"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Diretores Vestem Roupas de Funcionários e Vão a Campo

* Algo parecido com essa ação foi comentada em minha última aula da pós...lembrei que tinha guardado esse material do site da GECORP e quero compartilhar com vocês.

Abraço em todos!!!

Dani Cabraíba


Diretores Vestem Roupas de Funcionários e Vão a Campo



Certo dia, a diretoria da Ampla/Endesa, empresa do Rio de Janeiro que distribui energia elétrica para 73% do território do Estado, resolveu sair a campo para acompanhar equipes de trabalho, vivenciando a rotina dos colaboradores. Um dos diretores chegou a vestir o uniforme anti-chamas que a equipe usava. Percebeu que poderia morrer com o traje usado durante vários anos por seus funcionários - insuportavelmente quente. A experiência fez com que mobilizasse a equipe de segurança do trabalho e os diretores das áreas de negócio. O uniforme foi então alterado, adotando-se desde então um modelo mais leve e eficiente. Outra mudança implementada em decorrência do programa - que ficou conhecido como "Diretoria em Campo" - foi oferecer café da manhã aos profissionais que trabalham na rua pois notou-se que muitos dos colaboradores começavam sua jornada sem alimentação adequada pela manhã.

A iniciativa faz parte de um programa da Ampla/Endesa em que a diretoria é convocada a sair de suas salas refrigeradas e a participar de vivências com seus funcionários. "Começamos o projeto em 2007 ao perceber que informações chegam à diretoria sempre após passar por diversos filtros. Percebemos ainda que bom gestor deve ter um conhecimento amplo do negócio do qual está a frente", diz André Moragas, diretor de relações institucionais da empresa. Ele conta que se os ganhos para a diretoria foram grandes, foram maiores ainda para os colaboradores. "O projeto representou a abertura de um canal direto com o presidente ou o diretor da companhia, que vai literalmente trabalhar a seu lado", diz Moragas.

Como o projeto agradou aos funcionários, a empresa resolveu criar um outro programa, batizado de "Diretoria Itinerante", que consiste na ida de diretores da Ampla/Endesa a uma localidade da área de concessão da distribuidora para aproximar a alta direção da empresa de seus colaboradores. "A Ampla atua em 66 municípios do Rio de Janeiro, com 2,3 milhões de clientes. Muitos dos municípios estão em regiões afastadas da sede da concessionária [Niterói], o que reforça a importância da iniciativa", diz Moragas.

Ele conta que, pela proposta, os dez diretores da Ampla/Endesa Brasil chegam ao município acompanhados do presidente da Ampla, Cristián Fierro, e tomam café da manhã com os colaboradores. Depois visitam as instalações do pólo operacional e se reúnem com os líderes de equipe. Participam da inauguração de novas instalações da Ampla na região e depois jantam com os líderes de equipe, abrindo assim um canal direto entre os colaboradores e a cúpula da empresa.

"Nos encontros entre os executivos e os colaboradores, abordam-se temas como as metas do ano, tiram-se dúvidas, discute-se a empresa, a realidade do trabalho naquela cidade, são feitas reivindicações e tomadas decisões que sempre aperfeiçoam a rotina do trabalho. O colaborador se sente valorizado. Para os executivos, é uma oportunidade de vivenciar como se trabalha nas localidades", diz.

"Em geral, várias melhorias são efetuadas após esses encontros, que ainda ajudam a aumentar a auto-estima dos profissionais envolvidos. Isso acaba se refletindo positivamente no atendimento ao cliente", completa Moragas.

Fonte: Por Alexandre Staut, in Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 9

quarta-feira, 25 de março de 2009

Rede de Relacionamento

Rede de Relacionamento
Francisco de Assis dos Santos


Francisco de Assis dos SantosBacharel em Ciências Contábil e pós-graduado em Perícia Contábil. Contador titular do escritório individual: Contafas Consultoria e Assessoria Contábil. Perito Judicial com serviços prestados a justiça Federal, Justiça do Trabalho e Justiça Cível.


A rede de relacionamento é vital na vida profissional de qualquer pessoa, mas, sobretudo, na vida daquele que deseja ter uma boa clientela e formá-la ano a ano. Também é necessário ter esse tipo de interação para suas necessidades pessoais e profissionais, além de manter amizade com pessoas de seu nível social. É, portanto, preciso ter equilíbrio nos relacionamentos sociais, assim como saber tê-los e mantê-los.


Deve-se saber dosar bem a amizade com as pessoas e, principalmente, quando se trata de grupo de determinada classe social ou profissional. Há uma necessidade muito grande por parte do profissional liberal de se manter informado com a sua profissão; a partir daí a rede de relacionamento poderá auxiliá-lo. No entanto, não é somente colher informações, mas manter uma boa amizade por prazer e, como consequência, virá os frutos. Vale ressaltar que jamais se deve ter uma amizade por interesse pessoal ou profissional.


Toda amizade tende a contribuir de alguma forma para o ser humano, seja na vida pessoal ou profissional. Sabemos que ter amigos sempre foi bom e continuará sendo, pois, quem não precisa de um amigo para suas confidências? Segundo a psicologia um amigo sempre fez bem a qualquer pessoa. Para o profissional liberal a amizade pode fazer parte da rede de relacionamento e ser útil nas informações profissionais.


