"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Como vender para a Geração Y

Os próprios Baby Boomers que criaram a Geração Y (ou "Conectados", "Millenials", etc) e os levaram a acreditar que podem fazer e ser o que quiserem.


Eles nasceram entre 1977 e 1990 e, provavelmente, você já ouviu falar que eles não assistem TV e não lêem muito. Se não é mais possível acessar essa nova geração pela MTV, como vender para esses 71 milhões de consumidores que gastam mais de 200 bilhões de dólares por ano e, em breve, vão substituir a geração "Baby Boomer" como o maior percentual da força de trabalho? A resposta é simples, PARE de VENDER para eles.

Calma! Até o final do artigo tudo fará sentido.

Bea Fields, autora do livro "Millenials Leaders" tem uma teoria interessante sobre o assunto.

Ela afirma que foram os próprios Baby Boomers que criaram a Geração Y (ou "Conectados", "Millenials", etc) e os levaram a acreditar que podem fazer e ser o que quiserem. Suas vidas foram tão fáceis que agora acreditam que merecem viver primeiro. O trabalho fica em segundo plano. Portanto, o primeiro passo é paramos de nos chatear com essa geração criada por nós mesmos e compreender o brilho da Comunidade Y. Esta é a geração mais otimista que já caminhou na face do planeta. Eles se recusam a trabalham em uma empresa que não lhes confere alegria, por exemplo.

* Diversidade
* Viver primeiro, trabalho depois
* Tempo para os amigos
* Cuidar do meio ambiente
* Autenticidade
* Qualidade
* Inspirado em experiências
* Acesso à informação
* Aprendizagem contínua
* Desenvolvimento de carreira
* Liberdade de viajar

Algumas empresas conseguiram se comunicar de maneira eficiente com a Geração Y. Apple, Jet Blue e Red Bull são bons exemplos. Como as empresas falam com esse nicho? Para responder a isso, primeiro temos de entender os 4 critérios considerados pela Geração Y antes de comprar um produto ou serviço:

1) Preço barato
2) Boa qualidade
3) Serviço rápido

4) Uma Experiência

Quando a Apple criou o download de 99 centavos que demorava oito segundos para realizar a transação, foi um sucesso estrondoso com "Gen Y". A música é uma "experiência" única, a qualidade é incontestável, o custo é baixo, e a compra ocorre instantaneamente. O que a Apple fez direito? Falou diretamente com a Geração Y e fez a pergunta: O que você quer?


Vejam uma pesquisa sobre as 5 razões que fazem esses consumidores aderirem a uma marca:
67% - saber notícias e novidades sobre os produtos
64% - saber das promoções
41% - ver ou fazer o download de músicas e vídeos
36% - submenter suas opiniões
33% - se conectar com outros consumidores

Então, como conseguir atenção desses novos consumidores? Pense que vivemos em uma era onde a informação está em todo lugar e acessível para todos. A Geração Y é extremamente seletiva na hora de decidir quem vai ouvir. Basta dar uma olhada nos seus perfis nas redes sociais e entenderá que eles obtêm informações de outras pessoas e não a partir da mídia.



E a forma de comunicação não é o email. Aliás, eles acham ridículo você ainda se "vangloriar" dos seus 100 e-mails por dia.

Eles falam por SMS, 140 caracteres no Twitter, pelo chat do Facebook ou vêem uns aos outros no YouTube, às vezes, fazendo tudo ao mesmo tempo. E mais importante de tudo, eles não se importam com o que você tem a dizer a não ser que você tenha sido aprovado por seus amigos. Eles se preocupam com o que diz sua comunidade e levam sua rede de recomendações muito a sério.



É preciso entender que a Geração Y é uma "experiência" de cultura. Eles não querem que lhes digam o que gostar ou o que fazer. Eles querem experimentar o mundo e que isso passe pelo seu próprio julgamento. Eles gostam de estar nas trincheiras da vida... e com seus amigos.

Pois é lá onde você tem que "enfrentá-los" se quiser ser levado a sério e respeitado o suficiente para que eles comprem sua marca.

Veja alguns exemplos de onde encontrá-los:

* Shows (Gen Y adora música ao vivo)
* Eventos de Esportes Radicais (snowboard, skate, motocross, etc)
* Filmes (em geral)
* Eventos como caminhada (Eles adoram o ar livre)
* Jogos e Competições de jogos
* Sites de Redes Sociais (Facebook, MySpace, Orkut, YouTube, Twitter)
* Salões de tauagem (36 por cento deles têm pelo menos uma tatuagem)



E, antes de terminar, a palavra chave para você ganhar o respeito dessa moçada: AUTENTICIDADE.

