"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Branding: Construção de marcas Top of Mind



Qual a lembrança que a sua marca gera na cabeça dos consumidores? O conceito de uma marca Top of Mind consiste na capacidade de o consumidor reconhecer e assimilar determinado produto, categoria ou serviço,a uma marca.

Há no mercado marcas que representam a utilidade de um produto ou serviço. Ou seja, a associação é tão forte que o consumidor, quando pensa em um produto ou serviço, automaticamente, remete a uma marca específica.

Se fizermos uma rápida pesquisa e solicitarmos aos consumidores que apontem a marca que lhes vem à cabeça quando falamos sobre palha de aço, certamente aparecerá a marca Bombril. O mesmo acontece com a lâmina de barbear (Gillete) e o sabão em pó (OMO). São exemplos claros de marcas bem construídas e que se tornaram sinônimos de categoria. Mas, o que torna uma marca Top Of Mind?

Fixar a marca na cabeça do consumidor exige um exercício estratégico, o qual as empresas devem praticar regularmente. Monitorar o desempenho e a satisfação que os produtos ou serviços geram para se público também é importante para nortear as próximas ações e adaptações necessárias ao mercado.

Há dois aspectos que auxiliam no processo de reconhecimento e lembrança da marca, ou na criação de marcas Top of Mind: o qualitativo e o quantitativo.

Em ambos, a conduta da empresa, a mensagem transmitida e os valores partilhados estão inerentes ao produto ou serviço ofertado. A base quantitativa permite que o consumidor experimente um aspecto real, de atratividade e certeza, onde ele poderá avaliar a funcionalidade, preço e durabilidade do produto.

Sob esta ótica, a relação de desejo e atratividade, bem como o aspecto de confiabilidade que a marca gera, vem ao encontro da base qualitativa, que complementa ao consumidor a mensagem ofertada pelo produto. A qualidade é refletida, principalmente, na expressão da marca, design e forma como a marca se comunica com o consumidor.

Para a construção de uma marca Top of Mind, a marca passa obrigatoriamente por três estágios: reconhecimento da marca, lembrança da marca e o top of mind. O reconhecimento da marca acontece quando o consumidor identifica dentre inúmeras ofertas de produtos e serviços determinada marca como pertencente à categoria.

O estágio de lembrança da marca consiste na assimilação espontânea que uma marca gera. Por fim, uma marca Top of Mind representa a conquista do mind share, ou seja, a marca ocupa posição de destaque na cabeça do consumidor e, automaticamente, se torna a primeira opção ou lembrança de produto e serviço dentro de sua categoria.

Vale destacar que uma marca pode atingir o status de Top ofMind em determinado segmento, em função de um excessivo esforço de comunicação apoiado por uma alta presença na mídia. Porém, em alguns casos, esta lembrança da marca pode não se refletir no seu consumo. Lembrar de uma marca é uma coisa, consumir esta marca, é outra bem diferente.

O branding é essencial para construção, disseminação e sustentação de uma marca no mercado e na mente dos consumidores. É por meio de ações estratégicas bem estruturadas e integradas, que a empresa comunica seus valores, inovações, relevância e atributos que deseja transmitir aos seus stakeholders. Estes conceitos são intrínsecos à construção de valor, imagem e atmosfera de compra necessária para gerar lembrança e lealdade dos clientes.

André Alves é diretor de branding e novos negócios da Cauduro Associados

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O que o Carnaval pode ensinar para as empresas


Confete no chão, máscaras caindo, últimos compassos de samba no pé e a música no trio cada vez mais longe... aos poucos, os foliões dão o triste adeus ao Carnaval. Por sua vez, é ele quem abre espaço para o ano sem mais desculpas para não começar, bem como para o trabalho que agora engrena de vez.

Fica o cansaço para uns, o descanso para outros e as boas lembranças para todos. Para as empresas, ficam também as lições trazidas pelas escolas de samba, não só nos quesitos básicos de inovação, criatividade, motivação e animação, mas pela maneira de conquistar notas altas suficientes para se destacar no mercado, ou melhor, na avenida.

Na opinião de Carlos Alberto Júlio, professor de administração na USP, ESPM e FGV, os dois quesitos mais complexos nesse sentido são os de evolução e harmonia. Há empresas criativas, inovadoras, capitalizadas, mas que não prosperam porque pecam em evolução e harmonia, afirma ele em artigo recente sobre o tema.

