não tinha sequer um botão na página, as URLs personalizadas para não exceder o limite de caracteres, o compartilhamento de fotos, o Follow Friday e tantas outras práticas foram criações dos usuários.

Hoje, sempre ao acessar o Twitter e ver a facilidade de navegação, o layout amigável e a infinidade de opções em apenas uma página, ainda me surpreendo, principalmente quando lembro dos tempos de seu surgimento um detalhe que falta: deveria haver a funcionalidade de encurtar URLs, pois nos livraria do Bitly, Migre.me e tantos outros.

O Twitter em si, é um exemplo de transformação motivada pelas vontades e pelo comportamento de quem mais importa: o usuário.

Como superar o obstáculo digital?

Para se aproximar de seu público, construir uma relação sólida e ter uma presença digital efetiva, o profissional de redes sociais deve olhar para fora da tela de vez em quando. Deixar de lado os gráficos, porcentagens e relatórios e observar as atividades e interações offline seus clientes e colaboradores.

Além de conhecer marketing digital, programação, publicidade, jornalismo, design e tantas outras aptidões, ele precisa ser um pouco sociólogo também. Entender como seu público-alvo age, porque ele se comporta dessa forma e o que ele espera da sua empresa não só na internet, mas fora dela.

Promoções atraem seguidores e não clientes efetivos. Além disso, olhar para as redes sociais com objetivos puramente comerciais é um desperdício de seu maior potencial: construir de forma sólida a imagem de sua empresa. Mas essa é outra história.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Criatividade - Empresas reinventam marcas com branding

Mudanças no cenário econômico e incorporação de novos contingentes de consumidores ao mercado exigem que médias e grandes empresas revejam seus conceitos.

Até alguns anos atrás, a visão predominante no mercado era de que produtos tangíveis e de qualidade eram vendidos por si só.

A mudança de perfil dos consumidores, a partir da incorporação de novos contingentes de compradores em potencial, mostra um cenário diferente: a sociedade está cada vez mais exigente, e as companhias têm um grande desafio pela frente: o de se reinventar.

Foi a partir dessa constatação que surgiu e se expandiu o branding, estratégia de reposicionamento utilizada tanto por médias empresas como pelas grandes corporações.

"Hoje em dia a preocupação das empresas não se limita apenas aos preços de seus produtos e à governança corporativa. Elas devem administrar os valores que a marca transmite para a sociedade", afirma Andrea Janer, sócia da Redondo Design, consultoria de estratégia de marcas.

A Redondo - nome criado pelo significado da palavra muito usada em design quando um trabalho está pronto, na "melhor forma" - foi fundada há dez anos no Rio de Janeiro pelas designers Jaqueline Fernandes e Cristiana Nogueira, que faziam trabalhos pontuais, esporádicos.

Segundo Janer, a trajetória da empresa nos primeiros anos não foi fácil, pois o assunto "branding" ainda não era difundido no país. "Fizemos um trabalho de catequização, no sentido de explicar o conceito no Rio", revela Andrea.

No Brasil, o assunto começou a engatinhar em 2002, quando o país passou a despertar o interesse de grandes grupos globais. Exemplo disso foi o inglês Wolff Olins, que criou a marca da Oi, grupo de telecomunicações, que está entre as dez empresas com melhor avaliação no ranking das marcas mais valiosas do mundo, realizado pela consultoria britânica BrandFinance este ano.

Crescimento

Com o amadurecimento do mercado, a Redondo sentiu as mudanças, especialmente a partir de 2006: o trabalho, que antes era pontual, se tornou mais frequente. "Com a expansão das empresas brasileiras, nosso trabalho deixou de ser de construção de marcas. Algumas empresas nos entregaram a própria gestão das marcas", diz Andrea.

Grandes nomes como Neoenergia, Patrimóvel e Grupo EBX fazem parte do portfólio da empresa carioca. Um exemplo é a Vale, de mineração, para a qual a empresa elabora, há cinco anos, projetos de comunicação com o foco em sustentabilidade ambiental.

"O objetivo é mostrar de forma clara os trabalhos voltados ao meio ambiente, já que a Vale não se limita apenas a apresentar o balanço financeiro aos stakeholders", afirma.

