"Em comunicação não basta focar o destino é preciso observar a ponte" Carlos Parente (Obrigado! Van Gogh)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Novas Mídias em Assessoria de Comunicação Social

por Cláudio Manoel
Há uma crescente alteração de comportamento do consumo da informação. Os teóricos Gruning e Hunt propõem um Modelo Simétrico de duas mãos onde público e assessorado estão em interação. Os modelos anteriores se estruturavam em fórmulas onde aquele que emitia colocava o receptor em situação passiva, sem diálogo. Com o surgimento das tecnologias
contemporâneas, e sua apropriação pelo cidadão comum, o pólo de emissão foi liberado e passa a pertencer ao cidadão comum, também.

O uso das novas mídias propõe a aplicação do Modelo Simétrico de duas mãos, viabilizando a circulação mais direta entre os pólos de emissão e recepção, alternados entre assessorados e públicos. Esse é um aspecto que reconfigura a comunicação atual, muito além dos meios de comunicação tradicionais – que não são mais os únicos meios de informação.

É preciso atentar sobre a necessidade da mudança de ação, de estratégia de comunicação. Da assessoria de imprensa entendemos que era preciso ampliar para uma comunicação integrada, convergindo publicidade e propaganda com as relações públicas e com o marketing,
associando-os ao jornalismo. Hoje essa convergência inclui ações em suportes tradicionais, como rádio, jornal, tv, mas é preciso atentar para os canais de comunicação em redes telemáticas, onde, concretamente, há um intenso consumo de informação, já
estatisticamente comprovada.

É possível pensar a comunicação eficaz, hoje – organizacional ou não - sem políticas voltadas para as redes sociais e novas mídias? Como pensar um plano de mídia ou um planejamento de comunicação focado que incorpore as novas mídias e as redes sociais virtuais?

Se pensarmos que as Assessorias de Comunicação, no decorrer dos tempos, mantem basicamente os mesmos objetivos – como consolidar/difundir a imagem institucional positiva; gerar mídia espontânea (ou paga, se em PP); informar ao público suas decisões;
formar públicos/platéias para ações públicas; manter audiências e montar/manter redes sociais, virtuais ou não – por que não ampliar o uso de ferramentas para consolidar esses objetivos?

Nesse sentido, particular atenção deve ser dada às redes sociais virtuais, geradas pelos softwares sociais. Por que grandes empresas de comunicação, de base virtual ou não, intensificam o uso de microblogs com rede social (Twitter) como ferramenta de apoio para suas comunicações?

Essas redes tem acentuado um declínio nos acessos a portais (24% em 2006; 6% em 2008). Essas redes tem colocado o Brasil no 1o. lugar do ranking mundial (80% das pessoas que acessam à internet estão em alguma rede de relacionamento; Estados Unidos: 67%; Alemanha: 51%). Um outro dado importante: a internet era dos jovens, porém as redes sociais virtuais ampliaram a participação de pessoas na faixa de 35 a 49 anos (formadores de opinião). Houve também um acréscimo de 2 vezes mais da faixa de 50 a 64 anos, do que dos menores de 18.

É preciso pensar na criação de suportes de comunicação em redes digitais como complementariedade às mídias tradicionais no trabalho de comunicação institucional, expandindo e gerenciando a difusão do conteúdo, a partir de uma periodicidade da renovação dos mesmos.

É preciso entender também que ações de marketing devem dar visibilidade a esses suportes até que formem audiências, até que se consolidem como fonte de informação. A criação dos suportes não basta em si, pois é preciso alimentá-lo com novidade e difundi-lo aos
públicos. Uma relação dialógica: Marketing para as novas mídias, novas mídias como ação marketing.

Estamos falando de públicos múltiplos: como os consumidores de informação via web e tecnologias móveis com foco em publicidade e jornalismo; os públicos já firmados de atividades artísticas e culturais; os formadores de opinião, inclusive os próprios canais de imprensa.