A rede de relacionamento está atrelada à amizade das pessoas e ao relacionamento pessoal do profissional, e que em decorrência surge necessidades a serem supridas por amigos. No caso da rede de relacionamento, é com ela que vamos contar para suprir as necessidades profissionais.
O profissional precisa se relacionar com as pessoas e fazer amigos em todos os setores da sociedade. Bom é quando se tem um amigo nos órgãos públicos e na sociedade de modo geral, pois quando se precisa de uma informação necessária às atividades profissionais, e as obtêm através de um amigo, com certeza a informação virá com maior velocidade, suprindo o que se precisa.

Assim sendo, há três tipos de amizades que podemos ter na rede de relacionamento e que podemos obter algum proveito como consequência:


1. Amizade pura - É o tipo de amizade que é feita por prazer e de maneira não planejada. Através desta amizade poderá gerar algum resultado profissional ou não, mas se não vier, não importa, o que interessa é a pessoa em si. É uma amizade que está vinculada ao coração do amigo ou da amiga e que um se dá ao outro por puro prazer na mais simples das amizades. Quando surge algo profissional neste tipo de amizade é surpreendente, pois tudo que suscita nela está atrelado ao respeito mútuo e vontade própria de cada um dos envolvidos, por isso é uma amizade pura.


2. Amizade por interesse - Este tipo de amizade é sempre planejada, pois está ligada a alguma coisa que já foi projetada antecipadamente, mas apesar disso, deve ser analisada e vista com bastante cuidado. É necessário ter muita atenção com esta amizade para não trazer prejuízos ao relacionamento das pessoas. Mas também poderá com o decorrer do tempo surgir uma amizade simples e diferente da que foi iniciada com base em algum tipo de interesse pessoal. Assim sendo, é o tipo de amizade que precisa ser vigiada com atenção. Mesmo assim precisamos mantê-la com sabedoria, pois se poderá obter alguma informação necessária.


3. Amizade profissional - É aquela amizade que se forma devido à vida profissional e o seu envolvimento geralmente é vinculado à profissão. Poderá com tempo se tornar em uma amizade mais íntima, isso depende do avanço no estreitamento dela. De qualquer forma é uma amizade importante no relacionamento profissional, embora não esteja longe de uma amizade pura.
Para rede de relacionamento devemos contar com todas as amizades de que dispomos no momento, mas, sobretudo, as que são de natureza profissional, pois delas virão às informações das quais precisamos. No entanto, há também as amizades que indiretamente influenciam na amizade profissional como, por exemplo: você conhece a sogra de seu amigo e que a mesma tem um parente que é secretário municipal ou um sobrinho que é diretor de um determinado órgão público. Então vejamos que uma amizade sem influência alguma na rede de relacionamento, mas que trouxe para você outros que irão contribuir.


Portanto, sejamos coerentes que nenhuma amizade poderá ser descartada, pois poderá ser útil na rede de relacionamento. Logo, ter amigos é sempre bom para qualquer pessoa, porque em decorrência da amizade pode vir coisas úteis e boas, mas é preciso saber dosá-las com toda sabedoria necessária para viver em sociedade. Por isso, continuemos a fazer amigos em todos os lugares por onde passamos, porque a marca pessoal de cada um, com certeza ficará nos amigos, vindo a repercussão daquilo que somos e fazemos na sociedade.


Precisamos de amizade para formar a rede de relacionamento, mas temos que ter equilíbrio, de forma que não podemos procurar amizades aleatoriamente, mas selecionarmos, de acordo com as nossas necessidades pessoais e profissionais. Todas as amizades, desde que selecionada, são úteis para nós, mas, sobretudo as de natureza profissional, isto é, aquela amizade que está dentro do circulo da profissão. Vale ressaltar que é necessário ter contato com os amigos, podendo ser por e-mail ou por telefone. Envie mensagem para as pessoas, informando que não se esqueceu de sua amizade.


Devemos manter a amizade nos três níveis, pois é através delas que formamos nossa rede de relacionamento, porém a amizade profissional é que deverá ter maior ênfase no aspecto profissional, tendo em vista as necessidades da profissão. Não devemos sair por aí escolhendo pessoas para serem amigos, mas à medida que a amizade surge devemos analisar qual é o tipo de amizade que se enquadra no nosso contexto profissional. Portanto fazer amigos é a parte importante da sociedade e que influenciam na vida dos profissionais liberais.


Podemos ter amigos dentro da própria clientela ou fazer amigos em diversos lugares como, por exemplo, no clube, na igreja, na vizinhança e também no meio familiar. Mas todo profissional liberal deve ter como regra fazer amigos em todos os lugares e nos diversos setores da sociedade, pois não se sabe o momento em que se irá precisar de um amigo e de sua utilidade na rede de relacionamento profissional.

texto do site www.rh.com.br

terça-feira, 24 de março de 2009

Repensando o papel da agência de comunicação

Um tema que sempre é muito discutido, repensado e mais uma vez discutido...papel das assessorias e agências de comunicação...o que faz o que não faz....o que é o papel do profissional o que não é???? Tantas discussões....

Dani Cabraíba


Repensando o papel da agência de comunicação


Se fosse possível resumir em poucas palavras o trabalho das cerca de duas mil agências de comunicação espalhadas pelo país, as escolhidas provavelmente seriam: reputação, imagem e credibilidade. Isso porque o objetivo do árduo trabalho das assessorias é construir ou fortalecer a imagem de seus clientes, sejam eles focados na área institucional ou diretamente relacionados a produtos.