Abaixo algumas lições que podem ser aprendidas, segundo o professor:

Evolução dos processos


Ao julgar a evolução, o jurado deve verificar se os componentes estão evoluindo de acordo com o ritmo do samba e a cadência da bateria, diz o professor. Seus olhos devem estar atentos para o deslocamento coletivo das alas. Deve determinar se há compactação, fluência e coesão.

Em uma empresa, o descompasso atrapalha a evolução dos processos e pode embolar, com certa frequência, o fluxo de trabalho. É o caso de áreas que deveriam se entrosar, mas não conseguem por só enxergarem seus interesses. Exemplos: áreas de compras e logística; venda e financeiro.

Uma mercadoria chega e não encontra lugar no estoque. É assim que algumas cadeias de supermercados, volta e meia, apresentam filas de caminhões diante de seus depósitos. É aquele Deus nos acuda para acomodar os produtos adquiridos, afirma ele.

O contrário também acontece. A área de distribuição não informa sobre o volume de vendas de item, que tem de ser reposto por compras antes que uma lacuna seja formada pela falta do item em estoque. Se a sua empresa embola as alas, vai ter problemas. Se deixa espaços injustificados entre elas, também vai reduzir sua eficiência, diz Carlos.

Harmonia entre falar e fazer

A avaliação do quesito é bem simplificada pelo professor: a proposta é verificar o entrosamento entre ritmo e canto. Os integrantes da escola precisam cantar o samba enredo, o tempo todo, em consonância uns com os outros e com o puxador (intérprete).

Se o gestor disser uma coisa e fizer outra, não há como ele ser seguido pelos colaboradores, muito menos encontrar formas de haver coesão na hora de respeitar valores e perseguir metas, afirma o professor. Por vezes, a mensagem é passada, mas demora até ser compreendida e entendida pelo grupo de trabalho.

Não atravesse o samba

Não é à toa que essa ação virou até uma expressão corriqueira usados no Brasil para deixar claro quando um grupo ou pessoa atrapalha os interesses de outros. O samba atravessa, na avenida, quando as pessoas da comissão de frente cantam uma parte da composição enquanto a ala das baianas recita outro verso.

Vemos isso cotidianamente nas empresas. Um departamento empolgado, atuando de acordo com o discurso da inovação, enquanto outro ainda recita velhas regras operativas, afirma Alberto Júlio.

Evitar a situação só é possível quando o puxador, assim como o gestor nas empresas, canta de forma clara e alta o samba enredo da escola. Canta de uma maneira que não deixa dúvidas sobre o que está sendo ouvido e o que precisa ser entoado de maneira sincronizada por toda a organização.

Escola unida, vence unida

É preciso chegar até o final da avenida, no tempo e de acordo com as regras estabelecidas, da forma mais próxima ao impecável e grandiosa. Objetivo que se torna impossível se o gestor não manter seus colaboradores em atividade permanente, na busca por uma ajuda e compreensão mútua e sempre movido para frente.

Alinhe seus valores, unifique suas metas e trabalhe para que suas equipes cantem sempre a mesma música, afirma Carlos no artigo. Abençoados somos nós, brasileiros, que temos exemplos tão claros e efetivos de como gerir para o sucesso.


*Disponível em: http://exame.abril.com.br/negocios/gestao/noticias/o-que-o-carnaval-pode-ensinar-para-as-empresas?page=2&slug_name=o-que-o-carnaval-pode-ensinar-para-as-empresas

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Networking: cinco dicas para desenvolvê-lo


O chamado networking continua sendo uma das principais ferramentas para alavancar a carreira profissional. Criar, desenvolver e explorar a rede de contatos e relacionamentos empresarial auxilia bastante na busca de uma nova posição no mercado de trabalho, além de ser uma fonte rica de informações e sugestões sobre a área de atuação do profissional.

Para se ter uma ideia, segundo pesquisa realizada pela Catho Online Pesquisa dos Executivos 2011 o networking é a maior fonte para conquistar um emprego. Dos 46.067 profissionais respondentes, 59,4% afirmam que a indicação de amigos foi a maneira para estarem em seus empregos atuais.