Essa geração já viu de tudo. Desde guerras televisionadas à terremotos em tempo real. Eles sabem reconhecer algo real quando vêem e levam 3 segundos para julgarem a mensagem que você está tentando passar. Portanto, enquanto você ouve milhares de especialistas ensinando técnicas de como vender para a Geração Y, a dica aqui é: antes de VENDER, começe por OUVÍ-LOS. Saia com eles. Experimente a vida com eles. Respeite-os. Se fizer isso, sua visão da vida irá mudar. Você começa a se comportar de forma diferente, a assumir alguns novos valores. Depois de falar "com" eles e não "sobre" eles, vai se surpreeender que essa própria geração vai vender o seu produto do jeito deles!


Bem-vindos à Geração do Conteúdo e não da Embalagem! Ouvidos atentos e boas vendas!


Disponível em: http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/110/como-vender-para-a-gerao-y.html

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sandra Maia: ‘É papel do profissional de comunicação criar canais para que toda a organização fale a mesma língua’

Para a profissional de relações públicas Sandra Maia, diretora de Experiência, Marketing e Vendas do Rio Quente Resort – localizado em Rio Quente, em Goiás – para ser eficiente, um planejamento de comunicação precisa estar alinhado às atitudes dos colaboradores e fornecedores de uma organização. “Ninguém faz comunicação sozinho”, ressalta a autora do livro ‘O Negócio da Comunicação – Do conceito à ação’ (Qualitymark).

Formada em Comunicação, com pós-graduações em Administração de Marketing e especializações em técnicas de negociação, Sandra já atuou em companhias como Philips, Cia. Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) e Nestlé. No setor hoteleiro, já trabalhou na Accor Hotels, respondendo pela comunicação corporativa da rede para a América Latina, e na Blue Tree Hotels Brasil e Argentina.

Em entrevista ao Nós da Comunicação, a executiva comenta alguns temas abordados em seu novo livro, como o ‘Diagnóstico de Comunicação Conceitual’, mecanismo utilizado para alinhar as estratégias ao DNA da marca, além de indicar a função da comunicação para manter um bom clima organizacional. “É papel do profissional de comunicação criar canais para que toda a organização fale a mesma língua, atue dentro de um mesmo padrão de harmonia, compromisso e envolvimento”, analisa.

Nós da Comunicação – Hoje não basta apenas vender um produto ou serviço, é preciso encantar o cliente através da experiência com a marca. Quais os desafios para um profissional que trabalha com experiência em Marketing?
Sandra Maia – Atuar em diferentes frentes e usar e abusar de tudo o que é sensorial: cheiros, sons, imagens etc. Adoro, por exemplo, o que a grife Abercrombie & Fitch faz no mercado norte-americano. É simplesmente genial. Consistente, coerente e acima de tudo – conceitual. Sua estratégia de comunicação e marketing está toda dirigida ao público teen – mas acaba atingindo a todos. Quem não quer uma calça ou camisa comprada na 5ª Avenida, em Nova York, reduto da marca nos Estados Unidos? O que eles fazem? Limitam a oferta, contratam funcionários jovens e lindos, transformam o ponto de venda numa ‘disco’ sem nada a dever para as melhores ‘baladas’ da garotada e, lançam coleções sistemáticas com o símbolo que – tinha tudo para dar errado, mas é um charme. Comprar na Abercrombie se tornou ‘a’ experiência. Vale ressaltar, de saída, que ninguém faz comunicação sozinho. Dependemos de parceiros, funcionários, fornecedores e gestores que tenham clara e objetivamente a visão do negócio, a missão da marca, os valores e atributos de seus produtos e serviços.

Nós da Comunicação – Do ponto de vista do gestor, quais as barreiras encontradas nos bastidores da comunicação corporativa? E como superá-las?
Sandra Maia – Morosidade na aprovação de processos e projetos, a percepção errônea de que qualquer um pode fazer comunicação e, talvez a pior: esquecer-se de que tudo comunica. A forma de mudar isso? Relacionamento, comunicação, envolvimento e compromisso – trabalhar em como vender a proposta. Como torná-la viável na linguagem da organização – a relação entre investimento e retorno sobre investimento, prazo para implantação, impacto no meio, vantagens e desvantagens com relação à concorrência etc.

Nós da Comunicação – Você já atuou em diferentes setores: hoteleiro, público e privado. Qual deles você considera o mais complexo no que diz respeito ao relacionamento com stakeholders?
Sandra Maia – Todo relacionamento é complexo. Não importa o segmento em que se atua. Falar com stakeholders sempre será um desafio. A questão é como ajustar o discurso para que todos dentro da organização possam estar em sintonia e, dessa forma, facilitar a vida do comunicador. Talvez essa ainda seja a questão. Não adianta discurso sem atitude, nem responsabilidade sem sustentabilidade, tampouco qualidade sem levar em conta o que importa para o cliente ou o consumidor. A marca, afinal, está lá fora, sendo construída por todos, em todos os pontos de contato. Por isso, falar com stakeholders exige planejamento, estratégia, foco e linguagem direta. Demanda ser o exemplo, ou seja, o discurso tem que estar vinculado ao que se entrega, seja como e quando for.