Não podemos, portanto, mais ter a ilusão de que não fazemos parte da atividade produtiva. Afinal, no fim do dia ajudamos a consolidar a lucratividade empresarial. Na era do capitalismo moderno, o lucro é a atividade-fim de qualquer empresa. E para nós da comunicação, o produto do nosso trabalho é a informação ou, em termos mais abrangentes, a credibilidade.Toda empresa almeja atribuir valores confiáveis a seu negócio. A busca desenfreada pela credibilidade ou por um discurso crível passa pela construção de relacionamentos com entidades, governos e organizações capazes de fortalecer a imagem institucional. Dessa forma, a comunicação passa por uma rede de relações ou, como diria Paulo Freire, um dos mais notáveis pesquisadores da pedagogia mundial: "comunicação é o homem em relação".

Dessa forma, os papéis estão definidos e todos sabem de cor quais as suas responsabilidades. Nós, da comunicação, trabalhando com uma marca (ou branding), somos parceiros nessa luta diária por faturamento. Não estamos à parte do processo. É preciso deixar isso bem claro para aqueles que ainda têm uma ponta de ilusão.Entretanto, vivemos hoje uma época de mudanças, uma sociedade em transição, em que os valores estão sendo rediscutidos. As limitações de tempo e espaço deixaram de existir, as grandes instituições e crenças humanas há muito já se diluíram e o núcleo familiar passa por uma fase de definição, que envolve questões de gênero e minorias antes excluídas do processo de produção. Tudo isso nos leva a refletir que a palavra credibilidade anda em baixa em nossos dias. Desde que o conceito deixou de ser universal e passou a ser relativo, sofrendo inúmeras influências baseadas nas experiências e vivências de cada um, passamos a acreditar que quase tudo é passível de comprovação. Um dos critérios antes indiscutíveis era o rigor científico, mas até mesmo a Ciência deixou de ser crível à medida que a cada dia uma nova pesquisa contradiz a anterior.

Hoje, não sabemos muito bem se tomar café é bom ou ruim para a nossa saúde, só para citar um hábito tão presente no nosso dia-a-dia. Como então podemos trabalhar com credibilidade numa sociedade que não crê? Qual é nosso papel na busca da construção de uma imagem nesse espelho desfigurado que é a nossa sociedade? Com certeza, um novo cenário está se revelando, pautado amplamente na transparência e na lealdade. Não cabem mais atitudes covardes e simplórias, como práticas "avestruzes" de ser. No mundo corporativo, cada vez mais, é preciso ter coragem de enfrentar o novo, o desconhecido. E as agências de comunicação têm de reaprender seu papel, como parceiras na tarefa de desvendar -- ou pelo menos acompanhar -- os avanços advindos da pós-modernidade.

Rose Pinheiro Jornalista, especialista em Comunicação e Educação pela ECA-USP, mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, e diretora de atendimento da agência Ketchum Estratégia. Professora da disciplina de Teoria da Comunicação dos cursos de graduação em Jornalismo e Propaganda & Publicidade da Universidade 9 de Julho - Uninove

segunda-feira, 23 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

Você acredita na comunicação que faz?

Integridade é a qualidade de ser íntegro e de estimar a honra. Esse valor, muitas vezes, é confundido com a ética, que está relacionada à conduta moralmente correta, do ponto de vista humano. A integridade é algo muito mais pessoal, desenvolvido ao longo do amadurecimento pessoal, uma vez que representa a individualidade. Ética todos têm, o que difere é a visão das pessoas sobre a ética propriamente dita. Pode ser antiético jogar lixo na calçada do vizinho, mas deixar o lixo devidamente ensacado encostado no poste que, coincidentemente, encontra-se na calçada do vizinho, já é outra história...

Contudo, a pessoa verdadeiramente íntegra não define suas atitudes a partir do outro, e sim pelo que ela realmente considera moralmente correto. Mas não é o caso discutir a integridade de cada um, a questão é: integridade profissional vale a pena? Especificando ainda mais, até que ponto o profissional de comunicação é íntegro?

De acordo com o Código de Ética das Relações Públicas (Artigo 2º, Seção I): “Ao profissional de Relações Públicas, é vedado admitir práticas que possam levar a corromper ou a comprometer a integridade dos canais de comunicação ou o exercício da profissão.” Ou seja, o comprometimento com a integridade no ambiente de trabalho é fundamental para não prejudicar a imagem dos meios de comunicação, tanto privados quanto públicos. Portanto, há uma preocupação constante com as práticas e decisões da comunicação para não denegrir os próprios instrumentos de trabalho. Mas até que ponto estamos preocupados em não difamar a própria imagem do comunicador?

Preocupar-se com a imagem da empresa no mercado, fortalecer suas necessidades junto ao governo e à comunidade, buscar novos caminhos para ampliar o mercado e a cartela de ativos, satisfazer as necessidades do público interno e despertar o orgulho de pertencer. Já reparou como incorporamos mais a empresa/cliente do que a nós mesmos? Com certeza, você já ouviu boatos e comentários a respeito da má utilização de recursos e falta de caráter de um ou outro profissional da comunicação (que, olhe lá, nem sempre são daqueles de “raça”). O que acho ainda mais alarmante é a falta de comprometimento com a integridade da profissão e o excesso de comprometimento com o sucesso do cliente. Pode ser exagero, mas “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Eu não esperaria a pedra furar para ver o que vai acontecer...

Mas não vamos exagerar. Sabemos que não foram, nem são, tantos os (não) profissionais que trabalham em função da própria moral em detrimento da verdadeira integridade. Esta é apenas uma reflexão, afinal, quem deve acreditar na competência da comunicação não são os clientes, empresas ou governos. Quando se sabe o que se faz e se compromete com isso, a confiança vem como consequência ou então por osmose. Como preferir.