Conheça algumas dicas para desenvolver um networking eficaz e aumentar as chances de ser indicado para uma oportunidade de emprego:

1.Fontes

Procurar ex-empregadores, ex-colegas de trabalho, ex-formandos de turma, clientes, fornecedores, concorrentes, membros de associações de classe, amigos e parentes é o caminho para formar a rede de relacionamentos.

2.Referências

Pedir um feedback aos seus contatos mais próximos sobre a qualidade de seu currículo e sobre o modo como o está divulgando ajuda a identificar possíveis falhas e tornar a abordagem ainda mais assertiva.

3.Ampliação

Para cada pessoa que contatar, peça o nome de alguém que possa oferecer sugestões de como encontrar um novo emprego. É indicado dizer que possui interesse em marcar uma reunião para conversar melhor e ouvir suas sugestões.

4.E-mail

Ao abordar seus contatos por e-mail, tenha atenção especial na elaboração do texto. Procure enviar e-mails individuais e seja direto, destacando seu interesse em retornar ao mercado de trabalho ou conseguir uma nova colocação.

5.Abordagem

É importante não exagerar na agressividade e "sair pedindo" um emprego, mas sim um conselho, deixando claro sua disponibilidade para novas oportunidades. Dessa forma, as pessoas se esforçarão para ajudar.

Um networking bem feito sempre traz bons resultados, independente do cargo ou área desejados. Manter uma imagem positiva perante ex-colegas de trabalho, de faculdade e até mesmo amigos e parentes pode fazer com que indicações de oportunidades apareçam de onde menos se espera.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Não basta curtir. A onda em 2012 será ganhar dinheiro no Facebook



Muita gente já participou de ações de alguma marca nas redes sociais, como concursos culturais, sorteios, estímulo ao uso de aplicativos que permitem customizar um produto, oferecimento de descontos a quem é seguidor da companhia, etc. É que as empresas têm plena consciência do enorme mercado que este ambiente representa. Segundo a IBOPE Nielsen Online, 77,8 milhões de pessoas têm acesso à web no país e mais da metade delas (40,8 milhões de usuários) acessam sites de relacionamento como Facebook, Orkut, Twitter, entre outros*. Todas não só querem ficar em evidência, como testam, cada vez mais, sistemas para fazer negócio nas redes. A grande novidade para 2012, no entanto, é que o usuário progressivamente deve sair da posição meramente receptiva para se tornar uma espécie de microempresário virtual. Graças a aplicativos disponíveis no mercado, ganhar dinheiro neste ambiente já é algo possível hoje e especialistas ouvidos pelo site de VEJA apontam que essa tendência terá maior relevância daqui para frente.

No Twitter, já está consolidada, por exemplo, a prática de recomendação remunerada de conteúdo publicitário. O usuário envia um tweet referendando algum produto ou marca a todos os seus seguidores e recebe por isso. Contudo, é no Facebook que podem ser encontradas as iniciativas mais promissoras. O chamado F-commerce apelido para o comércio no Facebook está ganhando força no Brasil graças à facilidade de se montar uma loja virtual na rede. Dentro desta tendência, o movimento que se destaca é o comércio direto de consumidor a consumidor.

Sua própria lojinha Já é possível montar uma loja virtual dentro do Facebook para vender os próprios produtos. Empresas, como a brasileira Like Store, fornecem as ferramentas para o desenvolvimento do ambiente de compra. O próprio Facebook oferece um aplicativo, chamado Market Place, que funciona mais ou menos como uma página de classificados de jornal: o usuário anuncia a venda de seu celular antigo, de um carro ou pode até mesmo postar uma vaga de emprego. Mas uma tendência que ganha força neste ambiente é a de pessoas usarem a rede para fazer comércio sem que sejam donas do que é vendido. Podem simplesmente ser curadoras comissionadas de produtos comercializados por outras empresas ganhando um porcentual da venda cada vez que um amigo adquire um produto movido por sua recomendação.