Na prática falamos da criação de suportes web 2.0 e de conteúdos específicos, a exemplo de entrevistas e reportagens para webtv e youtube; programas em áudio em podcast e webradio; bancos de imagens de cobertura de eventos; transmissões ao vivo (streaming) via web; perfis e comunidades em softwares sociais (Ning); difusão deinformação via tecnologia bluetooth; micro postagem em redes sociais (Twitter) para remeter aos conteúdos disponíveis nos demais suportes (site, agência, blog) etc.


*Material disponível em http://www.culturadigital.br/claudiomanoel/2009/08/16/novas-midias-em-assessoria-de-comunicacao-social/


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Jornalista lança livro sobre relacionamento entre assessoria e redação

No dia 05/09, durante o Intercom Curitiba, o jornalista Rodrigo Capella lança o livro “Assessor de imprensa: fonte qualificada para uma boa notícia”. Montada com base em entrevistas com diversos profissionais, a obra busca compreender o relacionamento entre assessores de imprensa e jornalistas de redação.

“O livro tenta traçar o perfil ideal de assessor de imprensa e entender como funciona a relação entre assessor e o jornalista”, diz Capella.

De acordo com o autor, a assessoria de imprensa deve funcionar como uma extensão da redação. O assessor atuar como um facilitador para o jornalista, trabalhando para ganhar a sua confiança.

Atuando em uma empresa de assessoria de imprensa, Capella utiliza os conhecimentos adquiridos durante a pesquisa e elaboração do livro no cotidiano. O uso do Follow up é um exemplo disso.

“Eu considerava irritante, que o jornalista não gostava muito. Mas nas entrevistas eu percebi que é uma ferramenta necessária. A gente não pode abusar, mas em alguns momentos ela é imprescindível”, explica Capella.

*Notícia do portal Comunique-se www.comunique-se.com.br

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Redação Cognitiva

Caramba fiquei interessadissima nesse assunto, mas já verifiquei que não tem muita biografia...pena não puder participar do curso, mas para quem pode....segue a dica:


Como usar o microblog Twitter no desenvolvimento de redação hipertextual e cognitiva? Como treinar a percepção e a objetividade na compreensão de textos? Você sabe estimular a memória, o raciocínio, a imaginação e capacidade de articulação num mundo 2.0?

Ficou interessado?

Isa Fonseca, terapeuta holística, e Pollyana Ferrari, profa. da PUC-SP e doutora em Comunicação Social, criaram o primeiro curso que integra exercícios cognitivos e redes sociais.

Serviço:
Data: 29/08
Horário: 14h às 18h
Local: UlaBiná - Vila da Mata - Av. São Camilo, 288 - Granja Viana (Km 22,8 da Raposo Tavares).
Informações e inscrições: 11. 7283-7901

p.s:O portal Nós da Comunicação estará oferecendo até hoje 2 vagas no curso, quer saber como entra lá www.nosdacomunicacao.com

Ai Ai se eu pudesse.....

bjuuuuuuu

Dani Cabraíba

sábado, 22 de agosto de 2009

Universal oferece mais de R$ 545 milhões para comprar horário na TV Globo

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) contestou as declarações da TV Globo que, com base em reportagem da revista Veja, afirmou que a igreja privilegia a Rede Record na compra de horário para exibição de programas religiosos. Para tanto, apresentou na segunda-feira (17/08) uma nova proposta à TV Globo, de R$ 545.300.000,00, mais do que a Veja e a emissora carioca dizem que a Universal paga à Record.

De acordo com a IURD, a igreja fez um pedido em 2007 para a compra de espaço na programação da TV Globo e do SBT. O primeiro pedido à Rede Globo foi enviado no dia 27/02/2007 e foi recusado três dias depois, sob alegação de que a emissora não loca ou comercializa espaço para programas de terceiros. O pedido enviado ao SBT no dia 05/03/2007 não teve resposta da emissora.