Carla Vicentini é formada em relações públicas pela Faculdade Cásper Líbero e já atuou como assessora de imprensa de empresas, como Google e Novell. Atualmente, conduz a área de Comunicação Interna do Banco ibi, com foco na consolidação da cultura de comunicação dentro da empresa

* artigo do site www.nosdacomunicacao.com.br

sábado, 14 de março de 2009

Concurso Público

Novo concurso na área....Concurso da Infraero com vagas para Jornalistas, RRPP e Publicitários.

Segue link

http://www.concursosfcc.com.br/concursos/infra109/index.html

bjs e boa sorte a todos

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Poder da Mídia

Vi esse texto e achei bem interessante, apesar de não concordar com algumas coisas, afinal sou profissional de comunicação e portanto da mídia, mas ele é bem pontual em algumas questões. É para lê e refletir.

abraços,

Danielly Cabraíba




Você vai rir muito quando ler o artigo abaixo, mas vai ficar de boca aberta ao final.

Quando ouvimos falar que a mídia representa "o Quarto Poder" em uma nação, é preciso avaliar como isso é verdade e o quanto estamos sujeitos a ela e a todas as suas variáveis. Veja, por exemplo, as notícias e o direcionamento do comportamento dos brasileiros: tudo isso está regido pela Rede Globo, de forma direta (através de tudo o que ela produz), e pelas demais emissoras, rádio, revistas e jornais, de forma indireta, que acompanham e reforçam a informação iniciada no canal regente. Subliminarmente, através das novelas, dos programas, da música que vai ao ar, edifica-se, quase que instantaneamente, a determinação do que será consumido em larga escala em nosso país.

O volume financeiro que esse grande império catalisa é incalculável. O volume social idem: milhões de pessoas assistem a algo na TV e, no dia seguinte, saem para viver a fantasia do que assistiram. Aderem à moda, ao vocabulário, à identificação, projetam os personagens e, principalmente, COMPRAM.

Outros canais da mídia menos potentes, mas também atuantes, caminham junto, como um comboio, amplificando esse efeito da Globo e ampliando ainda mais a fogueira de consumo. O "O Quarto Poder" deveria ser chamado "O Primeiro", pois atua no inconsciente de toda uma nação. Levanta e derruba instituições. Enaltece ou confina à clandestinidade quem ela desejar."Jorge Sabongi

Antigamente, quando assistia aos programas de televisão, acreditava em 100% de tudo o que via. Tudo parecia tão mágico: pessoas bonitas, roupas sempre limpas e novas, cores deslumbrantes, movimentos perfeitos, cenas de sonhos, sem imperfeições. Os artistas tinham uma aura de semideuses.

Na verdade, tudo o que vemos é preparado!As pessoas são todas maquiadas antes de entrar em cena. O figurino é escolhido, visando combinar cores e ambientes. As cenas são repetidas diversas vezes e, por fim, editadas, montando cada movimento, de forma a parecer sem falhas. As cenas são de um mundo irreal em nosso país, tanto financeiro como na ostentação (visam apenas projeção e identificação); e os artistas não são semideuses, mas sim "eleitos momentâneos". Seu destino a longo prazo, em 90% dos casos, é o anonimato.Atualmente, após anos de observação e leitura específica, ficou fácil perceber, nitidamente, cada passo dado em algum programa televisivo e o motivo pelo qual ele foi colocado ali. Nem se preocupam em disfarçar mais. E vocês não tenham dúvidas: é tudo preparado sim, principalmente para o seu consumo!

Veja o Big Brother, por exemplo: o que tem a ver um CD das músicas do BBB para ser vendido? No entanto, ele é lançado e vendido, com propaganda diária. É bom deixar claro que propaganda de um CD na Rede Globo, em programas de grande audiência, representam, para as gravadoras, mais ou menos 250.000 cópias de vendas no dia seguinte, nas lojas de discos de todo o país, que, por força da moda e para não perderem seus clientes, acabam disputando a compra. Parece um bom negócio? As gravadoras também acham, por isso colocam um conjunto fraquíssimo (aos olhos de todos) como se fosse a sensação do momento, evidentemente pagando para um Domingão do Faustão, por exemplo, uma quantia generosa para o CD deles ser mostrado na TV e para cantarem, durante 3 ou 4 minutos, no programa. Fazem isso no Gugu também, no mesmo final de semana, e pronto... as vendas na 2a. feira disparam! As pessoas acreditam no que vêem.
Ninguém quer ficar por fora da moda. Nem se questionam se estão sendo arrastadas na correnteza. Você não consome música que gosta, mas sim música que lhe forçam a ouvir.

O terrível é que isso acontece com praticamente TUDO na TV. Dos programas de elite aos mais populares. CDs, livros, eventos e marcas. A divulgação custa. É o tradicional "jabá". Acontece nas rádios, para tocarem uma determinada música, 50 vezes por dia, como sendo "o último sucesso" ou "solicitação de nossos ouvintes". Evidente que tudo é pago. O "velho guerreiro", Chacrinha, para quem se lembra, fazia uma alusão a isso, e também uma gozação. Toda vez que um cantor vinha em seu programa divulgar um novo disco, com o qual ele não concordava, gritava: "Vocês querem jabááááá´....?" E jogava pedaços de carne seca para o público que se acotovelava para pegá-los.