Hoje, Andrea pensa em estratégias de marcas junto a uma equipe de 15 pessoas e utiliza o design como ferramenta para aproximar as marcas de consumidores. Em 2010, a empresa faturou R$ 1,3 milhão. Para o ano que se encerra, a meta é de R$ 1,7 milhão. Já para 2012, estima alcançar receita entre R$ 2 milhões a 2,5 milhões, ano de boas perspectivas para Janer.

"Para o novo ano, nova marca, novo site, novas contratações e uma inevitável obra: o escritório está entrando em reforma em janeiro para acomodar mais funcionários", finaliza.

14 anos de praia

A carioca Andrea trabalha com branding há mais de 14 anos. A carreira da consultora no segmento começou na Addison, em San Francisco, nos Estados Unidos, onde colaborou em um programa para a rede Ipiranga, de combustíveis, enquanto buscava novas oportunidades de trabalho para a Addison no Brasil.

Ela também já participou de projetos de nomes de marca para SuperVia, Vésper, Escelsa/Enersul e blah! (do grupo TIM), e de trabalhos para empresas como Gradiente, Lojas Americanas, Grupo Ultra, Unibanco e Brastemp.

*Material disponível em: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/empresas-reinventam-marcas-com-branding_110378.html

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Lidando com o torcedor consumidor

Depois que você ler essa matéria, entre no site oficial de três times de futebol (fique a vontade para escolher). Lá, com certeza, terá um link com opções de compras dos produtos licenciados dos clubes. São camisas, bonés, chaveiros, casacos, canecas, bolas e pode ter certeza - muito mais.

Esses produtos representam apenas a ponta do iceberg do quanto o mundo esportivo é lucrativo. Há também venda de ingressos nos estádios, cotas de televisão e, claro, os patrocínios. Muitas empresas têm apostado nesse mercado buscando uma identidade pessoal entre seu público-alvo e marca, ligando-se não apenas de forma comercial aos seus clientes, mas também de forma afetiva.

De acordo com Melissa Johnson Morgan e Jane Summers, no livro "Marketing Esportivo",essa conexão das marcas e do esporte facilita a aproximação com os torcedores. "O esporte está diretamente ligado com o momento de lazer de seus torcedores e proporciona uma infinidade de emoções que vão desde o amor intenso até o ódio. Essa ligação emocional entre o torcedor e o time abre caminho para uma grande oportunidade quando se analisa a promoção de um produto, pois durante esse momento de lazer, o torcedor se torna mais receptivo as mensagens transmitidas, levando com que o torcedor - até mesmo de forma inconsciente - faça ligação entre as emoções prazerosas do jogo, as marcas e produtos", explicam.

Uma pesquisa realizada no Reino Unido sobre a eficácia do marketing esportivo mostra que o patrocínio pode ter ainda mais impacto entre os jovens de 15 a 24 anos. Quarenta por cento dessa faixa etária indicou que se sentem mais confiantes em consumir produtos de marcas que patrocinam eventos esportivos como Olimpíadas e Copa do Mundo.

Camisas milionárias

Um dos caminhos do mercado da bola mais frequente encontrado pelas marcas são estampar nos uniformes dos times. E hoje, não é difícil encontrar camisas de alguns clubes que se assemelham aos "classificados" de um jornal, devido ao grande número de propagandas.

José Estevão Cocco, diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy e da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, acredita que isso não se trata de uma tendência, mas uma necessidade atual. "Dificilmente os clubes têm encontrado patrocinadores com verba suficiente para investir com exclusividade e como marca única nos uniformes. Essa postura pode ser revertida de acordo com o ciclo de mercado. Não entendo que seja ruim. O automobilismo sempre teve essa atitude, com diversas marcas estampadas nos carros, macacões, bonés, capacetes", explica José Estevão.

O futebol brasileiro, inclusive, é o terceiro que mais arrecada com patrocínios em camisas no mundo. De acordo com levantamento da Sport+Markt, consultora alemã do mercado esportivo, o lucro total dos clubes brasileiros em 2010 foi de 104,6 milhões de euros, arrecadação somente menor que a dos times ingleses (128 milhões de euros) e alemães (118 milhões de euros).

Os talentos fazem a diferença

Basta o Neymar ou Ronaldinho entrarem em campo e começa aquele frisson. Seja na seleção ou em seus clubes, os dois atletas - considerados por muitos como as grandes estrelas atuantes do futebol brasileiro - arrastam multidões aos estádios, ajudam seus times a conquistar resultados, atraem mais patrocinadores e, consequentemente, geram receitas.