Reportagem mostra valores repassados à RecordA reportagem exibida no Jornal Nacional do dia 15/08 apresenta a matéria de capa da revista Veja que diz que a Universal repassa valores cada vez maiores à Record para exibição de seus programas religiosos. De acordo com a reportagem, em 2006 foram repassados R$ 240 milhões; em 2007, R$ 320 milhões; e no ano passado, R$ 400 milhões.

A Universal informa que a tentativa de comprar um espaço na TV Globo e em outras emissoras faz parte de sua evangelização. “Como uma entidade evangélica, a Igreja Universal acredita na propagação do Evangelho por meio de veículos de comunicação de massa”, diz a nota oficial.

A assessoria de imprensa da Rede Globo reafirmou a posição da empresa e informou que é de conhecimento do mercado de televisão que a Globo não vende espaço em sua programação para terceiros.

Ataques e respostaO Jornal da Record de ontem (17/08), exibiu uma reportagem anunciando o novo pedido de compra de horário feito à Rede Globo. Além disso, o jornal voltou a falar da “guerra” de audiência entre as emissoras, apresentou reportagens sobre o uso do imóvel de Edir Macedo em Campos do Jordão e apresentou as matérias exibidas no Repórter Record do último domingo, em que a Record faz denúncias e ataques contra a TV Globo.

Sobre as reportagens exibidas no programa da Record, a assessoria da Rede Globo declarou que são agressões gratuitas e que não cabe a emissora respondê-las. “Não nos cabe responder a agressões gratuitas, porque, como é do conhecimento geral, o autor das denúncias é o Ministério Público de São Paulo. O que a TV Globo tem feito, assim como os demais veículos de comunicação, é registrar essa informação, de evidente interesse público”.

Fonte: Portal Comunique-se
disponível em: http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D53251%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D107416785025%26fnt%3Dfntnl


Essa história ainda vai feder antes de acabar...aff!!!

Dani Cabraíba

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Globo X Record...Isso vai longe

Matéria publicada dia 13 de Agosto no portal Comunique-se, disponível no link

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D53181%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D107416785025%26fnt%3Dfntnl


Caso Edir Macedo gera 'guerra' entre Globo e Record
Da Redação

O Jornal da Record da última quarta-feira (12/08) atacou, com uma reportagem de mais de dez minutos, a Rede Globo de Televisão. A matéria foi uma resposta à reportagem veiculada no dia anterior pelo Jornal Nacional, sobre as acusações contra o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo.

A exibição da matéria já havia sido anunciada na manhã de ontem, no Fala Brasil. A reportagem, apresentada por dois ex-globais, Ana Paula Padrão e Celso Freitas, contestou o tipo de jornalismo praticado pela Rede Globo, afirmando que a emissora "manipula o noticiário".

"A família Marinho sempre usou a emissora a favor de seus interesses pessoais", este era um dos textos de abertura da reportagem. A matéria também relembrou casos políticos, como o debate de Lula e Fernando Collor de Mello, em 1989.

“Todos que contestaram a família Marinho acabaram com suas carreiras políticas”, disse a reportagem. A emissora também enfatizou o crescimento de sua audiência como algo assustador para a concorrente. “O crescimento da Record está incomodando (...) Liderança que provoca desespero”.

A reportagem fazia dois questionamentos: “Como a Globo recebeu os papéis sigilosos da investigação?”, e “O que motivou os ataques, tamanha violência?”, indagou o texto.
Celso Freitas encerrou a reportagem com a nota oficial da igreja. "A Universal afirma que confia na Justiça brasileira, que não se influencia pelo interesse de qualquer grupo, mesmo aquele que quer manter o monopólio da informação". Entretanto, em nenhum momento a emissora defendeu Macedo das acusações.

Globo também atacaNa mesma noite, o Jornal Nacional exibiu duas matérias enfatizando a ajuda internacional que o Ministério Público pedirá para continuar as investigações e rastrear as movimentações financeiras de Edir Macedo. Além disso, a reportagem ressaltou a repercussão internacional do caso.