Aí vinha o cantor, enviado pela gravadora, para cantar (com play-back, é claro! - eles só faziam a mímica com os lábios e seguravam o microfone) e o "velho guerreiro" mostrava o disco do sujeito para as câmeras. Era hilário!Ele era um dos únicos da TV brasileira a falar, aberta e declaradamente, nas entrevistas e em seu programa, desse tabu.

E a era dos pagodeiros, então? Todos fazendo mímica, fingindo que estavam cantando e dançando, todos juntinhos, harmonizados. Que degradação! Caíram as vendas de CDs de pagode e as gravadoras perceberam que o filão estava esgotado. Pararam, então, de investir! Coincidentemente, sumiram os pagodeiros.Não sei se você chegou a perceber que até nos programas infantis, tinham pagodeiros lançando seus CDs. E as crianças ao fundo, coitadas, nem entendiam o que estava se passando. Ficavam olhando umas para as outras, esperando "mudar a brincadeira".

Conjuntos nacionais, cujos músicos entram em cena para lançarem um CD, quando tocam a música, você percebe que as guitarras não estão ligadas nos amplificadores, e a bateria é apenas uma caixinha e um prato, para o baterista tocar em pé. E eles estão só fazendo gestos com a boca. Tudo enganação. Minutos pagos pelas gravadoras para venderem mais CD no dia seguinte.

E isso acontece nos shows de Natal, nos shows de final de ano, sem contar os sambas-enredo martelados três meses antes do Carnaval, todos os dias, em video-clips, com escolas de samba montadas, cheias de efeitos especiais, para parecer que estão na avenida. Some quantos componentes existem em todas as escolas de samba do Rio e SP, e você terá uma idéia de quantos CDs podem ser vendidos.


Os programas de auditório, para fazer jus a todo o glamour de vendas, têm, na primeira e segunda filas, modelos contratadas por um cachê, exclusivamente para mostrarem seu sorriso bonito e baterem palmas, enquanto o programa estiver no ar e as câmeras percorrerem a platéia. Mais atrás, fica o público simples que aguarda em longas filas, durante a manhã, nas entradas das emissoras, antes de serem escolhidos para entrar. Então, num panorama geral, fica todo mundo bonito e um visual rico.

Não se pode negar que as novelas contam, nas últimas décadas, a história do comportamento e cotidiano brasileiro. Também não se pode negar que elas "empurram nossa cultura agressivamente", nos detalhes das cenas que vão ao ar diariamente. Evidentemente, elas criam a moda: inserem jargões, manias novas, roupas em lançamento, idéias polêmicas como se fossem normais, em todas as casas de brasileiros, até que acabamos achando tudo, absolutamente, muito normal. O Fulano que é casado com a Ciclana, e que sai com a Beltrana, que por sua vez ama o mais pobre da novela, que é sempre injustiçado até o último capítulo, quando, num passe de mágica, todos ficam simpáticos se abraçam e vivem felizes para sempre. Você pode dizer: "mas isso é só um entretenimento e é irreal!" Sim, mas a longo prazo, em sua mente, parecerá real. Você assimilará de tal forma, que parecerá que você "precisa" daquilo que é mostrado de forma irreal nas novelas para ser feliz, mesmo sabendo que isto é pura fantasia.

Dizem que a paixão existe enquanto existe a fantasia; quando a fantasia acaba, a paixão perde a razão de existir.E, é claro, tem os CDs da trilha sonora (nacional e internacional), o merchandising através das imagens subliminares (ou não tão subliminares assim). Três segundos que um rótulo de cerveja fica visível numa novela, já impulsiona o consumo em todos os que, imediatamente, batem os olhos na marca. Milhões de pessoas assistindo e, no dia seguinte ou quase que imediatamente, todo mundo consumindo cerveja. Virando moda. Despertando o desejo (quando você assistir a uma cena em que o rótulo está virado ao contrário, sem a marca aparente, é porque não quiseram pagar pela publicidade, mas, naquele caso, era necessária a garrafa ali, por exemplo, num diálogo de uma mesinha de praia).O que mais revolta, entretanto, é a questão do "manter-se alheio", o descaso, a opinião tendenciosa que dirige, em larga escala, o pensamento e a conduta dos expectadores. O mundo pode estar desabando, mas a novela continua passando. Um fato importante pode estar acontecendo, que envolve o mundo, mas o programa infantil e seus patrocinadores não são tirados do ar em detrimento da notícia, salvo numa "edição extraordinária" de 30 segundos.

Evidente que um acontecimento importante do outro lado do mundo não traz respaldo financeiro e não paga as contas da empresa. Mas o compromisso não é com os telespectadores? São eles quem garante a audiência e a compra dos produtos dos patrocinadores dos programas, mas são relegados a segundo plano. Primeiro o interesse financeiro.O futebol só começa no estádio depois da novela do horário nobre. Os desfiles das escolas de samba, no Carnaval, depois do BBB. Nada interrompe o curso normal da programação, que tem toda uma gama financeira já engendrada para acontecer. E, é claro, tem espaço para todos, inclusive para os patrocinadores do futebol ("Oferecimento... Tal, o banco que é sua casa!...”e outros num total de 5 de cada vez), que negociam verdadeiros contratos milionários, por frases de efeito e a marca aparecendo na tela por 5 segundos, nos grandes eventos.