Em agosto, este tipo de iniciativa começou a ser testado no Brasil pela gigante varejista Magazine Luiza. Por meio do aplicativo Magazine Você, a rede permite que o usuário do Facebook escolha até 60 produtos de seu portfólio de mais oito mil itens para montar uma mini loja em seu perfil. Cumprida essa etapa, basta divulgar aos amigos por meio de recomendações e opiniões. Para cada produto vendido, o usuário recebe uma comissão que vai de 2,5% a 4,5%. O aplicativo encontra-se em fase de avaliação e só está liberado para uso de familiares de funcionários da empresa. Ainda assim, nada menos que 800 lojas estão funcionando neste esquema. Cautelosa, a varejista diz que, por enquanto, não há previsão para liberar o programa a todos os clientes e tampouco divulga o faturamento dos novos lojistas.

A brasileira Boo-Box empresa de tecnologia de publicidade para mídias sociais começou a desenvolver e testar sistemas que permitem esse tipo de comércio consumidor-consumidor no Facebook. A ideia é estreitar a relação das empresas com seus clientes, agregando a este esforço a inteligência dos usuários da rede. Aquele que é considerado por seus amigos como um especialista em determinado assunto poderá, com o ajuda da Boo-Box, ser comissionado ao vender produtos ou mesmo ser remunerado por realizar comentários, fazer avaliações e tecer sugestões sobre bens e serviços.

No exterior, há também iniciativas interessantes. A americana Converse All Star, por exemplo, testa um aplicativo que transforma o usuário do Facebook num designer da empresa. Com a ajuda do programa, é possível desenhar pares personalizados do famoso tênis para depois vendê-los aos amigos.

Audiência x influência Recomendação de conteúdo nas redes sociais não é propriamente uma novidade. Na rede de microblogs Twitter, a prática é adotada de forma ampla por donos de perfis com muitos seguidores. A diferença da recomendação comissionada no Facebook é que o tamanho da audiência não importa, mas sim a influência sobre ela. Se você convence um amigo a comprar um carro, você é mais influente do que quem tem mil seguidores e só os convence a clicar em um link, diz Marco Gomes, fundador da Boo-Box.

Já está provado por pesquisas que as redes sociais influenciam fortemente a decisão de compra dos consumidores. Um estudo conduzido neste ano pela consultoria de mercado Oh! Panel na América Latina concluiu que 72,8% das pessoas que usam redes sociais confiam mais nas recomendações de colegas do que no parecer de especialistas. Explorar comercialmente essa publicidade natural dos membros dos sites de relacionamento é uma ferramenta que pode se revelar lucrativa tanto para as empresas quanto para as pessoas. Esse novo formato, aliás, amplia ainda mais o alcance do social commerce, já que a curadoria dos amigos na internet está vinculada diretamente ao ambiente de compra e o usuário chancela o produto com muito mais boa vontade. Em 2012 teremos o Natal das compras dentro das redes sociais, diz Gabriel Borges, CEO da LikeStore.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Novas tecnologias mudando nossa maneira de interagir

Empresas de internet decretam o fim do currículo no Brasil

Beatriz Ferrari


Pouco mais de um ano atrás, o estudante de sistemas de informação Estevão Mascarenhas, então com 19 anos, passou por uma situação curiosa. Ele começou a interagir nas redes sociais, sem saber, com seu futuro patrão. No fim de 2010, Horácio Poblete, presidente da startup Ledface, começou a seguir o jovem no Twitter por indicação de amigos que, por sua vez, não tinham qualquer ligação direta com o universitário.

Empregador e funcionário em potencial começaram a discutir empreendedorismo pela rede de microblogs, até que Horácio tivesse intimidade o suficiente para solicitar a Estevão que o adicionasse em seu Facebook. Depois de três meses de observação virtual intensa, o executivo finalmente se convenceu de que o estudante era um profissional que, além de qualificado tecnicamente, identificava-se com os valores da empresa. A proposta veio em seguida. Estevão largou a faculdade na Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), em Minas Gerais, e mudou-se para Campinas, em São Paulo, de emprego novo, sem ter enviado ao menos um currículo.

Casos como esse são cada vez mais comuns no país. Não chega a ser novidade que as companhias bisbilhotem os candidatos nas redes sociais antes de chama-los para entrevistas. De acordo com uma pesquisa da empresa de recrutamento americana Robert Half, 63% das companhias brasileiras consultam perfis de candidatos nas redes de relacionamento.