Edir Macedo e outros nove executivos de seu grupo são acusados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, como o suposto desvio do dinheiro dos fiéis para a compra de empresas de comunicação e bens pessoais.

A "guerra" continua Hoje, Luciano Faccioli, apresentador do São Paulo no Ar da Record, afirmou que a emissora irá rebater as novas reportagens da TV Globo, exibidas ontem.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Debate interessante sobre Blogs Corporativos

Olá segue um debate bem interessante sobre blog corporativo que li no portal Nós da Comunicação, onde vcs podem encontrar a entrevista na íntrega.

bjuussss

Dani Cabraíba

Um debate animador sobre os blogs corporativos
Os convidados foram os especialistas Fábio Cipriani e Pollyana Ferrari.

Cipriani é autor do livro 'Blog Corporativo', lançado pela Novatec Editora. Master of Science in Wireless Systems pelo Politécnico de Turim na Itália, hoje trabalha como consultor empresarial da Deloitte, em Amsterdã, na Holanda. Pollyana escreveu os livros 'Jornalismo digital' e 'Hipertexto, hipermídia', pela Editora Contexto, é consultora web e colunista do portal. Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA/USP, dá aulas na Pontifícia Universidade Católica, de São Paulo.

As editoras Novatec e Contexto ofereceram livros aos participantes que fizessem as perguntas mais relevantes antes e durante o bate-papo. Os ganhadores foram: Vanderlei Abreu - 'Jornalismo digital'; Luis Rocha - 'Hipertexto, hipermídia'; Priscila Alves de Oliveira - 'Jornalismo digital'; Marcos Brandão Siqueira - 'Hipertexto, hipermídia' e Giovanna Concilio de Carvalho - 'Blog Corporativo'.

Confira abaixo as principais perguntas e respostas do bate-papo:



CREDIBILIDADE

Marcos Siqueira: As pessoas acreditam muito mais no que lêem sobre uma empresa na internet do que o que a própria empresa fala de si mesma. Como levar os blogs corporativos a ter uma boa credibilidade?Fábio Cipriani: A credibilidade de um blog corporativo está diretamente ligada a seu conteúdo e seus autores. Se eu estou lendo um texto de qualidade com nome e foto do autor, a 'conversa' se torna muito mais pessoal. O blog é, de certa forma, falar com o público pela internet.

Bruno Barranco: Com relação à percepção dos usuários, que visão que eles têm dos blogs corporativos em comparação aos demais, livres e especializados? Deixar claro que se trata de um blog corporativo é uma questão estratégica?Fábio Cipriani: O blog corporativo é um blog como qualquer outro. Triste é muitas vezes não ser aberto ao público externo ou não possuir um autor de verdade.Pollyana Ferrari: Blog é blog. Se não ficar claro, se o diretor não escreve, não tem o que falar, se a empresa tem uma política que demora 15 dias para aprovar um press-release, não fala com o público, não divulga nada, melhor não ter um blog, pois será um fracasso.

Giovanna Concilio: Vocês acreditam, assim como eu, que é preciso repassar conceitos éticos, de transparência e credibilidade não só na internet, mas em todas as ações e opções da empresa?Fábio Cipriani: ‘Mascarar’críticas e situações cotidianas fazem parte da batalha da marca por reputação. O blog deve fazer isso de forma transparente. Ética e transparência vêm antes de tudo e devem ser seguidas à risca por um blogueiro corporativo que possui autonomia e autenticidade.Pollyana Ferrari: É preciso repassar conceitos éticos, de transparência e credibilidade não só na internet, mas em todas as ações e opções da empresa. Não adianta ter um blog que seja um clipping ou o press-release do CEO. Vou mais além. Na Europa e nos EUA (principalmente), os blogs corporativos são encontrados pelo
Google. Aqui, as empresas têm medo da concorrência e limitam o blog aos funcionários, o que é muito ruim, pois a concorrência já sabe de tudo, não precisa se informar pelo blog, e o seu público fica viciado e restrito.