O jornalismo é editado ao máximo. Notícias que necessitariam de mais informações são oferecidas em menos de 15 segundos. Nada profundo, tudo superficial, somente com frases de efeito. Tudo isso em nome dos comerciais que vão passar nos intervalos, que são os mais caros da mídia (horário nobre - milhões de pessoas assistindo).Repare como os repórteres falam todos do mesmo jeito, têm sempre a mesma empostação de voz. Ninguém se sobressai. Não se dá oportunidade ao talento humano de fazer uma boa reportagem. Impessoalidade é a palavra de ordem. Até no Globo Repórter o âncora fala com a mesma empostação.E os outros canais de mídia vão como um comboio, atrás de tudo o que a "matriz" personifica. É o cúmulo programas femininos comentando, em outros canais, os personagens e as situações vividas por estes nas novelas da Rede Globo, exibidas no dia anterior (tudo como forma de "pegar carona" na audiência). Tiram a possibilidade de características inovadoras para si mesmos. São cópias mal feitas e um produto vendável naquele momento. Não arriscam algo mais inteligente nem se aventuram em algo que possa cativar seu público.

Falando em programas femininos, tem muita coisa interessante para comentar. Mulheres são o principal alvo do consumo (depois das crianças, em programas infantis). Vemos dezenas deles recheados dos patéticos fofoqueiros de plantão e, o mais engraçado, muito merchandising. Então, por exemplo, a Ana Maria está entrevistando alguém e é avisada pelo fone de ouvido que o Ibope subiu, levanta-se e vai para um painel, previamente preparado, para anunciar a venda de um produto, e que ela garante: "ela usa na casa dela". Pronto... já vendeu milhões pelo Brasil. Volta ao entrevistado e fala: "Queria agradecer a sua participação..." (em outras palavras... "pode sair por lá, já vendemos o nosso peixe e deixamos todo mundo esperando você falar mais alguma coisa enquanto isso, mas não vai falar mais nada, não!").

Todos os grandes apresentadores têm participação nesse merchandising. Ganham uma porcentagem. Eles sabem o quanto é ridículo anunciar uma "máquina de fazer coxinhas" ou "um produto que garante emagrecimento e que tira estrias ou celulite", mas existe um ganho embutido aí.As revistas vão no mesmo sentido. Qual é o assunto da vez? A dupla caipira "tal", que foi ao programa do Faustão e do Gugu, e, suspeita-se, tem um filho com uma fã "x". É filho ou não é? DNA neles! "Vamos vender revistas!" Saiu na Globo vira notícia para toda a mídia. Representa um novo filão financeiro.E os artistas que vão para a Ilha de Caras fazer poses para as fotos das revistas, mostrando um mundo irreal de sonhos que, na maioria dos casos, não faz parte da vida deles? Aquelas comidas, maravilhosamente fotografadas e apetitosas? Não é a realidade da grande maioria que está ali. Muitos são "a bola da vez".

Tem que aparecer de alguma forma, caso contrário serão esquecidos e irão para a clandestinidade. Mas tudo bem... a revista oferece, gratuitamente, a coleção dos CDs tais, para quem fizer uma assinatura anual.Instituiu-se, nos últimos anos, a cultura do inútil e da porcaria. Programas que favorecem o emburrecimento vão ao ar em larga escala, em todos os canais, questionando a inteligência e o bom senso dos brasileiros, todos os dias. Isso vende, dá audiência.O Ibope não mede o Brasil inteiro na audiência, mas sim uma amostragem de 600 famílias, que têm um aparelho conectado às suas TVs. Essas 600 famílias determinam tudo o que assistimos, pois o que elas decidem assistir conta como pontos de audiência e repercute no volume financeiro das empresas, que querem investir em publicidade em tais programas, no dia seguinte e nos meses subseqüentes também. Se você assiste ou desliga sua TV como protesto, não faz a menor diferença no Ibope. Você não tem o aparelho de medição na sua casa. Não adianta nada. E todos os brasileiros respondem por isso.

Quem está dando audiência, está eleito. Quem não, ex-grupo. Se alguém ameaça a audiência, como foi o caso de diversos apresentadores de programas em vários canais, em um determinado momento, são todos contratados e, ligeiramente, "colocados na sombra", até que nos esqueçamos deles. Quando são talentos natos, é melhor arrumar um programa para ocupá-los, antes que comecem, de novo, a dar trabalho: como Jô Soares, Serginho Groisman, Babi (que eram do SBT), Luciano Huck (da Band), Ana Maria Braga (da Record), e por aí caminhamos. Há mais ou menos 20 anos, o eleito foi Fausto Silva, que fazia o Perdidos na Noite na Band. Foi puxado para fazer o Domingão até hoje.Quem não consegue observar por diversos ângulos, realmente pensa que está em dia com a notícia ou com a realidade nacional, quando, na verdade, está sendo levado pela correnteza do inconsciente coletivo. Será apenas mais uma peça articulada para o consumo, engolindo, sem perceber, uma programação inócua a princípio, mas nefasta a longo prazo.Não vou mencionar aqui o âmbito político, que estenderia este artigo a páginas e páginas. Deixo apenas uma palavra para você se lembrar, quando assistir a um noticiário político: "interesses". Pense neles, antes de tirar suas conclusões do que lhe é apresentado.