"A presença de craques e jogadores talentosos é fundamental. Eles é que agregam atração da mídia gerando noticiário e visibilidade para o clube e patrocinadores. Aumentam consideravelmente o valor de uma disputa de jogo em espetáculo capaz de atrair torcedores em maior número e frequência", relata José Estevão.

Para você ter ideia, somente o Neymar possui nove patrocínios - sendo eles: Nike, Red Bull, Panasonic, Tenys Pé Baruel, Ambev, Lupo, Santander, Unilever e Claro. E as razões do interesse de tantas empresas parecem óbvio: associação à promessa

"Além de ser considerado o símbolo da sua geração, o Neymar tem identificação com o segmento que está a cada dia mais conectado e usa as redes sociais para se comunicar, especialmente com smartphones e tablets", disse o diretor de marketing da Claro, Erik Fernandes logo após a empresa fechar contrato com o jogador. A operadora assinou com o craque até 2016.

Razões para o marketing esportivo

Hoje, é quase inquestionável: o esporte é um dos fenômenos de entretenimento e de negócios mais eficientes em todo o mundo. Ele é um elemento de união entre as nações e move milhares de pessoas aos estádios, torneios e competições. Em nosso país, a paixão pelo esporte está no DNA do brasileiro, elevando ainda mais o seu potencial.

Por isso, a utilização de planos estratégicos de comunicação e de marketing nesse segmento são cada vez mais utilizadas por empresas, marcas e produtos. Aqueles que passam a ver os torcedores como consumidores em potencial abrem um leque de oportunidades imenso e que tende a crescer ainda mais. Entre as três razões para o investimento no marketing esportivo mais comum estão:

1° - Imagem: traz valor, divulgação e até rejuvenescimento à marca ou produto.

2° - Esporte como mídia: é uma mídia alternativa. O esporte tem espaço em qualquer tipo de mídia. Alcança determinados públicos e mercados diferentes.

3° - Comunicação alternativa: a logomarca é exposta nos bonés e uniformes dos desportistas, nas placas, cartazes e outros tipos de publicidade estática presentes nos espaços destinados ao evento esportivo (ginásio, estádio, arena etc.) e via diferentes tipos de merchandising, particulares ao esporte em questão.

Fonte: Administradores.com.br
Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/lidando-com-o-torcedor-consumidor/50385/

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Marketing: o verdadeiro vencedor do campeonato brasileiro

Fábio Bandeira de Mello

Com cifras milionárias e recordes em patrocínios, o esporte se tornou o "queridinho" de marcas e empresas para veicular sua imagem


Dia 4 de dezembro. Dois times entram em campo com chances reais de conquistar o Brasileirão 2011. A promessa é de jogos cheios de emoção. A final, para levar o título, Corinthians e Vasco da
Gama enfrentam seus principais rivais.

E não foi diferente, as torcidas se agitaram ao longo da semana, as provocações entre torcedores não pararam e, durante os 90 minutos das partidas, a emoção frequentou de forma intensa as arquibancadas, bares e a casa de milhares de pessoas. Com o apito final, o Corinthians consagrou-se o campeão brasileiro 2011, após somar 71 pontos em 38 partidas.

No entanto, tem muita gente além da torcida do Corinthians comemorando o Brasileirão. Esse ano, o vencedor antecipado para todos os envolvidos com o esporte foi o Marketing. Nunca houve tanto investimento e arrecadação por empresas e marcas nesse segmento e a tendência é melhorar ainda mais.

A receita com patrocínio no futebol brasileiro deve atingir o patamar de 790 milhões de reais em 2014, segundo projeções da Crowe Horwath RCS, consultoria em gestão esportiva. Em um cenário mais otimista, a consultoria afirma que o faturamento pode ultrapassar a margem de um bilhão de reais dentro de quatro anos.

Inclusive, o tamanho de um clube de futebol não é necessariamente avaliado apenas pelo número de títulos conquistados, mas também pelo prestígio e alcance de sua marca. E nesse quesito, o Corinthians também ganha o título de clube com a marca mais valiosa do Brasil em 2011, de acordo com estudo da BDO RCS.

Outros esportes

Mas engana-se quem considera o futebol como a única plataforma de bons negócios no esporte. Várias modalidades estão chamando cada vez mais a atenção de torcedores e, consequentemente, das empresas que querem associar seu nome a elas. Além dos tradicionais esportes como voleibol, basquete e natação, as lutas de MMA, por exemplo, tem registrados picos consideráveis de audiência, principalmente, com a boa participação dos lutadores brasileiros. E isso, tem gerado patrocínios milionários e retornos consideráveis para empresas.

