Pular para o conteúdo principal

Novas Mídias em Assessoria de Comunicação Social

por Cláudio Manoel
Há uma crescente alteração de comportamento do consumo da informação. Os teóricos Gruning e Hunt propõem um Modelo Simétrico de duas mãos onde público e assessorado estão em interação. Os modelos anteriores se estruturavam em fórmulas onde aquele que emitia colocava o receptor em situação passiva, sem diálogo. Com o surgimento das tecnologias
contemporâneas, e sua apropriação pelo cidadão comum, o pólo de emissão foi liberado e passa a pertencer ao cidadão comum, também.

O uso das novas mídias propõe a aplicação do Modelo Simétrico de duas mãos, viabilizando a circulação mais direta entre os pólos de emissão e recepção, alternados entre assessorados e públicos. Esse é um aspecto que reconfigura a comunicação atual, muito além dos meios de comunicação tradicionais – que não são mais os únicos meios de informação.

É preciso atentar sobre a necessidade da mudança de ação, de estratégia de comunicação. Da assessoria de imprensa entendemos que era preciso ampliar para uma comunicação integrada, convergindo publicidade e propaganda com as relações públicas e com o marketing,
associando-os ao jornalismo. Hoje essa convergência inclui ações em suportes tradicionais, como rádio, jornal, tv, mas é preciso atentar para os canais de comunicação em redes telemáticas, onde, concretamente, há um intenso consumo de informação, já
estatisticamente comprovada.

É possível pensar a comunicação eficaz, hoje – organizacional ou não - sem políticas voltadas para as redes sociais e novas mídias? Como pensar um plano de mídia ou um planejamento de comunicação focado que incorpore as novas mídias e as redes sociais virtuais?

Se pensarmos que as Assessorias de Comunicação, no decorrer dos tempos, mantem basicamente os mesmos objetivos – como consolidar/difundir a imagem institucional positiva; gerar mídia espontânea (ou paga, se em PP); informar ao público suas decisões;
formar públicos/platéias para ações públicas; manter audiências e montar/manter redes sociais, virtuais ou não – por que não ampliar o uso de ferramentas para consolidar esses objetivos?

Nesse sentido, particular atenção deve ser dada às redes sociais virtuais, geradas pelos softwares sociais. Por que grandes empresas de comunicação, de base virtual ou não, intensificam o uso de microblogs com rede social (Twitter) como ferramenta de apoio para suas comunicações?

Essas redes tem acentuado um declínio nos acessos a portais (24% em 2006; 6% em 2008). Essas redes tem colocado o Brasil no 1o. lugar do ranking mundial (80% das pessoas que acessam à internet estão em alguma rede de relacionamento; Estados Unidos: 67%; Alemanha: 51%). Um outro dado importante: a internet era dos jovens, porém as redes sociais virtuais ampliaram a participação de pessoas na faixa de 35 a 49 anos (formadores de opinião). Houve também um acréscimo de 2 vezes mais da faixa de 50 a 64 anos, do que dos menores de 18.

É preciso pensar na criação de suportes de comunicação em redes digitais como complementariedade às mídias tradicionais no trabalho de comunicação institucional, expandindo e gerenciando a difusão do conteúdo, a partir de uma periodicidade da renovação dos mesmos.

É preciso entender também que ações de marketing devem dar visibilidade a esses suportes até que formem audiências, até que se consolidem como fonte de informação. A criação dos suportes não basta em si, pois é preciso alimentá-lo com novidade e difundi-lo aos
públicos. Uma relação dialógica: Marketing para as novas mídias, novas mídias como ação marketing.

Estamos falando de públicos múltiplos: como os consumidores de informação via web e tecnologias móveis com foco em publicidade e jornalismo; os públicos já firmados de atividades artísticas e culturais; os formadores de opinião, inclusive os próprios canais de imprensa.

Na prática falamos da criação de suportes web 2.0 e de conteúdos específicos, a exemplo de entrevistas e reportagens para webtv e youtube; programas em áudio em podcast e webradio; bancos de imagens de cobertura de eventos; transmissões ao vivo (streaming) via web; perfis e comunidades em softwares sociais (Ning); difusão deinformação via tecnologia bluetooth; micro postagem em redes sociais (Twitter) para remeter aos conteúdos disponíveis nos demais suportes (site, agência, blog) etc.


*Material disponível em http://www.culturadigital.br/claudiomanoel/2009/08/16/novas-midias-em-assessoria-de-comunicacao-social/


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como a Internet mudou a forma de nos comunicarmos?

  Em seu livro O poder da comunicação, o sociólogo e professor universitário Manuel Castells define o ato de se comunicar como “compartilhar significados por meio do intercâmbio de informação”. No entanto, ainda segundo o autor, “com a difusão da Internet, surgiu uma nova forma de comunicação interativa, caracterizada pela capacidade de enviar mensagens de muitos para muitos, em tempo real ou em um momento específico”. Em outras palavras, se até pouco tempo atrás os meios de comunicação podiam ser considerados “unidirecionais” -- ou seja, emissores de mensagens generalistas, que eram enviadas a partir de um único ponto para muitos receptores indiferenciados, através de livros, jornais, filmes, rádio e televisão --, hoje em dia, qualquer usuário pode não só criar e emitir a sua própria mensagem personalizada, como também prever e definir o perfil de seus possíveis receptores, sejam eles seguidores no Instagram, inscritos no YouTube, conexões no LinkedIn, ou contatos no WhatsApp. De ...

Concurso Público

A Marinha do Brasil abriu inscrições para concurso, ofertando 04 (quatro) vagas para nossa área. As inscrições são entre os dias 13/04/2009 e 27/04/2009. A remuneração para início de carreira alcança a casa de R$ 3.788,00 . Inscreva-se pelo endereço www.ensino.mar.mil.br , pagando taxa de 60,00 reais. As provas se realizarão no dia 05.07.2009. Oportunidade!!!!!!!!

O Atendimento ao cliente X A Comunicação interna

Mais um texto muito interessante do site da Aberje sobre comunicação empresarial, com uma referência bibliográfica muito interessante. *Alan Bastos Jornalista e Relações Públicas Especialista em Comunicação Organizacional Assessor de Imprensa do Porto do Rio Grande O cenário atual traz cada vez mais desafios, estamos na época do declínio do poder da marca, da diminuição das diferenças tecnológicas entre os produtos, e principalmente da grande concorrência, onde os clientes estão mais informados, sofisticados e exigentes. Nesta contextualização o serviço de atendimento ao cliente deixou de ser opção ou um diferencial empresarial para tornar-se o principal. Atender os clientes torna-se uma função de toda a organização e não apenas dos representantes comerciais ou do marketing. Assim, as empresas tiveram que se focalizar no cliente, criando primeiramente uma estrutura interna que ligue todas os seus funcionários, em todos os níveis, direta ou indiretamente aos clientes. Além disso, as or...