Mas até então esse procedimento era complementar. No final, os recrutadores cruzavam os dados do currículo, as impressões da entrevista formal e as individualidades dos candidatos com base em suas informações de perfis na web, explica Bernardo Entschev, CEO da recrutadora de executivos De Bernt Entschev. Hoje, no entanto, já existem empregadores ao menos no caso de grupos que trabalham diretamente com tecnologia da informação que vão além. Elas ousam dispensar completamente o currículo. A ideia é analisar, não só a capacidade técnica, mas também valores, o nível cultural e a intimidade do candidato com a internet apenas por intermédio de suas pegadas na web.

EUA na dianteira No Brasil, o processo é, por enquanto, restrito a empresas focadas no mundo digital, sobretudo para vagas de estrategistas de mídias sociais. Nos Estados Unidos, porém, até o mercado financeiro adotou a nova política. Recentemente, a empresa de capital de risco Union Square Ventures que já investiu em pesos pesados da internet como Twitter, Foursquare e Zynga pediu que os candidatos a uma vaga de analista de investimentos enviassem apenas links que representassem sua interação na web, como contas no Twitter ou no Tumblr.

A rede social LinkedIn é a escolha mais óbvia para o recrutamento via rede social justamente porque já contém uma espécie de currículo embutido. Contudo, não é este histórico profissional o ponto forte dela, dizem os especialistas. O que os recrutadores buscam é saber com com quem o candidato está conectado, quantas recomendações ele tem de pessoas influentes e se participa ativamente de grupos e discussões relacionadas à vaga que pleiteia. Além de LinkedIn, costumo pedir a URL de algum agregador de todos os perfis do candidato em redes sociais, como Twitter, Facebook e Tumblr, para que possa analisar a presença online dele, diz Alexandre Inagaki, especialista que presta consultoria em mídias sociais para clientes como Bradesco e Coca-Cola. Inagaki explica que, a partir das URLs de referência, consegue analisar, além da rede de contatos, a bagagem cultural, a capacidade de produzir conteúdos originais de qualidade e a performance do candidato na hora de adaptá-los a diferentes linguagens. Contrato pessoas residentes em qualquer lugar do país, completa.

Na startup GetNinjas, uma espécie de Mercado Livre para serviços, todos os candidatos precisam ter a "internet na veia"; mesmo que não estejam concorrendo a uma vaga para analista de mídias sociais. O presidente da empresa, Eduardo LHotellier, instalou um plug-in chamado Rapportive em seu e-mail que denuncia os candidatos com base na forma como interagem nas redes sociais. No último processo seletivo para estagiário de marketing, em que os candidatos foram requisitados a enviar os perfis no LinkedIn, o empresário eliminou diversos interessados observando apenas seus últimos tweets (textos postados no Twitter).

Os processos seletivos na agência de publicidade focada em mídias sociais Its digital são ainda mais inusitados. Muitas vezes, pedimos apenas os dados de contato e fazemos uma pergunta aberta, como, por exemplo, o que você tem feito de interessante? ou você tem algum projeto paralelo? . Com uma pergunta tão aberta, as pessoas acabam deixando os chavões de lado, e trazendo informações mais ricas para nós, explica o diretor da agência, Lucas Couto.


*Material disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/empresas-de-internet-decretam-o-fim-do-curriculo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eventos impulsionam o marketing promocional

O marketing promocional consolida seu espaço na estratégia das empresas e, entre as ações realizadas, os eventos lideram a preferência dos profissionais. É o que afirma uma pesquisa da Ciagroup com 790 executivos de todo o país durante a HSM Expomanagement, em novembro.

O levantamento detectou que 46% dos profissionais da área utilizam os eventos como maior ferramenta de comunicação. Outra pesquisa, esta realizada pela Ampro também em 2011, reafirma este ponto: de um total de dois mil entrevistados, a experiência de marketing mais recente havia sido a realização de eventos, com 71% da respostas.

Percebemos com pesquisas que há um crescimento na área de eventos. Talvez o destaque já seja resultado da chegada das Olimpíadas ou da Copa. O que sabemos é que há uma grande tendência de relacionamento com o público e as marcas buscam os eventos para gerar, mais que exposição, uma experiência para o consumidor, reforçando o lado emocional das empresas, diz Sandro Ari Pinto, sócio e vice-presidente de comunicação e estratégia da Ampro - Associação de Marketing Promocional.