Há, ainda, a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016, ambas com sede no Brasil, que também prometem esquentar ainda mais o mercado. Além da construção civil e do turismo - que injetarão recursos de US$ 200 bilhões – existem outras áreas com grandes oportunidades de crescimento e, com isso, o marketing voltado para o esporte deve alavancar consideravelmente.

Para José Estevão Cocco, diretor-presidente da J.Cocco Sportainment Strategy e da Academia Brasileira de Marketing Esportivo, existirá uma ampla oportunidade de negócios e milhares de oportunidades para micro, pequenas, médias e grandes empresas. "Num trabalho recente, o SEBRAE identificou mais de 800 oportunidades para as pequenas e médias empresas. A mídia terá, e já está tendo, um acréscimo brutal em suas receitas de patrocínios e veiculação de comerciais", ressalta José Estevão.

Aliás, a gestão comercial das marcas e o segmento esportivo nunca estiveram tão próximos. De um tempo para cá, criou-se um ciclo, em que uma alimenta a outra, por meio do aproveitamento das oportunidades geradas por ambas.

Disponível em: http://www.administradores.com.br/informe-se/infograficos/marketing-o-verdadeiro-vencedor-do-campeonato-brasileiro/50387/

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Palestra de Gerenciamento de Imagem e Reputação nas Redes Sociais



Turma da Palestra de Gerenciamento de Imagem e Reputação nas Redes Sociais, que ocorreu no dia 02 de dezembro. Muito proveitosa e enriquecedora....é sempre uma troca deliciosa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Redes sociais e endomarketing online mudam a comunicação


Para aproximar, informar e interagir, o endomarketing online é a nova ferramenta do RH em grandes empresas.


A internet mudou a comunicação em todo o mundo com sua rapidez inquestionável. Os meios de comunicação tiveram que se adaptar à nova era eletrônica, assim como o meio empresarial.

Com a evolução digital nasceram novas formas de se comunicar e algumas empresas já descobriram o caminho: o endomarketing online, uma ferramenta poderosa que permite comunicação ágil, econômica e eficaz.

Em tempos de SMS, facebook, twitter e todos os recursos disponíveis, não dá pra imaginar a comunicação nos antigos moldes, como impressões de jornais, folders e todo tipo de comunicados em murais. Com o endomarketing online as empresas podem manter seus colaboradores atualizados permanentemente, em tempo real, sobre assuntos de interesse da instituição, dos funcionários, programas de incentivos, melhorias entre outros. Além da agilidade da informação, esse processo tem mais atrativos por sua interatividade,


O Grupo Iguatemi de Shopping Centers entendeu e já adotou o sistema para aprimorar sua comunicação interna e interagir com os 10 shoppings da rede. Até o final do ano serão 14 shoppings e o endomarketing online tornou-se uma opção indispensável para romper a logística e informar em tempo real todas as decisões do grupo.


Para atender clientes de vários portes, como o Iguatemi, a agência Comunidade Comunicação especializou-se em comunicação digital. Hoje, seus clientes já possuem sistemas personalizados de endomarketing online e relatam benefícios e melhorias do programa.


Georgios M. Markakis, diretor da Comunidade Comunicação garante que o endomarketing online é uma tendência e já uma realidade para empresas antenadas e comprometidas. Para ele, a iniciativa dá um novo conceito ao antigo formato de endomarketing. A ideia é criar uma revista eletrônica atraente que pode ser atualizada constantemente, com informações relevantes aos colaboradores, além de vídeos institucionais que podem ser acessados por todos os funcionários e até clientes.


Com o endomarketing online, as empresas economizam porque é um serviço terceirizado. A agência que realiza o trabalho faz tudo, sugere pautas, produz as matérias, entrevistas e ainda pode gravar, em vídeo, um editorial com o diretor da empresa.


Sobre a Comunidade Comunicação

Há dez anos a agência oferece soluções em marketing, publicidade e comunicação visual. Para acompanhar o avanço promovido pela internet, a Comunidade especializou-se em comunicação digital, como criação de sites, display eletrônico, lojas virtuais, endomarketing online, revistas eletrônicas, vídeos e todo tipo de mídia digital. Sua lista de clientes inclui empresas corporativas, varejistas até grupo de shopping centers.