Bruno Barranco: Fábio, como um gestor de marca deve controlar um blog? Qual é a medida para reter informações?Fábio Cipriani: De novo depende do assunto do blog. Na minha concepção, blog é diálogo. Se eu falo algo e você não responde algo que tem a ver com o que eu falo, então temos um conflito. Mas nem sempre nossos clientes usam os canais que gostaríamos que eles usassem. Quem sabe o blog pode começar a educá-los nesse sentido?

Sheila: Como avaliar os riscos da manutenção de um blog corporativo? Pollyana Ferrari: Ele é um veículo de duas mãos, então pode abrir espaço para comentários/opiniões negativas para as empresas. Na mídia social, você tem que monitorar, ir adequando a plataforma ao projeto, diariamente. Veja o caso Obama nos Estados Unidos, que deu origem à 'Geração O', segundo artigo do ‘
New York Times’ de 17 de novembro. O Facebook e o MySpace fizeram toda a diferença na campanha de Obama. O blog também. Mas tem que estar aberto e ir aprendendo com a rede. Uma cobertura jornalística primorosa, em tempo real, pode ser um concorrente, sim! A mídia social ainda vai crescer muito, mas tudo convive bem com tudo. Não vejo uma mídia matando a outra.




RELACIONAMENTO EMPRESA-PÚBLICOS

Paulo Rodrigo Teixeira: Como catequisar as empresas para que entendam melhor que os blogs não são apenas um diário virtual de adolescente?Fábio Cipriani: A melhor forma de convencer executivos e tomadores de decisão de que os blogs não são brincadeira é mostrando casos concretos de sucesso, com estudos de caso e, principalmente, mostrando claramente os resultados atingidos.

Agnaldo Montesso: Vocês acham que os blogs corporativos estão sendo criados para que o público, ao invés de criticar a empresa em outros meios, faça isso nestes blogs? Qual a medida da permissão das críticas neste canal de comunicação? Há algum controle por parte destas organizações? Fábio Cipriani: O blog jamais conseguirá 'canalizar' a opinião e reclamações de clientes. Quem grita de dor, grita de dor para todo mundo ouvir. No blog, é sempre recomendável moderar comentários, mas entenda que 'moderar' não significa esconder.Pollyana Ferrari: Não podemos esquecer a equação ‘público + privado’ e não esconder nada.

Cristina Mello: Fábio, blogs são hoje grandes fontes de informação. Como as empresas lidam com a horizontalização da informação? Como fica a questão da hierarquia, ainda tão presente nas grandes empresas? Fábio Cipriani: É essa hierarquia que impede que o blog seja adotado em primeiro lugar. A partir do momento em que é adotado, eu não vejo conflitos internos nas empresas.

Marcos Moura: O que está ocorrendo de novidade aí na Europa no relacionamento empresa-públicos que nós, aqui no Brasil, ainda não sabemos?Fábio Cipriani: Aqui na Europa, as empresas não são muito diferentes. Todas têm sérios problemas (e curtos orçamentos) para o relacionamento com o cliente. O blog e o
Twitter são adotados com freqüência, mas, assim como no Brasil, ainda há muita falta de informação.

Paulo Rodrigo Teixeira: Numa pesquisa da
Forrester sobre origens das vendas dos clientes, os blogs ficaram com 0%. Como vê o papel dos blogs nas vendas?Fábio Cipriani: Não acredito no resultado da pesquisa. Isso mostra uma falta de adequação para mensurar as oportunidades de venda oriundas de um blog (o que é complicado). O blog não é uma ferramenta de vendas, é uma ferramenta para gerar oportunidades de venda...


Veja entrevista completa no link http://www.nosdacomunicacao.com/relacionamento_chat.asp?id=7

domingo, 9 de agosto de 2009

CONCURSOS TRT - COMUNICAÇÃO SOCIAL

Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul) - Inscrições até 14.08.2009


Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (Ceará) - Inscrição das 9 horas do dia 10/08/2009 às 14 horas do dia 14/09/2009, observado o horário de Brasília.