Nós da Comunicação – Em que consiste o Diagnóstico da Comunicação Conceitual, considerado, por você, uma 'revolução no mercado corporativo'?
Sandra Maia – O Diagnóstico da Comunicação Conceitual leva em conta que tudo deve girar a partir de um centro, de um conceito, para que o alinhamento das pontas se torne mais possível. Imagine todos trabalhando e fazendo o seu melhor em uma empresa. Imagine agora que esse melhor não contribui para a construção da marca. Ás vezes, pode até contribuir para o crescimento e destaque de uma ou outra área, mas não para o todo. O ‘Comunicação Conceitual’ está, por isso, embasado em conceitos. Ou seja, depois de definido o conceito, o DNA da marca, é preciso traçar a forma da comunicação, seja ela digital, eletrônica, impressa ou outra, de forma mais sustentável. Alinhar web, relações públicas, imprensa, publicidade, CRM etc. fica muito mais simples.

Nós da Comunicação – A manutenção do clima organizacional requer constante atenção por parte dos gestores. Qual o papel que a comunicação exerce nesse processo?
Sandra Maia – A comunicação exerce o papel de catalisador e gestor das informações que fazem do negócio o que é. Ou seja, é papel do profissional de comunicação criar canais para que toda a organização fale a mesma língua’, atue dentro de um mesmo padrão de harmonia, compromisso e envolvimento ao lado dos profissionais de RH e, eventualmente, RP.

A comunicação, nesse sentido, impacta na cultura que se quer criar e estabelecer. Se deixarmos essa questão vital, de lado, todos sofrem. A comunicação com formadores de opinião se torna oca, sem repercussão. Não ressoa ou contribui para a construção e consolidação de marcas fortes.

*Material do portal Nós da Comunicação, disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=392&tipo=E


Entrevista muito boa...vale a pena aprender com quem sabe o que está falando.
abs

Dani Cabraíba


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reconhecimento do trabalho da comunicação no governo do Estado de Alagoas

Governo defende unidade na comunicação institucional

Seminário apresenta nova política de comunicação e propõe integração para definir imagem do Governo

Elen Oliveira e Lucas Lisboa

Secretário Rui França destaca que missão dos comunicadores é mostrar a qualidade do trabalho que vem sendo feito pelo governo.Os profissionais de comunicação do governo do Estado participaram nesta sexta-feira (28) do seminário Política de Comunicação para um novo Governo, promovido pela Secretaria de Estado da Comunicação (Secom). O encontro, realizado
no auditório Aquatune, do Palácio República dos Palmares, serviu para a apresentação do plano de ação referente à nova política de comunicação institucional que será desenvolvida nos próximos quatro anos.

O seminário foi aberto pelo governador em exercício, José Thomaz Nonô, que defendeu a uniformidade do discurso da comunicação governamental, para dar mais visibilidade às ações e aproximar a população do Governo. "A imagem do Governo, que é o seu bem mais valioso, depende do desempenho da Secretaria da Comunicação e de seus integrantes. Um governo sério, honesto e competente, como é o governo Teotonio Vilela, precisa de maior expressão", disse
Nonô.

Ele ressaltou a necessidade de unificar a política de comunicação em torno da principal meta do governo do Estado, que é a promoção de políticas voltadas à melhoria dos indicadores sociais. "Temos que superar a impressão equivocada de que o Governo é um arquipélago composto de várias ilhas - órgãos e secretarias. O Estado de Alagoas opera com dificuldades históricas, mas vamos trabalhar com um horizonte positivo, pautado na conquista da credibilidade e no ajuste das contas públicas. O Governo é um só, a imagem é global".

Foram definidos como objetivos principais, apresentados pelo secretário-adjunto da comunicação, Mário Lima, o trabalho integrado entre os assessores e o fortalecimento e organização na produção jornalística e de peças publicitárias. Ele também falou sobre a uniformização da linguagem entre os profissionais que compõem as assessorias, além da consolidação e do aperfeiçoamento dos instrumentos de comunicação social.

"Nós, que fazemos a comunicação do Governo do Estado, precisamos falar a mesma linguagem, defender as mesmas propostas, sempre visando a garantia de boas práticas de informação para a socidade. Nossa principal missão é mostrar a qualidade do trabalho que vem sendo feito", pontuou o secretário de Estado da Comunicação, Rui França.

O secretário reafirmou aos assessores a importância de redefinir a estrutura organizacional da comunicação feita no Governo do Estado, que, segundo ele, pode ser explorada nos mais diversos aspectos, garantindo maior visibilidade e reconhecimento das ações realizadas pelo Governo.

*Material recebido por email pela secom.