Minimizar os estragos ao meio ambiente

Recentemente, um estudo do Instituto Alatur também apontou que o número de eventos realizados por empresas no Brasil em 2011 cresceu 43%. E, dentro desta área, a grande aposta é na sustentabilidade. A tendência é aproveitada em ativações de marca e patrocínio a festivais como o SWU, por exemplo, mas pode ganhar um peso ainda maior quando é desenvolvido pela própria empresa. Um levantamento realizado pela Fran6 Análise de Mercado mostra que 41% das companhias já executam eventos verdes e 25% conversam sobre o tema.

Outro destaque da pesquisa são as promoções com premiação, que ocupam um papel importante no planejamento de 2012 para 14% dos entrevistados. O recurso é amplamente usado pelas empresas por meios tradicionais, em que se deve comprar o produto para participar, ou por meio de concursos culturais, reforçados nas mídias sociais.

Para realmente agregar valor à marca, a promoção não pode ser um evento isolado ou importante apenas pelo prêmio. Para conquistar também os que não ganharem, é preciso que a ação faça as pessoas interagirem e mostre a importância daquele consumidor para a companhia.

O que faz a promoção ser eficiente é o reconhecimento, mostrar que as pessoas atingidas são importantes para a marca e, por isso, estão sendo premiadas. Não se pode apenas dar o prêmio, mas também divulgar para quem não está participando diretamente. Um exemplo é o da Parmalat, com o brinde dos bichinhos de pelúcia, que transcendeu a ação. Foi gerado um carinho com a empresa, construído por meio da comunicação, diz Pinto.

Tecnologia para alavancar vendas


O fator mais importante no marketing para 27% dos executivos é a ativação de vendas. O grande objetivo é o aumento do faturamento. É claro que criamos relacionamento e reforçamos a marca, mas no fundo as empresas querem saber qual é o share e quanto cresceu. Para isso são realizadas muitas campanhas de incentivo com o público consumidor, trazendo-o para a compra recorrente, e abordagens de ponto de venda, diz Pinto.

A grande inovação aproveitada no varejo é o uso de tecnologias como a Realidade Aumentada e o QR Code. Um estudo de janeiro da KPGM em 31 países, incluindo o Brasil, mostrou que 38% dos consumidores utilizam smartphones em lojas para terem acesso a cupons de desconto e 20% usam QR Code. A realidade, entretanto, não é a mesma no Brasil se comparado a países como Estados Unidos e Inglaterra no uso destes recursos.

A congruência de tecnologias e estímulos serão a tendência do futuro, trazendo informação vendedora. Começa-se agora, mas a cultura brasileira ainda não está adaptada. Os jovens já têm o costume de sempre usar o smartphone, mas o mercado é incipiente. Vi algumas ações aqui, mas ainda não como nos Estados Unidos, que têm uma cultura de usar a tecnologia mobile muito intensa. Mas esta novidade está chegando rápido no Brasil e daqui a pouco até a dona de casa terá este costume, garante Pinto.

Criatividade é a chave


Enquanto o mercado brasileiro se desenvolve no uso de inovações tecnológicas para o varejo o trade marketing ainda é uma técnica efetiva para analisar os hábitos e preferências do target e maximizar a diferenciação dos produtos no ponto de venda. Independente dos recursos utilizados, no entanto, a criatividade ainda é a ferramenta mais eficiente para apresentar o produto de forma interessante e diferente e aumentar as vendas.

Uma única ação pode trazer um incremento fantástico, como na abordagem das pessoas nos pontos de venda. Uma vez fizemos uma degustação do cartão de crédito para que as pessoas realmente experimentassem o produto. Pegamos benefícios e os transformamos em tipos de doce. Oferecemos um brigadeiro, por exemplo, que se chamava Anuidade Grátis, outro era o doce Parcelamento em 12 vezes. É um mimo que trouxe um apelo e acréscimo de venda efetivo, diz Pinto. As ações devem ser planejadas, criativas, pertinentes e cada vez mais sair da mesmice. Para isso o elementar é conhecer o seu público, ver o que está acontecendo e gerar ideias.