Infelizmente é só uma (1) vaga em cada concurso...mas quem tiver afiado não pode perder a oportunidade...

Boa Sorte!!!!

Mais informações no site da Fundação Carlos Chargas www.concursosfcc.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Planejamento: primeira condição para avaliar

Há muitas divergências no campo da avaliação de resultados em comunicação, mas nenhum autor deixa de destacar que o planejamento é pressuposto fundamental para quem quer medir resultados. Isso até parece óbvio, mas apenas parece, pois não é.

Conheço trabalhos premiados e projetos de comunicação em que não existe ou não está clara a forma de demonstração de resultados. Tenho presenciado campanhas, eventos e outras iniciativas cujos responsáveis avisam informalmente que, no fim, tudo será avaliado. Sem contar os casos em que a avaliação não está prevista, mas alguém diz que quer manifestar sua opinião, e daí outro alguém corre para elaborar o questionário de última hora.

Todo levantamento de dados pode ser interessante, mas o tempo e os recursos andam curtíssimos, e todos os esforços de avaliação devem levar a análises críticas e ajudar a melhorar algo. Se entendemos assim, então devemos nos lembrar sempre que a hora de pensar em avaliação é quando estamos planejando campanhas, estratégias de mídia, eventos, comunicação interna e qualquer outra tarefa de comunicação.

O planejamento, ao envolver diagnóstico, ação e avaliação, promove um processo cíclico, e por isso não se pode dizer que a mensuração deva ser realizada apenas no fim de um projeto. Como já destaquei outras vezes, avaliação também é acompanhamento e, se detecta problemas em curso, incentiva que se ‘troque o pneu com o bonde andando’, permitindo correções imediatas, além de fornecer subsídios para um novo planejamento.

Ao planejar, a lembrança da avaliação deve ocorrer assim que descrevemos os objetivos, para que haja uma relação de compromisso com a verificação dos resultados esperados. Para isso, é preciso observar se os objetivos são mensuráveis. Para formulá-los de maneira que possam ser medidos, recomenda-se basicamente:

1- Saber o máximo sobre o negócio da organização: abrir a ‘caixa-preta’ da empresa e inteirar-se de suas principais diretrizes e metas. É preciso conhecer além da comunicação e compreender o vocabulário da atividade-fim do local onde você trabalha. O objetivo será mais importante à medida que impactar mais o resultado global da organização.

2- Delimitar seus públicos e ser perito em suas principais características. Isso ajudará a ter foco, a limitar o alcance do objetivo.

3- Estabelecer a natureza e a quantidade da mudança desejada escolhendo uma categoria de avaliação: você quer medir produção, compreensão de mensagem, custo-benefício, mudança de comportamento ou qualidades de relacionamento?

4- Agendar e registrar uma data-alvo para o resultado pretendido.

A categoria de avaliação escolhida deverá ser registrada e difundida para toda a equipe de comunicação. Todos precisam estar comprometidos com o que se busca e se sentirem responsáveis, não apenas pelo projeto, mas também por seus resultados, sejam bons ou ruins. Após o término do trabalho, reuniões presenciais entre a equipe são ainda mais importantes que relatórios, pois permitirão validar conclusões, além de discutir a experiência, “lavar roupa suja em casa” e retirar de tudo o que aconteceu enriquecimentos para a próxima batalha.

Um bom plano terá previsto todas as etapas comentadas e, além de um guia, poderá ser reconhecido também como o registro de um método de trabalho, o que caracteriza profissionalismo e valorização às estratégias e técnicas de comunicação. Definitivamente, difícil imaginar não apenas a avaliação, mas qualquer bom trabalho sem planejamento.

Aproveito para agradecer, além de parabenizá-la, à grande professora Dra. Margarida Maria Krohling Kunsch, autora de tantos ensinamentos sobre planejamento em comunicação organizacional e relações públicas.


Gilceana Galerani

* Material do portal Nós da Comunicação - Coluna Comunicação de Resultados

disponível em: http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna_col.asp?panorama=117&tipo=C