Só uma pequena lembrança: na época do "impeachment do Collor", a minissérie do momento era "Anos Rebeldes". Qualquer semelhança com os "caras pintadas" é mera coincidência.Enfim, chegamos à mídia com referência à visão da dança. Sempre penso no porquê de tanto descaso com relação à dança oriental. Recentemente, cheguei a uma conclusão plausível:"O que a dança do ventre representa financeiramente para uma TV altamente comercial? Nada! Ela não traz absolutamente nenhum tipo de lucro". Exceto quando existe uma novela no ar, que mostra algo temperado com dança do ventre e a cultura árabe, como foi o caso d' "O Clone". Durou alguns meses e só. No mais, a dança serve como instrumento decorativo (bailarinas bonitas), apelo à sexualidade (câmeras explorando ângulos que não tem a ver com a dança, mas que inflamam a fantasia coletiva, por mostrar um corpo ligeiramente camuflado) e bailarinas servindo como instrumento de chacota pela maioria dos entrevistadores (isso quando entrevistam), pois não se dignificam ao mínimo respeito.

O "chocar o público", mesmo que isso signifique "colocar a bailarina numa situação constrangedora", conta mais.A dança árabe no Brasil está muito longe dos interesses da mídia. Dificilmente terá sua vez! Exceto numa situação altamente sensacionalista e vendável. É bom levar isso em consideração quando receber um convite para aparecer num determinado programa, principalmente de variedades, como "pano de fundo". Na maioria dos casos (99% deles) não vale a pena!Saiba exatamente o seu papel e faça suas exigências!Quando assistir a sua TV, procure observar de uma forma analítica, não como uma gratificação instantânea. Procure perceber o que vem por trás de TUDO o que é apresentado.

Basta observar! Um Vídeo-Show que promove as novelas e seus globais, à tarde, para as mulheres. Um Globo Esporte que pega você no domingo de manhã, o seu horário nobre em casa, e não deixa você ficar com a família. Um BBB de mesmices, preparado para vender erotismo e, conseqüentemente, mais Playboys e fantasias (lembre-se que as fantasias seguram a audiência!). Um locutor de futebol, que dirige a cabeça dos torcedores com suas frases e jargões de efeito, antes de colocar um "Globo e você...oferecimento ... Marca Tal, que dá folga para seus pés". As possibilidades são imensas, basta parar e olhar!

Nossa inteligência é visivelmente menosprezada. Um imenso circo interativo para consumo.Não se deixe levar pela correnteza, como as massas!


Material do site http://www.khanelkhalili.com.br/midia.htm

quinta-feira, 5 de março de 2009

O poder da comunicação

* Por Danilo de Vasconcelos Diogo da Silva


Podemos observar ainda hoje inúmeras empresas que só "interagem" com seus funcionários através daqueles famosos avisos pregados na parede, brindes com o seu logotipo no final do ano e advertências por escrito. Se o empregado faz algo de errado, lá vai um aviso pregado na parede para todos lerem, ou então vamos logo para aquele script das advertências. Se o empregado faz algo muito bem feito, quando é notado por alguém no máximo podemos observar um breve, tímido e apático "Obrigado". Com toda essa política de "comunicação interna", os gerentes ainda esperam que todos os empregados cheguem todo dia, ao trabalho, dando o máximo de si para que haja uma produção máxima. Mas, onde está a motivação para trabalhar tanto?


Devemos mudar esta política de comunicação interna das empresas. Temos que criar um ambiente de trabalho onde há mais interação pessoal. Com essa preocupação, além de estabelecer uma organização mais humana e pessoal, ainda haverá um aumento expressivo nos lucros!!! Vamos resgatar a palavra motivação para explicar o nosso raciocínio. Primeiro, pense no simples exemplo: você está mais disposto a fazer algo que seu amigo pede ou algo que o seu chefe solicita? Acho que a maioria de nós podemos dizer que estaremos mais dispostos a fazer algo que um amigo nosso pede.


A motivação que há para fazermos uma atividade para o nosso amigo é porque ele também nos ajuda, nos escuta, não nos ignora e faz parte da nossa vida. Agora, a motivação entendida pelas empresas está feita quando ela paga o salário dos funcionários. Mas na realidade, o fato que já é comprovado por inúmeras pesquisas da comunidade internacional de RH é que o salário irá motivar os funcionários a trabalharem somente para não haver demissão, ou seja, a produtividade vai ser a mínima possível. A exceção desta regra ocorre quando o salário é relativamente alto, ou quando há reais chances dos funcionários serem promovidos. Então, vamos ver como podemos viabilizar que um gerente seja também amigo de seus funcionários.

As dicas são realmente simples:

* Saiba o nome de cada funcionário e sempre use o seu nome quando for se referir a ele.*

Conheça bem os seus funcionários. Sempre que tiver tempo, fique conversando com eles. Se você for uma pessoa muito ocupada separe obrigatoriamente no mínimo 30 minutos do seu dia para conversar com ao menos duas pessoas. Você irá conhecer em detalhes os pontos fortes e fracos de cada um para: delegar as tarefas, promover alguém, formar equipes e acompanhar o progresso individual.

* Nunca faça a pergunta "O que você está fazendo?", use "Como você está?". Assim você saberá como vão as tarefas que estão para serem realizadas e se a pessoa está se sentindo bem no trabalho. Se houver um problema, tente resolver, pois aquele funcionário não vai estar tão produtivo.*

Sempre se comunique com os funcionários pessoalmente. Você poderá saber que todos foram avisados, que o comunicado ficou bem claro para todos e que há importância na mensagem.* Se um funcionário fizer algo muito bem feito diga um "Muito obrigado" com sinceridade. Faça isso várias vezes, mas somente quando algo realmente bom aconteceu.