*Disponível em:http://mundodomarketing.com.br/reportagens/pesquisa/22837/eventos-tecnologia-e-criatividade-impulsionam-o-marketing-promocional.html

Facebook cresce e corteja segmento de publicidade


Cerca de um ano atrás, quando ficou claro que a abertura de capital do Facebook era questão de "quando" e não de "se", a vice-presidente de operações da maior rede social do mundo, Sheryl Sandberg, contratou Caroline Everson, que na ocasião comandava a publicidade mundial da Microsoft.

Conquistar uma executiva com o histórico de Everson foi uma grande vitória -antes de trabalhar para a Microsoft, ela havia ocupado cargos publicitários importantes na Viacom, Disney e MTV Networks. A contratação também representou um claro sinal da maior companhia mundial de redes sociais para as agências de publicidade norte-americanas: "Queremos trabalhar com vocês".

Até que Everson chegasse como vice-presidente mundial de marketing, a relação entre o Facebook e o setor publicitário convencional era de polida indiferença, nos bons momentos, e de antagonismo declarado, nos piores.

O presidente-executivo Mark Zuckerberg disse que vê o Facebook mais como maneira de conectar pessoas do que como negócio, e insiste em limitar o impacto da publicidade sobre a experiência dos usuários.

De fato, sua relutância em encher a rede social de anúncios é vista por muitos como um dos motivos pelos quais o Facebook prosperou enquanto o grande rival de seus primeiros dias, o MySpace, expirou.

"Mark tem uma postura evangélica quanto à publicidade", disse Martin Sorrell, presidente-executivo do grupo WPP, a maior rede de agências publicitárias do mundo. "Ele vê o Facebook como veículo para abrir comunicações, e não para monetizá-las".

Mas já que 85 por cento de seu faturamento de 3,7 bilhões de dólares em 2011 derivou da publicidade, o Facebook percebeu que precisava criar uma cooperação mais ampla com as agências antes da sua oferta pública inicial de ações, e do escrutínio público intenso quanto à maximização de seus lucros que ela acarretará.

Fontes do setor publicitário identificam Everson, em companhia de David Fischer, vice-presidente mundial de parcerias de negócios e marketing, e Blake Chandlee, vice-presidente mundial de relacionamento com agências, como o trio que comanda a ofensiva de sedução do Facebook.

"As coisas mudaram muito nos últimos 12 meses", disse Michael Hayes, presidente de publicidade digital na Initiative, sobre a postura do Facebook quanto ao setor publicitário. "Antes eles não se relacionavam conosco, mas agora estão tentando estabelecer um relacionamento. Vejo clara intensificação no interesse de trabalhar conosco".

Disponível em: http://oglobo.globo.com/tecnologia/facebook-cresce-corteja-segmento-de-publicidade

10 dicas para tornar seus tuítes mais interessantes


Pesquisa revela que notícias em tempo real, moderação em hashtags, acrescentar informações e comentários interessantes podem ajudar a tornar postagens mais úteis.

Pesquisadores das universidades de Carnegie Mellon, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Georgia Tech disponibilizaram uma lista com 9 dicas baseadas em estudos para trazer utilidade aos seus tuítes (a maioria das mensagens publicadas são inúteis, aponta uma pesquisa).

1 – Notícia velha não é notícia: O Twitter enfatiza a informação em tempo real, para que ela possa se espalhar rapidamente. Os seguidores ficam rapidamente entediados ao ver até mesmo links relativamente recém-publicados várias vezes.

2 - Contribua para a história: Para manter as pessoas interessadas, adicione sua opinião, um fato pertinente ou acrescente a uma conversa antes de clicar em “enviar” ou “retweet”.

3 – Seja breve: O Twitter tem o limite de 140 caracteres por mensagem, mas os usuários ainda apreciam a concisão. Usar o mínimo de caracteres possível deixa mais espaço para cometários em retweets.

4 – Limites: Usar hashtags (palavras com # antes), abreviações e mencionar usuários demais tornam os tuítes difíceis de ler. Mas usar esses recursos com moderação podem ajudar a conseguir mais seguidores, em especial no caso das hashtags.

5 – Guarde para você: Tuítes com detalhes pessoais não agradam a maioria dos usuários. Os pesquisadores encontram um ódio especial dos internautas por tweets de check-ins na rede social de geolocalização Foursquare.

6 – Dê um contexto: Tuítes muito curtos podem torná-los incompreensíveis. Simplesmente publicar um link de blog ou foto, sem oferecer uma razão para clicar foram descritos como “ruins”.

7 – Não reclame: Sentimentos negativos e reclamações não agradam.

8 – Provoque: Portais de notícias e empresas em geral querem que os internautas acessem seus links. Não revele toda a informação no tuíte.

9 – Para figuras públicas: Geralmente as pessoas seguem você para ler insights profissionais, mas fofocas e detalhes do cotidiano podem fazê-las perderem o interesse no seu perfil.

10 – Vá com calma: Não envie muitos tuítes ao mesmo tempo. Isso “inunda” a timeline e pode fazer com que você perca seguidores

Por Bob Brown

*Disponível em: http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2012/02/02/10-dicas-para-tornar-seus-tuites-mais-interessantes/

A construção de marcas no embalo da música


A evolução natural do mundo fez com que os seres humanos aperfeiçoassem os relacionamentos entre si até que um dia surgiu o comércio. Aí veio o escambo, a troca de objetos, o dinheiro e, finalmente, a Revolução Industrial, que mudou a relação entre vendedores e compradores na sociedade. A palavra marketing surgiu e seu conceito passou a ser empregado na gestão empresarial. Hoje, o marketing diferencia as marcas e as fazem se comunicarem de forma efetiva com seu público.

Uma vertente do marketing praticada hoje no mundo todo, mas ainda pouco explorada no Brasil, é o music branding, uma estratégia que utiliza a música e sua influência sobre os seres humanos para a geração de negócios e construção de marcas. Hoje, cada vez mais profissionais de marketing estão descobrindo que as marcas que criam uma conexão emocional com os consumidores são muito mais fortes do que aquelas que não o fazem. Um music branding eficiente cria uma autêntica ligação afetiva com uma marca, estimula e catalisa as experiências vividas pelos consumidores e as utiliza como fator preponderante nos processos de decisão de compra em vários aspectos, como por exemplo, na redução de custos psíquicos (percepção de custos de tempo e esforço) e estimulação de “consumption dreams”.

O marketing se aproxima da música como meio de agregar valor às marcas. O uso da experiência sensorial tem crescido após estudos comprovarem que a utilização da música correta deixa o consumidor mais a vontade para comprar e mostra a ele que a identificação daquela marca é personificada de acordo com o seu perfil. Ou seja, a natureza emocional da música agrega atributos sentimentais à marca como nenhuma outra ação de marketing. Mais que isso, o music branding é parte do processo de humanização de uma marca, onde a mesma é tratada como uma pessoa, com personalidade e preferências bem definidas.

Estudos dizem que os fatores que influenciam no processo de decisão de compra são: pessoais (idade, classe social, estilo de vida), individuais (fatores culturais, sociais, psicológicos) e ambientais (música, temperatura, cheiro, etc.), onde estes últimos estão ligados de alguma maneira à vontade de uma pessoa permanecer por mais tempo em determinado ambiente de compras.

E para que um music branding tenha sucesso, a ponto de um cliente saber de olhos fechados em qual loja está, é preciso seguir uma linha bem definida de trabalho e ter alguns cuidados. As músicas escolhidas para uma programação musical devem ser especialmente selecionadas de acordo com o perfil da marca e de seus clientes. Fortalecer os atributos de uma marca, potencializar sua estratégia de experiência de compra e estimular o consumo emocional são os objetivos do music branding, e para que isso aconteça é necessário ter em mãos as músicas certas para quaisquer ocasiões, que darão voz, personalidade e sentimento à marca. Também é preciso ter por trás profissionais apaixonados por música com ouvidos apurados, forte capacidade de percepção e sólido conhecimento da música, sua estrutura, composição, origem e influência sobre o ser humano, pois o equívoco em um destes pontos faz, literalmente, a música entrar por um ouvido e sair pelo outro.

*Alexandre Casanova é diretor-presidente da ListenX, empresa líder no Brasil no mercado de music branding.


Disponível em: http://www.ralcoh.com.br/sala-de-noticia/listen-x/artigo-a-construcao-de-marcas-no-embalo-da-musica-por-alexandre-casanova.html