* Se algo aconteceu de negativo, nunca faça uma advertência na frente dos outros funcionários. Vá até uma sala reservada e converse explicando o problema, escute as explicações e dê sugestões construtivas. Assim você não humilha ninguém, verifica a origem do problema e ajuda a solucionar o problema.*

Tente marcar reuniões com todos da empresa reunidos. Use essas reuniões para conhecer o clima da sua empresa, os principais desafios, para mostrar as principais conquistas realizadas e deixe alguns minutos para todos conversarem livremente, pois esta é uma boa oportunidade para os profissionais se conhecerem melhor, além de criar um sentido de equipe mais forte.

Seguindo estas dicas, a sua empresa certamente irá melhorar. Demonstrando esta ênfase em comunicação pessoal com seus funcionários, eles irão estar mais tranqüilos e relaxados. Conseqüentemente, a produtividade de sua empresa irá aumentar, haverá menos chances de demissões voluntárias (reduzindo custos de seleção e treinamento) e cada funcionário irá trabalhar mais, pois estará ajudando quem lhe ajuda e lhe dar valor. Quando houver mais comunicação interpessoal, seus funcionários estarão mais motivados a ser um membro de sua equipe e isso é notado até pelos seus clientes que irão achar prazeroso voltar à sua empresa.

*material do site www.rh.com.br

domingo, 1 de março de 2009

Diálogo com o empregado: utopia ou realidade?

*Éllida Neiva Guedes


No processo evolutivo do homem, da sociedade e das organizações, as presenças da informação e da tecnologia foram determinantes para as transformações ocorridas nos vários campos e nos comportamentos individuais e coletivos. Na contemporaneidade, as possibilidades tecnológicas e o acesso à informação mudaram de forma mais evidente e rápida o perfil do indivíduo como cidadão, profissional e empregado. Mais informado, cada vez mais ele requer participação nos contextos social e organizacional, o que vem sendo objeto de modernas teorias de gestão, com reflexos nos processos comunicacionais.


Chanlat (1996, p. 41) afirma que “[...] toda sociedade é, com efeito, um conjunto econômico e cultural situado em um contexto espaço-temporal dado [...]”. Assim, as relações de produção, hábitos, valores e recursos, próprios de cada momento histórico, são refletidos nos modos individual e grupal de viver, pensar, agir e se comunicar.


No cenário contemporâneo, as organizações, impactadas pelas ocorrências no macrocontexto, precisam gerenciar seus relacionamentos com base na perspectiva do outro e no intercâmbio de opiniões, além de considerar seus públicos, em especial os empregados, como interlocutores, e não mais como “depositários” de informações que mais interessam a elas do que a eles. Só assim as organizações poderão construir sentido para suas mensagens e ações.


Construir sentido é promover uma comunicação que permita ao empregado entender o que, para que e por que faz, como ele pode colaborar com a organização, aonde esta pretende chegar, o que ela espera dele e o que ele ganha com as ações e decisões que nela ocorrem. Uma comunicação, portanto, que possibilite ao empregado participar, intervir, divergir e, com isso, desenvolver um sentimento de pertencimento à organização.


Para tanto, o processo comunicacional interno deve ir além dos modelos tradicionais e utilizar-se dos recursos que a tecnologia disponibiliza, apropriando-se da interatividade, da rapidez e da simultaneidade que eles oferecem, sem abandonar, no entanto, o estímulo à comunicação face a face, direta, sem intermediações. Apesar da importância da tecnologia nesse processo, a base da interação entre os homens é o universo cognitivo, o repertório de valores e os conceitos próprios de cada indivíduo, com suas perspectivas singulares.


A comunicação interna contemporânea tende a refletir as demandas de uma sociedade que coloca a informação e a participação como centro dos relacionamentos, ampliados e facilitados pelas tecnologias disponíveis e direcionados para (bons) resultados para os negócios. Busca-se, então, dar à comunicação a dimensão e a configuração adequadas aos valores e à complexidade desta era, para que ela acompanhe os movimentos do homem e da sociedade e alcance seus objetivos.


O entendimento da influência de variáveis externas e internas na organização e em sua comunicação pode levar à compreensão de como e porquê a comunicação interna chegou ao propósito de construir sentido para o que se refere à empresa, em direção a “[...] um novo relacionamento em que todos são considerados parceiros, participam do negócio e procuram soluções que sejam boas para ambas as partes” (OLIVEIRA; SILVA, 2006, p. 7).
Naturalmente, a organização que adota esse conceito de comunicação tem seu cenário e estrutura alterados com relação ao controle da informação (e do poder), já que precisa fundamentar seus relacionamentos no intercâmbio de experiências, no compartilhamento de informações e ideias, enfim, no diálogo, em busca do entendimento. Assim, as coisas podem fazer sentido e, quem sabe, gerar (bons) negócios. Utopia ou realidade? Em discussão.


Referências

CHANLAT, Jean-François. “Por uma antropologia da condição humana nas organizações”. In: _ (coord.). O indivíduo na organização: dimensões esquecidas. São Paulo: Atlas, 1996. v. 1.
OLIVEIRA, Jayr Figueiredo de; SILVA, Edison Aurélio da. Gestão organizacional: descobrindo uma chave de sucesso para os negócios. São Paulo: Saraiva, 2006.

O artigo foi publicado originalmente na 32ª edição da revista ‘RP alternativo’, do curso de relações públicas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em dezembro de 2008.

Éllida Neiva Guedes é professora de relações públicas da UFMA, mestre em ciências da comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e doutoranda em Altos Estudos Contemporâneos na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Artigo retirado do site www.nosdacomunicacao.com